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1. Juntos


Fic: Amor que não se mede. -finalmente 13 postado-


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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     Duas semanas após a queda de Voldemort o castelo já tinha sido totalmente recuperado pelos professores, os que faleceram durante a guerra já tinham sido enterrados e aos poucos as pessoas tentavam voltar a vida normal. Algumas famílias ainda estavam em Hogwarts e os Weasley era uma dessas famílias. A morte de Fred abalou muito a família e aos dois melhores amigos do filho caçula. Hermione passava os dias pensando em como encontrar seus pais na Austrália e como desfazer o feitiço que tinha feito para que eles pudessem ficar em segurança. Harry se sentia aliviado pelo fim de Voldemort, mas também sentia culpa pela morte dos outros bruxos e por isso muitas vezes se isolava. Foi em um fim de tarde de uma terça feira que Hermione viu o amigo assentado sozinho perto do lago negro e foi até ele conversar.


     - Harry, o que está acontecendo? –perguntou enquanto se sentava ao lado dele.


     - Nada, Hermione. –respondeu sem olhar para a amiga dando a ela mais certeza de que algo estava errado, então ela abraçou o amigo.


     - A culpa não foi sua, Harry.


     - E foi de quem Hermione? O irmão do meu melhor amigo está morto!


     - O irmão do garoto que eu gosto também está morto, mas não por nossa culpa e sim por culpa de Tom Riddle. Com ou sem nós essa guerra iria estourar uma hora e muitas pessoas dariam até a última gota de sangue para lutar pelo bem. Agora vamos, tem uma certa ruiva precisando de apoio e carinho. –falou Hermione sorrindo e puxando o amigo pela mão em direção ao castelo.


     - Obrigado, Hermione. –disse Harry puxando a amiga para um abraço já na escada do castelo. – Será que a Gina vai me querer de novo?


     - Hum... –fez uma cara engraçada de quem pensava. – Claro neh!


     - E você e o Ronny? –perguntou antes de terminarem de subir as escadas que davam acesso ao primeiro andar.


     - Eu e o Ronny o que?


     - Como vocês vão ficar agora?


     - Da mesma maneira de sempre, Harry. Nada mudou.


     - Como assim, Hermione? Vocês se beijaram e se amam! –falou segurando a amiga pelo braço fazendo ela parar e o encarar.


     - Foi um impulso! –respondeu a menina corando.


     - Pode até ter sido um impulso, mas era o que vocês queriam a muito tempo. O Ronny como você mesmo disse é um legume insensível, Mione, mas ele te ama muito.


     - Esse jeito de amar do Ronny é muito estranho então. Demora quatro anos para ver que sou uma garota, me chama de pesadelo e mesmo depois de ter tomado a iniciativa e ter beijado ele nem se dá ao trabalho de falar nada comigo.


     - Larga de ser rancorosa menina! Ele não falou nada com você sobre o beijo provavelmente porque não sabe como dizer as coisas que ele quer. Você lembra muito bem o que aconteceu quando você deixou o orgulho te dominar.


     - Lembro. Fui ao baile com o Vítor e fiquei com ele. Qual o problema?


     - Você preferia ter ido com o Ronny!


     - Nunca falei o contrário!


     - Mas se não fosse o orgulho de vocês poderiam ter ido juntos, e o beijo na sala precisa em meio a guerra podia ter sido a dois anos atrás em meio a um baile.


     - Poderia. Se o Ronny tivesse percebido antes que eu era uma garota.


     - Você é muito teimosa, Hermione, mas não falo mais nada com você.


     - Que bom então, porque esse assunto está encerrado.


    Os dois amigos terminaram de subir as escadas e quando chegaram a sala comunal da Grifinória encontraram Molly, Arthur, Gina e Ronny assentados em dois sofás na sala com os malões prontos. Assim que viram os dois entrando Molly se levantou e foi conversar com eles.


     - Estamos voltando para a Toca e vocês vêem conosco. –Harry concordou com a cabeça.


     - Obrigada, Sra. Weasley, mas vou pra minha casa atrás dos meus pais. –respondeu Hermione.


     - Você vai pra casa com a gente e de lá vamos ver o que fazer para achar seus pais mais rápido minha querida. –passou as mãos pelos ombros dos meninos. – Arthur, podemos ir.


     Juntos os seis foram até a torre de astronomia lugar onde poderiam aparatar já que os feitiços de proteção ainda não haviam sido lançados, pois Mcgonagall só os faria quando o castelo estivesse completamente vazio a não ser pelos professores. Mesmo depois do ataque dos comensais da morte durante o casamento de Gui a Toca continuava da mesma maneira e um enorme sorriso por parte do trio que a tempos não a via se formou. Já era noite quando a Sra. Weasley chamou todos para a janta do pé da escada. No quarto de Gina as duas conversavam sobre a possibilidade da ruiva ir passar uns dias na casa de Hermione depois que ela encontrasse os pais enquanto no quarto de Ronny os amigos jogavam xadrez bruxo e Harry ficava tentando encontrar uma maneira de conversar com o amigo sobre Hermione. Durante o jantar só se escutava o barulho reproduzido pelo toque dos talheres nos pratos e panelas, pois sempre eram os gêmeos quem faziam as brincadeiras. Molly se levantou para começar a lavar as louças e Hermione levantou logo em seguida se oferecendo para ajudar, mas como sempre ela recusou a oferta e a menina começou outro assunto de forma que os outros não as ouvissem.


     - Sra. Weasley.


     - Oi, querida.


     - Amanha pela manha eu vou embora. –Molly parou o que estava fazendo e encostou na pia se virando para Hermione.


     - Já conversamos sobre esse assunto. Fique aqui até encontrarmos seus pais e removermos o feitiço.


     - Agradeço muito, mas acho melhor eu ir. Os métodos trouxa podem não ser tão eficientes, mas não me sentiria bem sem fazer nada por isso a manha volto a Londres e de lá vou para a Austrália atrás dos meus pais.


     - Não posso te prender aqui e entendo a sua decisão, mas estaremos de portas abertas caso queira voltar.


     - Assim que encontrar meus pais venho ver vocês e queria pedir para a Sra. se Gina poderia passar uns dias lá em casa quando tudo voltar ao normal.


     - Claro que pode e você também venha passar uns dias aqui. –deram um abraço demorado e Hermione foi para o quarto guardar as poucas coisas que tinha tirado do malão, pois queria aparatar nas primeiras horas do dia. Enquanto isso na sala Molly foi até Gina e contou a ela que Hermione iria embora e todos viram a menina passar feito um furacão pela sala e subir para o quarto.


     - Onde a senhorita pensa que vai! –falou batendo a porta e olhando irritada para a amiga.


     - Londres e depois Austrália. –respondeu Hermione sem fitar Gina.


     - Para com isso Mione, seu lugar é aqui esperando os bruxos do ministério localizarem seus pais. –retrucou enquanto se sentava na cama.


     - Meu lugar não é aqui Gina! Preciso achar meus pais, voltar pra casa e dar um rumo na minha vida. –respondeu fechando o malão e sentando ao lado da amiga na cama.


     - E esse rumo tem haver com um certo Ronnald Weasley?


     - Também. Preciso esquecer seu irmão, Gina e vendo ele todos os dias fica difícil.


     - Porque tem que esquecer o Roniquinho? Ele gosta de você, Mione! E agora que vocês já se beijaram uma vez tudo fica mais fácil... é só chegar e dizer.


     - Só falta você querer que eu chegue e diga! Gina... eu beijei seu irmão! Eu tomei a primeira atitude!


     - Tome a segunda, a terceira ou até a quarta se for preciso! –afirmou Gina.


     - Não vou correr atrás do seu irmão! E não adianta insistir. Amanha bem cedo vou para Londres e pego o primeiro avião para a Austrália atrás dos meus pais.


     - Vou sentir falta das nossas conversas. –flou Gina tentando partir para a chantagem emocional.


     - Podemos conversar por cartas direto e fora que sua mãe deixou você ir passar um tempo lá em casa depois que as coisas se acertarem.


     - Não é a mesma coisa! Quem vai me ajudar com o Harry?


     - Eu, oras! E nem ouse pensar em me substituir. Além do que você e o Harry já é quase assunto solucionado.


     - Não sei porque assunto solucionado? Assim como o Ronny com você, ele não falou nada comigo sobre isso.


     - Ele está um pouco confuso, mas daqui a pouco vocês voltam a namorar. Se não se importa agora vou dormir porque por mais que eu goste de viajar de avião é bem cansativo.


     Gina deu um abraço na amiga e voltou a sala lançando vários olhares a Ronny como se tentasse dizer a ele o que Hermione estava pretendendo fazer, mas o rapaz só tinha olhos para o tabuleiro na sua frente. Muito irritada a menina foi até o tabuleiro e esparramou todas as pesas deixando Ronny extremamente irritado.


     - Porque você fez isso? –perguntou já aos berros. Hermione escutou os gritos e foi até a porta do quarto para ver o que estava acontecendo.


     - Porque você é um idiota e vai perder a mulher da sua vida! A Mione ta indo embora, sabia? –perguntou em tom desafiador e com os olhos semicerrados.


     - Ela nunca faria isso comigo! Além do que os pais dela ainda nem foram encontrados.


     - A não? Vai lá em cima e pergunta pra ela? –apontou para a escada, Hermione bateu a porta com força e se jogou na cama chorando. - Pergunta porque o malão dela está arrumado?  E o porque dos olhos inchados? Porque é assim que ela deve estar. Com os olhos inchados de chorar porque o idiota do meu irmão mesmo depois de ter sido beijado por ela não fez nada.   


     - A Mione nunca viajaria sem falar comigo! Você deve estar ficando louca! –respondeu Ronny tentando não acreditar no que a irmã dizia.


     - Vai lá Ronny! Pergunte pra ela ou vai deixar ela ir embora sem conversar com ela?


     Ronny olhou da irmã para Harry e com um balanço de cabeça o menino fez para que o ruivo fosse conversar com Hermione, pois sabia que em partes Gina estava falando a verdade. Ronny subiu as escadas pensando no que perguntaria a menina e quando abriu a porta devagar viu a amiga deitada de bruços, abraçando um travesseiro e soluçando. Ver Hermione daquela maneira cortou o coração do rapaz e tudo que ele tinha pensado em dizer sumiu da sua cabeça e a voz não saia. Enquanto se aproximava da cama ele ouviu abafado:


     - Sai daqui, Ronny! Não quero falar com você!  -afundou o rosto vermelho ainda mais no travesseiro se é que era possível.


     - Você não está pensando em ir embora, está? –perguntou inseguro enquanto assentava na cama ao lado a que Hermione estava.


     - Não estou pensando! –Ronny respirou aliviado. – Eu vou! –imediatamente ele pulou da cama e se ajoelhou  do lado da cama de Hermione.


     - Me fala que isso é uma brincadeira sem graça sua e da Gina?!


     - Não Ronnald Weasley! Não é uma brincadeira minha a da Gina. –respondeu Hermione se levantando e assentando na cama olhando para o próprio colo. – Amanha vou embora assim que acordar.


     Os olhos de Ronny se encheram de lágrimas. Ele não podia acreditar que depois de tudo que aconteceu veria a mulher que ele gosta indo embora. Um lágrima escorreu pelo rosto do rapaz e quando Hermione sentiu ela caindo em seu colo levantou o rosto vendo a expressão desolada do garoto.


     - Hermione... não faz isso! Não vou agüentar ficar longe de você! –falou de uma vez só.


     - Vai sim, Ronny. –respondeu seca Hermione.


     - Não vou não! –se exaltando um pouco. – Há seis anos passamos maior parte das nossas vidas juntos e nos últimos meses ficávamos juntos vinte e quatro horas por dia. Me acostumei com você.


     - Essa é a diferença Ronny! –as lágrimas rolavam solta. – Eu não me acostumei a você! Eu simplesmente desaprendi a viver sem você! Mas nada que o tempo não me faça aprender de novo. –falou tentando conter as lágrimas.


     - Eu não quero aprender a viver sem você!


     Hermione mal teve tempo em pensar em uma resposta e sentiu os lábios de Ronny junto aos seus. Um beijo doce e calmo como pedido de desculpas por tudo que tinha feito foi a solução que Ronny achou ser a melhor já que não se considerava bom com as palavras. Quando se afastaram foi ele quem falou primeiro.


     - Me desculpa, Mione. Eu sei que faço um monte de besteiras, mas é que quando se trata de você eu sempre quero fazer o melhor e acabo me atrapalhando todo. –falou baixinho.


     - A Ron... –deu um abraço no amigo. – Eu não queria ir embora sem te dar um abraço de novo, nem que seja o último.


     - E porque seria o último? –perguntou ainda com os braços em torno da cintura de Hermione.


     - Porque agora cada um vai seguir sua vida. Eu vou para a Austrália atrás dos meus pais e depois não sei o que vai ser de mim.


     - Vai ser minha namorada, se quiser? –falou Ronny de sopetão corando violentamente.


     - Como? –perguntou surpresa pensando ter entendido errado.


     - Isso mesmo que ouviu. Eu não quero mais ficar longe de você, e então? –falou ansioso pela resposta e viu um sorriso meigo se formando no rosto da menina.


     - Eu também não quero ficar longe de você, Ronny.


     Estavam em meio a um beijo quando Gina entrou no quarto já dizendo:


     - Vocês estão se... ops! –olhou sem graça para o casal que corou instantaneamente. – Acho que interrompi algo importante.


     - Mais ou menos. –respondeu Hermione.


     - Como assim mais ou menos? –perguntou Ronny indignado. – Interrompeu simplesmente nosso primeiro beijo como namorados!


     Gina arregalou os olhos e ficou boquiaberta ao escutar o que o irmão disse e completamente sem reação deixou seu corpo cair na cama fazendo maior barulho. Em questão de segundos o Sr. e Sra. Weasley estavam na porta do quarto seguidos por Harry que logo perguntaram praticamente juntos.


     - Que barulho foi esse?


     - A Gina caindo na cama! –respondeu Ronny rindo e fazendo Hermione que antes chorava agora sorrir.


     - Gina, o que aconteceu pra você cair assim na cama? –perguntou Arthur com um olhar engraçado.


     - Pergunta pra eles, mas antes é melhor colocarem um colchão atrás para quando caírem de costas não machucarem.


     - O que aconteceu pra Gina cair assim, Ronny? –perguntou Molly.


     - Simplesmente contei que eu e Hermione estamos namorando. –Ronny estava completamente vermelho e Hermione tentava se esconder atrás do rapaz.


     Os três ficaram tão surpresos quanto Gina, mas diferente da filha Arthur se precipitou e puxou o filho para um abraço e deu os parabéns depois foi deu um abraço em Hermione que estava corada e com um sorriso tímido. Em seguida foi a vez dos abraços de Molly que eram sempre apertados e foi seguido de um: “Meu Roniquinho está crescendo!”. Ronny odiava ser chamado assim, mas naquele dia ninguém conseguiria estragar a felicidade do menino e ele respondeu “Sim dona Molly, seu Roniquinho está crescendo e até de mais!” arrancando risada dos presentes. Antes de sair do quarto Molly deu aos meninos dez minutos para eles estarem no quarto de Ronny. Harry que até então não tinha dito nada foi o primeiro a falar dentre os quatro amigos.


     - Demoraram, hein!


     - Vai se catar, Harry! –respondeu Ronny dando um empurrãozinho de leve no amigo. – Você desistiu dessa idéia louca de ir embora, não desistiu Mione? –os três olharam para a amiga esperando a resposta.


     - Não. Amanha cedo vou para Londres e de lá para a Austrália atrás dos meus pais. –respondeu convicta.


     - Vocês está sendo cabeça dura, Hermione. –falou Harry. – Os bruxos do ministério já estão a procura deles, não justifica você ir também.


     - Claro que justifica, Harry! São meus pais e eu não vou ficar de braços cruzados esperando outras pessoas os encontrarem e resolverem um problema que eu criei.


     - A Mione ta certa gente. Ela acha que é o certo a se fazer e tem que seguir o que o coração dela está pedindo. Agora acho melhor vocês irem antes que conheçam a ira de Molly Weasley quando alguém a desobedece. –falou Gina rindo.


     Ronny queria poder dar mais um beijo em Hermione, mas com a irmã e o amigo no quarto ele se conteve em um rápido e tímido selinho saindo logo em seguida do quarto. Harry se despediu das amigas e subiu logo atrás do amigo. O ruivo chegou ao seu quarto e se jogou em sua cama capaz de dormir com as roupas que estava de tamanha felicidade. Enquanto isso no quarto de Gina, Hermione tinha que responder a diversas perguntas sobre tudo que tinha acontecido antes dela chegar.  Depois de responder as perguntas da amiga cada uma virou para um lado na cama e foram dormir assim como os amigos faziam no andar de cima. O sol começava a entrar pelas janelas quando Hermione acordou e resolveu que era melhor ir embora sem se despedir dos amigos. Com um aceno de varinha fez o malão levitar e saiu tentando fazer o mínimo barulho possível, mas foi impossível evitar um grito quando trombou com alguém na porta da saída da casa. Ronny se levantou apressado e abraçou a garota que agora é sua namorada.


     - Promete que me manda notícias e assim que achar seus pais me avisa? –falou Ronny um pouco rouco.


     - Você também me mande notícias de como estão todos! O que você faz acordado tão cedo?


     - Não queria que você fosse embora sem se despedir de mim, por isso acordei o mais cedo que pude para não correr esse risco.


     Hermione deu mais um demorado abraço em Ronny e disse quase em um sussurro que sentiria falta dele. Ele respondeu que também sentiria e deu um demorado beijo na namorada. Hermione voltou a levitar o mlão e rumou a passos longos para a saída da Toca procurando um lugar onde pudesse aparatar. Ronny viu da porta da cozinha a namorada sumir, voltou para o quarto e resolveu dormir o máximo que pudesse para o tempo passar mais rápido. Se passou uma semana até que Hermione mandasse a notícia de que seus pais tinham sido encontrados e que voltariam a Londres até o fim da semana. Depois de dias de puro mal humor Ronny parecia uma criança que havia acabado de ganhar um brinquedo novo e se deliciava com a notícia de que a namorada estava de volta e poderia vê-la.


     A menina encontrou os pais morando ao sul da Austrália e depois de remover o feitiço explicou a eles tudo que tinha acontecido. A principio o Sr. e a Sra. Granger ficaram chateados com a atitude da filha, mas logo entenderam que tudo que a garota tinha feito era necessário e juntos voltaram para Londres no primeiro avião. A casa a quase um ano vazia estava empoeirada, mas nada que com um aceno de varinha Hermione não limpasse e a mãe agradecesse a magia. A família assentou para ver televisão e Hermione achou que deveria contar aos pais sobre seu namoro com Ronny.


     - É... mãe, pai... ficou faltando eu contar uma coisa a vocês! – O Sr. e a Sra. Granger olhavam a filha curiosos, mas não disseram nada. – É que eu e o Ronny... –a menina corou muito. -... estamos namorando.


     Os pais da menina deram um demorado abraço duplo na filha e foi a mãe que falou primeiro.


     - Chame ele para jantar com nós um dia desses para podermos conhecer melhor o rapaz que conquistou nossa filha.


     - Se tratando de jantar tenho certeza de que Ronny não vai pensar duas vezes antes de aceitar. –respondeu Hermione se lembrando do apetite voraz do namorado e sorriu.


     - Então faça o convite! Quero saber quais são as reais intenções dele para com você! –afirmou o Sr. Granger.


     - A papai, não vá assustar Ronny já no primeiro jantar. –retrucou Hermione.


     - Não se preocupe filha! –afirmou a mãe. – Agora vamos dormir porque dezoito horas de viajem não são nada confortáveis.


     Antes de dormir Hermione resolveu escrever a Ronny contando a conversa com os pais e o convite para jantar. Prendeu o pergaminho a pata de Dot, a coruja beije que ela comprou em uma loja do beco diagonal durante as semanas que passaram no castelo, e enviou a Ronny. Ele e Harry começavam a cochilar quando escutaram um barulho na janela e assim que identificaram de quem era a coruja Ronny se apressou para abrir a janela e pegar o pergaminho.


     “Ron, contei aos meus pais agora a noite sobre o nosso namoro e eles reagiram super bem a notícia. Convidaram você para um jantar aqui em casa um dia desses. Assim que decidirmos a melhor data te aviso. Amanha devo ir a sua casa dar um oi pra todo mundo, como prometi a sua mãe! Durma bem. Beijos e Abraços, Hermione Granger.


     Ronny sorriu bobamente quando terminou de ler a carta e ao ver a reação do amigo Harry logo quis saber qual era o assunto contido no pergaminho.


     - O que a Mione escreveu?


     - Ela contou aos pais do nosso namoro, me convidou para jantar na casa dela um dia desses e disse que vem aqui amanha! –respondeu sorridente.


     - Isso tudo é muito bom! Estou realmente com saudades dela e ando precisando de uns conselhos que só ela pode me dar.


     - Não quero saber da minha namorada de segredinhos com meu melhor amigo! –falou Ronny se fazendo de irritado.


     - Para o seu governo, Ronny, Hermione é minha melhor amiga muito antes de ser sua namorada, portanto tenho segredinhos a vontade com ela. –retrucou Harry deitando de novo. – Boa noite.


     Ronny estava tão ansioso pela chegada de Hermione que mal dormirá naquela noite. Não havia posição na cama que ele considerasse confortável o suficiente para dormir e por isso ficava virando de um lado para o outro. Assim que os primeiros raios de sol chegaram as janelas da Toca e Ronny escutou sua mãe preparando o café da manha, para seu pai, trocou de roupa e foi para a cozinha. O casal estranhou ver o filho caçula acordado tão cedo e antes que eles perguntassem Ronny já foi dizendo enquanto se servia.


     - Hermione vem nos visitar hoje! –o casal sorriu.


     - E porque não me avisou antes, Ronnald! Agora está muito em cima da hora para preparar algo de diferente para o almoço. –reclamou a Sra. Weasley.


     - Ela só me avisou ontem a noite, já estava quase dormindo quando Dot chegou com o recado dela. Fui convidado a jantar na casa dela um dia desses, posso ir? –perguntou olhando atentamente para os pais.


     - Claro que pode, só será necessário você comprar algumas roupas trouxas. –respondeu Arthur. - Peça ajuda ao Harry para fazer as compras, ele com certeza saberá o que os trouxas costumam trajar em jantares como esse.


     - Mas essas roupas são caras, pai. –respondeu Ronny preocupado. – Procuro algo bom entre as minhas roupas mesmo.


     - Filho, é um presente nosso. –falou Molly. – Combine com Harry um dia e vá comprar roupas novas, até porque restaram poucas depois da guerra.


     - Prometo que vou gastar o mínimo possível. E a partir dessa semana começo a procurar trabalho para poder ajudar até conseguir me tornar auror.


     - Não se preocupe, Ronny. Fui promovido, só sustento você e Gina então os galeões poderão ser gastos com coisas uteis a nossa família. –falou o Sr. Weasley.


     Arthur estava saindo para o trabalho quando avistou no inicio da estrada um vulto que reconheceu como Hermione e do jardim gritou Ronny dizendo que a visita estava chegando. A colher que o ruivo levava a boca com os cereais caiu de sua mão espalhando comida para todos os lados. Ronny correu até a namorada o mais rápido que pode e não demorou muito a alcançá-la. Passou os braços pela cintura de Hermione, a levantou do chão e enquanto girava com a namorada dava vários selinhos. Parou um pouco zonzo e sem soltar a menina disse:


     - Estava com muitas saudades! –dessa vez deu um beijo demorado que era visto por Gina da janela do quarto.


     - Também, Ronny, por isso cheguei tão cedo. –respondeu Hermione sorrindo e apertando o abraço.


     Ainda abraçados foram até a cozinha onde Molly terminava de preparar o café e assim que viu Hermione parou o que estava fazendo e foi abraçar a menina que retribui. Mal tinha se afastado de Molly quando Gina pulou em seu pescoço a empurrando em cima do irmão fazendo os três quase cair. Os três amigos já tomavam café quando Harry desceu e foi cumprimentar a amiga e já pedir para falar com ela a sós depois do café. Hermione concordou e assim que terminaram de tomar o café foram para o quarto de Gina, que Hermione já considerava seu quarto na Toca.


     - O que você quer conversar com tanta urgência comigo, Harry? –perguntou preocupada.


     - Preciso de uns conselhos seu, Hermione. O Ronny me mataria se falasse sobre esse assunto com ele.


     - O assunto em questão é a Gina! Vocês ainda não se acertaram?


     - Não. Toda vez que estou quase falando alguém aparece e na maioria das vezes esse alguém é o Ronny.


     - Entendo... ele e essa mania de se intrometer e achar que a Gina precisa de alguém para a proteger. Vou entreter o Ronny com alguma coisa e então você aproveita para conversar com ela e dizer tudo, combinado?


     - Como você vai fazer para entreter o Ronny?


     - Não se preocupe que vou dar meu jeito, mas não demore muito porque não sei quanto tempo vou conseguir segurar o Ronny.


     Hermione e Harry voltaram para a sala se juntando a Ronny e Gina que conversavam sobre a loja de logros de Jorge. A menina seguiu até o sofá onde Ronny estava e sentou ao seu lado enquanto Harry ocupou um dos sofás que estava vazio. Várias idéias tinham passado pela cabeça de Hermione, mas não julgava nenhuma delas boa o suficiente para segurar o namorado por muito tempo.


     - Ronny... –chamou pensando em pelo menos tirar o namorado da sala. – Vamos para o jardim?


     - Fazer o que no jardim, Hermione? –Harry olhava dos amigos para Gina. – Aqui está tão confortável.


     - É que... –ela sentiu as bochechas queimarem e pensou no que ela estava fazendo para ajudar o melhor amigo. – A... vamos pra lá, por favor?


     - Nossa já que você quer tanto ir para o jardim, tudo bem vamos!


     Já estavam saindo da sala quando Gina levantou e já ia atrás do casal. Foi então que Hermione precisou usar a coragem grifinória para dizer:


     - Gina... queria ficar um pouquinho com seu irmão.


     Ainda bem que a amiga era muito discreta nesse ponto, mas Hermione sabia que quando as duas estivessem sozinhas ela iria querer uma boa explicação. Antes de sair da sala sendo puxada pela mão por Ronny, deu uma piscadela de olho ao amigo e recebeu um sorriso de agradecimento. Procuraram pela sombra de uma árvore e assentaram um pouco longe o que Ronny achou estranho.


     - Está acontecendo algo, Mione? –perguntou encarando a namorada com aqueles olhos azuis que ela seria capaz de se afogar.


     - Hum... nada. –respondeu enquanto puxava algumas graminhas do chão.


     - E porque está sentada tão longe de mim? Achei que vínhamos para o jardim para poder namorar sem ninguém ficar nos vigiando! -passou uma das mãos pelo rosto da menina fazendo carinho com as costas da mão e a trouxe para um doce beijo.


     - Você tinha dúvidas que era isso que eu queria? –falou Hermione assentando mais perto dele.


     - Por um momento achei que você quisesse deixar o Harry e a Gina sozinhos!


     - E se fosse? Eles também tem o direito de se acertarem e serem felizes, Ronny! –respondeu séria enquanto brincava com uma das mãos do namorado.


     - A Hermione... a Gina é minha irmã e tenho que cuidar dela. –Ronny falou quase ofendido.


     - Acho muito bonito a maneira como você cuida da Gina, mas Ronny... Harry vai cuidar bem dela e você sabe muito bem disso!


     - Mas e se ela sofrer? Se o Harry voltar pra Cho? Ou sei lá se apaixonar por outra garota e fizer minha irmã sofrer? –perguntou encabulado e Hermione sorriu pra ele.


     - O Harry ama muito a Gina, Ronny. Não vai fazer ela sofre, pelo contrário a única coisa que ele quer é poder fazer ela feliz. Agora vamos parar de falar daqueles dois e vamos falar de nós! –respondeu Hermione.


     - Não quero falar de nós! –Hermione fechou a cara e Ronny a puxou para seus braços dando um demorado beijo. – E o jantar, já combinou o dia com sua mãe?


     - Pensamos na sexta feira, você pode? –perguntou ainda com os braços em volta do pescoço de Ronny.


     - Hum... –fingiu estar pensando. -... na verdade sexta feira é dia de encontrar com a amante. –Hermione deu um tapa no braço do namorado. – Mas eu vou sim, não troco você por nenhuma amante nesse mundo!


     - Nem pela Lilá? –retrucou com uma sobrancelha levantada.


     - A Lilá não significou nada pra mim Hermione. Ela jamais teve o que você tem de melhor de mim! –passou os braços pela cintura da namorada e a trouxe para bem perto.


     - E o que eu tenho de melhor de você?


     - Meu amor! –da mesma forma como tinha feito no castelo deu um beijo no namorado. – Agora que falamos da Lilá eu quero saber exatamente o que aconteceu entre você e o Krum?


     - O Krum é passado! –respondeu corando.


     - A Lilá também é passado e por ser passado que eu quero saber. Até antes de sairmos atrás das Horcruxes vocês se escreviam muito, o que tanto conversavam?


     - Ta bom Ronny. Eu e o Krum ficamos naquele maldito baile e depois disso nos tornamos amigos. Ele viaja muito e sempre tem novidades para contar, por isso conversamos com tanta freqüência.


     - Peraí... não vai me dizer que aquele idiota anda te escrevendo?


     - Ele me escreveu pouco depois de chegar a Austrália. Disse que tinha ficado sabendo da guerra e me convidou a passar uns dias na Bulgária para descansar e antes que você pense besteira eu não aceitei! Pronto, te contei tudo.


     - Babaca! –falou completamente vermelho.


     - Esquece o Krum e vamos aproveitar porque daqui a pouco tenho que ir embora.


     - E porque tem que ir embora daqui a pouco? O que você tem pra fazer que não pode ficar aqui e até dormir por aqui? –falou Ronny.


     - Porque eu tenho casa, Ronny. Meus pais estão trabalhando agora de manha e na parte da tarde vou com minha mãe comprar roupas novas, já que perdi praticamente todas as minhas antigas.


     - Deixa para fazer essas compras outro dia, Mione. –disse fazendo cara de menino pidão.


     - Não posso mesmo, preciso de roupas urgentemente. Essas que estou usando hoje são da minha mãe! –olhou para o jeans reto e a blusa gola “V” que tinha pegado emprestado da mãe.


     - Já vi que nem se eu implorar você vai desistir dessas compras. –comentou enquanto trazia Hermione para mais perto dele e a deitou no ombro. – Será que aqueles dois ainda não terminaram de conversar?


     - Não faça pergunta difícil, Ronny, mas acho que Harry viria me avisar que não preciso ficar enrolando meu namorado mais. –respondeu Hermione sorrindo.


     - Cara de pau! –começou a fazer cócegas na menina.


     - Para... Ron... –tentava falar Hermione que se contorcia toda deitada na grama.


     Harry e Gina estavam parados na porta da cozinha quando viram o casal brincando como duas crianças e resolveram esperar eles pararem para irem até lá. Era bom ver os amigos se divertindo depois de tudo que passaram e quando finalmente Ronny parou os dois amigos se aproximaram do casal e Gina não pode deixar de comentar.


     - Mione... seu estado está deplorável! –falou rindo.


     - Culpa do seu irmão! –respondeu dando um tapa de leve no braço do namorado. – Como é que eu vou fazer compras nesse estado, Ronnald?


     - Não vá, oras! –respondeu Ronny como se fosse obvio fazendo a namorada rir.


     - Gina, você podia vir comigo e com minha mãe fazer compras! O que acha?


     - Se dona Molly deixar, é claro que eu vou!


     - Ela você chama?! –falou o ruivo indignado arrancando risadas dos amigos. – Isso mesmo primeiro troca o namorado pelo amigo e depois pela cunhada!


     - Ciúmes até da sua irmã, Ronny?  Não te chamei porque vamos fazer compras de coisas para mulher e você com certeza acharia uma chatice. –deu um selinho nele.   


     Da porta Molly chamou os meninos para almoçar e enquanto iam para a cozinha Harry se emparelhou com Hermione a agradeceu a ajuda da amiga deixando bem claro para ela que os amigos tinham se acertado. Durante o almoço Gina contou a mãe sobre o convite que Hermione tinha feito e a Sra. Weasley concordou que a filha fosse passear com a amiga e que no dia seguinte voltassem. Mal terminaram o almoço e Gina foi correndo até o quarto arrumar uma mochila com suas coisas para levar enquanto isso na sala Hermione foi quem perguntou a Harry se eles tinham se acertado deixando o amigo completamente sem graça por conta de Ronny.


     - É... –olhava da amiga para Ronny.


     - Sim ou não, Harry? O Ronny não vai te matar só porque você se acertou com a Gina.


     - Nós conversamos muito e bem... –olhou para Ronny. -...nos acertamos.


    Ronny encarou o amigo deixando Harry ainda mais sem jeito de antes de abrir um enorme sorriso ele disse muito sério.


     - Se pensar em fazer minha irmã sofrer, pode se considerar um cara morto, Harry Potter! –Harry entrou no clima de brincadeira.


     - E se você pensar em fazer minha irmã...-olhou para Hermione. -...sofrer, pode se considerar um cara morto!


     Os três amigos ficaram rindo até Gina aparecer na sala com uma mochila nas costas e avisar que estava pronta. As duas meninas despediram de Molly que estava no jardim tentando espantar alguns gnomos e viu os meninos acompanharam as namoradas até um local onde pudessem aparatar. Harry se despediu de Gina com um rápido selinho devido a Ronny estar do lado, porém o amigo nem teria notado já que estava em um demorado beijo com Hermione. As duas amigas aparataram juntas no quintal dos Granger e encontraram a mãe de Hermione a espera da filha para irem as compras. Passaram toda a tarde andando de uma loja para a outra, Hermione experimentando diversas roupas e calçados acumulando dezenas de sacolas. Quando deram por terminada as compras foram lanchar e na praça de alimentação do shopping encontraram com um rapaz conhecido de Hermione e sua mãe. O rapaz era alto, magro, cabelo preto liso um pouco comprido e Gina o classificaria como bonito. A ruiva percebeu a inquietação da amiga e antes do rapaz chegar a mesa para cumprimentar as conhecidas ela perguntou:


     - Que foi?


     - Lá em casa te explico. –Hermione levantou e deu um rápido abraço no rapaz. – Tudo jóia Lucas?


     - Poderia estar melhor e você? –perguntou o rapaz.


     - Melhor impossível! Essa é Gina minha cunhada! –falou Hermione mostrando Gina.


     Lucas estendeu a mão e cumprimentou a menina secamente antes de se voltar a Hermione e convidar a menina para o aniversário.


     - Vou comemorar meu aniversário sexta no Rancho Fundo e seu nome está na lista de convidados. Espero que me dê a honra da sua presença!


     - É... bem... se der eu vou sim. –respondeu a morena meio sem jeito. – Mãe... já está no horário combinado com papai, não está?


     - Está sim e por sinal já estamos até um pouco atrasadas. –respondeu a Sra. Granger.


     - Então até sexta, Hermione. –falou Lucas se despedindo.


     Hermione não se deu nem ao trabalho de responder ao rapaz apenas deu um sorriso enviesado e saiu com a mãe e Gina. Já estavam no carro quando a Sra. Granger falou.


     - Ele não desiste mesmo, hein filha!


     - O Lucas é completamente sem noção! Ele estudou comigo, Gina, antes de ir para Hogwarts e mora perto de casa. Sempre que passo as férias aqui em Londres ele fica me enchendo a paciência e como você viu ele não é nem um pouco discreto e educado com as pessoas.


     - Percebi a cara que ele fez quando você falou que eu era sua cunhada. Mione só prevenindo... o Ronny é muito ciumento.


     - E eu não sei?! Ele quase teve um treco quando contei que Krum me escreveu enquanto estava na Austrália.


     - Quê?! –Gina falou mais alto do que queria. – Desculpa.


     - Isso mesmo. Krum me escreveu dizendo que tinha ficado sabendo da guerra e ofereceu a casa dele para eu passar uns dias, vê se tem base uma coisa dessas?


     - Babaca! –foi a única coisa que Gina disse e Hermione riu por lembrar que o namorado falou exatamente a mesma coisa.


     - Ronny falou a mesma coisa.


     - E quanto ao convite do Lucas, o que você está pensando em fazer filha?


     - Primeiro tinha pensando em não ir e pronto, mas agora já estou mudando de idéia. –respondeu Hermione enquanto pensava.


     - Você ta ficando louca? Se Ronny souber que você vai em uma festa de aniversário de um garoto que dá descaradamente em cima de você ele vai morrer!


     - Aí é que tá, Gina. Só vou a essa festa se o Ronny for comigo.


     A Sra. Granger estacionou o carro na garagem e com a ajuda das meninas levaram todas as sacolas para o quarto. Alice desceu deixando as amigas sozinhas no quarto conversando enquanto uma música tocava baixinho.


     - Nossa... nem tive tempo de te agradecer por ter tirado o Ronny do caminho hoje.


     - Tem que agradecer não. Adorei ter que segurar o Ronny lá fora por um tempo maior longe dos olhares da sua mãe. –Gina olhou divertida para a amiga.


     - Quem diria que um dia ia escutar você dizendo isso.


     - Faça-me o favor, Gina. Tudo bem que sempre vivia enfurnada nos livros, mas sou uma garota normal!


     - Mas que é engraçado é. Quando você ficou com o Krum nem parecia uma garota. “Gina, fiz a pior burrada da minha vida!”, “Foi horrível!”.


     - O Krum foi o primeiro garoto que fiquei e para piorar gostava de outro! Não tinha como ser bom, mas com seu irmão é diferente. Quando to com ele meio que perco o juízo! Você não se sente assim com o Harry?


     - Mais ou menos. Não tem como perder uma coisa que não se tem! –as duas amigas ficaram rindo.


     Gina e Hermione desceram para jantar e depois de saborearem um pizza voltaram para o quarto se preparando para dormir.
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     Olás pessoal, estou revisando os capítulos então os erros de português que vocês encontrarem me avisem para que eu possa corrigir. Espero que gostem e se não for pedir muito deixem comentários ou críticas. Até. ;) 

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