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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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20. Romance no ar


Fic: Fame and Love: Porque há coisas que o tempo não pode apagar...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 20


A família Potter e Weasley seguiam para o camarote exclusivo deles. Embora naquele momento só estavam Gina, Harry, Rony, Hermione, Alvo, Tiago, Rose . O restante dos Weasley não tinham ido ao jogo, alguns estavam em Hogwarts e outros em casa. Francis também estava ali, pois Tiago a chamara. O jogo começou. Pouco tempo depois, Rose olhou para Alvo que tinha os olhos vidrados no jogo. Parecia que todos ali estavam concentrados no jogo, menos ela, a mãe e Francis. Hermione e Francis conversavam algo.


-Alvo, vou ali comprar algo para comer. Você quer?-perguntou Rose, levantando.


-Traga sapos de chocolates, por favor. Hummm. Quer que eu vá com você?-perguntou Alvo sem tirar os olhos do jogo.


-Não, obrigada. Não demoro.


Rose saiu do camarote e procurou algum lugar para comprar doces. Ela estava tão distraída que quando escutou alguém gritando: doces. Ela virou em direção a voz, esbarrou em alguém. A pessoa a segurou pelos ombros.


-Weasley-disse Scorpius, sorrindo.


-Oi, Malfoy. Você sabe onde estão vendendo doces?


-Tem uma senhora passando pelos camarotes, vendendo.


-Acho que eu vou voltar.


-Não sabia que você gostava de quadribol, Weasley.


-Vim para fazer companhia aos meus pais e parentes. Hummm... eu vou voltar.


Rose virou e sentiu uma mão segurando o seu braço. Ela virou-se e olhou para Scorpius.


-O que quer, Malfoy?


-Você acreditaria em mim se eu dissesse que eu pensei muito em você, hoje?


Rose estreitou o olhar, desconfiada. Embora seu coração parecesse que sairia pela boca. Ela podia escutar os batimentos.


-Eu sei que eu fiz algumas coisas... mas eu tive meus motivos...


-Malfoy, o que você quer de mim?


Ele olhou para os lados. E depois a encarou.


-Quero beijar você-disse Scorpius, sincero e direto.


Rose percebeu que Scorpius falara a sério. Ele a olhava com intensidade.


-Não vou beijar você, Malfoy.


-Por que? Você não tem a desculpa de dizer que tem namorado...


-Não tenho graças a você-disse Rose, irritada.


Scorpius deu um passo em direção a Rose que deu um passo para trás.


-Não curto ficar, Malfoy. E meu pai está aqui e acho que seu pai também, não?


-Não gosta de ficar, Weasley? Então o que foi aquele beijo antes do fim do seu namoro, e aquele outro beijo que aconteceu no meu quarto, teve a sessão de fotos e aquele...


-Mas todos foi você que me beijou. Eu estava desprevenida!


-Mesmo? Que eu saiba aquele beijo que rolou no meu quarto. Foi você que foi lá e me beijou...


-Beijei você porque queria você longe de mim, coisa que você não cumpriu. Já que acabou meu namoro e está aqui me importunando-disse Rose, e em seguida bufou.


-Acho praticamente impossível mantermos uma conversa civilizada, não?


-Uma coisa que tenho que concordar com você. Malfoy, não tem chance de ficarmos juntos, ok? E ainda tem os nossos pais...


-O que torna tudo mais estimulante!-disse Scorpius, inspirado.


Rose revirou os olhos e ela ia voltar para o camarote quando viu Rony sair para o corredor. Nesse ínterim, Scorpius puxou-a para junto dele. Rose estava praticamente colada com as costas no peitoral de Scorpius.


-Você enlouqueceu? Meu pai está ali-sussurrou Rose. O coração aos saltos não sabia se era com medo do pai vê-la com Scorpius ou a proximidade de Scorpius. Era bem provável ser os dois.


Ela respirou fundo, tentando raciocinar.


-Ok, Malfoy. Solte-me, acho que meu pai está me procurando-disse Rose, vendo o pai olhando para os lados.


Rony preferiu seguir para o corredor em direção a que eles estavam.


-Tenha bom senso, Malfoy. Ele está vindo para cá-disse Rose, olhando de esguelha para o pai.


Rony ainda não os tinham visto, pois eles estavam atrás de um armário. Quando Scorpius percebeu que Rony os encontraria ali, ele olhou para o lado. Uma porta. Ele soltou a cintura de Rose, mas segurou a mão dela.


-Venha comigo-disse Scorpius, puxando Rose.


-Não!


-Pare de se fazer de difícil. E venha.


-Eu não me faço de difícil. Eu sou difícil-disse Rose, vendo Scorpius abrindo a porta.


Scorpius puxou Rose para dentro e fechou a porta.


-Eu não posso ficar aqui. É o banheiro masculino! E se meu pai entrar aqui?


-Seu pai não vai procurá-la no banheiro masculino, vai?


-Mas qualquer homem pode entrar aqui!


-Quer que eu tranque a porta?


-Não. Eu quero mesmo sair daqui-disse Rose, colocando a mão na maçaneta.


-O que eu tenho que fazer para você ceder um pouco?-perguntou Scorpius.


-Entenda de uma vez, Malfoy. Somos como água e óleo. Não nos misturamos. E nossos pais se odeiam...


-Mas você me odeia?


Rose não esperava aquela pergunta. Ela percebeu cada vez mais a aproximação de Scorpius, e também percebeu que não podia se afastar mais dele. A porta estava atrás dela, e ela não queria mais ficar longe dele. Ele colocou as mãos em cima dos ombros dela e a encarou.


-Responda-pediu Scorpius.


-Odiar é uma palavra forte demais-disse Rose, desviando o olhar.


Scorpius tirou uma mão da porta e levantou o queixo de Rose para ela olhá-lo.


-Diga o que sente por mim, Weasley.


“Amor. Desejo...”, pensou Rose.


-Não sei o que esperar de você... Nunca sei. Como agora...


-Mas isso está tão obvio. Eu disse o que queria.


From this moment life has begun/ A partir deste momento a vida começa
From this moment you are the one/ A partir deste momento você será o único
Right beside you is where I belong/ Ao seu lado é onde devo estar
From this moment on/ A partir deste momento em diante


Scorpius deslizou devagar o polegar pelo lábio superior de Rose. Ela virou a cabeça. Scorpius deu um pequeno riso. Ele foi para o pescoço de Rose que estava exposto já que ela estava com o cabelo preso em um rabo de cavalo. Rose sentiu os lábios de Scorpius no seu pescoço. Ele a levaria a loucura daquela maneira. Ele mordeu levemente o lodulo da orelha dela e beijou novamente o pescoço dela, dando leves mordidas. Ela sabia que aquilo a deixaria com uma marca roxa, mas ela não se preocuparia com aquilo naquele momento. Ela só queria sentir Scorpius. O toque dele, os beijos dele, o cheiro dele. Ele voltou a olhá-la.


-Tenho que voltar-disse Rose quase sem voz.


-Você sabe o que eu quero. Um beijo e a deixarei ir...


Rose apertou os lábios.


-Por que você quer que eu o beije?


Scorpius abriu a boca, mas não soube o que responder. Ele tinha que fazer as coisas com cuidado em relação a Rose se queria mesmo conquistá-la.


-É tão difícil para você responder essa pergunta?-perguntou Rose com uma leve tristeza na voz.


-Por que você gosta de fazer perguntas complicadas, Weasley?


-Não é uma pergunta difícil de ser respondida, Malfoy. Quero saber o que você sente em relação a mim, simplesmente isso.


-Eu...


Uma batida na porta.


-Alguém aí?-perguntou uma voz.


-É o Alvo-disse Rose, reconhecendo a voz do primo.


-Só podia ser seu guarda costas-disse Scorpius, irritado.


-Ele não é meu guarda costas-disse Rose, empurrando Scorpius. -Tenho que aproveitar agora para sair daqui-disse Rose, colocando novamente a mão na maçaneta.


-Acho melhor eu abrir. Pode ser que tenha alguém além do seu primo aí.


Rose confirmou enquanto sentia a pressão da porta na suas costas. Rose saiu atrás da porta. E Scorpius abriu a porta contra a vontade. Alvo vendo Scorpius, disse:


-Só podia ser você, não é, Malfoy?


-O que você faz com a Anne, Potter?


-Nada. Ela estava a sua procura. Por acaso você viu a Rose?


-Acho que você tem que entrar, Potter.


-Não precisa-disse Rose, aparecendo atrás de Scorpius.


-O que ela fazia com você dentro do banheiro?-perguntou Anne que estava ao lado de Alvo.


-Obrigado, Brewster. Por fazer minha pergunta.


Anne fingiu nem escutar o que Alvo falara.


-Estavamos conversando longe de nossos pais-disse Rose saindo do banheiro.


Respirou aliviada por não ter ninguém ali.


-Vi, papai...


-Tio Rony veio atrás de você quando percebeu sua ausência e também para avisar que a senhora dos doces estava no camarote. Como ele não a achou, eu me ofereci para vir procurá-la...


Scorpius a afetava tanto que ela nem percebera a senhora dos doces entrando no camarote deles.


-Papai e tio Rony compraram lanches para nós.


-Hummm. Então de repente, uma conversa longe dos pais virou uma roxa no pescoço da Weasley-comentou Anne, ferina.


Alvo olhou com curiosidade para o pescoço da prima que soltava os cabelos. Scorpius fulminou Anne com o olhar enquanto ela se fingiu de inocente.


-Isso é só para mostrar como nossos atos deixam marcas ou apagam elas, Brewster- contra atacou Rose.


Anne estreitou o olhar e apertou os lábios, olhando para Rose. Alvo e Scorpius não entenderam o que Rose quis dizer. Rose passou o braço pelo braço de Alvo e seguiu com ele para o camarote deles.


-O que foi aquilo?-perguntou Scorpius.


-Você não espera que eu entenda a cabeça da Weasley, não é?


Scorpius olhou para a amiga, desconfiado. Mas não disse nada. Achava muito estranho aquelas indiretas entre as duas.


***


-Não acredito que você estava aos beijos com o Malfoy no banheiro masculino-reclamou Alvo.


-Não o beijei!-disse Rose, indignada.


-E a marca no pescoço?


-Foi ele que me beijou no pescoço-disse Rose, ajeitando o cabelo para esconder a marca.


-Você tem que ter cuidado com o Malfoy...


-Sei disso. Dá para ver a marca?


-Não-disse Alvo, olhando o pescoço de Rose.


Alvo e Rose entraram no camarote.


-Onde você estava, Rose?


-Fui procurar doces para comprar. Depois fui ao banheiro ajeitar os cabelos. Alvo disse que compraram lanches...


-Ah, sim. Aqui está-disse Tiago dando uma sacola para Rose.


Ela tirou um chocolate e começou a comer. Depois de um tempo do jogo decidiu-se dar um pequeno tempo no jogo para os jogadores descansarem já que nenhum dos apanhadores ainda tinha pegado o pomo de ouro. Rose esquecendo a marca no pescoço levantou os cabelos para ventilar um pouco o pescoço.


-Que roxa é essa no seu pescoço, Rose Weasley?-perguntou Rony, ciumento.


Ele sabia que a filha não tinha mais namorado. Para o alivio dele. Rose percebeu a movimentação ao seu redor. Alvo pode perceber Rose ficar vermelha de vergonha. Rose olhou para o pai que parecia se conter para não gritar.


-Foi... É...-gaguejou Rose.


-Fale logo-exigiu Rony.


-Rony, por favor-começou Hermione.


-Quero saber o que minha filha faz com uma marca no pescoço já que ela nem mais namorado tem...


-A culpa é toda minha-disse Alvo.


Todos olharam para Alvo, principalmente Rose.


-Alvo, você não precisa-murmurou Rose que estava ao lado do primo.


Alvo segurou a mão da prima.


-Como assim a culpa é sua?-perguntou Harry.


-Rose não disse toda a verdade. Eu a encontrei na entrada da porta do banheiro, triste. Ela disse que sentia falta do David então eu comecei a consolá-la e...


Tiago riu. Francis deu uma cotovelada no “amigo”. Rony encarou-o irritado pela interrupção.


-Por que o riso?-perguntou Gina.


-É engraçado, não? Vocês não percebem a vergonha estampada na cara desses dois?


Todos olharam para Rose e Alvo que tinham os rostos vermelhos. Rose pela vergonha. Alvo pela mentira para salvar a melhor amiga/prima.


-Deixe que eu termine para você, irmãozinho. Alvo consolou Rose e quando perceberam estavam aos beijos, não foi? Às vezes, o amor está onde menos se espera.


Tiago levantou-se e estendeu a mão para Francis, ela segurou a mão dele e os dois ficaram em pé para falar com uma pessoa do camarote ao lado.


-Amor? Você por acaso está apaixonada por seu primo Alvo, Rose?


-Foi coisa de momento, pai... Que vergonha.


-Pare de constranger mais nossa filha, Ronald-exigiu Hermione.


-Mas...


Hermione deu aquele olhar de “cale-se agora senão...” para Rony. Ele encolheu-se.


-Ela é minha filha, Hermione.


-Eu sei disso.


-Hummm. Por acaso é Alvo?


-O Alvo o que?


-Você sabe. O par da Rose.


A pesar de Rony falar baixo com Hermione, Harry escutou a pergunta do amigo. Rose não era par de Alvo já que Anne Brewster fazia par com Alvo. Ele não escutou a resposta de Hermione, mas pelo jeito foi uma resposta que não agradou o amigo já que Rony fechou a cara e olhou para o campo.


***


O jogo acabara e todos saiam de seus camarotes para irem embora. Rose e Alvo iam atrás seguindo o restante do pessoal. Alvo parou para beber um pouco de água, Rose esperava ao seu lado quando sentiu alguém a empurrando.


-Minha nossa! Que...


Quando Rose viu a pessoa na sua frente, disse:


-Você de novo, Malfoy!


-Não desisto fácil do que eu quero, Weasley. Você já deveria saber disso.


-O pessoal vai voltar para me buscar... E o Alvo está me procurando-disse Rose, olhando Alvo que olhava para os lados.


Scorpius empurrou Rose levemente para um estreito corredor bem perto dali. Rose ficou encostada a parede e Scorpius de frente a ela.


-Assim ninguém verá que é você que está comigo.


Quem passasse pelo corredor veria duas pessoas, mas só veria as costas de Scorpius porque o corredor era estreito.


-Você é louco, Malfoy?


 


From this moment I have been blessed/ A partir deste momento eu fui abençoada
I live only for your happiness/ Eu vivo somente para sua felicidade
And for your love I´d give my last breath/ E pelo seu amor eu daria meu último suspiro
From this moment on/A partir deste momento em diante


Scorpius nem se importou com o que Rose disse. Ele deslizou gentilmente a mão pela nuca dela e puxou a cabeça dela para ele que inclinou levemente a cabeça, mas não a beijou. Ela tentou empurrá-lo, mas as mãos dela criaram vida própria e segurou a camisa dele. Ele aproximou mais a cabeça. Ela olhou-o intensamente. Ele olhou para a boca dela. Como queria beijá-la! Se não o fizesse era capaz de enlouquecer. Vontade. Desejo. Ele desceu a mão da nuca até a cintura dela, puxando-a para ele. Ela fechou os olhos e espalmou a mão no peitoral dele. Ele deslizou levemente os lábios nos dela e mordeu o lábio inferior dela, puxando devagar. Ela deu um pequeno sorriso e abriu a boca onde ele aprofundou o beijo. Ela levou a mão até os cabelos dele e ficou deslizando os dedos entre eles. Ele a prensou com o corpo dele na parede. Ele queria sentir mais ela junto a ele. Rose percebeu uma certa urgência da parte de Scorpius. Parecia que ele esperava mais dela, queria mais dela.  Ele a beijava cada vez mais com intensidade, e o beijo se tornava cada vez mais exigente e possessivo. Rose tentou afastar-se, mas Scorpius não permitiu. Ela com dificuldade conseguiu fazer Scorpius largar os lábios dele dos dela. Ela pouco podia respirar, pois Scorpius ainda a mantinha prensada a parede e grudou o lado do rosto dele ao dela. Os dois ali respirando a respiração um do outro.


-Tenho que ir, Malfoy-disse Rose ainda tentando recuperar o fôlego.


Scorpius grudou os lábios levemente abertos no canto da boca de Rose. Ela ofegou. Ele depositou um beijo ali. Rose entreabriu os lábios esperando por outro beijo, Scorpius deu um rápido beijo nos lábios dela. Ele ia aprofundar o beijo quando uma voz os interrompeu.


-Não devo nenhuma satisfação a você, Potter. Já lhe disse isso-disse Anne, irritada.


-Se eu fosse você contaria logo, Brewster. Porque eu irei descobrir e seja o que for o que você estiver escondendo de mim, eu irei atrás de você.


-Que conversa é essa?-perguntou Scorpius, olhando para Alvo e Anne.


Scorpius soltou Rose ao escutar a voz da amiga e foi ao encontro deles.


-O que você fazia aí?-perguntou Alvo.


-Quero saber o que você quer saber da Anne...


-Vamos embora, Alvo-disse Rose se aproximando.


-Agora sua resposta foi respondida, Potter?-perguntou Anne.


Rose se postou ao lado do primo.


-O que você fazia com ele, Rose?-perguntou Alvo.


-A mesma coisa que você tentou fazer comigo, mas não conseguiu antes de a gente encontrar eles no meio do jogo-se meteu Anne.


-Se eu souber que você está importunando minha amiga, você se verá comigo-ameaçou Scorpius.


-Não se mete, Malfoy. A conversa só é entre ela e eu-avisou Alvo.


-Vou sempre me meter como você se meteu na minha conversa hoje...-disse Scorpius.


-Potter, pare de sua paranóia em relação a mim, ok? Não escondo nada de você! O que eu esconderia de você?-perguntou Anne.


Alvo estreitou o olhar. Anne estava escondendo algo e ele iria descobrir o que era. Rose enlaçou o braço no do primo e o puxou dali.


-Pare de sua neura com a Brewster. Sei que é apaixonado por ela, mas não é a importunando que conseguir algo com ela. Muito pelo contrário. Seja mais gentil com ela e talvez consiga algo com ela.


-Não consigo ser gentil com ela. Ela é bastante irritante e dominadora. E eu tenho que me distrair de alguma forma para não agarrá-la sempre que a vejo então brigo com ela.


-Fale como se sente em relação a ela...


-Não, Rose. Não consigo. E vamos mudar de assunto... Tenha cuidado quando ficar com o Malfoy. Que coragem a sua ficar aos beijos com o Malfoy no mesmo local que seu pai e pai dele estão.


-Isso é para você ver que uma pessoa tão racional ficou quando está apaixonada. Eu esqueço de tudo quando ele me beija. É como só existisse só ele e eu...-disse Rose e em seguida, suspirou.


-Isso é realmente traumatizante para mim. Depois de beijar você essa tarde...


Rose deu um tapa no braço do primo.


-Obrigada, Alvo. Por me ajudar. Só você para me salvar. Mas seu irmão não está livre de mim. Não mesmo.


Alvo abraçou a prima pelos ombros e os dois sorriram. Indo de encontro aos outros.


***


Lily estava sentada no chão da sala com vários pergaminhos, penas, tintas e livros. Estava sozinha em casa. A campanhia tocou. Ela enrolou o cabelo e prendeu com uma pena. Ela levantou e abriu a porta. Hugo estava ali de calça jeans preta, camisa branca e tênis branco. Ele olhou rapidamente para a roupa que Lily vestia para não perder o foco para o que fora fazer ali. Ele notou que ela vestia uma blusa de alça, vermelha. Minissaia jeans e calçava sandália, vermelha.


-Você?!


-Sim. Por que a surpresa?-perguntou Hugo com um leve sorriso.


-Pensei que tivesse ido com o pessoal ao jogo.


-Não tive vontade. E por que você não foi? Você não ia com o Moreland?-perguntou Hugo, curioso.


-Queria ficar sozinha-disse Lily, depois tirou um fio de cabelo da boca.


-Esse é um modo educado de dizer:”Hugo vai embora”-disse Hugo, passando a mão nos cabelos.


-Eu não quis dizer isso-disse Lily, apreensiva.


-Tudo bem. Posso entrar um pouco?


-Entra-disse Lily, saindo da frente.


Hugo entrou e Lily fechou a porta. Ele sentou no sofá e ela sentou de frente para ele no chão.


-Estudando?-perguntou Hugo, olhando para as coisas espalhadas no chão e na mesinha.


-Sim. Colocando as coisas de Hogwarts em dia-disse Lily, começando a organizar as coisas.


Silêncio.


-Tio Rony foi ao jogo?-perguntou Lily, quebrando o silêncio.


-Todos foram menos eu.


-Até a Rose?-perguntou Lily, levantando as sobrancelhas.


-Sim. O que achei estranho-disse Hugo, pensativo.


-Como soube que eu fiquei aqui?


-Tia Gina disse que você ficou aqui. Que não estava a fim de sair. Ela está preocupada com você. Ela disse que você estava perdendo sua vivacidade.


-Mãe é sempre exagerada-disse Lily, massageando o pescoço.


-Não tem nada a ver comigo ou tem?-perguntou Hugo, e em seguida apertou o lábio inferior.


-Claro que não. O mundo não gira em torno de você! Já notou isso?-perguntou Lily, sarcástica.


-Você está muito irritada comigo...


-Desculpe-disse Lily, e depois respirou fundo.


-Você ficou assim desde que eu comecei a namorar...Acabei o namoro, nossa amizade pareceu que voltou ao normal, mas acho que estou enganado. Tem a ver com o que aconteceu no outro dia?


-Não. Isso poderia acontecer com qualquer um.


-Você acha?


-Dificilmente uma pessoa não beijou um primo ou o melhor amigo-disse Lily, colocando fios de cabelos atrás da orelha.


-E sendo o primo também melhor amigo?-perguntou Hugo com um leve sorriso.


-Dá na mesma. Foi apenas um momento...-disse Lily, vagamente.


-Que fez eu desistir de ficar definitivamente com a Michelle.


-Bobagem sua. Foi apenas um beijo-disse Lily, tentando soar displicente.


-Embora que sua ex veio me acusar de acabar o namoro de vocês. Eu fiquei indignada.


-Foi?


-Sim. Ela disse que você pensava em mim enquanto a beijava.


-O que você disse?-perguntou Hugo, curioso.


-Que provavelmente você pensava em mim porque queria me contar algo, pois apesar de tudo somos melhores amigos...


-Realmente... mas não era bem por isso.


-Ah, por favor, Hugo. Não venha me dizer que se apaixonou por causa de um beijinho trocado!-disse Lily, revirando os olhos.


-Se você acha que aquilo foi só um beijinho, imagine quando eu te der um beijo de verdade-disse Hugo, e piscou o olho.


Lily falou, espantada:


-Não irá acontecer de novo...


-Por que não?


-Porque... porque...


Hugo riu.


-Lilian Potter gaguejando! Ganhei um troféu por um feito histórico-disse Hugo, sorrindo.


Lilian debruçou-se sobre a mesinha.


-Não irei te beijar por uma simples razão...


-Que razão?-perguntou Hugo, levantando uma sobrancelha.


-Porque eu não quero-disse Lily, calmamente.


Hugo foi para o chão e aproximou o rosto do dela.


-Não foi o que você demonstrou no nosso beijo.


-Foi você que me beijou-disse Lily, indignada.


-Sim, mas você correspondeu. E sei que corresponderá sempre-disse Hugo, sedutor.


-Sonhe com isso-disse Lily com descaso.


-Para que sonhar se pode ser real?


Lily nem teve tempo de pensar na pergunta, pois sentiu os lábios de Hugo sobre os seus. Quando ele pediu passagem com a língua, ela empurrou-o.


-Não faça isso de novo-disse Lily, irritada.


-Por que?


-Porque... porque...


-Outro troféu!-disse Hugo, fazendo um gesto de vitória.


-Não é hora para brincadeiras-disse Lily, levantando.


Hugo levantou-se também.


-Não sei porquê você me trata desse jeito. Eu sou seu melhor amigo!-disse Hugo, indignado.


-Que não age como um-gritou Liy.


-Iremos manter nossa amizade como antes e tudo voltará ao normal-disse Hugo, centrado.


-Está bem. Nada de beijos, amassos...


-Ei! Nunca ficamos de amassos.


Lily notou um brilho diferente no olhar de Hugo.


-Nem pense nisso. Acho melhor você ir embora, Hugo.


-Por que?


-Eu quero dormir.


-Já?!-perguntou Hugo sem acreditar.


-Sim.


-Eu ia esperar o pessoal chegar aqui para não ficar sozinho.


-Por que não foi com eles?


-Eu já disse: não estava com vontade.


-E por que você está com essa roupa?


-Para dizer a verdade, eu ia. Mas quando soube que você ficaria, eu resolvi ficar.


-Para?


-Falar com você.


-Já falou e pode ir-disse Lily, irritada.


-Eu não estou a fim de ir-disse Hugo, sentando.


Lily ficou de pé em frente a Hugo. Cruzou os braços. Ele a olhou da cabeça aos pés e disse:


-Você é linda!


Hugo puxou Lily pela cintura e ela caiu sentada no colo dele. Ela não teve tempo nem de falar, pois ele cobriu os lábios dela com os seus. Novamente quando ele pediu abertura, ela afastou-se.


-Do que você tem medo?-perguntou Hugo, deslizando os dedos pelo queixo dela.


-Não tenho me...


Mas Hugo interrompeu a fala e aprofundou o beijo já que ela estava de boca aberta. Ele tirou a pena dos cabelos dela, soltando-os. Ele afastou-se para respirar.


-Quer mais?


-Não, eu quero que você vá embora-disse Lily, tentando se levantar.


-Mas antes eu mereço um beijo de despedida-disse Hugo, mantendo Lily no seu colo.


-Hugo, não...


I give my hand to you with all my heart/Eu dou-lhe minha mão com todo meu coração
Can´t wait to live my life with you, can´t wait to start/ Mal posso esperar para viver minha vida com você, mal posso esperar para começá-la
You and I will never be apart/Você e eu nunca nos separaremos
My dreams came true because of you/Meus sonhos tornaram-se verdadeiros por causa de você


Mas não adiantou de nada, ele a beijou novamente. Ele pediu abertura, mas ela não deu. Ele a apertou com mais força. Deslizou a mão pela perna dela até a coxa, ela abriu a boca e ele aprofundou o beijo. Lily ajeitou-se melhor no colo de Hugo. Ela deslizou a mão pelo rosto dele indo para os cabelos. Ele subiu a mão para a cintura dela sentindo a maciez da pele dela. Como aquela garota o enlouquecia! Ele deslizou a mão para baixo da blusa dela sentindo mais da pele dela. Ela deslizou a mão para a barriga dele por sob a camisa. Ela queria senti-lo...


***


-Eu vou ali-disse Alvo.


-Você vai para onde?-perguntou Rose.


-Você sabe, Rose. Então...


-Mas, Alvo-tentou argumentar Rose.


Alvo deu um beijo na testa de Rose e saiu dali. Scorpius percebeu que Alvo ia à direção que Anne acabara de ir. Scorpius ia atrás, mas ele escutou:


-Você ficará aqui. Eles precisam conversar.


Scorpius virou-se e deu de cara com Rose.


***


-Ei, Brewster-disse Alvo se pondo de frente a Anne.


-Você, de novo não, Potter. O que você quer agora?


-Eu não consegui antes o que eu queria, mas agora...


-Você não irá fazer nada comigo aqui, Potter. Tem muita gente aqui. E você se lembra que você só me pega no escondido?


Alvo olhou ao redor. Realmente havia muita gente ali. Anne deu um sorriso triunfante. Não podia ficar sozinha com Alvo. Se ficasse o que poderia acontecer? Alvo aproximou-se mais de Anne. Ela percebeu a intenção dele.


-Você não fará isso, fará?


Alvo deu um sorriso misterioso. E aproximou mais o rosto.


-Você não terá coragem de fazer isso.


-Esqueceu a casa que eu pertenço?


Anne engoliu em seco.


-Preciso ir-disse Anne, virando-se.


Anne deu alguns passos e já respirava aliviada quando sentiu uma mão segurando a dela.


-Venha comigo.


-Por favor, não, Potter. Eu vou voltar-disse Anne, tentando soltar-se.


-Não chame a atenção, Brewster-reclamou Alvo.


-Você que está me arrastando. Eu não quero ir!


-Você nem sabe para onde estou te levando...


-Não importa. Eu não quero ir a lugar nenhum com você. Meus pais e Scorpius devem estar me procurando...


-Eles podem esperar.


Alvo puxava Anne por entre as pessoas. Ela nem pareciam se importar, pois estavam animadas ou irritadas demais com o resultado do jogo. Alvo saiu do território bruxo e deu de frente para um campo verdejante. Os trouxas que andassem por ali só viam o campo, não veriam o campo de quadribol. E quando fossem bater de frente ao campo de quadribol, eles olhavam para o relógio e viam que era a hora para voltar. Não havia ninguém ali.


-Estamos sós-disse Alvo.


Alvo sentiu um leve tremor de Anne antes de soltar a mão dela. Ela aparentava ter medo, mas ele não sabia de que.


-Eu não irei fazer nada com você, Brewster-disse Alvo, levantando a mão para tocar o rosto dela.


 -Lugar bonito-disse Anne, afastando-se.


Ela andou sentindo a brisa no rosto.


-Quero saber o que aconteceu, Brewster. Quero saber o que você esconde de mim-disse Alvo, firme.


Anne parou e virou-se. Encarou Alvo.


-Não escondo nada de você, Potter.


“Nada que você deva saber agora”, pensou Anne.


-Eu sei que há algo errado.


-Por que diz isso?-perguntou Anne, ansiosa.


-Isso não lhe diz respeito-disse Alvo, nervoso.


 -Sejamos sinceros um com o outro, ok? Acho melhor para nós.


-Como você quer que eu seja sincero com você, se você me omite coisas?


-Por que você pensa isso?


-Não sei como explicar, mas eu sinto que você esconde algo de mim e algo importante. Quando tento lembrar, fico com dor de cabeça. Então prefiro nem pensar sobre isso.


-Eu sinto não poder lhe ajudar. Podemos voltar?-disse Anne, direta.


-Eu preciso fazer uma coisa, Brewster.


-Você disse que não faria nada que eu não quisesse-disse Anne se afastando, percebendo a aproximação de Alvo.


-É maior do que eu... Eu quero sentir seu gosto, sua pele, seu cheiro...


-Potter, não-ordenou Anne, virando-se.


Ela começou a correr com Alvo em seu encalço. Ela sabia que perderia, pois Alvo tinha mais fôlego que ela. Mas ela não desistiria, ela correria o quanto pudesse. Ela percebeu que diminuía a velocidade quando sentiu que uma mão segurava a barra da blusa. Perdera. Como sempre perdia em relação a Alvo. Ela virou-se, respirando com dificuldade e suada. Fato que Alvo achou extremamente sensual. Ele puxou-a bruscamente para ele, emoldurando os corpos. Imagens assaltaram a cabeça de Anne.


“Não é o momento para pensar isso”, pensou Anne.


-Sei que esconde alguma coisa de mim, Brewster. Você está muito assustada em relação a mim. Do que você tem medo?


Anne olhava para o lado.


-Olhe para mim-exigiu Alvo.


Anne relutantemente olhou para Alvo.


-Você é tão... tentadora.


Anne enrijeceu-se. Alvo não era de falar... O que estava acontecendo?


-Lembro quando a beijei pela primeira: no dia do baile. Eu bebi para ter coragem e depois, fingi aquela amnésia alcoólica. Teve aquela vez do vestiário... e sinto que há um buraco para hoje.


-Você jogava na minha cara que aquele beijo era coisa da minha cabeça!


-Você queria que eu dissesse o que? Pelos céus, garota. Você pensa que eu fiquei feliz por eu ter me interessado por uma sonserina? Isso foi a pior coisa que poderia acontecer na minha vida.


-Você interessado por mim? Conta outra, Potter.


-Eu não sou de ficar com qualquer uma, Brewster. Você com certeza sabe disso...


-Sinto-me lisonjeada, Potter. Eu ser a primeira sonserina que despertou o seu “interesse” e ao mesmo tempo ser a pior pessoa na sua vida “perfeita”.


-Você tem tudo que eu não suporto em uma garota. Você é sarcastica, exibicionista...


-Desculpe, Potter por lhe incomodar tanto. Mas não fui eu que lhe trouxe aqui, foi?


-Detesto como tem uma resposta para tudo e o fato de esconder coisas...


-Desculpe não ser sua garota perfeita, Potter.


-Quem disse que não era?


Anne encarou Alvo sem entender o que Alvo quis dizer com aquela pergunta cheia de significados. Ele nada disse. Ele abaixou a cabeça em direção a ela e a beijou. Um beijo calmo e ao mesmo tempo caloroso. Ela espalmou a mão no peitoral dele tentando afastá-lo, mas ele puxou-a mais para ele. 


-Tenho que voltar, Potter-disse Anne, tentando afastar-se.


-Por que você está tão difícil, Brewster? Você não era assim.


-Já me machuquei demais, Potter. Você já me machucou demais.


-Como isso aconteceu, Brewster? Você sempre teve ao seu lado o Malfoy. Eu não posso ter te machucado tanto...


-Eu sempre fui apaixonada por você, Potter. Acho que você sabe disso. Todos em Hogwarts sabem disso, mas eu deixei de ser aquela garota... Eu cansei de ver você dá toda sua atenção para a Weasley.


-E eu cansei de todos pensarem que eu tenho algum lance com a Rose. Você vive agarrada com o Malfoy...


-Eu nunca fiquei com o Scorpius-cortou Anne.


-Não foi o que pareceu naquele dia no corredor.


-Não vou falar sobre o que aconteceu naquele dia para você.


-E nem eu quero saber sobre como aquilo acabou. Você e aquele seu amigo desprezivel-disse Alvo, exaltado.


-Fique imaginando coisas que não aconteceram... E não fale assim do Scorpius!-disse Anne com olhos faiscantes.


-E você era totalmente apaixonada por mim e só é a melhor amiga do Malfoy. As pessoas são totalmente míopes... você e o Malfoy. Já posso até imaginar o que vocês fazem juntos entre quatro paredes...-disse Alvo, ciumento.


-Coisas que eu nem sonharia fazer com você-provocou Anne.


Anne percebeu que falara demais. Alvo apertou os braços dela com força.


-Não sonhe, torne as coisas reais-disse Alvo, frio.


From this moment as long as I live/ A partir deste momento e enquanto eu viver
I will love you, I promise you this/Eu vou te amar, isto eu prometo
There is nothing I wouldn´t give/Não existe nada que eu não daria
From this moment on/A partir deste momento em diante


Alvo avançou para a boca de Anne, sedento. E nem deu tempo dela tentar reagir ao beijo. Ela segurou com força a camisa dele para não cair. Ela podia quase sentir o gosto de sangue tamanho a ferocidade com que ele a beijava. Ela só podia gostar de sofrer por estar gostando daquele beijo. Ela não devia permitir aquilo. Eles perderam o equilíbrio e caíram na grama. Ela tentou aproveitar-se do momento para sair daquela situação.


-Você não irá para lugar nenhum, Brewster. Eu quero também a minha quota...


-Não!


Alvo deu um sorriso ameaçador e deslizou a mão do rosto dela até o decote da blusa dela.


-Nem pense nisso, Potter. Você não tem esse direito!-disse Anne, firme.


-Você pertence a mim, Brewster.


-Pare com isso, Potter. Agora!


-Só a mim...-disse Alvo, possessivo.


Anne percebeu a intensidade com que Alvo olhava para o busto dela. Como se estivesse desnudando-a. Ela sentiu um formigamento tomar conta do corpo. Ela tinha que sair daquela situação o mais rápido possível, se ela demorasse ali ela sabia no que acabaria. Ela começou a suar, ficar vermelha e respirar com dificuldade, além de sentir uma grande pressão abaixo do ventre. Ela abriu a boca, mas não conseguiu falar. O que era o que estava acontecendo com ela? Alvo olhou-o preocupado.


-Você está bem?


Ela não conseguia falar. Só puxava ar para os pulmões.


-Temos que voltar, você não está nada bem-disse Alvo, levantando.


Alvo esticou a mão e levantou. Ela tentou abraçá-lo, mas uma força não deixava tocá-lo. Só ele que conseguia tocar-lhe. Aquilo não era normal. Ela sentiu a roupa colar-se ao corpo devido ao suor. Ele passou o braço dela ao redor do pescoço dele e ajudou andar, mas não tinha nada de sexual naquele gesto. Na cabeça dela só passava imagens, imagens intensas. Por sorte Alvo estava preocupado com ela e não via pensamentos, pois se não estaria fazendo um buraco na terra para enterrar-se. Ela tinha que afastar aqueles pensamentos com Alvo tão perto dela. Ela tentou novamente tocar no braço dele, mas não conseguia algo a repelia. A única parte que tocava Alvo era a parte que ele a fizera tocar para apoiar-se no corpo dele. E assim, eles foram andando de volta para a agitação.


***


                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     -Sempre protegendo o Potter...


-Você sempre protege a Brewster. E você diz que ela é sua amiga...


-Ela realmente é minha melhor amiga.


Rose deu um sorriso incrédulo. Cruzou os braços e ficou olhando para frente. Scorpius ficou ao lado dela, às vezes, dava umas olhadas de esguelhas para ela. Não poderia fazer nada com aquela quantidade de pessoas ali. Minutos de silêncio passaram até que Scorpius disse:


-Você gosta de me provocar, não?


Rose olhou para Scorpius sem entender.


-Fica aí parada sabendo que eu não posso tentar nada com você...


Rose descruzou os braços.


-O que quer dizer com isso, Malfoy?


-Que se eu fosse você começaria a trancar a porta do seu quarto quando estiver lá.


Rose levantou as sobrancelhas.


-Você entendeu, Weasley.


-Espero ter entendido errado, Malfoy. Não quero você entrando no meu quarto, qualquer que seja a sua intenção-disse Rose, séria.


-Por que eu iria ao seu quarto se não fosse para...-Scorpius olhou ao redor e baixou o tom de voz. –Repetirmos o que fizermos naquele corredor ou até mais.


Rose ficou quase roxa por causa do seu rubor.


-O que aconteceu não irá se repetir, Malfoy.


-Por que não?


-Não preciso enumerar as razões, pois você sabe todas.


-Não há nenhum problema de trocar uns beijinhos de vez em quando, Weasley. Faz bem para a saúde, sabia?-disse Scorpius, provocativo.


-Não curto ficar, Malfoy. Se não percebeu isso antes, agora sabe.


-Pare de seguir regras, Weasley. Curta um pouco.


-A próxima pessoa que eu beijar será porque estou compromissada com ele.


-Pedindo-me em namoro, Weasley?


-Jamais-disse Rose, encarando Scorpius.


Scorpius segurou suavemente a mão esquerda de Rose. Ela soltou a mão bruscamente, mas ele segurou novamente e começou a brincar com a ponta dos dedos dela.


-Por mais que você tente resistir, Weasley. Você sabe que há alguma coisa entre nós...


-Não há nós-disse Rose desviando o olhar e tentando soltar os dedos.


Scorpius segurou o dedo anelar dela.


You´re the reason I believe in love/Você é a razão por eu acreditar no amor
And you´re the answer to my prayers from up above/Você é a resposta do Céu às minhas preces
All we need is just the two of us/Tudo que precisamos é um do outro
My dreams came true because of you/Meus sonhos se tornaram realidade por sua causa


-Você sabe o que isso significa...


Rose abria a boca quando uma voz a interrompeu.


-Rose, o que você faz com o Malfoy mais novo?


Rose puxou o dedo e virou-se dando de cara com Rony. Ela ficou pálida.


-Pai!


-Estávamos falando sobre um trabalho de Hogwarts, Sr. Weasley-mentiu Scorpius.


Rony olhou para o garoto, fulzinando-o.


-Rose, o que eu disse a você?


-Pai, não era nada demais...


-Onde está o Alvo? Temos que ir-cortou Rony.


-Estou aqui, tio. Precisei ir ali conversar com uma amiga. Não pensei que eu demoraria tanto-desculpou-se Alvo.


Rony, Scorpius e Rose repararam que Alvo estava pálido.


-Acho bom você se alimentar, você não me parece bem-aconselhou Rony.


-Não estou bom do estomago-mentiu Alvo.


-Sei... Espero que você não deixe que qualquer tipo de garoto se aproxime da sua prima, Alvo-avisou Rony.


Scorpius respirou fundo para não responder o pai de Rose. Não adiantaria de nada arranjar uma briga com Rony Weasley.


-Pensei que você tivesse mais cuidado com a Rose, principalmente depois do que aconteceu entre vocês...


Scorpius estreitou o olhar.


-Pai, agora não. Aqui não.


-Mas vocês precisam oficializar para que nenhum garoto venha querê-la tirá-la de você-disse Rony, olhando para Scorpius.


Scorpius tinha os olhos faiscantes.


-Aquela marca que o Alvo deixou no meu pescoço hoje. Só foi um deslize, não é, Alvo? Não irá mais acontecer-frisou Rose.


Scorpius percebeu que Rose falara para ele. Então Rony pensara que Alvo e Rose ficaram juntos, mas na realidade tinha sido ele. Scorpius deu um sorriso.


-Até Hogwarts. Com licença.


Scorpius saiu dali. Rony seguiu Scorpius com o olhar, esperava não vê-lo mais perto de Rose. Algo acontecera com Anne para Alvo ter chegado pálido, precisava ver a amiga. Rose ainda sentia os batimentos cardíacos ecoando nos ouvidos, Scorpius deixara um recado com aquele : até Hogwarts, mas não iria pensar sobre isso agora. Virou-se para o primo. Alvo continuava pálido. Ela abriu a boca.


-Depois-disse Alvo, disse segurando a mão dela indo de encontro a seus pais.


***


-Ok. Eu salvei sua pele, Rose. Porque nem beijar o Alvo sabe então...-disse Tiago.


-Só porque eu não sou pegador igual a vo...-disse Alvo, irritado.


Rose percebendo o que Alvo ia falar, e percebendo o clima diferente entre Tiago e Francis, disse:


-Dá para vocês pararem de discutir-disse Rose, irritada.


-Mas...-disse Alvo.


De repente tudo aconteceu em questão de segundos. Lily caída no chão. Duas varinhas apontadas para Hugo. Uma para Alvo e Tiago. Francis segurava o braço de Tiago para ele não fazer nenhuma besteira. Harry entrou de mão dada com Gina, em seguida entraram Rony e Hermione abraçados. Os risos dos quatro apagaram quando viram a cena.


-O que acontece aqui?-perguntaram Hermione e Gina juntas.


Tiago, Alvo e Rose começaram a falar ao mesmo tempo.


-1,2,3-começou Gina a contar, aumentando a cada número o volume da voz.


Rose que sabia muito bem o que aconteceria no número 10. Calou-se.


-4, 5, 6, 7, 8, 9... 10-gritou Gina.


Os garotos calaram-se.


-É isso que dá esses garotos serem maiores de idade. Agora pensam em resolver tudo com uma varinha-disse Gina, irritada-Abaixem essas varinhas. Imediatamente!


-Mas...-disse Tiago.


-Mãe...-disse Alvo.


-Obedeçam, já!-gritou Gina, autoritária.


-Filha, por que você estava apontando a varinha para seus primos?-perguntou Hermione.


-Defendendo meu irmão-disse Rose, colocando a varinha no bolso.


Hermione sorriu internamente. Achava que resolver um problema com varinha antes de ter uma conversa era errado, mas aquele gesto de Rose confirmou o que ela já sabia: seus filhos se defenderiam em qualquer circunstância.


-Por que vocês estavam com as varinhas apontadas para seu primo?-perguntou Harry aos filhos.


-Porque Lily e ele estavam atracados no sofá-disse Alvo, indignado.


-De novo uma briguinha boba?-perguntou Harry, passando a mão nos cabelos.


-Não é bem esse jeito de atracar que o Alvo quis dizer, Sr. Potter-disse Francis, e em seguida apertou os lábios.


Hermione e Gina trocaram um olhar de entendimento e sorriram uma para outra. Uma hora, elas sabiam que aquilo aconteceria. E elas estavam muito felizes. Rony pela primeira vez se manifestou ao entender do que Francis falava.


-É isso aí, filho! Acho que hoje foi o dia dos beijos, não?


Harry olhou furioso para o melhor amigo e depois olhou para Hugo, gritou:


-Não quero que isso aconteça debaixo do meu teto, quer dizer, em lugar nenhum.


Rony, Hermione e Gina olharam para Harry, assustados. Tiago e Alvo afastaram-se o máximo que puderam do pai. Lily fez uma careta de dor. Hugo encolheu-se no sofá.


-Coitado de mim-murmurou Hugo.


Rose ao escutar o que o irmão falou, colocou as mãos nos ombros dele em sinal de apoio. Mas ela estava apreensiva.


Hermione esperava uma reação daquelas de Rony. Harry intimidava as pessoas pelo olhar e o jeito calmo de falar, enquanto Rony era pelos gritos. Ela foi a primeira a sair do estado de choque.


-Rose, Alvo e Tiago, por favor, saiam vão para outro lugar-pediu Hermione.


-Mas-disseram Tiago e Alvo juntos.


-Façam o que sua tia pediu-disse Gina, e em seguida respirou fundo.


Tiago e Alvo obedeceram a contragosto. Rose e Francis acompanharam.


-Ah, por favor, parem de reclamar-o pessoal escutou a voz de Rose.


-Lilian pode sentar-se no sofá?-perguntou Gina.


Com esforço, ela levantou-se e com uma careta de dor sentou-se no sofá. Instintivamente, Hugo abraçou-a pelo ombro e ela encostou a cabeça no ombro dele.


-Você não toque nela-disse Harry, pausadamente.


Os dois ajeitaram-se em cada canto do sofá.


-Harry! O que deu em você?-perguntou Gina.


-O que deu em mim? Pois, eu pergunto o que deu em vocês?!-perguntou Harry, indignado-Eles estavam se amassando debaixo do meu teto!


-Veja pelo lado bom Harry. Pelo menos foi debaixo do seu teto, pior seria se fosse na rua-disse Rony.


Harry fuzilou o amigo com o olhar. Continuou a falar:


-Alguém sabe dizer desde quando isso acontece? Ou todos sabiam menos eu?


-Desde quando vocês estão juntos?-perguntou Hermione, calma.


-Não estamos juntos-respondeu Lily.


-Não?-perguntou Gina.


-Não-reafirmou Lily.


-Pior! Ficam de chamego sem terem nada sério. E são primos e se dizem melhores amigos.


-Mas somos melhores amigos-disse Hugo.


-Você, calado-disse Harry, fuzilando Hugo com o olhar.


-Harry, dá um tempo-disse Gina, revirando os olhos-Quantas vezes vocês ficaram?


-Não ficamos-respodeu Hugo, vendo o olhar furioso de Harry, completou:- Beijamos-nos uma vez e essa seria a segunda vez.


-Então vocês se beijam quando tem vontade e quando não há ninguém por perto?-perguntou Harry, irônico.


-Pai, não é bem assim.


-Então explique-disse Harry com a voz mais calma.


De repente Lily teve vontade de chorar por tudo que acontecia ali. Hugo percebeu, teve vontade de consolá-la, mas se chegasse perto de Lily era capaz de Harry estrangulá-lo ali mesmo.


-Harry, pare com isso-disse Gina em socorro de Lily.


-Pelo que vejo vocês apóiam essa safadeza-disse Harry, novamente aumentando o volume da voz.


-Eles têm que conversar entre eles e decidirem o que fazer. Falar sobre o que sentem-disse Hermione.


-O que decidirem por mim estará bom-disse Rony, dando de ombros.


-Eu ficarei feliz se vocês forem felizes-disse Gina, sorrindo.


-Vocês ficam lindos juntos e eu torço por vocês-disse Hermione, e em seguida piscou o olho.


-Não quero ver vocês juntos em lugar nenhum-disse Harry, intimidador.


-O que você tem contra eles juntos?-perguntou Rony.


-Você só diz isso porque não é sua filha, e sim seu filho.


-A Rose começou a namorar com 15 anos. E no momento está solteira.


“Para minha boa sorte”, pensou Rony. (N/A: Coitado, mal sabe ele o que a filha apronta pelas costas dele).


-Começou a namorar contra a sua vontade se bem me lembro.


-É, mas deixei.


-Depois de Hermione utilizar uma técnica, que eu ainda não sei qual foi.


Rony corou.


-Agora sei-disse Harry, pensativo.


-Não é porque eles são melhores amigos já que Rony e eu nos casamos-cortou Hermione.


-Não quero ver o garoto que eu vi nascer e crescer pegando a minha filha-disse Harry, indignado.


-Ah, por favor, Harry. Isso uma hora ia acontecer-disse Gina.


Gina revirou os olhos.


-Estava na cara de que eles sentem mais do que amizade um pelo outro, mas só agora se manifestou.


-Não notei nada-disse Harry, irritado.


-Vocês, homens da família nunca notam...


-Paremos essa discussão-disse Hermione, séria.


-Uma decisão sensata, finalmente-disse Harry, e depois respirou fundo-E você, mocinha, suba imediatamente. Só quero ver vocês dois juntos quando eu estiver por perto.


-Ela irá voltar a estudar, esposo-disse Gina, irônica.


-Depois falamos sobre isso-disse Harry, olhando para a esposa-Suba agora, Lilian!-disse Harry, autoritário.


Lily levantou rapidamente.


-Ai-gritou Lily.


Ela sentiu as lágrimas escorrerem.


-Que foi?-perguntaram todos preocupados.


-Meu pé-disse Lily, mancando.


-O que tem?


-Eu caí de mau jeito quando os garotos me afastaram... Acho que torci o pé.


Hermione e Gina aproximaram e viram o estado do pé.


-Nossa. Está muito inchado-disse Gina, preocupada.


-Acho melhor levá-la ao St. Mungus para ver se ela fraturou algum osso-disse Hermione, olhando o pé de Lily.


-Vou levá-la-disse Harry, muito preocupado.


Hugo levantou para ajudar Lily.


-Você afaste-se dela. É culpa sua, ela está assim-disse Harry, furioso.


-Harry!-disse Gina, indignada.


Harry pegou a filha nos braços. Rony abriu a porta. Harry saiu com Lily nos braços.


-Eu irei com vocês-disse Gina.


-Não precisa. Eu vou com ele. Qualquer coisa, eu aviso-disse Rony, saindo.


Gina deu um longo suspiro ao ver a expressão assustada de Hugo, disse carinhosa:


-Não ligue, Hugo. É ciúme de pai quando você se tornar um, você entenderá.


-Eu queria estar com ela-murmurou Hugo mais para si, mas as duas ouviram.


Elas assentiram.


***


Tiago fechou a porta do quarto. Olhou para Francis que estava séria, de braços cruzados em pé perto da cama. Ele aproximou-se dela, mas ela desviou. Ela sentou no pequeno puff que tinha ali. Tiago fez uma careta então sentou na cama.


-O que fiz desta vez?-perguntou Tiago sem entender a expressão de Francis.


-Sua cena lá embaixo diz muita coisa, não?


-Ela é minha irmã-disse Tiago, indignado.


-E?


-E o que?


-Acostume-se com a ideia, Tiago. Sua irmã um dia começará a namorar...


-Não com o Hugo!


-Por que não?


-Pelos céus, Francis. Eles são melhores amigos...


Tiago percebeu a expressão de Francis mudar rapidamente, ela ficou pálida. Percebendo a burrice que havia dito, complementou:


-Eles são primos...


-Responde-me: você está assim porquê? Por ela ser sua irmã, por eles serem primos ou por eles serem melhores amigos?


-Na verdade, não me incomodo por eles serem primos, melhores amigos... O que me incomoda é que eles foram praticamente criados juntos como irmãos. Seria igual a eu me apaixonar pela Lily, é inaceitável.


-Não é inaceitável-disse Francis, levantando.


Ela foi até a cama e sentou ao lado de Tiago.


-Para mim, é...


-Entenda uma coisa. Eles não são irmãos. O que mais acontece no mundo bruxo são casamentos entre primos. O casamento dos seus avôs é prova disso...


-Eu sei, mas...


-Todos percebem que a algum tempo rola mais do que amizade entre Hugo e Lily.


Tiago abriu a boca, mas Francis o impediu de falar.


-Todos. No seu intimo, você sabia. O Alvo sabia. E até o seu pai, o Sr. Potter, sabia. Eu entendo o comportamento do Sr. Potter, ele é pai. Lily é a única filha dele. Mas não entendo seu comportamento... Seus avôs são primos e casaram, e ainda estão juntos e felizes. Seus tios, Rony e Hermione eram melhores amigos nos tempos de Hogwarts e casaram...


-É diferente...


-Você quer que seja diferente para justificar seu comportamento imaturo e infantil-disse Francis, levantando.


-Ela é minha irmã!-disse Tiago também levantando.


-Que quer viver a vida dela...


-Ela só tem 15 anos. Não sabe o que quer da vida...


Francis riu.


-Ela sabe mais do que quer na vida do que você, pode ter certeza.


-E você sabe o que quero da minha vida?-perguntou Tiago a poucos centimetros de distância do rosto dela. Ele estava bastante irritado.


Francis deu um passo para trás, desequilibrando no tênis de Tiago. Ele conseguiu segurá-la antes de cair.


-Espero sua resposta.


-Não sei o que passa pela sua cabeça...


-Então não me venha dizer que não sei o que quero da minha vida porque eu sei muito bem o que eu quero.


-Então diga: o que você quer?


-Você. Eu quero você.


-Não comece com isso, Tiago. Aceitei ir ao jogo com você porque você prometeu que não tentaria nada.


-Não consigo. Não com você tão perto de mim.


-Então solte-me...


-Você não quer isso, quer?


Francis engoliu em seco. Não, não queria. Sabia que aceitara ir ao jogo de quadribol porque queria ficar perto de Tiago. E eles não se falavam desde o que acontecera na casa dela. Mas ele fora tão persuasivo ao pedir para ir com ele ao jogo e que a família dele estaria lá que acabara cedendo. Mas ainda estava assustada com a última aproximação deles. Tiago deu um pequeno passo a frente, Francis tentou andar também, mas desequilibrou-se na cama logo depois ele se pôs sobre ela.


-Desculpe por parecer que estou forçando a barra.


-E não estar?


-Eu só quero você perto de mim...


-Você pode me ter perto de você, Tiago. Como sempre estive...


-Não quero você como antes, Francis. Você sabe disso-sussurrou Tiago na orelha de Francis.


From this moment as long as I live/A partir deste momento e enquanto eu viver
I will love you, I promise you this/Eu vou te amar, isto eu prometo
There is nothing I wouldn´t give/Não existe nada que eu não daria
From this moment/A partir deste momento
I will love you as long as I live/Eu vou te amar enquanto eu viver
From this moment on/A partir deste momento em diante


Ela sentiu a mão dele na cintura dela e ele a encarou. Ela não iria resistir, não conseguia. Ela levantou a mão e deslizou pelo rosto dele. Ele sorriu, abaixou a cabeça e a beijou. Ele deslizou a mão até a perna dela que ela dobrou. Ela abriu a boca e logo ela sentiu as línguas se tocando. Ele girou o corpo então Francis ficou por cima dele. Ela afastou o rosto para poder respirar. Ela sentiu a boca de Tiago pelo colo dela. Ela abaixou novamente a cabeça e o beijou, ele a prendia com uma mão na nuca dele. A mão dela deslizou para o quadril dele. Tiago percebeu que estava a ponto de ficar excitado, ele percebera que na última vez Francis se assustara com aquilo a pesar dele não ter comentado nada. Ele saíra da casa dela totalmente frustrado.


-Francis, se continuarmos assim eu não conseguirei me controlar...


-O que quer dizer?-perguntou Francis com o rosto afogueado.


-Meu corpo, eu não posso controlar as próximas reações do meu corpo.


-Tiago, eu não...


Uma batida na porta. Eles viraram a cabeça em direção a porta.


-Tiago, você está aí?-escutou-se a voz de Alvo.


-Precisamos falar com você-a voz de Rose.


Tiago tirou contra a vontade Francis de cima dele. Ela sentou na cama ajeitando os cabelos. Tiago abriu a porta com os cabelos ainda mais assanhados que sempre.


-O que vocês querem?-perguntou Tiago.


Rose percebeu que algo acontecera ali, mas não comentou nada.


-Papai e tio Harry levaram Liliy para o St. Mungus.


-O que aconteceu?-perguntou Francis,  preocupada.


-Ela torceu o pé-respondeu Alvo.


Francis levantou-se da cama e empurrou levemente Tiago para fora do quarto. Os quatro desceram para a sala esperando o desenrolar dos fatos.


 


***


-Uma chance-pediu Raffs.


-Tenho que pensar-disse Kathleen.


Não queria magoar Raffs, pois não era apaixonada por ele. Mas sabia que não tinha chance com Fred.


Raffs segurou as mãos de Kathleen. Ele deu um leve beijo nos lábios dela e logo depois, saiu dali. Kathleen olhou para os lados e viu Fred ali perto conversando com David. Ela se virou e saiu dali.


-David, eu preciso ir ao salão comunal buscar alguns materiais para a aula. Encontramo-nos na aula, ok?


-Certo.


Fred saiu apressado do salão principal. O que ia fazer? Ele não devia estar fazendo aquilo. Ele correu por alguns corredores até que a viu dobrando para outro corredor. Ele respirou fundo e a seguiu.


-Gregson-chamou Fred.


Kathleen sentiu um arrepio ao escutar aquela voz, mas não parou, ao contrário, ela começou a andar mais rápido. Ela sentindo que ele continuava atrás dela, começou a correr. O que ele queria atrás dela? Não queria se machucar mais.  Ela sentiu uma mão a segurando, ela tentou soltar-se, mas a tentativa foi em vão. Quando viu estava encostada em uma parede com Fred na frente dela. Os braços dele cada um de um lado ao lado dos ombros dela.


-Fugindo de mim, Gregson?


Kathleen viu um brilho diferente e intenso no olhar de Fred.


-Não tem razão para você falar comigo. Tem, Weasley? Você passa por mim e finge que eu não existo, e espero que continue assim...


-Eu “saindo” da sua vida, você fica livre para sair com o Jackson, não?


-Você não faz parte da minha vida porque você mesmo quis. E eu sou livre para sair com quem eu quiser, isso não interessa a você. Não me intrometo no seu namoro então não se meta na minha vida, ok?


Fred abaixou a cabeça em direção a Kathleen, mas ela virou o rosto para o lado.


-Você não vai fazer isso de novo, Weasley. Não comigo-disse Kathleen, séria.


Ela tentou passar por baixo dos braços de Fred, mas ele não permitiu. Ele tirou uma mão do lado do ombro dela e segurou-lhe o queixo a fazendo olhar para ele.


-Sabe o que mais me magoou quando você disse que ia embora?


Kathleen sentiu um aperto no coração.


-A facilidade com que foi embora. A facilidade com que me deixou...


-Eu não queria ter ido embora. Achei que daquela maneira seria melhor para todos...


-Mentira! Você fez o que foi mais fácil para você-cortou Fred.


Fred não percebeu a força que segurava o queixo de Kathleen.


-Você está me machucando, Fred-disse Kathleen com os olhos cheios de lágrimas. A dor era mais emocional do que física.


Ela sentia a mão de Fred apertando o queixo dela, mas sentia também a dor pelas palavras dele. Talvez tivesse sido egoísta pensando mais no que era melhor para ela, mas pensara que seria melhor daquela maneira para todos. Mas se enganara.


Fred afloxou o aperto no queixo dela, mas não a soltou.


-Eu não devia estar aqui-assumiu Fred.


-E por que veio atrás de mim?


-Não faça perguntas difíceis, Gregson.


-Não acho difícil. Algo fez com que viesse atrás de mim...


-Não sonhe alto, Gregson-disse Fred, soltando o queixo de Kathleen. –Eu tenho namorada e você tem o Jackson.


Kathleen percebeu a mudança de olhar em Fred. Agora ele a olhava frio e indiferente. Ele afastou-se dela e seguiu em direção ao salão comunal da Grifinória. Ela seguiu para a sala de aula. Duvidava que um dia seguissem o mesmo caminho juntos.


***


Dominique andava pelos corredores sem ver nada na sua frente. Estava com tanta raiva que era capaz de explodir. Ela seguiu para onde ficava o salão comunal da sonserina por sorte Marc chegava com Anne.


-Seu corredor não é esse, Weasley-disse Marc.


-Onde está o Herrington?-perguntou Dominique, tentando controlar a voz.


-Ah! Ela quer ver o namorado-disse Anne, sorrindo.


-Ele não é meu namorado-gritou Dominique.


-Calma, Weasley. Se você tem mania de gritar no seu salão comunal volte para lá. Não aceitamos pessoas de outras casas gritando no nosso território-disse Anne.


-Não mesmo-confirmou Marc.


-Ah, calem a boca vocês dois-disse Dominique, explodindo.


Marc e Anne se olharam. Nunca tinham visto Dominique Weasley gritando antes. A coisa era seria.


-Certo. Nós vamos entrar e ver se ele está lá dentro-disse Anne, assustada.


-Se o acharmos o mandamos vir se ele não estiver lá, eu virei avisá-la, ok?-disse Marc.


-Obrigada. E desculpe estou estressada-disse Dominique, e depois respirou fundo.


-Notamos-disse Anne.


Marc e Anne entraram no salão comunal. Dominique ficou a esperar. Taylor estava com as pernas estiradas no sofá olhando a lareira.


-Taylor, sua namorada está lá fora te esperando-disse Anne.


-Namorada? Eu não tenho namorada-disse Taylor, confuso.


-A Dominique Weasley quer falar com você. Ela está esperando aí fora-disse Marc.


-Dominique Weasley? O que será que ela quer?-perguntou Taylor, sentando. –E de onde vocês tiraram a idéia de que ela é minha namorada? Se ela disse isso...


-Ela não nos disse isso. Quando falamos sobre você ser namorado dela, ela quase nos deixa surdos com o grito que ela deu dizendo que ela não era sua namorada-disse Anne.


-Sobre o namoro é só uma brincadeira, cara. Todos ficam hoje em dia-disse Marc.


-De onde vocês tiraram que eu fiquei com a Dominique Weasley?-perguntou Taylor, levantando.


-Todos que viram as fotos já sabem-disse Anne.


-Fotos?


-As fotos de vocês dois juntos na festa do Ministério...-disse Marc.


Taylor nem deixou Marc terminar de falar, foi para a saída. Dominique deveria estar a ponto de matá-lo. Se ele soubesse que alguém iria tirar fotos deles dois, ele teria contado a ela. Mas não achou necessidade de contar e achou até melhor que ela tivesse esquecido. Embora aquele beijo não tivesse saído da cabeça dele. Ele saiu do salão comunal da Sonserina e Dominique surgiu na frente dele. Ele nunca tinha visto Dominique daquele jeito, ela tinha os lábios apertados, as mãos fechadas, as sobrancelhas franzidas. A bela garota se transformara.


-Quero saber quem tirou aquelas fotos de nós juntos?-perguntou Dominique, controlada.


-Que fotos?


-Pare de se fazer inocente que eu sei que você é culpado!


-Por que você tem a mania de me culpar de tudo o que acontece na sua vida?-perguntou Taylor, irritado.


-Porque você sempre está no meio do que acontece-acusou Dominique.


-Eu não mandei ninguém tirar nossas fotos. Eu nem sabia que você iria me beijar...


-Eu não beijei você-cortou Dominique.


-Beijou sim.


-Não beijei.


-Olha, você nunca assumiria que me beijou então paremos com essa discussão, ok?


-Por que você deixou que colocassem as fotos na entrada do salão principal? Já basta a vergonha das fotos, você coloca em um local onde todos podem ver-reclamou Dominique.


Taylor saiu andando rápido. Dominique foi atrás.


-Onde você vai? Eu ainda não terminei de falar com você-disse Dominique.


Taylor e Dominique chegaram ao salão principal. Um grupinho de cinco alunos estavam olhando as fotos. Taylor aproximou-se por trás e viu as fotos. Tinham sido tiradas em sequência. A pessoa que tirara as fotos os seguira e tirara as fotos deles do começo até o fim. Desde eles conversando até ele ajudando Dominique a encontrar Molly, e claro o beijo estava no meio.


-E todos pensavam que Dominique Weasley era santa-disse uma garota.


-Santo, só o Marc da Sonserina-disse outra garota, irônica.


Taylor escutando aqueles comentários sobre Dominique, se pôs no meio do grupo.


-Fui eu que a beijei, ok? Ela não queria-disse Taylor.


-Cara, corta essa. As fotos mostram por si. Ela que beijou você-disse um garoto.


-Eu que a beijei. E se eu escutar um comentário dizendo o contrário, vocês verão o que um sonserino é capaz de fazer-disse Taylor com olhos faiscantes.


O grupo se dispersou. Ele mentira para proteger Dominique dos outros, mas ninguém poderia protegê-la dele. Dominique não escutara nada, pois queria saber qual seria a atitude de Taylor diante as fotos então manteve-se afastada. Taylor tirou foto por foto da parede. E juntou em sequência como estava na parede. Ele foi até Dominique.


-Venha comigo-disse Taylor, segurando o braço de Dominique com força.


-Solte-me-disse Dominique sendo arrastada por Taylor.


-Você vai me escutar Dominique Weasley!


***


 


Roxanne viu Taylor levando Dominique contra a vontade dela, ela ia atrás deles quando Kevin surgiu do nada. Ele dobrou com ela para outro corredor onde não havia ninguém e a prensou na parede.


-Lembrei dos nossos beijos...


-Não! Eu não quero namorar você-disse Roxanne, enfática.


-Nada do que acontecer alguém precisa saber, além de mim e você-disse Kevin aproximando o rosto ainda mais.


Roxanne começou a respirar com dificuldade. Ela podia sentir as coxas deles batendo nas dela. Ela tinha que sair daquela situação. Ela não podia ficar com Kevin, não mesmo. Embora fosse tentador demais. Ela lembrou da mãe dela falando quando eles foram flagrados juntos, lembrou de Kathleen que era a melhor amiga. Não queria ficar com Kevin as escondidas, não mais.


-Preciso ir atrás da Dominique-disse Roxanne quase sem voz.


-Sua prima está melhor que nós neste momento. E poderíamos aproveitar um pouco também...


Kevin avançou para a boca dela, mas ela virou o rosto no último segundo.


-Não vou ficar com você, Gregson. Não tornarei isso uma constante na minha vida!


-Do que você tem medo? De se apaixonar por mim?-disse Kevin, sedutor.


Roxanne riu.


-Essa seria a maior burrice da minha vida.


-Vi você e seu primo Hugo no salão principal...


Roxanne achou estranho a mudança repentina de assunto, mas agradeceu intimamente por aquilo, e também por Kevin distanciar-se um pouco.


-Vocês pareciam bem intimos-comentou Kevin.


-Sempre que o Hugo e a Lily brigam, ele se refugia em mim. Normal.


Kevin estreitou o olhar.


-Dê-me sua mão-pediu Kevin, estendendo a dele.


-Para que?


-Por favor...


Reluntantemente, Roxanne estendeu a mão que Kevin segurou. Ele colocou a mão na cintura dela.


E deu um pequeno passo de dança com ela.


-Não vamos dançar aqui, não é?-perguntou Roxanne, olhando para os lados.


O corredor continuava deserto.


-Só quero fazer uma pequena experiência...


-Por que comigo?


Kevin deu um pequeno giro, fazendo no final Roxanne ficar com o rosto bem próximo ao dele. Ela travou. Tão próximos...


-Por que com ele você riu e comigo você fica tensa e me olha com expectativa?


-Por que dessa experiência?


-Você, para mim, é um enigma. E eu gosto de decifrar enigmas.


-Não sou um enigma. Sou normal como qualquer outra garota...


-E por que reações diferentes?


-Simples. Reações diferentes porque são pessoas diferentes...


-Não acho. Pessoas diferentes, mas as reações deveriam ser iguais, ou ao menos, parecidas.


-Eu conheço o Hugo a anos, tenho intimidade com ele. Diferente de você que conheço a pouco tempo...


-Então você e seu primo já ficaram?


-Acho que isso não interessa a você, Gregson. Isso é entre mim e o Hugo...


Embora nunca tivesse ficado com Hugo. O primo sempre tivera olhos para Lily. Roxanne sentiu Kevin apertando-a mais junto a ele, e percebeu olhar dele ficar mais escuro. Em que se metera? Ela estava naquele corredor deserto com Kevin, o último garoto com quem poderia ficar... Ela tentou afastar-se, mas ele não permitiu.


-Você desperta em mim sentimentos contraditórios, Roxanne Weasley. Desde o momento que a vi pela primeira vez... no dia do baile enquanto você conversava com minha irmã.


Ele a manteve perto de si com um braço. Depois afastou os cabelos dela, deixando uma visão do pescoço onde ele deslizou o dedo e sentiu pulsar.


-Não posso ficar aqui com você...


-Não vejo nenhuma placa informando isso, você ver?


-Você sabe do que falo...


Ele inclinou mais a cabeça em direção a ela, quase a beijando.


-Você já deveria saber, eu sou da sonserina. É excitante correr perigo.


Roxanne viu a boca dele se aproximar da dela. Ela instintivamente fechou os olhos. Mas ele não a beijou. Não na boca. Ele inclinou a cabeça e encostou os lábios abaixo da orelha dela, no pescoço. Mas não a beijou ali. Ele deslizou os lábios sentindo a pele macia dela, abriu a boca e a mordeu ali. Ele sentiu o corpo dela estremecer junto ao dele. Era a primeira que fazia aquilo em uma garota, mas era excitante. Ele tinha que fazer devagar para não machucá-la, e ainda tinha a ajuda da lingua. Roxanne apertava os lábios com força para reprimir os gemidos que estavam presos na garganta. Ele deslizou os lábios para a orelha dela e disse roucamente:


-Peça mais...


Ela não podia pedir, seria a perdição dela. Era entregar o ouro na mão do bandido.


-Não posso estar aqui com você-disse Roxanne com o úlimo vestigio de consciência. -Você é o irmão da minha melhor amiga. Meu irmão não gosta de você. E minha mãe, meu pai...


-Eles não estão aqui...


-Mas é como se estivessem. Estão na minha cabeça.Eu não posso ficar com você.


-Não irei insistir, Weasley. E espero que não se arrependa...


Kevin soltou-a e a deixou ali, sozinha. Ela o seguiu com o olhar, mas ele em nenhum momento olhou para trás.


 


***


Taylor foi em direção as salas de aulas. Ele abriu uma porta e entrou com Dominique. Ele soltou-a bruscamente. Ela só não caiu porque se segurou em uma cadeira. Ele pegou uma cadeira e encostou na porta. Se alguém abrisse escutaria o barulho. Dominique tentou sair, mas Taylor impediu. Segurou um braço dela e fez com que ela se baixasse junto com ele. Taylor espalhou as fotos no chão na mesma sequência da parede.


-Olhe para essas duas fotos-pediu Taylor, exigente.


Taylor percebendo que Dominique não iria olhar. Ele com uma mão prendeu os braços dela para trás e com a outra mão ele segurou a cabeça em direção as fotos. Dominique fechou os olhos. Ela não queria ver. Não de novo. Ali estava estampada a vergonha. A traição. Se um dia Thor visse aquelas fotos... Ela sabia que fotos eram a que ele queria que ela visse.


-Não quer ver?


Dominique fez um sinal de negação com a cabeça.


-Vou ser legal com você, Weasley.


Taylor percebeu Dominique relaxar um pouco.


-Vou deixar você escolher: um, você ver as duas fotos ou dois, eu vou beijá-la. Escolha.


-Eu não vou deixar você me beijar-disse Dominique, indignada.


-Então veja as fotos.


-Não-disse Dominique, enfática.


-Já fui muito bonzinho com você, Weasley. Escolha agora-disse Taylor, autoritário.


Dominique não duvidava nada que ele a beijasse. Ele era sonserino e sonserinos não deixava as coisas para trás facilmente. Devagar, ela abriu os olhos e viu as duas fotos que não saiam da sua cabeça. Ali mostrava claramente, ela enlaçando Taylor e o beijando...


-Então Weasley quem beijou quem?


-Eu estava bêbada, eu não beijaria você no meu normal. Não beijaria você agora!


-Diga, isso olhando para mim-disse Taylor, virando a cabeça de Dominique para olhá-lo.


-Eu não o beijaria agora-disse Dominique, pausadamente.


Dominique se sentiu estranha. Ela não conseguia acreditar no que falava e nem conseguira encará-lo ao falar. Ela olhou de esguelha.


-Diga para mim: eu nunca o beijaria. Olhando nos meus olhos-exigiu Taylor.


-Eu...


-Olhando para mim, Weasley.


Dominique sentia a pressão da mão de Taylor nos seus pulsos. Ela o encarou.


-Eu... Eu nunca... o beijaria-mentiu Dominique.


Ela sentiu como se seu coração estivesse diminuindo de tamanho. Taylor sentiu algo apertando o seu peito. Ele deveria agradecer por Dominique dizer aquilo, mas tinha vontade de se encolher e ficar sozinho... De repente uma raiva tomou conta dele.


-Então você não me beijaria, certo?


Dominique confirmou com a cabeça.


-Você não se lembra de nada do que aconteceu... Não se lembra do gosto... Não se lembra do toque...


Dominique engoliu em seco.


-Hoje como eu disse estou bonzinho com você, Weasley.


Taylor controlava a voz prendendo o que se passava dentro dele, mas Dominique não ficaria imune. Ela sofreria as conseqüências.


-Então solte-me.


-Vou soltá-la, mas ainda preciso fazer uma coisa... Deve ser difícil você fazer uma coisa importante e esquecer, não?


-Beijar você não foi importante-mentiu Dominique.


Mesmo não gostando de Taylor, o beijo tinha sido importante. Tinha sido seu primeiro beijo. O beijo que estava bêbada demais para lembrar e só sabia que tinha acontecido por foto.


-Não?


-Não-mentiu Dominique.


Taylor tirou a mão detrás da cabeça de Dominique e segurou o queixo dela.


-Eu vou fazer você ainda implorar para eu beijá-la-disse Taylor devagar.


-Isso só aconteceria se eu estivesse bêbada. E eu prometi a mesma não beber mais daquela maneira.


-Você não estará bêbada. Você pedirá e eu terei o prazer de dizer: não vou beijá-la.


Dominique riu.


-Por que eu pediria para você me beijar? Tem muitos garotos que sonham em me beijar. Você não estaria nem na fila deles.


-Olha, olha Dominique Weasley tem a língua pronta para o ataque. Agora, vamos ver se você põe ela para funcionar bem junto com a minha.


-O que você quer dizer com isso?


-Você não acha que sairá daqui antes de provar para pedir mais, não é? E também tem a questão de deixar você com o gosto do beijo daquele dia, embora eu tenha que lhe dizer: nenhum beijo é igual a outro. Nenhum beijo se repete.


-Não quero que me beije!


-Do que tem medo? De gostar e pedir mais?


-Isso não vai acontecer-disse Dominique enfática.


-Não precisa ter medo. É só um beijo...


Taylor encostou os lábios nos de Dominique, mas ela não correspondeu ao beijo. Ao contrário, ela tentava afastar a cabeça, mas ela segurava o queixo dela com força. Mas ele não desistiu. Ele soltou os braços dela que tentou empurrá-lo, mas ele a deitou no seu colo e aprendeu com um braço. Ele soltou o rosto dela e passou o outro braço por trás da cabeça dela para dar apoio. Ele puxou o lábio superior dela para que ela abrisse a boca, mas nada. Ele pensou em duas maneiras que a fizesse ceder. Tentou uma: ele deslizou devagar os lábios nos dela, carinhosamente. Aos poucos Dominique foi perdendo a resistência. E o beijo aconteceu. Taylor soltou o corpo dela e Dominique passou um braço pelo pescoço dele. Ele ajeitou-a para melhor se alinhar ao corpo dele. Beijar Dominique era o céu, ela tinha o gosto de doce tão bom. Ele apertou-a mais junto a ele, ela entrelaçou os dedos nos cabelos dele.  Ele afastou os lábios dos dela para respirar. Ela estava com o braço ainda no pescoço dele, ele ia tirá-la do seu colo quando ela deu um selinho nele. Ele repetiu o gesto, ela fez o mesmo. Continuou assim por umas dez vezes até Taylor deitar Dominique colocar a mão atrás da cabeça dela e a beijar, ela deslizou os dedos pelos cabelos dele e deslizou a mão até a nuca. O beijo aconteceu novamente, mas parecido com o outro. Ela queria sentir mais. Devagar, ela abriu os lábios. Ela sentiu levemente a língua dele tocando a dela. Ela tentou aconchegar-se mais a ele, mas a posição que estava a incapacitava disso. Ele voltou a aconchegá-la junto de si, aprofundando mais o beijo. Ele tinha um gosto tão bom. Ela passaria horas ali. Ela soltou um suspiro. Quando Taylor percebeu que Dominique estava se empolgando ainda mais, ele contra a vontade afastou os lábios dos dela. Ela precisaria sentir falta dele. Do beijo dele. Embora beijar Dominique era bom demais. Ela tinha um gosto de fruta doce. Dominique abriu os olhos devagar ainda sentindo o gosto de Taylor. Ele tinha o gosto bom, uma mistura de doce e azedo que dava vontade de sempre querer mais. Ela tirou o braço do pescoço dele, desconcertada. Ela levantou-se e logo depois ele também.


-Weasley, se você quiser mais. Você sabe o que fazer, certo?-disse Taylor, e depois piscou sentado.


-Espere deitado.


-Será um prazer-disse Taylor, maroto.


Dominique percebendo a conotação que Taylor falara ficou vermelha.


-Você entendeu o que eu quis dizer.


-Claro que entendi...


-Idiota-cortou Dominique.


Dominique nem esperou Taylor abrir a porta, ela abriu e saiu batendo a porta. Taylor ficou na sala batendo os dedos na cadeira. Ele ainda teria Dominique Weasley...


 


Música: From this moment on/Shania Twain


 


N/A: Não tenho nada para falar. Só quero agradecer a:


Jacgil: Disse que Scorpius é “inocente” por ainda não fez sex (ch)o. Eu sei que sexo é com x, mas foi uma coisa que lembrei. Que bom que você gostou do NC e da música. E demorei por motivo justo, você sabe.


Olivia: Eu voltei! Iup! Que bom que você gostou do capítulo. Neste capítulo teve Rose e Scorpius, além de outros casais. Espero que tenha gostado.


Obrigada.


 


 

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Comentários: 3

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Enviado por Tamires Faria em 28/06/2014

oooiii. adorei  fic e queria ler maaisss
 

Nota: 5

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Enviado por Lays Mary em 25/10/2011
amando a fic,continuaaaa
Nota: 5

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Enviado por Olívia Mirisola em 24/10/2011

AHHH! 

Adorei a Dominique e o taylor....FOFOSS!

Devo dizer que a reação do Harry foi muito exagerada...#PaiChato

O Alvo anda tão agressivo...não to gostando.

Rose e Scorpius...perfeitos...like alwaly

 

 

Nota: 5

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