Capítulo 3
É insanidade falar sozinha para tentar me convencer de que o melhor amigo do meu namorado não me viu seminua.
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Isso não pode estar acontecendo comigo. É surreal demais para ser verdade.
Eu não estava prestes a transar com o meu namorado e o melhor amigo dele entrou no quarto e me viu seminua.
- Foi tudo um sonho. O melhor amigo do meu namorado não me viu seminua. – Não está dando certo - Foi tudo um sonho, o melh...
- O que foi que você disse kim?
Droga. Eu me viro e para o meu azar na porta do dormitório estão as minhas duas melhores amigas Lily Evans e Emily Cross, e também para o meu azar, sim eu penso em voz alta.
- Ah vocês ouviram, não me façam repetir! – eu digo sem paciência ao mesmo tempo em que coro furiosamente sob o olhar das duas.
- Quem foi que te viu pelada? O potter? – perguntou Lilían
- E o que você estava fazendo pelada? E onde você estava? – perguntou Emily
Eu as encaro, será que a minha expressão facial não está traduzindo que eu não quero conversar?
Eu acho que não, porque as duas continuam me encarando cheias de uma curiosidade doentia.
- Não, não foi o Tiago, foi o Sirius. – respondo encarando o chão. – E eu estava no dormitório dos marotos.
- O que você estava fazendo pelada no dormitório dos marotos? – perguntou Lily, os olhos verdes arregalados.
Emily revirou os olhos.
- Lily como você é inocente. – eu coro ainda mais. – As coisas entre você e o Remo estavam esquentando né?
Eu nem preciso responder nada. Emily está me olhando com aquela cara de quem diz “ safadinha, hein” e Lily me olhando com reprovação.
- Bom, estavam. Mas ai o Sirius apareceu.
- Mas você estava totalmente nua? – Lily quis saber.
- Estava só da cintura pra cima. E eu estava de costas pra porta. – eu digo encarando as duas. – Eu não sei se ele viu alguma coisa, mas e se viu, como é que eu vou olhar para a cara dele agora? E o Remo parecia furioso, e se ele brigar com o Sirius?
- Ah Kim, eles que são marotos que se entendam. – disse Emily num dar de ombros. – E depois o Sirius não fez de propósito fez? Ele apenas entrou no próprio dormitório. Eu não acho que o Remo vá brigar com ele por causa disso.
Eu fico menos preocupada, mas ainda fico imaginando como é que eu vou olhar para a cara do Sirius depois disso.
Oh Merlim, o que foi que eu fiz para merecer isso?
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Quando eu volto para a torre da grifinória já é bem tarde, e mesmo assim eu digo a senha para a mulher gorda com receio de que ao chegar ao meu dormitório os marotos estaram me esperando com um frasco de veritasserum para me interrogar se eu vi ou não o que eu não devia. Se bem que eu não me importaria se eles apagassem a minha memória, assim as imagens iam para de voltar para a minha mente toda hora.
Mas eu nem precisei chegar ao dormitório, assim que eu ponho os pés no salão comunal, que estava na mais completa escuridão, uma luminária se acendeu. E lá estava o Remo me encarando.
Não vou mentir, eu quase gritei de susto. Quase.
- Olha Remo, me desculpa. Eu não quis fazer aquilo, eu nem lembrei que a Kim tinha subido para o dormitório. Eu não sabia o que vocês estavam fazendo, foi sem querer de verdade.
- Eu sei que foi sem querer – Remo disse me encarando com os olhos amarelos de lobo. Porque isso tinha que acontecer logo quando está tão perto da lua cheia? – Se eu não soubesse que foi sem querer eu não estaria aqui olhando para a sua cara.
Estão vendo? O aluado sabe ser bem assustador quando quer.
- A minha pergunta é... – ele diz me encarando fixamente, os olhos amarelos parecendo cada vez mais ameaçadores. – O que foi que você viu.
- Nada Remo, eu juro que não vi nada.
O que não é mentira. O que eu vi foi apenas as costas da Kim enquanto ela tirava o sutiã, e um pequeno relance de um dos seios dela. Não deve ter durado nem um segundo. E no meu entendimento agora ou é tudo ou nada. Eu não sou mais um moleque do segundo ano que acha que ver a calcinha de uma menina atráves de um espelho colado no sapato é algo para se impressionar. Se ela estivesse totalmente pelada eu diria que eu tinha visto alguma coisa. Mas o que eu vi foi quase nada, e se era quase nada, podia ser considerado como nada. O Remo não precisa saber que aquele nada já tinha suficiente para me atormentar os meus pensamentos.
- Nada mesmo? – ele continuou me encarando desconfiado. Mas ele já parecia estar acreditando em mim, seus olhos estavam bem menos ameaçadores.
- Não vi nada Remo, eu juro. – eu repito. – Mas se não acredita em mim, pode apagar a minha memória. Vai em frente.
Então ele se convenceu por completo.
- Não Sirius, eu não vou apagar a sua memoria. – ele diz calmamente agora encarando o chão. – O que eu devo fazer é te agradecer. Você impediu que eu fizesse uma grande besteira.
Eu o encaro surpreso. Como assim me agradecer?
- Como assim fazer uma besteira. Você não estava com cara de quem ia fazer besteira nenhuma.
- Você me disse que não tinha me visto nada. – ele me encara irritado.
- Eu me referi a intimidade da sua namorado. A sua cara de babaca olhando pra ela eu vi muito bem. – Remo corou.
- Mas eu ia. Alias já faz um tempo que eu estou fazendo uma grande besteira. Isso já esta indo longe de mais. – ele diz encarando o chão, agora não parece mais irritado, mas sim com um ar de tristeza.
- Do que você está falando? – eu o encaro confuso, mas ele desvia do meu olhar.
- Nada sirius, deixa pra lá. – ele dá um meio sorriso. – Vou para o dormitório, você vai ficar aqui?
- Vou sim, estou sem sono. – eu digo me largando em uma poltrona.
- Bem, boa noite. – Remo diz subindo as escadas para o dormitório. – E mais uma vez obrigado sirius.
Ele diz com um meio sorriso no que eu continuo confuso.
- De nada. – eu respondo fechando os olhos.
E a imagem de uma alça e depois a outra do sutia da Kim deslizando pelos ombros dela e depois indo parar no chão voltam a minha mente. Eu sacudo a cabeça tentando me desvencilhar desses pensamentos, eu definitivamente tenho que pensar em outra coisa.
E ai eu paro pra pensar no que o Remo acabou de me dizer, que eu o impedi de cometer um erro. E concluo que isso vai acabar dando merda.