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3. Um encontro desagradável


Fic: Imperadores dos Mortos - Cap. 4 ONLINE!


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Aparataram em frente a um típico pub inglês afastado de uma vila. O vento soprava esvoaçando seus sobretudos. Aos poucos, gotas de chuva começavam a pingar do céu nublado, aumentando a velocidade aos poucos. Encolheram-se sob seus sobretudos e correram para debaixo do toldo do local.


 


- Tem certeza que quer fazer isso, Harry? – Uma voz feminina perguntou. – Necromantes não são confiáveis. Você se lembra como eles nos trataram na primeira vez que os encontramos.


 


- É preciso fazer isso, Hermione. Professor Dumbledore confiava neles.


 


- Ele também confiava em Snape. – O garoto ruivo ao lado dele se intrometeu na conversa, bagunçando seu cabelo na esperança de retirar a água dele. – E ele está do lado de Você-Sabe-Quem.


 


- Não importa. – O tom de voz dele saiu mais seco do que gostaria. – Já estamos aqui mesmo. – Andou em direção a porta de madeira, parando em frente. Encarou a maçaneta dourada antes de tomar coragem e entrar. Sua respiração parou quando pôs os pés dentro do local. – Mas isto é –


 


- Um pub trouxa! – Hermione completou espantada também. Os três estavam boquiabertos. Correram os olhos sobre o local procurando os três necromantes, ou pelo menos um deles.  Resolveram subir as escadas e encontraram os três sentados em uma mesa num canto distante da sala. Os cigarros acesos dentro de um cinzeiro em cima da mesa. Edward e Dorian conversavam e riam animadamente e intercalavam grandes goles da bebida em seus copos entre uma frase e outra. Enquanto isso, Julie estava ao lado do marido, concentrada escrevendo algo, perdida em seu próprio mundo.


 


- Ah! Adoro essa música! – Eles ouviram Dorian falar alto. Prestaram atenção no som ambiente e perceberam que um jazz começou a tocar nas caixas de som. Dorian começou a dedilhar um baixo imaginário, fazendo caras e bocas enquanto Edward ria de suas palhaçadas. – Hey, folks. – Ele parou, fechou os olhos e fechou a mão em sua boca, como se segurasse um microfone. - Here’s the story of Minnie, the Moocher! – Ele começou a cantar junto com a música. Sua voz rouca e a roupa que usava combinavam com o clima que a música fazia e o mesmo lembrava um jazzista branco. Com o cigarro preso aos lábios, continuou a cantar animadamente. As pessoas que estavam presentes pareciam acostumadas com isso e até se mostraram interessados quando o homem de meia idade começou a cantar.  – She was a low down hoochie coocher! She was the roughest, toughest frail! – Subiu uma oitava na última palavra e imitou uma mulher sensual fazendo todo mundo do bar rir. – Vamos lá, Edward! But Minnie had a heart – Fez um sinal para ele continuar.


 


- As big as whale! – Completando a canção com uma voz grossa. Os dois caíram na risada novamente e as pessoas em volta começaram a bater palma. – Céus! Eu senti falta desses momentos que vínhamos aqui relaxar! – Comentou se inclinando na mesa. Entrelaçou os dedos na frente dele e ficou fitando Dorian. – Sempre foi assim. Nós dois nos divertindo e falando merda e a Julie perdida em suas palavras cruzadas. – Levantou as sobrancelhas e lançou os olhos em direção a ela.


 


- O autor de A Arte de Insultar? – Julie perguntou sem prestar muita atenção neles. – Vocês sabem? – Tomou um gole de sua bebida. Edward fez uma expressão de “sinto muito”. Dorian abriu um sorriso.


 


- Arthur Schopenhauer. Incrível você não saber disso! – Tacou uma bolinha de papel nela.


 


- Não tive tempo de ler seus trabalhos. – Respondeu sem se importar com o que ele acabara de fazer.


 


- Você ia gostar. É a sua cara! – A moça levantou uma sobrancelha ao ouvir o comentário. – Grosseria e pessimismo! Basicamente descreve você! – Ela o encarou e depois voltou a escrever.


 


Na entrada do pub, o trio de jovens estava atônito olhando para os três necromantes. O ruivo abriu a boca para falar algo, mas as palavras mal saiam de sua boca.


 


- Eles estão –


 


- Bêbados! – Rony completou a frase de Harry antes de começar a rir. – Eu realmente não acredito nisso! E agora?


 


- Vamos interromper eles, oras. – Harry deu de ombros e começou a caminhar em direção ao grupo, desviando-se das mesas e de uma ou outra garçonete que aparecia em seu caminho. Rony e Hermione o seguiram. Pararam ao lado da mesa do trio que ficou em silenciou quando notou a presença dos jovens.


 


- Chegaram no horário, hein? – Julie disse sem retirar os olhos das palavras cruzadas. – Puxem uma cadeira e sentem-se, por favor. – Sua voz mostrava indiferença fazendo com que os jovens bruxos ficassem constrangidos. Não fizeram nada. Ela olhou para eles. – O que estão esperando? Não vamos machucar vocês ou algo do gênero. – Meio sem graça, eles pegaram umas cadeiras na mesa ao lado, que estava vazia e sentaram-se a mesa. – Pelo menos não agora. – Seus lábios se contorceram num sorriso sarcástico, fazendo com os garotos ficassem preocupados.


 


Uma bolinha de papel atravessou a mesa.


 


- Pára de assustar os jovens, Julie! – Dorian falou enquanto amassava outro guardanapo. – Você leva a vida a sério demais! – Começou a rir e fitou Edward. – Aliás, algo que eu sempre quis perguntar para você. Como você consegue ficar casado com ela a tanto tempo? O sexo deve ser bom, certo? – Os dois começaram a gargalhar e Edward concordou. Rony segurou o riso enquanto Harry e Hermione não sabiam o que fazer e apenas olharam para a mulher. Para surpresa de ambos, ela apenas massageou as têmporas. – Moça, traz mais uma rodada de Guinness pra mesa! – Ele berrou pra garçonete que estava há 3 mesas de distância. Herminone começou a protestar dizendo que eram menores de idade e não podiam beber, mas Dorian pouco deu importância.


 


- Por que vocês escolheram um pub trouxa? – Harry perguntou sem graça tentando mudar de assunto.


 


- Faz tempo que a gente não vem aqui. – Julie respondeu fazendo pouco caso. – Além do mais, todos os bruxos das trevas adeptos a Você-Sabe-Quem devem estar atrás de vocês, mas não acho que procurariam num pub trouxa. Aliás, existem vários pubs trouxas. – Julie deu passagem para a garçonete colocar os copos de cerveja em cima da mesa e depois agradeceu ela.


 


- Faz sentido. – Hermione interrompeu. – Mas o que vocês planejam fazer? – Olhou pro copo com desgosto.


 


- “Vocês?” Bom, eu estou em débito com Dumbledore. Eu fiz uma promessa no qual eu ajudaria Potter. Mas quem vai trabalhar e planejar as coisas aqui são vocês, não a gente. – Respirou fundo. – Ficamos sabendo que o Lord das Trevas está aprendendo um tipo de magia muito poderosa. Não que ele precisasse. Mas a questão é, garotos: Ele vai aprender isso com facilidade e você – virou para Potter – não vai conseguir derrotar ele.


 


- A única razão no qual estamos nos intrometendo na história – Dorian disse – é porque estão envolvendo pessoas que não deviam. E essas pessoas têm um pequeno problema conosco. – Um sorriso sarcástico surgiu em sua boca. – E se a gente tiver chance de exterminá-las, por que não?


 


- E que problema seria esse? – Rony disse com uma careta após bebericar a bebida.


 


- Bom – Edward começou – somos necromentes, certo? Não existem muito de nós aqui no Reino Unido, deve ter em torno de 60 contando conosco. Somos uma sociedade secreta, pra falar a verdade e a única razão que eu estou dizendo isso para você é porque é realmente necessário vocês saberem. – Acendeu um cigarro. – Existem três tipos de necromantes. –Pegou três recipientes de tempero em cima da mesa e começou a colocá-los em ordem enquanto falava. - Os exorcistas, os neutros e os algozes. A Julie e o Dorian são dois exemplos de exorcistas enquanto eu sou um exemplo de neutro. Exorcistas são aqueles dominam e lutam contra demônios. Os neutros são aqueles que apenas trabalham com os espíritos e mortos vivos sem dominar as técnicas para invocar um demônio. E os algozes são que nem os exorcistas, só que eles costumam deixar os demônios usarem o próprio corpo para que fiquem mais fortes. Normalmente são necromantes sem escrúpulos que fazem rituais e matam por diversão. Na verdade, os exorcistas e os algozes são derivados da necromancia neutra. A ramificação aconteceu depois que um necromante fez um pacto com um demônio para ficar mais forte criando o primeiro algoz. Aqueles que eram contra isso, também começaram a estudar magia demoníaca para lutar contra. Podemos chegar a conclusão que todo exorcista é neutro, mas nem todo neutro é exorcista. E, apesar de sermos uma sociedade secreta, algozes são os maiores inimigos nos necromantes neutros e dos exorcistas.


 


- Dumbledore disse que ele conhece esse tipo de magia, isso quer dizer que ele também era um de vocês? – Harry perguntou interessado.


 


- Professor Dumbledore era um necromante neutro, mas ele resolveu parar de mexer com esse tipo de magia porque envolve muito da pessoa, seja o físico, o mental ou o espiritual. E a idade dele também não estava ajudando muito. – Dorian respondeu. – Tenho fontes de que Você-Sabe-Quem ganhou apoio dos algozes. Não que eles liguem para a guerra que está preste a acontecer, mas eles terão a chance de matar milhões de pessoas por puro prazer. Além do mais, em troca disso, o Lorde das Trevas está aprendendo esse tipo de magia. E é aí que a Julie entra em cena com você, Potter. Você vai virar um necromante. – Harry engasgou.


 


- Você tem certeza que não quer treinar ele, Dorian? – Julie realmente não queria fazer isso.


 


- Dumbledore pediu ajuda pra você e não pra mim. Além do mais, depois de ter sido SEU mestre, eu quero que você sofra bastante como EU sofri.


 


- Droga. – Murmurou de volta.


 


- Mas - Harry abriu a boca para falar algo, mas foi interrompido com a porta do bar explodindo. – o que foi isso? – Todos se levantaram rapidamente com as varinhas em mãos e olharam para as escadas.


 


Eles ouviram gritos e barulhos de coisas sendo quebradas e jogadas no chão. Dorian fez um sinal para que eles ficassem quietos e desceu as escadas devagar e olhou a cena. As pessoas estavam em pânico. Muitos pularam pelas janelas fugindo, outros se esconderam debaixo da mesa. O barman retirou uma escopeta da parede e mirou para o grupo que acabara de invadir o bar. Todos estavam de capas negras com o capuz cobrindo boa parte do rosto. Ele olhou atentamente e viu as máscaras. Comensais.


 


- Saiam daqui ou eu atiro! – O barman gritou para o homem que estava na frente do grupo. O homem se aproximou do barman que ainda matinha a arma em mãos. – Eu estou avisando! – Carregou a arma e apertou o gatilho. Porém, a bala pareceu que atingiu uma barreira invisível e ricocheteou para o teto fazendo com que pedaços branco caíssem sobre a capa do comensal que apenas olhou onde sujou. O barman deu um passo para trás, ainda empunhando a arma.


 


- Você sujou minha roupa. – Disse friamente e se aproximou do balcão. O Barman tentou ir mais pra trás, mas o armário de bebidas o impedia. O comensal retirou a arma das mãos dele e apontou para a cabeça do homem. – Vamos ver o estrago que essa arma trouxa faz. – E repetiu o mesmo procedimento do homem antes de apertar o gatilho.


 


Seu corpo caiu imóvel no chão sem a cabeça. O que restava da cabeça do homem estava espalhada pelo armário de bebidas. Mas não dava para distinguir entre pedaços do crânio, do cérebro e sangue.


 


- Hum... Gostei desse brinquedo. Acho que vou levar pra mim. – Jogou para o grupo de comensais. – Hora de fazer a festa, rapazes! – Virou-se para eles. – Porque, afinal, o mundo ideal é o mundo só de bruxos e agora que aquele miserável do Dumbledore está morto, nós podemos fazer o plano do Lorde das Trevas funcionar! – Seus companheiros aplaudiram, mas ficaram quietos depois que ele fez um sinal. – Não quero nenhum sobrevivente. – Foi lentamente em direção as escadas e parou a pouco centímetros do primeiro degrau. - Eu farei a limpa no andar de cima.


 


- Merda.merda.merda.merda.merda! – Dorian voltou correndo para o andar de cima. – Comensais invadiram o bar! – Olhou para o lugar vazio. – Onde estão as outras pessoas?


 


- Eu mandei eles saírem pela escada de emergência que tem naquela janela ali. – Julie apontou para a janela. – Fantástico.


 


Edward puxou Harry pela gola.


 


– Você estava sendo seguido?


 


- E-eu não sei! – Respondeu em pânico. – Como que eu ia saber se eu estava sendo seguido?!


 


- Edward, não temos tempo! – Foi em direção ao murinho da escada e se abaixou, escondendo-se.


 


- O que diabos você está fazen – Edward parou de falar quando viu o comensal subindo as escadas. – Ceeerto.


 


O homem mascarado deu uma rápida olhada no local antes de se focar em Harry. Por baixo de sua mascara, ele abriu um sorriso de satisfação, mas eles puderam ver isso em seus olhos claros e frios. Empunhou a varinha em direção de Harry, sem perceber que Dorian estava atrás dele.


 


- Ora, ora, ora... Quem diria?! Esse dia está ficando cada vez melhor! – Ele disse com um tom de voz divertido. Depois olhou pra Julie com grande surpresa. Julie estranhou.


 


Hermione tentou retirar a varinha do sobretudo, mas Julie rapidamente segurou sua mão e sussurrou em seu ouvido. Está tudo sobre controle. E depois viu Dorian andando abaixado discretamente. O comensal ainda não notara que ele estava ali. Seus passos eram de uma leveza tão grande que se ela estivesse na mesma posição em que o mascarado, ela também não perceberia. Sem mais nem menos, Dorian agarrou o calcanhar dele.


 


- Mas que porra é -


 


- Mudanças de plano. Nos encontramos na sede! – Disse com um sorriso para Julie. – Não demorem. – E aparatou antes que o comensal pudesse reagir de alguma maneira, levando-o consigo.


 


- Onde que é a sede? – Harry perguntou.


 


- Você verá. – Julie disse enquanto segurava os braços dos meninos. – Edward, você leva a garota. – Virou-se para eles. – Respirem fundo. – E aparatou. Edward fez o mesmo com Hermione.


 


--


 


Harry abriu os olhos e deu de cara com várias pedras, algumas tombadas, outras não, colocadas lado a lado formando um círculo. A essa hora, o crepúsculo já estava acontecendo deixando a paisagem com um clima bem sinistro. Ele reconheceu o local.


 


Stonehenge.


 


No centro do círculo, ele pode ver Dorian agachado fumando um cigarro enquanto encarava o comensal, agora sem mascara. Dorian estava com um leve sorriso nos lábios enquanto fitava os olhos do homem. Este, por sua vez, estava com uma expressão de extremo terror. Seus olhos castanhos claro estavam sem brilho e ele balbuciava algumas palavras desconexas e sem sentido. Harry reparou que, por alguma razão, o homem lembrava Julie. Ele virou para trás para olhá-la e, pela primeira vez, pode ver tristeza e temor em sua face. Ela começou a andar em direção dos dois.


 


- Dorian, já chega! – A voz saia arranhando sua garganta. Ela mal conseguia falar. Dorian ignorou a moça. – Dorian! – Ela berrou, fazendo um movimento com o braço bruscamente fazendo com que Dorian voasse para longe, batendo em uma pedra. O comensal caiu desfalecido no chão.


 


 - POR QUE FEZ ISSO? – Ele berrou de volta, massageando o ombro esquerdo.


 


- Você não parava, seu inútil! – Ela retrucou, tentando fazer a respiração e o ritmo cardíaco voltarem ao normal.


 


- Ele merece isso, você sabe muito bem! – O homem se levantou, tirando a poeira de seu terno.


 


- Isso é entre eu e ele! Não se meta mais na minha vida. Você não tem nenhum direito. – Deu as costas e foi em direção ao homem que estava desmaiado. Edward foi em direção a ela. O trio não sabia o que fazer e nem como reagir. Estavam perdidos no acontecimento.


 


- Julie, não faça nada que vá se arrepender mais tarde... – Edward disse quando segurou a moça pelo braço.


 


- Eu vou fazer o que eu já deveria ter feito faz tempo. – Se soltou da mão dele. – E ai de você se você me atrapalhar.  – Ele respirou fundo e foi atrás dela, só por via das dúvidas. A mulher retirou o sobretudo e jogou no chão ficando apenas com camisa branca e o jeans preto. Dobrou as mangas antes de pegar o homem pelos cabelos castanho e liso. – Acorda... – Deu um leve tapa no rosto dele. Não esboçou nenhuma reação. – Acorda! – Bateu mais forte, fazendo com que ele abrisse os olhos. Uma expressão de alívio tomou conta de seu rosto.


 


- Julie... – Ele disse com dificuldade, sorrindo.


 


- Ainda bem que está vivo. – Ela abriu um sorriso maior ainda. Dorian e Edward apenas olhavam a cena e não deixavam os garotos se aproximarem. Harry tentou perguntar quem era, mas fora interrompido. Lágrimas caíram dos olhos do homem. – Quem sabe agora eu não faça o serviço direito e acabe logo com sua vida, pai. – Seu olhar mudou bruscamente para um olhar psicopata. Ela tombou um pouco a cabeça de lado, deixando seu sorriso insano. – Me dê apenas um motivo pra te deixar vivo, seu desgraçado! E não me venha com falsas lágrimas, seu psicopata de merda! Eu sei muito bem como você é. – Puxou o cabelo dele fazendo com que levantasse junto com ela. Ele parou de chorar e abriu um sorriso.


 


- Parece que eu não consigo mais enganar você. – Todo aquele remorso que ele mostrou, desapareceu. Sua face sem expressão, apenas com um falso sorriso encarava ela. – Não sabia que ia puxar tanto a mim assim. Devo dizer que estou orgulhoso.


 


- Não sei porque raios deixei você com vida aquele dia.


 


- Você não teria coragem de matar seu pai. – Desafiou ainda com um sorriso de deboche.


 


Ela respirou fundo.


 


- Eu não vou te matar agora. Mas precisamos ter uma conversinha antes. – Arrancou a manga do braço esquerdo dele, revelando a marca negra. Uma tatuagem de crânio com uma cobra saindo pela boca. – Desde quando? E como você escapou de Azkaban?


 


Ele não respondeu. Ela apenas encarou de volta.


 


- Edward... – Se virou pro marido. – Quero que chame todos os líderes agora.


 


- Agora? Como assim agora?!


 


- Agora! Reunião de última hora. – Foi em direção a uma pedra, ainda arrastando seu pai pelo cabelo, e este sem reagir apenas andando calmamente com um sorriso nos lábios. Mordeu o dedão da mão direita, fazendo um corte. Em seguida, começou a escrever em latim enquanto recitava um encantamento. Uma porta dourada surgiu magicamente, junto com duas gárgulas douradas, cada um de um lado da porta.


 


- A senha. – O da esquerda mandou.


 


- Abra essa porcaria ou você vai ser uma ex-gárgula! – Esbravejou. Dorian chegou perto deles.


 


- Se eu fosse vocês, eu não a contrariaria. – Chegou mais perto ainda das gárgulas e cochichou. – Ela tá de TPM...


 


- A senha. – Ele repetiu.


 


- Você.realmente.vai.me.tirar.do.sério? – Os olhos cerrados e zangados dela faziam até o mais bravo dos homens estremecer. Por um segundo, Harry teve a impressão de que a gárgula tinha engolido em seco. Meio hesitante, o gárgula deu passagem abrindo a porta. Ela entrou, ainda arrastando o homem pelos cabelos. O grupo seguiu ela. – Pra que ter gárgula sendo que só dá pra abrir essa passagem sendo necromante?- Ela resmungou.


 


- Caaaalma, garota! – Dorian deu um tapinha no ombro dela. – Relaxa.


 


- Tinha que ser você pra ter essa idéia besta!


 


Assim que atravessaram a porta, se depararam com um corredor escuro. Aos poucos, enquanto andavam, as tochas na parede acendiam mostrando o longo caminho que tinham que percorrer. Na parede da direita, havia várias portas de madeira com maçaneta dourada. Na parede esquerda, notaram que havia vários quadros pendurados, um do lado do outro, com inscrições com o nome das pessoas e datas. O quadro mais velho era datado de 1600, o primeiro do corredor. Harry notou que era um senhor de rosto fino e cabelos longos e ondulados escuros. Sua feição carrancuda combinava com o longo nariz fino e torto feito um gancho. O peito estufado, fazendo com que ficasse em uma pose aristocrática e prepotente mostrava que ele fora um homem de poucos amigos. A mão direita branca segurava um livro grosso de capa roxa, sem escrita. Entre os dedos longos e finos, estava uma corrente no qual tinha um crucifixo, ambos dourados.


 


- O que está olhando, garoto?! - O homem no quadro cuspiu as palavras para ele, enquanto ajeitava o pano roxo que estava sob os ombros. Sua roupa era preta e lembrava a de um padre daquela época, só que em vez dos detalhes serem brancos, eram pratas. O jovem reparou também os olhos do homem. Grandes olhos azuis e sérios. Por alguma razão, lembrou de certa pessoa.


 


- Esse é meu descendente. - Dorian comentou. - Basicamente o primeiro necromante oficial. - Disse com orgulho. - E aí, vovô?!


 


- Me respeite! Não sou seu avô! E - empinou a cabeça - não tem como acreditar que temos o mesmo sangue. Queria que sua discípula fosse minha descendente!


 


- Blablabla. - Abriu e fechou a mão como se fosse uma boca, enquanto o velho falava. - Você só fala asneiras. Venha, Harry. - Saiu andando.


 


- Quem são essas pessoas no quadro? - Harry perguntou.


 


- Aqui é o corredor dos líderes necromantes do Reino Unido. E, como você pode ver, aquela coisa é meu descendente. - Fez uma careta. - Ele nunca gostou de mim. Sempre diz que eu não levo as coisas a sério e que só fico brincando. Por isso ele prefere a Julie. - Riu. - Basicamente, na minha família, pelo menos uma pessoa de cada geração é necromante.


 


- Já não está na hora dele casar, então? - Rony sussurrou no ouvido de Harry. - Quero dizer, o cara já deve estar com 40 e poucos anos!


 


- Eu já fui casado. - Ele respondeu com um leve sorriso.


 


- E o que aconteceu? - O ruivo perguntou, porém, Hermione o beliscou. - Ei! Por que fez isso?! - Resmungou.


 


- Ela está morta. - Sua voz sem expressão não disfarçou seu olhar triste. Rony parou de andar e engoliu em seco, sem graça. Harry apenas suspirou quando passou de seu lado.


 


Após andarem por mais um minuto, notaram o fim do corredor. Ainda olhando os quadros, Harry reconheceu a pessoa do último quadro. Um jovem de cabelo curto com a franja repartida ao meio que caía graciosamente sobre os olhos azuis. O rosto longo e fino com o nariz delicado. Sua feição séria e fria fazia com que o trio ficasse desconfortável, até que o jovem do quadro reparou em Hermione. Passou a mão pelo cabelo, jogando-o para trás, mas teimava em voltar para a posição anterior e piscou para ela, fazendo-a corar.


 


Harry se aproximou do quadro e leu a inscrição.


 


Dorian Hughes (1985 - 1996)


 


- Dorian Hughes?! - Se assustou ao ler. - Eu pensei que fosse ele! - Apontou para Edward. – Só que sem barba...


 


- Pára com isso. Eu era bem mais gostoso que ele. - Dorian disse analisando o quadro. - Agora que você falou... - Virou para Edward. - Por que diabos ta usando o mesmo corte que eu usava?


 


- Por que ela mandou. - Apontou pra Julie. - E um homem que se preze sempre obedece a esposa.


 


- Errado. Um homem que preza a vida sempre obedece a Julie. - Corrigiu ele.


 


- Isso ainda não explica o fato de vocês serem extremamente parecidos. - Hermione cortou eles.


 


- Ah, ele é meu sobrinho. - Dorian fez pouco caso. - A mãe dele é minha irmã gêmea. - Se apoiou nos ombros de Edward. - Ainda bem que você puxou a beleza da minha família. Mas, convenhamos. Eu sou muito mais bonito, muito mais inteligente, muito mais gostoso, muito mais legal, simpático, carismático, educado, esperto e com certeza eu tenho bem mais pegada que você.


 


- Você se esqueceu de falar sobre seu ego. - O pai de Julie comentou. 


 


Julie parou diante de uma grande porta dupla de madeira no final do corredor. Os outros pararam atrás dela. Edward abriu caminho entre eles e ficou de frente para porta, apalpando os bolso do sobretudo que usava.


 


Cadê... Cadê... Ah!


 


Retirou um grande molho de chaves de lá, causando espanto nos demais.


 


- Pra que tanta chave, jovem?! – Dorian perguntou.


 


- Ah... Bom... Tem a chave da porta daqui, a chave do portão principal de casa, a chave da porta da frente, da cozinha, dos outros cômodos da casa... – Edward colocou a mão na nuca, sem graça e soltou uma leve risada, fazendo com que Dorian desse um tapa na própria testa. Depois, abriu a porta.


 


Entraram em uma grande sala. As paredes pintadas de vermelho escuro e o chão de madeira davam um ar clássico ao local. Ao centro, uma mesa curva, em forma de semicircunferência estava lá. Na mesa, havia sete cadeiras de couro. A cadeira do centro era maior, lembrando um trono. Em todos os encostos das cadeiras, havia um símbolo desenhado em dourado.


 


- Edward, você poderia chamar os líderes agora, por favor? – Julie pediu. – E leve os garotos contigo. Eu e Dorian precisamos arrumar a sala.


 


Edward assentiu e antes de levar os garotos para fora da sala, ele beijou os lábios da esposa e saiu da sala empurrando o trio.


 


- Por que não podemos ficar lá dentro? – Rony perguntou para ele enquanto ele e os outros dois seguiam Edward pelo corredor.


 


- Ali... – Edward começou a falar. – É a sala de reunião dos líderes necromantes. Ao todo são sete líderes de sete países diferentes. Como já comentamos antes, não existem muitos necromantes no mundo. As reuniões com eles acontecem uma vez por ano normalmente. A última foi ano passado quando Julie virou a líder do Reino Unido.


 


- Ela é líder?! Mas ela não é muito nova para isso? – Hermione perguntou.


 


- Bom, o líder anterior achava que ela seria a pessoa mais indicada.


 


- Isso quer dizer que era o Dorian, não? – Harry se intrometeu. Edward pareceu surpreso. – O quadro dele era o último do corredor e estava datado de 1985 a 1996. O que quer dizer que ele comandou a seita –


 


- Sociedade secreta. – Hermione corrigiu.


 


- Sociedade secreta – revirou os olhos – Durante onze anos, não é?


 


- Quem diria que você presta atenção em algo? Parece que você não é apenas um nome famoso. Não pensei que tivesse cérebro. – Edward disse rindo fazendo com que o garoto ficasse bravo. – Calma, jovem. Estava brincando. Não leve a vida tão a sério... – Parou em uma porta e abriu.


 


Era um pequeno escritório com armários cheios de pastas e papeis. Na parede oposta a porta, havia uma escrivaninha de madeira organizada. Penas, lápis, canetas, tinteiro, papéis. Tudo devidamente organizado em cima da mesa. Pendurado na parede havia duas lousas negras. Os garotos olhavam curiosos. Edward notou.


 


- Ah... É só um pequeno escritório onde a gente deixa guardado as notícias e casos mais importantes. Pode não parecer, mas a gente fica de olho em tudo.


 


- Pensei que não se importassem com os outros.


 


- A gente não se importa. Mas se algo ameaçar o mundo, não é legal pra gente porque o mundo pode acabar e eu sou muito jovem pra morrer agora. – Pegou um giz branco e começou a escrever na primeira lousa. – Essas lousas são usadas como quadro de avisos. A primeira, só os líderes tem. Existe uma lousa para os lugares mais comum em que os líderes vão. Como casa, trabalho, sede dos necromantes e etc. A segunda lousa, é para os membros do Reino Unido. É aqui onde a gente avisa quando irá ter reunião. É mais eficiente do que usar uma coruja ou um patrono.


 


Reunião de última hora. Venha o mais rápido possível. Reino Unido.

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Comentários: 1

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Enviado por pameziliotto em 24/10/2011

Apesar de eu estar morrendo de preguiça eu vim comentar, isso é um grande feito ok? u.ú' O cap ta foda OPSAKOSAKOSK eu podia deixar o comentario assim né? mas vooc provavelmente me amaldiçoaria até minha ultima geração, como já tava ameaçando kkkk' Hum, Dorian é sexy, o Edward é legal e eu to louca pra ver o quanto a Julie vai fazer o harry sofrer POSKPOSKOSPAKSAK bom, se vooc não demorar muito com o próximo eu faço um comentario mais HAHA

Nota: 5

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