Hermione encontrava-se tensa ao lado de Malfoy, enquanto caminhavam pelos corredores de Hogwarts em direção ao salão principal, já o loiro parecia se divertir com todos aqueles olhares sobre eles. A castanha sentiu sua mão sendo puxada e pode visualizar ao lado esquerdo do corredor um sonserino.
- E ai cara, como você esta? – disse o garoto sonserino cumprimentado Malfoy com um aperto de mão.
- Muito bem, tudo saindo como o planejado- Hermione se contorceu inconformada com o sorriso típico de Malfoy. Ele realmente estava se divertindo com toda a situação.
“ Arg!!! Como é idiota” – pensara Hermione revirando os olhos para logo em seguida sentir sua outra mão sendo erguida no ar pelo sonserino a sua frente.
- Ora, ora é um prazer finalmente poder conhecer a futura senhora Malfoy. – disse com um sorriso galanteador, beijando a mão da castanha.
- Sinto não poder dizer o mesmo– a castanha afastou-se um pouco.
- Hermione – Disse Draco entre dentes – não se esqueça de que estamos no corredor - apertando mais a mão da castanha.
Se o casal já tinha muitos olhares sobre eles conseguiram ainda mais com a gargalhada escandalosa de Theo Nott.
- A vocês são perfeitos juntos. Um com certeza foi feito para o outro. Olha Malfoy você sabe que como todo sonserino não gosto de Grifinórias, mas sua namorada terá sorte, vou dedicar minha atenção e cuidados a futura senhora Malfoy.
-Sei me cuidar muito bem sozinha obrigada – disse Hermione descontente com a atitude do garoto sonserino.
-Claro que sabe gata, você é a amiga do eleito, se sobreviveu até agora é por que sem dúvida sabe se cuidar muito bem. – Hermione pode perceber certa seriedade em suas palavras, como se aquilo significasse muito mais do que ele realmente queria dizer. Ela também notou certa troca de olhares entre os dois loiros.
Com um corpo atlético, adquirido graças ao quadribol, o cabelo loiro liso um pouco mais escuro que o de Draco e olhos castanhos não davam para passar despercebidos. Hermione já virá Nott às vezes nas aulas que tinham junto com a sonserina, não era muito de reparar em garotos e muito menos em sonserinos, mas não podia ficar indiferente a beleza, ao jeito irreverente e descontraído do garoto. Ela não podia negar que talvez, as meninas tivessem razão quando diziam que ele parecia um Deus, se bem que elas comentavam que ele e Malfoy eram uma dupla de deuses imbatíveis. – Hermione fez uma pequena careta ao lembrar-se disso, definitivamente Malfoy não era um Deus.
Hermione foi despertada por uma voz feminina.
-Draquinhoooo – Pansy Parkinson se jogou nos braços do loiro fazendo-o se afastar da castanha. Ele retribuiu o abraço sem muito interesse se afastando em seguida.
- Olá Pansy.
- Senti tantas saudades de você. - Disse Pansy colocando a mão em volta do pescoço do loiro.
- Anda com novos brinquedinhos? Agora uma sangue ruim! Isso vai ser interessante quando acabar. – Um sorriso debochado nasceu em seu rosto ao olhar para a Grifinória.
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Entediado era a palavra certa para definir Draco a presença constante, melosa e inconveniente de Pansy. Ela só era bem aceita pelo loiro nas noites quentes em que os dois dividiam a cama do dormitório da sonserina. Era a penas isso.
Draco retirou os braços da garota de seu pescoço, afastando-se da morena mais uma vez.
- Nunca mais a chame assim, Pansy. Ela agora é minha futura mulher e como uma Malfoy não permitirei que você a trate com desrespeito. - Draco foi contundente em suas palavras.
A gargalhada estrondosa de Pansy fez o sangue de Hermione esquentar ainda mais. Ao olhar de Hermione, a filhote de cobra fazia um par perfeito com Malfoy.
Vejamos – Disse a sonserina olhando fixamente para a castanha- Ela definitivamente não tem nada que prenda sua atenção no quesito beleza. Ela é totalmente sem “sal”. Talvez seja uma vingança contra o Pottye ou para conseguir a ira de seu pai. Não sei exatamente, mas garanto que vou descobrir.
A sonserina aproximou-se da Grifinória – Você não é e nunca será nada para ele. Não passa de um joguete que acabará quebrada e colocada de lado após não ter mais serventia. Um Malfoy nunca se interessa por pouco. Com você eu sei que não preciso me preocupar. Você não passa de um NADA Granger.
-Você fala isso por experiência própria, não é? Claro que não precisa se preocupar comigo. Eu não sou você. Tenho cérebro. Além de ser a dona do coração dele. – Hermione deu uma piscadela para a sonserina e foi em direção ao loiro pegando em sua mão.
-Coração? – Mais uma risada - em breve você saberá o como duro pode ser um coração de um Malfoy. Frio não é para você Granger. Lembre-se você é apenas um nada para ele.
- Cale a boca Pansy- Draco a pegou pelo braço ele tinha fúria em seus olhos- Você não é ninguém para falar assim com ela e muito menos achar que me conhece.
- Isso te apavora. Eu Pansy Parkson decifrei o misterioso Draco Malfoy – Pansy tinha um sorriso doentio e maquiavélico. - Isso só esta começando.
Parem! Já chega. – Nott puxou o amigo pelo braço para que ele soltasse a sonserina.
Nott sabia que se eles começassem a soltar segredos e venenos aquilo terminaria de forma desastrosa. Malfoy nunca levaria desaforo para casa e Pansy era ardilosa quando queria. Bem, aquilo não iria acabar bem. Isso era fato.
- O que estão olhando? - Gritou Pansy enfurecida para as pessoas em volta no corredor. Não iria desistir do que pretendia. Malfoy agora tinha mais uma inimiga.
- Vou ir, mas deixarei mais um aviso para você Granger. Desista de se casar ou será o seu fim, pois eu mesma me encarregarei disso.
Os loiros e a castanha viram a sonserina se afastar pelo corredor. Cada um com o seu pensamento. Hermione sempre viu a sonserina como uma cabeça oca oferecida, mas as palavras de Parkinson tinham sido fortes ao ponto de fazer Malfoy sair do sério e deixar sua pose e isso provavelmente não era bom.
- Não se preocupe pequena futura senhora Malfoy, estará segura perto do todo poderoso e irresistível Theo Nott - e em uma reverencia exagerada Theo beijou a mão de Hermione.
E um sorriso tímido, porém sincero brotou do rosto da castanha.
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O resto do dia foi como o esperado para a Hermione. A Grifinória inteira com olhares tortos para ela. Malfoy com sua pose habitual ainda tinha o respeito da sonserina. Pelo visto ninguém além da Parkinson atrevia-se a contrariar uma decisão do sonserino. Ele era temido e respeitado em sua casa. Não importa o que acontecesse provavelmente sempre seria assim. Olhou mais uma vez para o diretor que como todo início de ano dava as boas vindas aos alunos com palavras de encorajamento. Dispersa, sua atenção voltou para qualquer lugar na mesa a sua frente e só foi despertada com o bater de palmas dos alunos que deixava evidente o termino do discurso do diretor.
O almoço ocorreu tranquilamente, já que ninguém dirigiu nenhuma palavra à castanha e para a surpresa da mesma, nem olhares eram depositados a ela, pelo menos da mesa da Grifinória. Era como se ela não existisse, um fantasma, um nada. E esse sentimento doeu. Talvez a tonta da Parkinson tivesse razão e ela seria mesmo um nada, mas não só para o Malfoy como para todos ao seu redor. Suspirou, enfrentaria o que estivesse por vim. Afinal perderá tudo, mas ainda era uma Grifinória e isso nada nem ninguém poderia mudar.
Os dias passavam muito rápido para Hermione. Agora faltavam exatamente uma semana para completar a maioridade e com isso seu casamento com Malfoy. Sua rotina eram livros, rondas noturnas, aulas e noites mal dormidas.
No sofá do salão comunal Hermione encontrava-se mais uma vez de madrugada adormecida com um livro na mão. Era a quinta vez desde que voltará a Hogwarts que tivera aquele pesadelo luzes, gritos um aperto no peito e dor. Já não aguentava mais precisava de uma explicação para aquele sonho que não fazia sentido nenhum. Mais em todos os livros que procurou não encontrou nada que fosse relevante.
Malfoy acordou de manhã e foi tomar seu delicioso banho quente matinal antes de ir para as aulas. Hoje teria poções, aula que assistiria junto com sua adorada Grifinória.
“Hoje vou poder tirar o testa rachado e o pobretão do sério. A cara que eles fazem quando agarro a amiguinha irritante deles é impagável” - Pensou o loiro sorrindo abrindo a porta.
Malfoy se deparou com a Hermione adormecida no sofá com um livro na mão. Aproximou-se e chamou a garota.
-Granger, Granger
-A garota despertou, mas muito sonolenta.
-Me deixa dormir Malfoy - e adormeceu novamente.
“Vai ser muito interessante ver a Granger perder a aula hoje’ – Pensara o loiro com seu meio sorriso”.
O loiro tomou seu banho e dirigiu-se ao salão comunal onde encontrou o Theo Nott e depois seguiram para a aula.
- Onde está sua pequena Grifinória autoritária?
-Dormindo, eu a chamei, mas ela não quis acordar. – disse Malfoy com um meio sorriso.
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Hermione acordou toda dolorida pela noite mal dormida. Colocou a mão no pescoço na tentativa de amenizar a dor naquela região, mas foi realmente o susto que a vez despertar. Só podia ser um pesadelo estava atrasada e o pior é que tinha perdido todas as aulas da manhã.
- Boa tarde Granger – disse o loiro sorridente.
- Como você foi capaz de sair e me deixar aqui dormindo?
- Eu te chamei, mas você quis continuar dormindo e afinal eu não sou sua babá, Granger.
- Ora seu idiota, energúmeno, jumento, Barbie falsificada – disse Hermione avançando em cima do loiro dando socos.
Hermione o pegou desprevenido e embora ele tenha tentado se firmar , ambos acabaram caindo no chão perto na mesinha de centro, espalhando os livros de Malfoy para todos os lados.
Draco caíra em cima de Hermione que estava de olhos arregalados em meio o susto.
- Você não perde a oportunidade de me agarrar, não é Hermione? – disse Draco dando ênfase ao nome da garota.
- Sai de cima de mim Draco, deixe-me levantar – disse a castanha fechando os olhos e virando o rosto de lado.
- Porque não olha pra mim? Tem medo de não resistir- disse o loiro passando o rosto por toda a extensão do pescoço e mordendo a voltinha da orelha da garota.
Ela o tinha derrubado e iria pagar caro por sua ousadia, Draco queria irritar e tira-la do sério, mas parou ao notar a expressão de dor e uma pequena careta na face de Hermione.
O que foi Granger? – O loiro levantou-se e ficou ao lado da garota que se levantava com certa dificuldade e com uma das mãos na parte de trás da cabeça.
- Não é nada, acho que esbarrei a cabeça na mesa quando caímos.
- Não caímos, você nos derrubou é diferente. Deixe-me ver – O loiro fez menção em aproximar-se da castanha, mas a mesma afastou-se do loiro dando um passo em direção ao sofá.
- Não precisa, não é nada já disse. – a castanha deu mais alguns passos, mas vacilou, pois atingida por tonturas, quase indo ao chão, mas Draco foi mais rápido e a segurou.
- Você é teimosa e ranzinza demais. Não sei como o Potter e o Weslay conseguiam te aturar. – dissera o loiro levando a menina para o sofá.
Hermione olhou para as mãos, uma delas estava um pouco ensanguentada. O olhar de Draco foi das mãos da garota diretamente a cabeça da mesma.
- Tem um corte pequeno aqui, mas está bem fundo, provavelmente por isso você teve essas tonturas.
- Estou bem Doutor, vou para meu quarto agora – disse Hermione com certa aspereza na voz.
Malfoy a segurou pelo braço a impedido de levantar e fez um feitiço silencioso fechando o corte da garota. Levantando-se e indo em direção à porta.
- Pronto. Você não deve dormir nem tão cedo – Dissera o loiro abrindo a porta com raiva pela forma como a garota estava agindo, mas ele sabia que provavelmente era por ele ter mencionado o nome dos amigos idiotas dela. Eram sempre eles. Mas ele parou ao ouvir a menina o chamando.
- Malfoy, Você poderia me emprestar suas anotações da aula de poção?
- Esta ali – O loiro apontou com a cabeça para um canto do chão onde estava seu caderno. – É hora do almoço Granger, depois você copia as matérias.
- Eu não vou. Tenho que copiar toda a matéria até por que perdi mais aulas e não tenho de quem copiar – dissera a castanha abaixando a cabeça- Obrigada Draco. – dissera a castanha em um sussurro audível.
Draco fez menção com a cabeça em relação ao agradecimento da garota e foi almoçar.
Enquanto Hermione copiava algumas anotações pensava em ralação ao relacionamento dos dois. Era engraçado se é que pode se dizer assim. Quando estavam sozinhos, ora se tratavam pelo nome e outras vezes pelo sobrenome. Era uma convivência estranha, mas o que mais ela podia esperar dos dois?
Ela o odiava e era fato que ele sentia o mesmo em relação a ela, mas às vezes ele se comportava de modo estranho, até mesmo um pouco protetor – pensara a castanha – Porque ele não tinha simplesmente saído e a deixado ali? Para logo em seguida ela lembrar que tudo fazia parte de um plano e ela era parte essencial dos planos dele. Somente isso e sentiu certa tristeza ao pensar nisso.
O resto do dia Hermione conseguiu assistir as aulas normalmente, sem nem mais um contratempo e passou o jantar também copiando as malditas anotações de Snape. Ele havia pegado pesado, muitas matérias e já havia marcado trabalho para a próxima semana.
Já era tarde quando Hermione terminou de colocar em dia suas anotações, vira Draco entrar e sair vestido com roupas de quadriblol, provavelmente para treinar. Ambos não disseram nada.
A garota encheu a banheira com espuma e água quente. Amava tomar banho era um momento que gostava para pensar sobre as coisas da vida, era um momento que tinha para relaxar, mas este momento foi quebrado por muitas batidas na porta.
- Granger. Sai dai agora ou eu vou arrombar esta porta. Você já está ai a mais de hora. - Dissera um loiro furioso.
- Ora Malfoy, eu acabei de entrar e não pretendo sair daqui nem tão cedo. – A castanha foi firme nas palavras. Afinal quem ele era para falar assim com ela. Ele não mandava nela, não mesmo.
Mas o que a castanha não esperava era o fato de o loiro cumprir sua ameaça e “abrir” a porta com um feitiço nada amigável e se postando no banheiro com cara de poucos amigos.
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Apesar de não ter mais comentário nenhum, postei mais um capítulo já que ele estava pronto mesmo a séculos rsrsrs...
Se ainda tiver alguem lendo esta fic por favor comente.