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7. Capitulo Sete


Fic: Amo Noite e Dia. - CAP 6 ON ultimo cap ON - Concluida- Dramione


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Demorou, mas o capitulo finalmente chegou!!

Espero que gostem!!
E sim, eu li todos os reviews!! *--* AMO VOCES.

Não esqueçam dos reviews, hein?! 

Beijos.
Angel_S

--**-- 
          Finalmente Ciça ergueu os olhos, fazendo beicinho.


 


- Não gosto de vião, mamãe - disse.


 


            Hermione sentiu as pernas vacilando, como se a voz da criança tivesse o poder de descontrolar suas emoções, todas as suas forças haviam ido embora. Um braço forte amparou mãe e filha, impedindo-as de cair. A menina ergueu o rostinho e, pela primeira vez, contemplou os rígidos contornos do rosto de seu pai.


            Os instinto de Draco gritavam lhe para afastar-se das duas. Entretanto, apesar de Hermione estar segurando a criança, era ele que a mantinha em pé.


 


- Leve a criança daqui, já!


 


            A agonia transpareceu no rosto de Hermione, porque Ciça arregalou os olhos, num princípio de choro.


 


- Outro homem mau! - resmungou. - Quero ficar com mamãe! - Agarrou-se ao pescoço de Hermione, com força. As mãozinhas agarradas nos cabelos da mãe. - Não quero homem mau, mamãe! - soluçou. - Vovô prometeu!


 


            Vovô?


            Hermione abriu os olhos e Draco retesou-se, seus olhos analisavam o pai com desconfiança.


 


- O que diabos...? - Draco murmurou entre os dentes.


- A pequena precisava se acalmar - defendeu-se Lucius. - Eu a acalmei da melhor forma que pude!


 


            Num acesso de fúria, Hermione livrou-se dos braços de Draco e fulminou pai e filho com um olhar de condenação. Apertou mais a filha contra si, como se pudesse protege-la de todo o mal.


 


- Vocês são desprezíveis!


 


            Com isso, deu-lhes as costas e saiu para a enorme varanda. Hermione sentiu a respiração da filha acalmar-se novamente, apesar de saber que estava acordada, e bem provavelmente não iria dormir tão fácil.


 


- Hermione! - A voz autoritária de Draco a fez parar no meio da varanda. - Aonde pensa que vai? - perguntou, segurando-a pelo braço.


 


            Hermione segurou a pequena com mais firmeza em um único braço. A única coisa que jamais permitiria era que Lucius, ou Draco, machucasse sua pequena. Ciça estava acima de qualquer coisa.


 


- Ora, solte-me!


- Não seja tola!


- Você viu, não viu? - ela protestou, fitando-o desesperada. - Ele fez tudo! Armou tudo isso por algum motivo sórdido e...


- Fique quieta! Já avisei para não repetir acusações como esta!


 


            Hermione sabia que o marido ainda não conseguia ver a verdade. E talvez nunca viesse a enxergar. Se um dia Draco viesse a descobrir seria através da boca de Lucius, e duvidava que um dia isso fosse acontecesse.


            O tom duro de Draco fez com que Ciça erguesse a cabecinha novamente, fitando-o com o olhar assustado e lacrimoso.


 


- Homem mau! – a voz de Ciça saiu entrecortada. Um misto de medo e desespero.


- Draco! - A reprimenda veio de uma fonte inesperada. Lucius aproximara-se do casal. - Está assustando a pequena!


 


            Ele fitou o pai e concedeu, com certa relutância.


 


- Meu pai tem razão. Estamos assustando a menina.


- Você está assustando Ciça! – retrucou Hermione com raiva. – Não se aproxime dela novamente, Draco!


 


            Avaliando a situação, Draco viu por bem afastar-se de ambas. Sabia quanto Hermione poderia ficar perigosa quando se tratava de Ciça. Todo homem, inteligente, ficaria fora do caminho de uma mãe protegendo sua cria.


 


- Entre. – Draco ordenou, evitando os olhos assustados da criança. – Estamos todos esgotados.


 


            Hermione entrou a passos firmes, mesmo sabendo que não havia muitas escolhas para fazer. Eles estavam certos. Aquela cena assustara Ciça. Fitou Lucius e notou que os olhos do velho perscrutavam a garotinha. Sorrindo, ele segurou a mãozinha gorducha de Ciça, que retribuiu apertando a mão do homem.


 


- Vovô... - ela falou, abalando uma vez mais o controle precário que Hermione tentava manter sobre as emoções.


 


            Ciça dissera aquilo com tanto afeto! Visivelmente atordoado, Draco aproximou-se de Hermione novamente, pousando sua mão no braço livre da castanha.


 


- Vamos voltar para a sala.


 


            Draco guiou-a de volta para sala, onde Hermione manteve-se em pé, segurando Ciça firmemente entre seus braços.


 


- Só você não vê, Draco, que... – Hermione começou a falar.


 


            Ele a ignorou, guiando-a até o sofá mais próximo. Hermione podia ver o esforço que o marido estava fazendo para não olhar para Ciça, para não encontrar as semelhanças das quais ele não queria ver, não queria aceitar. Será que ele não havia reparado nos olhos cinzas da pequena?


 


- Sente-se. - disse, empurrando-a para o sofá. Então estalou os dedos e uma mulher de olhar ansioso de aproximou. - Esta é Fábia. Está aqui para atender às suas necessidades... as suas e as da criança. - continuou, no mesmo tom frio. - E começará pegando sua bagagem, depois veja com ela o que vocês irão precisar. - Dispensou a moça e em seguida voltou a fitar Hermione. __ Sugiro que aproveite os próximos minutos para se recompor e acalmar a criança. - Ciça voltara a enterrar o rosto no pescoço da mãe. - Pai? - Dirigiu-se a Lucius com o mesmo tom autoritário. - Precisamos conversar.


 


            Draco saiu logo em seguida, sendo seguido em surpreendente obediência pelo pai, que se deslocava acionando os comandos eletrônicos da cadeira de rodas. Hermione deu uma ultima olhada para o que agora era Lucius Malfoy. E de alguma maneira, sentiu-se vingada.


            A governanta da casa a aproximou-se e Hermione a seguiu, até um dos quartos da ala da família. Assim que a castanha entrou no quarto, a governanta fechou a porta, deixando mãe e filha sozinhas. O silêncio tomou o quarto, e Ciça arriscou-se a erguer o rosto.


 


- O homem mau já foi? - perguntou timidamente.


 


Hermione sentou-se em uma das poltronas do quarto, aconchegando a filha ao peito.  As mãozinhas de Ciça tentavam abrir a blusa da mãe. Apesar de ter completado 2 anos e meio, Ciça mamava no peito de Hermione 1 vez ao dia. Não havia tido coragem de desmama-la por completo, e o pediatra havia lhe dito que não havia problema continuar amamentando-a.


 


- Mamãe, mama.


 


            Com a mão livre, Hermione abriu a blusa e tirou o sutiã. Ciça agarrou o bico do seio da mãe com vontade. Havia prometido a si mesma que manteria a amamentação de Ciça o tempo que pudesse. Com satisfação, sentiu que Ciça se acalmava aos poucos. 


 


- Ele não é mau, querida - murmurou gentilmente, acariciando a cabeça da filha com a mão livre.  - Está apenas...


 


            “Confuso” era a palavra que Hermione queria dizer.  Talvez até curioso... Draco jamais se mostrara confuso com relação a nada. Para ele, a vida era preto no branco. A confusão residia nas zonas cinzentas, que evitava. Por isso o casamento não dera certo. Lucius, conhecendo o filho, pintara o mundo que envolvia a nora em tons de cinza, provocando discórdia.


            E apesar de inválido, Lucius não havia mudado. Ele continuava fazendo seu jogo de outrora: Pintando tudo de cinza, e despertando a confusão em Draco. Algumas questões Hermione simplesmente não conseguia responder sobre Lucius: O que pretendia? Queria Ciça só para si? Mas não poderia tê-la, a não ser que fizesse Draco acreditar que era efetivamente o pai da criança. E isso o levaria a duvidar do adultério de Hermione. Lucius estaria disposto a se arriscar? Ou teria alguma carta escondia no bolso da casaca?


            Ela começou a tremer de medo ao se lembrar do que Lucius era capaz. Respirou profundamente, e mirou Ciça que tinha os olhos fechados, mas que continuava mamando.


            Hermione fora obrigada desviar a atenção de Ciça, ao escutar baterem na porta.


 


- Pode entrar.


- Senhora? – Fábia entrou no quarto, aproximando-se com cuidado. Um sorriso amável desenhou-se no rosto da mulher. – Não sabia que a pequena ainda mamava.


- Apenas 1 vez ao dia. – respondeu Hermione voltando a olhar para Ciça. – Irei amamenta-la enquanto eu puder.


- Isso é muito bom, senhora. – respondeu Fábia, sorrindo para a pequena. – Vejo que Ciça adormeceu em seu colo.


 


            Hermione olhou para Ciça novamente, e constatou que a pequena havia dormido, e inclusive soltará seu seio. A criança ressonava, finalmente em paz.


 


- Não chore, senhora. - Fábia agachou-se ao lado da poltrona, para colocar a mão solidária sobre o braço de Hermione. - Agora a pequena está segura. Senhor Draco zelará por ela. Não se preocupe.


 


            Sim, agora estava segura, Hermione reconheceu. Mas desconfiava de que suas preocupações estivessem apenas começando. Lucius queria a neta, não a nora. Fora astuto a ponto de traze-las até a sua casa, com a benção de Draco. Qual seria sua próxima cartada? Iria mandar sumir com ela, para ficar com Ciça só para si? Seu corpo tremeu.


            Três anos antes, lembrou-se Hermione, o marido fora seu único aliado numa casa cheia de inimigos. Mesmo os empregados a tratavam com pouco respeito. Agora, porém, era diferente. Em algum ponto de sua vida, ela adquirira uma maturidade que a impedia de olhar as pessoas como monstros assustadores numa terra estranha.


            Talvez por essa postura firme e tranqüila, Fábia a respeitava muito. E ajudou a deixa-la mais à vontade naquela situação indesejável. Não permitiu que ninguém entrasse na suíte, despachando todos à porta.


 


- Todos aguardavam as boas notícias sobre a pequena, sra. Malfoy. - explicou a moça após despachar mais uma pessoa que buscava ver mãe e filha. - Agora todos querem expressar sua alegria. Mas terão que esperar. Apenas descanse e desfrute dessa belezinha. Eu cuido do resto.


 


            Hermione deitara uma Ciça adormecida na enorme cama que havia no quarto, deitou-se ao lado dela.             Quando Ciça, por fim, despertou horas depois, resmungando de fome, Fábia ajudou a sossegar a garotinha. E, quando ela recuperou sua energia natural, a moça levou-as até o lago.


            As três passaram uma hora tranqüila à beira do lago, aproveitando o sol ameno do final da tarde. Ciça, ainda desajeitada, corria de um lado para outro, e sua alegria enterneceu o coração de Hermione. A garotinha havia descoberto o prazer em jogar migalhas de pão para os peixes no lago, soltando altas gargalhadas quanto a migalha sumia após a abocanhada de algum peixe.


            Quando o sol começava a se por, Hermione, Ciça e Fabia subiram as escadas brincando. Ciça segurava a mão da mãe e da baba para saltar cada degrau. Por fim, pediu colo e repousou a cabecinha no ombro da mãe. A respiração calma da pequena logo denunciou que dormia profundamente.


 


- Senhora, eu arrumei o quarto da pequena. – disse Fábia enquanto andavam pelos jardins, a caminho da casa.


 


            Hermione seguiu a babá para a ala dos dormitórios. O quarto da pequena era simples, e todo em branco. Havia um berço simples montado em um dos cantos, ao lado uma cama que Hermione pretendia habitar até o dia em que pudesse partir, e esperava que não fosse demorar, ficar perto de Draco era um completo tormento. Hermione colocou a pequena no berço, e sorriu a pela suspirar profundamente. Fábia parecia montar guarda, alisando o pequeno lençol de bordado inglês. Ignorava os protestos da patroa, que insistia para que fosse descansar. Ao final, Hermione parou de protestar e acomodou-se no sofá da sala, para apreciar o pôr-do-sol. Sentia-se esgotada, tanto fisicamente quanto emocionalmente.


            A castanha permitiu-se relaxar, fechou os olhos para apreciar os últimos raios de sol do dia.


 


- Você parece exausta. - observou Draco ao aproximar-se.


 


            Hermione se assustou e levantou-se rapidamente. Draco havia mudado de roupa, calças largas, e uma camiseta simples, sem nenhum requinte. Apesar da simplicidade, nada fazia com que o ar de superioridade de Draco evaporasse, estava impregnado em cada poro daquele homem. Hermione sentiu-se tola, como podia negar que não sentia nada por ele? Seu coração estava acelerado, sua mão suada... seus olhos trilhavam o contorno de cada peça de roupa.


            Com algum esforço, a castanha voltou a sentar-se no sofá. Viu Draco rodear e ajeitar-se na poltrona logo à frente.


 


 


- É muita preocupação de sua parte. - ela ironizou.


 


            Com alguma satisfação, Hermione viu Draco revirar os olhos. Em momentos como aquele sentia-se em parte vingada. E se dependesse dela, iria continuar a cutucar Draco até o momento em que fosse embora.


            Draco estudou a esposa com cuidado, haviam olheiras profundas abaixo de seus olhos. Seu rosto estava bem mais magro, sua pele mais pálida. Mas havia determinação em seus olhos, algo que ele jamais havia reparado antes. E ele soube, naquele olhar, que Hermione faria de tudo para lhe provocar, e para provar a culpa de seu pai.


 


- A criança está... mais calma?


- Está, mas não graças a você.


- Desculpe-me se a assustei, essa não era a minha intenção. - ele murmurou. - Mas você precisa entender que, para mim, a situação é muito... difícil.


- Que bom. Acredito que a melhor solução é nos colocar em um avião para que possamos voltar a Londres o mais rápido possível. 


- Ansiosa por partir? - ele escarneceu.


- Você não sabe o quanto. – admitiu ela. – Além do mais, assim que partimos, está situação “difícil” irá terminar. E as coisas voltarão a ser como eram antes.


- Quisera que fosse tão simples...


- Obviamente que é simples, Draco. – Hermione assegurou. – Não estou vendo nenhuma complicação. Basta nos colocar dentro de seu jatinho, ou até mesmo em um avião comercial.


 


            Draco não disse nada, a atenção aparentemente concentrada na estonteante visão do céu avermelhado encontrando o lago. Então se voltou para fitá-la.


 


- O jantar será servido dentro de 1 hora - anunciou. - Será que você poderia fazer o pequeno esforço de se arrumar? Sei que está muito cansada, mas precisa ficar assim?


 


            Hermione sabia que ele a criticava por ainda usar as mesmas roupas da viagem. Draco se trocara, como ela bem percebera no momento em que ele entrará na sala. Estava com ótima aparência e o traje só fazia ressaltar seu porte másculo e atlético.


 


- Se estou vestida dessa maneira o único culpado é você. - ela contra-atacou, evitando olhar para o homem atraente que lhe tirava a paz de espírito. Além do mais, já esperava um comentário daquele tipo. – Caso não lembre, quem fez minha mala foi você. Só lembrou-se de incluir as roupas formais que tanto aprecia. Não colocou nada para o dia-a-dia, nada que combine com este clima ou que seja adequado para lidar com uma criança cheia de energia. Sem mencionar que se esqueceu de incluir roupas íntimas, cosméticos e escovas de cabelos.


- Foi assim tão ruim? Não estou acostumado a fazer malas. – disse sincero.


- Obviamente que você não está acostumado a fazer esse tipo de coisa. – retrucou, com um sorriso sarcástico no rosto. – Porém, você se saiu um pouco melhor com Ciça. Não esqueceu o Dandy, o que é um grande passo. Ela mudou completamente ao ver o bichinho.


- E o que preciso fazer para você mudar?


 


            Hermione sentiu o rosto corar, o corpo arrepiar-se àquele tom insinuante. Não estava esperando por uma pergunta como aquela. Preferia que Draco continuasse a manter aquela distancia, não queria se machucar novamente. Além do mais, havia muito mais coisa em jogo dessa vez.


 


- Jantarei na suíte que você destinou a mim, se não se importar. - disse friamente, procurando ignorar as reações perturbadoras.


- Comerá na sala de jantar, como se costuma fazer nesta casa. – ele determinou. – Acredito que ainda lembre de alguns costumes daqui.


 


            Hermione respirou, empertigada, não iria aceitar ordens de um homem que havia lhe abandonado por três anos.


 


- E como eu posso esquecer dos costumes desta casa? – ironizou. – Como eu lhe disse, prefiro jantar na suíte, ou até mesmo no quarto de Ciça. Não iria abandona-la. Ela pode acordar e se assustar.


- Fábia não está com ela?


- Sim, mas Fábia não é a mãe da criança!


- A casa está equipada com um sistema de comunicação interno - ele argumentou. - Se Fábia chamar, você poderá voltar à suíte em poucos segundos.


- Para uma criança, segundos podem ser horas, Draco! Ciça está assustada com tudo. Mante-la longe de mim é crueldade.


- Isso é uma enorme besteira! - Ele suspirou. - A menina está segura. Já conhece Fábia. Sabe que a mãe a aceita como alguém em quem pode confiar. Deve permitir que ela faça seu trabalho enquanto...


- Trabalho? - Hermione ergue uma sobrancelha, desconfiada.


- Sim. - Draco a fitou com os olhos imperturbáveis. - Ela foi contratada especificamente para cuidar da garota.


 


            Hermione ergueu-se do sofá num átimo.


 


- Como babá, você quer dizer?


- Sim.


 


            Ela estremeceu. Lucius contratara Fábia para mantê-la afastada de Ciça? Então esse era o plano do grande patriarca Malfoy? Ela jamais iria permitir que a afastassem de sua pequena.


 


- Não preciso de babá alguma! Ainda mais alguém que fora contratado por seu pai. Além do mais posso cuidar sozinha de minha filha! - declarou, com a firmeza que seu coração amedrontado permitia. - Na última vez que você contratou uma babá, Lia desapareceu bem debaixo do nariz dela!


- Por que está protestando tanto? – Draco levantara-se também, uma das sobrancelhas arqueadas.


- Draco, por favor... Não faça isso comigo! Não diminua minha importância como mãe! Não ficarei aqui tempo suficiente para precisar de Fábia!


- Meu Deus! - ele arregalou os olhos, visivelmente assustado com a reação da esposa. - Você está aterrorizada!


- Deixe-me quieta na suíte até voltar a Londres, por favor. Não é pedir muito, Draco.


- Do que é que você está com medo?            Acha que não posso proteger Ciça nesta casa? - Ao perceber que Hermione fraquejava, segurou-a pelos braços. – Você sabe que está errada, não? - murmurou, confortando-a da melhor maneira possível. - Esta casa é como uma fortaleza. Ninguém entra ou sai sem passar pelo sistema de segurança.


 


            Era justamente com as pessoas de dentro da casa que Hermione estava preocupada.


 


- Draco... - Espalmou as mãos no peito do marido. Não foi um gesto insinuante. Estava ansiosa demais para avaliar o que fazia. - Ouça, não quero ficar, e você não nos quer aqui. Se acredita ser impossível proteger-nos em Londres, então mudarei de nome, ou de identidade. Se sair de sua vida, prometo que jamais voltará a passar por esta inconveniência.


 


            Draco se retesou. Um misto de emoções e dúvidas assaltaram sua mente em um mesmo segundo. Os olhos castanhos de Hermione eram um livro aberto para ele, podia distinguir cada sentimento, cada medo, e acima de tudo a determinação que notará minutos antes. Definitivamente, ela estava disposta a tudo pela filha. E ela passaria, inclusive, por cima de qualquer sentimento que tivesse por ele.


 


- Você... ama muito essa criança, não?


 


            Por que ele insistia em fazer aquela pergunta? Qual era o propósito de tal indagação? Aquela fora a pergunta mais tosca que alguém como Draco poderia ter feito. Será que não estava claro o tamanho da importância de Ciça para Hermione?


 


- Ela é minha vida.


- E o pai da criança? – Com uma das mãos, Draco levantou o queixo de Hermione, obrigando-a olhar em seus olhos. - Amava-o com a mesma intensidade?


 


            Hermione fechou os olhos. Só queria afundar o rosto naquele peito largo e chorar. Deixar que todo o desespero que sentira naquelas horas de sofrimento se esvaísse pelas lágrimas.


 


- Sim. - murmurou.


           


Draco se afastou e voltou-se para a janela, deixando-a só e trêmula. Não se permitiu sequer ficar surpresa com a atitude do marido.


           


- Ele a amava?


 


            Hermione engoliu o nó na garganta. Quantas vezes Draco a dissera que a amava com todas as forças dele? Em sua cabeça passava pequenas cenas, todas com Draco dizendo o quanto a amava, e o quanto a queria. Será que aquilo fora uma mentira? Um sonho?


 


- Creio que sim. - respondeu, os braços inertes ao longo do corpo.


- Então por que ele não quis ficar com as duas?


- Porque decidiu não acreditar que era o pai de Lia, e seu orgulho jamais permitirá aceitar a filha de um outro homem.


- Então... quer dizer que Ciça pode ser... minha filha?


 


            Com um suspiro resignado, Hermione sentiu-se no direito de não responder a uma pergunta como aquela. Será que ele já havia reparado nos olhos de Ciça?


 


- Draco, preciso sair daqui. Não suporto este lugar. - ela respondeu, ignorando-lhe a indagação. - Jamais suportei.


- Foi tão infeliz nesta casa?


- Muito mais do que você possa imaginar. - ela murmurou, afundando no sofá novamente, desejando que aquela conversa não tivesse começado.


 


            Depois de um silêncio incômodo, Draco prosseguiu em tom baixo, ainda olhando para o lado de fora da casa.


 


- Vocês não poderão partir.


 


            Hermione sentiu-se gelar por dentro. Desde que chegará naquele local pedira para não ouvir aquela sentença.


 


- O que quer dizer com isso? - perguntou cautelosamente.


-  Vocês não podem sair daqui. – começou Draco, virando-se para Hermione. – Este é o único lugar onde posso garantir a sua segurança e a de sua filha. O risco é grande demais. - Maneou a cabeça levemente. - Portanto, é aqui que você e a criança ficam.


- Eu não quero! – respondeu imediatamente, os punhos fechados, o queixo erguido.


- Você não tem escolha.


 


            Ela se empertigou ainda mais, o olhar de Hermione era puro desafio em direção ao marido. 


 


- Nem eu e nem minha filha temos culpa que você não quer o divórcio. – A voz de Hermione saiu firme, e Draco não conseguiu evitar de admirar a coragem com a qual Hermione o enfrentava. - Você não é meu dono. Prefiro começar minha vida, junto com Ciça, do nada a voltar a viver sob este teto.


- Está falando como se você tivesse sendo traída.


- Não quero passar pela mesma provação que já vivi neste lugar.


- Talvez mereça esta provação.


 


            Hermione fechou os olhos para controlar a raiva, que subia por seu corpo como as lavas de um vulcão.


 


- Eu até posso merecer está “provação”, mas minha filha não merece – finalmente conseguiu  dizer.- Será que, na sua sede de vingança, também deseja punir um inocente?


- Não estou querendo vingança. É um simples caso de segurança. Nesta casa, as duas certamente não correrão perigo, entendeu?


 


            Oh, ela entendera muito bem. O amo e senhor acabara de falar. Final da discussão.


            Draco não queria chegar aquele extremo, mas não permitiria que Hermione ou a criança saíssem daquela casa. Os sequestradores haviam deixado claro que eles não eram os únicos interessados em Hermione e Ciça. Durante a negociação haviam revelado, inclusive, que Hermione era o principal alvo. Só um tolo não saberia que Hermione era o calcanhar de Aquiles do poderoso Draco Malfoy.


 


- Eu não vou ficar nessa casa nem mais um dia. Nem eu e nem Ciça.


- Então você sairá sozinha, Hermione. – declarou Draco. Sentiu-se sujo em fazer aquela chantagem, mas era necessário. Em momentos como este preferia pensar que os meios sempre justificam os fins.


 


            Aquela frase soou como uma condenação. Sabia que Draco falava sério. Não havia outra solução, precisaria se subjugar mais uma vez, as vontades de Draco e Lucius. De pensar que havia tido algum tipo de liberdade...


 


- Você pode até me obrigar a ficar aqui, mas não sou obrigada a comer com você. – ela falou, o tom inflexível. – Caso eu não possa comer aqui, prefiro morrer de fome.


- Está sendo infantil.


 


            Era verdade. Mas não voltaria a sentar-se à mesa de Lucius Malfoy. De modo algum!


 


- Que seja. – deu ombros. - Estou cansada e não quero colocar uma roupa elegante e brincar de mocinha obediente com você e seu pai. Será que não pode ao menos me conceder esse direito?


 


            Draco suspirou para desabafar a raiva. Então, surpreendentemente, cedeu.


 


- Preciso falar com Fábia antes de subir. - disse. - Farei com que lhe tragam o jantar.


Com isso, saiu, deixando Hermione, de certa forma, frustrada. 

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