Após o final de semana na fazenda, Frank e Luísa enfrentariam uma longa e estressante semana de provas, por outro lado, as férias e o aniversário de Luísa se aproximavam. Faltavam alguns minutos para o inicio das aulas, portanto, os dois aproveitaram para namorar e trocar alguns beijos.
- Obrigada! – sussurrou Luísa.
- Pelo quê? - perguntou o menino.
- Por ser tão maravilhoso! – respondeu rindo.
O professor de filosofia logo chegou e todos foram para as salas determinadas realizar os testes. Luísa e Frank haviam se preparado para o teste e logo terminaram. Ao sair da sala cinco minutos antes da namorada o menino ficou sentado sobre uma pilastra ouvindo seu Ipod. Quando a namorada chegou o abraçou por trás e lhe deu um beijo no pescoço.
- Como foi na prova? – perguntou a menina.
- Acho que bem e você? – respondeu o namorado a abraçando.
- Talvez eu gabarite a prova. – ela riu.
- Ok, nerd! – o menino zombou dela.
Os dois foram para a cantina lanchar já que o menino estava “morrendo” de fome. Luísa pediu dois mistos-quentes e dois sucos de tangerina. Quando ficou pronto, o menino foi buscar.
- Bom dia, Frank! Bom dia, Luísa! – era a professora de Física que os encontrava.
- Bom dia, professora! – responderam em coro.
- Como foram no teste de hoje? – perguntou a mulher dos cabelos negros e presos em um coque.
- Acho que bem, professora. – respondeu Luísa.
- Fico feliz com isso. A proposito, você Frank está de parabéns, desde que a Luísa começou a te ajudar, suas notas e seu desempenho melhoraram bastante. Continue assim! – concluiu a professora.
- Obrigado! Pode deixar que eu vou continuar sim, e obrigado por ter me sugerido a Luísa como parceira de estudos! – o menino riu e a professora retribuiu, mas logo se retirou.
- Viu? Ela disse que você fez meu desempenho melhorar, sabe como é agora vai ter que continuar! – disse o menino rindo maliciosamente.
- Cala boca, idiota! – disse Luísa enquanto ria do garoto. – A proposito, quando estávamos na casa do Rafael, por acaso eu o ouvi discutindo com a Letícia e ele disse algo como “ele foi embora por causa de você”, o que isso significa? – perguntou Luísa.
- Sinceramente, você não vai querer saber e eu prefiro não falar sobre isso. – de repente o menino ficou serio e calado.
Luísa entendeu que havia feito uma pergunta seria ao menino, não quis insistir, mas não deixaria isso em branco, ela iria descobrir o que havia acontecido. Após terminaram os lanches e pegarem as coisas, Frank ia à direção do portão para ir para casa, estava exausto do final de semana.
- Desculpa amor, mas eu tenho que ficar na biblioteca um pouco. Quero estudar mais para a prova de amanhã. Mas se você quiser, pode me fazer companhia. – disse a menina enquanto o abraçava.
- Ah amor, eu estou muito cansado! Mas posso te buscar para irmos almoçar juntos. Pode ser? – sugeriu o namorado que esfregava os olhos.
- Claro! Eu te espero no portão. – disse à menina que se despedia do namorado com um beijo.
Luísa desceu as escadas e foi em direção a biblioteca. Dentro de sua mochila havia alguns livros, e a menina logo os retirou junto com seu caderno. Ela lia o conteúdo e fazia algumas anotações no caderno, porém, se sentia sozinha ao perceber que estava sem o namorado. Era estranho, já que ela não se desgrudava mais dele. Mas agora, ela teria que se concentrar na matéria.
- Oi. Posso me sentar com você? – perguntou uma voz desconhecida.
Luísa que estava concentrada na matéria demorou a perceber que havia alguém ali, quando levantou os olhos, percebeu que se tratava de um garoto.
- Ah, claro. Tudo bem! – respondeu a menina que logo se voltou para o livro.
- Meu nome é Caíque, e o seu? – perguntou o menino.
- Luísa. – agora ela olhou para o garoto. Caíque tinha os olhos e cabelos negros que entravam em contraste com sua pele branca como algodão e o seu sorriso.
- Você está no segundo ano? – insistia o garoto em puxar papo.
- Sim e você? – ela agora já cedia às perguntas do garoto, pois sabia que se ignorasse, seria pior.
- Estou no terceiro ano. E por sinal, entendo bastante da matéria que você está estudando. Se quiser alguma ajuda, eu posso lhe oferecer. – disse o menino enquanto sorria.
- Obrigada! – ela retribuiu com um sorriso. – Se não se incomodar pode me explicar sobre essas reações químicas?
- Claro! Como quiser! – disse o garoto que logo começou a explicar para Luísa como funcionava o jogo dos elétrons, nêutrons e prótons.
Após algumas horas Luísa olhou para o relógio e percebeu que talvez o namorado já estivesse a esperando, por um segundo ela havia se esquecido de que tinha que se encontrar com ele.
- Eu tenho que ir agora! Obrigada por ter me ensinado a matéria, foi de grande ajuda. – agradeceu a menina enquanto guardava suas coisas em sua bolsa.
- Não precisa agradecer, sempre que precisar posso te ajudar. Afinal, minha sala é ao lado da sua. – contou o menino enquanto subiam as escadas e ele carregava as coisas da garota.
- Sério? Eu nunca vi você por lá. – respondeu a menina.
- É que eu sou novato, estou aqui apenas há uma semana. – respondeu rindo.
- Entendi! Portanto, se precisar de alguma ajuda para se localizar, pode me procurar também! – ofereceu Luísa.
Quando já estavam quase no portão, Luísa que falava com Caíque não percebeu a presença do namorado que à esperava. Ao perceber que o menino à esperava no portão, ela se despediu do mais novo amigo.
- Foi um prazer conhecer você! – declarou Caíque enquanto entregava a mochila para a menina e em seguida depositou um beijo na bochecha da mesma.
Luísa apenas sorriu e em seguida foi ao encontro do namorado que possuía uma expressão fria e severa no rosto.
- Quem é o garoto? – perguntou antes de tudo.
- O nome dele é Caíque, encontrei com ele na biblioteca. Ele é novato e me ajudou na matéria da prova de amanhã. – respondeu Luísa sem entender o que se passava.
- Novato? Não sei por que, mas acho que já vi essa história em algum lugar. – declarou Frank.
- Não seja bobo! Eu te amo, e nada nem ninguém vão mudar isso. – disse a menina enquanto abraçava o namorado.
O medo invadia o peito do garoto, afinal, nunca pensou na possibilidade de perder Luísa, já que ela era completamente dele. Não queria que pensamentos como esses invadissem sua mente, portanto, abraçou forte a menina e sussurrou algo como “eu te amo”. Ela sorriu.