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52. Vidros no chão.


Fic: Até o amanhecer.


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As férias estavam próximas e junto delas algumas noticias nada agradáveis, porém decisivas. O futuro é algo que todos nós tememos, um dos maiores desejos do homem é poder desvenda-lo antes que o tal se realize, mas não é tão simples, e agora não seria diferente.


- Bom dia, pequena! – disse Frank ao ver a namorada entrando no colégio.


- Bom dia, meu amor! – respondeu a menina o beijando.


- Pronta para pegar os resultados dos testes? – perguntou o menino enquanto caminhavam de mãos dadas até a entrada da sala.


- Você quem deveria se preocupar! – respondeu Luísa rindo.


Os dois entraram na sala e não demorou muito para o professor chegar. Todos estavam ansiosos para as férias. Luísa não tinha nenhum plano definido, mas dormir era sua prioridade. As últimas semanas haviam sido cansativas e com grandes momentos. A última noite que havia passado com Frank ainda passava em sua mente como flashbacks. E ela sorria.


- Como foram as suas notas? – perguntou a menina enquanto saiam da sala.


- Melhores do que antes, graças a você, minha pequena! – respondeu o garoto lhe beijando a bochecha.


Namorado e namorada foram para a cantina como de costume. Haveria uma comemoração a dois devido a melhora nas notas de Frank. Luísa sorria por finalmente poder estar bem com o namorado. Ela agora mais do que nunca sabia que sua felicidade dependia da presença do garoto. Poderia sorrir e até mesmo ser feliz antes de conhecê-lo, mas agora, sem ele seria impossível.


- Um momento amor, é a minha mãe! – disse o garoto enquanto retirava o celular do bolso.


- Tudo bem, eu vou fazer os pedidos. – respondeu a namorada que foi em direção ao balcão e pediu dois sanduiches e dois sucos de tangerina, como o de costume.


Não muito longe dali Frank falava com a mãe no telefone, sua expressão já havia mudado. Não tinha mais um sorriso no rosto e nem o brilho nos olhos.


- Como assim? Vocês enlouqueceram? – Frank estava descontrolado e suas mãos tremiam.


- Não, meu filho. Mas é o necessário, pelo menos por enquanto. – respondeu a mãe com a voz calma do outro lado da linha.


- Eu não quero ir e vocês já deveriam saber disso. – o menino estava aos gritos e quem passava pelo mesmo arregalava os olhos.


- Não é uma decisão que cabe a você, eu sinto muito. – a voz da mãe agora era mais severa e definitiva. – É só uma viagem, se quiser pode levar a Luísa. – concluiu a mãe.


- Isso não melhora as coisas. Até mais, mãe. – respondeu o garoto com tom irônico.


Após desligar o telefone levou as mãos até o rosto e mordeu os lábios. Olhou por todos os lados, não podia acreditar no que estava prestes a acontecer.  Ao longe conseguiu focar Luísa pegando seu suco e seu sanduiche no balcão da lanchonete. Como viveria sem essa rotina? Esses costumes? Sem ela.


A mãe havia dito que não seria algo definitivo, mas no fundo ele sabia que era. Não queria voltar, não desta vez. E o pior de tudo seria dar a noticia para a menina.


- Oi, meu amor. Porque demorou tanto? – perguntou a menina ao ver o garoto se sentar a mesa. – Ele estava abatido, não havia sorrisos e nem brilho nos olhos. Ela tentava não imaginar o pior, mas estava sendo inevitável.


- Eu preciso te dizer uma coisa, mas preciso que confie em mim. – disse o garoto olhando os olhos castanhos da menina.


- Diga. – respondeu com a voz falhada.


- Eu terei que voltar para Nova York. – o garoto tremia e suspirava fundo ao pronunciar cada palavra. – A principio é para apenas alugar um apartamento, mas sei que haverá um futuro nessa história, um futuro nada bom para mim.


- Quando? – perguntou a menina sem olhar para o garoto.


- Essa semana ainda. – respondeu fitando o chão.


- O QUÊ? – surtou a menina por alguns segundos.


- Foi o que minha mãe disse, mas você pode ir comigo se você quiser. – ele suspirou e olhou nos olhos da amada. – Eu realmente quero que você vá comigo. Serão só alguns dias e depois voltaremos.


- Voltaremos para você pegar as suas coisas e ir embora. Acha que não sei que será assim? Sabe Frank, desde que te conheci e soube da sua vida sempre tive esse medo. Medo que justamente quando eu estivesse apaixonada por você, você fosse embora e me deixasse sozinha. E é exatamente o que vai acontecer agora.


- Você realmente acha que eu quero ir? – perguntou o garoto com lágrimas no canto dos olhos.


- Eu sei que não, mas você vai. E ainda quer me levar para procurar o seu novo apartamento. Seria horrível para mim ficar deitada em minha cama chorando e lembrando de cada pedaço e momento que vivi com você em Nova York e quando abrir meus olhos descobrir que estou sozinha e que você estará a milhares de quilômetros de mim.


- Eu posso tentar mudar isso. – disse o menino mordendo os lábios.


- Não me faça promessas que eu sei que não vai cumprir. – a menina fechou os olhos por um segundo e respirou fundo. – Quer saber? A culpa é minha, eu sabia que isso iria acontecer um dia e me envolvi com você. Vi em você o príncipe encantado de todas as histórias que meus pais contavam para mim quando eu era criança. Mas você não pode ser nenhum deles, porque você vai embora.


- Luísa, eu nasci pra ficar com você e sei que a reciproca é verdadeira. Um dia conseguiremos ficar juntos para sempre. Como em todas as histórias que você ouvia. Primeiro vem a tempestade, depois o sol, entende?  - falou o menino com a voz firme.


- “Um dia”? É exatamente sobre isso que eu estou falando. Não quero viver a te esperar para sempre. Isso não significa que não consigo ficar sozinha que preciso de alguém do meu lado. Significa que não consigo ficar sem você do meu lado. – uma lágrima deslizou pelos olhos da menina.


Frank ficou em silêncio, não sabia o que dizer nem para si mesmo, ainda mais para Luísa. A menina se levantou da mesa e foi em direção à saída. Ele buscou forças para ir atrás dela, sabia que poderia perdê-la para sempre. Ele se levantou e correu até a menina. Ela já estava virando a esquina.


- Não me deixe ir embora. – disse ao segurar no braço da menina.


- Não me deixe sozinha. – disse a menina com o rosto coberto de lágrimas.


Os dois se abraçaram e o ombro de ambos recebiam as lágrimas mais sofridas até hoje. Não havia palavras e nem sussurros, apenas lágrimas silenciosas. O romance havia virado drama. O conto de fadas havia virado horror. Os sorrisos deram lugar às lágrimas.


A menina se soltou do abraço forte do namorado e olhou no fundo dos seus olhos verdes. Sua boca tremia e as lágrimas escorriam involuntariamente. Podia ser tarde demais, porém, ela precisava dizer.


- Eu não quero cair aos pedaços. Eu só quero sentar e te olhar. Eu não quero falar sobre isso e não quero conversar. Eu só quero chorar na sua frente, porque eu estou apaixonada por você. Você é o único com quem eu ficaria até o final. Quando eu estou acabada você me traz de volta, de volta abaixo das estrelas, de volta pros seus braços. Por favor, não me deixe cair aos pedaços. Eu não quero cair aos pedaços.


Apenas o silêncio e a batida do vento podiam ser ouvidos. As lágrimas nos olhos de ambos não cessavam. Era como uma guerra, incerta e sem tempo para acabar. O destino é algo cruel, algo com o qual não podemos lidar apenas seguir. Ele iria embora, ela sabia disso. Uns turbilhões de sentimentos alopravam ambos. Fechar os olhos. Era a única solução do momento. 

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