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37. Até breve!


Fic: Até o amanhecer.


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Alguns meses haviam se passado desde o dia em que Frank confessou para a namorada que talvez os dois tivessem que se separar, devido a distância. Os dois não conseguiam esconder a tensão e o medo, mas tentavam manter seus pensamentos longe disso. Já que estavam ocupados demais com o final do semestre. Provas, testes e simulados, assim se definia a rotina do casal. Existiam algumas suposições de que talvez Frank se mudasse no final do semestre para os Estados Unidos. Frank e Luísa evitavam tocar no assunto, já que sempre gerava algum conflito entre os dois.


O dia amanheceu e como já havia virado costume, Frank passou a noite toda estudando para um teste que teria. A matéria era química e ele precisava de boas notas. Mas a sua preocupação matinal, era outra. O fim do semestre estava se aproximando e junto com ele, o aniversário de Luísa. Era o primeiro aniversário dela que ele estaria com ela. O menino queria fazer algo especial, além de flores e chocolates.


Franklin foi para a aula e como de costume havia chegado antes de Luísa, o que fez com que lhe ocorresse uma ideia. Faltavam ainda duas semanas para o aniversário da namorada, mas se ele realmente queria fazer algo diferente, precisaria de tempo. Ao chegar à sala viu que Marianna, a melhor amiga de Luísa também já havia chegado. Ela o cumprimentou e ele correspondeu.


- Bom dia, Mari! – disse o garoto dos olhos verdes. – Desculpa te incomodar, mas eu preciso de uma ajuda sua.


- Claro, em que eu posso te ajudar? – perguntou a menina se virando para ele.


O garoto explicou que queria fazer uma surpresa para a namorada, mas não sabia o que fazer exatamente. Ele estava nervoso e muito tenso, aparentemente, ele nunca havia se importado com outros aniversários.


- Então você quer que eu te ajude a fazer uma surpresa para ela? – perguntou Marianna, contente.


- Sim, vocês são amigas há muito tempo a conhece. E sabe exatamente o que ela gosta e o que ela não gosta.  – disse o menino que não tirava os olhos da porta.


- Eu vou pensar em algo e até mesmo sonda-la. Já estou começando a ter algumas ideias, acho que poderemos fazer uma coisa bem legal. – afirmou a garota que se calou ao ver a amiga entrando na sala.


Luísa ao entrar na sala vê o namorado falando com a amiga, a principio acha estranho, já que eles nunca se falaram direito. A garota se aproxima e ganha um beijo na bochecha do namorado que lhe dá um imenso sorriso também.


- Bom dia, amiga. – disse Marianna, enquanto a abraçava.


- Bom dia. – ela respondeu desconfiada.


Frank ao perceber que a namorada estava desconfiada de algo, resolveu inventar alguma coisa que pudesse fazê-la acreditar que não havia nada a esconder.


- Obrigado, Mari. Me ajudou bastante as suas dicas para o teste de química. Quando precisar de alguma coisa é só me procurar, certo? – fingiu o garoto.


Marianna entendeu onde Frank queria chegar, portanto, entrou na história e concordou com o que o menino havia dito. Luísa agora estava mais desconfiada ainda. Já que Marianna não entendia quase nada da matéria e Frank nunca havia falado com a garota para nada.


O professor chega à sala e inicia a aplicação dos testes. Frank havia estudado a noite toda e entendia bem sobre o conteúdo, porém, não conseguia parar de pensar no que fazer para o aniversário da namorada. Ele se sentia um pouco mais tranquilo por ter a ajuda de Marianna. O difícil agora seria evitar que a namorada desconfiasse de alguma coisa.


Marianna foi uma das primeiras a terminar o teste, já que não sabia quase nada. Frank ao ver a menina sair, percebeu que seria uma grande oportunidade para ficar a sós com a garota. Tratou de entregar o seu teste o mais rápido possível e em seguida, pegou sua mochila e foi em direção à Marianna.


Os dois foram para a cantina conversar sobre algumas ideias que Mari havia tido. Enquanto isso, na sala de aula Luísa que antes estava concentrada em seu teste, só queria terminar logo e ir encontrar com a amiga e o namorado. Algo estranho estava acontecendo, e ela só conseguia pensar o pior. É claro que ela confiava no namorado e mais ainda na amiga, mas eles estavam escondendo algo dela e isso não poderia ser bom.


Na cantina os dois conversavam e tinham várias ideias. Desde serenatas e jantares românticos à festa surpresa. Mas como Marianna conhecia bem a amiga, sabia que ela não gostava de festas surpresas, portanto, logo a ideia foi descartada da lista.


Luísa terminou o teste e foi rapidamente para a cantina, sabia que encontraria o namorado ali. E de fato, lá estava ele, acompanhado de sua melhor amiga. Os dois riam e gesticulavam o tempo todo. Um sentimento estranho percorreu seu corpo. Ela estava com ciúmes do namorado com sua melhor amiga. Luísa tentou voltar a sua plena consciência, mas ela não conseguia controlar.


Quando os dois viram que Luísa estava se aproximando, mudaram de assunto e começaram a falar sobre o teste de química. A menina os cumprimentou e se sentou a mesa. Não tinha um sorriso no rosto. Marianna havia recebido uma ligação da mãe informando que já estava na porta do colégio, e que ela já poderia ir embora. A menina se despediu e foi ao encontro da mãe.


Na mesa, Frank mantinha um sorriso no rosto e segurava a mão da namorada que não correspondia, apenas olhava para o longe. Frank sabia que algo estava errado e já imaginava o que seria, portanto, evitou perguntar, pois não conseguiria negar a verdade para a namorada e assim, estragaria todos os seus planos.


- O que houve? – perguntou o menino depois de tomar coragem.


- Nada. – ela respondeu friamente.


- Eu sei que você tem algo, diz para mim. Por favor, minha pequena. – insistiu o menino que deslizava o polegar pelo rosto da menina.


- Porque você não me diz logo que está interessado na Marianna? – disse a menina, sem olhar nos olhos do rapaz.


Frank ficou sem reação. Ela havia pensado o pior. Era algo sem fundamento, mas como ele poderia explicar para ela sem revelar o seu segredo com Marianna. Ele teria que responder algo, mas o que?


- Ficou maluca? Não tem nada a ver. Só estávamos conversando. – disse o menino mordendo os lábios.


- Maluca? Frank, eu vi como vocês trocaram olhares o teste todo, depois você saiu como um desesperado atrás dela. Acho melhor você confessar logo, vai ser menos doloroso para mim. – disse a menina que evitava encarar o olhar verde-oliva do namorado.


- Está com ciúmes de mim, Luísa? – disse o menino com um sorriso vitorioso no rosto.


- Não, Franklin. Só não quero ser iludida por você, simples assim. – respondeu a menina com toda frieza que poderia caber em sua voz.


Os dois ficaram em silêncio por alguns minutos. Frank estava dividido não sabia se pedia desculpas para a namorada e contava tudo, ou se sorria por saber que ela sentia ciúmes dele, que ela o amava de verdade.


- Frank, você está me traindo? Não mente para mim. – disse ela depois de um longo tempo em silêncio, e agora, ela o olhava nos olhos.


- Sim. – mentiu o garoto desviando o olhar.


- Ok, era tudo que eu precisava ouvir. – disse ela com fúria nos olhos.


Frank ficou sentado a vendo partir, ele não poderia dizer nada, mas sentia o seu coração palpitando só de pensar que havia mentido e magoado a menina. Algumas lágrimas escorreram pelo rosto do garoto. 

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