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15. Guerra é morte também


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Harry e Hermione mudaram muitas vezes de lugar nos meses seguintes. No primeiro ela adiou o máximo que pode na esperança de Ron voltar, mas ele não apareceu. E nos dias que se passaram ela e Harry, como em um acordo mudo, nem tocavam no nome dele.



Se sentindo menos mal e cansada, já que podia ficar mais deitada agora que seu amigo sabia de sua gravidez, ela se dedicava mais a tentar decifrar os mistérios que Dumbledore os deixara. Já descobrira que para destruir uma Horcrux por exemplo, o veneno de Basilisco seria ideal, sendo assim, a espada de Grinfindor, repleta dele, seria o ideal.



- Hermione, olha só o que apareceu aqui! – Harry veio correndo em sua direção, já que ela estava sentada do lado de fora da barraca.



- O que foi?! – Ele esticou o braço para ele e lhe mostrou o pomo de ouro. Em volta da bolinha estava escrito “Abo no fecho”.



- Eu o coloquei na boca e isso apareceu. Lembra que me disse que os pomos guardam na memória o primeiro toque? Então. O primeiro pomo que peguei não foi com as mãos, eu quase o engoli. – Ele sorriu com a boca e com os olhos.



- Sim, é verdade Harry.



- Você sabe o que significa? – Ele tinha esperanças.



- Não. Não faço idéia do que isso pode dizer. Mas olha encontrei isso aqui também. É um sinal. Ele está riscado a tinta no livro de Runas, mas não é uma. Não existe esse símbolo. – Harry olhou aquele desenho que parecia ser uma pirâmide, com uma bola dentro e um risco no meio.



- O que..



- Eu acho que isso é uma pista que Dumbledore nos deixou, mas não consigo entende-la. – Os dois suspiraram. Ficaram em silêncio por um tempo.



- Sabe, eu estive pensando. Eu gostaria de ir a Godric's Hollow. Eu não queria te pedir isso, ainda mais com a sua barriga cada dia maior, mas..



- Eu também quero ir. Quer dizer, sempre achei perigoso, porque ele sabe que essa cidade é importante pra você e talvez só esteja esperando a sua visita. Mas pode ser que achemos algo relativo a espada por lá. – Harry riu mais uma vez.



- Sim. E pode ter alguma horcrux por lá. Foi ali que ele quase morreu, que tudo mudou. É importante pra ele também Hermione.



Mas eles esperaram ainda mais 30 dias. O tempo da poção polissuco ficar pronta. Hermione o convenceu que seria menos arriscado assim, apesar de Harry achar que seria mais perigoso pra ela, por conta de sua gravidez.



Com fios de cabelo que Hermione pegara quando gastou sua última moeda trouxa num armazém de beira de estrada, eles partiram para a cidade natal de Harry Potter.



 



Draco caminhava respirando o vento gelado de inverno. Lá dentro do Castelo o banquete de natal era servido, mas estava longe de ser acolhedor como os dos anos anteriores. O teto do Salão Principal não estava mais encantado como sempre fora, não havia as 12 árvores de natal e nem as músicas. E ele mesmo, não sentia fome. Se sentou em lugar qualquer, molhando sua roupa na neve espessa. Apenas queria não pensar, ou melhor, sonhar.



- Malfoy. – Uma voz suave chegou aos seus ouvidos. Abriu os olhos e se virou para ver quem era. Os cabelos vermelhos voando ao sabor do vento. O contraste com o branco da neve era bonito de se ver, mas mesmo assim franziu o cenho não entendo o que ela estava fazendo ali e ainda por cima falando com ele.



- Weasley?!



- Eu posso me sentar aqui, por um instante? – Ela não esperou a sua resposta e apenas se sentou.



- Por que não está na casa de seus pais? – Isso realmente estava rondando a cabeça dele.



- Ah, é tão arriscado sair por ai. E aqui no Castelo apesar de tudo, nós temos nosso refúgio, assim por dizer. Meus pais entenderam a minha escolha de ficar aqui. – Ela deu de ombros e continuou olhando pra frente como esteve desde o momento que se sentara ao lado dele. Draco ficou em silêncio por um tempo, não entendendo bem aquele encontro. – Soube que ficou por castigo de Snape.



- É. – Foi tudo que ele disse.



- Isso é muito bom pra você.



- Como assim?



- Ah, você sabe. Os convidados para a mesa dos Malfoy esse ano não são os mais agradáveis. – Ela o encarou pela primeira vez. Os azuis dele, mais claros que os dela, estavam surpresos. Aliás, ela nunca vira o olhar dele daquele jeito e naquele momento começou a deslumbrar o que poderia ter feito Hermione se apaixonar por aquele garoto amargo.



- O que você quer de mim Weasley?



- Por que eu deveria querer alguma coisa?



- Você está conversando comigo Weasley, conversando! – Gina sorriu docemente.



- E isso é tão extraordinário não é?!



- Apenas vá ficar com seus grifinórios e me deixe em paz. – Ele não estava nervoso, nem chateado ou usara tom de nojo na voz. Ele só parecia cansado e a ruiva percebeu isso.



- Olha, eu logo vou fazer isso mesmo, porque é véspera de natal e não quero perder meu tempo nesse frio com uma pessoa mal humorada. Mas antes preciso entender umas coisas. – Draco voltou a olha-la, agora confuso.



- Do que você está falando?



- Vamos pela ordem cronológica. Por que tentou matar professor Dumbledore e deixou aquelas pessoas entrarem aqui? – O loiro se levantou de um pulo.



- Mas é claro! Obvio! – Ele andava de um lado para outro, passando as mãos no cabelo freneticamente. O azul de seu olhar foi sumindo. Gina observava tudo isso, ainda sentada, calmamente no mesmo lugar. – Veio toda amistosa para começar com esses julgamentos. VÁ PARA O INFERNO! – E saiu andando rápido, mas a grifinória foi atrás e o puxou pelo braço.



- Deixe de ser um mimado idiotamente histérico! Eu imagino que você deve ter tido um motivo maior que seu talento natural para o mal. E você não o fez! Deve ter algo de bom ai dentro, que fez Hermione se apaixonar por você! – Ela disse tudo muito rápido. Draco parou de respirar. Os olhos arderam. O azul voltando para seu olhar.



- Quê? – Ele sussurrou.



- Você entendeu ora bolas. – Como ela poderia ficar tão tranqüila falando daquele assunto?



- Weasley, eu não sei...



- Olha, ela não me contou exatamente nada. Eu apenas descobri. E quando tudo aconteceu, eu confirmei o que suspeitava. Ela ficou tão arrasada, de um jeito que eu nunca vi. Você a feriu de verdade, como ninguém foi capaz de fazer. – Draco fechou os olhos respirando forte o ar gelado, desejava que aquele frio o congelasse até a morte.



- Por que você está me dizendo isso?



- Porque eu preciso entender. Preciso saber se vale a pena. – Ele reabriu os olhos.



- Vale a pena? – Gina revirou os olhos.



- É. Saber se valeu a pena ter visto a minha melhor amiga sofrer do jeito que vi. Se vale a pena eu faze-la entender que talvez, quem sabe, um dia, essa história pode dar certo. Se você vale a pena para Hermione. – Draco estava perdido naquelas palavras.



- Onde ela está? Ela está bem? O que aconteceu com ela? – Foi tudo que ele conseguiu dizer depois de um tempo. Os olhos brilhando, as bochechas rosadas, muito mais de desespero do que pelo frio. Sua preocupação, ansiedade, angustia genuínass.



- Eu não sei onde eles estão Malfoy, gostaria tanto quanto você saber. – Gina abaixou os olhos e suspirou. Se reconheceu no loiro a sua frente.



- Ela está com seu irmão, não é?! – Sua voz saiu amarga e baixa, ela voltou a olha-lo.



- E com Harry também, obviamente você não está pensando que...



- Olha só. É a melhor coisa que ela faz. Ficar com o Weasley! Ou mesmo com o Potter. Não me importo! Desde que não seja comigo, que ela fique com Vol...



- DRACO! – Gina berrou colocando as mãos nos lábios dele. Ele começou a chorar feito uma criança e ela não soube o que fazer.



- Ela jamais poderá ficar comigo, Weasley, melhor que seja com que goste e vá cuidar dela. – Ele tentava não chorar, mas era difícil. Pensar em Hermione com aquele ruivo idiota doía demais.



- Você não pode saber do futuro. Nunca se sabe o que nos reserva. E ela não está com meu irmão, menos ainda com Harry. Ela gostou sim do Ron, mas isso mudou, e você sabe muito bem por que. – Draco secava rudemente as lágrimas do rosto.



- Mas acabou.



- Não acabou. Se tivesse eu não estaria aqui tentando entender. O jeito que ela estava antes de partir com os meninos... Isso ficou aqui dentro da minha cabeça, e quando te vi aqui, dando sopa.. enfim. – Draco apenas acenou com a cabeça e se afastou lentamente. Gina ainda o viu entrar no Castelo, mas desta vez não foi atrás dele. Já tinha entendido o que ansiava saber. E quando tivesse a oportunidade, faria Hermione entender que sim, valia a pena.



 



Se sentia cansada. Já tinham ido até o cemitério e encontraram o túmulos dos Potter, bem como o de um tal de Ignoto, que tinha aquele símbolo do seu livro de Runas. Ela tinha percebido que era noite de Natal e falara isso à Harry. Perceberam também o memorial que fora construído em homenagem a James, Lilly e a pequeno Harry. Até a casa dele, os dois já tinham passado.



Agora estava na casa suja, escura e mal cheirosa daquela bruxa velha. Seu instinto gritando para não estarem ali, mas o menino que sobreviveu insistira muito que queria conversar com Bathilda Bagshot. Tinha encontrado um livro intocado de título “A vida e as mentiras de Albus Dumbledore”, que ela sabia ser de Rita Skeeter. O pegou e colocou na sua bolsinha de contas. Foi quando ouviu um barulho estranho vindo do andar de cima, onde Harry estava com a velha historiadora, e correu para lá. A Poção já tinha acabado fazia tempo e subir as escadas com sua barriga extremamente grande foi mais difícil do que pensava.



Quando entrou no quarto, Harry estava caído no chão, o braço em um ângulo estranho e saindo sangue. Mas de repente uma cobra a atacou e ela gritou e atirou-se para um lado. Lançou um feitiço que desviou e despedaçou uma parede cortinada. Em meio a confusão, ela perdeu Harry de vista. Sua barriga começou a doer, bem na região do ventre o que a deixou mais desesperada ainda. Foi quando mais uma vez aquela coisa horrenda veio para cima dela e então ela lançou mais um feitiço. “Engorgio”. Um clarão vermelho preencheu todo o cômodo e “a cobra voou pelo ar, atingido com força o rosto do garoto; ao subir, volta a volta, o animal foi desenrolando, em direção ao teto. Harry ergueu sua varinha, mas, ao fazê-lo, sua cicatriz queimou mais dolorosamente, mais intensamente do que fizera em anos.  



- Ele está vindo! Hermione, ele está vindo!



Enquanto ele gritou a cobra caiu assoviando de forma selvagem. Tudo era um caos, ela
esmagava as gavetas contra a parede, coisas partidas voando de todos os lados
enquanto Harry pulava sobre a cama e prendeu a forma negra que ele sabia ser
Hermione...




Ela gritou de dor conforme colocou suas costas na cama: a cobra se pôs em
retaguarda novamente, mas Harry sabia que pior do que a cobra vindo, talvez até a
caminho, era que sua cabeça iria explodir com a dor de sua cicatriz.
A cobra deu o bote assim que ele lançou-se numa corrida, pegando Hermione com ele;
Hermione gritou, “Confringo!” e seu feitiço voou pelo quarto, explodindo o espelho do
guarda roupas e ricocheteando atrás deles, do chão ao teto. Harry sentia o calor da
cicatriz da costa de sua mão. O vidro cortou sua bochecha quando – puxando Hermione com ele – Harry saltou da cama para a penteadeira e então, direto para fora pela janela despedaçada, para o nada, o grito dela ressoando pela noite enquanto eles giravam no meio do ar....”



(pgs 26 e 27 capitulo dezessete de Reliquias da Morte)



Apesar da dor que sentia, da tontura e preocupação, Hermione conseguiu pensar em um lugar para aparatarem em meio a queda da janela.



Jogou Harry na neve e depressa, ofegantemente, colocou todos os feitiços de proteção que sabia e conseguia se lembrar. Sua dor só aumentava e determinado momento sentiu algo quente escorrendo por dentro de suas calças. Entrou em pânico. Foi até Harry e berrou um “Ennevarte” que o fez acordar.



- Me ajude Harry! – Ela gemia. O menino ainda parecia confuso, mas olhava para ela já preocupado.



- Hermione.. – Ela encolheu, apertando a barriga.



- Meu filho.. ai... meu bebê! – Harry arregalou os olhos, de repente se lembrando de tudo. Sua cicatriz parara de doer, apesar do braço latejar e o rosto arder com o corte.



- Meu Deus, o que posso fazer? Onde estamos? Hermione? Há alguma vila ou coisa assim aqui perto? – Com uma careta de dor ela acenou que não.



- Vim para um lugar afastado Harry. Floresta do Deão. Somos só nos dois.



- Mas... Não está no tempo certo, está? – Hermione respirou fundo.



- Oito meses. Mas sinto que estou sangrando ou coisa assim! – Ela viu que ele ficou em pânico, mas não teria como acalma-lo porque ela também estava. Porém tinha que pensar em alguma coisa.



- Preste atenção Harry. Na minha bolsinha de contas. Lá dentro tem um espelho. Ele serve de comunicação.



- Quê?



- Harry, não está na hora de perguntas, por favor! Aiiiii..



- Ok, desculpe! – Ele levantou correndo e pegou a bolsinha dela jogada a um canto, perto deles. Seu braço doía como se estivesse sendo arrancado.



- Procure, é um espelho redondo.



 



Gina só voltara tarde para dentro do Castelo. Sabia que seus amigos estavam na Sala Precisa comemorando o natal devidamente, mas estava tão angustiada que necessitava ficar sozinha. Sabia que estava em perigo, já que se um dos irmãos Carrow a visse estaria perdida. Foi se esgueirando pelas sombras, pedindo mentalmente que Comensais da Morte comemorassem Natal também. Foi quando viu um vulto passando quase correndo perto de onde estava esvoaçando a capa contra o frio. Achou estranho e foi atrás. A pessoa estava indo para a biblioteca, o que achou estranho, já que aquela hora, estava fechada, ainda mais por causa do feriado.



- Está trancada Potter! Merda! E agora?! – Ela tinha escutado direito? “Potter”? Reconheceu a voz, era Blás Zabinne.



- Zabinne!? – Ela o chamou. Quando ele virou seu rosto, estava pálido e ela pode perceber que estava suando. Viu também quando ele enfiou uma mão dentro da capa.



- O que você quer Weasley? Vá dormir! – Nunca o vira tão nervoso.



- Você estava conversando com o Harry?



- Que?



- Eu ouvi! – Ela estava começando ficar nervosa. Foi quando ouviram passos no chão de pedra. – Por aqui. – Gina indicou um lugar e Blás, sem opção a seguiu. Subiram rápido uma escada e logo entraram por uma porta que Gina trancou.



- Weasley?



- É o banheiro da Murta. Eles não vêem aqui. Agora desembucha.



- Eu... – Foi quando um murmúrio foi ouvido vindo de baixo da capa de Blás. Gina foi rápida e a abriu. Viu que ele segurava um espelho.



- O que é isso?



- Blás.. – Era uma voz fraca, mas ela reconheceu. Puxou o objeto para si.



- Hermione? – Gina estava duplamente assustada. Por ver a amiga e por nota-la tão pálida.



- Gina? Ai... – O espelho pareceu mudar de mão e a ruiva então viu Harry. Tão pálido quanto a amiga.



- O que está acontecendo Harry?



- Não tem como explicar agora Gina. Hermione está tendo um bebê, e não está nada bem.



- Han?



- Weasley, por Merlim, você é mulher! Pode nos ajudar? – Gina sentia as pernas bambas. Como assim Hermione estava tendo um bebê? Que loucura era aquele espelho? Onde estava Ron? Ajudar!



- Por favor Gina! – Ela voltou para realidade com o grito de Hermione.



- Eu... não tenho certeza. Quer dizer, está no tempo certo?



- Não. Ela está de 8 meses.



- Ok.. – A ruiva começou a andar de um lado para o outro do banheiro.



- Weasley!



- Cala a boca Zabinne, estou pensando. Harry, vocês tem panos ai?



- Sim!



- Pegue alguns. Tire a roupa dela. COM TODO O RESPEITO VIU?



- Mas Gina, está muito frio aqui.



- Como você acha que o bebe vai sair? Tira logo. Cadê o Ronald pra ajudar?



- Ronald... – Hermione lamentou baixo.



- Ele não está aqui Gina... Meu Deus! – Harry tinha colocado o espelho no chão, ao lado para despir Hermione.



- O que foi? – Tanto a ruiva quanto a grávida gritaram juntas. O menino voltou para a imagem do espelho.



- É que.. er.. tem muito sangue aqui. – Hermione começou a chorar e Gina engoliu em seco.



- Tente limpar alguma coisa Harry. – Foi tudo que ela conseguiu responder.



- Meu bebê. – Gina e Blás ouviram o murmúrio de Hermione e ficaram mais preocupados.



- Hermione o que você está sentido? – Harry passou o espelho para amiga enquanto, com vergonha e medo, tentava limpa-la um pouco.



- Uma dor, como se estivesse sendo rachada ao meio, e como se alguma coisa estivesse tentando sair de dentro de mim. – Gina deu um breve sorriso.



- Isso é bom! Seu filho está vivo. Ele que quer sair, faça força.



- Dói tanto. – Ela chorava muito.



- Me deixe falar com Harry. – Gina tinha um espírito de liderança e calma que causava inveja em qualquer um. Blás estava agradecendo mentalmente por ter encontrado com ela pelo caminho. Não tinha idéia do que fazer quando seu espelho chamou. Estava dormindo, junto de Pansy, e ela apenas se virou para o outro lado quando o viu pegando o pequeno objeto. Quando viu que era Potter que falava com ele, se desesperou, colocando sua calça de qualquer jeito e se enfiando na capa, saindo do dormitório feminino, que só tinha Pam como ocupante, já que seus pais a proibiram de sair do Castelo.



- Fala Gina. – Harry era o desespero em pessoa.



- Tente ficar calmo. Conjure fogo e água. Aqueça a água e molhe os panos que pedi que você pegasse. Depois vá colocando em volta da barriga dela e da... an.. as partes baixas dela aí. – Só nesse momento Gina ficara vermelha, e Harry se perdeu um pouco em sua beleza. – Vamos Harry! – E ele então, ficou vermelho.



O mais rápido que podia ele fez isso, não sem antes colocar Hermione deitada no colchão que conseguira tirar de dentro da bolsa, a deixando um pouco mais confortável. E amarrou forte seu braço com um rasgo de sua própria camisa, diminuindo um pouco a sua própria dor.



- Eu vou morrer! – Hermione disse depois de um tempo que apenas fizera força e tudo que saia dela era sangue e dor.



- Não fala isso Hermione! – Harry fora acariciar seu rosto, mas acabou a sujando com o sangue de suas mãos.



- Eu não posso mais fazer força Harry, eu estou fraca. Eu devia ter ouvido vocês quando me disseram que tinha que partir para cuidar do meu bebê, eu o matei.



- Herms, pare com isso! – Blás pegou o espelho das mãos tremulas de Gina, mas tudo que viu foi o rosto desesperado de Harry. – Me deixe vê-la.



- Hermione, você precisa ser forte. A culpa é minha também. – Harry disse chorando, mas fez com que o espelho ficasse voltado para o rosto dela. Branca feito a neve, os lábios roxos, as lágrimas inúteis contra a dor.



- Ei! Preste atenção. Você é a garota mais corajosa que um dia eu já conheci. Você escolheu ser amiga desse testa rachada! Depois você escolheu ser a bruxa mais incrível, mesmo sendo uma nascida trouxa. Aí resolveu se envolver com a pessoa mais errada possível para você e levar isso adiante. Para piorar tudo, resolveu seguir um jurado de morte onde quer que ele fosse! Tudo por amor! E eu sei que você ama seu filho, tanto quanto pode ser imaginável. Então lute por ele, e por sua vida, para que assim você possa cuidar dele! Mas isso tem que ser agora! – Blás disse calmo apesar dos olhos cheios de água.



- Eu... vou tentar! – E ela recomeçou a fazer força. Gina pegou o espelho das mãos de Blás mais uma vez.



- Harry! A ajude! Já vi alguns partos e as vezes as parteiras ajudam a grávida empurrar. Empurre a barriga dela pra baixo, com um pouco de força, mas não muita. Anda! – Todos estavam chorando e Harry, apesar do braço machucado fez o que a ruiva pedira.



Hermione gritava tanto quanto sua garganta seca permitia. Harry já não conseguia fazer tanta força porque seu braço direito estava seriamente debilitado. Blás e Gina, já sentados no banheiro ficavam na expectativa e já quase sem esperanças.  Até que um silêncio reinou e Harry percebeu Hermione fechar os olhos.



- Não! NÃO! Hermione, não feche os olhos! – Ele sacudiu o rosto dela a deixando mais vermelha com o próprio sangue.



- Harry.. está gelado. – Sua voz era um fiapo.



- Eu sei, mas continue acordada!



- Conjure mais fogo Harry!



- Mas eu já ascendi duas fogueiras, não está mais tão frio aqui. Vamos Hermione.



- Faz meu filho nascer Harry... ele merece viver!



- Você também, por favor. Você não pode morrer... – Harry começou a chorar furiosamente. Hermione fechou os olhos de vez.



- Mas isso não é possível Potter! Pare de chorar. Ela não vai morrer! – Blás se levantou furioso do chão.



- E o que você quer que eu faça! – Harry gritou do outro lado.



- Isso tudo é culpa sua!



- Agora não Blás. – Gina levantou tomando a calma mais uma vez. – Vamos apenas nos concentrar em Hermione. Harry, com toda a força que você puder fazer, empurre a barriga dela. Deixe as pernas bem abertas. Aqueça o máximo os panos. É a nossa única chance.



Harry voltou a fazer tudo como Gina mandara. Hermione abria os olhos algumas vezes, mas nada fazia. O dia já estava nascendo quando ela acordou novamente. Harry colocara toda a sua roupa que encontrara na mochila, aquecida, em volta dela.



- Está doendo. – Ela disse e Harry a olhou correndo. O espelho jogado ao lado, de modo que Gina e Blás apenas ouviam o que era dito e viam o céu cinza que aparecia com a luz do dia.



- Hermione, vamos, acorde de vez! – Harry exigiu.



- Harry, está doendo.. tem que parar de doer.. faz parar.. – Ela chorava e dizia debilmente.



- Me ajude então. Tente fazer um pouco de força para a dor ir. Vamos Hermione.



- Se eu fizer força a dor sai? – Ela parecia uma criança de pouca idade. Estava queimando em febre e certamente já não sabia mais o que estava acontecendo.



- Sim.. ela sai. – Harry respondeu engolindo o choro.



- Você promete Harry? – Ela agarrou suas mãos sujas e ele pode perceber o quanto estavam quentes.



- Cla..ro.. prometo. Agora faça força. – E sabe-se como, Hermione voltou a fazer força como se realmente quisesse expulsar a dor de si. Harry correu para as penas dela e viu algo que o assustou. Catou o espelho desesperado. – Gina, olha isso, o que está acontecendo? – E ele virou a face do espelho para o meio das pernas da amiga. Blás ao ver aquilo virou o rosto e vomitou. Gina revirou os olhos.



- Está coroando Harry, quer dizer que o bebê está saindo. A ajude! Agora falta pouco. Eu acho. – Harry voltou a empurrar a barriga de Hermione como tinha feito antes, e alguns minutos depois, ela gritou forte e Harry viu algo saindo.



- Acho que nasceu, mas por que ele não chorou?



- O pegue rápido! – Gina pediu preocupada com Blás verde ao seu lado.



- Ele está tão mole Gina. – Hermione tinha ficado quieta e Harry tentava fazer com o que bebezinho do tamanho de sua mão reagisse, mas ele não fazia nada.



- Ha... Harry, tenta colocar a mão no peitinho dele. Sinta o coração. – Gina disse vacilante.



- Meu Deus! – Foi tudo que Harry disse ao colocar a mão no peito do bebê. Blás apertou os olhos e Gina chorava sem nenhuma vergonha. O menino que sobreviveu ficou parado, com aquele serzinho entre as mãos sem saber como agir. Todos tomaram um susto com um grito agudo de Hermione. Ele colocou o corpinho em cima do pano que já tinha deixado separado para ele e foi para perto de Hermione que gritava sem parar.



- Harry! A dor voltou! Você disse que ela ia embora. Ela foi, mais voltou!



- Gina? – Ele voltou a pegar o espelho.



- Não faz sentindo Harry! Ele já saiu. Pode ser a placenta, mas não causaria essa dor que ela parece sentir. Só se..



- O que Gina?! – Harry estava mais desesperado pela força com que Hermione apertava sua única mão boa e seus gritos.



- Corre Harry! Pode ser outro bebê, quem sabe esse ainda está vivo! – Com carinho ele fez com que sua mão se soltasse da de Hermione e voltou para as pernas.



- FAÇA MAIS FORÇA HERMIONE! QUE AI DOR ACABA DE VEZ, EU PROMETO! – Ele gritou e assim ela fez. Mesmo no banheiro, foi possível ouvir um choro fraquinho de bebê. Gina abraçou Blás apertado deixando o auto controle de lado.



- É uma menininha e ela chora. Ela chora! – Harry tremia com o pequeno serzinho nas mãos, que chorava fraco e balançava um pouco os pequenos braços.



- A leve até Hermione. Mas corte o cordão, por Merlim! – Gina chegou a sorrir e com magia Harry fez isso.



- Ei Hermione, você precisa acordar.



- Por quê?



- Sua filha nasceu.



- Filha?



- É. – Harry colocou o bebê que ainda chorava no peito de Hermione a sujando ainda mais de sangue. Ela abriu os olhos vagarosamente. Olhou aquele serzinho chorão e inquieto em seu peito e deu um pequeno sorriso.



- Estou muito cansada. – Ela disse fechando os olhos.



- Harry! Enrole a menininha em algo quente. Limpe Hermione. Eu e Zabinne vamos procurar informações na Biblioteca sobre o que você pode fazer com ela agora.



- Tá. – Foi tudo que ele respondeu tentando engolir o choro e esquecer sua própria dor.



- Como você está Potter? Reparei que seu braço está estranho e tem um corte no rosto. – Gina o olhou melhor pelo espelho.



- Eu.. vou ver o que faço. Tivemos um encontro com .. Vocês sabem quem, e a cobra me atacou. – Os dois arregalaram os olhos.



- Harry! Por Merlim! Vocês tem alguma poção aí?



- Gina, não se preocupe, estou bem. Ela não me envenenou. Só queria me enfraquecer para quando o dono dela chegasse. Vão procurar informações pra Hermione. Eu vou montar a barraca e cuidar delas e de mim também. – Ele acrescentou quando viu que Gina ia protestar. Blás falou as palavras mágicas que encerravam a comunicação ainda em estado de choque.



- Bem, temos pelo menos duas horas até a Biblioteca abrir. Pode começar a me contar toda essa história de espelho, Hermione grávida e até onde Draco Malfoy está envolvido nisso. – Blás a encarou alguns segundos, mas se sentou ao lado dela e começou a contar tudo, principalmente a parte de que Draco não poderia saber de nada.



Mas no fundo dos três, ainda pairava a dor e a expectativa sobre a morte do filhinho de Hermione. Como ela ficaria quando soubesse o que aconteceu? Gina sentia ainda, mais pena de Harry, que teria, depois de tudo, contar isso a ela, e sozinho. Afinal onde estava Ronald?


 


 


 


 


N.A:


Eu me esforcei pra esse cap fica maior... mas não deu gente... e eu achei q ele estava grande.. mas quando vi, só deu 12 pags..



Mas espero que vc's gostem.. confesso que foram os comentários que me animaram a escrever mais ra´pido, pq eu estava bem desanimada..



Agradeço os elogios e o carinho e os novos leitores... assim que der eu vou fazer um agradecimento intimo pra cada um de vc's!



bjoks..

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Comentários: 5

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Enviado por Angel_Slytherin em 10/04/2012

Ahhh não... pq teve que morrer??? =/

Nossa, estou péssima agora!!

Sua fic está linda!! Parabéns!

Beijos
Angel_S

Nota: 5

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Enviado por Tonks Fenix em 23/09/2011

Leitora nova!!!
amando a fic...

que momento tenso esse, tadinha da Mione, o bebêzinho não podia ter morrido... anciosa pelo próximo cap!

Nota: 5

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Enviado por alexandra M. em 03/09/2011

AAAAA' infarteeei com essa cap. 

Muiiito boom amr parabéns *-*

Nota: 5

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Enviado por Jú C. Dávila em 03/09/2011

Gêeeeemos, que liiiiindo *---* .. aaanao, o dracozinho não pode ter morrido, tadiiinho!

E porque o Zabini não foi correndo chamar o Draco? Tá na hora dele saber já, ele é papai poxa! (:

Aguardando loucamente o capítulo 16 .. tá tudo liiiindo! :*

Nota: 5

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Enviado por M R C em 01/09/2011

querida que coisa mais emocionante a parte do parto de hermione feito pelo harry !!
muiitooo legal!
sua imaginação é ótima!

faz o draco aparecer mais no próximo capitulo =]

não desanima nãoooooooooooo por favoooooooooor! essa fic é excelente !

Nota: 5

Páginas:[1]
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