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15. Explicações do passado, compli


Fic: De Volta Para Os Seus Braços


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Sem mais delengas, que ja teve muita...

15 - Explicações do passado, complicação no futuro.

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Rony demorou a abrir os olhos quando acordou. Sentia-se extasiado com noite que havia sido perfeita. Um sorriso brincava em seus lábios quando um barulho de algo se espatifando o despertou de vez. Ainda de olhos fechados ele tateou a cama, procurando pelo corpo macio e quente de Hermione, que não estava ali. De súbito sentou-se na cama, outro barulho na sala.


- Hermione? – chamou.


 O silêncio momentâneo e logo após o barulho da porta se fechando fez com que ele se levantasse correndo, enrolando de qualquer jeito o lençol na cintura. Desceu correndo os degraus da escada, quase tropeçando ao chegar à sala. Ele abriu a porta a tempo de ver Hermione entrando no elevador.


- Hermione! –chamou.


 A garota olhou para trás, parecendo insegura, sem saber realmente o que fazer. Ela continuou segurando a porta do elevador, para que ele não descesse. Precisava descer logo, antes que toda sua coragem se esvaísse.


- Hermione! – Rony disse, saindo do apartamento. – Mas o que..?


Ela o encarou, aflita, mas ainda assim admirando o quanto ele era ainda mais bonito depois de acordar. Os cabelos ruivos indisciplinados, caindo de qualquer jeito na testa enrugada, o peito salpicado de sardas e com algumas cicatrizes, arfante, e os olhos azuis que tinham o dom de mudar de tonalidade de acordo com seu humor. Agora, eles estavam azul tempestuoso, que ela não gostava.


 - Estou indo para casa. – ela disse, tentando ser firme.


- O quê? Não! – ele protestou. – Você não pode ir embora assim!


 Hermione umedeceu os lábios, não adiantou muito, já que sua boca também estava seca. Ela respirou fundo e disse:


- A gente não devia...


- Não devia o que, Hermione? – Rony perguntou, irritado. – Para de tentar negar o que a gente sente um pelo outro!


- Não é isso, Rony! – ela responder, nervosa. – É só que...


- Não, Hermione! – ele a cortou. – Você não pode fazer isso comigo! Não de novo!


- Rony, eu...


- Você ia me deixar sozinho mais uma vez me fazendo achar que eu fiz algo errado! – ele disse exasperado. – Nós não temos mais dezessete anos! – ele falou passando as mãos nos cabelos. – Você disse que me ama! Pelo o amor de Deus!


 Hermione olhou para o baixo, sem coragem de encarar o ruivo. A noite anterior havia sido a mais bonita e maravilhosa de todas, mas ainda assim, precipitada. Não deveria ter acontecido, não quando ela havia proposto que o melhor era esperar.


 Ela podia sentir o vento do elevador atrás de si, ela só precisava entrar. Deu um passo para trás, se afastando dele.


- Eu sei. – ela disse, sem forças para encará-lo. – Eu preciso ir.


- Você se arrependeu? – perguntou, magoado.


- Rony,eu... – ela tentou falar, mas um nó apertava sua garganta. – Sinto muito. – disse entrando no elevador.


- Não faz isso, Hermione! – ele implorou ao ver a porta se fechando. – Por favor, Hermi... – a porta fechou. – Merda! – ele socou a parede.


 Rony continuou parado olhando para a porta do elevador fechada, esperando que ela fosse abrir e revelar Hermione arrependida de ter dito aquelas poucas palavras que tanto o machucaram. Mas isso não ia acontecer, o marcador dos andares anunciara que o elevador havia chegado à portaria, ela havia ido embora mais uma vez. Suspirou inconformado com aquela situação e voltou para o apartamento.


 Seu elfo doméstico recém contratado estava parado na soleira da porta da cozinha com uma bandeja de café da manhã. Rony o olhou meio desnorteado sem saber o que falar ou fazer, Hermione havia acabado com sua linha de raciocínio, mais uma vez, como sempre fazia.


 - Bom dia, Sr. Ronald. – o elfo disse com sua voz fininha. – Alo pretendia levar seu café na cama. – falou. – Ou Alo pode fazer a mesa, se preferir. – os olhos azuis como bolas de gude encaravam o dono sem saber o que fazer.


- Obrigado, Alo, mas estou sem fome agora. –Rony disse ainda desnorteado.


 O elfo arregalou os olhos, estranhando. Estava apenas há três dias com o novo patrão, mas sabia que ele tinha um apetite fora do comum, às refeições eram sagradas.


- Está tudo bem, Sr. Weasley? – perguntou. – Alo pode fazer alguma coisa pelo senhor?


- Está tudo bem, Alo. – Rony disse – Vou deitar mais um pouco.


 


Hermione esperava por Gina ansiosamente. O capuccino em sua mão já havia esfriado, mas ela não se importava realmente. Assim que chegara em casa, mandara uma coruja para amiga avisando que era imprescindível que se encontrassem dali há uma hora na praça perto das casas de seus pais.


 Assim que viu a ruiva, Hermione deu um salto do banquinho de pedra e abraçou a amiga. Gina retribuiu o abraço, a confortando, sentindo a aflição de Hermione. Ela se afastou um pouco e notou que algo havia acontecido. Hermione tinha um brilho diferente nos olhos, mas a expressão de seu rosto demonstrava que algo muito errado acontecera.


- O que aconteceu, Hermione? – Gina perguntou puxando a amiga para sentar. – Você está estranha.


- Dormi com o Rony. – Hermione falou.


 Gina encarou Hermione por alguns segundos até digerir a informação. Parecia que tinha levado um balaço na cabeça. Ela abriu a boca uma ou duas vezes para falar, mas sua voz parecia ter sumido de repente.


- Gina? – Hermione chamou.


- Merlim! – a ruiva disse cobrindo a boca com as mãos. – E isso quer dizer que..?


- Que eu saí antes dele acordar, mas ele me viu entrando no elevador.


 Gina olhou para Hermione e depois desviou os olhos para algumas crianças que corriam ali por perto. Sabia que a amiga era imprevisível quando o assunto era Ronald Weasley, mas não tinha ideia do quanto poderia fazer burradas. Seu irmão provavelmente estaria arrasado há essa hora, conhecendo como o conhecia, Rony deveria está se achando o pior dos homens.


- Então você dorme com o meu irmão e simplesmente vai embora de manhã o deixando sozinho na cama? – Gina perguntou revoltada.


- Gina! – Hermione exclamou. – Você sabe que é complicado.


- Complicado? Você que complica tudo! – para Gina, estava mais do que na hora de alguém dizer umas boas verdades para Hermione. – Meu irmão deve está péssimo, Hermione! Na primeira vez que vocês dormem juntos você deixa o meu irmão sozinho na cama porque você acha que é complicado? Se você acha que é tão complicado assim, porque se deitou com ele? O Rony não é um brinquedinho pra você jogar, Hermione! – a ruiva passou as mãos nos cabelos. – Hermione, o Ronald ama você! Ele ama você mais do que tudo nessa vida! – ela respirou fundo. – Ele voltou por você...


- Não foi a nossa primeira vez juntos. – Hermione cortou, mas Gina parecia não ouvir.


- ... e é assim que você trata meu irmão? Ele não merece isso!  Ele sofreu tanto quando foi pra Irlanda, deixou a família, os amigos... – Gina parou no meio da frase abruptamente. – O quê? – perguntou. – Não foi..?


- Não.


- Ai meu Deus! – Gina disse surpresa. – Mas como..?


- Eu vou te contar tudo. – Hermione falou se levantando. – Vamos para casa dos meus pais, eles não estão em casa e vão demorar.


  Gina seguiu Hermione até a casa dos pais da garota, que ficava há dois quarteirões dali. As duas se encaminharam até a cozinha, onde Hermione jogou o capuccino frio no lixo e começou a preparar chá para as duas e pegava biscoitos no armário. Gina percebia que as mãos da amiga tremiam e que ela evitava a qualquer custo encará-la.


- Hermione, a água já está fervendo.


 Hermione concordou coma cabeça e colocou a água na chaleira junto com os saquinhos de chá. Ela colocou os biscoitos na mesa e serviu o chá. Ela se sentou de frente para a amiga, mexendo nervosamente na toalhinha.


- Eu nunca quis magoar o Ron, Gina. – ela disse baixo. – Eu o amo mais que tudo nessa vida.


- Então por que você o deixou sozinho, Mione? – Gina perguntou mansamente, tentando entender o que se passava na cabecinha complicada da amiga.


- Porque eu estava com medo, Gina. – Hermione falou exasperada. – Medo de acordar e ver que tudo não passou de um sonho!


- Hermione...


- Gina, eu não me arrependi de nenhum dos meus momentos com ele, é só que eu não sei o que fazer. – ela disse. – O seu irmão ele mexe comigo, ele acaba com a minha linha de raciocínio, não me deixa pensar e nem ser lógica. Ele me tira a razão!


 Gina esticou a mão pegou a da amiga e apertou mostrando que estava ali. Hermione devolveu o aperto.


- Foi no dia do enterro do Fred. – Hermione começou. – Nós estávamos tão exaustos daquela guerra, tão fatigados de tudo!


- Tudo bem.


- A sua família estava desolada! Seus pais, seus irmãos e o Jorge, Merlim! Eu não era capaz de dizer uma palavra de consolo para o Jorge, ele parecia morto!


- Hermione, não precisa se justificar. – Gina disse. – Ninguém está te condenando pelo dia que aconteceu e como aconteceu.


- Eu sei, é que...


- Aconteceu quando tinha que acontecer.


 Hermione olhou para a amiga e começou a falar, as palavras saiam de sua boca facilmente, como se elas estivessem sufocadas por muito tempo e que finalmente estavam se libertando. Um segredo que precisava ser divido, um fardo que precisava de mais alguém para ser carregado.


 


***Flash Back***


 


 O dia estava nublado, as nuvens carregadas de chuva, anunciando que a qualquer momento a tempestade viria. O tempo parecia propício para o momento, parecia também sentir a dor da perda. O funeral estava cheio tanto de amigos quanto de pessoas indesejadas. Era um ultraje pessoas do alto escalão do Ministério da Magia ainda serem tão repugnantemente mesquinhas e a imprensa querendo se aproveitar do sofrimento alheio. 


 Hermione estava ao lado de Harry, ambos ainda sem acreditar que estavam prestes a testemunhar o enterro de Fred, Lupin e Tonks. Parecia um pesadelo, um pesadelo horrível, e Hermione esperava acordar a qualquer momento e ver Fred entrando pela porta da cozinha contando alguma piada sobre duendes ou falando sobre os negócios das Gemialidades. Ela olhava para aquela cena tentando assimilar tudo que via, mas não conseguia, era irreal demais.


  Despertou de seus pensamentos quando Harry saiu apressado de seu lado e sem querer esbarrou nela. Ela o viu abraçando Gina, que chorava desesperadamente, ele próprio chorava. Hermione olhou para a Sra. Weasley que estava desolada chorando agarrada ao caixão de Fred, o Sr. Weasley era amparado por Carlinhos e Percy, Gui e Fleur tentavam, sem sucesso, acalmar a Sra. Weasley e Jorge parecia em choque. Hermione encontrou Rony parado ao lado do irmão, lágrimas silenciosas corriam por seu rosto. Sem pensar muito, atraindo os olhares das pessoas que estavam próximas, ela saiu correndo em direção a Rony. Seus pais, que estavam ali perto, não pareceram ligar para sua atitude, pareciam achar que era o certo. E realmente era.


 Rony, Hermione notou, olhava para o chão sem conseguir encarar o caixão onde o corpo do irmão descansava. Ela o olhava sem realmente saber o que fazer, então, num simples gesto, pegou sua mão mostrando a ele que não estava sozinho, que tinha a ela para se apoiar. Isso pareceu ser o suficiente, pois no momento em que seus dedos entrelaçaram aos dele, Rony apertou sua mão como se sua vida dependesse daquilo para sobreviver.


- Vem, mãe. – Hermione ouviu Gui falar. – Por favor, vem!


- Meu filho! – a Sra. Weasley falava entre soluços. – Meu Fred!


- Mamãe, vamos. – Gui falava. Algumas lágrimas que ele tentava esconder da mãe corriam por seu rosto.


  Hermione viu quando Percy, Harry e Gina se afastaram com o Sr. Weasley que passava mal. Viu sua mãe e seu pai, juntamente com Luna, Neville e a Sra. Longbotton consolarem a mãe de Tonks que estava aos prantos com o neto no colo enquanto os caixões de sua filha e genro eram enterrados. Fleur correu para onde o Sr. Weasley estava sendo socorrido, e logo depois ela desaparatou com ele e com os outros que estavam juntos.


- Mamãe, é melhor a senhora ir para o Chalé das Conchas também, não precisa ver isso. – Carlinhos disse emocionado, tentando puxá-la.


 Rony soltou a mão de Hermione e tentou também tirar a Sra. Weasley de cima do caixão de Fred para ser enterrado.


- Uma mãe não deve enterrar seu filho. – ela disse com a voz entre cortada. – É tão injusto, tão cruel!


- Eu sei que é, mãe, mas não há mais nada que possamos fazer. – Rony falou vendo a mãe agarrada ao caixão. – Merda! – ele disse baixo virando de costas e afastando os cabelos do rosto.


 Jorge, que até então não havia demonstrado nenhuma emoção, se aproximou da mãe e agarrou seus ombros, puxando-as. A única coisa que ele parecia ver era o rosto de seu gêmeo, que parecia sereno. Era quase possível dizer que Fred estava apenas dormindo. A Sra. Weasley abraçou Jorge e com uma ultima olhada para o corpo do filho, deram as costas para o caixão, incapazes de ver o corpo de Fred ser coberto pela terra marrom.


 Hermione conversava com Gui e Carlinhos quando viu Rony se afastar. Algumas gotas pesadas da chuva começam a pingar sobre eles e ela abriu o guarda chuva.


- Rony! – ela chamou, mas o ruivo a ignorou.


 Ela ficou olhando ele se afastar para direção alguma. Os ombros caídos e os cabelos molhados pela chuva, a blusa preta colada no corpo. Hermione sentiu vontade de correr até ele e abraçá-lo, mas alguma coisa a prendia contra o chão, era como se ela tivesse criado raízes ali. Seu coração estava tão apertado dentro do peito, era tanta dor que ela sentia que ver Rony daquele jeito só piorava tudo e não havia absolutamente nada que ela podia fazer para apartar a dor dele!


- Você não vai querer ir atrás dele agora, Hermione. – Carlinhos falou quando Gui se afastou para falar com alguns bruxos. Ela o olhou sem entender. – Conhece o Rony. – ele disse.


- Mas...


- Ele precisa ficar sozinho. – falou olhando para Rony que se afastava. Carlinhos também tinha os ombros largos caídos e os olhos avermelhados. – Sabe como ele é.


- Eu sei. – ela respondeu, olhando para Rony novamente. – Para onde ele foi?


- Pra casa. – Carlinhos respondeu. – A Toca fica depois daquele morro. – ele disse fungando. – Você também vai pro Chalé das Conchas?


- Vou daqui a pouco. – Hermione respondeu. – Só preciso falar com algumas pessoas antes de ir.


- Ok. – ele disse.


 Hermione deu um pequeno sorriso para Carlinhos antes de ele se afastar. Ela ficou ali, parada debaixo com o guarda chuva aberto, se protegendo da tempestade que desabava do céu vendo Rony se tornar um pontinho enquanto se distanciava. Ela viu quando Carlinhos e Gui desaparataram e viu quando seus pais entraram no carro. Logo ela desaparatou também.


 Não, Rony não precisava e não queria ficar sozinho, só era nobre demais para pedir a qualquer pessoa que o consolasse quando havia seus pais e Jorge precisando de qualquer um mais que ele. Hermione fechou o guarda chuva e correu pelo jardim da Toca sob a chuva forte. A pequena distância da corrida a deixou ensopada, mas ela não se importou, só queria chegar a Rony. Ela entrou pela cozinha, largando o guarda chuva sob a mesa.


 Subiu as escadas os mais depressa e silenciosamente o possível até chegar ao último patamar, onde um porta estava fechada e o som de uma respiração pesada e descompassada era ouvida. Ela bateu três vezes e esperou, o silêncio a fez abrir a porta devagar e o que viu a deixou com o coração quebrado.


- Oh, Ron! – ela disse correndo para ele.


 Rony estava deitado na cama, encolhido, o rosto contorcido por causa do choro descontrolado, as lágrimas molhavam o travesseiro, o corpo trêmulo. Hermione se curvou sobre ele, o abraçando com toda a força que tinha, querendo de alguma forma, apartar a dor que ele sentia.


- Vai ficar tudo bem. – ela disse com a voz embargada. – Eu prometo que vai fica tudo bem. Não hoje, nem amanhã, mas um dia vai e essa dor vai passar. – ela falou se entregando ao choro, querendo mesmo acreditar naquelas palavras.


- Meu irmão... – foram as únicas palavras que ele conseguiu pronunciar.


 Hermione respirou fundo, tentando se conter, mas ver seu porto seguro tão fragilizado, tão machucado fazia com que ela perdesse todas as forças. Mas Rony precisava dela, precisava que dessa vez ela fosse forte pelos dois. E ela seria.


- Não faz assim, Ron. Shiii! Calma, eu to aqui. – ela disse, apertando o ruivo ainda mais forte. – Você está todo molhado. Precisa trocar essa roupa. Você está tremendo.


   Rony olhou para Hermione, os olhos azuis estavam vermelhos e embaçados e a imagem da garota estava fora de foco. Seu corpo inteiro doía devido à tremedeira, os ferimentos que ainda não haviam cicatrizado totalmente e a dor da perda do irmão e de amigos queridos. E essa dor era pior que qualquer outra.


- Podia ser você dentro do caixão, Hermione. Podia ter sido o seu enterro! – Rony disse desesperado.


- Não, Ron...


- Eu não ia suportar, Hermione. Não ia suportar perder você também, eu morreria junto! – ele disse.


- Nunca mais fale isso para mim, Rony! – Hermione disse energicamente. – Eu estou bem, estou viva. Estamos vivos, eu e você! Estamos aqui, juntos. – ela falou. – Estamos vivos!


 Rony virou de barriga para cima e fechou os olhos. As lágrimas silenciosas continuavam a correr pelo rosto sardento do ruivo, de forma constante e dolorosa. Hermione olhava aquilo com o coração partido, aos pedaços. Ela levantou da cama e tirou o casaco pesado e molhado, colocando em cima de uma cadeira. Abriu o armário de Rony e pegou uma muda de roupa seca para o garoto.


- Olha, eu vou preparar alguma coisa para comermos, uma coisa quente. – ela disse. – Nós precisamos nos alimentar para ficarmos bem. Troque de roupa, a sua está ensopada. Já as separei para você.


 Rony acenou positivamente com a cabeça fazendo sinal que havia escutado as palavras da garota. Hermione saiu do quarto e desceu para cozinha. Ao se ver sozinha, ao ouvir o estranho e pesado silêncio da casa, ela se deixou cair numa cadeira e chorar. A dor também a dilacerava por dentro.  Lembrou dos momentos felizes que passara naquela casa, sua segunda casa. As piadas dos gêmeos, as implicâncias, as brincadeiras, as brigas, os momentos de tensão quando o perigo era eminente. Tudo agora parecia tão distante, parecia ter acontecido com outra pessoa.


 Era fato que todos tinham mudado, a guerra deixara marcas que jamais se cicatrizariam. Ela mesma agora entendia coisas que não compreendera antes. Compreendia que às vezes precisava ser forte para ajudar os outros, mesmo que por dentro estivesse em ruínas e mostrar a sua fraqueza para aqueles que precisavam dela não era bom.


 Hermione enxugou as lágrimas e se levantou da cadeira. Com uma sacudidela da varinha, fez com que umas facas cortassem algumas cebolas dentro de uma panela com água fervendo. A garota recostou-se na parede da cozinha, achando-a extremamente escura. Preferiu não pensar no silencio mortífero que reinava na casa, em que o único barulho era da chuva pesada que caía lá fora.


 Depois de alguns minutos cozinhando, a sopa de cebola estava pronta. Hermione aprontou dois pratos e dois copos de suco de abobora e com ajuda da varinha levou tudo para o quarto de Rony. No quarto, a garota viu o ruivo deitado na cama, os olhos azuis fechados, já com a roupa seca. Ele parecia perdido em pensamentos angustiantes.


- Ron, fiz sopa de cebola para nós. – ela disse de mansinho.


- Obrigado, Hermione. – falou se sentando na cama.


 Hermione observou que Rony apenas remexia na sopa, sem comer. Ele estava cabisbaixo, triste e não havia nada que ela pudesse fazer para apartar a dor que ele sentia.


- Está ruim? – ela perguntou.


- Não, está ótima. – ele murmurou. – Apenas estou sem fome.


- Também não estou com fome.


 Hermione apoiou os pratos na escrivaninha de Rony e sentou ao lado dele. Apesar da aparente tristeza em seu rosto, ele parecia mais calmo e relaxado. Tomando iniciativa, pegou em sua mão e a entrelaçou na sua com força. Os olhos azuis dele encontraram com os seus e naquele momento ela sabia que estava prestes arrumar num caminho sem volta.


- Obrigado, Hermione, por vir atrás de mim. – ele disse.


- Seu irmão tentou me convencer que você precisava ficar sozinho, mas eu sabia que você, na verdade, precisava de apoio.


- Eu precisava de você. – ele disse sério.


- Ron...


- Você me conhece melhor do que ninguém.


 Ela deu um mínimo sorriso ao ouvir àquelas palavras. Olhou para ele, e viu o rosto dele se aproximar vagarosamente do seu, podia sentir a respiração dele se misturar com a sua. Seus lábios se tocaram e agora ela sabia que não podia e não ia conseguir mais parar.


 O beijo foi ficando mais intenso, mais enérgico, as respirações mais pesadas, aceleradas. As mãos de Rony passeavam livremente pelas costas de Hermione, acariciando-a levemente, suavemente. Eles se separaram milimetricamente e os olhos se encontraram com a certeza do que viria a seguir.


 Deitaram-se na cama, e dali em diante apenas o instinto mandava nos dois. Os suspiros encheram o quarto, o calor que emanava do corpo de ambos abafava o lugar, as caricias, a dança lenta e louca que conheciam pela primeira vez, que os levava para um lugar distante, longe de todo aquele sofrimento, de toda aquela a dor. Levava ao mundo deles, somente deles, que apenas eles conheceriam; o lugar que era apenas deles dois e de mais ninguém. O paraíso particular que só eles conheciam o caminho para se chegar.


 Hermione abraçou fortemente o ruivo e segurou um grito quando estrelas multicoloridas explodiram diante de seus olhos. Rony, no entanto, não conseguiu conter um urro de satisfação. Ficaram abraçados, sentindo as batidas dos corações batendo aceleradamente juntas, num só compasso. Rony levantou a cabeça e seus olhos azuis encontraram os castanhos de Hermione.


- Eu sempre amei você, desde o primeiro instante, desde o momento que você entrou naquela cabine com seu jeito mandão. Eu sabia que era você a garota que mudaria a minha vida para sempre.


 Hermione o olhou e sorriu, as palavras mais uma vez sumiram, ele era o único capaz de fazer perder seu raciocínio. Ela virou de lado e pegou a camisa preta dele que estava no chão e vestiu, sentindo-se tímida por estar completamente nua. Rony deitou ao seu lado e puxou a coberta até a altura da cintura, também tímido. Eles se olharam e aos poucos o sono foi chegando, prometendo a eles que tempos melhores viriam algum momento.


 


***Fim do Flash Back***


 


- E foi isso que aconteceu. – Hermione disse parecendo mais leve. – Antes de ele acordar eu saí.


 Gina olhou para a amiga, a xícara de chá esquecida a caminho da boca, as palavras perdidas. A ruiva apoiou a xícara na mesa, a testa franzida.


- Hermione, eu até entendo sua atitude na época. – a amiga falou com cuidado. – Estávamos todos fragilizados, vocês agiram com o calor da emoção, entendo que você estivesse confusa, com medo, mas ainda não justifica a sua fuga de hoje. – falou.


- Esperava que ao menos você me compreendesse. – Hermione falou ligeiramente magoada


- Não consigo compreender, Hermione, não vejo justificativa nisso. – Gina disse com cuidado. – Nós somos amigas há anos, não vejo motivos para usar meias palavras com você, nunca precisamos disso. Sempre fomos muito sinceras uma com a outra, e eu vou ser com você. – falou – Acho que você errou hoje, acho que você foi imatura, impulsiva. Você precisa saber se controlar com o Rony, Hermione, ou você vai acabar perdendo o meu irmão.


- Eu sei.


- Não, não sabe, Hermione. – Gina falou. - Você está o afastando de você. – a ruiva afastou o cabelos do rosto. – Você lembra quando o Harry terminou comigo pra me proteger, e sabe que o sofremos o dobro por isso. Sofremos por não podermos nos amar, cuidar e zelar um pelo outro, fazíamos isso apenas com o pensamento. Não deixa isso acontecer com vocês, Hermione, você é uma mulher tão madura, tão inteligente. – falou – Não deixa o amor da sua vida escapar.


- Eu preciso ficar sozinha agora. – Hermione falou. – Preciso pensar, refletir sobre tudo isso que aconteceu.


- Tudo bem, eu vou deixar você pensar, você precisa de um tempo pra você. – disse carinhosamente. – Se precisar, me chama, tá?


 Hermione balançou a cabeça afirmando. Gina abraçou forte a amiga, mostrando sua solidariedade. Voltou para casa se sentindo extremamente cansada, porém sem sono, sabia que não conseguiria dormir. Deitou no sofá da sala sentindo o corpo relaxar completamente no conforto das almofadas, Bichento ronronou no chão, pedindo atenção, esticou a mão e acariciou os pêlos avermelhados do gato.


 Ela ficou olhando para o gato que se deliciava com o carinho, foi quando se deu conta que talvez seu destino fosse mesmo se apaixonar por um ruivo, afinal, até seu gato era meio ruivo. Riu pelo nariz quando se deu conta disso, seu gato era o primeiro indício de que ruivos comandariam sua vida, afinal, ela fazia todas as vontades de Bichento sem pensar duas vezes, e sem contar que tinha uma paixão incondicional pelo gato. Se deu conta também que sua hora favorita do dia sempre fora o por do sol num dia de verão, como o sol se transformava numa gigante bola vermelha e deixava o azul límpido do céu lindamente avermelhado e percebeu como se sentia acolhida e protegida diante das chamas alaranjadas de uma lareira num dia de inverno. Hermione só não conseguia entender por que um certo ruivo a deixava tão completamente desnorteada. Bichento miou para a dona, a despertando de seus pensamentos insanos.


- O que eu faço, Bichento? – perguntou para o gato, que a olhava com aquele ar costumeiro de profundo tédio. – O que eu faço?


 


 Rony andava a esmo pelas ruas de Londres se sentindo só mais um no mundo, uma pessoa pertencente a lugar nenhum. As pessoas esbarravam nele sem se desculparem, andavam concentradas em chegar ao seu destino. Ele via jovens casais andando de mãos dadas, imaginando se estariam fazendo planos para um futuro ou apenas vivendo o presente; invejando-os por isso.


 Sair de casa parecia a melhor ideia, mas agora que estava na rua vendo todas aquelas pessoas despreocupadas percebeu que era melhor nem ter levantado da cama depois que foi obrigado por Alo a tomar um prato de mingau com aveia. Sentia-se levemente enjoado com tudo aquilo, talvez fosse a situação ou talvez fosse simplesmente o mingau.


  Rony se sentou no baquinho de uma praça, vendo crianças brincarem felizes no parquinho. Viu um menino e uma menina sentados no chão conversando, trocando confidencias infantis, não devia ter mais que oito anos, no máximo nove, mas ainda assim, Rony quis alertar o menino para se afastar da garotinha de trancinhas encantadoras, por que um dia ela ia se tornar uma mulher linda e ia partir o coração dele. Mas ao invés disse, o ruivo ficou olhando para os dois que se divertiam desenhando com gravetos na areia.


- Ronald?


 Estava tão distraído vendo as crianças que não reparou na presença de uma jovem que se aproximara. Ele demorou um pouco a voltar a realidade, mas deu um sorriso infeliz ao reconhecer a mulher.


- Oi. – ele disse simplesmente.


- Você está bem? Está me parecendo um pouco distante... – ela disse com um forte sotaque irlandês.


- Na verdade, não. – Rony disse rindo e passando a mão no rosto, cansado.


- Posso te chamar para tomar um café? – ela perguntou.


 Rony olhou para Allie considerando a ideia. Apesar de tudo, Allie sempre fora uma boa ouvinte, uma boa companhia. Era agradável quando queria e pelo que conhecia da garota, podia ver que ela estava num bom dia para se conversar.


- Claro. – ele disse. – Estou mesmo precisando de uma companhia diferente.


 Allie sorriu, os dentes brancos perfeitamente alinhados, os cabelos muito negros repuxados num rabo de cavalo no alto da cabeça, os olhos violetas brilhantes com a resposta positiva.


- Starbucks? – Ela sugeriu.


- Pode ser, nunca fui nessa daqui de Londres. – ele disse, sem querer.


 Allie riu, a risada dela era feliz e gostosa.


- Ai, Ronald, em que mundo você vivia antes de ir para Irlanda? – ela riu.


 Rony sorriu e não disse nada, simplesmente andou ao lado da garota que o ouviu e esteve com ele por quase cinco anos. Allie falava enquanto o ruivo a escutava, falava sobre a Irlanda e de como sentia falta de tudo.


- Pensei que você ficaria aqui por pouco tempo. – Rony falou puxando a cadeira para a garota sentar.


- É definitivo, meu querido. – ela disse olhando o cardápio. – Alguém precisa cuidar da filiada da empresa de meu pai em Londres.


 Rony ergueu as sobrancelhas, surpreso com a possibilidade de Allice Carmichael comandar uma das empresas do Grupo Carmichael. Rony admirava, inclusive, a coragem da garota, afinal, o grupo era a vida do pai dela, e se algo desse errado na filial de Londres ela que responderia por aquilo.


- Mas não foi para falar de mim que te convidei aqui, ruivo. – ela disse, chamando atenção de um atendente. – Um frapuccino, por favor.


- Um expresso. – Rony pediu. – Minha vida só está um pouco confusa.


- Sua vida está confusa desde que você voltou para Londres. – ela disse, um sorriso debochado no rosto. – Deixe-me adivinhar, é a sua amiga Hermione de novo?


 Rony olhou para a garota, vendo o tom de deboche e brincadeira.


- Sim, é a Hermione de novo.  – o ruivo disse.


- Eu sabia, quando te vi naquela pracinha quieto, eu sabia que era ela de novo. – ela disse, enquanto o rapaz a servia e se afastava. – Obrigada.


- Hermione foi o motivo de eu ter voltado, Allie. – falou. – Hoje me parece burrice o que eu fiz, eu estava construindo uma vida na Irlanda, e larguei tudo por causa dela.


- Nós tínhamos planos, você lembra? – ela perguntou. – Nós estávamos planejando viajar para a França, passar uns dias lá. – falou. – Mas você resolveu do nada terminar e voltar para Londres.


 Rony bebericou seu expresso, sentindo o gosto amargo do café. Nunca fora sua bebida favorita, preferia um chá ou um bom suco de abóbora.


- Eu não podia te enganar mais, Allie. – Rony retrucou. – Essa viagem decidiria nosso futuro, eu não podia ir com você sabendo que eu tinha e ainda tenho esse assunto mal resolvido aqui.


 Allie olhou para ele, Rony sempre se sentia intimidado diante daquele olhar da garota, vai ver fora isso que o fez com que se interessasse nela, o olhar imponente lembrava vagamente o de Hermione.


- Ela não é mulher pra você, Ronald. – Allie disse. – Ela não te faz feliz.


- É complicado demais, Allice, você não entenderia. – falou. – São anos de uma história inacabada, sem uma solução ou ponto final.


- Sei. – ela disse, bebendo mais um gole do frapuccino. – O que você acha de eu ir na sua casa hoje a noite preparar um jantar.


- Não sei, Allie... – ele disse vagamente. – Tem muita coisa acontecendo. – falou pegando a carteira do bolso e tirando algumas libras. – Eu preciso ir, Allie, tenho que resolver algumas coisas.


 Ele se levantou e deixou o dinheiro na mesa. Allie levantou-se junto e sorriu para ele. Ela o abraçou e o beijou carinhosamente no pescoço, no ponto onde ela sabia que ele gostava, beijou o rosto do garoto e se afastou alguns mínimos centímetros, apenas para olhá-lo nos olhos.


- Foi bom te ver, Ronald. – ela disse.


 Rony se desvencilhou do abraço da garota, sem graça.


- Preciso ir, Allice. – falou saindo da loja.


 


 Rony chegou e ficou parado a porta, sem realmente saber o que fazer. Em sua cabeça passavam milhões de coisas, mas sabia que se desistisse agora, se não tivesse o pulso firme, nunca mais teria. Rony tocou a campainha, pela última vez, talvez.

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Meu amados leitores, serei breve pois o tempo que me resta só me proporciona isso. rs.
 Ráida explicação para as demoras e os imensos intervalos entre os capitulos. Namoro, estudo e trabalho, logo me sobra muito pouco tempo para escrever, mas como ja disse, não abandonarei, o que posso dizer é que a fic ja está se encaminhando para o seu fim. :(
 Como podem ver, algumas explicações sobre o passado deles ja vieram a tona. Espero que gostem da forma como coloquei.
É isso, tenho que ir pra faculdade agora correndo, gente.
Beeijos e não esqueçam de comentar nem de me cobrar por capitulos.
Beeeijos e adoro vocês.
Carol Peeters. ;D 


 

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Comentários: 5

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Enviado por Geovanna Vitória em 06/05/2014

Sei que estou atrasada. Kkk Mas achei sua fanfic por acaso, não vai continuar? É maldade isso. Kkk

Nota: 1

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Enviado por Jane_15jul em 18/12/2013

Olá, achei sua fic por acaso, estava buscando uma outra fic, e acabei achando essa. Foi uma adorável surpresa, li a fic compulsivamente, adorei. Sua fic é muito boa, espero sinceramente que você volte a postar, por favor não abandone a fic. Aguardo ansiosamente os próximos capítulos. XOXO , J.

Nota: 5

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Enviado por mpds em 01/11/2012

oi não sei se é a primeira vez que eu comento mas em todo caso, nossa nem lembrava mais da sua fic depois de tanto tempo ,me lembro qquando foi que a li foi toda de uma vez então tive que ler novamente para lembrar e foi muito bom; quem sabe vem mais rapido dessa vez ,
sem mais adoro o ron ea mione não faz eles brigarem mais não por favor  !!!!!!!!!!!!
até a pproxima ....... 

Nota: 5

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Enviado por Vivi Granger Weasley em 12/10/2012

Pensei que você tivesse disistido da fic.
Amei o capítulo, ficou ótimo...
Posta logo!!! Já estou ansiosa pelo próximo capítulo.   

Nota: 5

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Enviado por lumos weasley em 08/10/2012

Gostei do capítulo, bem revelador.
Por favor não suma!
Posta logo!

Bjs! 

Nota: 5

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