Capítulo Cinco A batalha de Gringotes
Estavam todos muito preocupados naquela manhã, já estava tudo preparado: os integrantes da ordem de todo o mundo vieram para reforçar a frente de batalha. Um grupo de mais de quinhentos homens estava a postos, a maioria deles generais só não estavam presentes: Dorcas Meadowes, Edgar Bonés, Elifas Doge, Fábio Prewett, Gideão Prewett, Héstia Jones, além dos casais Potter e Longbottom.
Cada general tinha uma área para defesa e os outros estavam de reserva ou no acampamento para receber os feridos.
Todos chegariam ali por chaves de portais, pois não se podia aparatar nas proximidades do banco, que ficava em uma esquina e tinha vários feitiços de proteção, inclusive anti-aparatação. E mesmo assim os duendes temiam a invasão pelos comensais, que teriam acesso ao banco com a desculpa de serem clientes e querem pegar algo em seus cofres, aproveitando a oportunidade para atacarem de dentro. Também foram impedidos de fechar o banco, para não levantar suspeitas de que estariam preparados para o ataque surpresa das trevas, o que era mais um problema.
O ataque estava previsto para as onze da manhã, um dos horários mais movimentados do banco, assim teriam o maior número de vitimas possível, e os comensais chegariam através de chaves de portal. Ao menos foram essas as informações que Snape passou.
Era onze e quinze da manhã e nada de inimigos. Sirius já estava xingando o ranhoso de tudo quanto era nome, falando que não era de confiança, que era uma armação e das grandes. Quando estava realmente ficando furioso, um barulho ensurdecedor o interrompeu. Mesmo eles estando longe o suficiente da cidade para não serem vistos, o barulho foi tão alto que parecia estar ao seu lado.
Começou o ataque. Casas e lojas foram incendiadas, os gigantes, com suas, clavas batiam nas lojas derrubando tudo o que estava na frente; em menos de um minuto não era mais possível contar o número de corpos estendidos no chão entre as três ruas mais importantes da Londres Bruxa. Em frente ao banco, estava Lord Voldemort com uma aura negra em volta do seu corpo, emanando poder por todos seus poros, era assustador para qualquer um que presenciasse a cena. Ele levanta a varinha, apontando-a para o céu e gritou: Mosmordre. Uma enorme caveira com uma cobra saindo de sua boca, cor verde, se fez presente no céu acinzentado – era a marca negra!
Olho–Tonto, com seus Homens, foi o primeiro a chegar, dando combate aos comensais. Logo atrás veio Hagrid, com seu irmão Grope e mais doze gigantes, que lutavam bravamente contra vinte dois gigantes numa rua paralela, na qual nenhum comensal ou membro da Ordem teve coragem de pisar, pois seria esmagado facilmente,sendo impossível às enormes criaturas distinguir quem era aliado ou inimigo.
Sirius, Lupin, Tonks, Carátaco Dearborn e Quim Shacklebolt, cada um com mais de 50 soldados sob seu comando, se juntaram a Olho-Tonto e encurralam os comensais. Teve início uma luta brutal; vários feitiços foram disparados sem a menor preocupação com a mira, pois pra qualquer lado que se mandasse, um inimigo caía desacordado. Os membros da Ordem, pela segunda vez na história, tiveram que usar as maldições imperdoáveis, sendo ouvido por todos os lados o Avada Kedavra.
A batalha estava equilibrada, até a chegada dos dementadores. Eles avançavam contra a retaguarda de Carátaco Dearborn, que estava muito furioso para perceber seus homens caindo atrás dele, um por um. Quando deu por si já estava fraco e sem seus soldados para ajudá-lo, pois não escutou os gritos de desespero de seus homens porque foram abafados pelos barulhos da batalha. A única coisa que conseguiu fazer antes de morrer foi conjurar um feitiço com toda força dos seus pulmões: Expecto Flamare! Uma enorme fênix coloria o céu acinzentado marcando o lugar de onde o exército da luz precisava de socorro, pois uma leva de dementadores acabou de matar mais de 70 membros da ordem; em menos de 30 segundos todas as reservas chegaram, incluindo a médica, e gritaram numa só voz: Expecto Patronum, apontando as varinhas para mais de trezentos dementadores. Mas, ao contrário do esperado, nenhum patronomo saiu de suas varinhas, apenas fumaça e cinzas, pois a tristeza de ver os corpos dos amigos mortos jogados no chão pelas criaturas monstruosas, tirou-lhes qualquer tentativa de lembranças feliz que precisariam para invocar o feitiço. Atenderam ao pedido de socorro de Carátaco, Aberforth Dumbledore, Arthur Weasley, Beijo Fenwick, Broderico Bode, Dédalo Diggle,Emelina Vance, Estúrgio Podmore, cada um liderando bruxos da Ordem que não eram aurores treinados , assim como o grupo de apoio formado por Marlene McKinnon, Minerva McGonagall, Mundungo Fletcher , Molly Prewett Weasley, com algumas enfermeiras. Eram quase cento e cinqüenta pessoas vendo a morte bater à porta. O socorro falhara miseravelmente, e a cena, conciliada à falta de esperança na guerra em geral, tinha acabado com o espírito guerreiro dos heróis - era o fim.
Os gigantes de Voldemort eram maiores, porém burros, e lutavam separados. Os da Ordem, sob a liderança de Hagrid, mesmo em menor número, estava ganhando a batalha. Já tinha se igualado o número de gigantes entre as trevas e as forças da luz. De todas as lutas que se travava naquele campo de batalha, a dos gigantes era a mais brutal, pois um gigante só caía se estivesse morto.
Lord Voldemort apenas observava de longe seus exércitos e esperava seus comensais abrirem a porta do banco para sua entrada triunfal, o que estava demorando. O Lord estava prestes a colocar as portas abaixo quando esta finalmente se abre .
Lord Voldemort diz com uma voz assustadora – já não era sem tempo seus imprestáveis – mas para sua surpresa quem sai de lá não são os seus mais fiéis comensais, e sim Alvo Dumbledore.
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