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2. everybody's changing


Fic: what the hell. - capítulo 13 on!


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- Isso não faz o mínimo sentido! – Eu comecei a gritar e andar sobre os cacos de vidro. – Como eu posso ter uma DST se eu sou virgem? Como Maggie pode ter ficado grávida se ela também é virgem? Quer dizer, eu conheço minha irmã, ela não é nada santa, mas ela nunca, jamais esconderia isso de mim.


- Certo Lene, pare de andar nos cacos de vidro. – Dorcas me fez sentar e foi recolher os cacos do chão.


- Eu não sei até hoje o que aconteceu entre minha irmã e ela, mas eu? Eu tenho certeza que eu não fiz nada. – Eu comecei a falar e não parava. – Quer dizer, o que eu poderia fazer? Eu ficava em casa, encobria as fugas das duas e... Eu nunca fiz nada.


- Calma Marlene. – Lily disse. – Existem coisas na vida que a gente não pode controlar.


- Falou a garota que estava surtando a cinco segundos atrás porque o Potter está apaixonado pela Emmeline Puta Vance. – Disse.


- É, eu sei. Eu surtei. – Lily disse. – E exatamente por isso. Está fora do meu controle... O que não está fora do meu controle é mostrar para toda a escola que vadia a Vance é.


- Sabe que isso é uma ótima idéia. – Eu falei pensativa. – I’m gonna make this bitch go down!


- Antes de fazer isso você vai pro hospital. – Dorcas disse. – Você viu seu pé como está?


Eu não tinha percebido que eu tinha conseguido acabar com meu pé. Estava puro sangue. Não que eu não estivesse acostumada a me machucar e ser levada para o hospital.


- Sorte a sua que sua mãe é médica. – Lily disse.


- Argh, me levem para a Dra. Mckinnon! – Falei.


Eu fui pulando até o carro da Dorcas. Por uma incrível coincidência, meu querido vizinho estava em seu jardim.


- Garota, você é extremamente descoordenada. – Ele me disse.


Antes de Lily me colocar dentro do carro, eu consegui mostrar o dedo do meio para ele.


- Esse cara é insuportável. – Falei.


- Eu sinto uma tensão sexual entre vocês dois. – Dorcas disse.


- Eu não sinto tensão sexual por ninguém. – Falei.


- Essa frase sua não fez o mínimo sentido. – Lily disse rindo. – Você não sente tensão sexual por alguém, mas sim entre duas pessoas.


- Enfim, o importante é que não existe tensão sexual entre eu e aquele babaca. – Falei. – O que é que eu tinha na cabeça para andar sobre cacos de vidro?


- Ódio da Emmeline Vance? – Lily disse.


- É, era isso mesmo. – Dorcas completou.


O bom de viver em Capeside é que eu e mamãe morávamos a cinco minutos do hospital. E cinco minutos da minha escola. E cinco minutos do mercado... E por aí vai.


Dorcas parou o carro na entrada do hospital e Lily me ajudou a descer e a “pular” até a entrada. Mal coloquei um pé (o que não estava machucado) e avistei John, namorado da minha mãe.


- De novo? – Ele me perguntou. – O que é que você fez dessa vez?


- Cadê minha mamãe? – Perguntei fazendo bico.


- Ela está em cirurgia. – John me respondeu. – Venha, eu olho esse pé seu...


Ele pediu uma cadeira de rodas para uma enfermeira que eu não conhecia. Ela ficou cheia de sorrisinhos para ele, e disse que ia ajuda-lo com meu pé. Lily ficou me esperando na sala de espera, enquanto John e a enfermeira safadinha me levaram para uma sala.


- Nossa, John, eu vou ficar tão feliz quando você casar com a minha mamãe, a Doutora McKinnon, chefe do departamento de Cardiologia. – Falei olhando para a enfermeira que insistia em flertar com ele.


Flertar?  Isso ainda é uma palavra? Enfim... Ela percebeu e parou de fazer o que quer que ela estivesse fazendo. De qualquer forma, não estava funcionando... John era completamente apaixonado por Addison McKinnon, também conhecida por mim como “Mamãe”.


Tudo certo, machucados limpos, pé enfaixado e muletas, já que eu não conseguia apoiar meu pé no chão, eu e as meninas pudemos voltar para casa. Ficamos assistindo TV e falando mal de você-sabe-quem, até que deu 19h e Dorcas e Lily foram embora.


- Até amanhã. – Eu me despedi delas ainda no sofá. 


Mamãe ficaria no hospital, plantão 24h. Eu comecei a mudar de canal da esperança de alguma reprise de Criminal Minds começar.  


A campainha tocou. 


- Pode entrar, a porta está aberta. – Eu disse, imaginando que uma das garotas havia esquecido algo e havia voltado para busca.


Quando me virei para ver qual das duas era, não era nenhuma delas.


- Você. – Eu disse me levantando do sofá e pegando as minhas muletas. – O que você quer?


- Você podia ser mais gentil. – Sirius Black disse. – Eu vim aqui perguntar como está seu pé.


- Eu te conheço a menos de 24 horas e eu já sei que você não veio aqui para isso. – Falei. – Meu pé está bem, obrigada por perguntar.


- Você vai ter que usar muletas? – Ele me perguntou.


- Sim, eu não consigo firmar o pé machucado no chão. – Falei.


- Como você vai subir as escadas? – Ele me perguntou.


- Quando minha mãe chegar ela me ajuda. – Respondi. 


Fato era que ela só chegaria minutos antes de eu ir para a aula, atrapalhando meu cronograma matinal inteiro. E isso me deixava puta da vida, mas, considerando que eu não tive a coordenação de segurar um copo e ficar nervosa, era tudo culpa minha mesmo e eu teria de lidar com isso.


- Eu posso te ajudar a subir a escada, te colocar na cama, cantar uma canção de ninar pra você... – Ele me disse.


- Olha, seria muito legal se você me falasse o que você quer, fosse embora e parasse de falar desse jeito comigo. – Eu disse.


- Certo, eu vim aqui para conversar com você sobre o jornal. – Ele falou caminhando até o sofá.


- Ótimo, uma conversa produtiva. – Falei me sentando. 


Ele se sentou ao meu lado.


- Certo, como você acabou de se mudar e já arranjou um lugar no jornal, eu vou te explicar como funciona. – Eu disse. – Nós gostamos de focar nos alunos, o que é meio assustador já que ninguém faz nada de interessante naquela escola... 


- Eu imaginei. – Sirius disse. – Por incrível que pareça, você é a pessoa mais interessante daquele lugar. E deve tudo ser culpa da sua fama.


- Eu não tenho nenhuma DST. – Eu falei, meio envergonhada, meio nervosa. 


- Claro que não. – Ele falou rindo. – Você é obviamente virgem.


- Olha, vamos nos focar no jornal? – Sorte a minha que eu não era uma daquelas pessoas que ficam vermelhas quando estão com vergonha, ou eu estaria inteira da cor do cabelo da Lily.


- O que me intriga é porque alguém inventaria isso de você. – Ele insistiu no assunto. – Você poderia me falar isso e acabar com a minha curiosidade.


- Detetive, se você descobrir, me conte. – Falei. – Agora, eu queria mudar um pouco a abordagem, queria que tivesse um caderno cultural, onde a gente cruzasse sei lá, filme com os livros que os alunos estão lendo, falasse de bandas regionais, essas coisas. O que você acha?


- Que você não é tão idiota quanto eu achei que você fosse. – Ele me disse impressionado.


- Isso é algum tipo de elogio? – Falei brava.


- Sim. – Ele falou. – Provavelmente o máximo elogio que você vai receber de mim.


- Você é insuportável. – Falei séria.


- Ah, você é muito legal de certo. – Ele falou rindo.


- É, eu sei que não. – Respondi. – Mas até agora só eu contribuí para o jornal. E se você não me for útil eu te faço sair do jornal.


- Eu já fiz uma lista de algumas bandas regionais para quando seu pé estiver bem a gente ir atrás. – Ele disse sorrindo sedutoramente.


- Você quer dizer... Trabalho de campo? – Perguntei.


- Sim, vocês não fazem isso aqui? – Ele me perguntou.


- Não desde que eu quebrei meu pulso. – Falei tímida.


- Qual é seu problema? – Ele me perguntou rindo.


Tive que rir também. Eu era muito, muito desastrada.


Eu estava dando uma olhada na lista e vi uma banda que eu já conhecia.


- Eu conheço essa “Declam”. – Falei. – Duvido que alguém da escola vá gostar dela.


- Por quê? Eles fazem um cover...


- Ótimo do Elvis Costello. Eu sei. – O interrompi. – O problema é que é mais fácil agradar os professores do que os alunos. Honestamente, seria mais fácil agradar aquele bando de babacas com uma banda que fizesse cover do Justin Bieber.


Ele riu de mim, muito. Mas sabia que era verdade.


- É, mas seria bem legal se a gente desse a oportunidade deles conhecerem a banda. – Ele disse.


Meu celular começou a tocar “The Rock Show”, a música que Mags havia escolhido para quando ela me ligasse. Eu imediatamente atendi ao telefone.


- Oi. – Falei sorrindo. 


- Minha nova escola: Bizarra. – Ela me disse do outro lado do telefone. – Sério, eu tive mais aulas hoje que em uma semana aí. Fora que todas as garotas me olham com cara de medo e eu nem sei por quê.


- Se serve de consolo, eu derrubei um copo de vidro no meu pé e consegui cortar ele todo. Estou de muleta, Mags... –Percebi que Sirius se levantou e foi ver as fotos de família. Estava tão feliz com a ligação que nem liguei.


- Você é incrível. Você gosta de se machucar? – Ela me perguntou.


- Claro que não. – Falei. – Eu preciso compensar né? Muito intelecto, pouca coordenação motora.


Sirius riu, olhou para mim e revirou os olhos.


- Tem alguém aí? – Mags perguntou.


- Não, ninguém. – Eu menti. – Televisão.


- Bem, só te liguei para e contar que meu dia foi bizarro. – Ela me disse. – Vou dormir, estou cansada e amanhã cedo eu tenho Educação Física.


- Educação Física. Você e Educação Física. – Falei. – E você ri de mim, quero só ver se amanhã não vai ser você que estará de muleta.


- Há-Há. – Mags disse. – Que engraçadinha você. Vou dormir, antes que a gente enrole meia hora no telefone.


- Boa noite Mags, te amo. – Falei. – Corra da bola amanhã.


- Eu irei. Boa noite Boo. – Ela me disse. – Te amo e estou com saudades.


Desligamos o telefone. Eu estava sorrindo. Só ouvir a voz de Maggie eu já me sentia... Sei lá, completa. Toda essa coisa que eles dizem de irmãos gêmeos era verdade.


- Namorado? – Sirius perguntou.


- Não. Nem namorada, porque seria incesto. – Falei.


- Irmã? – Ele perguntou rindo. – Você ama sua irmã?


- Claro que eu a amo. – Falei.


Ele pegou uma foto minha e de minha irmã na comemoração de bodas dos nossos avós.


- É ela? – Ele perguntou me mostrando a foto.


Pulei até ele, peguei a foto e sorri.


- É, essa é ela. – Falei. – Essa é a Maggie.


Na foto Maggie estava com um sorrisão, diferente de mim, que estava séria. Era um contraste que existiu a vida toda em quase todas as fotos.


- Vocês são gêmeas? – Ele perguntou.


- Bi-vitelinas. – Respondi.


- Mas vocês parecem muito. – Ele disse.


- É, mas ela é a gêmea bonita. – Falei. Ele me olhou curioso. – Sempre tem uma gêmea bonita e uma gêmea engraçada ou inteligente.


- E o que te faz pensar que você é a gêmea engraçada ou inteligente? – Ele me perguntou rindo.


- Exclusão. – Falei. – Ela é definitivamente a gêmea bonita. 


Ele colocou a foto no lugar e me olhou.


- Bem gêmea feia, eu posso te ajudar a subir as escadas, descer, trancar a porta e jogar sua chave pela janela do meu quarto na sua sacada. – Ele disse.


- Seria muito legal da sua parte se você fizesse isso. – Respondi.


Ele me ajudou a subir as escadas, me colocou sentada na minha cama, abriu a porta da minha sacada e lá se foi. Minutos depois ouvi a chave cair na minha sacada. Fui pulando até lá para agradecer, e ele apenas sorriu em resposta. Peguei a chave, coloquei-a na minha penteadeira, peguei meu pijama e fui tomar banho.


Banho tomado, creminho no rosto e pijaminha confortável (que na verdade era um camisetão e uma bermuda velha), por conta do calor, resolvi abrir a sacada. Para minha sorte, Sirius não me viu de pijama. Mas eu pude ouvir Sirius dedilhar “Heart Shaped Box” em seu quarto.


Apaguei minha luz e fui dormir com essa serenata, assim digamos.


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Nota da autora: E a lerda aqui escrevendo eMeline né? hahahaha :x vou ver se corrijo isso nos capítulos anteriores hoje! :D

 


 

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