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8. Quadribol


Fic: Foi o Destino - HHr - AVISO 2015


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 8
Quadribol


 


Mesmo com os olhos fechados, balbuciei de insatisfação com as luzes do sol atravessando minhas pálpebras. Demorei alguns segundos espreguiçando-me levemente na cama e aos poucos abri meus olhos. Pisquei algumas vezes obrigando meus olhos a se acostumar com a claridade; mesmo que pouca. Passei a língua sobre meus lábios os umedecendo levemente. Olhei para o outro lado da cama e o encontrei vazio. 


Foi inevitável meu suspiro de tristeza. Ele é um homem livre, não poderia simplesmente esperar que ele estivesse ao meu lado quando acordasse. 


Sentei na cama passando as mãos em meus cabelos tentando não deixá-los muito bagunçados. Olhei para o relógio na mesinha de cabeceira que marcava exatamente onze horas da manhã. Sem perder tempo, afastei a coberta de cima das minhas pernas e levantei da cama em um salto. 


Caminhei em direção ao banheiro e fiz apenas o que precisava. Olhei-me uma última vez no espelho e prendi, imediatamente, meu cabelo quando vi minha situação. Abri a torneira molhando um pouco minhas mãos e passando a água em minha nuca. Estava cansada e minha barriga roncava levemente de fome. Peguei a toalha que estava pendurada e sequei aos poucos minhas mãos e a nuca. 


- É hora de voltar ao trabalho... – Meus pensamentos foram interrompidos por barulhos vindos do andar de baixo. Olhei no mesmo instante para trás e fitei a porta do meu quarto que estava entreaberta. 


Fiquei alguns minutos apenas aguçando os ouvidos para tentar ouvir mais alguma coisa. Lentamente, andei até a poltrona e peguei minha blusa a colocando por cima da minha camisola. Peguei minha varinha em cima da cômoda e, descalça, caminhei com cuidado até a porta. A abri tentando fazer o mínimo de barulho. 


Olhei para os dois lados do corredor e me dirigi à escada. Com a varinha firme entre os dedos desci com cuidado para o primeiro andar. Percorri os olhos pela sala e notei o paletó de Harry no braço do sofá. Pisquei os olhos intrigada. 


- Harry? – O chamei com cuidado para ter a certeza de que ele não tinha simplesmente esquecido o paletó ao sair. 


- Estou na cozinha. – Girei meu corpo em direção a porta da cozinha e abaixei a varinha quando percebi que ele era quem estava fazendo barulho.  – O chá está quase pronto. – Falou colocando duas xícaras na mesa, juntamente com saquinhos de chá. 


E de repente as palavras faltaram. Aproximei-me de um dos dois lugares dispostos na mesa e sentei repousando a varinha na mesa. Observei Harry terminar de preparar a mesa e antes que a água para o chá fervesse, duas corujas pararam diante a janela da cozinha. 


- Uma delas já estava rondando a janela quando desci. – Comentou Harry referindo-se as corujas. 


Sem ainda não conseguir pronunciar uma palavra sequer, levantei andando em direção a janela – a abri pegando as cartas das corujas – e fechei ouvindo piados de desgosto delas. A primeira continha o símbolo de Hogwarts e a segunda era do Profeta Diário. 


“... Por isso gostaria de convidá-la para o próximo jogo de Quadribol que será realizado no quarto sábado do mês de novembro...” 


Percorri rapidamente os olhos por toda a carta, mas minha mente captou apenas aquela frase. Desviei o olhar da carta enviada por Minerva e fitei Harry por alguns minutos. 


- Algum problema? – Pegou a chaleira que apitava em um aviso que a água já estava pronta. Apenas neguei com a cabeça abrindo a segunda carta. 


“Não precisamos mais de seu trabalho, já conseguimos a matéria para a primeira página” 


- Tem certeza de que está tudo bem? – Desviei mais uma vez minha atenção da carta. 


Com certeza ele fizera essa pergunta devido a minha expressão preocupada. Encostei meu quadril na pia de mármore e permaneci pensativa. Por algum motivo tudo aquilo estava estranho demais para mim. 


- Hermione... 


- Olha Harry... – O cortei. Levantei minha mão e a passei em minha sobrancelha direita. – Se não se importa gostaria de ficar sozinha. – Minhas palavras de repente pareceram dolorosas diante a expressão chocada que Harry me lançou. 


E só agora eu percebi que aquelas palavras soaram mais para a incerteza da noite que passados juntos do que as cartas que acabei de receber. 


Ficamos sem nos encarar por um tempo. Ele processando minhas palavras e eu processando minhas atitudes. Ambos com o mesmo pensamento de que nossas escolhas tomavam caminhos diferentes do que planejamos. 


Notei que ele esperava alguma relutância da minha parte para que ele ficasse, mas nada disse e ele entendeu o recado. Precisei olhar para a porta e ter a certeza de que ele havia saído. Olhei para a mesa do café preparada para duas pessoas. 


- Sempre tomando as decisões erradas... – Sussurrei ainda encostada na pia. 


Aos poucos fui deixando meu corpo escorregar até que estivesse sentada no chão; não me importava com o frio que atingia minha pele e arrepiava minha espinha, muito menos se ficaria doente. A única coisa que estava preocupada era com a consequência de meus atos. 


E assim os dias passaram. Longos, frios e melancólicos. No Ministério da Magia tentava ao máximo me concentrar no trabalho, me distrair por um bom tempo. Não procurei Harry, evitava andar pelos corredores e esperava que ele não me procurasse. Ao contrário da semana passada eu não queria vê-lo, ouvi-lo e estava relativamente bem com a ausência dele. 


Não sentia falta de seus beijos, de seu toque, de seu sorriso, dos olhos incrivelmente verdes e dos cabelos teimosamente bagunçados. E eu estava certa de que tudo isso era verdade, pelo menos enquanto tais palavras não eram ditas em voz alta, caso contrário, minha voz revelaria toda a mentira por trás delas. 


Cruzei os braços enquanto caminhava até uma das janelas da sala em que estava. Suspirei distraída observando os terrenos de Hogwarts e lembrando-me do meu tempo naquela escola. Foram tempos difíceis sim, mas tiveram o seu lado bom também. 


Há alguns minutos que havia chegado a Hogwarts para assistir o jogo de Quadribol que seria após o almoço e, para meu desgosto, Luan faria parte do time. Estava – juntamente com outros pais – em uma sala de aula esperando a chegada dos meninos. A professora Minerva sugeriu tal surpresa para eles.   


- Mãe? – Foi inevitável não sorrir ao ouvir novamente aquela voz. 


Abri os braços assim que virei meu corpo e vi Luan parado a alguns passos longe de mim, segundos depois estava o abraçando. 


- Meu filho, você está bem? – Perguntei preocupada arrumando o uniforme dele. 


- Estou bem mãe... – Ele respondeu entre risos tentando me impedir de arrumá-lo. – O que faz aqui? – Perguntou quando finalmente conseguiu me parar. 


- Irei vê-lo jogar. – Minha voz transmitia todo o receio que estava sentindo. 


- Você sabia que alunos do primeiro ano não jogam no time? – Disse de repente me puxando para fora da sala. – Acha que pode me acompanhar pela escola enquanto o jogo não começa? – Assenti enquanto nos enfiávamos no meio dos corredores cheios de alunos. – Não terei mais aulas hoje, as aulas da tarde serão remarcadas depois... 


Tentei não transmitir a enorme felicidade que estava sentindo. Luan não era muito de falar, muitas vezes ele nem se quer respondia perguntas com palavras. Apenas fazia alguns gestos. E agora? Bem, ele estava falando bastante comigo. 


Ao contrário de Melissa. 


- Onde está sua irmã? – Perguntei de repente. 


- Em algum lugar. – Deu de ombros. – Não nos vemos ultimamente. Fernanda falou com ela algumas vezes, mas ela realmente está chateada. – Comentou virando-se para me olhar. 


- Melissa contou o verdadeiro motivo por estar agindo assim? – Pedi para que Luan me acompanhasse até a biblioteca – já que precisa pesquisar o significado das tulipas vermelhas – e, agora, estávamos a caminho dela. 


- Sinceramente não. – Permaneceu pensativo e apenas respondeu minha pergunta quando entramos na biblioteca. – Bem, ela disse que... – Chegamos à sessão de Herbologia. – Ela disse que se não contava histórias sobre nosso pai... – Pareceu hesitante ao dizer essa parte. – Ela descobriria sozinha! 


- Como? – Parei de percorrer meus olhos pelos livros e encarei Luan. Eu estava com as mãos no alto, segurando à estante, como se estivesse precisando ser amparada.  


- Quando perguntei, Melissa disse que seria pesquisando, até parecia que era algum trabalho que precisava fazer as pressas. – A princípio Luan aparentava não se importar com o que dizia, mas percebi que as palavras começaram a sair com mais dificuldade da boca dele. – Ela passa bastante tempo com a professora Minerva e com o professor Longbottom... 


- Longbottom? Neville Longbottom? – Por breves minutos esqueci o motivo pelo qual estava ali. 


- Sim, ele leciona Herbologia. – Passou o dedo em um livro empoeirado, desviando do meu olhar. 


Voltei à atenção para os livros e mudei de assunto pedindo que Luan me ajudasse para que pudéssemos terminar logo. Quase uma hora havia se passado, depois de verificarmos praticamente todos os livros da seção. 


- Acho que este aqui... – Luan apareceu entre duas estantes com um livro pequeno nas mãos. – “Flores: tipos, formatos e cores”. – Leu o título esticando o braço. – Estava na seção de adivinhação. – Torci o nariz quando o peguei e li o subtítulo “A arte do saber”.   


- Luan, você está chateado comigo? – Olhei, de repente, para os olhos verdes dele e não pude deixar de notar a semelhança com Harry. 


- Claro que não mãe. – E ele sabia sobre o que eu estava falando. – Nunca nos deixou faltar nada, sempre fez o papel de pai e mãe para nós. Melissa está apenas... – Olhou para os lados, sem saber o que responder. – Acho que está querendo atenção, agora que estamos longe de você. – O puxei para um abraço carinhoso. – Você deve ter um bom motivo para não estar com o nosso pai, agora... – Continuou. – Motivos que apenas saberei quando for à hora certa, à hora em que quiser nos contar. 


E eu não poderia ter um filho mais perfeito. 


- Eu te amo, mas acho que está na hora de... 


- Me encontrar com o time! – Se afastou do abraço. – É verdade! Até o jogo, mãe! – Com um aceno, saiu correndo da biblioteca me deixando com a boca aberta e as palavras que completariam a frase morrerem no silêncio. Nem ao menos tive chance de alertá-lo que não corresse pelos corredores.   


Suspirei aliviada por um momento pelo que Luan dissera; graças a Deus não insistia no assunto – embora eu sentisse que esteja tão curioso quanto à irmã –, mas eu podia ver nos olhos dele que não me culpava. Ele sabia pelo que eu estava passando, mesmo que tivesse apenas onze anos.   


Para reservar o livro, tive que alegar que o entregaria após o término do jogo de Quadribol. A bibliotecária – que por sinal não era a Madame Pince – apenas assentiu pedindo para que eu ficasse em silêncio enquanto anotava minhas informações. Desgostosa com a atitude da mulher, eu saí da biblioteca o quanto antes. 


Deveria ter aconselhado Luan a se alimentar antes do jogo. E se ele passasse mal? Tirando o fato de que vê-lo voando em uma vassoura... 


- Seria capaz de entrar no campo para tirá-lo de lá! – Completei meus pensamentos em voz alta. Por sorte ninguém me ouviu. 


Caminhei mais um pouco pelos corredores do quarto andar, querendo abrir o livro e começar a procura ali mesmo, no meio do corredor, mas vozes altas chamaram minha atenção para um tumulto há alguns passos à frente.  


- Nunca mais diga isso! – Ouvi aquela voz irreconhecível fazer com que o grito ecoasse pelo andar. 


O pior de tudo não era ver minha filha, Melissa, brigando com outra garota – que parecia ter a mesma idade –, mas sim que Harry a estava segurando enquanto Neville segurava a oponente dela. 


- Mas o que está acontecendo aqui? – Sem nem um pouco de delicadeza empurrei todos os alunos que estavam em minha frente para que me deixassem passar. 


De repente o silêncio se instalou no local. Todos me encararam, assustados, como se fosse à diretora os pegando no flagra. Melissa arfava sustentando o olhar hostil em mim. 


- O que faz aqui? – A voz dela era cortante.  


- Todos de volta as suas atividades, quem eu pegar observando a conversa alheia perderá pontos para a sua casa. – A voz de Neville era autoritária e aos poucos os alunos foram se dispersando, mas ainda sentia o olhar deles sobre nós. 


- Eu avisei, avisei para ficar longe dos meus filhos. – Minha atenção agora era voltada para Harry. Seu olhar estava distante, diferente. 


- Não fale assim com ele! – Melissa voltou a aumentar o tom de voz. 


- E você está muito encrencada mocinha, olhe só, está sangrando. – Apontei para o sangue que escorria no rosto dela. – Você já foi mais inteligente que isso, filha, sempre agiu por palavras, nunca por agressão... 


- EU NÃO SOU COMO VOCÊ! 


E depois dessas palavras não consegui compreender o que veio a seguir. Meus olhos cheios de lágrimas, os passos pesados de Melissa a levando para longe de nós e Harry caminhando em minha direção para me abraçar. 


- Hermione. – A voz dele parecia melodiosa e, de repente, era tudo o que eu precisava. 


- Senhorita Granger. – A voz de Minerva se fez presente no momento em que abrira a boca para conversar com Harry. – Poderia me acompanhar? – Embora fosse um pedido, suas expressões indicavam que eu deveria segui-la. E assim o fiz. 


Olhei para Harry quando me afastei do abraço, e caminhei apressada para conseguir acompanhar os passos da professora McGonagall. 


- Sei que esse assunto não deve ser tratado assim, no meio de um corredor. – Estava quase correndo para conseguir andar ao lado dela, que sussurrava em meio às vozes altas dos alunos. – Gostaria que nos encontrássemos na minha sala após o jogo. – Inclinou um pouco a cabeça para que pudesse me olhar através dos óculos. 


Esperei em silêncio que continuasse. 


- É sobre Melissa. – Posicionou-se ereta ajeitando os óculos que caíra para a ponta do nariz. – O comportamento inadequado que vem adquirindo desde o começo do ano e também sobre... – Pigarreou olhando para um ponto atrás dos meus ombros. E eu sabia para onde ela estava olhando, ou melhor, para quem estava olhando. 


- Não se preocupe! – Chamei a atenção dela com minhas palavras firmes. – Sobre as atitudes de Melissa, posso lhe assegurar que tomarei previdências fora isso – Pausei para que ela compreendesse onde eu queria chegar. –, não temos mais nada com o que conversar. 


Acenei com a cabeça indicando que a conversa já estava por encerrada. Embora minhas palavras fossem rudes, Minerva pareceu entender minha situação quando sorriu. 


- Certamente senhorita Granger. – Tentou quebrar a tensão entre nós. – O jogo irá começar. – Olhou para o relógio de pulso. – Se quiser me acompanhar. – Ficou novamente ao meu lado, agora, esticando o braço para que eu passasse. 


Caminhamos juntas, e em perfeito silêncio, até o campo de Quadribol. Separamos-nos quando Minerva foi conversar com o time e eu subi para as arquibancadas. Conversas altas, gritos, músicas, alunos balançando as bandeirinhas de suas casas e a felicidade estampada nos rostos de cada um. Esse era o típico aspecto de um jogo. 


- Boa tarde a todos! – Uma voz ecoou pelo campo e todos prestaram atenção nela. – Sejam bem vindos a mais uma partida de Quadribol, eu, David, narrarei o jogo para vocês. – Ele parecia bem animado com essa tarefa. – Não é emocionante? Fernanda, eu estou... Ah sim! Desculpe professora McGonagall. – O garoto pigarreou constrangido. 


- Espero que a Grifinória ganhe. – Neville falou ao pé do meu ouvido enquanto se arrumava melhor para ver o jogo ao meu lado; na arquibancada dos professores. A voz dele estava tão ansiosa quanto às das crianças que gritavam. 


Sorri em resposta não querendo puxar qualquer tipo de assunto. 


- Se preparem que o jogo vai começar, peguem seus assentos, façam suas apostas e fiquem atentos aos balaços. – O garoto riu das próprias palavras. – E lá vêm os times, Corvinal contra Grifinória. 


O apito soou pelo campo. 


- E a posse da goles começa com o artilheiro da Corvinal que voa direto para os aros do adversário. Grifinória cuidado! – David gritou no microfone, fazendo um barulho irritante para os ouvidos de todos. – Desculpe professora, fiquei nervoso. 


“Ufa! Por sorte o goleiro impediu que a Corvinal fizesse o gol. Ah! Estava quase me esquecendo! Pessoal, temos um convidado em especial aqui. Adivinhe quem é...” 


 Levantei um pouco de onde estava sentada, estreitando os olhos a procura de Luan. 


“Enquanto vocês tentam descobrir, vamos parabenizar o mais novo apanhador da Grifinória, Luan Granger, que por sinal deve estar totalmente perdido já que o pomo de ouro acabou de passar pelo nariz dele e o garoto nem mesmo se mexeu... Ai! Professora McGonagall isso doeu. Espere! O que é isso? Uma bola de pelo? Não quero nem saber de onde ela saiu”  


- Será que aquele garoto não consegue apenas narrar o jogo? – Só percebi que havia falado em voz alta quando Neville olhou para mim. 


- David é assim mesmo. 


Eu estava tão aborrecida com o garoto por falar sobre o Luan, que quase não percebi quando o nome de Harry foi citado. 


“Isso mesmo alunos de Hogwarts, Harry Potter está aqui assistindo ao jogo diretamente da arquibancada dos professores. Por favor, Grifinória, não faça nada de errado. O que ele pensaria de nós?” 


David ter falado sobre o Luan daquela forma não me incomodava mais. O que mais me aborrecia no momento era o fato de eu estar procurando Harry pela arquibancada. Não foi difícil encontrá-lo, estava há apenas duas fileiras abaixo da minha. 


E desde aquele momento não consegui desviar os olhos dele. 


“Essa passou por pouco Luan, cuidado com os balaços. E a goles está com a Grifinória, vamos Maria, faça o gol e... GOL PARA A GRIFINÓRIA! Dez a zero” 


O barulho vindo da arquibancada da Grifinória foi ensurdecedor. Concentrei-me apenas em Luan voando atrás do pomo. Vez ou outra ele olhava para mim e acenava, ou simplesmente sorria. O que me fez pensar se Melissa estava assistindo ao jogo também. 


“Finalmente o Granger decidiu se mexer e está atrás do pomo de ouro... AI! DE NOVO NÃO! Professora McGonagall isso já está virando rotina! Mas olhem! O pomo passou novamente pelo garoto, até o apanhador da Corvinal percebeu isso. Por que ele está olhando para o sol? O POMO, GRANGER, PEGA O POMO” 


Luan e o apanhador da Corvinal ficaram emparelhados ao mesmo tempo em que os braços estavam esticados, assim como o corpo totalmente inclinado para frente. Escutava a voz de David ao fundo, narrando, mas não prestava atenção no que dizia. Estava preocupada com o meu filho que voava a uma velocidade maior do que eu gostaria. 


Mas os gritos que se estenderam minutos depois não foram de alegria. Alguém havia caído da vassoura, mas eu não conseguia ver quem era já que todos ficaram de pé ao mesmo tempo. E minhas suspeitas fizeram com que meu coração se acelerasse assim que o apanhador da Corvinal parou com a vassoura próxima de nós. 


Neville não estava mais ao meu lado, David não narrava mais o jogo e o resto dos alunos permaneciam com os olhos fixos em Luan no chão do campo. 


Nem ao menos percebi o momento em que levantei. 


Minerva já estava próximo dele, assim como os jogadores – tanto da Grifinória quanto da Corvinal – faziam uma roda em volta de Luan. 


- Hermione espere! – Aquela voz me perseguia. 


E eu não respondi. 


- Hermione, você precisa se acalmar. – Ele me segurou firme pelo braço, o que foi difícil impedir a colisão de nossos corpos. 


- Você sabe quantas vezes eu estive ao seu lado quando estava machucado? – Puxei meu braço para que soltasse. – Eu não quero viver tudo uma segunda vez, Harry, eu não aguentaria. – Falei desesperadamente, me referindo não somente ao Luan, mas também toda a nossa situação. 


Quando voltei a descer as escadas da arquibancada, Minerva já levava Luan para a Ala Hospitalar. E assim como todos, eu a acompanhei. 


- Nada disso, apenas familiares. – Disse madame Pomfrey para todos, permitindo apenas minha entrada e, em seguida, a de Harry. 


- Como ele está? 


- Acalme-se senhorita Granger. – A voz de Minerva era calma. 


- Provavelmente quebrou algumas costelas com o balaço na barriga, está desacordado, mas com essa poção dormirá toda a noite e se pude me ajudar a... Ah sim! Obrigada! – Segurei com cuidado o corpo desfalecido do meu filho para que a mulher conseguisse fazê-lo engolir todo aquele líquido. 


- Professora McGonagall, se me permite, gostaria de passar a noite em Hogwarts. 


- Com licença! – As portas da Ala Hospitalar se abriram revelando David, e um punhado de curiosos também querendo entrar. – Sou o melhor amigo do Luan e tenho tanto direito quanto os parentes de estar aqui. – E fechou a porta no rosto de todos. 


- O senhor também não deveria estar aqui, senhor David. 


- Mas professora, ele é o meu melhor amigo... 


- O senhor estava o difamando. 


- Eu sei, são coisas de amigos. – Deu de ombros. 


- Ótimo! Mas o seu amigo no momento precisa de cuidados, Papoula. – Virou-se para a outra mulher. – Apenas a senhorita Granger e o senhor Potter passarão a noite aqui. 


- Senhor Potter? – Questionei olhando de Harry para Minerva. 


- Creio que o senhor Potter pretendia lhe acompanhar durante esta noite. – O olhar significativo que ela lançou ao moreno não passou despercebido por mim, nem mesmo por madame Pomfrey. 


- Pois bem. – Foram as últimas palavras da curandeira. Assim, Minerva e David deixaram a Ala ao mesmo tempoem que Papoulavoltava aos seus aposentos. 


Aos poucos a escuridão se fez presente, assim como o silêncio. Em momento algum conversei com Harry, apenas fingi que estava sozinha com meu filho. 


Horas se passaram e eu apenas fiquei ao lado do leito de Luan. O beijando, ajeitando o cabelo ou simplesmente o observando. Ajeitei melhor seu travesseiro, cobrindo em seguida todo o seu corpo. Puxei uma cadeira e sentei-me ao seu lado. Tamanha foi minha surpresa quando notei que Harry fazia o mesmo. Ele pegou uma cadeira a postando ao meu lado e em seguida se sentou, cruzando os braços. 


Quando finalmente me atrevi a olhar para Harry, ele havia adormecido. Parecia tão... Sereno. Como se não houvesse nenhum problema ao seu redor. 


Após um longo tempo, olhei para minhas mãos que ainda seguravam o livro que pegara na biblioteca mais cedo querendo saber o significado das tulipas que apareciam – para mim e Harry – no evento do ministério da magia. Tinha até mesmo me esquecido dele. O abri folheando algumas páginas, lendo significados de algumas flores, até que encontrei o que queria.   


- Tulipas vermelhas... Significado... Amor Eterno...


 











N/A: Meninas, mil desculpas. Quase um mês sem atualização, mas é que volta às aulas é sempre assim, só que eu prometo não ficar demorando com os capítulos. Enfim, nesse capítulo nós vemos a Melissa dando mais um piti e o Luan se mostrando perfeito *o* Como sempre KAOPAKOPA. E os erros de português, por favor relevem, só péssima até mesmo na correção. Enigmatic, Harry e Hermione desconhecem essa tal de Gina. É como dizem, quando está perfeito demais é porque algo de ruim está para acontecer. Carol, obrigada, minha leitora vulgo ajudante. Que horror, quanto ódio no seu coração, desejando que a ruiva morra na primeira oportunidade... Conversaremos sobre isso depois u_u Isis, Harry e Hermione são de pirar qualquer um KOAAOPKAO. Ah curiosidade, ela sempre nos faz pensar em infinitas possibilidades. AH! E sobre as tulipas, eu li isso em um livro, achei tão lindo que não resisti e coloquei aqui. O significado é auto-explicativo *-* Laauras, Gina, Gina, Gina. Ela aparecerá em breve, estilo, participação especial KAOPKAOAKOP. E sobre o passado, não é algo extremamente grave, mas deixou a Hermione bastante chateada. Nina, os dois querem ficar juntos, mas escondem coisas um do outro, difícil entender (ainda mais com o fato de que quem escreve sou eu KAOAKO, enfim). Sobre a mão esquerda dele, não tenho nada a declarar *olhar misterioso* 

MENINAS! Mais uma vez: desculpa pela demora. Tentarei não demorar mais. Beijos e Boa noite *-* 

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Comentários: 4

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Enviado por Laauras em 16/09/2012

Enfim, att! Tava louca pra saber oq ia acontecer nesse capítulo.
Pelo amor de Merlin, quando é que a Melissa vai parar de dar piti? Sério, já tá ficando meio chato. Tudo bem que ela quer saber quem é o pai, mas não precisa fazer tudo isso pra descobrir. Não precisa fazer escândalo, não precisa chamar atenção, esse lado dela é meio sombrio...
Pelo menos o Luan entende a mãe e deve suspeitar os motivos da Mione.
Eu quase tenho uma ataque cardíaco quando li que o Luan caiu da vassoura. Tenho quase certeza que o apanhador da Corvinal deu um empurrãozinho nele; pena que ele não teve a mesma sorte que o pai.
Com certeza a Minerva e a Papoula sabem que o Harry é pai do Luan e da Melissa; "apenas familiares", ele não se tocou da indireta naum?
E a Melissa desnaturada nem vai ver o irmão é?
E o significado da tulipa é mais que perfeito pro Harry e pra Mione!
Bjão esperando att logo! 

Nota: 5

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Enviado por Carolzinha Gregol em 16/09/2012

Melissa, sua linda, precisamos ter uma conversa de mulher para mulher, você precisa aliviar essa sua TPM, que mal humor é esse garota? já conversamos sobre isso antes UHSUIAHSAHSAUSAHUSAHSA cara, a hermione é pessoa mais confusa que eu conheço depois de mim, parece até um imã, kkkkkkkkk cara, Harry acorda pra vida, enxerga que eles são tão filhos, você consegue ser mais burro que eu, como assim?  kkkkk continua amiga *-* e Luan melhoras! 

Nota: 5

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Enviado por EnigmaticPerfection em 16/09/2012

Eu adorei o cap! Por mais que tenha desejado dar uns bons tiros na Hermione no começo por mandar o Harry embora, mesmo depois do que ele fez de manha. Ela é doida, né? E não sentiu falta dele... isso é um torpor doido que, na verdade, é mentira hahaha

Mas o Harry também é outro que tá com os seus segredinhos. Por que ele tava em Hogwarts? E os olhares com a McGonagall? Nossa, gente, tem muito segredo escondido! hahahaha Mesmo assim, eu adorei ele ter estado do lado da Hermione mesmo que essa cabeçuda não queira! Ele tá fazendo por onde, mesmo com sabe-se lá o que ele esconde.

Adorei o lance das tulipas. No começo, eu não lembrava muito bem o que era isso, mas depois veio o flash do cap anterior hahahaha

Ansiosa pra ver o que vai acontecer! Beijos!

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Isis Brito em 16/09/2012

Cara, qual é a da Hermione?
Ela tem um homem perfeito do lado, que a amou, que lhe deu dois filhos lindos... Por que ela teima em manter distância?! Ainda é por causa da Gina?! Manda a ruiva pro espaço logo, e aproveita esse Deus grego em forma de um belo moreno de olhos verdes!! *-*
Ok, viajei, rsrs..
Vamos falar de Melissa novamente... Tenho que confessar (antes que eu me arrependa): não estou gostando dela! Acho que prefiro a Melissa da primeira versão, toda meiga e que dava apoio pra mãe (assim como o Luan está fazendo agora). Não sou muito fã de adolescente problemático, sabe? Principalmente quando o adolescente em questão não tem motivo NENHUM pra ter essas revoltas sem sentido... =P Esse novo piti dela, e o Luan contando que ela vai descobrir de qualquer jeito quem é o pai dela, só mostra o quanto ela regrediu, ficou imatura e não tem um mínimo respeito pela mãe! #desabafei
Desculpa, mas eu precisava colocar a raiva pra fora, rsrs. ^^"
Agora o Luan não... O Luan é um FOFO! Quero um filho perfeito que nem ele, rsrs. E jogando quadribol? Já? Ele está saindo uma cópia perfeita do pai, hein?! Só faltou ele pegar o pomo com a boca pra eu gritar loucamente junto com os outros grifinórios!! =D Ah é, eu ia te perguntar mesmo... Quem ganhou o jogo? Não sei se li mal, mas não vi sinal de quem havia ganho a partida... (Meu Deus, eu sou horrível! O garoto acamado e eu perguntando o resultado do jogo...--")
Ah, e a Minerva sabe que o Harry é pai do Luan e da Melissa, não é? ;D Que outros motivos (tá, além de querer juntar o casal) ela teria para deixá-lo passar a noite vigiando o Luan junto com a Hermione? *-* E a Melissa, hein? Mais uma vez caindo no meu conceito... Ela não vai nem visitar o irmão? --"

E "Amor Eterno"... Sabia que tinha algo por trás dessas flores! rsrs... xD
Ficou perfeito, lindo demais!! Quem sabe agora a Hermione tome vergonha na cara e não deixa pra perdoar o Harry só no último capítulo, rsrs.. ;D

Continua!! \o/ 

Nota: 5

Páginas:[1]
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