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18. Quando a escolha é não ter opç


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Antes de mais nada, gostaria de agradecer todos os comentários e a presença de todos.


E gostaria de avisar também que esse cap talvez tenha ficado menor que o habitual e quem sabe um pouco... repetitivo talvez, apesar de eu ter feito um releitura, por conter contextos que lemos e vimos em Reliquias da Morte. Mas para dar continuidade a história, eu tive que passar por esses fatos.


 


Espero que gostem.


 


Boa leitura.




**********************************************************


O cheiro de maresia era prazeroso. Olhava o mar calmo e senhor de si quebrar próximo aos seus pés. Seu cabelo voava de acordo com o vento. Elizabeth estava acordada em seus braços, como se desconfiasse do que em breve iria acontecer. Será que algum dia ela entenderia o porque de tudo aquilo¿



Ronald a abraçou pelo ombro como se quisesse encoraja-la. Ela respirou fundo. Harry estava a um passo a frente, também prestando atenção ao mar. Apertou Eliz para mais perto de si. A olhou. O rosto impassível de bebê. Os olhos azuis brilhando. A menina também a encarava. Ela conseguiria¿



- São vocês mesmo¿ - A voz de Bill os retirou daquele estado de torpor. Ron se voltou para o irmão.



- Por um breve momento sim! – Os dois se abraçaram saudosos. Harry também se virou e aproximou.



- Belo lugar para se morar. – O ruivo meio lobo deu leve batidas no ombro dele.



- Hermione, tudo bem¿ - Ela apertou os olhos antes de se voltar para ele. Bill abriu a boca em O, quando viu o pacotinho em seus braços.



- Na medida do possível. – Ela ate tentou sorrir.



- Será que podemos entrar, por favor¿ - Ron estava extremamente nervoso. O irmão mais velho apenas assentiu com a cabeça e foi em direção a sua casa toda decorada de conchas.



- Ronald! Oh! Harry! – Fleur tinha melhorado seu inglês, apesar do sotaque. – Hermion¿ - Ela fez a mesma cara do marido quando viu a castanha.



- Parem de olhar ela sim. Vamos sentar. – O mais novo homem da família Weasley pediu e foi o que fizeram. O silencio era constrangedor.



- É melhor acabarmos com isso. Essa é Elizabeth, minha filha.



- Nossa Hermione, não se esqueça, nossa! – Ela fechou os olhos. Ron estava ao lado dela e falava com segurança. Harry mantinha a cabeça abaixada em outra poltrona.



- Como assim filha sua¿ De vocês¿ Ronald¿ - Bill falou um pouco nervoso.



- Foi um descuido. Mas Eliz foi a melhor coisa que nos aconteceu em meses. – Hermione o olhou encantada. Jamais esperaria uma atitude dessas de Ron. Lágrimas vieram aos seus olhos.



- Nem sabia que vocês namoravam. Quer dizer, quando você esteve aqui não nos disse nada. Ron, uma filha¿



- Eu contei a vocês sobre nossa briga, quer dizer, minha e do Harry. Eu ainda não sabia da gravidez. Quando reencontrei eles, Eliz já tinha nascido. – O ruivo falava com muita naturalidade e internamente Hermione se perguntava se ele realmente não acreditava na mentira que estava contando.



- Como non sabia¿ Essa pequena não é ton novinha... – Fleur olhou para Hermione. – Ron esteve aqui pouco antes do natal. – A castanha engoliu seco.



- Eu escondi deles, o máximo que pude. Sabia que tudo isso complicaria e optei não contar. – Aquilo saiu fácil, afinal não era mentira.



- Mas isso é uma loucura! Mamãe e papai vão te matar! – Bill disse com um pequeno sorriso no rosto.



- Estamos aqui na verdade para pedir um imenso favor.



- Oh, isso eu percebi desde o começo Ron. Mas vocês tem mesmo que fazer isso¿ - Nesse momento todos olharam para a herdeira de veela admirados, até Harry, que ficara o tempo todo mudo e olhando o tapete.



- Fleur, temos uma missão a ser cumprida. Hermione está irredutível quanto a nos deixar sozinhos. Mas não podemos levar um bebe conosco, é muito arriscado. – Ron falou ficando vermelho. Desta vez Hermione que baixou a cabeça.



- Eu posso parecer uma mãe desnaturada, mas é que não posso abandonar Harry e Ron num momento dão delicado e..



- Eu já disse que não quero isso Hermione! Fique aqui com eles, em segurança, cuidando de sua filha! – Harry de repente levantou nervoso.



- Eu não tenho mais nada para te dizer do que já disse Harry. – Ela respondeu calma, o olhando nos olhos, dizendo mil coisas sem usar palavras. O quanto ela sentia muito por tudo aquilo. O quanto ela precisava de fazer aquele sacrifício por ele. Era como uma maneira eficaz de pedir perdão por te-lo traído. E ela percebeu, para sua surpresa, que enfim Harry a compreendera. Ele aproximou dela, ajoelhou em sua frente e a olhou como não fazia desde o dia que ele conversara sobre Draco Malfoy com ela.



- Não precisa se sacrificar desse jeito por mim Hermione. Você já abandonou seus pais. Eliz precisa de você. Eu te amo acima de qualquer coisa, erro, escolha. Você precisa acreditar nisso. – Ela deixou as lágrimas escaparem.



- Meus pais estão melhor do jeito que estão Harry. Independente de você, eles corriam muito perigo. E Eliz aqui será melhor cuidada do que comigo. Eu preciso ir com vocês, porque tanto quanto todo mundo quero que esse inferno acabe. Não é só por você, é por todos nós. – Ela sorriu em meio ao seu choro sofrido. Harry a encarou doce.



- Bien, vou fazer um chá, vocês ficam para o jantar¿ - Fleur disse se levantando.



- Acho que Ron merece comer algo descente. – Hermione olhou para o ruivo e sorriu. Ele moveu os lábios de volta.



- Sim, ainda mais porque quero ter uma conversa séria com ele. – Todos riram, menos Ronald, que encarou o irmão mais velho assustado.



 



Draco estava deitado em sua cama encarando o teto de madeira de sua cama de cortinas. Uma semana. Sete dias. A vida de uma mosca. Esse era o tempo que ele estava se deixando levar pela beleza, inteligência e por que não, semelhança de Astória com o seu antigo e sim, eterno amor.



Desde aquele beijo estava se sentindo melhor. Mais vivo. Contudo, a tristeza, a saudade, o pesar, tudo de ruim que sentia, ainda estavam lá, dentro dele. Porém, de um jeito mais abafado, menos dolorido. Mas será que ele estava certo naquela escolha¿



- Ei cara! Hoje está fazendo sol, vamos lá fora.



- Não Blás, preciso pensar em algumas coisas. – Ele sentiu o colchão descer quando seu amigo se sentou.



- Pensar em Astória¿ Ah Draco... melhor não pensar. – O loiro o olhou.



- Não entendi.



- Olha só. Você está certo em querer continuar, seguir em frente, parar de viver como um vegetal. Então não fica pensando, porque, se eu te conheço bem, você vai começar arrumar desculpas, problemas, para atrapalhar essa nova fase. E vamos combinar, isso é a última coisa que você precisa para você. Na verdade há muita gente disposta a providenciar isso. -  Draco se sentou.



- Achei que você não gostasse da idéia de eu com Astória. – Blás ficou um pouco calado.



- É fato. Mas... Hermione se foi.. er.. quer dizer.. está longe e não sabemos o que o futuro nos aguarda. É difícil saber das coisas e então é melhor ir em frente.



- Você sabe de algo que eu não sei. – Não era uma pergunta.



- E o que poderia ser isso¿ - Blás já não olhava mais o amigo. Draco ficou de pé.



- Me diga logo o que aconteceu com... a... Granger! – O moreno o olhou. Aquele olhar de desespero voltara nas íris cinzas do amigo.



- Ah por favor. Não comece a inventar coisas. Vamos logo lá para fora. – E se levantou.



- Espere aí Blásio! Não desconversa. – Ele pegou no braço do moreno o impedindo de sair do quarto.



- Não surta, na boa. Eu não sei o que aconteceu com Hermione, ok¿ - E não era mentira, ele realmente não sabia o que afinal tinha acontecido com a sua amiga castanha. Ele supunha, mas não sabia.



- O que poderia acontecer então¿ - Draco soltou o braço do amigo.



- Como é que vou saber¿ Oh, eu to indo. Se quiser ficar com minhoca na sua cabeça loira, fica. – E saiu o mais rápido que podia.



 



-Weasley¿ - Nem mal tinha saído da Sonserina, Blás parou.



- Ah, é você. – A ruiva olhava para os lados.



- E quem deveria ser¿ - Ele arqueou a sobrancelha.



- Apenas continue o seu caminho.



- Está bom aqui. – Os olhos azuis de Gina o encararam.



- Vai ser muito suspeito se..



- Não, já está muito suspeito ruiva. Você, aqui, na porta da Sonserina. Nem era para saber onde é o nosso salão comunal. – Ela bufou.



- Olha só, eu preciso conversar com o Malfoy! – Blás esbugalhou os olhos para em seguida sair puxando Gina pelo braço para longe das masmorras.



- O que você anda usando Weasley¿ Ta pensando o que¿ Que uma bela manhã de domingo é ótima para colocar os maribondos para passear¿ No que você está pensando¿ - Gina fazia uma força descomunal para se soltar do moreno, mas ele realmente era muito mais forte.



- Dá pra me soltar seu idiota!¿



- Eu que sou idiota¿



- Blás¿ - Eles acabaram dando de cara com Pansy que parecia estar voltando do café da manhã.



- Ótimo, abre ai a porta da ex sala de Defesa Contra..



- Olha como fala comigo Zabinne!



- Por favor, querida! – Ele ainda agarrava com todas as suas forças o braço de Gina, que já estava completamente vermelha. Pansy os guiou para dentro da sala e se trancou com eles lá.



- Vocês vão pagar por isso!



- Agora explica. – Pansy disse com tédio enquanto via o namorado largar Gina em uma cadeira. A menina imediatamente começou a esfregar seu braço dolorido.



- Essa louca pretendia contar tudo ao Draco. – Pansy revirou os olhos.



- Tão típico. De onde tirou essa brilhante idéia Weasley¿



- Ele precisa saber da verdade. Que tem uma filha. Que Hermione deve estar morta! Isso não é justo com ela! – Gina tinha lágrimas nos olhos.



- O que não é justo¿ Ela que não quis que ele soubesse da gravidez. Ela que optou por se preocupar mais com o amigo do que com a própria criança. Ela que fugiu! – Pansy falava forte, mas calmamente.



- E o que você esperava que ela fizesse¿ Contasse para Malfoy¿ “Ah, oi, então, lembra daquela nossa noite¿ Pois é, que azar, eu estava fértil, e veja só, estou grávida. Legal né¿ Uma filha de nascida trouxa com um sangue puro, melhor, um Malfoy! Ah claro, sem levar em consideração que você quase matou Dumbledore, o cara que era como um pai para meu melhor amigo!” – Gina já estava de pé. Pansy revirou os olhos mais uma vez.



- Por que vocês Grifinórios são tão... sentimentais¿ Querida, se você ou a anta da sua amiga pensassem mais com a razão, viriam que se essa tivesse sido a escolha dela muitas coisas estariam diferentes agora. Draco realmente amava aquela rata de biblioteca, e ele até seria capaz de muitas coisas para protege-la e obviamente a cria. Mas vocês são passionais demais para ver as coisas mais obvias!



- Olha como fala da minha amiga! – Gina deu um passo a frente ao que Pansy riu.



- Vamos nos acalmar ta bom¿ E Weasley, Pam tem razão. Mas agora é tarde demais. Contar ao Draco só vai complicar as coisas. Não sabemos o que de fato aconteceu. Não sabemos se Hermione morreu ou não, ou mesmo a bebê. Até mesmo Potter. Contar a ele só faria com que ele se desesperasse e até cometesse uma loucura. Eu sei que você pouco se importa com o bem estar dele, mas, pra que contar¿ Que diferença vai fazer¿ - Gina abaixou a cabeça derrotada. Voltou a se sentar.



- Talvez.. sei lá.. ele pudesse dar um jeito. Ajudar a encontra-los.



- Você acha mesmo isso¿ Draco é tão capaz quanto nós, ou até menos. Perdemos o meio de comunicação mais eficiente que tínhamos. Não há mais nada a ser feito. Ao menos por enquanto.



- Se ele a ama tanto assim, por que está namorando aquela garota¿



- Ah, mas eu sabia que tinha coisa aí. O que te importa Weasley¿ Draco passou os últimos meses mais morto do que vivo! E quando ele da um passo para recuperação você vem querendo estragar tudo¿ - Pansy realmente estava indignada.



- Só não acho certo ele construir uma vida sem saber de toda a verdade. – Gina respondeu sem segurança.



- E depois sonserinos que são sádicos! Você quer é estragar a vida dele, mais ainda diga-se de passagem. – Gina levantou mais uma vez.



- Não me importo com Malfoy, realmente. Mas acredito que se ele ama mesmo Hermione, se moverá até encontra-la, e esse é meu objetivo! Mas se ele já está a esquecendo...



- Então você pensa que ele está a esquecendo e ai você resolveu lembra-lo¿ - Desta vez foi Blás quem soou indignado.



- Por aí.



- Não seja tão estúpida, sei que você não é! Se você visse como ele ficou minutos atrás por um comentário meu que o levou a pensar em Hermione. Draco jamais a esquecerá. Mas ele precisa continuar a vida dele. Bote nessa sua cabeça. Ninguém aqui e agora poderá fazer alguma coisa para encontra-la ou mesmo Potter. Eles estavam mudando de lugar todo o tempo, e se o pior aconteceu, seu namoradinho, mesmo assim, está seguindo com o plano. Não há nada, repito, nada que possamos fazer quanto a isso! – O moreno estava bastante nervoso e Gina o olhava assustada.



- Não poder fazer nada me angustia tanto.



- Acredite, não é detonando com a vida do Draco que você vai se sentir melhor ou resolver alguma coisa. – Pansy disse cruzando os braços.



- Você me da a sua palavra de que jamais tentará fazer algo assim novamente Weasley¿ - Os dois se olhavam. Gina tinha lágrimas nos olhos, mas não choraria na frente deles.



- Tudo bem. Afinal sonserinos sabem ser amigos também. Vocês estão o defendendo com unhas e dentes. Mas ta certo. Eu realmente estou um tanto desesperada. Mas já entendi o recado. – E ela mais uma vez se sentou.



- Ótimo. Então vamos Blás. Estava indo te buscar para tomar seu café. Fiquei te esperando e você não apareceu. – A morena estava seguindo para a porta, mas parou ao ver o namorado se aproximar da ruiva.



- Eu também estou muito angustiado. Sofrendo. Pensar que Hermis morreu me dói de uma maneira que nem sei explicar. E sei que pra você ainda deve ser muito pior, se levarmos em conta que é o seu namorado e irmão também que estão nessa loucura toda. Eu sinto muito por isso também Weasley. Mas vamos tentar manter a nossa mente no lugar se quisermos fazer alguma diferença quando o momento certo chegar. Tente se acalmar. – Blás ainda deu um leve aperto no ombro dela. – Me desculpe pelo braço. – E saiu de perto dela quando notou que a briga dela contra as lágrimas estava sendo perdida. Gina ainda ouviu Pansy ralhar com ele ao fechar a porta quando enfim seu pranto escorreu livre por sua face avermelhada.



 



- Ela parece um anjinho. – O dia tinha mal amanhecido, mas Hermione, Ron e Harry já estavam de pé. Eles falavam baixo para não acordar Eliz.



- Eu.. eu vou sentir tanta falta da minha filha! – A castanha já não conseguia controlar as lágrimas. Ron a abraçou pelos ombros e ela escondeu o rosto na curva do pescoço dele.



- Eu sinto tanto por tudo isso. Odeio toda essa guerra!



- Então vamos logo acabar com esse inferno. – O ruivo apertou Hermione mais um pouco.



Silenciosamente, depois dos três depositarem suaves beijos em Elizabeth, eles saíram do Chalé das Conchas. Ainda olharam uma ultima vez antes de aparatar. Quem escolheu o lugar foi Hermione mais uma vez, já que ela parecia ter um mapa na cabeça.



Os dias que se seguiram foram sem novidades. O tédio e até mesmo a falta de comida os consumia. Aquilo os angustiava de maneira silenciosa. E para a castanha parecia ainda pior, pelo buraco que representava estar distante de sua filha. Foram incontáveis as noites que os braços de Ron foram seu consolo e conforto.



Mas foi depois de ler “As vidas e mentiras de Albus Dumbledore” pela segunda vez, que ela se sentiu segura para propor aos amigos uma idéia, meio torta, dentro daquela rotina asfixiante.



- É sério Harry, isso deve ter algum significado importante. Esse símbolo aparece vezes demais. – Ela disse mostrando uma foto da carta que, no passado, Dumbledore enviara a Grindelwald com um símbolo em forma de triangulo com uma bola e um traço ao meio.



- É o mesmo que você viu no túmulo não é¿ - Hermione apenas olhou para Ron e acenou com a cabeça em concordância.



- Eu acho que sei de alguém que pode nos falar sobre isso. – Os outros dois encararam Harry.



- Fala de uma vez! – O ruivo disse rápido.



- O pai de Luna. É que ele estava com um colar, cordão, sei lá. Enfim, ele estava com esse símbolo dependurado no pescoço no casamento de Fleur e Bill. Talvez ele saiba alguma sobre seu significado.



- Mas onde vamos encontra-los, eu nunca perguntei a Luna onde ela mora! – Hermione disse um tanto desanimada.



- Eu sei onde eles moram. É perto da minha.. casa. – Ron falou em um tom tão nostálgico que tanto Harry quanto Hermione se solidarizaram na saudade.



 



Uma vez na frente daquela casa torta e cheia de excentricidades não se lembrar de Luna era impossível. Bateram a porta e foram recebidos por um homem louro um tanto desorientado. O que não os causou espanto, afinal eram pai de Luna.



- Então essa história sobre os três irmãos é real¿ - Hermione disse um tanto descrente após ler o conto.



- Bem, há quem acredite que sim. – O pai de Luna disse meio distante.



- O senhor acredita¿! – Harry o olhou.



- Eu.. é.. sim. Eu acredito em muitas coisas.



- O senhor não disse que Luna estaria aqui rápido¿ Gostaríamos de dar um abraço nela. – Ron falou sem graça ao colocar a xícara com aquele chá horrível na mesa.



- É, pelas nossas contas já é páscoa, não é¿ - Hermione olhou para ele com uma esperança de estar certa. – Quer dizer, é feriado, era para ela estar aqui.



- Eu já volto, vou fazer mais chá. – Ele se levantou de uma vez e desceu as escadas em espiral em direção a cozinha.



- Isso foi estranho.



- Ron tem razão. É melhor irmos. Luna não parece vir tão cedo. Precisamos conversar sobre essa história de Relíquias da Morte. – Em silêncio, os três desceram até a parte de baixo da casa com intuito de irem embora.



- Obrigada pela história, mas não poderemos esperar por Luna, temos que ir. – Hermione disse amável.



- Não! Vocês não podem! Não!



- Senhor¿ - Harry se assustou, mas rapidamente alcançou a varinha guardada no bolso interno de sua jaqueta.



- Eles a levaram.. o Deus.. minha filha. Minha Luna! – O homem chorava.



- Levaram¿ Luna¿! – Hermione tornou angustiada. – Mas por quê¿



- Eu sempre o apoiei, senhor Potter. Meu Pasquim sempre esteve ao seu lado. E claro que ele não gostou. E até começou a supor que eu poderia estar o encobertando. E para me fazerem falar, levaram meu raio de sol, minha razão de viver! – O silêncio foi total. Cada um lamentando como podia aquela noticia, mas ninguém mais que Harry Potter.



- Eu sinto muito. – Ele disse com a voz engasgada.



- Eu também. – O pai de Luna disse, e logo em seguida várias sombras passaram pelas janelas. Hermione gritou e Ron correu. Logo toda a casa estava sendo destruída e foi com muita sorte que os três conseguiram unir as mãos para aparatar. Mas antes disso, ainda puderam ouvir o grito angustiado de senhor Lovegood, afirmando a plenos pulmões que estava com ele, com o procurado, com Harry Potter.



 



- Então é isso. Espero que você tenha um bom feriado de páscoa. – Astória deu um abraço apertado em Draco, nos portões do castelo.



- Tudo isso é ridículo! Eu sou o único praticamente que está indo para casa. – Ele realmente estava furioso naquele cair da tarde.



- Mas você mesmo disse que seus pais pediram pessoalmente ao diretor isso. Ainda mais que você não foi ao feriado de natal. – Draco revirou os olhos sabendo muito bem quem pedira que ele fosse até a Mansão naquele feriado estúpido.



- Nós nunca fomos especialmente ligados a essas datas Astória. Mas enfim. Segunda estou de volta. – Ela lhe sorriu, e assim que a carruagem apareceu por ali, magicamente o portão se abriu. Especialmente naquele momento os dementadores se afastaram da entrada, mas isso não diminuía o ar gélido.



- Boa viagem Draco. – Eles trocaram um breve beijo.



- Entre logo Astória, aqui está muito frio. – Com pequeno mover de lábios, que era quase um sorriso, ele se afastou e entrou na carruagem que o levaria até Hogsmead, onde de lá, ele poderia partir para sua mansão.



 



Depois do cair da noite, a barraca, com todos seus feitiços protetores já estava armada. Hermione tentava fazer um chá, mas falhava gradualmente. Ainda estava trêmula.



- Não acredito que ele nos dedou! – Ron andava de um lado para o outro.



- É compreensível! – Foi tudo que Harry disse cabisbaixo.



- Harry! Pare de se culpar tanto! – Hermione desistira do chá.



- Não posso evitar. Foi por minha causa. Por minha culpa Luna está sumida.



- Não é..



- É sim Hermione, sou eu quem o miserável do Voldemort quer! – Tanto a castanha quanto Ron ficaram pálidos.



- Harry.. eu falei.. falei sobre o Tabu. Você não podia falar o nome dele. -  O ruivo disse tremulo.



Logo o barulho de aparatação foi escutado. Hermione juntou as poucas coisas que tirara de sua bolsinha e enfiou de volta com pressa. Mas não houve tempo para mais nada, Comensais invadiram a barraca. Mas ela ainda se virou para Harry e lançou um feitiço não verbal.



- Ora ora, o que temos aqui¿



- Falando o nome do Mestre em vão garotos¿ Quem são vocês¿ - Um comensal se aproximou de Hermione intimamente.



Mas quando um deles se aproximou de Harry, que estava um tanto deformado graças ao feitiço que Hermione lhe lançara é que os ânimos se exaltaram.



- Ei, isso não lhe parece uma... cicatriz¿ - Todos os comensais olharam para o menino inchado a frente. O comensal próximo a Hermione, que parecia ser o líder do grupo se aproximou mais um pouco.



- Amarrem esses idiotas. Vamos leva-los para outro lugar.



- Mas temos que levar todos ao Ministério! – Falou um homem magro.



- Cala a boca idiota! Esse lote parece valer mais, e assim, tem que ser levado para a Mansão Malfoy! – Hermione tremeu duplamente, ela não poderia entrar lá. Não poderia vê-lo! Não depois de tudo, não naquela situação! Será que era assim e dentro da casa de Draco que ela morreria¿ Sim, porque estava certa de chegara a sua hora.



 



Após aparatarem, com trio enlaçado em uma corda e sem seus pertences, a frente dos portões imponentes da Mansão Malfoy, foram recebidos por Narcisa Malfoy juntamente com sua irmã Bellatrix Lestrange.



- Veja Ciça, lhe parece uma cicatriz¿ - Elas ainda não tinham permitido a entrada da caravana dentro dos terrenos da família Malfoy.



- Eu.. realmente não sei Bella. Nunca vi o menino Potter pessoalmente. – A loira disse firme. Hermione sentia náuseas. Como Draco parecia ainda mais com a mãe. Tirando os olhos, que eram de Lúcius, ele era muito parecido com Narcisa.



- Há alguém que os reconheceria facilmente. – A saliva de Hermione ficou mais grossa.



- Vai deixá-los entrar¿ - Narcisa perguntou enojada.



- Sim! E faça o favor, chame Draco. Ele saberá se esse é o trio de ouro podre. – E soltou sua risada alta.



Naquele momento, Harry, Ron e principalmente Hermione, tinham certeza que morreriam.

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Comentários: 6

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Enviado por Sophie Scailler em 04/12/2011

Ai eu quero muito ver o proximo cap *-* ta perfeito

 

ia ser muito loko se draco descobrisse que tem uma filha!!

Nota: 1

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Enviado por juliana vieira em 04/12/2011

ai, realmente é a parte crucial. tô doida pra saber o desenrolar emocional dessa parte.

Nota: 1

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Enviado por M R C em 03/12/2011

ahhh brendaa ! voce chegou no ponto cruciaaaal !
to doidaa pra ver como voce vai expor a parte da tortura da hermione neste contexto !
eeeeeeê!
amei o capitulo !

Nota: 5

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Enviado por alexandra M. em 03/12/2011

AAAA' OMG a mione vai ver o draquito :D

Nota: 5

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Enviado por Alexandra Granger Potter em 03/12/2011

Aaah manoo, Draco tem que saber de Eliz :(

Nota: 5

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Enviado por Mrs. Lovett em 02/12/2011

ai meu Deus ! não creio ! DDDDDDDD;

preciso de mais, sério ! na verdade eu não sei se quero ou não saber o que vai acontecer agora ):

Nota: 5

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