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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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17. Encontros


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Antes de qualquer coisa, eu preciso agradecer toda a paciência, carinho e elogio de vc's.
Tudo isso faz com que eu me esforce, faz com que eu me sinta util.. faz com que eu ame cada mais escrever..

O cap a seguir faz a fic dá alguns passos.. e ele foi escrito rapidamente tb. então, se notarem algum erro, gente me avise por favor.
Ele é mais curto que o normal tb, mas é que passei tanto tempo fora daqui que eu não quis esperar mais, e acredito que ele tem o tamanho que deveria ser..

No mais, espero que gostem!
 
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No último cap
- Ron? Ronald? Vo-você?! – Ele tremia.

- Oi Harry. Eu.

- O que... ar.. está fazendo aqui? – Ele começou a catar as roupas se sentindo aliviado.

- Bem... te salvando? No que estava pensando?

- Em pegar a espada?! – Harry respondeu meio vestido.

- Você poderia ter morrido!

- Mas você não permitiu! Você voltou!

- Harry..

-
Agora não, vamos destruir isso. – E então o moreno retirou o medalhão. –
Ronald Weasley, nosso rei, voltou. Então vamos às honras. O destrua!
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Já havia algum tempo que ela estava acordada. Ainda não tinha amanhecido quando sua bebê chorou fraco, mas em sinal de fome. Satisfez sua pequena, e ficou esperando Harry voltar. Mas ele não chegava. Estava aflita, balançando a filha nos braços que a olhava com certa curiosidade. Ouviu passos e  ficou mais apreensiva.

- Hermione¿! – A voz do amigo a fez soltar um suspiro de alivio. Ele entrou na barraca.

- Harry! Onde você se meteu¿ Eu... meu Deus você está encharcado! – Ela disse assustada enquanto colocava a filha em cima de sua cama.

- Hermione, você não vai acreditar no que aconteceu. – Ela se virou para olhar o moreno e quase caiu pra trás.

- Ron¿ - Ela tremia um pouco enquanto o ruivo a observava curioso.

- Oi. – Foi tudo que ele respondeu.

- Mas... como¿ - Ela olhou dele para Harry.

- Eu revi aquela luz e a segui. Quando vi estava em cima do lago congelado e lá embaixo estava a espada de Grinfindor. Tentei pega-la por feitiço, mas não deu. Então fiz a única coisa que eu podia, mergulhei. Mas era como se o medalhão soubesse que ia ser destruído e ele tentou me enforcar. Foi ai que ele apareceu. – Ela estava assustada e não conseguia dizer nada. Ron continuou.

- Eu vi o que ele estava fazendo e percebi que ia se dar mal. Então pulei atrás e o tirei de lá. Destruímos o medalhão! – O ruivo tinha uma felicidade contida.

- Como você chegou aqui¿ - Ela recuperou um pouco de seu controle e disse um tanto seca.

- Foi o desiluminador. Assim que aparatei o dia da briga, eu quis voltar, mas não tinha mais como. Fiquei andando por ai.  Na noite de natal, eu estava brincando com o desiluminador e então eu ouvi sua voz, como se saísse dele. Olhei para aquela bola de luz implorando pra encontra-los. A bola entrou no meu peito e então eu simplesmente sabia para onde ir.

- Incrível. – Hermione não disse mais nada. No fundo se sentia magoada com todas as coisas que Harry a contara sobre a briga com Ron. Voltou a olhar sua menina e a pegou no colo. Sentiu ele próximo.

- Her...

- Acho melhor vocês dois se trocarem. Está muito frio e estão muito molhados. Vão acabar ficando doentes. Vou ficar lá fora enquanto isso. Harry, me dê a varinha por favor. – O moreno fez o que ela pediu, e apertando a filha contra o peito, saiu para o vento frio daquela manhã.

 

Draco no mês de Janeiro se aproximou ainda mais de Astória. Ela era a única que parecia ser capaz de manter uma conversa de mais de 5 minutos com ele, já que seus amigos pareciam não suportar nada além de suas próprias camas.

Pansy, enquanto não estava na aula se concentrava na biblioteca ou no dormitório. Se sentia tão machucada com Blás que só de vê-lo passar tinha vontade de chorar. Coisa que ela, obviamente não fazia.

O moreno não estava muito diferente da ex, mas preferia matar seu tempo bebendo whisky incrivelmente contrabandeado por grifinórios. Foi numa segunda feira, pouco antes de fevereiro, que Draco o encontrou, meio bêbado.

- Blás. – Ele estava sentado a um canto do corredor que dava acesso ao 5º andar, lugar escolhido pelos vermelhos e dourados de vender suas coisas ilegais. Levantou os olhos para o amigo. Fazia tempo que não o via tão perto.

- Olá. – Disse bebendo mais um pouco de seu liquido âmbar.

- Vamos para a Sonserina, aqueles comensais estão andando por aí. – Draco estendeu a mão para ele que a aceitou e levantou. Com a pressa possível chegaram salvos ao seu salão comunal. Blás simplesmente se jogou em uma poltrona.

- Quando vou poder entender o que está acontecendo afina¿ - Draco perguntou se sentando próximo.

- Talvez um dia. Se eu sobreviver a essa guerra, ou você, ou elas...

- Elas¿

- Draco, me escute. Essa guerra fudeu com tudo. Ela tem esse poder. Não precisamos estar no front para nos ferirmos, ferir, morrer e matar. Há tantas maneiras de fazer isso, e tudo motivado por essa guerra imbecil. Apenas tome cuidado. Apenas cuide do que parece começar na sua vida. Astória é uma boa garota. – O loiro franziu o cenho. Blás tinha os olhos tristes como nunca vira na vida. Nem mesmo a instabilidade do álcool o tirou aquele brilho mórbido.

- O que está acontecendo¿ Estou aflito. Desde o natal você e Pansy parecem mais zumbis do que seres vivos. Sei que terminaram, mas não faço idéia do por que. Eu sinto falta de vocês e estou preocupado. Me faça entender Blás! – Seu tom de voz mostrava todo seu desespero.

- Você não precisa entender. Eu amo Pansy como nunca achei que amaria alguém. Mas sempre fui imbecil e confundi tudo. A machuquei. E ela revidou como boa sonserina que é.

- Mas como..

- Já disse que não precisa entender. Aconteceu e pronto. Acabou. Muitas coisas acabaram. Muitas. – O moreno apertou os olhos. Sentia vontade de chorar, mas não o faria.

- O que mais acabou Blás¿ - Draco sentia um aperto no peito que não sabia explicar. Mas o amigo não o respondeu. Apenas abriu os olhos e o encarou sentido. Se levantou cambaleando em direção ao dormitório. O loiro afundou o rosto nas mãos se sentido péssimo demais até para pensar.

 

O mês de janeiro também ajudou aproximar um pouco mais Ron e Hermione. Ela foi abaixando a guarda com ele, que se mostrou arrependido e até carinhoso com Elizabeth. Escolhera o nome da rainha, afinal, sua filha era isso pra ela.

Também explicou aos meninos toda a história do espelho e de Blás. Falou da festa com sua prima, ocultando tudo que envolvesse Draco Malfoy. Obviamente eles começaram a cogitar a idéia de que ele era o pai de sua filha, mas ela afirmou com toda veemência que não era.

- Então quem é¿ - Ron perguntou um tanto vermelho.

- É um cara da escola logicamente. A gente foi se envolvendo quando você estava com a Lilá, fiquei péssima naquela época. – O ruivo pareceu ficar sem graça.

- Mas por que não podemos saber quem é¿ - Harry perguntou um tanto sério demais. Ela respirou fundo.

- Porque isso não é necessário. Eu me senti realmente muito mal naqueles tempos por estar vivendo uma aventura nas circunstancias em que estávamos. Eu escolhi estar aqui e ele nem sabe que agora tem uma filha. Por hora é melhor deixar as coisas como estão. – Harry abaixou os olhos e ficou mudo. Hermione achou aquilo estranho. Já Ron parecia ter ficado mais nervoso.

- Mas aquele sonserino idiota sabe, isso não é justo.

- Ron, ele.. er, nos viu uma vez. – Aquilo não era exatamente uma mentira. – E como ele já estava meio que se aproximando de mim por causa da festa das férias, eu achei melhor resolver isso com ele. Olha, acho que já expliquei tudo que podia pra vocês. – Ela suplicava com os olhos. Ron parecia que ia protestar, mas o amigo de óculos se levantou.

- Eu acho melhor nos concentrarmos nos próximos passos. Já temos uma arma para destruir horcruxes, precisamos é encontra-las. Vou ficar lá fora um pouco. – E com a varinha que o ruivo lhe deu, alegando ter pegado de um seqüestrador durante uma briga, Harry saiu da barraca. Hermione sabia que ele queria era pensar em tudo, e isso, não era bom.

- Eu vou dormir um pouco, assim posso trocar com ele. Vai cuidar da Eliz. – Ela sorriu para ele, que inventara o apelido para a filha.

- Obrigada. – E foi até sua cama onde sua pequena estava. A pele clara como a do pai. O cabelo escorregadio, Graças a Merlim, da cor dos seus. Elizabeth era bem uma mistura. O nariz fino dos Malfoy, a boca dos Granger. Mas quando ela abria os olhos, ah, era daquele azul de quando Draco estava em seus melhores momentos, e isso a fazia suspirar.

 

Já fazia algum tempo que ela estava parada a porta daquela sala vazia. O sol fraco de fevereiro estava se pondo naquela quinta, deixando tudo laranja e cheio de sombras. Há dias relutava em ter aquela conversa, mas precisava muito daquilo. Suspirou fundo e entrou fazendo o mínimo de barulho possível. Fechou a porta e seguiu em frente.

Blás estava dormindo com a cabeça encostada no tampo de uma das mesas. Ela sorriu com seu desleixo. O cutucou no ombro levemente. Ele resmungou alguma coisa, mas abriu os olhos. Lentamente levantou a cabeça e ficou tenso ao ver quem estava a sua frente.

- Você está bebendo demais. – Pansy disse em um tom casual se sentando em uma cadeira ao lado. Ele a acompanhava com os olhos.

- Aconteceu alguma coisa¿ - Sua voz saíra rouca pelo sono, pelo álcool e pela falta de uso. A morena encarava o quadro negro.

- De certa forma sim. – Silêncio por exatos dois minutos. Blás encarava o perfil da ex-namorada ansioso. Por fim ela o encarou de volta. – Eu ouvi sua conversa com Draco há uns dias atrás. Aquilo que disse é mesmo verdade¿ - O moreno franziu o cenho por um tempo tentando se lembrar do que tinha dito.

- Sobre.. eu te amar¿ - Ele tinha uma lembrança de ter dito isso em voz alta em algum momento.

- Exatamente.

- O que você acha¿

- Eu quero que você me diga as coisas como elas são. Estou cansada de supor. – Blás abaixou a cabeça e deu um sorriso triste.

- No começo eu estava com você por causa da Hermione e eu sei que seu caso não era diferente em relação ao Draco. Nós dois estávamos sofrendo uma baita dor de cotovelo e buscamos um no outro consolo. Conseguimos. Mas em um determinado momento alguma coisa mudou. Meu amor por Hermis era só amizade, e o meu consolo era mais que isso. No dia que você me colocou para fora do seu quarto, eu tive certeza no que ele tinha se transformado. Está doendo até agora.

- Você sabe por que eu te expulsei do meu quarto¿ - Ela se mantinha calma, ou aparentava tranqüilidade.

- Suponho que seja pelo que eu disse sobre seus sentimentos por Draco. – Ele voltou a olha-la, com uma esperança quase infantil de que ela dissesse que era mesmo isso e que ela o amava também. Mas Pansy desviou o olhar e ficou calada por mais um tempo.

- Você ainda acha essas coisas não é¿ - O olhar preso no quadro negro.

- Eu quero que você me diga as coisas como elas são. Estou cansado de supor. – Desta vez ela sorriu.

- O que aconteceu com você, bem, a recíproca é verdadeira. – Ela o olhou e ambos sorriram doces um para o outro.

 

Gina andava cada vez mais calada. Na verdade, desde o natal, ela guardava um luto não dito. Depois daquele parto horrível de Hermione, e a falta de comunicação, a fizera acreditar que amiga morrera. Harry sozinho com um bebê e seu irmão desaparecido. Ela estava quase surtando.

Depois de afastar o prato para o lado, começou a olhar em volta do Salão Principal. A realidade era que todos comiam em silêncio. Era como se Hogwarts estivesse agonizando, soltando seus últimos suspiros de vida. Foi quando ela viu Draco sair e logo em seguida uma menina, que ela já tinha visto com ele antes, seguir seus passos. Com um instinto que ela jamais soube de onde viera, se levantou e foi atrás.

- Ei! Draco! – Ele olhou de volta para ver Astória lhe acenando.

- Oi! Estava indo tomar um ar lá fora. – Ele apontou a porta.

- Posso ir também¿

- Claro. – Os dois saírem juntos e Gina alguns passos atrás também foi para o jardim.

- Esses dias você sumiu. – Astória comentou enrolando a ponta de seu cabelo.

- Ando meio desanimado com as aulas. Desanimado com muitas coisas. – Draco se recostou em uma árvore.

- Isso me preocupa, você é tão jovem. – Ele negou com a cabeça.

- A idade não tem nada a ver com isso. E não se preocupe tanto comigo.

- Não posso evitar. – Ela abaixou a cabeça e suas bochechas ficaram vermelhas. Draco achou aquilo muito doce.

- Astória, olha..

- Por favor, não diga nada. Já faço uma idéia do que vai dizer. Que sou mais jovem. Quase uma criança. Que você é cheio de problemas. Que estamos em guerra, e tantas outras coisas. Mas é que, eu acredito que todas essas coisas não tem nada a ver com isso, também. – Ela o encarou corajosa. O loiro a admirou por isso e ficou pensando no que dizer.

- Aconteceram tantas coisas que você nem pode imaginar. Eu me machuquei de uma forma que acredito ser impossível curar. E feri também. Eu não sei como evitar isso e nem sei se quero. Sua amizade me tem feito bem, mas...

- Se acalme! Não estou pedindo nada nem mesmo cobrando. Apenas deixando claro pra você como e o que eu sinto. É o que acredito ser o certo Draco. E mesmo que estivemos em guerra, eu prefiro apostar que temos tempo e que muitas coisas podem mudar. – Um vento bateu e os cabelos dela voaram para frente, como os de Hermione costumavam fazer. Ele soltou o ar pela boca.

- Então vamos apostar no tempo. Por enquanto deixemos as coisas como estão. Tudo bem¿ - Ela acenou com a cabeça.

- Eu vou entrar se não se importa. Está ventando muito.

- Eu também vou.

Os dois entraram sem perceber uma ruiva que acompanhara toda a conversa. Sentia raiva e uma certa admiração. Raiva porque sua amiga, ela acreditava nisso, havia morrido em conseqüência de seu amor por aquele loiro e ele agora estava a um passo de se envolver com a primeira sonserina que aparecia. E admiração, pois apesar de tudo, Draco estava seguindo em frente. Mas será que ele seguiria assim, se soubesse que tinha uma filha¿ O que aconteceria se Malfoy descobrisse que uma herdeira sua estava por ai perdida, com seu arquiinimigo¿ Gina resolveu que aquilo era algo muito interessante a se pensar, e assim também entrou para o castelo.

 

- Hermione, eu gostaria de falar com você um pouco. – Eles tinham mudado de lugar há uns dois dias. O frio estava menor e no fim da tarde ela gostava de ficar do lado de fora da barraca, ler um pouco, ver o sol se por, enquanto Eliz tirava uma soneca.

- Claro Harry.  – Ela não gostou do tom dele e a falta de Ron ao lado do amigo. Ele pareceu adivinhar o pensamento dela.

- Ron está tão apagado quanto Elizabeth. – Harry suspirou. – Olha, eu.. bem. Eu não sou a pessoa que mais sabe usar as palavras e fazer rodeios. Gina já até me chamou de grosso algumas vezes. – Deu um sorriso triste. Hermione sentiu as mãos suarem. – Er.. eu sei quem é o pai da sua filha. – Ela piscou algumas vezes. Esperava por essa conversa, mas depois dos dias que se passaram ela achou que tinha se livrado.

- Sa.. sabe¿ - A garganta arranhou.

- Draco Malfoy. – Harry não olhava pra ela. Na verdade, ele parecia fazer um esforço muito grande para não estourar e fazer escândalo.

- Eu.. como.. eu..

- Olha só. Naquela época eu estava te achando muito estranha, a gente até conversou, lembra¿ E eu também não sou tão lerdo como pareço e.. eu vi você uma vez com ele, no mapa. Eu nunca falei nada por que.. por que eu via como você estava. E eu preferi acreditar que o que eu tinha visto no mapa não era nada de um esbarrão entre vocês dois no corredor. Mas, Hermione, uma filha¿ Todo esse segredo só me fez enxergar o que eu não queria ver. – Ele ficou calado e a olhou. Ela respirou fundo. Ele queria uma explicação. Ele merecia, afinal.

- Eu quero te pedi perdão, antes de tudo. Eu fui suja com você e com Ron. As coisas foram acontecendo e eu..ah.. eu simplesmente perdi o controle de tudo. Um dia eu o encontrei muito ferido, e até hoje eu não sei por que, o ajudei. Foi quando eu descobri, bem, você sabe o que. Blás me prendeu em um voto perpetuo e eu não posso falar sobre isso com ninguém. Os dias foram passando, a minha tortura interna aumentando, e eu descubro que tinha o beijado em uma festa nas férias, sem nem ver. Foi tudo ficando pior, ele grosseiro como sempre, e então, eu explodi. Contei tudo a ele. E então as coisas foram mudando.. quando percebi estava aos beijos com ele. E Ron com aquela Lilá piorou ainda mais meu estado emocional. Me envolvi de vez com ele. Mas quando aconteceu o envenenamento do Ronald eu acabei com tudo. Não dava mais. Porém... eu recaí e quis um adeus. No dia seguinte acontecia toda aquela história com Dumbledore e eu nunca mais o vi. – Hermione ficou muda. Se sentia mais leve em por fim contar aquilo tudo a Harry. Era uma mistura de alívio e pavor. Se passaram uns cinco minutos até que ele emitisse um som.

- Já passou pela sua cabeça que todo esse “romance” foi uma maneira dele te distrair de tudo que estava acontecendo¿ - Ela teve vontade de chorar, mas se manteve firme.

- Claro Harry. Eu penso nisso... Não tenho muita certeza. Sei que tudo que ele fez foi por chantagem, mas também sei que isso não justifica. Ele.. bem.. não é como nós, definitivamente. – Ela não queria discutir com Harry as qualidades e defeitos de Malfoy.

- E o que você pretende fazer.. er.. quando tudo acabar¿ – Eles se olharam receosos.

- Nada. Quer dizer, vou cuidar da minha filha e seguir em frente.

- Sozinha¿

- Terei meus pais de volta, ao menos é o que espero. – Ela ficou mais triste. Pelo jeito os amigos não eram opção.

- Hermione, crescer sem um pai é muito complicado. Se o dela estiver vivo, ela merece te-lo por perto. Mesmo ele sendo... aquilo.. – Harry estava mesmo magoado.

- Talvez ele não a mereça.

- Eu tenho certeza de que não. Ron conversou muito comigo ontem a noite, enquanto você dormia. – Ela franziu o cenho.

- Sobre o que¿

- Elizabeth. Primeiro, nós dois achamos que seria muito melhor para ela a levarmos para um lugar seguro onde possa ser cuidada, enquanto essa confusão não acaba. E, tudo ficando bem ela precisará de um pai. – Harry a encarou fundo. Não chorar era impossível.

- Quer que eu me separe dela¿

- Você pode ficar com ela se quiser Hermione. Eu jamais lhe pediria uma coisa dessas!

- Eu sei. Mas te deixar não é uma opção também. – Ele se aproximou mais.

- Hermione por favor..

- Por favor digo eu. Nós já conversamos sobre isso. E vocês estão certos. Não posso coloca-la mais em risco do que já fiz.

- Ron me disse que tem um lugar seguro para ela. – Ela limpou as lágrimas. Apesar da evidente preocupação, Harry usava um tom frio para falar com ela.

- Onde¿

- A casa de Bill e Fleur. Mas isso quer dizer explicações Hermione. – Ela começou a sacudir a cabeça.

- Não! Eu não posso contar sobre.. sobre o Dra.. Malfoy! Não posso! – Seu choro era descontrolado.

- Claro que não. E é aí que Ron resolveu se dispor.

- Hã¿ - Ela estava mesmo entendendo o que ele estava dizendo¿

- Ron não sabe quem é o pai. Engoliu toda aquela sua história, ou preferiu assim. Mas ele te ama, e você sabe. Está disposto a reconhecer Elizabeth como filha. Vocês poderiam até se casar. Isso resolveria muitas coisas. – Ela ficou muda. Era tudo muito absurdo.

- Isso é ridículo!

- Não era até você esbarrar em Malfoy. Você estava apaixonada pelo Ron. Vocês sempre se gostaram Hermione! Meu Deus! Isso pode voltar a acontecer. – Ela fechou os olhos e chorou mais.

- Loucura Harry. Não posso fazer isso com Ronald. Não é justo.

- Não é justo ele saber de tudo. Seria muito pior.

- Quer que eu passe uma vida mentindo¿ Acha que não vai chegar um dia que ele vai me exigir saber a verdade¿ - Harry suspirou.

- Nós nem sabemos se vamos sobreviver amanhã. Só acho que isso torna as coisas mais calmas. Pense nisso. Vou entrar antes que ele acorde. – E sem lhe dirigir um olhar se quer ele voltou para barraca.

Ela chorou muito. Não queria pensar em nada na verdade. Mas sabia que era isso o que tinha que fazer. Resolver o que faria da sua vida e de sua pequena filhinha. E depois de pensar muito ela chegou a sua conclusão.

 


- Enfim vocês se resolveram¿ - Draco disse ao entrar no salão comunal da Sonserina depois do jantar de domingo. Pansy estava deitada nas pernas de Blás.

- Oi Draco. – Ela disse meio sem graça se levantando.

- Voltou a falar comigo então¿ - Ele disse meio magoado.

- Desculpe por esses meses. As coisas estavam meio complicadas.

- É, eu percebi. Vocês se resolvendo, resolve o problema que eu tenho com vocês, mesmo que eu não seja qual é¿ - Blás sorriu.

- Eu e Pam fomos meio idiotas. Não há problema com você. Fique tranqüilo.

- Eu não vou entender o que aconteceu não é¿ - Um barulho de livros caindo e alguém praguejando interrompeu a conversa.

- Astória¿ - Draco franziu o cenho ao ver a menina castanha. Desde a conversa de quinta a noite nos jardins ele não a vira.

- Ah, oi gente! – Ela olhou os três um tanto sem graça. Pansy a olhou e ergueu uma sobrancelha. Blás fechara a cara.

- Ei Astória, sente conosco. – A morena convidou. Draco abaixou a cabeça e o moreno a cutucou.

- Ahn.. eu não sei.

- Claro que sabe, é só se sentar. Eu e Blás já estávamos de saída e você pode fazer companhia ao Draco, como já tem feito. – O loiro a olhou.

- Pansy!

- Ah, o que¿ Eu estou falando alguma mentira¿ Bem.. vamos meu queridinho. – Ela acariciou o rosto de Blás.

- Na verdade Pam eu acho que..

- Anda Blás! – Ela falou já se levantando.

- Está bem. – Ele a seguiu e logo os dois tinham sumido pelo corredor que levava aos dormitórios.

- Me desculpe por isso. – Astória se aproximou de Draco a passos lentos.

- Não se desculpe, não aconteceu nada. – Ela se sentou onde antes o casal estava.

- Pansy as vezes tem uns rompantes.

- Que bom que voltaram a conversar. – Ela não olhava para ele. Parecia muito concentrada em colocar os livros em uma ordem lógica.

- Você sumiu esses dias. – Astória levantou os olhos.

- Eu... eu julguei melhor assim. – Draco se sentou ao lado dela.

- Não tive a intenção de te afastar, eu só disse a verdade.

- Eu imagino que sim. Mas... é. Bom, eu realmente não sei bem o que aconteceu com você, mas pelo que percebi, acabou. Talvez você só devesse continuar, se dar oportunidades. Já está tudo tão difícil. – Ela suspirou.

- Para a sua idade você é muito madura. – Ela negou com a cabeça.

- Eu não sou tão mais nova assim Draco, por favor.

- Não se ofenda. – Ficou um silêncio incomodo entre eles.

- Eu.. eu vou me deitar. Boa noite. – Ela se levantou e em seguida se curvou para apanhar seus livros que estavam em cima do sofá. Nesse momento Draco a encarou bem. Seu rosto fino, o nariz um pouco pontudo. Por Merlim, ela tinha sardas, poucas, mas tinha. Como nunca tinha reparado nisso antes¿ A boca pequena, rosada, cílios grandes, olhos claros. Seu perfume era doce, mas marcante. Os segundos de sua apreciação pareceram passar em câmera lenta.

Ela estava de pé, os livros nas mãos dizendo algo que ele não ouviu. Se levantou também. Acariciou o rosto branco com delicadeza, ato que a fez se calar imediatamente. Numa lentidão que marcava sua dúvida sobre o que ia fazer, aproximou seus lábios aos dela. Mais uma vez o barulho de livros ao chão.

Draco beijara Astória da maneira mais inocente que já fizera. Sua cabeça rodava. A sensação de beijar outra pessoa que não fosse a que ele amava com toda sua alma era um pouco estranha. Mas beijar alguém que lhe era tão parecido era quase como um relembrar momentos inesquecíveis. Sabia ser errado, mas era delicioso. Sentir a pele vibrar mais uma vez, o gosto do desejo na saliva.

Astória tinha seus encantos por ela mesma, não por ser um pouco parecida com Hermione. Foi por isso que ele pegou em sua cintura de jovem adolescente e aprofundou o beijo. Ele sabia que em parte, aquilo tudo era sua saudade pela grifinória, mas uma grande parcela era apenas e unicamente pelos encantos de Astória.

Draco estava encontrando, de novo, algo bom de sentir.
 

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Comentários: 4

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Enviado por Ninah em 15/07/2012
NÃO O DRACO TEM QUE FICAR COM A HERMIONE ,NÃO COM A ASTORIA.ELE TEM UMA FILHA EM COMUM COM A HERMIONE ENQUANTO C.OM A ASTORIA NÃO TEM NADA
Nota: 3

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Enviado por Angel_Slytherin em 10/04/2012

Bem... não gostei do final do capitulo! Não gostei mesmo... sou totalmente Dramione! Não suporto o Draco envolvido com nenhuma outra pessoa que não seja a Hermione.

Eu vou continuar acompanhando a fic na esperança que o Draco e a Hermione fiquem juntos. *--*

Beijos
Angel_S

Nota: 5

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Enviado por Roberta Santos em 28/12/2011

Ah,eu ja esperava que isso ia acabar acontecendo,mas eu gosto tanto de Dramione,queria que a Gina contasse pro Draco sobre a Mione e a Elizabeth,desculpa mas prefiro Lizzi a Eliz  Rs"

Ps:Amando a fic *-*

Nota: 4

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Enviado por juliana vieira em 22/11/2011

estou por aqui

realmente achava que isso pudesse acontecer, ron com mione e draco com astoria, mas sinceramente não queria que fosse esse o final para eles.

Nota: 1

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