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4. Capítulo 4


Fic: Insanity - Capítulo 5 e 6 -ATUALIZADA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 4


 É insanidade gostar de consolar a namorada, ou melhor ex-namorada, do seu amigo




 


Merlim sinceramente, porque essas coisas sempre acontecem comigo. É algum tipo de castigo por todas as vezes que eu azarei o ranhoso? Porque eu juro que eu estou tentando parar com isso, você poderia aliviar um pouco.


 


É tarde da noite, tarde do tipo que se algum monitor me pegasse para fora da cama eu levaria uma detenção, obviamente eu não estava preocupado com isso porque o monitor de plantão da noite é o meu amigo aluado e não a insuportavel da Evans.


Estou eu na sala comunal esperando a Michelle dar o ar de sua graça, e sim, ela me perdoou. Não que eu tenha pedido é claro, ela é que simplesmente veio ate mim e disse que tinha exagerado e que queria me ver.


E aqui estou eu na sala comunal esperando ela aparecer quando o buraco do retrato se abre e Kimberly entra.


Ela está com uma cara horrivel, ela nem percebe a minha presença ali, se senta em um das poltronas da sala comunal e coloca o rosto nas mãos soluçando.


E como isso eu só posso chegar a uma conclusão: Deu merda.


Eu sabia que ia dar merda, aquela conversa do Remo de me agradecer por eu tê-lo impedido de fazer uma besteira enorme não podia dar em coisa boa.


Eu observo a garota soluçando, das duas uma: ou ele contou pra ela que é um lobisomem e ela fugiu desesperada ou ele terminou com ela pra não ter que contar.


Apesar de não conhecer a Kimberly direito acho que a segunda opção é mais provável, o pontas sempre falou bem dela, e ele não costuma se enganar com as pessoas, exeto quando fala que a Evans tem uma paixão reprimida por ele.


Ela ainda não notou que eu estou aqui e soluça cada vez mais alto.


Nesse momento eu volto o olhar para o buraco do retrato esperando o Remo irromper por ele para dizer pra ela que foi tudo um engano e ele está arrependido. Mas algo me diz que não vai rolar. È Sirius Black, sobrou pra você.


Eu poderia tentar me esgueirar para o meu dormitório e deixá-la ali, afinal ela não me viu. Mas acho que eu me sentiria bem em deixá-la ali chorando, meu pai tem muitos defeitos, mas ele me ensinou a ser um cavalheiro.


Olho novamente para o buraco do retrato esperançoso, mas percebo de que aquele negocio de o aluado irromper pelo buraco do retrato procurando a namorada não vai acontecer mesmo. Os soluços dela estão começando a me dar aflição. E fazendo uma anotação mental apar estuporar o Remo mais tarde eu me aproximo dela com cuidado.


-  Kim.


Eu chamo no que ela ergue o olhos cheios de lágrimas pra mim assustada. Assim que me ve ela imediatamente para de chorar e tenta enxugar as lágrimas da manga da camiseta, mas é tarde demais, eu não posso fingir que ela não estava chorando, embora eu ache que ela pensa que sim, com essa tentativa inútil de disfarçar


- O que aconteceu? - eu pergunto no que ela devia o olhar.


- Nada Sirius. - a voz dela sai tremida,ele me olha parecendo estar com raiva.- Eu estou bem.




- Não;  não está, eu vi você chorando.



- È besteira minha Sirius, não precisa se preocupar. - ela diz se levantando, já se preparando para fugir para o dormitório feminino, mas eu não vou deixar ela fazer isso.



- Você não é tipo de mulher que chora por besteira. - eu digo, porque ela não é mesmo.

Ela me encara, finalmente desarmada, os olhos castanhos dela se enchendo de água novamente.


- O Remo terminou comigo Sirius.


 


Ela diz sem poder mais se conter e volta a soluçar compulsivamente.


E ai eu fico simplesmente sem saber o que fazer, isso é desesperador, e como parece ser a única coisa que me resta a fazer, eu a abraço.


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Sirius Black, está sendo, hum fofo, comigo? Isso só pode ser insanidade! 


 


Merlim, me diga, porque eu? Serio, uma garota tem um limite de coisas que ela pode suportar e eu já tinha chegado no meu eu antes de encontrar o Sirius na sala comunal.


 


Eu já tinha passado uma semana inteira ficando da cor dos cabelos da Lily cada vez que via o Sirius imaginando se ele me viu ou não seminua e levando um gelo do meu namorado, imagino que pelo mesmo motivo, mesmo ele me falando que estava apenas ocupado. Aham, tá.


 


E ai ele marca um encontro comigo tarde da noite em uma sala de aula de vazia, ai eu presumo que no mínimo ele vai me dar um explicação pra tudo isso, eu vou brigar um pouco com ele por ele estar agindo com um idiota e ai depois vamos fazer as pazes e ai quem sabe continuarmos de onde paramos aquele que dia que o Sirius nos interrompeu.


 


Mas não era nada disso, quando eu chego lá ele está com uma cara de enterro e pede pra eu me sentar. Eu tenho vontade de gritar pra ele: “eu não vou me sentar merda nenhuma Remo Lupin, pare de agir feito um idiota!”


 


Mas ultimamente eu tenho feito um esforço descomunal para controlar a minha raiva, estão apenas contei ate 10 e me sentei. Eu o encarei, ele deve ter percebido pela minha cara que eu estava tão feliz quanto ele com aquela situação. Ele respirou fundo e começou a falar.


- Kim, eu sei que essa semana eu tenho agido estranho com você. - ah que bom que você sabe, eu penso. - E eu devo desculpas a você pelo meu comportamento. Aliás eu te devo desculpas por muita coisa.


 


E ai ele veio com aquela conversa estúpida de “não é você, sou eu”.


Sim Remo Lupin, o namorado fofo e perfeito veio com aquela conversa mole de “não é você, sou eu”


Eu não podia acreditar no que eu estava ouvindo. Aquilo não podia estra acontecendo, e ele parecia estar sem coragem pra dizer, então fui eu quem disse.


- Remo você está terminando comigo?


 


Por um momento eu esperei que ele fosse dizer que não, esperei que ele fosse sorrir marotamente e me dizer “ É claro que não sua tonta, estou te zoando.”Embora esta seja o tipo de brincadeira idiota que Sirius ou o Tiago fariam e não ele. Mas enfim ,ele não estava me zoando.


- Estou. - disse Remo finalmente, evitando de me encarar.


Eu abri minha boca para falar mas as palavras não saiam. Eu estava completamente perplexa, aquilo não podia estar acontecendo. Simplesmente não podia, ontem mesmo ele disse que me amava, não fazia sentido. Quem ama uma pessoa em um dia e no outro termina o namoro.




- Porque? - a minha voz saiu num fio quando eu finalmente consegui dizer alguma coisa.


 


Ele permaneceu encarando os próprios pés sem dizer nada, mas tinha que ter um motivo não tinha, eu estava começando a ficar irritada com aquele silêncio dele, ele tinha que me dar um motivo. Tinha que ter um. O que tinha acontecido, eu um dia ele me amava e no outro terminava comigo. A não ser que ele tivesse mentido quando disse que me amava, a não ser que ele tivesse passado meses mentindo que me amava. E tivesse outra.


- PORQUE REMO, ME RESPONDA! - eu estava gritando, já incapaz de conter a minha raiva. O vidro da janela atrás dele se estilhaçou em mil pedaços, mas mal os cacos tocaram o chão, voaram novamente para a janela, reconstituindo o vidro.


 


Ele me encarou assustado, mas ainda sem responder a minha pergunta. 


- Me diga o porquê. - eu insisti.


Ele voltou a encarar os próprios pés.


- Eu não posso te dizer. - ele disse. Por um momento eu achei que tinha visto uma lágrima cair no chão quando ele abaixou a cabeça.


Mas não tinha importância, ele com certeza tinha outra, e não demoraria muito pra eu descobrir.


- Ótimo..


 


E eu virei as costas e sai da sala, claro que ele sabia que eu não estava bem, afinal as janelas do corredor se estilhaçaram igual as da sala conforme eu passava. Mas eu não ia dar a ele o gostinho de me ver chorando, não ia implorar para ele ficar comigo. Quem quis terminar foi ele. Não me importo, nem com ele e nem com a outra, eu não vou chorar. E que ela sejam felizes no inferno.


Mas claro que essa minha determinação eu não chorar não durou muito tempo. Quem eu estava enganando, eu me importava sim. Eu amo o Remo, sou apaixonada por ele desde os 13 anos.


Ele sempre foi tão lindo, tão doce, eu não consigo acreditar que ele fez isso comigo.


A única explicação que eu consigo encontrar é que ele tem outra, conheceu outra garota e esta apaixonado por ela. O que mais ele seria pra ele não poder me contar?


 


Ele mentiu pra mim quando disse que me amava, ele estava longe de ser o namorado perfeito, ele era um cafajeste igual ao Sirius.


 


Quando eu cheguei no retrato da mulher gorda a sensação que eu tinha é de que tinha uma bala de canhão entalada na minha garganta. Aquilo não podia estar acontecendo, todos os planos que eu tinha feito na minha mente agora nunca seriam possíveis, como era doloroso pensar nisso. Eu não estava mais conseguindo me conter. Disse a senha apressada para a mulher gorda e entrei no salão comunal, dando graças a deus que estava vazia.


Eu não poderia subir para o dormitório das meninas, a Lily e Emily nunca iam me deixar em paz.


Eu me afundei em uma poltrona, de repente a perspectiva do meu futuro parecia desoladamente vazia. Eu não conseguia imaginar como seria a minha vida sem o Remo nela. Pior como seria a minha vida vendo o Remo com outra, porque a probabilidade de ela ser de Hoqwarts era enorme. Como eu queria estar longe dali, como eu queria sumir.


E sem mais poder me conter eu comecei a chorar.


Tudo estava acabado. O aperto que eu sentia no peito era mais forte do que tudo, parecia que agora faltava algo ali, como se tivessem arrancado algo a facadas e deixaram a ferida ali exposta, e doía. Muito.


Como podia ter sido tudo mentira, como o Remo podia desprezar tudo o que a gente tinha vivido, tudo o que passamos juntos por alguém que ele tinha acabado de conhecer? Porque tudo isso, e porque comigo? Porque eu merlim, porque?


- Kim.


 


Eu ouvi uma voz me chamando, mas não, não era Merlim respondendo porque aquilo estava acontecendo.


Era o Sirius Black me encarando confuso. Instintivamente comecei a secar as lágrimas na manga da camiseta, mas era inútil, ele já tinha me visto chorando.


Mas não é uma merda? Tanto esforço para não chorar na frente do Remo e agora o Sirius vai contar tudo pra ele.


- O que aconteceu?


 


Sirius pergunta no que eu sinto uma pontada de raiva dele, porque ele com certeza sabe o que está acontecendo, o Remo deve ter contado pra ele que ia terminar comigo, e ele deve ter ficado muito contente. Ele vivia pirraçando o Remo porque namorava comigo. Com certeza ele, o Remo e o Tiago vão sair juntos para comemorar a solteirice em algum inferninho regado a Whisky de fogo e vagabundas. E o Remo ainda por cima vai estar traindo a outra, coitada.


A minha vontade é de enfiar um murro na cara da Sirius e mandá-lo sumir da minha frente. Mas eu apenas respondo.


- Nada Sirius, eu estou bem.


 


Afinal ele não precisa saber que o amiguinho dele acabou comigo.


Ah, vá. Como se ele já não tivesse me visto chorando. E exatamente isso que ele faz questão de me lembrar.


- Não, não está. Eu vi você chorando.


 


A minha raiva aumenta. Porque ele não pode simplesmente me deixar em paz. Ai eu me lembro que há apenas uma semana atrás ele me surpreendeu no dormitório dele, seminua. Parece que faz tanto tempo , e eu nem quero mais saber se ele viu ou não alguma coisa. Tem coisas que é melhor ficar na dúvida. E também não importa mais.


- É besteira minha Sirius, não precisa se preocupar.


 


Eu estou realmente tentando controlar a minha raiva, mas acho que ele não entendeu, parece decidido a não me deixar sair dali. Eu vou ser obrigada a enfiar um murro na cara dele. Porque azará-lo não vai abrandar a minha sede de sangue, eu quero acabar com ele com as minhas próprias mãos.


- Você não é tipo de mulher que chora por besteira.


 


Sirius diz no que eu o encaro e assim eu sou desarmada. Eu já disse que os olhos do Sirius são absurdamente lindos? È uma crueldade ele ter esses olhos, isso é uma arma. A expressão dele é gentil, até meio acanhada. Talvez ele não saiba o que Remo fez, e talvez ele não fique feliz porque o Remo terminou comigo, ele com certeza não está feliz em me ver triste.


- O Remo terminou comigo.


 


E dizer isso em voz alta é simplesmente demais pra mim, eu disse que uma garota tem um limite de coisas que pode suportar não disse? Bem, o meu já ficou pra trás, faz tempo.


Eu sei que eu estou soluçando igual a uma idiota, mas eu simplesmente não posso me conter. E então a coisa mais maluca do mundo aconteceu.


 


Eu sinto algo quente me envolvendo em um abraço tímido.




- Se acalma. - diz uma voz suave perto do meu ouvido, eu não posso evitar o arrepio que percorre o meu corpo.


 


Eu não posso acreditar que isso está acontecendo. Sirius Black está me consolando porque o Remo terminou comigo, isso é totalmente surreal. Eu devo estra sonhando, e isso é um tipo de universo alternativo dentro da minha mente, não pode ser o mundo real., é impossível.


Eu percebo que parei de soluçar, aliás eu estou paralisada com o choque. Isso não está acontecendo. Eu me mexo incomodada no abraço de Sirius, não que esteja ruim ficar ali agora que eu reparei, é confortável, quente e protetor, não é algo realmente difícil de se acostumar depois do choque inicial.


Sirius parece ter interpretado o fato me eu me mexer como se eu fosse recomeçar a chorar e passa a mão delicadamente pelos meus cabelos, isso foi bom, não posso evitar de sorrir, me aconchegando nos braços dele.


Ainda sem conseguir acreditar que tudo isso é real eu ergo o rosto para encará-lo e meus olhos encontram os dele, ele cora furiosamente. Ele parece totalmente perdido, até desesperado, sem saber o que fazer comigo. Mas não me solta. Aquilo podia ser estranho, mas era bom.




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Merlim, como uma garota consegue ser tão bonita mesmo chorando. E porque ela tinha que erguer o rosto justamente quando eu estava pensando nisso?


 


Assim que eu a abracei eu não pude evitar de ser entorpecido pelo perfume doce que emanava do cabelo dela, e de se ser envolvido pelo calor do corpo dela.


Tive que fazer fazer força para me lembrar de que aquilo não era um encontro, ela estava chorando e foi por esse motivo, apenas por esse motivo que eu a abracei. Mas tinha algo de bom em senti-la tão perto.


 


Passei a mão pelos cabelos dela, parecia já estar bem mais calma, podia jurar que vi ela dar um sorriso recostada no meu peito no que de repente ela ergueu o rosto para me encarar. Não pude evitar de corar furiosamente ao encontrar aqueles olhos castanhos enormes. O rosto dela estava machado de lágrimas, mas ela ainda estava linda. Como o Remo podia ser tão burro?


 


Ela voltou a se recostar no meu peito, agora eu tenho certeza de que vi um sorriso.




-


Está rindo de mim Srta. Crimson? - eu pergunto. - Ousa rir da minha falta de habilidade para consolar donzelas indefesas?


Ela ri.


- Não, você está indo bem.


- Ah é? - eu pergunto sorrindo marotamente. - E como eu posso melhorar?


- Bom pra começar comece a dizer que o Remo é um perfeito idiota e não me merece. - ela disse, meio rindo, cética. - É o que as garotas dizem para consolar as outras quando elas levam um fora.


- Bom o Remo é um perfeito e idiota e não te merece. - eu digo sem o menor esforço porque no momento é exatamente o que eu penso dele. - E não estou dizendo isso só pra te animar, eu realmente acho que ele é um perfeito idiota.


 


Kim não ri, ao invés disse suspira profundamente recostada no meu peito. Ela passa os braços pela minha cintura me abraçando também.


- Porque o Remo fez isso comigo Sirius? Ele disse que gostava de mim.


A voz dela sai em um fio. E mais uma vez eu não sei o que fazer.


- Eu não sei. Ele não te disse porque terminou?


- Não, disse que não podia me contar.


É a minha vez de suspirar. Previsível, totalmente previsível.


Ele nem ao menos tinha contato a ela, devia ter dado a ela pelo menos a oportunidade. Ela não parece ser do tipo que ia sair correndo e gritando se o Remo contasse que é um lobisomem, quer dizer, ela parece gostar dele de verdade. Mas com certeza o aluado não tinha pensado assim.


- Kim, eu sei que o Remo gosta de você, eu não sei porque ele fez isso.


- Sirius, não minta pra mim, se ele gostasse de mim não teria terminado.


 


Ela diz baixinho e me calo. A minha vontade é dizer “ ele gosta, mas é um lobisomem burro e temperamental”, mas eu não tenho esse direito, se alguém tem que contar pra ela é o Remo.


Eu suspiro, ela não sabe o quanto as coisas são complicadas. Ou na verdade não são, o idiota do aluado devia ter contado a ela. Mas eu não posso fazer mais nada, e não adianta eu dizer que o Remo gosta dela, Kim não vai acreditar em mim.


- Eu não consigo, entender, nós estamos tão bem, você viu. - Kim suspira mais uma vez.


 


É realmente eu vi. Nunca pensei que eu fosse entrar no dormitório e encontrar o Remo em um sessão de agarramento daquele nível com ela. E eu não queria ter visto, foi sem querer. E é sem querer também que a lembrança do que eu vi ainda está bem nítida nos meus pensamentos. Não posso evitar sentir o meu rosto pegar fogo ao me lembrar disso com ela tão perto.


 


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Eu suspiro profundamente. Nem o Sirius consegue me explicar porque o Remo fez aquilo, talvez o Tiago saiba. Mas talvez seja melhor não saber, vai ver ele apenas não gosta de mim. E a vida vai ter continuar. Não é isso que eu sempre disse para as meninas quando elas levavam um fora, que a vida teria que continuar? Claro que é bem mias fácil quando não é com você.


 


Não posso evitar de sorrir mais uma vez com a estranheza da situação que me encontro. Sirius Black sendo, qual será a palavra, hum, é fofo, comigo porque eu levei um fora do amigo dele. É não tinha outra palavra, fofo.


Provavelmente se eu disser isso ele vai se arrepender de ter tentado me ajudar, então é melhor ficar calada. Quando eu o encarei ele parecia realmente preocupado, como se as minha lágrimas o incomodassem mais do que tudo e ele estivesse disposto a fazer qualquer coisa para que eu parasse de chorar.


Eu não consigo mais sentir raiva dele por ele ter se intrometido na minha vida e ser uma cafajeste vai sair com Remo para comemorar a solteirice, aliás agora nem acho mais que ele vá fazer isso.


E além do mais tem algo de bom em abraçar o Sirius, ele está sendo tão legal e tem um cheiro tão bom. Eu não estou com a menor vontade de sair dali.


 


Mas a minha alegria durou pouco, um grito histérico me despertou dos meus devaneios e Sirius me soltou.


O grito tinha vindo da escada do dormitório feminino, e lá estava a Michelle Waider-vaca-loira vermelha de raiva. Magra feito uma vassoura e com aquela cara vermelha ela me lembrou um flamingo.


- Sirius Black!


 


Ela disse com aquela voz de gralha sendo depenada que ela tem. A cara de Sirius é de bem, pânico. Se ele marcou com ela devia ter se esquecido completamente, aliás devia ser isso que ele estava fazendo aqui na sala comunal, esperando essa vaca.


Sirius não teve tempo de dizer nada, a garota partiu pra cima dele, o enchendo de tapas.


- Eu... não... acredito... que... você...teve … coragem! - cada palavra que ela dizia era um tapa. - Não acredito que estava se agarrando com essa daí!


- Ué se ele teve coragem de sair com você, nada mais deveria te surpreender né querida. - eu digo sem conseguir me conter, ela se vira pra mim no que eu vejo o Sirius abafar o riso as costas dela.


Ela me encara cheia de raiva, mas a minha expressão devia ser mais um convite pra ela tentar me bater também. Tenta sorte, encosta um dedo pra ver o que te acontece.


Vai vagabunda, encosta só um dedinho, nada me deixaria mais feliz do que acabar com você.


Mas é claro que ela não encosta e se volta para o Sirius.


Eu não fiz nada. - ele se apressa em dizer, mas ela não se convence.


Michelle enche a mão e dá um tapa no rosto dele que pelo barulho deve ter doido.


Ela se volta pra mim, vermelha de raiva, mas não faz nada. Ah que pena, nada me deixaria mais feliz do que arrancar cada fio de cabelo loiro oxigenado da cabeça dela. Mas ela apenas se vira batendo os pés e sobe para o dormitório.


- Já é a segunda vez que você apanha por minha causa. - eu digo encarando Sirius que esfrega o lado do rosto em que levou o tapa.


- Não faz mal. - ele diz


- É serio, estou me sentindo culpada. - eu digo. A marca dos cinco dedos da Michelle ficou no rosto dele.


- Não sinta, você me fez um favor. - ele diz sorrindo marotamente. - Eu não sabia mais o que fazer pra me livrar dessa garota.


- Ela está certa, você não presta. -eu concluo rindo.


- Hey, eu sou o bonzinho aqui! - ele diz rindo, a risada dele parece um latido.


- Sim e o meu sonho é beijar o ranhoso. - eu digo no que ele faz cara de nojo.


- Gosto não se discute não é?


 


Eu não posso evitar de rir junto com ele.


- Obrigada Sirius. - eu digo sorrindo agradecida no que ele sorri de volta.


- Não tem de quê. E foi um bom aprendizado, agora eu sei como consolar uma dama.


Eu rio.


- Nunca se esqueça: de dizer que o cara não a merece, isso é muito importante.


- Eu só fico imaginando pra quantas garotas que eu já sai já disseram isso.


Ele sorri coçando a parte de trás da cabeça.


- Eu já disse para sete. - ele me encara ligeiramente envergonhado, mas sem conseguir evitar de sorrir marotamente.


- Por favor, suba no dormitório da Michelle e diga pra oitava. Só pra garantir que ela não vai mais vir atrás de mim.


- Bom nesse caso, eu diria que ela é que não te merece. Garota insuportável, mas como você mesmo disse, gosto não se discute.


- Ela me iludiu Kim, eu juro. - Sirius me encara, seu olhos azuis piscando de inocência, não consigo evitar de rir. - Ela não parecia tão insuportável antes de eu a convidar pra sair, ela me enganou.


- Ah coitadinho de você.


 


Ele continua me encarando com aquela cara inocente, parece um cachorro sem dono. Mas um cachorro lindo que eu não me importaria de levar pra casa.


- Bem, é melhor eu ir dormir e você também, antes que apareça mais alguma garota malvada pra te iludir.


Ele ri, mas depois volta a me encarar sério.


- Você vai ficar bem? - Sirius pergunta preocupado.


- Vou. - eu digo em um meio sorriso. - Boa noite Sirius.


- Boa noite. - ele responde e eu lhe dou as costas indo para o meu dormitório.


Eu suspiro, é, eu vou ficar bem, vou ter que ficar bem.





 

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