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34. Sacrimony (Angel of Afterlife)


Fic: O Paladino de Hogwarts - Cap 35 on. Escrevendo o 36...


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         Ele é liberado no dia seguinte, mas não vai para as aulas. Ele vai para seu quarto nas masmorras. A fotografia guardada no bolso esquerdo da camisa. O sorriso e a alegria de sua mãe e de Alleria na foto fazem seu coração doer. Ele havia quase esquecido a dor de perder Alleria. Mas agora ela voltava ainda mais forte. Alimentada pela dor de perder a mãe.


         Sua cama estava perfeitamente arrumada, mas os presentes que ele deliberadamente havia deixado na enfermaria estavam ao lado dela. Os elfos eram eficientes até demais. Mitkov senta em sua cama e esconde o rosto nas mãos. Inspira profundamente. As lágrimas não lhe vinham. Nenhum alívio para os Holopainen. Sua mãe não morrera em combate. Ela era uma Holopainen por casamento, mas não morrera lutando. Sua culpa. Sua mãe, Alleria, Amaranth. A verdadeira Amaranth, não a tomada. Todas mortas por sua culpa. Os Le Fay eram os amaldiçoados a não terem homens, mas parecia que os Holopainen não podiam ter mulheres. Que ele não podia. Tudo o que ele tinha de precioso lhe era retirado. Sempre.


         Sua consciência se esvai lentamente, tomada pelo sono. Ele adormece somente quando o barulho dos companheiros de casa já estava começando. Observa seu corpo deitado e olha em volta. Isso estava se tornando extremamente comum. A iluminação do ambiente mostrava que ele não estava sozinho. Reconhece o calor e a luz, mas demora a se virar.


         As asas de penas flamejantas se movem, abrindo e varrendo o lugar. Nada em chamas e uma das asas estava atravessando a cama. A voz ecoa, crepitante como um incêndio em uma floresta, ecoando diretamente na mente de Mitkov.


         - O preço foi pago em sofrimento. - Ele não era capaz de detectar qualquer sentimento na voz. - Agora você está pronto.


         - Pronto para que? Porque continuar lutando se eu não tenho mais por quem lutar? - Mitkov sentia sua raiva vindo à tona, toda de uma vez.


         Uriel se aproxima de Mitkov, seu rosto de pura luz ofuscando o rapaz. As asas de Uriel o envolvem, o calor abrasivo incomodando até mesmo Mitkov.


         - Os Holopainen lutam por honra, por orgulho e por mim! - A voz dele não mudava de tom, mas o sonserino era capaz de sentir a reprovação. - Você também irá. - O arcanjo vira as costas e começa a caminhar para a porta, se afastando. - Mas se você precisar de algum incentivo, Azrael conversará com você. - E não estava mais lá.


Em seu lugar, havia uma pessoa alta usando um manto negro exatamente como os comensais. De suas costas, haviam asas, ou pelo menos o esqueleto de asas. Pelo o que Mitkov sabia de anatomia, eram asas de pássaros, mas era difícil dizer com certeza. O rosto era oculto com um capuz e não era possível ver nada, pois sombras se escondiam. Apenas um tênue brilho azul na altura de onde deveriam estar os olhos.


         - Muito prazer, Jovem Mitkov. - A voz não era masculina nem feminina. Não trazia o crepitar da voz de Uriel, mas trazia pesar. Um pesar inimaginável. A mão de Mitkov vai instintivamente ao peito. Sua mente tomada por todos os momentos bons que passaram com a mãe e com Alleria, e sobre tudo isso o conhecimento de que isso nunca iria voltar. - Imagino que minha presença nesse momento lhe seja... Sufocante. - A mesma voz sem tom.


         Mitkov estava de pé, as mãos na cabeça, tentando controlar sua mente. Tentando controlar a vontade de chorar e a ausência de lágrimas. O vazio em seu peito. O vazio que ameaçava lhe consumir. No limiar de sua visão, via Uther e os gêmeos rindo baixo, entrando no quarto e indo para suas camas. Um deles vê Mitkov dormindo e faz um sinal para que todos fiquem em silêncio. Por mais que seja raro, todos respeitam a dor que ele deveria estar sentindo. Talvez por medo. Todos sabiam que ele havia matado Amaranth.


         - Lorde Uriel me pediu para lhe mostrar uma coisa. Uma coisa para lhe incentivar a lutar. Para lhe mostrar o lado certo da luta. - O ser se aproxima de Mitkov e estende a mão muito branca. O garoto não conseguia identificar se masculina ou feminina. Olhava paralisado para a mão que se aproxima de sua testa, todo o resto ficando cada vez mais escuro.


         Subitamente, uma claridade ofuscante lhe cega, sua mão instintivamente procurando tampar o sol. Fica cego por vários minutos, sentia-se impotente, sem sua varinha e sua espada. Quando finalmente seus olhos se acostumam, percebe que não estava mais no castelo. Estava em um parque. O ar era fresco. Não estava quente e nem frio. Havia um belo lago com diversos cisnes e patos. Várias árvores, mas espaçadas entre si. Um parque imenso. Era perceptível a mão do homem na organização. Um pequeno parque onde ele via, de forma estranha, várias pessoas. Elas pareciam fora de fase. Piscavam e mudavam de lugar. Apenas uma não fazia isso. Apenas uma o olhava.


         Alleria sorria, os braços para trás do corpo, a postura relaxada e o olhar travesso de quem sabe o que quer. Assim que percebe que havia sido vista, ela se aproxima e toca o rosto do sonserino.


         - Eu estava com tantas saudades... - A voz dela trazia uma sonoridade diferente. Mais musical. Mitkov sentiu as lágrimas descerem seu rosto quando ele a abraçou forte, escondendo as lágrimas no ombro dela. Ela era mais baixa do que ele e estava exatamente como ele lembrava. Mantinha até o uniforme da escola, com o brasão da escola e a gravata verde e prata que ela nunca prendia com um nó. - Calma... Está tudo bem agora...


         O rapaz não conseguia parar de chorar, mas Alleria lhe afasta um pouco e sorri. O pega pelo queixo, como fazia quando estavam sozinhos e puxa de leve, dando-lhe um selinho e rindo. Mitkov passa a mão no rosto limpando as lágrimas e sorri para Alleria. Estava tudo bem agora.


         O casal se senta próximo do lago, Alleria o guia para um lugar onde um piquenique estava preparado, de uma cesta, ela tira um pão e o faz em pedaços, jogando para os cisnes e para os patos. Mitkov abre a boca para falar alguma coisa, mas Alleria o interrompe levantando a mão.


         - Eu sei que eu estou morta. Eu me lembro... - Ela se aproxima e descansa a cabeça no ombro dele. - Eu não me importo. Vivi o que tinha que viver... - Levanta a rosto, o encarando e se aproxima, iniciando um beijo. O guerreiro não sabia o que pensar. Sentia-se perdido. - Eu estou feliz que nos conhecemos. Não foi culpa sua... - E o empurra, fazendo com que deitasse no pano estendido. - Eu quero que você seja feliz.


         - Eu te amo. – Mitkov havia conseguido falar. Essas palavras estavam entaladas em seu peito desde a morte dela. Passara dias se remoendo por não ter respondido direito. Alleria sorri e o beija novamente.


         A garota desfaz o nó da gravata dele e senta-se em cima dos quadris do sonserino. Começa a desabotoar a camisa e a beijar seu peito, descendo um pouco a cada beijo. Pouco depois, as vestes deles já estavam na grama próxima, a comida do piquenique completamente esquecida.


 


         O jovem sonserino não conseguia saber há quanto tempo estava ali, abraçado com Alleria, com ela descansando a cabeça em seu peito. Ele conta as coisas que havia feito e ela agradece por ele ter matado a Leoa, mesmo que não de forma permanente. Fazia muito tempo que ele não se sentia tão feliz. Tão completo.


         Depois do que pareceram ser dias, onde o sol não se movia e os dois não se cansavam jamais, Mitkov percebe que eles tinham companhia. O mesmo vulto com asas esqueléticas que o havia mandado para ali estava parado na sua frente, como se estivesse ali desde o início dos tempos.


         - Espero que você tenha entendido as recompensas que os servos do Éden encontram no pós vida. – Nesse lugar, a voz do anjo ressoava de forma que não lhe incomodava. Como se o pesar não pudesse atingi-lo do lado de Alleria.


         - Eu não posso ficar aqui, desde já? – Ele sabia a resposta. Sabia que era um ato egoísta, mas ele podia se permitir isso. Ele não queria voltar a sofrer. Sabia, em sua alma, que no fundo ele era apenas uma criança que crescera rápido demais.


         Azrael não se dá nem mesmo ao trabalho de responder. Com um abrir e fechar de asas, eles estavam sozinhos em uma planície sem fim. A terra árida sob seus pés e um infinito céu sem nuvens sobre a cabeça. Um trono de ossos surge quando o Anjo da Morte se senta, onde antes não havia nada.


         - Lorde Uriel pediu para lembrá-lo que nós cuidamos da alma de Alleria e a mantemos segura e confortável. Para ela, esses minutos que passaram juntos durarão eternamente. Até que lhe seja concedido o direito de descansar, quando então poderão passar toda a eternidade juntos, até o dia do Juízo Final, quando seus serviços serão novamente requeridos. – Mitkov não consegue disfarçar a surpresa. Minutos? Pareceram horas. Talvez dias. – É válido recordá-lo também, que caso não cumpra sua missão à contento, o Estrela da Manhã ficará feliz em receber uma alma tão tenra e jovem em seu reino de pesadelos e torturas. Esperamos que comece sua busca rapidamente, honrando a existência de sua família, e como forma de agradecimento por Lorde Uriel ter despertado sua ascendência.


         Com esse último aviso, Mitkov estava novamente no quarto, em sua projeção astral. Sozinho. Sentia seus pensamentos lentos, tentava assimilar tudo aquilo. Seu pai nunca fora religioso. Sua mãe nunca discutia religião com ele. Mas sua família parecia ter uma ligação profunda com a Igreja Romana. Ele se lembrava que sua família havia surgido durante as Cruzadas, e que alguns dos primeiros membros da família se tornaram até mesmo Cardeais, mas era a tradição das famílias nobres da época. Em menos de cinqüenta anos isso havia parado. Seu pai lhe dissera que Holopan fora um herói, mas que sua espada fora forjada por duendes, não que era a espada de um Arcanjo.


         Antes que conseguisse voltar para o seu corpo, percebe que Uther e Richard estavam completamente parados. No meio de um movimento, o que só tornava tudo mais estranho. Mitkov se aproxima deles, e percebe que a bola de papel que Uther atirara estava parada no ar. Ele suspira resignado, aparentemente as manipulações e ameaças dos anjos ainda não haviam terminado.


         Olhando ao redor, percebe um vulto negro, mas esse sem as asas em ossos. Estava parado no meio quarto, observando o corpo adormecido de Mitkov. Ou melhor, parada, porque esse vulto era nitidamente feminino.


         - Azrael? – Mitkov arrisca, com a voz neutra de quem não se surpreende mais. Ele não sabia se era vulnerável nessa forma, mas a falta de sua espada lhe incomodava profundamente.


         O vulto se vira para Mitkov e ele vê o cabelo loiro e bem cuidado descendo do lado direito. A mão direita do vulto sobe até o capuz, com as unhas esmaltadas em um vermelho brilhante, a pele extremamente bem cuidada. Depois de um momento de hesitação, o vulto retira o capuz e Mitkov se move, levemente incomodado.


         A mulher possuía um olho verde belíssimo e um cabelo loiro tão lindo quanto o de Vanessa. Tudo em sua aparência era perfeito: seus lábios cheios e vermelhos, sua pele muito alva, mas com um saudável rubor, como se houvesse acabado de sair de um lugar frio. O único problema é que essa aparência perfeita era apenas na metade direita do corpo. Exatamente a metade. A metade esquerda era a de um cadáver apodrecido há muito tempo. O olho que seria verde e belo não existia, havendo somente uma órbita vazada. O cabelo que era loiro, liso e sedoso do lado direto nascia em tufos amarelados, mas não um amarelo que vinha do loiro, era um amarelo de algo velho. De um cabelo que é branco há tanto tempo que se torna amarelado, como pergaminho. Os lábios murchos e fendidos, o nariz era uma paródia apodrecida da outra metade. Sua pele era cinzenta e morta, mostrando diversas feridas antigas e infecções secas. A pele de um cadáver. A mão esquerda que agora aparecia era ressecada e enegrecida. Como se o sangue morto houvesse se acumulado ali. Três das unhas estavam quebradas em pontos diferentes, as duas únicas que não estavam quebradas eram grandes e amareladas, em formato de garras decrépitas. Toda a metade esquerda estava suja e ferida, como um cadáver abandonado. Ela emanava um cheiro de podridão e rosas ao mesmo tempo. Ele tinha certeza que a metade direita do corpo emanava o cheiro de limpeza e rosas, enquanto a esquerda cheirava como o cadáver que parecia. Mas a roupa estava uniformemente limpa e arrumada, seu longo manto negro escondendo todo o corpo exceto as mãos e o rosto.


         - Não me confunda com um assecla do Um. – A voz da mulher era ao mesmo tempo bela e aterrorizante, apaixonante e intimidadora. – Eu sou Hel, a Senhora do Submundo. – Ela levanta a mão esquerda quando Mitkov abre a boca para falar. – Eu sei que os anjos retêm uma alma que lhe é cara, mas eu vim aqui para lhe mostrar algo. – E estende a mão direita para ele, que avança lentamente, olhando para seu próprio corpo.


         Novamente estava em um lugar diferente, mas enquanto o outro era claro e pacífico, nesse ele ouvia gritos. Estavam distantes, mas ele era capaz de ouvir. Estava no salão de um castelo impossivelmente longo e impossivelmente grande. Havia uma mesa imensa, correndo até onde a vista alcançava. Ainda segurando a mão de Hel, ele olha para o rosto dual da mulher. Ela sorri, de alguma forma, bondosamente. Apenas o lado direito sorria, o lado esquerdo permanecia morto e sem emoções. Ela caminha, segurando a mão de Mitkov, e a mesa passa do lado deles rapidamente, as pessoas sentadas sendo apenas borrões. Caminham por alguns minutos até que ela para. Um trono feito de mármore negro a esperava na cabeceira da mesa. Do lado direito do trono, uma mulher se levanta e Mitkov reconhece sua mãe, que corre para abraçá-lo.


         Ele olha para Hel, confuso. Noite movimentada para os mortos. Primeiro Alleria, agora sua mãe. A deusa nórdica abana a mão esquerda, apontando para sua mãe.


         - Como você está? Está se alimentando direito? Eu jamais ia imaginar que aquela menininha linda que você estava namorando fosse a Leoa. – E para ao ver a expressão de seu filho. – A culpa não foi sua! Não fica assim filho... – Os olhos de Mitkov estavam cheios de água. Esse lugar não trazia o alívio do anterior. Ele abraça a mãe mais forte e começa a soluçar. – Não fica assim filho... Mamãe está bem. Está feliz aqui... – Ela se afasta um pouco, levantando o rosto do filho. – Aqui é o meu lugar. É onde eu estou com a minha mãe e os meus irmãos.


         - Mas mãe... E os gritos? – Ele olhava para o ambiente lúgubre ao redor.


         - Estamos em Helheim, filho. Gritos são coisas comuns, mas eu não tenho o que temer. – Ela sorria. – Eu sempre soube que viria para cá. Assim como os Holopainen sempre sabem. – Passa a mão na cabeça do filho, colocando atrás da orelha dele uma mecha dos longos cabelos negros.


         - Eu não sei... – A encarava, confuso.


         - Todos os Holopainen morrem lutando. Eles fazem isso porque os Holopainen devem ir para o Valhalla. – Hel os observava de longe, e acente com a explicação. – Somos famílias do norte e nossos deuses são os nortenhos. Sua avó era uma Valkíria. Por isso o sangue dos Holopainen é tão procurado. Vocês descendem dos deuses. – Ela abraça o filho novamente. – Agora vai conversar com Hel, que ela precisa falar com você...


         Mitkov se vira, sempre obediente, e começa a andar na direção da deusa do norte, mas algo lhe segura o pulso. Quando ele se vira, pensando ser sua mãe, vê uma mulher de cabelos ruivos, mas com os olhos idênticos aos de sua mãe. Vários dos traços eram semelhantes, como o nariz ou a linha do queixo.


         - Eu sou Valkirye Virtanen, sou sua tia... – Ela a possuía algumas olheiras, mas nada que maculasse sua aparência. Mitkov tinha a impressão de que a conhecia de algum lugar. Talvez alguma foto ou algo assim. – Eu só queria pedir para você cuidar da minha filha... Da Aileen... Eu te garanto que o Dom da Profecia é forte nela. Forte até demais. Proteja-a, por favor... – Antes que Mitkov pudesse responder, a voz de Hel o trás de volta à realidade. Sua tia já estava sentada ao lado de sua mãe.


         Sem tocá-lo, Hel caminha calmamente para uma porta que havia surgido em uma parede próxima. Mitkov não tinha certeza de que a parede estava ali antes, quanto mais a porta. A deusa passa pela porta e a mantém aberta, obrigando Mitkov a se abaixar e passar sob o braço esquerdo dela. O cheiro de podre o estonteia, mas ele tenta disfarçar o melhor que consegue.


         A sala onde se encontravam possuía uma mesa muito pequena e circular, com uma cadeira de cada lado. Hel se aproxima da mesa e se senta, gesticulando com a mão direita para que Mitkov se sente. Quando ele faz, o cheio de rosas e podridão lhe revolta o estômago, mas ele se mantém por puro orgulho.


         - Eu espero que tenha entendido o meu ponto. – Ela sorria para ele, encantadora e revoltante, simultaneamente. Como que respondendo ao olhar inquisidor de Mitkov, ela continua. – Os Anjos desejam os Livros de Merlin, mas como eles não podem ser retirados de Midgard, eles querem que você os encontre e oculte. Eles lhe ofereceram a alma de seu primeiro amor como prêmio, mas nós podemos oferecer mais. Em meu reino descansam todos os nortistas que não morreram em batalha e em Valhalla, quase todos os que morreram lutando. Sua família quase toda está lá. – Ela lhe oferece algo de dentro de um chifre que, ele era capaz de jurar que não estava ali há poucos segundos, mas Mitkov nega. – Nós não ameaçaremos sua família. Estamos muito ocupados nos preparando para a Batalha Final, o Ragnarök. Nós lhe oferecemos simplesmente a chance de se juntar aos seus antepassados em morte. – Ela pareceu suspirar, quando se aproximou mais do jovem. – Reúna os livros, conforme lhe foi pedido, ou continue em sua vendeta particular. Mas se os reunir, deixe-os em sua casa. Odin pediu para lhe informar que sua casa esta protegida contra quaisquer intrusões. Quando reunir todos, destrua-os e Odin lhe garante um lugar de honra entre os Einherjar. Talvez comandando todos os Holopainen que descansam e lutam em Valhalla. – Ela se levanta, e abre os braços.


         Mitkov acorda, sufocando, na Ala Hospitalar. Vanessa lhe segura, o frio de suas mãos acalmando o sonserino, que começa a respirar ruidosamente e tossindo várias vezes.


         - Eu disse que ele não estava morto de vez... – Ele ouve a voz de Masako ao longe, usando o seu tom de professor com alguém. – Ainda não chegou a hora dele e, talvez, nunca chegue. – Outra voz fala algo que ele não consegue ouvir direito. – O que foi? A senhora já o viu lutando. Duvido que alguém consiga matar ele agora...


         A voz de Vanessa mal lhe chega aos ouvidos, o negrume da inconsciência começa a obscurecer sua visão e sua audição, e ele mergulha rapidamente em um sono sem sonhos.

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