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Fic: Foi o Destino - HHr - AVISO 2015


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Capítulo 6
Mais Complicações


 


Desde que aparatamos em Hogsmeade, Harry permaneceu ao meu lado o tempo todo. Sua mão repousava em minhas costas; e este simples gesto me deixava segura. Segura para a conversa que teria com Melissa. E não eram necessárias palavras para mostrar que ele estava ao meu lado não apenas física, mas psicologicamente também. 


Até mesmo ele não sabendo que é o pai de Melissa. 


Minerva permanecia em nossa frente; guiando-nos e quando finalmente chegamos ao nosso destino, à diretora parou em frente à porta nos impedindo de entrar. Avisou que as crianças estavam lá dentro e preferia dizer o que estava acontecendo antes que entrássemos. E assim ela fez. 


Após contar toda a mudança de comportamento que Melissa vem demonstrando desde a chegada em Hogwarts, Minerva – finalmente – abriu a porta revelando duas pequenas crianças sentadas nas cadeiras em frente a sua mesa. Sorri gentil ao ver Luan olhar para trás de imediato. Ele levantou da cadeira e correu em minha direção, me abraçando. 


- Que saudade. – Pronunciou ao meu ouvido. Afastei-me do abraço e passei as mãos por seus cabelos negros. 


Luan logo notou a presença de Harry – que ainda estava ao meu lado – e o olhou curioso. Harry por sua vez apenas passou a mão direita nos cabelos do menino; os bagunçando mais. O adverti com um olhar severo para tal atitude recebendo em troca apenas um “O que foi Hermione?”. 


- Acho melhor as deixarmos a sós. – Minerva olhou para os dois, pedindo apenas com um gesto para que acompanhasse ela. 


Seria apenas eu e Melissa. 


Olhei para a porta sendo fechada e depois para a cadeira que ela estava. Fechei os olhos por alguns segundos e voltei a abri-los. Caminhei até a cadeira vazia ao seu lado, antes ocupada por Luan e observei seu rosto pequeno e sério. Em cima de sua fina sobrancelha podia-se ver claramente um corte profundo por onde saía o sangue que escorria até sua bochecha. 


Minha vontade era de abraçá-la e dizer que tudo ficaria bem; mas não me movi. A situação estava fugindo um pouco do meu controle. Continuei a fitando esperando que dissesse algo, mas ela nada disse. 


- Suas notas estão ruins, seu comportamento está péssimo e teve a coragem de entrar em uma briga com outra menina... – Comecei a falar numerando todos os pontos negativos de sua mudança repentina de comportamento. Ela apenas revirou os olhos cruzando os braços e bufando em seguida. – O que eu faço com você Melissa? – Perguntei em tom severo. 


- Não é preciso fazer nada. – Disse por fim, grosseira. 


- Fazer coisas desse tipo não é uma atitude que eu esperava de você. – Aumentei minha voz. Se ela não queria entender como devia, a trataria como criança. 


- Pois vá se acostumando. – Ela disse me olhando feio. – Porque você terá muitas surpresas. – Completou levantando da cadeira e caminhando até a porta. Harry e Luan que esperavam no corredor observaram, em silêncio, Melissa correr para fora da sala. 


Engoli em seco sentindo as lágrimas em meu rosto. A situação estava pior do que imaginava. Levantei meu olhar para os dois morenos me encarando. Pai e filho. Era inevitável a semelhança entre os dois; os cabelos, os olhos, o jeito. E naquele momento eu soube, que por mais que negasse Harry sempre seria o pai dos meus filhos.  


Meus pensamentos se distanciaram quando vi Luan caminhar em minha direção. 


- Não se preocupe. Ela não está brava com você. Melissa apenas quer chamar atenção. – A voz dele saiu com tanta ternura que não pude deixar de sorrir. 


- Desculpe por não ser uma boa mãe. – Passei a mão por seu rosto, o acariciando. 


- Não diga isso. Você é e sempre será minha mãe e meu pai. Você deve ter algum motivo para não nos contar quem é o nosso pai, mas... – Segurei a respiração quando ele pronunciou aquelas palavras. O fato era que o pai deles estava na mesma sala que nós e a única que sabia de tal fato era eu. - Motivo esse que saberei quando você quiser. – Ele sorriu enquanto eu secava minhas lágrimas. Levantei da cadeira e depositei um beijo em sua testa. 


- Eu amo você meu filho. – Sussurrei o olhando nos olhos. Virei para Harry que não disse nada nesse meio tempo e com apenas um olhar ele entendeu que já deveríamos partir. 


Saímos de Hogwarts caminhando direto para Hogsmeade. As nuvens tomavam conta do céu, impedindo que o sol iluminasse aquele fim de tarde. Uma brisa percorria todo o vilarejo avisando que em breve o frio chegaria. Ajeitei o casaco em meu corpo e o fechei. 


Olhei para o chão enquanto caminhávamos e mordi o lábio inferior. Minutos depois levantei o rosto. Olhei para Harry que sorriu. Ele estava sendo tão gentil em não fazer perguntas que por um momento esqueci-me de tudo o que havia acontecido; não apenas com Melissa, mas tudo o que passamos juntos. 


- Obrigada. – Agradeci em um sussurro. Não apenas por ter me acompanhado, mas por tudo. Ele apenas sorriu. 


- Estava pensando... – Colocou as mãos no bolso da calça social e me olhou com afeição. – Já que estamos aqui, não quer beber algo no Três Vassouras? – Deu de ombros; talvez já esperando uma resposta negativa. 


- Vamos. – Respondi novamente em um sussurro. Observei um sorriso se formar nos lábios de Harry e juntos caminhamos até o bar. 


Passamos o resto da tarde e o inicio da noite apenas conversando. Voltamos ao tempo que nos conhecemos e relembramos de como nos livrávamos das confusões. Em nenhum momento falamos sobre Gina, Rony, Luna; ou até mesmo de Melissa e Luan. Éramos apenas eu e ele. Só nós dois. 


O céu já estava escuro quando aparatamos em uma rua perto de casa. Harry insistiu em me acompanhar, mesmo que não fosse necessário. Aceitei sua companhia; após negar algumas vezes.  


- Luan não fez por querer, mas Melissa ficou coberta de bolo aquele dia. – Comentei rindo, ouvindo em seguida a risada de Harry. 


Pela primeira vez havia contado algo dos dois para ele. O dia em que os poderes de Luan estavam bastante descontrolados; e justo neste dia eu havia feito um bolo com cobertura de chocolate. Melissa não gostou nada da cobertura percorrendo sua roupa.  


- Eles são especiais. – Comentou. 


E no mesmo momento abaixei minha cabeça sentindo as lágrimas se formarem em meus olhos. O vi parar e virar o corpo em minha direção; percebi que já estávamos em frente a minha casa. Foi então que eu senti. Senti o toque de sua pele com a minha. Harry levantou meu rosto e a primeira coisa que vi foram seus olhos verdes em meio as minhas lágrimas. 


- Eu fracassei como mãe. – Confessei deixando as lágrimas caírem de meus olhos. 


- Não diga isso. – Sussurrou Harry com o rosto próximo ao meu. Apenas assenti fechando os olhos e sentindo as lágrimas se secarem aos poucos. 


- Obrigada mais uma vez. – Abri os olhos sorrindo; aproveitando aquela sensação deliciosa de seu toque em minha pele.  


Nossos rostos ficaram cada vez mais próximos e eu podia sentir a respiração dele próxima a minha; assim como podia ouvir o barulho do vento entre nós, mas nada me fazia tirar os olhos dele. Até que finalmente seu rosto ficou colado com o meu e Harry depositou um beijo em minha testa. 


- Até segunda. – Pronunciou recuando dois passos até finalmente virar de costas e caminhar pela calçada rumo à rua em que aparatamos minutos atrás. 


Fiquei em silêncio apenas o observando se afastar; sem olhar para trás. Quando finalmente seu corpo foi substituído pela escuridão, caminhei para a porta de casa e a abri sentindo uma enorme falta dos barulhos estranhos que ouvia do andar de cima. 


Os barulhos indicavam que Luan e Melissa estavam aprontando e logo descobriria o que era. 


Suspirei deixando minha bolsa em uma mesinha ao lado da porta. Subi a escada “aproveitando” aquele silêncio. Entrei em meu quarto caminhando direto para o banheiro a fim de tomar um banho quente. Aquele fim de semana com certeza seria longo. 


Na manhã seguinte acordei com finos raios de sol ultrapassando a cortina que cobria a janela. Espreguicei-me sentindo uma dor percorrer todo o meu corpo; precisava relaxar. Pensei em ficar na cama até não conseguir mais, mas outros planos se formaram em minha mente e um deles não era ficar em casa. 


Levantei da cama e senti um arrepio quando meus pés descalços tocaram o chão gelado. Calcei uma pantufa e caminhei até a janela. Puxei as cortinas e percebi que o dia não estava tão ensolarado quanto imaginava. Os poucos raios de sol que iluminavam o quarto eram os poucos que conseguiam ultrapassar as nuvens cinzentas que cobriam boa parte do céu. O dia não estava bonito para uma manhã de sábado. 


Olhei para o relógio que marcava nove horas e quinze minutos. Peguei uma toalha limpa dentro do guarda roupa e fui direto para o banheiro tomar um banho antes de fazer qualquer outra coisa. Assim que saí do banho, coloquei uma roupa aconchegante. Não precisava usar nada social e isso deixava meu dia um pouco melhor. 


Vesti um jeans escuro, tênis branco uma blusa – fina – branca de manga cumprida e uma blusa de moletom escura. Arrumei meu cabelo em um rabo de cavalo não muito alto e deixei minha franja “quase” caindo sobre o rosto. 


Desci para preparar o café da manhã, mas minha enorme vontade de comer sumiu quando percebi que seria a única sentada naquela mesa. Preparei um chá simples e comi com alguns biscoitos que encontrei no armário da cozinha. Sem mais nada para fazer, peguei minha varinha e saí de casa a caminho do beco diagonal. 


O beco não estava tão movimentado como nas férias; o que era de se esperar, é claro. Havia algumas mães acompanhadas de seus filhos menores e até mesmo homens e mulheres sozinhas. 


Fechei um pouco mais minha blusa e enfiei as mãos frias nos bolsos. Caminhei direto para a livraria Floreios e Borrões; assim que abri a porta, senti um cheiro de poeira invadir minhas narinas. Notei que o lugar não tinha mais do que quatro pessoas, contando comigo. Parei em uma seção de livros biográficos. Minutos depois já estava pagando pelo livro que levaria; magia na escuridão, a história de um velho bruxo que nasceu cego e com muita dificuldade aprendeu tudo o que sabe sobre magia. Além de todos os preconceitos que passou durante a infância. 


Assim que saí da livraria meus olhos repousaram na Gemialidades Weasley; mas notei que a havia um aviso na porta. Caminhei mais para perto para poder lê-lo. 


- Estamos fechados! Abriremos apenas nas próximas férias. – Li sozinha. Estiquei as pernas, ficando na ponta dos pés, tentando ver alguma movimentação ali dentro. 


As únicas coisas que consegui ver foram enormes caixas empilhadas por toda a parte da loja e prateleiras vazias. Coloquei meus pés novamente no chão e olhei para os dois lados do beco como se fosse fazer algo de errado. Segurei firme a maçaneta em minha mão e a girei. 


Um estalinho indicou que a porta estava aberta. Empurrei-a tentando não fazer barulho, mas o sininho que ficava em cima da porta tocou.   


- Desculpa, mas estamos fechados... – Ouvi uma voz familiar. Olhei para trás do balcão onde uma cabeleira ruiva apareceu. – Hermione? – Rony perguntou incrédulo. 


- Sim. – Sorri enquanto fechada a porta. – Mas o que está acontecendo aqui? – Perguntei enquanto caminhava por entre as caixas e finalmente chegava onde ele estava. 


- Estamos fazendo uma “reforma”. – Disse colocando uma caixa pequena em uma prateleira. – Luna está lá em cima, quer falar com ela? – Perguntou tirando a varinha do bolso e apontando para uma vassoura que começou a varrer o local. 


- Na verdade, eu vim falar com você. Perguntar se está tudo bem... – Dei de ombros. 


- O que Harry está fazendo agora? – Questionou de repente. O olhei com os olhos entreabertos. 


- Como assim? – Sentei em um banquinho alto repousando a sacola com o livro no balcão. 


- Você está estranha. E você só fica estranha desse jeito quando é algo relacionado ao Harry. – Explicou. – Você não me engana. – Me olhou pelo canto do olho. 


- Não há nada o que dizer. – Me ajeitei melhor no banquinho. – É que eu apenas não estou me acostumando a ter o Harry de volta. – Confessei mordendo o lábio inferior em seguida. 


Rony me olhou com piedade; ou algo parecido. Não entendi muito bem o que ele queria demonstrar e também não perguntei. Abaixei a cabeça enquanto ele pegava uma enorme caixa que estava no meio de um dos corredores e trouxe até o balcão. 


- Posso te perguntar uma coisa? – Pronunciei incerta. O vi apenas assentir enquanto abria a caixa e continuei. – O Harry ainda está com a sua irmã? – Perguntei. 


Ele apenas me encarou em silêncio, por um bom tempo. E de repente eu percebi que não queria saber a resposta; independente de qual fosse. Sorri sem jeito e ele percebeu que estava desconfortável com aquela situação. 


Rony abriu uma das caixas e começou a revirá-la. 


- E você já contou ao Harry que ele é o pai de seus filhos? – Questionou. 


- Perguntei primeiro. – Rebati. 


- Mas a minha pergunta pode ser respondida. – E de repente eu me calei. Olhei para a sacola que estava o livro que comprara e levantei do banquinho sem dizer nada. – Olha Hermione, Harry me fez prometer que não falaria nada sobre esse assunto. Assim como você também me fez prometer sobre o de seus filhos. – Explicou caminhando em minha direção. 


- Tudo bem. – Pronunciei pensativa a caminho da porta. 


- Espere! Daqui a pouco Luna e eu iremos almoçar, não quer ir com a gente? – Neguei com a cabeça enquanto abria a porta e escutava o sininho tocar. 


- Outra hora talvez... – Acenei antes de sair. 


Ajeitei a sacola em meu braço esquerdo e coloquei as mãos no bolso da blusa. Senti um vento gelado tocar minha pele assim que fechei a porta atrás de mim. Inclinei um pouco a cabeça e notei que não havia mais raios de sol. As nuvens escuras já cobriam todo o céu. Olhei para o relógio e percebi que já era meio dia. 


Comecei a caminhar em direção ao Caldeirão Furado; mas algo ao longe chamou minha atenção. Certo homem de cabelos loiros, quase brancos, estava bem próximo de onde passaria. Desejando que algo pior não acontecesse, tentei não ser vista e logo comecei a caminhar para o lado inverso. 


Até ouvir uma voz bem próxima de meu ouvido. 


- Fugindo de mim, Granger? – Não era preciso olhar o Malfoy para saber que andava ao meu lado. 


- Está falando com a pessoa errada. – Virei meu rosto para o outro lado não querendo olhá-lo; mas ele entrou em minha frente me obrigando a parar.   


- E se for à pessoa certa? – Perguntou se aproximando. 


- Deixe-me em paz. – Soltei aborrecida e desviei dele. 


- Eu não terminei de falar com você. – Pronunciou segurando meu braço e me puxando para perto. Em um movimento rápido saquei minha varinha e a segurei firme em baixo do queixo dele. 


- Mais um movimento... – Sussurrei entre dentes. - E você desejará jamais ter nascido. 


- Ora Granger, você quer tanto quanto eu. – Falou em um tom galanteador.


- Apenas tente. – Minha voz saiu rude, até demais. Apertei mais a varinha no queixo dele e percebi em seu olhar um vestígio de medo. 


Recuei dois passos e sem dizer mais nada guardei minha varinha; virei de costas para ele e segui meu caminho. Meus passos eram apressados; não olhei em nenhum momento para trás. Passei pelo Caldeirão Furado e em alguns minutos já estava em frente a minha casa. 


A tarde percorreu tranquilamente; ou pelo menos aparentemente. Assim que entrei em casa procurei algo que me distraísse. Mas nada conseguia ocupar o meu tempo. 


Deitei no sofá tentando cochilar; sem sucesso. Fitei o teto por um bom tempo pensando em tudo o que não queria pensar. Em Harry, Luan, Melissa e em como tudo virou de cabeça para baixo tão de repente. E a resposta de tudo isso é que a culpa é toda minha. 


Por ter acreditado em tantas coisas que não deveria tudo se virou diante minha cabeça. O fato é que ainda amo Harry. O amo sim. Mas e se ele ainda estiver com Gina? E se Rony não quis responder minha pergunta para eu não saber a verdade? Então é isso! Só pode ser isso. Harry ainda está com Gina e ele ainda teve a coragem de voltar para minha vida; fez com que todos os meus sentimentos por ele, que estavam guardados em um lugar seguro, voltassem. 


Bufei passando as mãos por meu rosto. Estava cansada de tudo aquilo. Cansada de tantos problemas sem conseguir uma solução. 


Levantei do sofá que estava sentada há um bom tempo e subi para meu quarto. Caminhei direto para o banheiro e tomei outro banho com as esperanças que meus problemas fossem embora pelo ralo. Fui para o quarto com apenas uma toalha enrolada no corpo e os cabelos molhados arrancando arrepios de frio. Coloquei meu pijama de moletom e meias para que meu corpo voltasse à temperatura normal. Penteei meu cabelo e desci para a cozinha. 


Preparei uma caneca de chocolate meio amargo com pedacinho de morango e antes de sentar no sofá da sala, acendi a lareira e deixei com que apenas ela iluminasse e esquentasse o ambiente. Tomei o primeiro gole daquele líquido quente e puxei minhas pernas para cima do sofá. Assustei-me com um clarão seguido de um barulho forte do lado de fora; estava chovendo. 


Com dificuldade podia ver uma chuva fina cair; que aos poucos se tornaram grossos pingos de água. Suspirei tentando imaginar o que meus filhos estariam fazendo. Dormindo, conversando, burlando alguma regra. Qualquer coisa para não voltar a onze anos atrás, na noiteem que Harryfoi ao apartamento de meus pais a minha procura. 


Tomei mais um gole do chocolate e fechei os olhos quando uma sensação de nostalgia me atingiu. Ouvi algumas batidas fortes na porta; o que me assustou. Olhei para todos os lados, mas não me movi. Minutos depois ouvi novamente as mesmas batidas e meu coração acelerou. 


Levantei e tentando não fazer barulho caminhei até a porta. Peguei minha varinha e por um momento quis ter um olho mágico para saber quem era antes de abri-la. Segurei firme na maçaneta e novamente ouvi três batidas fortes. 


- Droga! – Praguejei depois de saltar de susto. 


Abri a porta de repente e assustei mais ainda ao ver dois pares de olhos verdes me encarando. Um sorriso maroto se formou nos lábios dele ao ver minha varinha empunhada. 


- Harry! O que faz aqui? – Notei que ele segurava uma caixa. 


- Não vai lançar um feitiço em mim, não é mesmo Hermione? – Falou com um tom divertido. 


- Entre. – Recuei alguns passos dando espaço para que ele entrasse. E assim ele fez. – Pode sentar. – Apontei para o sofá enquanto fechava a porta. 


Repousei minha varinha na mesa de centro e notei que ele apenas sentou quando eu já havia sentado. 


- O que o traz aqui? – Mordi o lábio inferior sem tirar os olhos da caixa que ele carregava. O que ele está aprontando? Estreitei os olhos como se eu pudesse ler seus pensamentos. 


- Ministro mandou os convites para o evento que ele estava planejando... – Começou a falar entregando um envelope para mim. – E isto também é para você. Cortesia do ministério da magia. – Esticou os braços entregando a caixa.  


- Diga-me... – Peguei a caixa e a coloquei no chão. – Por que você está trazendo isso para mim? Não poderia ser entregue por uma coruja? – Arqueei uma sobrancelha; curiosa. 


- Ora Hermione, apenas um “obrigado” seria bom. – Sorriu maroto. – Porém... – Levantou o dedo indicador chamando minha atenção. – Como estava chovendo disse ao Ministro que traria para você. – Explicou. 


- Simples assim? – Ele abriu a boca para falar alguma coisa, mas o interrompi. – Não, esquece. – Balancei a mão direita para que ele não falasse mais nada. – Mesmo assim, Obrigada. – Agradeci pegando a caixa do chão e repousando em minhas pernas. 


Estava prestes a abrir quando Harry segurou minha mão. 


- Não quero ver o vestido antes da festa... – Comentou soltando aos poucos meus dedos. O olhei sem entender. – Bem, estava pensando que poderia ser minha acompanhante... – Continuei não entendendo. – Queria que você fosse comigo a festa, você aceitaria? – Esboçou um sorriso, mas percebi em suas palavras a insegurança que sentia. 


- Aceito. – Respondi sem nem mesmo pensar direito. Resolveria as consequências depois. 


- Me faz um único favor? – Indagou levantando do sofá e caminhando até a porta, eu o segui. 


- Sim. – O observei abrir a porta, pronto para sair. 


- Gostaria que não prendesse o cabelo. Você fica mais linda com ele solto.









N/A: Já vou avisando que o próximo capítulo é o evento do Ministério e foi justamente por causa daquele capítulo que resolvi reescrever a fanfic. Só espero que esteja tão bom quanto eu queria que ficasse, mas vou parar de ficar adiantando as coisas u_u Sobre os erros de ortografia, eles sempre existirão 'kaopakopakoa. Qualquer coisa, me avise. Isis, Melissa é bastante inteligente, mas não sei se ela já percebeu as semelhanças entre Harry e Luan. Tipo, eu não saber é estranho, mas tudo bem 'koapkaopako. Achei o capítulo um pouco vago, mesmo assim espero que goste dele *-* Nina, espero que esteja gostando. E sim, o Harry vai acabar se aproximando das crianças. Só não vou falar mais nada para acabar não falando demais 'AKOPAKOP Carol, Hermione perdida forever #fato. Laauras, Melissa é inteligente, mas vai que ela puxou um pouco da lerdice do pai? 'kopakoapkaopa. 

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Comentários: 5

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Enviado por Isis Brito em 16/08/2012

Ok, ok... Quer dizer que a Melissa tã fazendo birra porque quer, é? Affz... Dava era umas palmadas!! rsrs... ^^"
Adorando esses momentos H/Hr... *-* Harry já convidando a Mione pra festa, como acompanhante DELE. \o/\o/\o/\o/\o/
Ain... E ele prefere os cachos soltos!! *-----*
(Onde eu arranjo um Harry desse pra mim??)

Adorei, adorei!! Continua!! Quero ver (ler) a festa no Ministério, e a Hermione trabalhando pro Profeta ao mesmo tempo que acompanha o Harry!! xD E deve rolar um clima de paixão na festa, né? Quero dizer... Um pouco MAIS de paixão, rsrs. Quero ver a Hermione descobrir se o Harry ainda tá (ou não) com a Gina!! Tomara que não, rsrsr...

Nota: 5

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Enviado por Carolzinha Gregol em 16/08/2012

quero ver esse evento do ministério hahahahahaha to vendo que não vai ser muito bom kkkkkkkk amiga, você é meu orgulho de escritora, você escreve MUITO BEM!

Nota: 5

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Enviado por Nina Granger Potter em 16/08/2012

Aaah, o Luan é um fofo!!! Na verdade, sempre achei que ele fosse se meter em muitas confusões em Hogwarts, mas pelo visto a Melissa que herdou essa característica do pai...
Outra coisa, qual á do Malfoy???? Ele só pode estar aprontando alguma coisa...

Como assim há a possibilidade do Harry ainda estar com a Gina?? Mas ele convidou a Mione para a festa...
Aliás, estou ansiosa para essa festa. Será que a Mione vai beber além da conta? Será que ela vai se controlar acompanhando o Harry??

Mal posso esperar pela aproximação do Harry e das crianças...

Estou adorando a fic. Não demore a postar.

beijos 

Nota: 5

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Enviado por Laauras em 16/08/2012

O q q a Melissa tem? Ou ela é louca ou ela puxou a lerdice do pai!
Mata essa curiosidade a Gina ainda tá com o Harry? E pq ele chamou ela pra ser acompanhante dele?
E oq o Malfoy quer com a Mione? Se o Harry tivesse visto, a briga ia ser feia!
Bjão esperando ansiosamente os proximos capitulos! ;) 

Nota: 5

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Enviado por EnigmaticPerfection em 15/08/2012

Gina? Mesmos se o Harry ainda tiver com ela, ela totalmente foi esquecida nessa última cena! hahahaha Ainda bem, né.
Eu quase gritei "Mas ele tá bem do seu lado" quando o Luan tava falando do pai dele, hahaha. Enfim, deixemos ainda o drama continuar...
O Malfoy, hein. Isso não tá me cheirando nada bem. Aposto que ele ta aprontando das dele. Eu já quero que o Hary meta um soco nele o// hahaha
Só quero ver essa festa. Por que será que eu sinto cheiro de mais confusão vindo?
Beijooos 

Nota: 5

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