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56. Capitulo 56


Fic: A Caricia do Vento. - Concluida - Dramione


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Demorei, eu sei, mas aqui está o novo capitulo. Pelo que tudo indica, vou postar um capitulo todos os sabados. Estamos quase no final da fic... agora faltam um pouco mais de 40 paginas para o termino da fic. Só não tenho ideia de quantos capitulos vão ser. No proximo que eu postar, eu ja terei ideia. hehehe. Agora vamos aos reviews.


Vanessa Gomes - Que bom que voce gostou do cap, eu acho que é uma das cenas mais bonitinhas da fic, se voce quer saber! hehehe. Espero que voce continue acompanhando a fic até o final. hehehe. Beijos.


Nana-moraes Malfoy - Que bom que voce ta gostando. Bem, do Malfoy podemos esperar qualquer coisa, não? hehehe. Eu prometo, que assim que eu tiver um tempinho eu passo na sua fic! ;) Beijos


Tamara J. Potter - Eu sou má, eu sei disso... hahaha, e eu gosto dessa fama sabia!? Eu também era totalmente a favor dela matar aquele desgraçado. Uma pena que não matou hein!? Espero que goste desse capitulo que eu vou postar! Agora o Malfoy ta de volta no pedaço. ;) Espero por review hein?! hehehe. Beijos


Carol G. - Da muita dó meeesmo! Quando eu li esse livro, eu tive vontade de MATAR esse personagem! Sabe como é, eu sou uma pessoa muito emotiva! hahahah. Espero que goste desse capitulo que eu irei postar. Beijos.


Alana_miguxa - Que bom que voce ta gostando. Lembrando que é uma adaptação! Beijos


Até o proximo capitulo pessoal e por favor: deixem reviews. hehehe. Fico muito feliz quando eu respondo um monte! *-* Me sinto realizada.


Ahh sim, aproveitem, porque o capitulo é grande. *--*


Beijos
Angel_S


-**-


Ele hesitou, depois deixou os braços envolverem-na. As mãos moveram-se ao longo da espinha para ajustá-la mais firmemente ao seu corpo. Inclinou a cabeça, esfregando.queixo e o maxilar contra o cabelo sedoso e despenteado dela.


 


A sensação do seu corpo rijo estava começando a apagar os vestígios do toque de Longbotton que ainda permaneciam. Ela começou a beijar-lhe o peito. O batimento firme do coração assegurou a Hermione que estava agindo certo.


 


Erguendo a cabeça, ela deixou os beijos subirem até a base do pescoço dele. Seus dedos afastaram o colarinho da camisa, desabotoando-a para deslizar as mãos pelo seu peito quente.


 


A boca do homem roçou-lhe a têmpora, e Hermione tremeu de desejo. Inclinou a cabeça para trás para ver-lhe as feições fortes, os lábios se abrindo num convite silencioso. O olhar fixou-se na boca da moça, macia e trêmula, úmida e brilhante.


 


- Por favor - murmurou Hermione -, beije-me.


 


Ele esperou um segundo infinito antes de baixar a cabeça para aceitar o convite. Abriu a boca dura e esfaimada sobre a dela. Hermione retribuiu o beijo com o mesmo fogo insaciável, sem se dar conta, até aquele momento, do quanto Malfoy lhe ensinara sobre a arte de fazer amor. Abriu bem a camisa dele para sentir os seios de encontro à nudez do seu peito.


 


Com perícia e prática, as mãos dele corriam seus quadris e costelas, redescobrindo os pontos de prazer ao longo dos ombros. A boca moveu-se para investigar melhor aqueles lugares especiais de paixão e acidentalmente tocou o seu maxilar inchado. A dor que a invadiu parecia a de mil agulhadas. Sem querer Hermione soltou um grito, levando a mão ao local ferido e afastando a cabeça. Imediatamente sentiu seus dedos suaves a lhe tocarem a mão.


 


- Machuquei-a? - perguntou, a voz rouca denotando surpresa.


- Não, eu...


- Deixe-me ver - ordenou Malfoy suavemente (mas nem por isso deixava de ser uma ordem), enquanto afastava a mão dela para deixar que seus dedos lhe explorassem o maxilar. Ela se crispou incontrolavelmente quando ele tocou o local inchado.


- O que é isso? - perguntou sombriamente. - Como foi que aconteceu isso ao seu rosto?


 


As feições de Malfoy estavam na penumbra, mas Hermione podia ver a rigidez implacável do queixo e da boca. Os olhos dela encheram-se de lágrimas quando lhe contou a história sórdida.


 


- Ele estava tentando me violentar e lutei com ele. Agarrei a sua faca e esfaqueei-o. Foi então que ele me bateu. Quando você chegou, pensei que fosse ele voltando para terminar o que começara. Foi por isso que tentei esfaquear você... porque pensei que fosse ele, e queria matá-lo. Queria matá-lo! - repetiu de novo, numa histeria crescente.


- Quem? - Os dedos cravaram-se selvagemente nos ombros dela, sacudindo-a com força. - Quem lhe fez isso? Quem?


 


A histeria momentânea foi substituída pela raiva. Hermione lançou sobre Malfoy o nome do seu atacante.


 


- Neville! - gritou, cuspindo o veneno do seu ódio.


 


A reação dele foi igualmente explosiva.


 


- Mentirosa!!!


 


Empurrou-a para longe de si. A força violenta do gesto jogou-a de costas contra a parede.


 


Um momento antes Hermione estivera cheia de amor; agora estava cheia de ódio.


 


- Se não acredita em mim, pergunte você mesmo a ele! - sibilou. - Vai achar as marcas das facadas nas costas dele... três facadas!


 


O rosto era como granito cinzelado, duro e inflexível. Os olhos cinzas eram como lascas de gelo, ferindo-a com a sua raiva fria, machucando-a fundo.


 


- Fará esta acusação cara a cara com ele - disse, sua boca formando uma linha fria e cruel.


- Com prazer! - retrucou Hermione com veemência.


 


Malfoy deu meia-volta bruscamente, a raiva mantendo rígida a sua postura normalmente ereta enquanto saía da sala. Toda trêmula, Hermione entrou aos tropeções no quarto. Encostou o dedo do pé na borda do cobertor que jazia no chão.


Pegou-o e enrolou-se nele, sentindo subitamente um frio muito grande. Tinha vontade de se deitar na cama e morrer, mas podia ouvir a voz de Malfoy dando ordens ao guarda. De cabeça erguida, Hermione entrou na sala.


O lampião estava aceso, lançando um brilho lúgubre no aposento. Malfoy estava de costas para a lareira, as mãos nas costas. Tinha as pernas ligeiramente separadas, numa pose que indicava claramente que era o senhor de tudo o que seus olhos enxergavam.


 


Hermione lembrou-se do modo como se havia jogado em seus braços e pedido atrevidamente seus beijos. De todos os homens em quem podia buscar conforto e compreensão, ele era o último a quem devia ter escolhido. Não havia um único osso compassivo naquele corpo sem coração.


 


Ele lhe lançou um olhar longo e sem emoção. Na defensiva, Hermione ergueu o queixo um pouco mais alto, encarando-o friamente. O olhar rude do homem desviou-se para a sua face. Hermione adivinhou que a pele já estava manchada, além de inchada. Agora a dor estava começando a piorar, um latejar doloroso que se irradiava pela cabeça, fazendo-a sentir-se ligeiramente nauseada.


 


Houve uma batida à porta. Malfoy deu uma lacônica permissão para que entrassem. Um tremor violento percorreu o corpo de Hermione. Virou-se quando a porta se abriu, incapaz de olhar para o rosto repulsivo do seu atacante. Baixando os olhos para o chão, ouviu a breve troca de palavras em espanhol.


 


- É a señora quem lhe deseja dizer algo - anunciou Malfoy, num tom de voz mortalmente calmo.


 


Virou a cabeça bruscamente para olhá-lo com raiva, odiando o escárnio descrente nos seus olhos escuros. Hermione forçou-se a virar-se para a porta, preparando seus nervos abalados para levarem a cabo a cena horrível. Primeiro viu Potter, cujos olhos verdes se estreitaram brevemente ao notarem a marca no rosto dela. Mantendo-se rígida, olhou para o homem que Potter segurava pelo braço.


 


Um par de olhos escuros confusos e sonolentos a fitavam, indagadores e incertos. Era Neville, o homem que fora o seu companheiro constante nesses três últimos dias. Ele e Potter eram as únicas pessoas a quem podia considerar quase amigas. O pesar ao descobrir por que Malfoy estava tão certo de que ela mentira deixou-a sem fala.


 


Muito distante, Hermione ouviu uma ordem sendo dada em espanhol. A testa de Potter franziu-se sombriamente quando soltou o braço de Neville e foi para trás dele, para erguer-lhe a camisa. Lançou um olhar para Malfoy e sacudiu a cabeça. A seguir, Hermione notou a presença dominadora de Malfoy ao seu lado.


 


- Não há ferimento, señor.


 


Por trás das palavras gélidas dele, percebia a acusação mordaz de que era uma mentirosa, ou coisa pior.


 


Logo a fala lhe voltou, numa explosão de fúria. Como ele a condenava rapidamente!


 


- Não me referia a ele! - esbravejou Hermione, a cabeça latejando como se houvesse mil demônios lá dentro. - Referia-me ao filho da mãe assassino que matou o meu marido... aquele a quem você me entregou por pouco tempo, depois tomou de volta! É óbvio que ele achou que estava na hora de você parar de ter exclusividade sobre meu corpo, e de partilhar o prêmio com ele! Potter sabe a que animal gordo e nojento estou me referindo!


 


Tendo esgotado a sua fúria, começou a soluçar incontrolavelmente. Deu as costas para Malfoy, encolhendo os ombros de vergonha e degradação. Lágrimas quentes lhe escorriam dos olhos, queimando-lhe as faces enquanto chorava livre e abertamente. Seus joelhos ameaçaram ceder, e ela oscilou de um lado a outro. Dedos fortes se estenderam para agarrá-la pelos ombros.


 


- Não me toque! - Hermione recuou, desesperada, a voz rouca e alterada pelos fortes soluços. - Porco! Animal!


 


Estava histérica.


 


Praguejando violentamente em espanhol, Malfoy deu ordens bruscas. Dali a segundos, o corpo que se debatia e soluçava foi empurrado por outro par de braços. Uma coisa dura tocou-lhe os lábios, e Hermione virou a cabeça. O objeto acompanhava-a, persistente.


 


- Vamos, Hermione - insistia Potter, com firmeza - Beba. - Ela ainda lutava contra ele, chorando incontrolavelmente. - Pare com isso!


 


Ele agarrou um punhado de seus cabelos e forçou-lhe a cabeça para trás, derramando à força um pouco do líquido por entre os seus lábios. Queimou-lhe a garganta como fogo. Tossindo e sufocando, Hermione afastou a garrafa da boca, e Potter não voltou a forçá-la.


 


Quando a ardência diminuiu, Hermione pôde respirar sem sentir que seus pulmões estavam em fogo.


 


A dose de álcool detivera a sua histeria e reduzira os soluços a uns sons secos e ásperos. Pousou a cabeça exausta no ombro de Potter, agradecida pelo apoio do braço que a envolvia.


 


Os cílios molhados pelas lágrimas se abriram devagar, o olhar atraído para a frieza inflexível dos olhos de Malfoy. Hermione teve que suportar o seu olhar gélido por apenas um segundo, antes que a porta se abrisse e desviasse a sua atenção.


 


Desta feita, Hermione teve razão para estremecer. Dois homens vinham arrastando e carregando um terceiro para dentro da sala. Uma onda de nojo tomou conta dela ao vê-lo. Estava sem camisa, o tórax robusto e nu, exposto. A despeito da sua gordura, Hermione sabia que seus músculos não eram flácidos. Uma atadura improvisada envolvia a cintura larga, O tecido manchado com o seu próprio sangue.


 


Agora Malfoy não podia duvidar dela, pensou Hermione, olhando para ele com amargura. Suas feições contraíam-se em linhas cruéis e implacáveis, friamente distantes. A luz do lampião refletiu o brilho de algo metálico em sua mão. Hermione baixou o olhar e viu uma faca, a faca de Neville, aquela que usara para esfaqueá-lo. Malfoy deu um passo vagaroso e ameaçador na direção do homem seguro pelos outros.


 


A expressão dos seus olhos encheu o coração dela de um terror gelado. Malfoy ia matá-lo. Ela o sabia. Hermione até mesmo queria ver Ortega morrer; no entanto, parte dela recuava ante o que estava acontecendo.


 


Quando Malfoy deu o segundo passo, o assassino de Brad deve ter-se dado conta da sua intenção, e começou a balbuciar em espanhol. Quase choramingava. Hermione olhou para Malfoy, esperando ver o desprezo estampado nas suas feições duras. Estava parado, imóvel, os ombros rígidos. Um músculo se contraía no seu maxilar.


 


Houve uma mudança sutil na atmosfera da sala. Hermione sentiu que a atenção dos demais presentes se desviava para ela. Levantou os olhos para o rosto de Potter, que olhava para ela, examinando-lhe as feições com uma expressão mista de ceticismo e severidade. Ela sentiu um arrepio gelado descer-lhe pela espinha.


 


- O que foi? - indagou, desconfiada. - O que ele está dizendo a meu respeito?


 


Hermione exigiu uma tradução.


 


Potter olhou-a por um minuto, antes de responder.


 


- Disse que estava de guarda do lado de fora e você veio até a porta, fazendo sinal para que ele entrasse. Sabia que não devia, mas era de noite e pensou que podia haver algum problema.


 


Hermione começou a sacudir a cabeça, afastando-se do braço que lhe envolvia os ombros.


 


- Não! - negou com veemência.


- Disse que você começou a falar com ele - continuou Potter. - Não entendia o que você dizia, mas achava que queria deixar o desfiladeiro e estava pedindo a ajuda dele. Como ele recusasse, você se aproximou e deixou o cobertor cair ao chão. Depois abraçou-o, e foi então que ele perdeu a cabeça. Foi aí que você pegou a faca e o feriu. Disse que foi enganado, e que você teria fugido se não lhe tivesse batido.


- Não é verdade! - protestou violentamente.


- Ele jura pela Santíssima Virgem - replicou Potter, secamente.


- Não é verdade! - Hermione virou-se para Malfoy. inconscientemente, cruzou o espaço que os separava - Não é verdade! - repetiu.


 


Era imperativo que Malfoy acreditasse nela. Mas estava tão distante como uma estátua de marmore a fitá-la com olhos sem visão. Sabia que tanto ele quanto Potter estavam se lembrando da vez em que tentara obter a ajuda de Potter para fugir. Agarrando a coberta com uma das mãos, Hermione acercou-se mais dele, curvando o braço à volta dos músculos da cintura dele.


 


- Nem uma só palavra do que ele disse é verdade! - A voz estava rouca de emoção. - Ele veio até o nosso quarto enquanto eu dormia. Tentou me possuir à força. Por que você acha que lhe pedi para me abraçar e me beijar?


 


Algo faiscou nos olhos dele, uma luz ardente que aqueceu Hermione. O braço instintivamente envolveu as costas dela para puxá-la para junto do seu corpo musculoso. O cobertor escorregou de um dos ombros, e a mão pousou na nudez da sua pele numa meia carícia. Foi então que Neville, o seu atacante, falou de novo, e Hermione sentiu o calor indo embora do toque de Malfoy.


 


- O que foi que ele disse? - indagou, colando-se mais ao corpo de Malfoy e tentando romper a barreira que ele subitamente erguera.


- Disse que você também se enrolou nele, como uma serpente. - A voz era seca, sem emoção, mas seus dedos se enterraram punitivamente na carne dela. - Disse que você o enfeitiçou como está tentando me enfeitiçar.


- Oh! - exclamou Hermione, num grito abafado de protesto.


 


Tentou livrar-se dos braços dele, mas Malfoy não a soltou.


 


- Você não me enfeitiça - disse em voz baixa - nem foge de mim.


 


Ainda prendendo-a, Malfoy falou rapidamente em espanhol, com os outros.


 


Hermione parou de se debater. Faltavam-lhe forças para lutar contra ele, e teria sido inútil, de qualquer maneira Quando Malfoy acabou, os dois homens que seguravam Neville soltaram-no. A reação do atacante foi um misto de alívio e medo. Todos, inclusive Potter, saíram em silêncio da casa.


 


Ela estava de cabeça baixa, uma névoa úmida a toldar-lhe a Visão.


 


- Você o soltou - acusou Hermione numa voz baixa de tanta dor.


 - Ele desobedeceu a uma ordem. Por isso será punido - declarou Malfoy.


- E eu? - retrucou com amargura. - Também vou ser punida porque quase fui violentada?


 


Ele exalou um suspiro impaciente e raivoso, e soltou-a abruptamente.


 


- Já é tarde.


- Não estou cansada. - Mas a voz soava muito cansada - E pode apostar que não vou para a cama com você!


- Hermione - começou ele, com raiva.


- Antes era señora. Agora é Hermione - interrompeu com amargo sarcasmo. - Por quê? Porque quer que vá me deitar na cama com você! Pois bem, que vá à merda! - exclamou, tremendo visivelmente.


- Estive longe três dias imaginando se você ainda estaria aqui quando voltasse - as narinas estavam dilatadas de raiva. - Agora estou de volta, e ainda é um inferno. Mas você ainda é minha. Vai dormir comigo.. aqui ou no quarto, não faz diferença!


- Não ouse chegar perto de mim! - sibilou Hermione. Respirava fundo, assustada com o ar duro e implacável do rosto dele.


 


A boca dele se retorceu num sorriso frio. Com calma deliberação, começou a despir-se, tirando as roupas e aparentemente a capa de civilização junto com elas. O coração de Hermione batia feito louco, um pouco por medo e um pouco em resposta ao aperto súbito que sentia na boca do estômago. O corpo dele brilhava à luz do lampião como marmore duro e polido.


 


Quando parou diante dela, a moça sacudiu a cabeça, num protesto mudo ao que ele exigia.


 


- Ponha o cobertor no chão - ordenou Malfoy.


 


Não, não, não! berrava Hermione intimamente mas sentiu as mãos desenrolando o cobertor do próprio corpo. Aí cessou a obediência, e o cobertor escorregou-lhe das mãos e formou um monte aos seus pés. Os olhos escuros dele começaram uma avaliação insolente, indo da cabeça aos pés, e vice-versa.


 


Ele estendeu a mão, agarrou-lhe a cintura e puxou o corpo dócil para junto do seu. Com a mão direita, segurou-a pela nuca e forçou-a a levantar a cabeça para encontrar os seus lábios.


 


Foi um beijo duro e brutal, cheio de raiva. Chocada com a ausência de qualquer paixão ardente, Hermione tentou resistir, mas os braços eram círculos de ferro inflexíveis. Não podia escapar à ameaça violenta da boca dele.


 


Com uma sensualidade perigosa e cruel, entreabriu os lábios de Hermione. Os seios dela estavam esmagados contra a parede do seu peito. As mãos másculas nas costas dela arqueavam-lhe os quadris para junto dele, lançando-lhe tremores pela espinha. A seguir, ele a forçou para trás e para baixo, até que o chão duro estivesse sob suas omoplatas.


 


Mais tarde, Malfoy carregou-a até o quarto. Magoada e ligeiramente machucada pela posse animal, Hermione não emitiu um som quando ele a pôs na cama.


 


Não tinha consciência da expressão magoada, ferida do seu olhar, mas Malfoy prestou atenção ao fitá-la.


 


Virando-se, caminhou até a cômoda e acendeu o lampião. Hermione ergueu a mão para proteger os olhos, escondendo-os, e ao rosto, da luz. Ouviu quando ele saiu do quarto. Voltou dali a segundos para ocultar a nudez dela com o cobertor que deixara cair na sala.


 


- Por que toda esta água no chão?


 


Era uma pergunta que exigia resposta.


 


A intimidade selvagem que terminara fazia minutos tornava difícil para Hermione assimilar a pergunta. Franziu a testa, tentando por as idéias em ordem.


 


- Foi... foi do banho - falou, lembrando-se finalmente. Seus olhos angustiados viram-no pegar a jarra perto da bacia. - Está vazia. Usei toda a água.


- Por quê? - quis saber Malfoy, erguendo uma sobrancelha escura com ar satânico.


- Por motivos óbvios. - Hermione correu a mão trêmula pelos cabelos, agitada, e estremeceu ao se lembrar do motivo desesperante. - Sentia-me suja, contaminada por... por ele - falou, sem conseguir referir-se diretamente ao atacante. - Precisava me lavar... esfregar todos os vestígios nojentos dele, mas não espero que você compreenda como é. Meu Deus, você nem mesmo acredita em mim!


 


A voz se tornou trêmula ao lançar sobre ele a última frase.


 


Virando o rosto para a parede, Hermione apertou o punho cerrado contra a boca, tentando engolir o bolo insuportável na garganta. Novamente ouviu Malfoy acercar-se da cama, e fechou com força os olhos.


 


- Tome - disse ele.


 


Olhou para ele de esguelha. Estava lhe oferecendo os alforjes. Ela olhou friamente para eles, com lágrimas ardendo no fundo dos olhos.


 


O que é isso? - perguntou.


 


Ele jogou os alforjes na cama ao lado dela, depois dirigiu-se para a cômoda.


 


- Comprei-lhe umas roupas, já que estava tão relutante em vestir as roupas usadas de Elena.


 


Hermione não chegou a acreditar nele, e abriu os alforjes para jogar o conteúdo na cama. Fitou as roupas que caíram: uma calça Levi's, uma saia, mais outra calça comprida, assim como várias blusas. Os dedos entorpecidos escolheram uma blusa de seda avermelhada para examinar mais de perto.


 


- Achei que a cor iria bem com a sua alvura - disse Malfoy, suavemente.


 


Ela virou-se para ele, sentindo-se perdida na escuridão dominadora dos seus olhos. Mesmo estando do outro lado do quarto, Hermione podia sentir a força da sua presença. Libertou-se do olhar dele.


 


- Onde as arranjou? - Lançou um olhar para as roupas na cama, erguendo um canto da boca com amarga ironia. - Não me diga que assaltou uma loja.


- Comprei-as numa loja - disse ele, enfatizando o verbo.


- Por quê? - perguntou Hermione, em tom de desafio.


- Porque, como você mencionou muitas vezes, estava precisando de roupas.


- Isso é algum tipo de compensação por me manter aqui prisioneira? Porque, se for, não vai adiantar - disse bruscamente. - O que você prefere mesmo é que eu não tenha roupa nenhuma. Assim, sempre que sentir desejo, pode me possuir sem perder tempo a tirar as minhas roupas. - Com um gesto amplo da mão, jogou as roupas ao chão. - Nem me passa pela cabeça desapontá-lo - concluiu, a voz cheia de sarcasmo.


- Você está recusando? - Malfoy a sufocava com o olhar penetrante.


 


Os olhos cor de âmbar da moça soltavam chispas de raiva.


 


- Quem sabe eu deva jogá-las na sua cara, para você entender direito o que quero dizer. - Hermione viu a boca do homem se estreitar. - Não finja que estava sendo atencioso; se fosse, já me teria soltado, ao invés de me prender aqui!


 


Deu as costas para ela, o punho cerrado sobre a cômoda.


 


- Odeia muito isto aqui, não é?


 


Era uma afirmação seca, sem emoção.


 


- Odiar? - Ela soltou uma risada baixa e amarga. - Que estranho você usar esta palavra, se levarmos em conta que faz cinco minutos você não fez amor comigo... fez “ódio” comigo!


- Si - admitiu Malfoy, dando meia-volta para se dirigir devagar para a cama. - Possuí você com raiva, um minuto atrás.


 


Parecia um enorme deus de marmore, acima dela.


 


- Por quê? - Hermione sentiu a sua frieza penetrá-la. - Queria acabar o que Neville começara? A única coisa de que eu tentava escapar era dele. No dia da sua partida eu o vi e soube que estaria esperando lá fora por mim, caso tentasse fugir. Pensei que estaria a salvo se fizesse o que você mandou, ficando dentro de casa ou saindo apenas com o outro Neville. Pensei que a sua palavra me protegeria, mas não protegeu. Quando penso no modo como caí nos seus braços quando você voltou, sinto-me mal. Não estou a salvo nem com você. Provou isso quando me chamou de mentirosa e me violentou!


 


O colchão cedeu ante o peso dele. Hermione tentara rolar para longe, mas ele a agarrou pelos pulsos, prendeu seus braços acima da cabeça. imobilizada, parou de lutar, esperando que ele se aproveitasse da vantagem.


 


- Acredito em você quando diz que Neville tentou estuprá-la - disse com ar sombrio. - Acredito que roubou a faca dele e o esfaqueou para defender a sua honra.


- Mas, então, por quê? - exclamou Hermione, confusa. - Por que acreditou no que ele disse!


- Porque acho que você pode tê-lo convidado a entrar - respondeu. - Você devia saber que hoje era a sua última chance de fugir antes que eu voltasse. E sei que prometeria falsamente o seu corpo para qualquer homem que a ajudasse. Já o fez antes com Potter. - Hermione gemeu e virou a cabeça. - Acho que o chamou, pensando poder controlá-lo, só que descobriu que não podia.


- Não chamei! Juro que não! - protestou, cerrando com força os olhos.


- Há pouco você disse que queria ficar livre - lembrou-lhe Malfoy friamente -, que queria fugir. Admitiu o que eu já sabia. Talvez haja um pouco de verdade nas histórias dos dois. Não poderia matá-lo por desejá-la, caso contrário teria que matar-me, porque também sinto o desejo de possuí-la.


 


O calor úmido de sua respiração bafejava a face de Hermione. Ela se enrijeceu ante o roçar tantálico da boca sobre os seus lábios. Ele estava acomodando o corpo sobre o dela. Ela virou a cabeça para se desviar do beijo leve e explorador.


 


- Não - protestou, dolorida. O cobertor, entre os dois corpos, arranhava-lhe a pele.


- Este foi um dos motivos pelos quais não havia meiguice no meu coração quando a possuí. - A voz estava abafada pelos cabelos dela e cheia de raiva. - O outro motivo era que sabia que Neville Ortega tinha razão quando falou que você me tinha enfeitiçado. Durante três dias a sua imagem me perseguiu, leoa. À noite, era a lembrança da sua maciez junto a mim.


 


Os dentes mordiscaram-lhe o lobo da orelha, deixando-a toda arrepiada. Esta era a perícia sedutora que Hermione conhecia bem, o veludo sobre o aço. Estava sendo guiada de novo para o ato do amor, para ter satisfação, além de dá-la.


 


- Você me enfeitiçou, leoa - murmurou de encontro à boca da moça, ainda com um tom de rudeza na voz -, fazendo-me desejá-la. É justo que eu faça que me deseje também.

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Comentários: 1

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Enviado por Vanessa Gomes em 21/03/2011

Pq vc sempre pára na melhor parte??
 Sério, é horrível quando termina e eu penso "putz, vai demorar pra continuar"
pq mesmo que seja só uma semana, demooora!

Mas sério, continua muuuito boa essa fic menina!!
tudo bem que eu to indignada pq o Malfoy não foi amoroso com ela nem depois de tudo que ela passou...
Sério, ele meio que estuprou ela tbm...
que raiva!!

enfim, to muito ansiosa pro resto!!
Vane do tipo: "vem logo cap 57, vem logo cap 57..." *batendo as mãos na mesa*
HHSAUHAUSHU

bjoos

Nota: 5

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