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22. O Céu Iluminado


Fic: The Seven Gates - Capitulo NOVO - O Céu Iluminado


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- A profecia Harry... – Gina olhou para a porta, mesmo sabendo que o quarto encantado não deixava que outros ouvissem o que era dito do lado de dentro, teve medo de que alguma forma alguém ouvisse. – A profecia diz que Rony vai morrer... Vai morrer protegendo a Hermione.


Harry empalideceu ao pensar na possibilidade.


 


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Rony segurava Hermione pela mão, os dois estavam em um lugar frio e mal iluminado. Ele sentia o toque quente e Mione na mão dele, sabia que a garota estava ao seu lado. Ele sentiu uma lufada de vento gelado em seu rosto, e o cheiro úmido do ar em suas narinas. Era tudo muito real.


- Me deem o que eu quero, ou eu juro que farei os dois sofrerem! – Ele ouviu a voz fria e arrastada. Soava arranhada e suja, quase como se um animal tentasse falar.


Ele voltou-se para Hermione, a garota tinha uma expressão de puro terror na face. Rony pensou por um momento em dizer “não se preocupe, está tudo bem”, mas no instante seguinte uma sombra negra passou veloz por eles, arrancando o toque morno da mão de Hermione, Rony se desesperou ao ver, um gigantesco morcego negro carregando a garota para longe.


- Mione! – Ele berrou a todo pulmão, sentindo a garganta doendo, tamanha a força do grito.


- Desculpe-me Ronald. – Uma voz austera e imponente soou as costas do rapaz.


Rony virou-se apressado, e aos poucos ele viu o lugar se iluminando, transformando-se diante dos olhos dele, no mesmo corredor de mármore que ele visitava em todo sonho. Diante dele, voando serenamente em sua direção, uma fênix com plumas bastante brilhosas e vivas vinha chegando.


- Desculpe-me, mas não há nada que possamos fazer pela senhorita Granger. – A fênix disse. – Algo chegou a ela antes que eu pudesse. Sinto muitíssimo.


O ruivo encarou de forma abobalhada a fênix por alguns instantes. – Eu estou sonhando outra vez não é? – Rony disse olhando em volta.


- Sim e não, Ronald. – A fênix pronunciou.


- Cadê a Mione?


- Já lhe disse. Algo chegou a ela primeiro. – A fênix pairava graciosamente ao redor de Rony. – Eu estou aqui para ajuda-lo Ronald, aquela coisa que tomou a Senhorita Granger, é perigosa, e vai tentar atrapalhar você.


- Atrapalhar no quê? Me ajudar com o quê? – Rony perguntou confuso.


- Reunir as chaves. Destruir o Cálice de Fazel. – A fênix falou.


- Eu vim nessa viagem para apreender o cálice e leva-lo para o ministério da magia, onde ele vai ficar seguro. – Rony tentou se impor contra a fênix.


- Sua missão... Seu destino... é destruir o cálice. – A fênix disse com a mesma voz resoluta. – Acompanhe-me Ronald.


Rony sentiu um puxão no corpo que não pode controlar, e imediatamente ele começou a percorrer os corredores de mármore, flutuando rápido, passando por diversas portas douradas que abriam em feixes de luz, a fênix voando veloz ao seu lado. – Quando chegar a Hora... – A fênix falou. – Você saberá o que fazer Ronald.


Rony parou diante de uma gigantesca porta de ouro, com o símbolo de sete invertido de Fazel encrustado nela. Lentamente ela foi se abrindo e um brilho dourado foi cegando Rony, ele estava prestes a ver o que estava lá dentro.


 


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- Ronald... – Astória dizia, enquanto balançava de leve Rony. – Ronald, acorde.


Rony abriu os olhos e piscou abobalhado. Havia dormido na poltrona, abraçado a Hermione. Astória balançava de leve os dois, tentando acordá-los. – Desculpe por acordar vocês. – A loira disse num tom cordial, com um sorrisinho leve enviesado no rosto. – Draco acordou, ele está se sentindo melhor, mas eu ficaria bem mais calma se Hermione desse uma olhada na ferida dele.


Hermione levantou-se depressa, e começou a ajeitar os cabelos muito cheios. – Eu vou em um segundo... – Ela disse meio encabulada, Rony imaginou, que ser pega dormindo no colo dele não fazia parte dos planos de Hermione.


- Eu vou me trocar, e já me junto a vocês... – Rony respondeu levantando-se pesadamente.


O rosto de Astória se iluminou num enorme sorriso. – Certo. Eu vou checar outra vez o Draco e vou preparar uma refeição reforçada para todos. Depois da noite de ontem, imagino que nós precisemos. – Ela disse alegremente. Depois, deu as costas veloz e voltou para o quarto que dividia com Draco.


Rony ergueu uma das sobrancelhas. – Acho que nunca vi Astória tão feliz... – Ele olhou para Hermione. – O que será que deu nela?


- Provavelmente está aliviada pelo Draco estar melhor. – Hermione comentou casualmente enquanto retirava um par de escovas de dente de dentro da bolsinha de fundo extensível.


Rony ponderou o fato de alguém se alegrar com a saúde de Draco Malfoy. Por um breve momento, considerou que fosse a coisa mais imbecil que ouvira na vida. O ruivo foi até uma pia de ferro que ficava na cozinha da barraca, ele atirou água de qualquer jeito no rosto. – Temos de encantar a água da barraca para ficar sempre morna... Esse lugar está congelando.


- Aqui é a Rússia Rony... – Hermione passou uma das escovas de dente para o ruivo. – Aqui não temos o agradável clima da Inglaterra no verão.


- Qualquer clima é agradável, contanto que eu continue tendo a desculpa para dormir abraçado com você – Rony respondeu de forma marota, pegando a escova das mãos dela, e se esticando para um pequeno beijo estalado nos lábios da garota.


Hermione sorriu. – Vou ter de concordar. Não dormia tão bem em muito tempo.


- Sem pesadelos? – Rony disse enfiando a escova de dente de qualquer jeito na boca, e dirigindo-se ao banheiro coletivo da barraca.


- Eu sonhei que uma sombra tentava me carregar para longe... para um lugar escuro. – Hermione falou empolgada, Rony parou na porta do banheiro e ouviu com atenção. – Mas quando eu achei que estava tudo perdido e eu ficaria sozinha lá na escuridão... Você apareceu, com uma fênix ao seu lado, e um brilho clareou todo o lugar e me salvou. – Hermione sorria de forma carinhosa enquanto continuava a revirar a bolsinha. – Foi um sonho estranho. Mas foi um sonho bom.


Rony permaneceu calado, com a desculpa de estar escovando os dentes.


- Acho que fiquei mais tranquila depois de você ter se oferecido para me ajudar com oclumência. – Hermione falou. – Eu sinto falta de estudar com você, era uma lembrança boa que eu tinha de Hogwarts.


- É. – Rony grunhiu com a boca cheia de creme dental. Rony tentou não demonstrar, mas sentiu o estomago afundando vários centímetros. Ele e Hermione agora estavam compartilhando sonhos. Aprender oclumência agora era uma prioridade. Algo estava tentando tomar a mente de Rony e de Hermione.


 


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Harry estava ao lado de Gina quando Hermione e Rony entraram no quarto que pertencia a Draco e Astória. Rony desejou a todos um bom dia, do qual apenas Astória respondeu com algum tipo de animação.


- Excelente dia Weasley! – Draco exclamou de forma exagerada. – Um dia ótimo para passear por essa pilha de gelo na qual viemos parar. Infelizmente, como você pode ver, eu estou me sentindo um pouco indisposto para isso. – Draco fechou a cara em fúria depois da zombaria.


- Como você pode ver, Rony... – Harry falou. – Malfoy está se sentindo muito melhor.


- Que ótimo. – Rony disse com o máximo de irritação que conseguiu exprimir na voz.


- É ótimo! – Astória interrompeu. – Draco está melhor! Pare de ficar brigando com Ronald... Ele só está tentando ajudar.


O rosto de Draco se contorceu numa expressão que variava entre a surpresa e a irritação. Harry imaginou que o sonserino não fosse acostumado a ser repreendido.


- Eu fiz tudo que a Hermione pediu. – Astória foi falando. – Eu coloquei toalhas quentes nele, pra manter a temperatura, fiz com que ele tomasse as poções a cada três horas, troquei as bandagens de tempo em tempo...


- Ela cuidou bem de mim. – Draco falou, sem esconder o olhar de admiração por Astória.


- Era o mínimo que eu podia fazer... – Astória se apressou em dizer. – Se não fosse por você, seria eu lá debaixo daquela estatua! Você me salvou!


Draco sorriu, levemente encabulado.


- Draco Malfoy, o herói. – Gina sussurrou para que somente Harry ouvisse. – E eu achava que já havia visto de tudo nessa vida.


- Você fez um bom trabalho Astória. – Hermione ia comentando enquanto examinava as ataduras de Draco. – A ferida está bem melhor do que ontem. Você deveria descansar um pouco, Astória. Você não dorme desde antes do labirinto do Typhon... São dois dias. – Hermione parecia verdadeiramente preocupada com Astória.


- Besteira, - A loira se apressou em dizer. – Esse fuso horário maluco que nós viemos parar não me deixa dormir. Vocês estavam cansados, deixei que dormissem... Mas prefiro esperar que escureça antes de dormir, do contrário ficarei confusa. – ela soltou uma risadinha. – Acho que vou preparar uma refeição pra todos. Sei que vocês acabaram de acordar, mas já estamos próximos do horário da janta. Ao menos... Nesse país já é esse horário.


Rony surpreendeu-se com a energia de Astória, ele se perguntou se tinha algo haver com ela ser mais nova que todos eles, ou com o fato dela estar determinada a ser útil e ajudar Draco.


- Rony deveria te ajudar com a comida. – Gina disse animada. – Meu irmão adora comer... Acho que ele é o mais indicado para o trabalho.


Rony olhou confuso para a irmã, como quem diz somente com a expressão que não entende absolutamente nada de cozinha.


- Isso é ótimo! – Astória se levantou animada. – Vamos Ronald... Podemos conversar sobre quadribol enquanto cozinho.


Rony concordou a contragosto, e já estava acompanhando Astória para fora do quarto, quando Harry se aproximou veloz e sussurrou no ouvido dele. – Mantenha ela ocupada e fora do quarto por um tempo companheiro... Temos de ter uma conversa séria com o Malfoy.


O ruivo encarou rapidamente o amigo, e concordou discretamente. E saiu juntando-se a Astória na cozinha.


Um silêncio mórbido pairou por alguns instantes.


- Então... – Draco disse, muito mais sério que antes. – Agora que ela saiu do quarto. Quem de vocês vai dizer a verdade e me falar o quão ruim está minha perna?


Gina e Hermione se entreolharam preocupadas. – A ferida está fechada, e o sangramento parou...


- Mas os nervos e músculos não estão se reparando de forma correta. – Gina disse. – Além disso os ossos do joelho pra baixo estão destroçados, e estão regenerando muito mais lentamente do que deveriam.


- O que isso quer dizer? – Draco disse impaciente, com um pouco de medo estampado no rosto.


- Quer dizer que você só não está sentindo uma dor horrível por que as poções ainda estão fazendo efeito. – Hermione disse gentilmente, tentando não demonstrar preocupação. – Quando o efeito delas começar a passar vai doer... Muito.


- Eu aguento um pouco de dor. – Draco disse rispidamente.


Gina balançou negativamente a cabeça. – Não. Não desse tipo. – Ela deu um passo para se aproximar e encarar Draco mais de perto. – A dor vai ser insuportável, seu corpo vai lentamente entrar em choque, os músculos vão começar a se comprimir por reflexo natural a dor, e isso vai causar uma inflamação.


- Do que vocês estão falando? – Draco parecia aterrorizado.


Harry respirou fundo. E evitou o olhar do antigo inimigo de escola. – Se as poções não começarem a fazer efeito mais rápido, a dor vai vir depois do tratamento vai ser demais para o seu corpo aguentar Malfoy. Se a sua perna não melhorar nos próximos dias, significa que o tratamento das poções falhou, sua perna vai piorar, e a dor vai ser tanta que seu corpo vai simplesmente desistir de viver, não vai aguentar. Se sua perna não melhorar você vai morrer Draco.


Draco tinha os olhos arregalados, e uma expressão de absoluto terror no rosto. – Astória não pode saber. – ele disse – isso iria quebrar a coitada.


- o que faremos? – Hermione perguntou.


- Esperamos. – Draco disse depressa. – Vemos se minha perna melhora. Se não... – Ele engoliu em seco assustado. – Eu não sei.


- Faremos o possível pra te ajudar Malfoy. – Hermione falou.


- Essa é a nossa segunda noite aqui. – Draco disse com um quê de desespero na voz. – Significa que a partir de amanhã serão só quarenta dias até que passamos recuperar a chave e sair desse lugar. Eu só preciso aguentar mais quarenta dias, depois vocês podem me levar para um lugar onde possam tratar da minha perna.


Harry concordou para acalmar Draco. Mas sentiu o estomago revirando, sabia que era uma mentira. Havia conversado com Gina sobre o estado da perna de Draco na noite anterior. O sonserino não duraria mais que uma semana, quanto mais os quarenta dias que ele de forma iludida, desejava.


 


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Gina lançou um olhar de esguelha para o marido. Astória havia preparado um suntuoso banquete para os companheiros de viagem. Um grande assado de carne com legumes e batatas cozidas. A sonserina insistia em dizer que Rony foi de extrema ajuda no preparo, enquanto o ruivo encabulado apenas dava com os ombros e dizia que havia apenas preparado a mesa e cortado algumas batatas.


Astória serviu a todos, e com um enorme sorriso, preparou um prato particularmente robusto do assado e despediu-se de todos, dizendo que iria ajudar Draco a comer. “O pobre coitado precisa de alguém que cuide dele no momento.” Ela disse alegremente, indo em direção ao quarto do sonserino.


Rony olhou estático na direção onde ela havia ido. – Alguém gosta do Malfoy. – Rony olhou para Harry de forma quase cômica e confusa. – Alguém realmente gosta do Malfoy. E eu achava que o Hagrid achando aranhas gigantes e dragões noruegueses bonitinhos era estranho...


Hermione e Gina soltaram risadinhas abafadas. Harry permaneceu calado, com o rosto impassível, encarando Rony. – Você está bem companheiro? – Rony perguntou.


Harry permaneceu calado, até que Gina lhe deu um chute na canela por baixo da mesa. – O que? – Harry disse assustado. – O que foi?


- Rony falou com você querido. – Gina disse entre dentes.


- Ah! – Harry se aprumou na cadeira. – Desculpe, estava distraído.


- Eu notei companheiro. – Rony falou se servindo de mais comida. – Algo em mente?


- Não... – Harry se apressou em dizer. – Só cansado. Foram dois dias bem longos.


- é.. Sei o que você quer dizer. – O ruivo mastigava vorazmente a carne.


Gina sabia que Harry estava mentindo. Conhecia bem o marido. Harry sabia sobre a profecia, sabia que Rony estava destinada a morrer se permanecesse próximo de Hermione, e agora ele olhava o melhor amigo de forma abobalhada, como se esperasse que ele entrasse em combustão espontânea lá diante deles.


- Rony e eu estamos pensando em treinar alguns feitiços amanhã do lado de fora. – Hermione disse. – Talvez até um pouco de oclumência... Se vocês quiserem se juntar a nós.


- Oclumência? – Harry indagou.


- Harry, nós dois sabemos que tem alguém tentando entrar na minha cabeça. – Hermione falou displicente, servindo-se de mais comida. – Rony veio falar comigo diretamente, para saber o que faríamos. E eu acho que oclumência seja a única solução.


Harry olhou para Rony, e o ruivo abriu um sorriso torto. – Ela sempre foi mais rápida pra resolver as coisas do que nós... Achei melhor que falássemos de uma vez do problema.


- Até eu sabia que alguém estava invadindo a cabeça da Mione... – Gina comentou em tom zombeteiro. – Eu ouvi vocês dois conversando na praia, lá na Escócia.


Harry esfregou os olhos por baixo dos óculos. Algo que Hermione começou a notar, era o que ele fazia quando se sentia irritado. – Desculpe Mione, - o rapaz começou a falar. – Procedimento padrão de Auror. Não informamos quando a pessoa está sendo possuída... Elas geralmente entram e pânico e acabam piorando a situação.


- Isso vale até pra mim? – Hermione disse com um sorriso maroto no rosto.


- Vale... – Harry disse sério. – Se as coisas piorassem muito, eu teria te usado como isca pra pegar quem estivesse fazendo isso.


Hermione continuou sorrindo. – Esperto Harry... Muito esperto. – Ela tomou um pouco de suco de abobora. E serviu o amigo. – Eu faria o mesmo.


- Esse cara tem dado pesadelos a Mione. Se ele viesse atrás dela, eu juro que mataria o nojento... – Rony disse com a boca cheia. – Ou morreria protegendo ela.


Ao ouvir Rony dizendo isso, Hermione tremeu, e deixou a jarra de suco de abobora cair pelos dedos dela. Harry esticou-se e agarrou a jarra antes que caísse. Rony não notou o deslize, estava ocupado enviando mais uma garfada generosa de comida na boca.


Gina pigarreou alto, para chamar a atenção pra ela. – Eu e Harry estávamos justamente pensando... Que seria uma boa ideia ele treinar feitiços com vocês nas horas livres. – Ela estava tirando a jarra das mãos de Harry, antes que Rony visse algo. – Já que eu estou grávida e não seria muito boa ideia, fica treinando azarações o dia todo, eu fico de olho no Malfoy, enquanto vocês e a Astória treinam... Harry vai ficar de olho pra que nenhum de vocês se machuque.


Harry franziu o cenho, e depois compreendeu, e concordou enfaticamente com acenos de cabeça. – Temos que estar preparados pra tudo não é mesmo companheiro?


Rony apenas sorriu.


Os olhos de Hermione saltavam sem parar de Harry para Gina, algo que a ruiva imediatamente notou. Ela viu a melhor amiga com o cenho franzido, e mordendo de leve os lábios. Gina quase que podia ver as engrenagens na cabeça de Hermione se movendo e deduzindo algo que parecia extremamente óbvio: Harry sabia. Sabia sobre a profecia, e agora temia que Rony fosse se machucar.


 


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Draco observava as delicadas curvas da boca de Astória. A jovem havia trago comida para ele, e se sentara ao pé da cama, verificando a ferida na perna de Draco, em menos de cinco minutos, ela desabou num sono profundo, sentada lá, serenamente.


O sonserino estava sentado, comendo lentamente, e apreciando a beleza de Astória. Não sentia nenhuma dor na perna, “anestesiado pelas muitas poções da Granger”, ele pensou. Os olhos dele correram o corpo de Astória, de forma deliberadamente obscena. Sabia que não havia ninguém olhando. Estudou as formas dela, que ficavam sempre muito evidentes nos vestidos que ela tinha preferência em usar.


Draco percebeu o que estava fazendo, a maneira com a qual olhava, e temendo que alguém entrasse, decidiu que era mais prudente voltar a se concentrar na comida.


Um pensamento insistia em atormentar a mente de Draco: Por que ele havia pulado em baixo daquela estatua para salvar Astória?


Ele analisava as possibilidades. Teria sido mero instinto? Seus olhos viram alguém em perigo e ele meramente reagira instintivamente? Teriam sido seus desejos egoístas? Draco havia entrado nessa “busca maluca por chaves” numa tentativa de limpar a imagem de “vilões” que a família Malfoy havia recebido, e conquistar de volta um pouco do prestígio que outrora teve, e que melhor maneira de fazer isso do que heroicamente salvar a vida de alguém?


Talvez tenha sido por conta dele estar dormindo com Astória. Será que havia deixado a luxúria interferir no bom senso? Teria ele se deixado levar?


Ou talvez seja a dívida. Draco era o responsável pela morte dos pais de Astória, foi ele quem indicou o local do ataque, ela era órfã por responsabilidade dele. Teve de protege-la, era o mínimo que podia fazer.


Draco se encostou mais contra os travesseiros. “Isso tudo está saindo de controle rápido demais”. Ele pensou enquanto fechava os olhos e tentava dormir.


 


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- Certo Rony, - Hermione falou, enquanto tirava um conjunto de memórias da têmpora, e depositava na penseira. – eu quero que você relaxe, e tente usar o feitiço contra mim.


Rony pigarreou audivelmente, Harry estava sentado em um banquinho, não muito longe, apenas observando com o cenho franzido. Uma leve neve caia ao redor deles, estavam a alguns metros da barraca. Após uma noite tranquila de descanso, eles decidiram começar a treinar logo cedo.


- Pra que a penseira? – Rony perguntou com uma das sobrancelhas arqueadas.


- estou tirando algumas lembranças da cabeça... – Hermione falou calmamente. – Duvido que você consiga invadir minha mente nas primeiras tentativas, mas por via das dúvidas... Tem certas coisas que eu não me sinto confortável com você vendo.


- Como o que por exemplo? – O ruivo questionou atônito.


- Coisas pessoais Ronald. – ela respondeu acidamente, cortando o assunto.


- Eu falhei miseravelmente em todas as minhas tentativas de aprender oclumência... – Harry falou, tentando amenizar o clima. – Mas, ao que me pareceu, é uma questão de fortalecer a mente, é ter ela invadida várias e várias vezes até que sua mente se torna forte o bastante para bloquear a invasão.


- É... – Hermione depositava outra memória na penseira. – Malfoy disse que ajuda se você pensar em uma memória falsa. Se você cria uma memória de mentira, confunde a pessoa tentando invadir sua mente... Mas é perigoso, quando alguém invade sua mente, você fica confuso, e pode começar a perder a noção de quais são as memórias verdadeiras, e quais são as falsas... Você pode acabar quebrando sua mente sem saber o que é real e o que não é...


Rony engolia em seco, e parecia muito assustado.


- Certo. – Hermione afastou a penseira. – Manda ver Rony. Estou pronta.


- Hã? – O ruivo indagou confuso.


- O feitiço Ronald. – Hermione revirou os olhos impaciente. – Tente ler minha mente, estou preparada.


Rony ergueu a varinha, respirou fundo e se preparou. Ele se concentrou o máximo que pode, fez tudo como Hermione havia falado, ele tentou visualizar os pensamentos dela – Legimens... – Rony sussurrou com a voz baixa.


Nada aconteceu. Hermione bufou irritada.


- Isso com certeza me pareceu bem mais tranquilo que minhas aulas com o Snape. – Harry comentou com deboche.


- Me dá um tempo... – Rony irritou-se. – Foi a primeira vez... E é um feitiço complicado.


- Eu sei Rony... – Hermione suspirou. – Talvez nós precisemos mesmo do Malfoy pra isso afinal.


A cara de Rony se fechou; - Você consegue? – Ele perguntou a Hermione. – Invadir pensamentos? Você consegue?


- Eu nunca tentei... – Hermione foi falando. – Mas eu conheço o feitiço, e em teoria eu até poderia tentar...


Rony conjurou um frasco de vidro, e foi puxando memórias da própria têmpora e depositando no frasco. – Faça em mim... Tenta invadir minha memória. – Rony jogou o frasco pra Harry, que agarrou no ar guardou no bolso das vestes.


- Tem certeza disso Rony? – Harry perguntou.


- Temos que aprender não é mesmo? – o ruivo disse.


Hermione mordeu o lábio. – Tem certeza disso Rony? Eu não quero ver suas lembranças.


- Vamos lá Mione... – Rony disse sorrindo. – Nós dissemos que iriamos treinar isso... Juntos. Estou dando minha permissão... Além do mais, você mesma disse que é um feitiço complicado e que provavelmente não iriamos conseguir na primeira tentativa... Estou pronto Mione, pode tentar.


Hermione olhou para Harry quase que suplicante, como se o amigo pudesse fazer Rony desistir da ideia. Harry apenas deu de ombros. – Ele quer Mione, é bom pra um auror aprender essas coisas.


Derrotada, Hermione ergueu a varinha na direção de Rony. – Bloqueie a mente Rony. – Ela respirou fundo de fez um meneio de varinha, e imediatamente, Rony sentiu como se um balde de água e gelo caísse sobre o corpo dele.


Rony estava sentado em uma cadeira n’A Toca, e a Senhora Weasley se aproximava entregando um sanduiche de geleia a ele. Mione estava logo ali ao lado dele e assistia confusa a cena.


- Coma seu café Rony, eu sei que você está indisposto... – Ela enchia uma jarra com suco de abóbora. – Mas é seu primeiro dia em Hogwarts, e você precisa estar fortalecido, é uma viagem longa e você não pode ir de estomago vazio.


- Jorge disse que havia um carrinho com comida no trem. – Rony disse com uma voz desanimada.


- Quanto a isso Rony, - A senhora Weasley soou meio constrangida. – Seu pai e eu estamos tendo um ano meio difícil, tivemos muitos gastos com os materiais dos seus irmãos no ano passado... Então eu vou só vou empacotar alguns sanduiches para você querido... Se estiver tudo bem pra você.


- Tudo bem mamãe. – Rony disse, olhando de relance para a varinha velha e desgastada que acabara de herdar de um dos irmãos mais velhos. – Eu gosto dos seus sanduiches.


A matriarca sorriu com ternura. – Você é um bom garoto Rony. – Ela abraçou o filho com força. – Já empacotou todas as suas coisas? Lembrou-se de pegar seu conjunto de Xadrez? Você adora ele...


- Não acho que vá ter alguém lá para jogar comigo mamãe.


- Bobagem. – Ela disse. – Você é um excelente jogador, lá você com certeza vai encontrar um amigo para jogar com você.


Hermione encarou o rosto do pequeno Rony. Jovem, inocente, prestes a sair de casa, embarcar em Hogwarts e conhecer seus melhores amigos. De súbito, Rony virou-se depressa e viu Hermione o encarando, o garoto esticou-se como se tentasse empurrar ela para longe.


Tudo se dissolveu em volta de Hermione, ela estava de volta a floresta russa, a neve ainda caia lentamente sobre eles. Rony estava sentado no chão, com cara de confuso.


- Uau! – soou a exclamação audível de Rony. – Isso foi muito estranho. Você conseguiu ver isso?


- Vi. – Hermione estava perplexa. – Funcionou.


- Você leu a mente dele? – Harry falou estupefato, enquanto ajudava Rony a se levantar.


Mione olhava para a varinha e para Rony. – Eu vi uma lembrança antiga... E depois, perdi a ligação.


- Eu senti ela observando, forcei o máximo que pude para impedir, e sem mais nem menos, consegui fechar a conexão. – Rony falou. – Eu bloqueei a invasão dela Harry! Eu consegui!


Harry sorriu e ajudou o amigo a limpar a neve das vestes. – Não se gabe tanto companheiro... Mione ainda não domina o feitiço, e ela nem tentou forçar a sua mente, invadir e descobrir alguma coisa. Alguém com experiência em legimencia seria muito mais difícil de bloquear.


- Você consegue forçar mais Hermione? – Rony disse animado. – Isso foi incrível. Eu quero tentar outra vez.


- Rony! – Hermione gemeu em tom choroso. – Isso não é brincadeira.


- Eu sei que não! – Rony implorou. – Mas eu consegui Hermione... Eu consegui bloquear um feitiço avançado na primeira tentativa. Isso nunca me aconteceu! Eu quero continuar, realmente tentar bloquear isso.


- Rony... Eu não quero ficar entrando na sua cabeça.


- Hermione, anda logo! – Ele disse. - Eu aguento.


- Tem certeza? – Hermione falou mais séria. Rony abriu a boca para falar, mas antes mesmo que pudesse confirmar, Hermione já tinha a varinha erguida. – Legimens! – Ela gritou.


Rony sentiu a mesma sensação fria pelo corpo.


Rony estava sentado no balcão de um bar, um copo do que parecia uísque de fogo diante dele. Hermione se aproximou lentamente para vê-lo melhor. Rony tinha olheiras profundas, olhos avermelhados, e parecia, por falta de uma descrição melhor, destruído fisicamente. Assim pensou Hermione.


A porta do bar se abriu, e Hermione virou-se a tempo de ver Harry entrando pela porta frente, muito mais despenteado do que o de costume, e com a gravata mal apertada, o amigo claramente havia saído de casa as pressas. Ele caminhou a passos largos, evitando os cochichos de “olhem, aquele ali não é Harry Potter?” e sentou-se ao lado de Rony.


- Rony, são três da manhã. – Harry falou entre dentes. – Você me enviou uma coruja, e uma mensagem via patrono as três da manhã, eu tenho ficado até o pescoço de problemas no departamento de Aurores todos os dias o dia inteiro, e você me acordou as três da manhã. Se você não me disser que encontrou todos os comensais da morte foragidos, ou que Voldemort ressuscitou de alguma forma... Rony, eu vou lhe amaldiçoar tanto que você vai passar semanas andando engraçado... - Harry pareceu notar o estado do amigo, e o copo de uísque de fogo diante dele. – Quantos desses você já bebeu?


- Não o bastante. – Rony tomou mais um gole. – Harry... O que você estava me falando mais cedo? Sobre um trabalho do ministério no exterior?


- Não é pra nós companheiro. – Harry disse. – Coisa perigosa, secreta. – Harry se aproximou para sussurrar perto de Rony, e Hermione se aproximou também para ouvir.  – Espionar bruxos das trevas. – Ele voltou a falar em seu tom normal. – Prefiro continuar aqui, acabar com o resto dos comensais... Além do mais, é um trabalho com período indeterminado, poderia demorar anos pra voltar pra casa. Fique fora disso Rony...


- Eu quero o trabalho. – O ruivo sentenciou.


- Do que você está falando? – Harry perguntou confuso, ele sinalizou para uma das garçonetes do bar que também queria uma dose de uísque de fogo. – Por que raios você iria querer passar anos fora, no exterior? Sua família está aqui, sua vida, seus amigos, a Hermione...


Rony bateu com força o punho no balcão, fazendo diversos copos tremerem, e alguns dos clientes virarem cabeças para olhar. – Ela terminou comigo. – Rony bebeu outro gole, dessa vez mais generoso, até secar todo o conteúdo do copo, fez sinal de que também queria mais um copo para a garçonete.


Harry olhava confuso e atônito. Hermione se sentiu meio zonza, estava encarando a noite em que terminara com Rony, a quase cinco anos atrás.


- O que houve? – Harry perguntou incrédulo.


- Eu não sei. Ela simplesmente... – Rony respirou fundo, a garçonete entregou os copos aos dois. Rony virou a bebida dele num gole só, Harry apenas provou um pouco do uísque. – Acabou Harry. – Rony disse finalmente.


Os dois ficaram em silencio por um tempo, bebendo, e de tempos em tempos, Rony soltava algumas fungadas e sorrisos bobos para o nada. – Eu vou aceitar aquele trabalho. – Rony disse depois de um tempo.


- Fugir pro outro lado do mundo, pra se colocar em risco não é a solução Rony.


- Eu preciso de um tempo longe de tudo isso Harry. – Rony foi explicando. – Nós, eu e você... Nós enfrentamos o inferno. Nós vimos toda a guerra de camarote. Nós sofremos, perdemos e lutamos mais que qualquer outro que eu conheça... E para quê Harry? Esse é o meu pagamento por todo o sofrimento? Mais dor?


- Rony... Eu sou seu melhor amigo. – Harry foi se levantando. – E mais do que isso, sou seu chefe. E eu não vou autorizar você ir nesse serviço...


- Não é justo companheiro. – o ruivo sussurrou, com a voz estranhamente rouca.


- mas não chega a ser motivo pra sair pulando na primeira missão suicida que o departamento de Aurores pegar. – Harry se aproximou. – Esqueça isso Rony.


Veio rápido demais, até mesmo para Harry e sua boa agilidade, nada poderia te-lo preparado para isso. Rony socou a cara do amigo com toda a força que tinha. Harry cambaleou para trás, o lábio aberto sangrando.


Por um momento Rony permaneceu lá, com fúria no olhar, o punho cerrado, como se preparasse para uma luta. Depois, como se tivesse acabado de perceber o que havia feito, Rony se afastou, olhando para Harry com cara de tristeza e culpa. Harry limpou o pouco sangue que escorreu do lábio aberto. Todos no bar encararam assustados a cena.


- Eu entendo que você esteja com raiva Rony, e triste... E bêbado acima de tudo. – Harry disse com calma. – Mas eu só estou tentando te ajudar.


- Eu tenho que sair desse lugar por um tempo Harry. – Rony disse. – Me desculpe.


- Pense nisso por alguns dias... – Harry foi se preparando para sair. – Se quando estiver sóbrio, ainda quiser fugir, me procure sobre o trabalho.


Harry deu as costas e deixou Rony no bar. Hermione sentiu um impulso de seguir Harry, sentia-se mal lá vendo o estado de Rony, e sabendo que havia sido culpa dela. Hermione viu a garçonete chegando lentamente por trás de Rony e sentando-se ao lado dele no balcão, tocando com gentileza o rosto triste dele, e só então ela reconheceu a antiga companheira de classe, Lilá Brown. Hermione sentiu um pavor como jamais sentira, e desejou sair dali, e tão subitamente quanto havia começado, terminou.


Hermione estava na floresta novamente, a varinha ainda apontada para Rony; o ruivo por sua vez, estava caído no chão, estatelado com a barriga para cima, com a respiração forte e descompassada.


- Pela reação dele, imagino que dessa vez tenha sido um pouco mais intenso. – Harry disse calmamente.


- Eu não conseguia impedir ela... – Rony falou baixo sem folego.


Harry sorria. – Ela viu algo embaraçoso?


- Vi ele socando sua cara num bar. – Hermione tinha uma voz difícil de identificar.


- Ah. – Harry disse encabulado. – Já nem me lembrava mais disso...


- Não foi meu momento de maior orgulho. – Rony completou.


- Talvez nós realmente precisemos do Draco. – Hermione recolhia a penseira e guardava na bolsa de fundo extensivo. – Nenhum de nós sabe como fazer isso de forma apropriada, e nenhum de nós sabe como bloquear isso de forma apropriada.


- Só preciso de mais treino Mione... – Rony disse como se pedisse desculpas.


- Treine um pouco com o Harry. Eu vou ver se o Draco está acordado, se ele tem alguma dica para dar... Talvez até ler um pouco em algum dos meus livros lá dentro... – E dizendo isso, Hermione virou nos calcanhares e começou a marchar de volta para a barraca.


Harry e Rony observaram ela sumindo dentro da barraca. – Ela viu algo daqueles anos que você esteve fora? – Harry perguntou.


- Não. – Rony disse. – São essas memórias aí com você.


- O que você acha que aconteceria se ela descobrisse o que você fez para conseguir espionar o círculo de Fazel?


- Prefiro não pensar nisso companheiro. – O ruivo sussurrou.


Os dois ficaram em silêncio um pouco, Harry chutando alguns montinhos de neve. – Quer tentar invadir minha mente? Treinar um pouco mais?


- Não, eu não iria querer invadir sua mente companheiro. – Rony comentou rindo. – Não quero arriscar ver nenhuma lembrança sua com a minha irmãzinha.


Harry sorriu para o amigo. – Temos quarenta dias para esperar... O que vamos ficar fazendo?


- Não sei quanto a você, mas eu estou com bom humor para xadrez. – Rony começou a caminhar para a barraca. Harry ainda sorrindo foi acompanhando o amigo.


- Vai me deixar vencer dessa vez?


- Jamais. – Rony declarou.


- Você me socou na cara uma vez. – Harry comentou em deboche. – Acho que você me deve ao menos isso.


- Veremos companheiro. – Os dois entraram na barraca com largos sorrisos no rosto.


 


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Hermione entrou no quarto de Draco, e reparou que o lugar era muito mais quente que o resto da barraca, haviam velas, toalhas em agua quente, e uma garrafa de uísque de fogo aberta ao lado dele. Astória ajudava Draco a comer a contragosto; “sou perfeitamente capaz de me alimentar sozinho” o senserino repetia pelo que parecia a milésima vez.


- Como ele está? – Hermione perguntou timidamente.


- Excelente! – Astória indicou animada – Já melhorou muito desde ontem.


- A febre dele não baixou. – Gina falou num tom mais sério e mais preso a realidade.


Hermione tirou um frasco de poção da bolsa. – Dê isso a ele, vai baixar a febre. – Ela entregou a Astória que recolheu depressa o frasco.


- Algum motivo para a visita especial Granger? – Draco rosnou entre dentes.


Hermione pareceu encabulada por uns instantes. – Bom, estávamos tentando treinar oclumência e, estamos tendo algumas dificuldades, e eu estava pensando se você...


Draco Malfoy explodiu em uma risada debochada. – E vocês acharam que conseguiriam treinar oclumência sem nenhum treinamento? – Ele riu cada vez mais alto, visivelmente irritando Hermione.


- Eu tive um pouco de treino com você, e eu li muito sobre o assunto! – Ela respondeu autoritária.


- Três meses numa colina na Escócia, e alguns livros não te fazem uma Legimens capacitada Granger. – Draco esticou o braço e pegou em meio a comida que Astória lhe servia uma maçã verde, e começou a mastiga-la, ele lançou um olhar rápido e triunfante para Astória, engoliu o pedaço de maçã, abriu um largo sorriso. – é muito mais que um feitiço, é uma questão de vontade, e mente aguçada. Sonserinos são melhores nesse tipo de coisa, pois nós vemos oportunidade onde outros não veem. Vocês da grifinória são impulsivos demais pra isso, não reconhecem as implicações da leitura de mentes. Você precisa ser boa em manipular, tanto pare evitar que leiam sua mente, quanto para ler a mente dos outros. E por um tempo eu achei que você fosse... Mentindo pros seus amigos e seu namoradinho, tentando esconder nossas aulas e seus segredinhos naquela penseira... - Hermione fechou a cara. Draco sorriu com ainda mais vontade, abocanhando outra mordida generosa da maçã. – Entenda Granger, você pode muito bem ter sido a mais brilhante “Sangue-ruim” da história de Hogwarts, mas isso não vai adiantar nada com Legimens. Você é gentil demais para isso.


Pareceu que Hermione iria explodir, sacar a varinha, e começar a amaldiçoar Draco de todas as formas que ela fosse capaz. Mas Hermione apenas respirou fundo e abriu um sorriso amarelo. – Decidiu voltar a ser um completo imbecil ao encarar a morte Malfoy?


Houve um estrépito audível quando a bandeja de Astória caiu no chão. – Ninguém vai morrer! – Astória vociferou bem mais alto do que pretendia. – Chega disso. Eu sei que você está estressado por que está preso nessa cama pelos próximos dias, e eu sei que você Hermione está estressada pois não pode mais fazer o que quer que você e o Draco faziam juntos na Escócia. Mas eu não vou tolerar nenhuma discussão estúpida dentro dessa barraca.


Hermione respirou fundo, bateu os pés, girou velozmente e passou correndo para fora do quarto. Malfoy soltou uma audível gargalhada.


- Você continua um imbecil Malfoy. – Gina disse entre os dentes. – Acha realmente inteligente ficar ofendendo a pessoa que está te dando poções para dor?


- Granger pediu ajuda com oclumência, e eu acabei de dar. – Malfoy voltou a mastigar a maçã. – Ela devia me agradecer. – Ele disse com a boca cheia, e um sorriso malicioso.


- Do que você está falando? – A ruiva se indignou.


- Oclumência, assim como o patrono, é um feitiço complicado, diretamente ligado a emoção do bruxo. – Draco falou entediado. – O bruxo deve canalizar o sentimento para invadir a mente, ou bloquear a própria mente com sucesso.


Gina inclinou a cabeça confusa, Astória soltou uma risadinha. – Espera... – Gina compreendeu. – Você está irritando ela de propósito? Para ajudar com oclumência?


- Quando treinamos, eu tento deixar ela humilhada... – Draco sorriu. – Eu invado lembranças que eu sei que são vergonhosas para ela, coisas que eu sei que ela não quer que eu veja. Eu quero que ela me odeie, que sinta fúria... Por que assim, a mente dela se endurece a minha invasão, ela se fortalece contra o legimens.


- Isso é nojento. Brilhante, porém, nojento. – Gina concluiu.


- Eu gosto de pensar que é distorcidamente engenhoso. – O sonserino deu mais uma mordida na maçã.


- Por que você está ajudando nisso Malfoy? – A mais jovem dos Weasley perguntou de forma inquisitiva. – O que você tem a ganhar com isso?


- Sinceramente Weasley? Não é da sua conta. – Draco continuou com o mesmo sorriso zombeteiro.


Gina deu de ombros, e foi saindo do quarto. – Qual o problema Draco, medo de que um de nós comece a pensar que você não é tão ruim quanto tenta parecer que seja? – E dizendo isso, cruzou a porta e foi embora.


Astória que continuava a alimentar Draco, perguntou de forma displicente. – é uma boa pergunta, você sabe, por que você está ajudando?


- Glória. – Draco disse. – Potter é famoso, quando ele começar a preencher relatórios e o boato se espalhar de que estou ajudando o santo Potter com seus trabalhos de Auror, algumas pessoas vão começar a questionar o que houve durante a guerra... – Astória pareceu confusa, e talvez por isso Draco tenha continuado a falar. – Ser inocentado dos crimes pelo Potter ajudou, mas quando souberem que eu trabalho com ele, caçando bruxos das Trevas além de tudo, as pessoas vão começar a acreditar que eu talvez fosse um agente duplo desde de o início.


- E no que isso te ajuda? – Astória perguntou.


- Os investidores dos negócios da família Malfoy vão retornar, e com eles a minha fortuna.


- Qual foi o termo que você usou? Distorcidamente engenhoso? – A loira disse em admiração.


- Sou da Sonserina, Senhorita Greengrass. Eu meramente vejo as oportunidades, as chances, e as coloco ao meu favor antes de agir. – Draco falou com orgulho.


- Eu também. – Astória disse afastando a bandeja com frutas e partindo para cima de Draco com um beijo apaixonado.


 


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O dia transcorreu sem nenhum problema. Rony correu os olhos pela sala, Hermione estava enfiada na velha poltrona lendo um livro grande e grosso. Astória continuava a preparar comida para todos, enquanto conversava sobre quadribol com Gina, que por sua vez, tentava (sem sucesso) tricotar o que deveria ser uma roupinha de bebê.


- Sua vez companheiro. – Harry disse. Os dois estavam engajados numa feroz batalha de Xadrez bruxo, e Rony detestava admitir, mas o amigo havia melhorado muito, mas não o bastante.


Rony moveu o cavalo algumas casas a frente. – Cheque. – O ruivo anunciou.


Harry abriu um triunfante sorriso, ele ordenou a rainha, que marchou em direção do cavalo de Rony e o despedaçou. – Não dessa vez companheiro. – Ele falou ainda sorrindo, mas ao ver a expressão de Rony o sorriso de Harry desapareceu. O ruivo quase segurava uma risada. Harry olhou com desespero para o tabuleiro, e viu o bispo de Rony atacando o rei dele.


- Cheque mate. – Rony entoou.


Harry suspirou irritado. – Não acredito que cai nisso. Quer dizer, é a mesma coisa que você fez para derrotar o xadrez da Porfessora McGonagall no primeiro ano!


- Você venceu a McGonagall em uma partida de xadrez bruxo? – Astória indagou, com um assomo de admiração na voz.


- Algo do tipo. – Rony disse encabulado. Ele olhou em volta, e por um breve momento, se sentiu calmo. Aquela barraca em meio a neve fazia com que ele se lembrasse dos salões de Hogwarts em época natalina. Os devaneios de Rony foram interrompidos pelo gemido de frustração de Gina, a ruiva, atirou as agulhas e a lã para longe, levantando-se irritada.


- Eu odeio tricotar. – Gina grunhiu. – Não aguento nem mais um segundo disso.


- Fica mais fácil depois que você se acostuma. – Hermione falou sem desgrudar os olhos do livro.


- Existe algo que você não consiga fazer Mione? – Gina disse debochada. – Eu vou me deitar, você me acompanha Harry?


Harry se levantou pesadamente. – Sim querida, acho que já perdi pro seu irmão demais por uma noite.


Rony e Harry trocaram um sorriso camarada, e despedindo-se Harry e Gina seguiram para o quarto que dividiam. Astória, girou nos calcanhares, carregando uma bandeja avantajada de comida. – Eu vou ver se o Draco está bem. – Ela disse passando por Hermione a caminho do quarto. – Façam um favor a vocês mesmos, e dessa vez durmam em camas, e não na poltrona. – Ela sumiu entrando no quarto.


Hermione corou de leve, e Rony apenas sorriu. – Deveríamos ir dormir também? – o ruivo perguntou.


- Você pode ir na frente, já te alcanço. – Hermione disse ainda sem tirar os olhos do livro.


Rony concordou e foi caminhando em direção do quarto, ele sentou na cama, esfregou os olhos e respirou fundo. Havia sido um longo dia. Ainda sentia-se cansado da interminável caminhada no labirinto de Typhon, do treino de oclumência com Hermione, a caminhada pela floresta no dia anterior. Rony desabou na cama, e respirou fundo. E sem perceber, adormeceu. Teve um sonho inquieto e estranho, sonhava que Harry lhe dizia que ele não poderia ser mais um auror do ministério, pois havia reprovado em algum dos testes, ele tinha que voltar a Hogwarts e terminar os estudos. Ele era recebido em Hogwarts pela professora McGonagall, e voltava a ser o goleiro do time de quadribol da grifinória. Todos os seus velhos amigos estavam lá, Simas, Dino, até mesmo Fred; todos cantando o hino de “Weasley é o nosso Rei”, ele carregava vitorioso a taça de Quadribol, havia acabado de se tornar campeão. Então, como se estivesse lá sempre, a fênix apareceu. Sobrevoando levemente por cima de todos.


Rony não teve medo, ela pousou serena próxima a ele.


- Não se preocupe Ronald. – A fênix entoou, na mesma voz calma e poderosa do último sonho que Rony teve. – Esse é um bom sonho, eu nem ousaria interrompê-lo;


A fênix levantou voo, e desapareceu no ar, os cantos de “Weasley é nosso Rei” voltaram a ecoar. Rony era campeão da Taça de Quadribol. Ele viu os colegas comemorando, e em meio a multidão, Lilá Brown vinha na direção de Rony. Mas Rony sentiu que havia algo errado, ele se desviou de Lilá, e caminhou entre a multidão de pessoas cantando o nome dele. E lá estava ela, Hermione. Sorridente, radiante. Rony a puxou para um beijo.


- Acorde Rony. – Hermione falou. A garota estava sentada na cama, ao lado de Rony, brincando gentilmente com o cabelo de rapaz. O ruivo piscou meio abobalhado por um instante. – Acho que você estava tendo um sonho.


O ruivo concordou com a cabeça. – É eu estava.


- Era um sonho bom? – Ela perguntou.


Ele concordou com a cabeça outra vez.


- Eu estava nele? – Hermione abriu um sorriso.


- Sim, você estava.


- Vamos tornar esse sonho realidade então? – Hermione se abaixou e plantou um beijo delicado em Rony, Ele afundou as mãos nos cabelos fofos de Hermione, até que o beijo ficasse mais agressivo, mais apaixonado, mais cheio de fome. Eles passaram vários minutos rolando pra lá e pra cá, ficando sem folego, sorrindo e aproveitando o momento um do outro. Eles caíram de frente um com o outro, felizes, Rony acariciando o rosto de Mione, ela respirando de forma descompassada.


- Mione... Eu te amo. Verdadeiramente, eu te amo. – O ruivo disse ainda com o sorriso no rosto.


Rony sentiu o corpo de Hermione Tremendo nas mãos dele, e não soube ao certo o que isso significava. Ela se mexeu, tentando se aninhar mais próxima de Rony. – Eu estou pronta. – Ela disse.


Rony pareceu confuso e atordoado. – Pronta? Para que? – o ruivo indagou.


Hermione ficou em silêncio por uns momentos, e beijou de leve o pescoço de Rony, ela permaneceu com o rosto escondido. – Para nós Rony. É você quem eu quero... E sempre foi, sempre vai ser...


De súbito Rony compreendeu o que ela tentava dizer, e sentiu uma onda de calor subindo pelo corpo dele. – Mione... Eu...


Ela encarou Rony, e voltou a beijá-lo com paixão. Isso fez com que as palavras fugissem a cabeça de Rony, ele apenas aproveitou o momento. Ele sentiu as mãos de Hermione abrindo caminho por entre o abraço, e puxando de qualquer jeito as roupas dele.


 


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Hermione ainda acariciava a mão marcada por sardas de Rony. O ruivo havia dormido abraçado a ela. Ela sorriu e suspirou aliviada. Não iria deixar que Rony morresse, ficaria ao lado do ruivo. Estava feito, consumado, e nenhuma profecia iria mudar isso. Ela era dele, e ele era dela. Ela jamais deixaria Rony morrer, nem que ela mesma tivesse que morrer protegendo o ruivo.


Ela se aninhou mais aconchegada junto a ele. O ruivo rosnou, e a apertou com força. – Ainda acordada Mione? – Ele disse com voz embargada.


- Sim. – Ela respondeu baixinho. – Não queria dormir ainda.


- Você devia descansar... O dia amanhã vai ser cheio, tanto quanto hoje.


Eles ficaram em silêncio um momento. Hermione sentia a respiração constante e gentil de Rony, e se assustou quando ele falou. – Por que agora Mione?


- O que?


- Depois de tantos anos, Por que agora? – Ele repetiu.


Hermione pensou por um momento. – Não estava pronta antes, aconteceu tudo tão depressa depois da guerra Rony. Nós, o casamento do Harry, os velórios e enterros um atrás do outro, meu trabalho no ministério, você como Auror... Eu fiquei com medo.


- E você terminou comigo. – Rony disse em voz indecifrável. – Mas isso não explica, por que agora?


- Eu vi Rony. – Hermione sentenciou.  – Eu vi quando invadi seus pensamentos. Eu vi o que eu causei por ser fraca, e por ter medo. Eu te vi sofrendo Rony, socando seu melhor amigo, se enfiando numa missão suicida, longe de todos que você ama, só pra fugir da dor que eu causei Rony...


- Hermione... – Rony tentou dizer algo enquanto se erguia para sentar ao lado de Hermione, mas a garota continuou falando.


- Eu vi a Lilá, Rony. Naquela sua memória.


Rony ficou estático por alguns instantes. – Achei que você tivesse cortado a conexão com aquela memória antes de vê-la.


- Achei que ela estava morta. – Hermione falou. – Que não havia sobrevivido ao ataque de Hogwarts.


- Ela sobreviveu, mas se afastou de todos. – Rony disse sombrio. – Ela é grata por você ter salvo a vida dela, mas pelo que ela fala, acho que preferia ter morrido. Ela tem uma cicatriz bem feia no pescoço, e age de forma estranha na lua cheia. Culpa da mordida do Greyback... Ela não é cem por cento lobisomem, mas chega bem perto. Ela prefere que pensem que ela morreu. Ela vive num bar, trabalhando como garçonete na Travessa do Tranco.


- E vocês dois...


- Ela me ajudou bastante quando nós terminamos. – Rony falou calmamente. – Acho que a ideia de fugir pra longe partiu dela. Ela também não soube lidar com os problemas depois da guerra.


- E vocês dois ficaram juntos depois que nós terminamos... – Ela falou baixo..


- Não. – Rony falou sorrindo. – Não da maneira que você está pensando. Ela Tentou, mas não tivemos nada Mione.


Hermione deixou escapar um suspiro aliviado.


- Não me diga que foi por isso que você...


- Não! – Hermione apressou em dizer. – Eu fiz isso, porque nós já perdemos tempo demais... Nada mais vai ficar no nosso caminho Rony.


- Passado, ficou no passado Hermione. – Rony abraçou a garota com gentileza; - Eu estou com você. E foi só isso que eu quis, desde Hogwarts, e até mesmo quando estive fora.


Hermione respirou fundo outra vez. – Eu estraguei tudo. Compliquei demais as coisas.


- E agora as coisas estão resolvidas, ficar pensando no passado não adianta em nada.


- Quando você ficou tão paciente? – Hermione forçou uma risadinha.


- Eu desperdicei tempo demais Hermione. – Rony falou. – Eu não quero desperdiçar mais.


- Então... – Hermione foi mudando de posição, subindo sem cima de Rony, e beijando ele aos poucos. – Acho que talvez devemos repor esse tempo perdido.


- Eu gosto da maneira que você pensa Hermione. – Rony começou a retribuir os beijos, quando um estranho barulho os interrompeu, um conjunto de chiados e estampidos altos. Rony saltou depressa da cama, e começou a se vestir o mais rápido que pode. – Você fica aqui. Ele falou colocando o casaco.


- De jeito nenhum eu deixo você sair sozinho. – Hermione já havia se vestido quase que completamente, os dois saíram aos tropeços do quarto. Quando eles chegaram ao lado de fora, Harry e Gina já estavam lá, descabelados e vestidos as pressas, exatamente como Rony e Hermione. Astória vinha caminhando timidamente logo atrás, segurando sem jeito a camisola preta que esvoaçava ao vento. O rosto deles iluminado pelos clarões no céu.


- Isso são? – Rony disse confuso.


- Fogos de artifício. – Harry respondeu, assistindo o céu explodindo em cores, quando os muitos fogos de artificio disparavam e iluminavam o céu escuro acima da floresta.


Por um tempo o grupo apenas assistiu o espetáculo de cores no céu.


- Talvez sejam trouxas, acampando por aqui. – Hermione disse cortando o silêncio. - Quase que imediatamente depois dela dizer isso, um dos fogos explodiu na forma de um brilhante dragão verde florescente, ele rodopiou e depois pairou fantasmagoricamente pela floresta. – Retiro o que disse. Definitivamente Bruxos.


- Eles podem ajudar o Draco! – Astória exclamou num gritinho animado.


- Eles podem ser o círculo de Fazel procurando
por nós. – Harry falou.


- Se fosse o círculo de Fazel, acho que eles não estariam anunciando a presença com fogos de artifício. – Rony esclareceu.


- Podemos salvar o Draco!, precisamos ir! – Astória falou.


- É arriscado demais, e precisamos cuidar do Malfoy aqui. – Harry falou.


- Então eu vou sozinha! – Astória falou rispidamente.


- Eu vou. – Hermione se intrometeu. – Eu vou com a Astória. Harry e Rony ficam aqui para proteger a barraca, e Gina pode cuidar do Draco enquanto estivermos fora.


- O que? – Rony indagou. – Não! Eu vou com você, Astória pode ficar.


- Eu acho que é melhor você ficar, companheiro. – Harry falou. – Hermione sabe se cuidar, ela vai ficar de olho na Astória, e elas não vão ficar longe por muito tempo.


“Harry sabia. ”. Hermione pensou. O amigo já sabia sobre a profecia, e estava mantendo Rony longe dela pra evitar que se realizasse. Ele estava protegendo Rony.


- Eu não vou deixar você sair sozinha. – Rony rosnou.


- Você é mais necessário aqui Rony. – Hermione falou. – Não se preocupe, eu vou ficar bem. E muito mais tranquila se você estiver aqui. – Ela virou-se para Astória. – Prepare suas coisas Astória, saímos cedo assim que amanhecer.


 


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 Olá!

O que acharam do capítulo novo? Quero opiniões! 
Para as pessoas que estão, lendo, e deixando suas idéias, expeculações e opiniões:

Pessoa: Nem precisou ficar tão ansiosa, esse capitulo eu postei até que rapidinho em comparação com as outras vezes!
Ana Marisa Potter: Que bom que você está gostando, e não se preocupe, pode até demorar mas eu tenho um final feliz planejado para o fim da Fic. (mesmo que alguns dos personagens não vão sobreviver até o fim).
Ana Julia: Você acompanha desde o começo? São leitores como você que já são ‘de casa‘ que eu mais aprecio quando comentam e dão opínião!
Douglas Assis: Bem vindo de volta companheiro! (aposto que ficou irritado com o "companheiro"). Explicando o uso do termo, não sei se você notou, mas nos últimos livros da saga, talvez por passar mais tempo com os irmãos ou na ordem da fênix, Rony pegou o costume do Sul da Inglaterra de se referir aos amigos como "Mate", que traduzido é "companheiro" mesmo. Isso não aparece nos filmes, mas nos livros (até mesmo aqui no Brasil) o costume do Rony falar "Companheiro" ficou. Exclareci a duvida? Só estava tentando ser fiel a J.K.

Se você está lendo e gostando da Fic, deixe seu comentário, ou até mesmo recomende para alguém, não sei se já disse isso, mas seus comentários são o que me motiva a continuar escrevendo, e enchendo de surpresas todo capitulo. Até a próxima a todos! 


 Rafael Wrencher

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Enviado por Edson Weasley Granger EWG em 25/10/2015

não mate os 3 casais

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