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22. A Batalha Final I


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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OI!!!!!
Esse era pata ser um cap só, mas como ele vai ficar bem grande e por isso demoraria mais para sair, achei melhor dividi-lo e postar um pedaço dele já. Assim eu não demoro mt pra att né?

Me esforcei bem aqui e acho que ficou bom. Espero que concordem comigo.. rsrsrsrss

No mais ÓTIMO CARNAVAL pra td mundo e até o próximo cap.

COMETEM POR FAVOR!!!!

***********************************************************************************
Tentei de todo jeito colocar musica aqui mas achoq sou burra demais, então.. quem quiser acessa o link aqui:   http://www.youtube.com/watch?v=gg4zxY1vF1w




Seis pés bateram com força no chão de pedra de Hogsmead. O frio que entrou por suas narinas não poderia ser normal. Era congelante. Ao primeiro passo de Harry um apito, parecido com alarme trouxa, disparou alto. Os três se assustaram e se encolheram perto de um muro de pedra apenas para sentir o frio se intensificar ainda mais e o desespero aumentar fora de controle.


- Dementadores. – Hermione sussurrou apavorada.


- Potter! Ele está aqui! Procurem! – Ouviram uma voz gritar não muito longe, enquanto as sombras das mantas dos dementadores caiam sobre eles.


- Precisamos conjurar patronos, e rápido!


- Harry! Você não pode conjurar um patrono aqui! Todos sabem a forma do seu, se fizer isso vai se entregar! – Ela falou tremendo.


- Mas Hermione, vamos morrer aqui se não nos protegermos.


- Eu nunca consegui conjurar um.. eu não vou conseguir.. – Ron se manifestou pela primeira vez, sendo ainda mais afetado pela presença dos dementadores.


- Eu.. eu vou tentar! – Harry olhou a amiga. O braço erguido tremulo. Hermione era extremamente competente em quase tudo que fazia. Quase, porque em duas coisas ela era fraca. Em voar e conjurar um patrono. Ele sabia disso e ela também.


- Expectro.. Expectro Patronum! – Ela gritou e apertou os olhos. Uma luzinha saiu da ponta de sua varinha, mas nada que fizesse realmente efeito. Agora eles podiam ver os dementadores nitidamente, mesmo com toda a névoa que os envolvia.


- Expectro...- Ela tentou de novo, mas um dementador se aproximou de suas costas. Ron já estava sentado em um estado estranho. Harry ficou aflito, seus amigos estavam sucumbindo em sua frente, teria que fazer alguma coisa.


- Expectro.. expectro.. -  Mas ele também já estava tomado daquele sentimento negro, frio e triste. Fechou os olhos. Firmou o pensamento nas fotos dos seus pais. No sorriso de Gina, no abraço de Sirius, lembrou que era padrinho de Ted, ouviu o choro de Elizabeth, de Ron jogando xadrez, de Hermione lhe dando coragem.


- EXPECTRO PATRONUM!!!!!!! – O grito foi alto e enfim o veado saltou de sua varinha. O calor e o brilho afugentaram os dementadores, e logo eles estavam se sentido melhores.


- Por ali! -  E o que Hermione mais temia acontecera. Seus perseguidores, muito possivelmente comensais, os havia localizado.


- Não há para onde correr! – Ron, que havia se levantado, constatou ao ver uma parede em cada lado, e uma porta, que Hermione tentara abrir, mas nem o Alohomora conseguira destrancar.


- Não pode acabar aqui! – Harry soou como um garoto mimado nesse momento. Os passos estavam próximos.


- A capa, Harry, cadê a capa? – Hermione o virou pra ela.


- Não nos cabe, você sabe disso.


- Mas cabe você!


- Quê? – Ele a olhou confuso.


- Ande, não temos tempo. Se enfie debaixo dela. Eles querem você Harry!


- E você acredita que eles serão bondosos e deixarão você e Ron irem pra casa?


- Vamos logo com isso Harry! – Ron se aproximou e o empurrou na parede. Enfiava as mãos pelos bolsos do casaco de Harry, sabia que ele escondia a capa ali.


- Me solta! – Mas o moreno era muito mais magro e baixo que Ron. Ele tentava, mas não conseguia se desvencilhar.


- Ande Ron! – Hermione podia ouvir as vozes mais próximas.


- Não!


- Achei! – E então ele puxou o tecido fino e logo jogou na cabeça de Harry.


-  Potter! – O gelo que desceu na espinha de Hermione foi parecido ao que sentiu quando estava nos portões da Mansão Malfoy.


 


- Sabe Draco, quando estava lá fora, vendo a tarde cair, senti algo estranho. – O loiro estava com a cabeça nas pernas de Astória. Quando voltara da sala do diretor ele teve a sorte de encontrar com ela também retornando para Sonserina.


- Tipo o quê? – Ele não estava sinceramente interessado. Sua cabeça estava lotada de pensamentos desconexos. Mas precisava dar algum tipo de atenção a namorada, e ele aprendera a controlar sua concentração em duas ou mais coisas diferentes.


- Não sei exatamente. O por do sol foi bem vermelho. Parecia... sangue no céu. Senti meu peito pesado. O ar parecia mais pesado. A noite me soa tão diferente. – Draco moveu o rosto para olha-la. Ele não contara nada a ela sobre o que Pansy havia lhe falado. Então, do que ela estava falando?


- Não entendi Astória. – Ela olhou nos olhos dele.


- Quase como um pressentimento. Um mau pressentimento. – Alguns alunos entraram na Sonserina fazendo bastante barulho e assim assustando o casal. Draco tirou sua cabeça das pernas da namorada e sentou ereto, ao lado dela.


- Não acredito muito nisso.


- Sabia que alguns trouxas cultuam um ditado que diz mais ou menos assim “Eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem”? Bem, e nós existimos mesmo. – Draco franziu o cenho e a encarou. O que ela queria dizer com aquilo?


- Não sabia que você tinha tanto conhecimento sobre os trouxas.


- Não seja tão debochado. E depois, bem, eu não sou aquela que se considera radical. Eu e Dafne já até passeamos muito pelo mundo trouxa se quer saber. Há coisas interessantes. – O loiro sacudiu a cabeça.


- Astória...


- Não se preocupe, eu jamais lhe constrangeria. Só acho que somos íntimos o suficiente para eu poder comentar certas coisas com você. – Ele acenou a cabeça.


- Certo. Mas então, o que quis dizer com esse ditado?


- Não é porque você não acredita em algo significa que ele não exista. Tudo é uma questão de escolha na verdade. Você prefere não acreditar. Eu... bem.. eu tenho minhas dúvidas.


- Então você acha que vai acontecer algo de ruim hoje à noite? Aqui ou com a gente? – Ela se virou para olha-lo melhor.


- As duas coisas Draco. As duas coisas. – Ele pegou as pequenas mãos dela na suas.


- Não fique tão aflita querida. Estamos em Hogwarts, aqui ainda é seguro. – Astória encostou a cabeça em seu ombro.


- Não se iluda tanto. Hogwarts não é segura desde... desde que Dumbledore se foi. Aquele-que-não-deve-ser-nomeado só se preocupa com a sua própria segurança. – Quando ela mencionou Dumbledore, Draco sentiu seu corpo ficar mais tenso. E, por concordar com as palavras dela, achou melhor não dizer nada. Naquela guerra, ninguém realmente estava a salvo.


 


- Aqui! Venham aqui! -  Hermione então percebeu que a voz não vinha da onde escutava os passos cadê vez mais próximos. Olhou para trás e percebeu que a porta, antes trancada, estava entreaberta e que tinha uma sombra ali. Se aproximou. Arregalar os olhos ao que viu foi inevitável.


- O... senhor. Er..


- Ande logo, eles vão chegar. – Ron se aproximou e logo Harry retirou a capa de uma vez. Os três ficaram encarando aquele homem parado a porta, ambos assustados. – Querem ser pegos?


Então o trio resolveu que entrar para onde aquele homem apontava parecia ser o mais seguro a se fazer. Logo perceberam que estavam nos fundos de um bar, e quando olharam melhor, enquanto o homem conversava com os comensais da morte que por fim alcançara o lugar que antes eles estiveram, perceberam que era o Cabeça de Javali.


Quando o homem retornou, depois de há muito custo convencer os homens de que o patrono que eles avistaram de longe era o seu, ele apenas fez um sinal com a cabeça indicando para que eles o seguissem escada acima.


Uma vez no andar superior, que parecia ser a casa dele, com a iluminação melhor, Hermione pôde perceber que aquele só podia ser Aberforth Dumbledore. Isso justificava seu susto quando o viu na escuridão do beco. Eles eram muito parecidos. Fora o quadro de uma moça jovem em cima da lareira. Ela, que lera o livro de Rita Skeeter, sabia se tratar de Ariana Dumbledore.


Depois das devidas constatações e um dialogo acido e conturbado, o irmão mais novo de Dumbledore fez um sinal para a Ariana, que calmamente se virou e lentamente, caminhou até sumir do quadro. Aberforth também se retirou da sala logo em seguida.


Quando Ariana voltou, ela não veio sozinha. Os três recuaram assustados quando a moldura do quadro se moveu para esquerda, e como uma porta, se abriu. E lá estava Neville, machucado, mas sorridente.


 


- E como é a escola com Snape como diretor? – Depois da boa surpresa de ver um saudoso amigo, o trio o seguiu pela passagem que o quadro escondia. Um logo corredor estreito e escuro.


- Nós quase não o vemos na verdade. Os irmãos Carrow que são o terror.


- Eles que o machucaram desse jeito? – Ron pergunto fazendo uma careta aproximando a ponta da sua varinha do rosto de Neville. Todos estavam usando o feitiço Lumus para caminharem com segurança.


- Sim. Na aula da de Arte das Trevas eles queriam que eu usasse o crucio em uma garotinha do segundo ano. Obvio que eu não fiz né? – Eles fizeram uma curva.


- As outras passagens? O que houve com elas? – Harry perguntou.


- Todas foram fechadas. Snape não conhece essa pela Sala Precisa, porque ela foi feita depois que o ano letivo começou. – Hermione sentiu o coração ficar mais apertado. “Sala Precisa”. A última vez que estivera nela fora em uma situação tão diferente daquela, e ... com Draco.


- Ainda falta muito? – Ela perguntou tentando desviar os pensamentos errados da cabeça.


- Na verdade já é logo ali. – E Neville apontou para um quadrado a frente. Quando chegaram perto ele o empurrou, e lá estava ela, a Sala Precisa. Mas não era nada parecida com que ela se lembrava. Parecia um espaço aberto sem fim, lotada de redes, colchões e até algumas pequenas fogueiras. Fora o número enorme de pessoas amontoadas. Uma coisa incrível.


- É o Harry! É ele! – Dino gritou o que chamou atenção dos outros, logo todos se apertaram para melhor ver o menino que sobreviveu.


Em poucas palavras eles tentaram explicar o que os levara de volta ao Castelo. O grande problema era que ele não sabia o que procurar exatamente, ou onde. Apenas que era algo haver com Helena Revenclaw.


- Posso te levar até ao Salão da Corvinal. Se é algo relacionado à ela, talvez esteja lá Harry. – Luna disse calma e sorridente.


- Acho que é um bom começo. Mas o mais importante é deixar a minha visita em segredo o tanto quanto for possível.


- Harry! – Gina tinha acabado de entrar na Sala e correra para onde todos estavam. Eles se encaravam sem piscar.


- Oi né Gina?! – Ron disse, mas ela nem se mexeu. Hermione deu um leve cutucão nas costelas de Harry e então ele acordou. Com dois passos ele apertou a ruiva em seus braços.


- Bom poder te ver. – Foi tudo que ele disse a soltou rapidamente. Olhou para Luna que assentiu e o puxou pela mão. Gina os seguiu com olhar um pouco confusa.


- Gina! – Hermione a puxou também para um abraço. – Eu preciso tanto de agradecer pelo que fez por mim! – Ela sussurrava e a ruiva teve dificuldade em entender o que ela falava.


- Como assim Hermione? – Agora elas se olhavam.


- Você sabe... na noite de natal.. – E o rosto de Gina brilhou com entendimento.


- Não fiz nada demais. O importante que deu certo. Vocês duas vivas! – As duas tinham os olhos marejados e os que as rodeavam estavam bastante confusos com aquele dialogo, mas Ron deu um leve empurrão em Hermione e achou justo ele agora abraçar a irmã.


 


- Não entendo essa convocação. Cada dia que passa essa escola fica mais sinistra. – Pansy disse ao lado do namorado se encaminhando para o Salão Principal.


- Eu estou preocupado com que isso pode significar na verdade.


Todos, ou quase todos, estavam seguindo o mesmo caminho do casal. Snape mandara que todos os alunos fossem para o Salão Principal imediatamente. E como uma ordem do diretor não poderia ser contestada foi isso que fizeram.


Quando eles chegaram lá, avistaram Draco e Astória e se aproximaram. Eles eram um dos últimos, mais próximos a porta.


- Um ótimo lugar. – O moreno disse dando um pequeno susto em Astória que não percebera a aproximação dos dois.


- Questão de segurança. – Draco disse mecanicamente sem nem olhar aos amigos recém chegados.


- Segurança? – Pansy perguntou.


- Algo de muito sério está acontecendo. Snape não nos reuniria aqui por nada. Qualquer movimento suspeito, emergência, podemos sair mais rapidamente.


Ninguém mais teve tempo de dizer nada porque o diretor acabara de entrar no Salão deixando tudo no mais mórbido silêncio. Sua voz cortante e profunda ecoou pelo todo salão anunciando que Harry Potter estivera em Hogsmead naquele fim de tarde e que tudo levara a crer que o intuito dele era penetrar em Hogwarts. Que se algum aluno ali soubesse de algo que era para deletar imediatamente, ou caso contrário sofreriam conseqüências gravíssimas.


Mas ninguém se moveu. Ninguém disse uma palavra. Quando parecia fim de conversa, a porta do Salão se abriu em um baque, e Aleto Carrow surgiu com a cabeça sangrando e cambaleando.


- Potter! O maldito está aqui... Minerva o ajuda. Estavam na Corvinal. – E caiu logo em seguida. Todos ficaram assustados e nervosos.


- SILÊNCIO! – Snape sibilou e mais uma vez tudo ficou quieto. Olhava para os alunos como se buscasse respostas para as suas perguntas. Quando ia abrir a boca novamente McGonagall surgiu pela porta aberta afobada.


- Chega Snape! Nunca pensei que você chegaria onde chegou, mas basta! – E então ela apontou a varinha para o homem de negro e começou a disparar feitiço atrás de feitiço. Mas ele não revidou um ataque se quer. Apenas se protegia, e quando viu que estava preso entra ela e as janelas de vidro fez sua opção. Aparatou surpreendendo a todos e quebrando a janela.


- COVARDE! – A professora de transfiguração ainda berrou ao vê-lo fugir.


- Professora! – E a voz de Harry Potter foi ouvida no silencio que ainda reinava. Todos voltaram a suas cabeças para a porta, menos Draco.


- Senhor Potter.


- Eu preciso de tempo. Ainda não encontrei o que procuro. Acha que pode nos ajudar?


- Claro. Vou fazer tudo que estiver meu alcance. – Mas nesse momento a voz estrondosa e medonha de Voldemort invadiu todo o espaço. Ameaçava a todos em troca de entregarem Harry vivo a ele. Deu até a meia noite para que pudessem fazer isso.


- O que esperam? Ele está logo ali! – Pansy teve que dizer e apontar. Estava aflita demais em pensar que morreria ou se feriria por causa daquele idiota do Potter. Blás shiou baixo e Astória abaixou a cabeça quando todos se voltaram para eles. Draco parecia uma estatua. Duro e indecifrável.


- Senhorita Parkisson.. nós agradecemos a sua constatação obvia, mas a dispensamos. Estamos em guerra e quem não quiser se comprometer pode partir. Existe um caminho para sair. Mas quem escolher ficar, que esteja preparado para tudo. Sonserinos e alunos do primeiro e segundo ano me sigam por favor.


- Nem todos sonserinos precisam ir. – Blás respondeu.


- Blás! – Pansy soou irritada.


- Senhor Zabinne se for do seu desejo ou de algum outro sonserino ficar e lutar por nós, que seja. O restante é só vir comigo. – E Minerva se posicionou do lado de fora pronta para organizar filas.


- Draco? – Astória o chamou baixinho quando todos começaram a falar e se movimentar nervosos. Ele virou os olhos para ela, que agora estava a sua frente.


- Não vou escolher por você, apesar de que acho muito mais inteligente você seguir McGonagall. – Ele estava mais frio do que nunca.


- E você?


- Tenho contas a acertar por aqui Astória. Coisas a resolver. Mas vá, é o que eu acho melhor. – Ela levantou o rosto com os olhos ardendo.


- Você disse que a escolha era minha Malfoy. – E saiu de perto dele.


Draco ainda estava parado do mesmo jeito desde que Snape começara a falar. Se sentia ansioso, desesperado e até com medo. Sabia que não podia mais ficar plantado ali como uma árvore, então se moveu.


Hermione tentava ajudar McGonagall com os mais pequenos que choravam assustados, mas desistira. Era perda de tempo e precisava ajudar Harry de alguma forma. Resolveu olhar para dentro do salão na busca de avistar o amigo, mas não foram cabelos escuros e despenteados que ela encontrou.


Draco parara assim que vira seus cabelos. Sua boca secou e suas pernas pareciam pedras. Quando ela se virou, achou que poderia afundar naquele chão ou derreter. Mas não. Enquanto muitos corriam, outros choravam e até o esbarravam, ele continuava lá, como um poste. Apenas, olhando.


Ela não estava diferente. Alheia ao pandemônio que a circundava, Hermione parou. Tudo parecia em câmera lenta na verdade. Draco estava alguns passos a frente. Parecia mais alto e até mais loiro. A pele tão branca ressaltada pelas roupas exageradamente pretas e impecáveis. Tantas coisas vieram a sua mente ao mesmo tempo que até se sentiu tonta. Buscou os olhos dele, e lá estava, o mesmo azul de Elizabeth, aquele azul tão profundo, limpo e intenso.


Ele quase se lembrou do que era realmente estar vivo. Não conseguia evitar o fluxo de lembranças. E foi por isso que os gritos agoniados dela invadiram seus ouvidos. Hermione tremendo no chão, o punhal de Bellatrix, os crucios. Seu coração desacelerou. Ele fechou os olhos e quando os abriu novamente, percebeu que ela se assustara, seu rosto sempre fora muito sincero.


Hermione se assustou porque num piscar de olhos o azul sumiu e tudo era cinza como chumbo. Como aquilo poderia acontecer? Tão rápido? Mas o que ela não notara era que tudo estava rápido, aquele momento de parecia ser eterno, não passara nem de 1 minuto.


Draco resolveu colocar uma perna na frente da outra e sair dali. Passou ao lado dela, mas não a olhava mais, não disse uma palavra e sumiu em meio à multidão.


Já ela parecia uma gelatina mole e insossa. Se sentia idiota.


- Hermione? – Era a voz de Ron.


- Oi. – Ela ainda o respondeu meio área.


- Você está bem? Parece, pálida. – O olhar dele era tão preocupado. Oh, como ela se sentia culpada com isso.


- Claro que sim.


- Eu tive uma idéia. – Os olhos azuis de Ron, tão diferentes dos de Draco, brilhavam.


- O que foi?


- Nós temos uma horcrux com a gente e acho que sei onde encontrar a arma certa para destruí-la. – Hermione franziu o cenho.


- Explique, ande! -  Tudo ainda era uma bagunça, afinal os alunos corriam por todos os lados, mas McGonagall já sumira, com certeza começara a evacuação dos mais novos.


- Basilisco! Veneno de Basilisco! Nós temos um Basislico aqui na escola! – Percebendo que ela ainda parecia não entender ele continuou. – No segundo ano, Harry não salvou Gina da Câmera Secreta? E o que tinha lá? – O rosto dela se iluminou.


- Ah Ron, que idéia brilhante! – Ela pulou nele e abraçou forte. Ele ficou vermelho, mas ela não percebeu. – Vem, vamos achar Harry! – Ela o soltou para puxa-lo pelas mãos depressa pelos corredores.


Quando enfim o encontraram conversando com Luna, lhe explicaram o plano e ele concordou, além de lhes dar o Mapa do Maroto para que o encontrassem quando terminassem com a Taça. Ele continuaria procurando o Diadema de Revenclaw, já que chegara a conclusão que só poderia ser aquele objeto que Voldemort usara para guardar sua Horcrux.


Ron realmente surpreendeu Hermione ao conseguir abri a Câmera sibilando como uma cobra. Nunca pensou que o amigo fosse tão esperto.


Ver aquele esqueleto a arrepiou um pouco, fora que aquele lugar já era por si só frio e sombrio. Ron se aproximou da boca escancarada do Basilisco e arrancou um dente de lá. Hermione tirou de sua bolsinha a Taça e a colocou no chão.


- É a sua vez. – Ele estendeu o dente para ela.


- Ron..


- Vamos logo Hermione! – Ela suspirou e pegou a garra das mãos dele. Se abaixou, e depois de um minuto e hesitação,  juntou toda a sua força e afundou o dente de Basilisco contra a superfície dura de ouro.


A Taça rebateu e se afastou deles como se tivesse vida própria. Águas se levantaram e naquele segundo teve certeza que morreria. Parecia que um mar havia se juntado ali e estava prestes a desabar em cima deles na forma de uma onda gigante e afoga-los.


A água veio, cortante, gelada. Mas se foi. E eles estavam bem.


- Uau! – Ron disse tremendo. Ela soltou um leve riso. – Vou pegar mais dentes, para destruímos as outras. – E correu mais uma vez para perto da boca do Basilisco e tirou mais três dentes de lá.


- Deixe que eu guardo aqui. – Ela recolheu das mãos dele as garras e jogou na sua bolsinha.


- E os elfos? – De repente Ron soltou calmo, como se eles não estivessem no meio de uma guerra e completamente gelados de frio.


- O que? Pretende coloca-los na linha de frente para... – Ela soou furiosa com a idéia.


-Não! Se acalme! Só acho que seria bom ao menos avisa-los do que está acontecendo e deixa-los escolher, como a professora McGonagall fez mais cedo com os alunos. Não queremos mais Dobbys não é?


Hermione sorriu verdadeiramente para ele. Seu coração se aqueceu a ponto de para a sentir frio. Mais uma vez pulou nele e o abraçou sem calcular bem no que aquilo poderia implicar.


Ron a abraçou de volta e deixou que seus braços a apertassem na cintura. Ela percebendo a intensidade daquilo começou, lentamente, se afastar dele, para que não parecesse uma rejeição, mas o ruivo tirara o dia para surpreender.


Quando o rosto dela estava um tanto longe do seu, com uma mão rápida, ele afagou sua bochecha molhada, enquanto que com o outro braço a apertou mais em seu corpo. Ele ainda fechou os olhos antes, mesmo meio hesitante, tocar os lábios dela com os seus.


Hermione não sabia o que fazer, como proceder. Havia tantas coisas envolvidas ali. Sentimentos. Se ela o rejeitasse naquele momento, seria a pior hora para ter que se explicar. Afinal, ainda havia uma guerra acontecendo nos andares de cima. Resolveu naqueles segundos, que seria apenas um beijo, que ela mesma já desejara muito, antes de... bem.. antes de Draco.


Fechara os olhos então e passara os braços em volta do pescoço dele. Mais confiante, Ron aprofundou o beijo, que foi intenso embora rápido.


- Hermione.. – Ele sussurrou bem baixo, aproximando sua testa na dela. A castanha se sentia perdida.


- Temos que ir. – Foi a coisa mais coerente que ela encontrou para dizer. Se soltaram delicadamente. O sorriso dele era tão... feliz.


- Mas.. bem.. pegue o mapa. Vamos ver onde Harry está primeiro.


- Ah, claro! – Ela remexeu a sua bolsinha e com cuidado puxou o pergaminho bem amassado. Abriu. – Veja, aqui está o pontinho de Har.. oh, mas.. como, ele sumiu!


- Que estranho, eu também vi.. Espere. – Ele parou alguns segundos como se estivesse pensando. – Ano passado, você disse a Harry que a Sala Precisa não apareceria no mapa.


- Claro Ron! Harry sumiu porque entrou lá! Vamos, ele deve ter alguma pista.


O ruivo ainda pegou em sua mão antes de guia-los para fora da Câmera Secreta.


E lá estava ela indo mais uma vez para a Sala que também guardava seus segredos. O que ela nem suspeitava é que também encontraria seu companheiro de aventuras amorosas lá dentro.

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Comentários: 2

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Enviado por Prado Soares em 29/02/2012

*--* odeio qnd seus capítulos acabam x.x continua, flor!! sabe o tanto q eu amo isso daqui, né?? msm sumindo algumas vezes xD fica melhorando a cada cap... espero q a mione fique c o draco no final, os tres juntinhos *--*

Nota: 5

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Enviado por M R C em 27/02/2012

aii meu deus essa troca de olhares deles no meio da confusão é de cortar o coraçãoooo !!
eu gosto mto do rony e hermione juntos no livro e no filme...o beijo deles no livro é mto fofo...masssss realmente j.k. rowlling podia ter imaginado o draco apaixonado né? ficaria bemmmm mais interessante..
e é por isso que amo sua fic...vc pega tudo de melhor que rowlling imaginou e adiciona o loiro lindo sonserino ! hehehehehe!
o próximo capitulo vai demorar ? =] diz que naaaooo....

Nota: 5

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