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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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Visualizando o capítulo:

16. A corça e o retrono do rei


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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eu sei que prometi o cap pro fim de semana... mas houveram imprevistos e não deu.


Mas como são exatamente 03:52 da manhã de segundo e ainda não dormi, tecnicamente ainda é domingo  e sendo assim, DOMINGO! FINAL DE SEMANA! rsrsrsrs


Então, espero que vc's gostem. Eu tentei colocar mais o Draco nesse cap como me pediram!


Mil desculpas pela demora e muito obrigada pelos cometários e carinho. Vc's são primordias!



Boa leitura!


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No cap anterior



- Como você está Potter? Reparei que seu braço está estranho e tem um corte no rosto. – Gina o olhou melhor pelo espelho.



- Eu.. vou ver o que faço. Tivemos um encontro com .. Vocês sabem quem, e a cobra me atacou. – Os dois arregalaram os olhos.



- Harry! Por Merlim! Vocês tem alguma poção aí?



- Gina, não se preocupe, estou bem. Ela não me envenenou. Só queria me enfraquecer para quando o dono dela chegasse. Vão procurar informações pra Hermione. Eu vou montar a barraca e cuidar delas e de mim também. – Ele acrescentou quando viu que Gina ia protestar. Blás falou as palavras mágicas que encerravam a comunicação ainda em estado de choque.



- Bem, temos pelo menos duas horas até a Biblioteca abrir. Pode começar a me contar toda essa história de espelho, Hermione grávida e até onde Draco Malfoy está envolvido nisso. – Blás a encarou alguns segundos, mas se sentou ao lado dela e começou a contar tudo, principalmente a parte de que Draco não poderia saber de nada.



Mas no fundo dos três, ainda pairava a dor e a expectativa sobre a morte do filhinho de Hermione. Como ela ficaria quando soubesse o que aconteceu? Gina sentia ainda mais pena de Harry, que teria, depois de tudo, contar isso a ela, e sozinho. Afinal onde estava Ronald?




*****************************************************************


Draco estava sentado no seu salão comunal completamente sozinho. Era ainda um tanto cedo, e os poucos sonserinos que estavam no castelo para o feriado de natal ainda estavam dormindo quentinhos em suas confortáveis camas. Ele tinha quase não dormido e assim que cochilou, ao menos foi o que pareceu, teve um pesadelo muito estranho com Hermione. Nunca tinha sonhado com ela, pelo menos desde que voltara para a escola, mas naquela noite de natal ela o visitara em seus sonhos. Ela gritava e parecia sofrer, e ele, de longe, a via se contorcer de dor e ouvia a voz dela o chamar, mesmo que seus lábios apenas se abrissem para gritar. E ele não entendia porque não se movia e a ajudava. Ele via tudo aquilo parado, como se uma força maior não o permitisse dar um passo se quer, ou, falar algo que a confortasse.



Então ele estava lá, olhando o resto do fogo da lareira, sentindo frio, tentando entender seu sonho. Definitivamente ver Hermione sofrer daquela maneira o perturbara, mesmo que tenha sido um simples sonho. Não saberia se agüentaria vê-la daquela maneira na realidade.



- Draco! – Dedos estalaram em frente aos seus olhos e ele se assustou. Olhou para o lado.



- Pansy! – Ela sorriu. Ainda estava enrolada em um robe preto de seda e parecia também sentir frio.



- Bom dia e feliz natal né? Sonhando acordado? – O loiro deu um sorriso sem humor.



- Não exatamente. Mas feliz natal pra você também. – A garota suspirou discretamente. Não agüentava mais vê-lo daquela maneira por tanto tempo.



- Onde esteve ontem? Não jantou conosco e quanto voltamos para cá você também não estava.



- Fui dar uma volta por aí.



- Estava na sala dos monitores né? – Draco a encarou.



- Como..



- Eu não sou uma lerda. Já percebi que passa um bom tempo lá.



- É que..



- Eu sei.. ela.. – Pansy disse um pouco amarga.



- Aquele lugar me leva até os dias mais doces da minha vida. Eu fico mais em paz. E como a sala não está sendo usada mais, já que os monitores foram dispensados pelos irmãos Carrow que fazem eles mesmo as rondas, eu tenho tempo de sobra e a solidão necessária.



- Não faz bem ficar tanto tempo sozinho Draco. Isso acaba nos deixando muito próximos a nossa mente, e a nossa mente é um lugar muito perigoso. Ainda mais para irmos sozinhos.



- Acha que posso ficar louco ou já esteja? – Ela deu de ombros.



- Isso é muito possível e você sabe.



- Talvez eu queira ficar louco Pam. – Ela revirou os olhos e se aproximou mais dele.



- Não seja idiota. Fugir dos fatos não os torna menos pesados ou solucionados. Fugir só o torna fraco e fraqueza não combina com você. Querendo ou não, você é um Malfoy, você é um Black, e isso querido, quer dizer muita coisa. – Os dois sorriram.



- Onde está Blás? Quando fui dormir ele não estava no dormitório então achei que estivesse com você. – Ela virou o rosto para frente.



- E estava até umas 3 horas da manhã. Até que aquela coi... bem... ele saiu do quarto e não voltou mais. Até agora. – Draco franziu o cenho.



- Não entendi.



- Não precisa. Olha, eu vou me trocar e tomar café da manhã. Faça você a mesma coisa, ok? – Ela deu um beijo na bochecha dele e se levantou rápida. O loiro ficou um tempo confuso com as palavras dela, mas resolveu seguir o conselho da amiga.



 



- Mas ela não acorda! – Harry parecia aflito e até mesmo pálido. Segurava o bebezinho com umas das mãos, enquanto segurava o espelho de Hermione com a outra.



- Harry, você a limpou como eu pedi? – Gina estava preocupada. Fazia duas horas que ela e Blás vasculhavam a biblioteca em busca de poções que pudessem passar para o ex namorado fazer e dar para a amiga. Encontraram algumas, mas todas muito complexas e certamente o garoto não teria condições de fazer. Além de que todos eles estavam extremamente cansados.



- Fiz o que pude Gina. Não é simples eu limpar a minha amiga de 17 anos como se ela fosse um bebê! Meu Deus! Mas eu troquei os panos sujos de sangue. Um tempo depois ele ficou bem nojento com uma coisa gosmenta. – Harry parecia realmente enjoado.



- Isso é bom, foi a placenta que saiu.



- Mas eu joguei isso fora e continua saindo sangue Gina! – A menina apertou os lábios e Blás a encarou tão desesperado quanto o menino que sobreviveu.



- Já isso não é bom. Olha, você anotou as receitas não é? – Nesse momento o bebezinho na mão de Harry começou um choro baixo.



- Ah, de novo. Ela não para de chorar. Não sei mais o que faço.



- Potter, ela deve estar com fome! – Blás falou com a boca seca.



- E o que você sugere que eu faça? Eu sei que ela está com fome, mas só Hermione poderia resolver esse problema! – Harry estava completamente atordoado.



- Harry, a Hermione não emite nenhum som?



- Não. Ela está com febre, eu percebi. Precisava ir ao lago e buscar água, mas tenho medo de ela acordar ou acontecer algo com a bebê. Eu já não sei mais o que fazer Gina!



- Onde vocês estão Potter?



- O quê?



- É Harry, onde estão? Quem sabe podemos ir aí te ajudar? – Gina disse convicta.



- Não.. isso não é seguro. Como vocês poderiam vir para cá? – Harry parecia dividido.



- Isso eu não pensei. – Blás respondeu cabisbaixo.



- Eu sei uma maneira Harry. – Os dois a olharam.



- Mas Gina...



- Você não tem muita opção! Diga logo de uma vez!



- Posso saber o que está acontecendo nessa adorável manhã de natal? – Uma voz pontuada, baixa e sarcástica soou atrás deles que ainda estavam na biblioteca. – Um sonserino com uma grifinória? – Gina enfiou o espelho no meio das pernas, enquanto se voltava para trás.



- Diretor. – Foi Blás quem respondeu.



- Pois é, esse é meu cargo e não foi o que perguntei. – A expressão de Snape era a mais dura possível.



- Estamos estudando para poções. Somos dupla em alguns trabalhos e não estamos bem na matéria. Resolvemos nos adiantar. – Gina disse rápida e o diretor a encarou por alguns segundos.



- Saiam já daqui.



- Mas professor...



- Não me irrite senhorita Weasley, não mais do que eu já estou. É tudo muito suspeito. Hoje é natal se não percebeu. Eu posso querer não acreditar na senhorita. O que acha disso? – Ele se abaixou um pouco a fim de encarar os olhos azuis de Gina de perto. Ela estava com muita raiva e ia responde-lo, ma sentiu a mão de Zabinne lhe tocar o braço.



- Ele tem razão Weasley. Vamos embora. – Ela não disse nada e de cara amarrada se levantou, com o cuidado de esconder o espelho dentro da blusa. Blás fechou os livros depressa e seguiu a ruiva até a porta. Snape se foi também direto para a sua sala.



 



- O idiota vai dizer onde está.



- Você conseguiu ver o espelho?



- Sim. Como desconfiamos é um feitiço simples.



- Acha que o desfez?



- Não posso ter certeza. Fazer um feitiço mental tendo que não olhar para o objeto diretamente e com a varinha enrolada na roupa não é algo fácil.



- Você conseguiu. Vamos adiantar algumas coisas. A senhorita Granger realmente não me parece bem.



- E você por acaso está preocupado com ela ou com a falta que ela fará para seus planos, caso morra?



- Não seja tão sarcástico.  Apenas vá até seu estoque de poções e faça o que tem que ser feito.



- À noite.



- Não, ela não pode esperar. Pegue as poções já. A noite faça o resto. Finneus disse que eles estão na Floresta do Deão. Ele ouviu quando Hermione falou com Harry ontem a noite, a bolsinha dela estava aberta.



- Mas...



- Eu sei que o que estou falando. À noite Harry terá mais uma ajuda. Vá logo Snape.



- Como se eu não pudesse ir, Dumbledore.



Draco fez como Pansy o aconselhara. Trocara sua roupa a tempo de poder seguir junto da morena até a mesa da Sonserina. Tudo que se ouvia eram sussurros. Aquilo não parecia mesmo uma manhã de natal.



- Recebeu presentes? – A voz de Pansy o chamou atenção.



- Alguns. Minha mãe me mandou um livro trancado que ainda não consegui abrir. Você me deu uma deliciosa caixa de bombons e Blás... bem o presente de Blás é ainda mais estranho do que de minha mãe. – Ele deu uma mordida no seu pão francês. A garota franziu o cenho para ele.



- O que Blás te deu?



- Parece com um álbum de fotos. Inclusive há fotos nele. Mas as imagens não aparecem. No cartão ele fala que no momento certo, todas se revelarão. Você sabe do que se trata? – Pansy suspirou.



- Talvez. Mas só ele poderia lhe responder.



- Mas.. – Porém ela parou de olha-lo. Sua atenção foi toda voltada para a porta principal. Blás entrava ao lado da Weasley, e ambos pareciam derrotados demais para disfarçar qualquer coisa. A ruiva deu um aceno cansado de cabeça e se encaminhou para sua mesa, sendo copiada pelo sonserino. Draco também prestou atenção nos movimentos intrigado.



- Oi Zabinne! – Pansy disse quando ele se jogou ao seu lado sem emitir nenhum som. Ele estava se sentindo pior do que nunca, já que depois que saíra da biblioteca e do olhar de Snape, ele e a Weasley tentaram voltar a conversar com Potter, mas o espelho simplesmente não funcionava mais.



- De fato Pansy estou sem humor para isso. – Ele respondeu sem olha-la.



- Como é que é? – Ela se virou completamente para ele.



- Você nem pode imaginar o que aconteceu.



- E o que aconteceu? – Fora Draco quem perguntara e parecia que só agora o moreno o percebera.



- Ah.. ótimo.. – Ele abaixou a cabeça esgotado.



- Que merda aconteceu Blás?! – O loiro se sentiu aflito com o jeito do amigo.



- Alguns problemas sem solução. Apenas. – Ele escondeu o rosto nas mãos.



- Quem morreu? – A morena disse esperta. Draco deu um pulinho quase imperceptível.



- Alguém que não viveu... – Foi tudo que ele disse com a voz abafada.



- Oh! – Ela soltou, entendo o que ele queria dizer.



- Eu posso saber do que se trata? Ou melhor, de quem? – Mas parecia que nenhum dos dois tinha ânimo para falar.



- Olha Draco. São coisas nossas sabe? A gente não quer te perturbar mais. Então não se preocupe. – Pansy disse depois de um tempo. Blás se levantou.



- Eu não consigo comer. – E começou a andar.



- Como você quer que eu não me preocupe, vocês...



- Já isso passa. Não é nada muito sério. – Ela também se levantou.



- E o que a Weasley tem a ver com isso? – Pansy seguiu o olhar dele e viu que a ruiva estava tão abatida quanto o seu namorado.



- Não faço a mínima idéia. Na verdade, não deve ter nada. – E ela foi atrás de Blás, antes que o loiro resolvesse perguntar mais alguma coisa. Draco ficou ainda mais confuso.



- Bom dia Malfoy. – Uma voz suave chegou aos seus ouvidos e ele sentiu o pescoço estalar quando se virou para olhar quem era. Fazia tempo que ninguém conversava com ele, além de Blás e Pansy.



- Oi?! – A menina não era feia, mas parecia mais nova. Tinha os cabelos castanhos, um pouco mais escuros do que os de Hermione. Eles eram lisos e brilhantes indo até a cintura. Sua pele era leitosa, apesar das bochechas serem bem coradas. Os olhos eram marrons quase verdes. E tinha um belo sorriso. Ele conseguiu registrar tudo isso em poucos segundos.



- Você não me reconhece não é? Sou do quarto ano. Sou irmã da Dafne. Me chamo Astória. Astória Greengrass. – Draco piscou algumas vezes. Ela era muito bonita, apesar do seu ar um pouco infantil. E ela não tinha nada da irmã. Dafne era amiga de Pansy e se lembrava dela. A menina era meio gordinha e tinha os cabelos bem curtos, além dos olhos serem de outra cor, mas ele não se lembrava qual era a tonalidade.



- Oh, me desculpe. Eu realmente não estou te reconhecendo. – Ela deu de ombros.



- Não tem problema. A maioria não me percebe. Ao contrário da minha irmã, eu não gosto muito de chamar atenção. – Draco ficou pensando em como nunca tinha reparado naquela menina tão delicada.



- Não sabia que vocês tinham ficado para o natal.



- Dafne foi para a casa de uma amiga. Eu achei melhor ficar. Meus pais de qualquer maneira não estão na Inglaterra. Mas coma, estive reparando e você me parece mais abatido esses dias. – Ela sorriu e apontou para o café de Draco intocado.



- Eu não tenho muito apetite sabe.



- Se esforce. Ande! – E os dois sorriram. Na verdade, aquela era a primeira vez no ano que Draco dava um sorriso genuíno e isso o fez se sentir quente. Até se esqueceu por alguns minutos os mistérios dos amigos.



 



 



Harry ouviu um barulho estranho do lado de fora da barraca e ficou apreensivo. Seu braço doía menos, já que conseguira achar a poção que Hermione usara em Ron quando ele estrunchou. O problema era que se sentia fraco pela perda de sangue e esforço da noite. Duelar com alguém não estava em seus planos.



Com todo cuidado que podia, deitou a bebezinha que por fim dormiu ao lado de uma Hermione imóvel, segurou com força a varinha da amiga já que não achara ainda a sua e saiu.



O vento frio o deixou em alerta. Empurrou os óculos para mais perto do rosto quando avistou a frente uma luz prateada. O que seria aquilo? Vagarosamente foi se aproximando. Percebeu que tinha saído do perímetro que era protegido pelos feitiços lançados pela amiga ainda na madrugada, pois o frio ficou mais intenso. Perto da bola de luz havia uma bolsinha e mais nada.



Apreensivo, mas curioso, Harry se abaixou e abriu a bolsa de couro. Dentro dela havia vários frascos de poções diversas. Em cada vidro um nome e alguns ele ate reconheceu como os que Gina havia ditado para ele mais cedo. Seu coração deu um pulo. Da alegria ao receio. Como aquilo teria parado ali? Como, em nome de Deus, alguém poderia ter ouvido suas preces e ter deixado aquelas poções prontas para uso?



Puxou o espelho de Sirius que andava dentro de seu saquinho de veludo depurado no pescoço. Aqueles olhos... azuis... familiares.. estavam lá, e logo, não estavam mais. Se sentiu confiante em levar aquelas preciosidades para dentro da barraca e ajudar sua amiga.



A luz prateada, ele reparou agora que estava de pé, não era mais uma bola de luz. Havia se transformado em uma corça, então ele percebeu que o calor cômodo que ele passara a sentir vinha dali. Aquilo era um patrono, e um muito consistente. Olhou para os lados apreensivo e até agradecido. Onde estava o dono daquele feitiço poderoso?



 



Pansy estava muda. Nos últimos 30 minutos ela permaneceu assim. Ouviu cada palavra engasgada e sofrida do namorado. Blás já até tinha derramado algumas lágrimas por conta disso. Agora ele parara de andar de um lado para o outro no dormitório feminino do sexto ano da Sonserina e se sentara ao lado dela na cama, tão calado como ela. Ele estava exausto em todos os sentidos.



- Não vai dizer nada? – Ele sussurrou depois de alguns minutos. Pansy respirou bem fundo antes de responder, a voz tão baixa quanto.



- O que posso considerar sobre isso? Que sua amiga é louca? Que ela procurou tudo isso com as próprias mãos? Que ela vai morrer? – Ele a encarou, os olhos marejados novamente...



- Pansy..



- Olha, eu sou muito prática e você sabe. Sem os cuidados certos ela vai sucumbir. Foi um parto péssimo. Fora todas as merdas que ela fez antes disso. E garota ainda consegue ser fértil o suficiente para me engravidar de gêmeos! Lembra o que te falei sobre a gravidez do porte dela? Foi tudo em dobro! Merda. – Blás se jogou para trás na cama e deixou algumas lágrimas escorrerem.



- Hermione... – Pansy ficou dura de costas para ele. Aquilo tudo já era demais para cabeça dela. Ver os dois homens que ela mais amava na vida sofrendo pela mesma pessoa. Não que ela fosse fria a tal ponto de não se sensibilizar com tudo aquilo, mas, porra. A idiota da Granger cavou, literalmente, a própria sepultura. No fundo ela já era capaz de reconhecer para si mesma, e apenas para si mesma, que já não amava Draco daquele jeito. Draco agora era seu amigo mais precioso, talvez o único verdadeiro. E aquele moreno, chorando por outra a suas costas, tinha roubado o lugar de Malfoy em seu coração. Que maldição! Mil vezes. Aquela sangue ruim merecia afinal, um pouco do sofrimento que estava passando afinal.



- Blás. – Ela o chamou calma depois de minutos de consideração.



- Hum.. – Ela se virou para ele.



- Eu quero terminar. – Pela primeira vez naquele dia ela avistou os olhos de Zabine voltados para ela. Ele voltou a se sentar.



- Como é que é?



- Eu disse que quer..



- Eu entendi. Só não entendi o porquê, nem o porquê de ser logo agora que eu...



- Exatamente!



- Eu sou culpado? Por favor, não me diga que você... – Mas ele não terminou.



- Eu o que? – Ela quis saber.



- Vai atrás do Draco não é? Agora que acha que a Hermione está fora da jogada você tem o caminho livre novamente. – Ele se levantou nervoso. De repente a saliva dela ficou amarga demais para engolir e sua cabeça não acompanhava as palavras dele.



- Você acha.. você realmente acredita que.... – Foi a vez dela não terminar. Como ele podia achar que ela era capaz de uma coisa daquela? De pensar daquela maneira tão vil?



- Não vejo outro motivo! – Merda, ele realmente estava gostando dela. Hermione só era uma sombra de amor em seu coração. Ela era sua doce e eterna amiga. Por que Malfoy tinha que lhe tirar as mulheres de sua vida?



- Claro. – Pansy apertou os lábios e se levantou. Fria. Blás a acompanhou com olhos enquanto ela se dirigia até a porta.



- Não vai nem negar não é? – Ele recomeçara a chorar. Ela abriu a porta.



- Não vou perder meu tempo, saliva, palavras em tentar negar algo que está tão óbvio para você. Nos desgastar para que Blás? Apenas saia daqui. Procure a Weasley e juntos tentem entrar em contato com o Potter. Talvez dê tempo de ir ao enterro de sua heroína. Mas vá logo! – Ela disse tudo muito calma e até esticou o braço indicando a saída para ele. O moreno a olhou sem acreditar, mas não disse mais nada e se retirou.



Assim que o trinco da porta bateu, Pansy deixou seu peito arder, os olhos nublarem e as lágrimas simplesmente correrem. A sabe tudo, a sangue ruim, a porcaria daquela grifinoria, lhe roubara tudo. E isso a fez a odiar mais uma vez.



 



- Blás! Será que... – Mas Draco parou. Nunca vira seu amigo daquele jeito. Ele andava lentamente como se por um pé na frente do outro fosse muito difícil. Chorava sem nenhuma vergonha. Seu corpo as vezes balança com os soluços. Até Astória, que estivera fazendo companhia a Draco no Salão Comunal, se penalizou.



- Tudo acabou. – Foi tudo que ele disse quando por fim chegara a uma poltrona.



- Astória, hum.. Você poderia ir até a cozinha pedir um chá tranqüilizante? – A castanha era esperta e entendeu que estava sobrando.



- Claro Draco, mas se precisar de alguma coisa a mais pode contar comigo.



- Obrigado! – Ele a viu saindo silenciosamente da sala e se sentou ao lado do amigo. Colocou uma mão em seu ombro.



- Não encoste em mim. – A voz fanha disse e ele se assustou, mas retirou a mão.



- Mas.. o que..



- Apenas agora eu não posso dar com você. Apenas isso...



- Por quê? – Draco estava aflito. Como ele poderia ter alguma coisa a ver com todo aquele sofrimento estampado no rosto e atitudes do amigo?



- Talvez você nunca saiba Draco. Agora não dá. Me deixe aqui, não tenho forças de ir para cama. Por favor! – Blás realmente suplicou. Ele olhou para o pálido amigo e até sentiu um pouco de pena dele, afinal o pobre nem sonhava com toda a verdade. Mas isso não diminuía seu desgosto, ao menos naquele momento, por ele.



- Tudo bem. – O loiro respondeu a contra gosto. Se levantou e saiu da sonserina. Saiu das masmorras. Saiu do castelo. Queria sair do seu corpo, mas não poderia. Se sentira até melhor na última hora com a conversa agradável daquela jovem do quarto ano. Mas tudo se foi depressa, a dor, o peso, voltando ainda com mais intensidade. Seu amigo estava ferido e ele parecia ter causado aquilo. E não saber como o fizera tornava tudo ainda pior. Quando sua maldita vida ia acabar mesmo?



 



Lendo as instruções que tinha rabiscado pela manhã, na última vez que conseguira conversar com Gina e Zabine, Harry limpou Hermione mais uma vez, agora com as poções cicatrizantes indicadas. Também, com todo cuidado que conseguia, pingou mais algumas em sua boca, deixando com que a saliva dela fizesse o resto.



Depois começou a pensar em como alimentar aquela bebê. Sabia que ela estava faminta, mas não tinha idéia de como saciá-la. Resolveu que seu resto de chá de camomila faria a barriguinha dela ficar cheia e a faria dormir um pouco mais. Aquilo não poderia fazer mal, poderia? Hermione acordaria em breve, ele tinha fé nisso.



Então, alguns minutos depois de mamar um chá bem docinho, a filhinha da amiga adormeceu. A colocou na cama que outrora seu amigo ruivo ocupara e sentou em uma cadeira, sentindo que ele próprio dormiria a qualquer segundo. Exausto era pouco para definir seu estado físico e mental.



A broca amargava tanto, como se tivesse engolindo fel. Seu corpo todo parecia dormente, mas havia uma parte que queimava leve. Uma ardência que incomodava, mas não era insuportável. Era quase a mesma sensação que tivera quando passara a noite com Draco. Oh, Draco, sonhara essa noite com ele. Se olhavam de longe, mas algo forte os impedia de até dizer uma palavra.



Passou a língua inconsciente pelos lábios e os percebeu muito secos e cortados. Estranhou. Tentou abrir os olhos, mas estavam pesados demais. Algo de muito estranho havia acontecido, mas o quê? Respirou fundo tentando levar mais oxigênio para seu cérebro. Flashes. Harry. Cemitério. Símbolo. Bathilda. Putrefação. Cobra. Harry. Sangue. Dor. Cobra. Feitiços. Harry. Voldemort. Varinha. Harry. Dor. Sangue. Draco.



Abriu os olhos com toda força que tinha e viu o teto da barraca embaçado. Parecia ser noite. Sua aflição a fez querer ficar sentada, mas doeu então ela gemeu. Algo se movimentou para perto dela.



- Hermione! Hermione! Graças a Deus! – Um Harry muito abatido entrou em seu campo de visão. Mas os olhos verdes brilhavam com alegria.



- Oi. – Sua voz estava seca.



- Vou te dar um pouco de água. – Harry sumiu e voltou meio minuto depois com um copo de água. A ajudou beber.



- Obrigada. – A voz saiu melhor.



- Como você está se sentindo! Meu Deus, eu nem acredito! – Ele estava eufórico e aquilo a deixou mais em alerta.



- Harry o que houve?



- Você não se lembra de nada? – Ele se sentou melhor ao lado dela tentando se controlar.



- Até a parte que eu aparatei com você para a Floresta. Lembro de sentir uma dor muito forte e... Harry meu bebê?! – Então ela tomou consciência do que tanto estava diferente nela. Seu filho não estava dentro dela mais.



- Calma! – Harry sorriu e se levantou mais uma vez. Apareceu com um embrulhinho nas mãos e seu coração disparou.



- Oh! – Foi quase um soluço quando sentiu seu bebe em seus braços.



- É uma linda garota e faminta. Você realmente precisa amamenta-la. – Harry sorria meio abobado. Ele realmente acabara dormindo torto na cadeira e nem vira o resto do dia passar e a noite chegar.



- Mas.. o que houve? Eu não me lembro bem. – Hermione perguntou enquanto se preparava para fazer o que o amigo dissera. Não tinha muito certeza de como fazer mas sabia que toda mulher tinha extinto para isso.



- Foi.. ehr.. um parto complicado. Você sofreu.. e eu não sabia bem o que fazer. E se não fosse a ajuda de Gina teria sido pior..



- Gina?! OH! Sim, o espelho. Ai. – Hermione sorriu ao sentir sua pequena sugar com mais força.



- Eu disse que ela é uma faminta!



- Fiquei muito tempo desacordada?



- Sim.



- Harry me conte tudo. – Essa era pior parte. Como contar que na verdade ela tivera dois filhos, mas que um morrera?!



- Antes dos detalhes, há uma coisa. – Ele não tinha coragem de continuar.



- Fala logo.



- Você teve gêmeos. Um casal. – Hermione sentiu as lágrimas virem. Aquilo era demais. Ficou mais feliz, mas... ao olhar o rosto de Harry a sensação mudou.



- Então onde está o meu filho? – Ela sabia a resposta, mas.. como não perguntar?



- Eu sinto muito! Mesmo. Mas não pude nem tentar nada, ele.. ele já nasceu morto. – Hermione chorou silenciosamente. Harry também.



- Tudo culpa minha. Eu... matei meu filhinho.



- Não! Mas que droga! Não diga isso! A culpa é minha!



- Como sua?



- Você só veio para essa guerra no seu estado por minha causa. – Hermione teve o cuidado de trocar a filha de seio. Ela realmente parecia estar com muita fome.



- Não seja idiota! Eu vim porque quis.



- Mas..



- Olha, de nada adianta ficarmos competindo quem tem mais culpa. O que.. que você..



- Eu o enterrei. E coloquei umas flores e uma pedra indicando. – Ele disse ficando vermelho.



- Eu quero que me leve lá.



- Depois, você ainda está muito fraca.



- Me conte o resto que aconteceu. – Ela ainda deixava as lágrimas rolarem. Mas sofreria sua dor em um outro momento. Ouviu calada cada detalhe. A ajuda dos amigos de Hogwarts, seu estado de praticamente coma, a bolsinha com as poções.



-Eu fiquei com receio, claro. Mas não tinha muita opção, então eu arrisquei. Deu certo. Você está bem. – Ela sorriu. Sua filhinha encostada em seu ombro, acabando de arrotar.



- Pronto, acho que agora a senhorita se satisfez. – Ela a deitou ao seu lado. – Harry você fez o que tinha que fazer. Aliás, foi além disso. Só faz provar como tudo que fiz, todas as escolhas, valeram a pena. Mas você tem que avisar a Gina e ao Blás que estou bem.



- Não consigo. Eles sumiram de repente e desde então o espelho não funciona. – Ela franziu o cenho.



- Estranho, essas coisas não param de funcionar assim. Você tentou alguma coisa?



- Tentei.. mas.. não sei .. pode ser a varinha. – Ela engoliu mais saliva.



- O.. o que tem a varinha?



- Não acho a minha. Então peguei a sua. Pode ser isso. Sua varinha talvez não funcione tão bem comigo. – Ele deu de ombros. Era sua vez de contar uma coisa.



- Harry.. eu.. realmente sinto muito. – Ele obviamente não entendeu. – Quando lance um feitiço naquela cobra ele ricocheteou e bem... sua varinha... ela se quebrou. Eu não pude evitar, eu a vi caindo e ainda a peguei, mas ela estava partida ao meio. Só um pedaço de madeira segurando. Nós podemos tentar consertar mas....



- Tudo bem Hermione. – Mas ela percebeu o quanto ele ficara chateado. A varinha era uma extensão do bruxo.



- Harry..



- É sério. Depois a gente vê isso. Olha, agora descansa. Vou te dar mais um pouco das poções. Amanhã cedo eu vou procurar algo comível. Eu vou lá pra fora vigiar. E.. vou levar sua varinha, tudo bem?



- Eu realmente sinto muito. Depois de tudo que..



- Durma bem... Eu ainda quero conversar com você sobre espelhos, Zabine e coisas assim. Então durma. – Ele lhe deu um beijo na testa e se levantou. Voltou com alguns frascos e indicou que ela tomasse uns dois. Um gole de cada um e saiu. Ela realmente estava se sentindo mal pela varinha, mas um sono forte a fez apagar mais uma vez.



Harry se sentou ao pé da barraca. O colar de Riddle pesando ainda mais. Sua varinha.... Espiou o espelho e viu de relance aqueles olhos novamente. Suspirou. E então uma luz.. aquela luz prateada novamente apareceu. Desta vez não hesitou. Levantou e foi até ela. A luz mais uma vez se transformou em uma corça prateada que começou a graciosamente andar e o levar por um caminho que mal prestara atenção.



Quando viu estava em cima de um lago congelado. A corça voltou a ser uma bola de luz que simplesmente entrou pela película grossa de gelo e afixou ao fundo do lago. Harry ainda olhou para os lados na busca pelo dono daquele patrono, mas nada viu na escuridão da floresta. Quando voltou os olhos para o fundo do lago sentiu a barriga dar um pulo.



Lá embaixo estava ela. A espada de Grinfindor. Tudo que ele precisava para destruir aquela horcrux em seu pescoço. A invocou com um feitiço, mas ela nem se moveu. Então se lembrou. Só os bravos tem direito a espada.



Retirou peça por peça de sua roupa. Jogou longe do lago. Varinha na mão. “Diffindo”. E um buraco se abriu no gelo. A luz prateada não estava mais lá, mas ele ainda via a espada. Mergulhou e achou que ia morrer por causa das facas que a água gelada representava.



Mas tudo ficou pior. O colar, como se sabendo que seu fim estava próximo, se enroscou em seu pescoço e o sufocava. O frio, a falta de oxigênio estavam levando Harry para a morte de uma maneira rápida e angustiante.



Mas uma mão o puxou forte. E como num passe de mágica ele estava fora da água. Conseguia respirar novamente. Tremendo abriu os olhos, mas estava sem óculos então tudo estava ainda mais embaçado. Tateou o chão entorpecido de frio e apreensão. Quem o salvara? Hermione não podia ser, ela não tinha forças para aquilo. O dono do patrono da corça? Achou os óculos.



- Ron? Ronald? Vo-você?! – Ele tremia.



- Oi Harry. Eu.



- O que... ar.. está fazendo aqui? – Ele começou a catar as roupas se sentindo aliviado.



- Bem... te salvando? No que estava pensando?



- Em pegar a espada?! – Harry respondeu meio vestido.



- Você poderia ter morrido!



- Mas você não permitiu! Você voltou!



- Harry..



- Agora não, vamos destruir isso. – E então o moreno retirou o medalhão. – Ronald Weasley, nosso rei, voltou. Então vamos às honras. O destrua!  



 


 


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Comentários: 7

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Enviado por Fernanda Toledo em 09/10/2011

Essa fic é maravilhosa!!

E a cada capitulo faz a gente esperar ansiosa por mais!

Nota: 5

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Enviado por alexandra M. em 08/10/2011

AAAA' AMEEI o cap. quando a mione vai encontrar o draquitoo??

 

Nota: 5

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Enviado por M R C em 27/09/2011

aahh ela acordouuu !! que bommm !!
mas to agoniada com esse draco depressivo ai... =/ que dó..

qdo hermi e o loiro lindo se encontrarão novamente ? muitas emoções ! hahahahaha
amo essa fic =]
beijos para a melhor escritora da feb

Nota: 5

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Enviado por Sammy Blink em 27/09/2011

AAAAAAAAAAAH Brenda! Você me enganou.. eu tava esperando post lá na HPBF, sorte que passei ak *-----*   aaaaaaaah eu preciso de mais !

Nota: 1

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Enviado por Josianne em 26/09/2011

Ansiosa por mais e mais *---------*

Nota: 1

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Enviado por Sammy Blink em 23/09/2011

brendaaaa assim vc me mata qq

-Patty -> sua leitora da HPBF :*

Nota: 5

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Enviado por alexandra M. em 22/09/2011

AAAE Brenda *-*

Mas posta logo por favor -bubu-

Nota: 5

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