"Se Deus escreve certo em linhas tortas, As minhas esperanças, não estão mortas!"
Musica: Hope - Jack Johnson
Em quinze minutos eles estavam no centro de Londres. A policia havia sido acionada, informalmente, por Draco que tinha amigos no gabinete do delegado e Krum era quase um foragido.
Rony estava em desespero. Ficava imaginando Joey e Hermione, nas mãos do Crápula do Krum, sem ter qualquer chance de defesa. Foi quando seu celular tocou.
- Alô!
- Rony! Rony! Meu filho! Ele pegou meu filho! Pelo amor de Deus Rony me ajude! O Joseph!
- Hermione! Puta que pariu! Onde você está?
Ela não falava, ela estava entre o gritar e o chorar.
- No metrô! Ele vai matar meu filho, Ron!
- Calma! Eu to indo Mione! Eu to chegando!
- Metrô Harry! Metrô!
Harry pegou telefone no mesmo instante e em minutos, uma dúzia de homens estava se dirigindo para o metrô de Londres.
Ele não conseguia pensar, só conseguia repetir para si mesmo que tinha que chegar logo. Hermione estava desesperada no telefone, mas ele sabia que chegariam a tempo. Tinham que chegar. Harry era o melhor motorista que conhecia, bem ao estilo "Táxi" da coisa.
Chegaram ao metro ao mesmo tempo que Draco e todos os outros. Hermione voou para os braços de Rony.
- Ron! Meu filho! Meu filho!
- Onde ele está amor? Meu Deus do céu, por que não me chamou?
- Ele... me ligou, disse que estava me vendo, Ron! Ele disse, meu filho... Joey gritou por mim... Ele não apareceu, eu quero meu filho, por favor Rony, traga meu filho!
- Calma, calma amor, calma...
- Preciso de um celular, o meu descarregou, precisei andar muito pra achar um telefone publico que prestasse, ele vai me ligar...
Harry estendeu o dele.
- Use este. É grampeado. Vamos gravar tudo o que ele disser.
- Por que o senhor tem um celular grampeado? – Perguntou Astoria.
- Pelo amor de Deus, pare com esse negocio de senhor que eu estou me sentindo um velho. Ando sempre com ele, é muito útil pra fazer chantagens.
Astoria ergueu as sobrancelhas e olhou para Draco, ficou mais surpresa por ele ter dito aquilo como se falasse das nuvens do que pelo ato em si.
Hermione colocou seu chip no celular e esperou.
Ele ligou, como ela previu. Victor era muito previsível e este era o grande erro dele.
- Eu disse que non chamasse ninguém...
- Eu não...
- NON MINTA! EU VI!
Ela arriou o telefone trêmula.
- Ele nos viu... Ele não vai me devolver meu filho Ron...
Rony tomou o telefone das mãos dela.
- Cadê meu filho, desgraçado? Eu vou matar você!
- Non, non fai, mas eu fou matar esse pirralho.
- NÃO ENCOSTE NELE, FILHO DE UMA CADELA!
- Acabei de enviar os dados dele para uns amigos da BBC, em minutos o rosto dele estará espalhado em cadeia nacional - Disse Astoria.
- Focê quer o menino? Por que non vem busca-lo? Sozinho? Aliás, sozinho non, fenham os dois... Tenho uma surpresa parra a família.
- Onde ele está miserável?
- Estou na casa de Hermione... Mas... Ouça bem... Só os dois... Ele morre antes de focês subirem o primeiro degrau se eu vir mais alguém.
Rony desligou e olhou pra Harry.
- Ele está na casa de Hermione, quer nós dois lá, só nós dois, disse que mataria o Joey se visse mais alguém, precisamos de um plano.
- Ele quer matar vocês, mas não vai.
- Deixe a policia cuidar disso senhor Potter, a Scotland Yard pode...
- Quem chegar primeiro Ferris, resolve o problema, acione a policia. Nós estamos indo na frente. Vamos Rony, venham.
Eles quase voaram até o pequeno apartamento de Hermione, tudo parecia calmo no local, sequer havia um carro mais estranho que chamasse atenção.
Ainda dentro do carro, Harry solicitou que interrompessem qualquer sinal de transmissão naquela área.
- Vejam, ele deve estar usando alguma Câmera de segurança, por que ele não tem como vigiar as entradas norte e sul ao mesmo tempo. Então teremos vinte segundos para interromper isso e eu entrar com vocês. Como o apartamento de Hermione fica aqui, ele não tem como olhar a entrada norte, eu vou por lá, caso ele esteja vigiando a janela também, vocês entram normalmente e mais ninguém se mexe, até segunda ordem, entendidos?
Todos seguiram as ordens dele. E conseguiram entrar no prédio que estava muito calmo. Calmo demais. Normalmente aquela hora da noite, Hermione podia ouvir choro de bebês, televisões em volumes muito altos, brigas de casal. Estava tudo tão silencioso que deu calafrios.
O telefone tocou, era Harry.
- SAIAM DAÍ! SAIAM AGORA! É UMA ARAMDILHA RONY, VOLTE!
Rony nem disse nada, agarrou a mão de Hermione e puxou-a de volta para a entrada, eles não estavam muito longe, mas foi quando houve a primeira explosão. Hermione Gritou e parou, tentando voltar.
- JOEY!
- NÃO! NÃO HERMIONE! – Ele a agarrou pela cintura – ARMADILHA, ARMADILHA.
Outra explosão e ele a puxou com mais força. O prédio tremeu e se eles demorassem muito tudo cairia em suas cabeças.
Foram segundos, mas pareceram horas, o portão de entrada nunca pareceu tão distante enquanto eles corriam.
- MEU FILHO RONY!
- NÂO TÁ AQUI! NÃO TÁ! CORRE HERMIONE, CORRE!
Quando a explosão maior aconteceu eles já estavam fora, mas a pressão fez com que os dois voassem alguns metros, Hermione bateu a cabeça e desmaiou.
- MIONE! - Rony levantou, ferido da queda, e dolorido – HERMIONE!
Em segundos tinham muitas pessoas ao redor deles.
- Rastreamos, Rony! Rastreamos! Ele está na Oxford. A ambulância ta vindo Ron!
- Como você sabia, Harry? Da Bomba?
- O prédio foi esvaziado há duas horas, por suspeitas de vazamento de gás, sempre tem um fofoqueiro que fica por perto. Não podia ser coisa boa, eu não sabia que era uma bomba, mas se ele não estava aqui, e mandou vocês entrarem sozinhos num prédio evacuado não era boa coisa.
- Astoria... Draco... Por favor.. Hermione...
- Nós cuidamos dela, Rony...
- Harry, vamos buscar meu filho.
...
Eles chegaram a Oxford e ela estava apinhada de pessoas como sempre. Andaram com cuidado, queriam pegar Krum de repente para que ele não tivesse chance de fugir com o garoto. Draco havia vindo junto, dizendo não aguentar esperar noticias.
Harry achou muito bom, pelo que conhecia de Rony, só ele não seria suficiente para segurar o ruivo.
Acharam Victor que estava sentado num restaurante meio vago. Joseph estava junto, com a cabeça baixa na mesa.
- Rony... É hora de agir com frieza. Controle-se.
Rony não saberia explicar como conseguiu não voar no pescoço do búlgaro imbecil no minuto que entrou, mas controlou-se o suficiente para entrar com Harry e Draco e sentar na mesa, causando um grande susto em Victor.
- Olá, seu retardado.
Disse Harry calmamente.
- Achou que eu estaria morto não é? Seu filho da puta?
Rony disse quase cego de ódio.
Joey levantou a cabeça e não conseguiu falar, estava claro que ele tinha uma crise de asma, estava pálido e arfando muito, mas seus olhos revelaram todo o medo e esperança quando viram Rony.
- Vou dizer como vai funcionar isso aqui, Krum... Que tipo de nome ridículo é esse? Bom não importa... Joey vai sair daqui, com
Rony... E você vai dar uma volta comigo.
- Eu non...
- Não... Estou perguntando nada... Estou informando. Pegue o Joey e vá Rony, agora.
Rony não questionou, pegou o menino no braço, que se agarrou a ele como um filhote em perigo e saiu, sem nem mesmo entender como estava andando de tão trêmulo, seguido de Draco.
Ele andou alguns metros, acalmando Joey, agarrado em seus braços.
- Esta tudo bem filho... Eu estou aqui...
- Pai... – Ele disse baixo.
- papai tá aqui, preciso que respire, respire, papai está aqui.
Quando olhou para trás, viu que Harry saia com Krum do restaurante. Ele olhou para Draco.
- Draco...
- Rony, cara...
- Preciso...
Draco não precisou de muitas palavras, precisou apenas se colocar no lugar dele por dois segundos, então pegou Joey nos braços. Rony voltou correndo tanto, que ninguém percebeu antes que ele já estivesse no ar, e acertasse Krum com um chute muito forte.
Foram muitos golpes. A raiva era muito. Foram socos, chutes, em todos os lugares possíveis. Em pouco tempo o sangue de Krum espirrava nas mãos dele pela segunda vez naquela noite.
Harry não interferiu, apenas quando com um pisão nos testículos, Victor desmaiou de dor, ele segurou Rony.
- CHEGA CARA! CHEGA! SEU FILHO...
- ME SOLTA PORRA!
Havia ódio na voz dele, lágrimas de ódio em seu rosto.
- JOEY PRECISA DE UM MÉDICO! E DA PORRA DO PAI LIVRE! PARA!
- ME SOLTA CARALHO!
- NÃO! VAI MATAR ELE! NÃO É MORTE QUE ELE MERECE! É MUITO FÁCIL MORRER AGORA! ME OUVE!
- ESSE NOJENTO!
- Eu sei... eu sei irmão, eu sei... seu filho... seu filho cara... Deixa ele comigo, deixa ele comigo Rony...
Somente o nome do Joey foi capaz de segurar Rony, uma multidão assistia e gravava a cena chocante.
Rony voltou até onde Draco estava e pegou o menino nos braços, parando o primeiro táxi para leva-lo ao hospital...
...
Um mês depois Harry estava novamente sentado na cadeira dos réus. No banco das testemunhas, Gina revelava tudo o que ouvira no dia do baile. Não fora necessário, mas ela fizera questão.
Com as provas que Harry havia juntado cuidadosamente, ele foi inocentado por seis votos a um.
- Eu declaro o réu, inocente de todas as acusações.
O martelo foi batido e uma comoção tomou conta.
Harry saiu do recinto, abraçado a sua advogada. Rony e Hermione também havia assistido ao julgamento.
- Espere um minuto, Potter, eu já venho. – Gina disse e lhe deu um leve beijo.
Ela entrou na sala adjacente onde ficavam os advogados de acusação, Mike estava sozinho.
- Gina...
- Oi, queria apenas entender... Como você se tornou isso, Michael?
Ele riu sadicamente.
- Eu explico, quando você me explicar, quando se deixou virar mais uma do Potter.
- É tudo rancor?
- Você depôs contra mim.
- Claro, você é culpado, Mike. É a justiça.
- Não! Isso não tem nada haver com justiça!
- Eu já sei o que você fez com Hermione... Como pôde ter sido tão sujo, Mike?
- Você sabe? Você sabe apenas o que ele lhe contou. Um advogado ouve as duas versões dos fatos.
- Eu sei... O que ELA me contou. Você foi imundo.
- Você nem me ouviu.
- E você tem explicação pra isso? Pra essa covardia? Por ter sido tão ordinário?
- Sempre há uma explicação.
- Estou ouvindo. Como em condição de advogado, você abandonou aquela mulher, grávida, à própria sorte nas mãos daquele maluco? Ela poderia ter morrido. Você prometeu ajudar!
- Eu quis! Eu ia! Quando ela me procurou querendo o divórcio e uma ordem que o impedisse de se aproximar eu tentei provar as agressões. Mas ele tinha dinheiro, ele estava acabando com meu nome, eu tinha me formado há um ano porra!
- Mentira, seu nojento! Ele te deu dinheiro e você entregou o caso no meio. Você quase destruiu a vida dela!
- Era só mais uma prostituta que tinha traído o marido, eu tinha coisas mais importantes com o que me preocupar!
- Como roubar o império Potter.
- EU NÃO FIZ ISSO!
- Fez sim, assim como abandonou sua cliente, gravida. Nas mãos de um maluco.
- HERMIONE NÃO ERA PROBLEMA MEU! Ela era leviana, a mulher nem sabia quem era o pai do menino. Eu disse pra ela fazer uma porra de DNA pra provar que o Krum não era pai e dizer que sofria ameaças, mas ela nem sabia onde andava o cara que ela tinha entre as pernas, eu não ganharia porra nenhuma levando uma puta pra corte. O que queria que eu fizesse?
- QUE FOSSE HOMEM! QUE HONRASSE A PORRA DO PAU QUE TEM NAS PERNAS. A MULHER ESTAVA GRAVIDA, FODA-SE QUEM ERA OU ONDE ESTAVA O PAI, ERAM DUAS VIDAS EM JOGO!
Ele ficou uns minutos calado.
- É passado.
Disse como se nada estivesse acontecendo.
- Não pra mim. Ela é minha cunhada agora.
- Gina, esqueça isso, isso não tem nada haver conosco. Ainda podemos...
- Podemos? Não podemos nada Mike. Eu gosto de homens e não de protótipos sórdidos e controláveis. Eu passei meses tentando entender por que, por que eu tinha escolhido Harry...
- Não faça isso Gina – Ele disse com ódio.
- Cheguei a conclusão de que é por que eu vi n Harry, colhões onde lhe faltavam. Adeus Michael.
Foi tudo meio sincronizado.
Harry abriu a porta no instante em que Gina deu as costas e Michael puxou um revolver... Um grito, um susto, um tiro.
Segundos depois Gina estava pálida, com um Harry estático e baleado na sua frente.
- GINA! NÂO!
- AHHHHHH!!! HARRY!
- Não feche essa porra desses olhos, você tá ouvindo?
- Você… Não manda em… mim… Weasley…
- Harry… To falando sério… olhos abertos… olhos abertos…
- Não… consigo…
- CONSEGUE SIM! VOCÊ É O FILHO DA PUTA MAIS FORTE QUE CONHEÇO! CONSEGUE SIM!
- Não sou feito de aço…
- ONDE TÁ A PORRA DA AMBULÂNCIA!
Ele gritou, mas a equipe de primeiros socorros do fórum já havia entrado, e tentava afastá-los para dar atendimento a Harry.
Hermione puxou-os, era difícil mantê-los distante.
Não imaginava o que os dois irmãos estavam sentindo ao ver Harry sendo colocado quase desacordado numa maca, o blazer do terno sempre impecável completamente manchado de sangue.
Ela mesma que o conhecia a pouco tempo já estava angustiada com tudo aquilo.
Gina deveria estar vendo o mesmo que ela viu quando Rony sofreu o atentado, mas não era possível medir como o ruivo estava se sentindo ao ver seu melhor amigo, quase um irmão, daquele jeito.
...
Duas semanas se passaram, as duas semanas mais dolorosas e irritantes da vida de Harry, o tipo que levara não lhe havia apresentado um risco grande morte, a bala havia transpassado suas costelas e não ficara alojada em seu corpo. Ele não correra sérios riscos. Mas a bala o atingiu em local muito delicado que havia afetado sua capacidade de locomoção.
os médicos estavam muito otimistas com a sua recuperação a longo prazo, mas paciência nunca havia sido muito bem o seu forte.
Duas semanas naquela cadeira de rodas, dependendo de dúzias de pessoas para realizar atividades que antes fazia muito bem sozinho estavam lhe deixando muito mal humorado.
Estava num daqueles dias em que seu humor caia de péssimo para desgraçadamente ruim. andava empurrando a cadeira de rodas pelos corredores do hospital, parecendo uma criança birrenta cansada de ficar de castigo.
Neste dia ainda não tinha falado com ninguém, ele simplesmente não respondia ao que diziam, fazia-se de surdo. E a segunda enfermeira que lhe mandaram já havia ameaçado pedir demissão se continuasse tratando dele.
Estava com um humor de cão.
- Você tem que parar com isso Harry. - Disse Rony andando atrás dele tentando ter paciência, enquanto Gina observava sentada próxima a eles. Ele não respondeu. continuou empurrando a cadeira para frente para trás correndo sérios riscos de cair ao empiná-la. - Você precisa deixar as enfermeiras trabalharem... Elas não podem... Para com isso Harry, olha a situação como um todo cara... Não é tão ruim…
Foi a primeira vez no dia em que ele reagiu.
- Não? Não é? Ah é, não é ruim eu estar nessa merda de cadeira, é divertido, olha como é divertido.
- Isso não é legal, não tem nada bem aqui. Não seria ruim se eu pelo menos pudesse balançar meu pau sozinho depois de urinar, isso sim não seria ruim. Quero levantar desta porcaria, eu não aguento mais viver como um aleijado!
Ele disse alterado. Gina fez uma careta de desagrado, sabia o quanto tudo aquilo estava custando a ele.
- Você não é nenhum aleijado, seu crianção de uma figa.
- Ah eu não sou?! - Ele perguntou ainda mais alterado - Vamos ver, vamos ver se eu consigo andar sozinho então!
Ele começou a força ficar de pé e Rony correu até ele.
- Pára com isso, Harry! Vai soltar os pontos! Para porra!
- Me Solta! EU NÃO SOU A PORRA DE UM ALEIJADO! ME SOLTA!
Logo um grupo de enfermeiros já estavam imobilizando-o e aplicando um sedativo, ele nã demorou muito a ficar mole e arriar na cadeira.
Gina ficou observando, uma dor no coração que não passava. Toda aquela cena de infantilidade de Harry se resumia no fato de ele estar se sentindo impotente, um homem acostumado a ter o controle de tudo agora dependendo de todo mundo para fazer qualquer coisa. Devia estar mexendo demais com a autoestima dele.
Era de doer.
Principalmente por que ele estava ali por que havia salvado sua vida.
Quarenta minutos depois, quando finalmente tomou coragem, ela entrou no quarto. Ele estava dormindo e parecia tão frágil. Não gostava de pensar que Harry tinha pontos fracos, por que se sentia segura achando que ele era imortal.
Sabia que era uma idiotice, mas isso não a impedia de sentir.
Sentou no sofá ao lado da cama dele e respirou fundo olhando-o desacordado, parecia tão triste, mesmo no sono. Ela segurou sua mão fazendo um esforço monstro para não chorar.
- Eu vim pra Londres acreditando em meio mundo de jornais que diziam que você era um patife. Cheguei aqui com o objetivo de mandar você pra cadeia e este seria meu primeiro grande feito na carreira. Então você me aparece gostoso e cheio de ironia, quebrando todas as certezas que eu tinha, destruindo minha resistência, me enlouquecendo e me prendendo a você de um jeito que eu não consegui evitar.
Uma lagrima caiu e ela enxugou fungando.
- Eu tentei. Deus sabe como eu tentei ficar longe de você. Um homem completamente sem escrúpulos, por que inocente ou não, a palavra escrúpulos jamais vai fazer parte do seu dicionário, galinha, estupido e arrogante... Como eu fui me apaixonar por você Harry Potter? Por que? Você me afundou nesse mar de luxuria viciante... Eu não deva te amar... Mas eu não consigo... Não sentir... Filho da puta, que porra você fez?
Ela falava como se ele realmente pudesse lhe ouvir.
Ela falava como se ele realmente pudesse lhe ouvir.
- Agora você vem tira a mascara de vilão, só pra foder ainda mais com meus sentimentos e me salva a vida? Não precisava sabia? Eu já te amava muito antes disso – A voz dela ficou mais chorosa e ela baixou a cabeça – Agora o que eu faço Harry? Não aguento ver você desse jeito... Já está na hora de levantar, você pode fazer tudo não pode? Você disse isso, disse que podia tudo, então pelo amor de Deus levanta, volta pra casa, eu... Estou com saudades de querer te matar por ciúmes... Só... Levanta dessa cama e volta a seu meu Harry de novo...
Ela ainda estava de cabeça baixa quando sentiu a mão dele em seu cabelo.
- Vou processar quem me levou o celular e me impediu de gravar isso para fazer chantagem com você.
Gina levantou a cabeça tão rápido que doeu.
- Harry?
- Eu estou realmente irritado por não ter podido gravar isso, Gina.
- Você... Você... – E ela foi passando de pasma para puta da vida – VOCÊ ESTAVA OUVINDO SEU DESGRAÇADO?
Ele riu.
- Claro, eu não sou surdo...
- SEU... SEU... SEU IMBECIL!
E ela começou a batê-lo. Harry não podia fazer muito para se defender dos tapas de Gina, só colocar as mãos na frente, mas em um momento ele arregalou os olhos como se sentisse muita dor e trincou os dentes, depois a cabeça dele arriou inerte.
Gina ficou pálida.
- Harry! Harry! Por favor, fala comigo, fala comigo!!
Ele continuava deitado, sem sinais de respiração ou reação. Gina ficava cada vez mais desesperada.
- Deus do céu! eu não queria acertar tão forte! Foi um acidente, Harry por favor…
Ele se manteve na mesma posição por mais alguns segundos, até que então relaxou o corpo e soltou a respiração. Quando Gina olhou, ele fez uma careta e sorriu.
-Você assustada fica muito sexy.
Então Gina explodiu e iniciou uma sequencia de golpes desordenados contra ele.
- SEU FILHO DA PUTA! DESGRAÇADO! EU ACHEI QUE VOCÊ ESTAVA MORTO!
Ele apenas sorriu e tentou se proteger dos golpes.
- Ei! Isso dói!
- SEU PALHAÇO! IDIOTA! PALHAÇO!
Ele aproveitou a falta de estabilidade dela e com facilidade a segurou contra seu corpo, girando seu corpo sobre o dela, prendendo-a.
- Você fica realmente muito sexy, pedindo por favor.
- PARA COM ISSO! Olha os pontos!
- Você não estava preocupada com os pontos quando me bateu.
- Você é muito babaca Harry, meu Deus, você parou nos doze anos sabia?
- Casa comigo?
Ela não deu atenção no inicio e continuou falando.
- Eu não sei como eu pude... O que? – Perguntou confusa.
- Casa comigo Gina?
- Ah... – Ela ficou sem fala, de boca aberta sem saber o que dizer – O que?
Ele acariciou seu rosto e sorriu.
- Casa comigo... – Repetiu.
- Mas... Mas... por que?
Ele ergueu uma sobrancelha.
- Pra eu pedir resgate pro duro do seu irmão é que não é...
- Harry, é sério. Pra que você quer casar comigo? Eu não estou gravida...
Ele torceu o cenho.
- Eu sei disso...
- Então?
- Como assim então? Tô te pedindo em casamento...
- Eu sei homem, mas eu estou perguntando por que?
- Meu Deus do céu que mulher complicada! Normalmente se responde sim ou não sabia?
- Harry, vou explicar melhor as coisas... Você tem tudo o que quer de mim, pra que quer casar? A gente já faz sexo sempre que você quer e...
- COMO É? - Ele a interrompeu e se ajeitou na cama – Espera ai, como assim? Cara... Eu achei que já tinha deixado bem claro pra você que não era só sexo.
- Eu não estou te cobrando nada.
- Mas eu estou! – ele aumentou mais a voz – Eu estou... Caralho Gina, eu quero casar com você.
- Harry... – ela falou calmamente – deixa eu explicar uma coisa... Eu sei que você ainda se sente na obrigação de casar comigo por que eu achei que estava grávida, mas...
- AH Cala a boca Gina! Parou! Parou de verdade! Sério isso? PORRA MANO! Não tem nada haver com a sua gravidez! Será possível que você não enxerga, que mania chata que mulher tem de querer tudo escrito e assinado. Eu tomei uma bala por você! Será que isso não vale por um “Eu te amo”?
- Você o que?
Harry rolou os olhos.
- Gina, olha só... Olha pra mim... Eu deixei todas as outras mulheres, perdi minha maravilhosa fama de sutão... Se é que você não percebeu eu gostava dela. Mano, você é advogada, você sabe o quanto eu gosto de advogados? Eu tomei um tiro e não matei ninguém, até parei de roubar por você... – Ela olhou torto e ele riu – Estou brincando. Se isso não é uma prova de amor, eu não sei mais o que é.
Gina ficou calada. Não tinha muito o que dizer. Ela não podia mesmo esperar que Harry se ajoelhasse e entoasse um soneto. Na linguagem dele, aquilo foi uma verdadeira poesia.
Ela sorriu.
- Não posso aceitar.
Se ela fosse um pouco menos treinada em mascarar suas expressões faciais teria entregado a brincadeira, pois a surpresa de Harry ficou estampada na sua cara de muitas maneiras diferentes. Num franzir de cenho, no estreitar dos olhos, ao abrir e fechar a boca perdido no que responder e por ultimo no tom avermelhado que resplandeceu em seu rosto.
- Isso é sério?
Ela manteve-se firme.
- É claro que é sério.
- Mas... Gina isso é mesmo sério?
- Sim, é.
Fora sem duvidas um dos momentos mais satisfatórios da vida de Gina, ver o sempre tão seguro, Harry Potter, completamente perdido.
- Mas por quê?
- Por que eu tenho algumas... condições, para impor.
Ele arqueou a sobrancelha.
- Condições?
- Isso.
- Que condições?
- Em primeiro lugar – Ela enumerou com a mão – Quero divulgação. Quero que até no fim do mundo as pessoas saibam que Harry Potter está encoleirado.
Ele estreitou os olhos.
- Achei que detestasse a mídia.
- E detesto, mas neste caso ela vai me servir para diminuir o trabalho que eu terei, em avisar a todas as suas milhares de vagabundas espalhadas pelo planeta que agora você é só meu, e quando eu digo só meu... – Ela se curvou encarando-o com uma expressão perigosa – Eu estou realmente tomando posse.
- Entendi. – Ele respondeu simplesmente.
- Segundo... Aquela casa... Não vou morar naquele museu Hi-Tech onde, nem de acender e apagar luzes, você tem o direito. Não vou passar os dias com medo de espirrar e acionar uma arma de laser?
Ele riu alto.
- Minha casa é tecnologicamente confortável.
- Não... Não mesmo, ela é tecnologicamente preguiçosa. Quero uma casa pequena, de preferencia um apartamento onde eu possa chamar de lar, onde eu possa cozinhar com as mãos e não com ajuda da Rose dos Jetsons.
- Um apartamento?
Ele falou descontente.
- Não faça essa cara, você mais tempo dentro do meu quarto, no apartamento do Rony, que naquele museu, e não reclama disso.
Ele fez uma careta de desgosto.
- Posso viver com isso, mais alguma coisa?
- Sim... Você vai ter que pedir pro meu pai.
Ele derrubou o celular que estava em sua mão.
- O que?!
- Pedi pro meu pai...
- Mas... Mas... Pra que?
- Por que é tradição, que os homens peçam a mão da noiva para seu pai.
- Fala sério...
- Estou falando – ela fez uma careta de desagrado.
- Gina... Gina, eu não sou muito bom com este tipo de... Com este tipo de diálogo intimo... Não vou... Isso não vai dar certo...
- Você está com medo do meu pai, Harry?
- Eu? Medo? Claro... Claro que não, que absurdo... Lógico que não... Estou só dizendo que talvez nós possamos, possa, apenas estejamos... Isso pode ser...
Rony entrou e interrompeu no momento em que Harry tentava se justificar.
- Gina, Não torture tanto o Harry, ele pode acabar surtando e sair voando em vez de andar.
- Não estou torturando o Harry, se eu realmente o fizesse, ele morreria, já que está tremendo como um garotinho por que não quer falar com nosso pai.
- Falar o que?
- Gina! Não era assim que eu ia contar!
- Contar o que? – perguntou Rony.
- Vingança, querido. Por causa do lance do bebê.
Ele estreitou os olhos.
- Mulher vingativa... Isso já faz tanto tempo...
- Não era daquele jeito que eu ia contar...
- Isso é diferente...
- Contar o que gente? – Rony perguntou de novo.
- Não importa!
- Claro que importa!
- OW! DÁLICENÇA! – Rony aumentou o tom de voz e chamou a atenção deles – Alguém pode por favor dizer qual a novidade?
Gina bufou e Harry falou com calma.
- Pedi Gina em casamento.
Houve um espaço de tempo em silencio antes que Rony irrompesse numa gargalhada ácida e alta.
Gina e Harry se entreolharam, sérios.
- Cara... Sério? Sério mesmo? Você tem ideia da loucura que tá fazendo?
Gina colocou as mãos na cintura, indignada.
- Como é que é, Ronald Weasley?
- Sério... Os dois são loucos... Os dois... Vocês são o casal mais improvável da face da terra... Mas olha, até que pode dar certo... Mas você vai ter que falar com meu pai, Potter.
- Cara, pelo amor de Deus, olha o tamanho da tua irmã!
- O velho Weasley não vai querer saber. Acho bom você começar a se preparar.
- Ginevra...
Ele ainda tentou.
- Três condições, Potter! Pegar ou largar.
Harry fez uma careta.
- Eu certamente fui vitima de uma grande obra de feitiçaria, Ginevra... Eu tenho certeza disso... Assim que eu levantar desta cadeira, vou falar com seu pai.
- OK cara, só um conselho, evite palavras como trepar, transar, chacoalhar o coala ou qualquer coisa que derive do gênero e suas chances de sobrevver são maiores.
Harry arqueou a sobrancelha.
- Tiro isso de letra.
- Eu quero só ver, Potter.
...
...
Draco ainda não conseguia acreditar que havia conseguido. Superara todo aquele inferno que ele mesmo criara em torno do seu relacionamento e agora ali estava ele, carregado de tintas e pincéis, indo decorar sua nova casa com sua esposa.
Esposa...
Era tão doce dizer aquilo.
Poucas semanas haviam se passado desde que pedira Astoria em casamento. Ele ainda conseguia lembrar vividamente de cada detalhe, desde quando decidira a hora, até o sim.
Não que houvesse alguma duvida, nunca houve, ela era a mulher da sua vida, o que ele tinha era medo, por tudo o que passaram, mas depois de estarem juntos de novo, ele decidiu que não perderia mais tempo com bobagens.
Flashback
- É esse aqui.
- O solitário cravado com a London Blue?
- Sim, exatamente este.
- Se me permite dizer… Temos alianças mais chamativas, como este double red diamond, as mulheres adoram…
- Não… - ele disse sem tirar os olhos do anel - Não… Não a minha mulher. O London Blue, ele é perfeito.
...
O pedido, a maneira como ela reagiu... Era tudo fantástico demais.
Flashback
"Isso não é nem metade do que você merece, mas é só o começo do que eu vou te dar. Casa comigo?"
E o casamento... A maneira como ele se sentiu ao vê-la caminhando até ele, de branco, ao ar livre com o vento moldando os fios de cabelo em seu rosto, aquele sorriso iluminado pela luz do sol. Não havia mulher mais linda que ela.
Flashback.
“Se esta não for a visão do paraíso, então ele não existe…”
Flashback End
Agora ele era um homem casado, e muito feliz pelo status que carregava. Escolheram juntos a nova casa e estavam decorando de acordo com seus gostos.
- Amor... As tintas! - Ele gritou, abrindo a porta com um pouco de dificuldade por causa do peso que carregava – Tori!
- Aqui em cima, Dray! No Quarto!
Ela gritou e ele subiu com os galões.
- Astoria, olha só, eu trouxe as tintas e pensei que podíamos pintar... Opa!
Foi sorte as tintas não terem estourado quando caíram no chão, pois ela se pendurou em seu pescoço e sua primeira reação foi agarrá-la na cintura.
Ele se sentiu sendo encostado na parede, as mãos dela pressionadas em seu peito, e seus labios se juntaram.
- Você tava dizendo?
- Ah... Eu... Esqueci.
- Suponho... que deveríamos... pintar a casa.
- Faremos isso... faremos isso depois.
Ele segurou seu rosto e a beijou. Tudo estava uma bagunça. O chão sujo de tinta com pais de jornal espalhados por todo o cômodo, mas isso não pareceu ser um grande problema.
Em um minuto, Astoria era prensada contra a parede suja de tinta, que marcou toda sua blusa, blusa esta que no instante seguinte, jazia no balde com agua no canto do cômodo.
Eles continuaram a se beijar, ardentes, apressados. Astoria adorava quando ele perdia o controle e ia pra cima dela esbanjando desejo como um adolescente descontrolado. Ela se sentia poderosa, irresistível.
Seminus e com o desejo extrapolando os limites, ele a deitou nos jornais velhos do chão, ambos completamente sujos de tinta, e começou a tocá-la com desespero, como se só duas mãos não fossem suficientes, corpo demais para mãos de menos, desejo demais para controle de menos.
Ele a virou de costas, beijou toda a extensão da sua coluna, fazendo a tremer sob sua língua.
- Ai, Draco...
Ele mordeu, lambeu, deixou chupões na sua nuca que demorariam no mínimo uma semana para sair. Astoria, só conseguia gemeu em antecipação ao desejo que sabia que sentiria quando ele a penetrasse, a julgar pelo volume que conseguia sentir com o contato.
- Me leva... Pra nossa cama...
- Quero fazer amor com você devagar... Como se o tempo parasse... Pra nós.
Ele a levantou e a levou para o outro quarto, um pouco mais arrumado e com alguns moveis já dispostos. Deitou-a na cama, sem conseguir ficar longe por muito tempo, beijando-a. O beijo é o contato mais sensual entre os corpos, mas que o toque, mais que a fundição... O beijo desperta todas as outras sensações de luxuria.
Com Draco e Astoria, ele funcionava como uma pequena chama, num ambiente fechado e inundado de gases inflamáveis.
O resultado não podia ser outro além da explosão.
Uma vez na cama, eles começaram a se despir mais rápido, com mais fogo. As respirações estavam tão alteradas que se confundiam aos gemidos mais altos, as mãos de ambos se apertavam tanto que as vezes chegavam a machucar.
- Seu cheiro, seu gosto… tenho vontade de te devorar viva.
Ele disse enquanto chupava seu pescoço e tirava e deixava-lhe completamente nua.
- Devora. Me morde, me marca, mostra pro mundo a quem eu pertenço.
Ela respondeu, arranhando suas costas, deixando um ardor gostoso que perduraria alguns dias.
Ele desceu as mordidas, deixando-a completamente nua, alternando as mordidas com lambidas longas. Ele rodeou os seios, mas não se demorou muito neles, mesmo sabendo que ela ficava louca com toques naquela região.
Seu alvo porém era outro.
Desceu, tocando, exigindo, até que encontrou o que queria. Ela estava molhada, muito molhada, exalando desejo. Ele a penetrou com os dedos, e Astoria foi a loucura.
- Toque me, Toque me, Toque me, mais fundo, mais fundo Dray... Mais forte...
Ele a masturbou, indo num ritmo forte, frenético, vendo-a arquear de encontro a seu dedo. A lubrificação do desejo era tão intensa que escorria pela sua mão. Estava tão excitado com a imagem que evitava movimentos bruscos da cntura com medo de gozar prematuramente.
- Vem... Draco... Vem....
Não dava mais esperar muito, ele estava pulsando além dos limites. Então a penetrou.
Ele foi mais fundo, mais fundo, aquela posição lhe dava um acesso obsceno aos recantos mais profundos do corpo dela e não parecia suficiente, ele queria mais, queria ela toda para si.
Então os corpos se fundiram na mesma urgência e no mesmo compasso dos movimentos, ela o prendeu com as pernas para que ele pudesse ir o mais fundo possível, ela sentiu-o dentro dela de uma maneira especial, diferente, não era como antes.
Sempre fora delicioso, Astoria não tinha do que reclamar, mas quanto mais fundo ele ia, um prazer mais intenso, tomava conta dela, sentia prazer além da estimulação do clitóris, era algo dentro dela.
Seu ventre vibrou. Ela sentiu-o gemer alto, esconder o rosto em seu pescoço enquanto gemia roucamente gozando dentro dela.
O calor, a pressão, tudo como um conjunto a fez sentir solavancos forte e um orgasmo muito mais prazeroso que o normal.
Draco praticamente desabou sobre ela quando não aguentou mais o próprio peso e rolou de lado para não machuca-la. Eles respiraram pesadamente por alguns minutos, depois ele ouviu uma risada quase histérica de Astoria, ela ainda tremia...
- Uau! Draco Malfoy... Lua de mel... Sensacional...
Ele riu.
- Só começou...
- Espero que seja uma ameaça... Funcionam melhor que promessas...
- É o que você quiser, amor... – Ele subiu sobre o corpo dela, beijando-a – Quero um filho...
- O que?
- Na verdade quero muitos filhos, mas acho que poderíamos ter um... agora...
Ela não desmanchou o sorriso, mas franziu o cenho.
- Não acha muito cedo amor?
Ele a beijou de leve.
- Ah.. Não... Nós estamos bem nos nossos empregos, você está de férias... Tems uma nova casa com espaço suficiente... Eu adoraria ter um filho com suas covinhas.. – Ele a beijou – Seu sorriso – beijou de novo – Seus olhos...
Ela riu. Era impossível não se encantar.
- Vamos fazer assim... Não vou evitar... Se tiver que ser...
Ela abriu um sorriso ainda mais bonito.
- Vamos ter uma família linda.
- Vamos é? Só se o bebê vier com seu sorriso...
- Não o seu...
- De jeito nenhum... Tem que ser o sorriso do papai... E também...
Ele a beijou de novo, interrompendo, ganhando a discussão de um jeito pratico, eficiente e que ela gostava.
...
Era a semana da profissão do pai, na escola de Joseph. Os garotos precisavam visitar o local de trabalho do pai e passar o dia observando o que ele fazia, para depois fazer um desenho relatando tudo o que vira.
Joey estava animadíssimo quando chegou na Shacklebolt Building com Rony. Poderia ter feito a atividade com Hermione, mas fez questão de descartar a mãe da tarefa.
Entrou carregando a pasta e um tubo de planilha, vestido quase igual a Rony, só faltava flutuar.
Logo no começo do expediente, ele andou por quase todo o prédio, de mãos dadas com Rony, sendo apresentado a todos os funcionários, não dava pra dizer se havia mais orgulho nos olhos de Rony ou de Joey.
O garoto encheu as pessoas de perguntas e encantou com seu jeito observador e curioso.
As pessoas se encantaram por ele.
No fim do expediente, Rony havia sido chamado para uma reunião de urgência, mas que não demoraria tanto, Hermione decidiu esperar por ele com o garoto. Enquanto esperavam, ela começou a reorganizar uns arquivos e não percebeu quando o menino se afastou, encantado com uma maquete de um prédio que havia no fim do corredor.
Joey aproximou-se achando que a construção de pequenas peças era um brinquedo, mas parecia tão delicado que ele não ousou tocar, ficou só olhando, até que uma voz alterada, lhe chamou atenção.
- Não toque nisso!!
Joey virou rápido e encarou o homem que ralhava com ele.
- Eu não ia tocar.
- Saia de perto dessa maquete! Isto é um trabalho caríssimo! – Rosnou Mclaggen segurando o braço do garoto – Quem deixou este moleque andando por ai?
- É meu filho, Cormac!
Hermione aproximou-se tomando o menino para ela, afastando-o do homem irritado.
- Seu? – O tom de voz mudou.
Ela elevou o queixo.
- Meu.
- Mas... Seu? Qual a idade dele?
Ele disse nervoso, puxando a gola da camisa e respirando fundo.
- 4 anos... Você deveria saber.
Cormac tossiu, tentando disfarçar o nervosismo, mas a palidez em seu rosto mostrava o contrario.
- O que ele tá fazendo aqui na empresa?!?! Não é lugar de criança!
- Eu não fiz nada - Disse Joey
- Fica quieto!
- NÃO GRITE COM MEU FILHO
- NÃO É SÓ SEU FILHO
- Como assim, mãe?
- Que diabos tá acontecendo aqui ?
Todos viraram para olhar Rony, que se aproximava com cara de poucos amigos.
- O que você quer? - Ele disse com um ar superior.
- Saber por que você está se alterando com a minha mulher e meu filho?
- Seu filho? Seu? – Ele riu nervosamente – Que comédia.
- O que é tão engraçado?
- Toda esta historia da carochinha que você está contando...
- Hermione, eu já terminei, leve Joseph, eu já estou indo.
Hermione não discutiu, pegou no braço do menino e o levou dali. Rony encarou McLaggen.
- O menino não é seu filho. Você está sendo enganado.
- Ah é? E por que?
- Por que esse garoto, é meu.
Rony Sentiu uma vontade imensa de esmurra-lo, mas Joey vinha tendo acompanhamento psicológico desde a cena com krum e ele não pretendia acabar com os avanços, por causa de um idiota como Cormac.
- Ah é?
- É sim - ele fez uma expressão vitoriosa. – Não que eu o queira, claro, você pode ficar, mas... Sim, é meu... Hermione deve ter lhe escondido o nosso caso e...
- Aquele em que você prometeu protegê-la do monstro que ela tinha como marido, prometeu um mundo novo só para leva-la para a cama e quando ela te procurou gravida, você agiu como o rato que é e fugiu?
- Não... Não foi bem assim. – As tentativas de sorriso dele só demonstravam mais nervosismo.
- E como foi, McLaggen?
- Ela... Ela engravidou de propósito, queria me dar o golpe da barriga, eu nunca quis ser pai, nunca... nunca prometi nada... Ela...
- Você é um lixo, Cormac. Sabia disso? Um lixo de gente... Eu estou com muita vontade de parti-lo em dois, mas não farei isso por que nem isso você merece. Não vou sujar minhas mãos com um merda como você.
- Olha como fa-fala comigo... Weasley...
- Na verdade, eu tenho pena de você, sabia? Muita pena. Seus pais nunca foram exemplos de bons pais, você não teria em quem se espelhar, mas isso é tudo do que você é digno, pena. Não merece um garoto maravilhoso como Joey, para ser seu filho... Não merece mesmo.
Rony cruzou os braços, parecendo maior do que era e Cormac se encolheu, tentando de tempos em tempos afrouxar o nó da gravata e enxugando a testa com a manga da camisa.
- Eu... Tenho o direito de não querer a criança.
- Você não tem direito nenhum. Ele não é seu... Não é nada seu. E meu filho. Hermione achou que você era o pai. Mas não é. É meu.
Ele riu de novo.
- Como pode ser seu?
- É muito simples como ele pode ser meu. Eu o amo. Ele me ama. Nada, nem seu sangue nojento pode ser mais forte que isso. O sangue não é nada quando eu coloco para dormir, ou quando ele se assusta e corre pra minha proteção. Quando ele vem observar meu trabalho na semana da profissão do pai ou a maneira como ele tenta me imitar dentro de casa. Nada substitui o olhar de admiração que eu recebo daquele menino, todos os dias. Você não é nada na vida dele além de um esperma que deu certo. Nada. Ele é meu... Cormac, pelo coração.
- Isso é ridiculo...
- Foda-se no que acredita. Não me importo. Como eu disse, você não faz diferença. É a mim que ele chama de pai. Um dia ele vai saber da verdade e talvez até mencionemos seu nome, mas pode apostar, um dia quando estiver velho e sozinho, você se arrependerá, McLaggen, mas este menino nunca sentirá sua falta.
Rony não esperou e nem precisava de respostas, virou as costas e saiu, encontrando Hermione e Joey no caminho.
Ele pegou o garoto no braço.
- Ron... Desculpe...
Ele a beijou em resposta e Joey fez uma certa.
- Eca!
Ele riram.
- Um dia, Joseph, você vai gostar disso.
O menino rolou os olhos.
- Vou casar com a Mia, pai e nós já combinamos que não vai ter essas coisas.
- Vamos ver... Quando você crescer, você me conta.
- Pai... O que foi aquilo com aquele cara.
Rony beijou a face do menino.
- Nada, garotão... Nada que precise se preocupar. Papai já resolveu tudo.
Ele abraçou sua mulher, segurou firme seu garoto, e levou sua família para casa.
como assim, a fic terminou??? o.o Não acreditoo! Geeeeeeente, eu amo essa história, é linda!! Eu gostei muito do final. (: Tirou todas as dúvidas. heheuheuhuehuehuehu okay, okay. Espero ver outro sucesso seu em breve! Beijão!
ahhh *choro descontrolado*...nao to acreditando acabar ? é isso acabar a fic ? ahhhh, meu deus eu nao vou suportar ahhh (ainda bem q tem o professor e em nome do amor pra me consolar..kkk) adorei,ansiosissima pelo epílogo
Nããaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaao. Vc ta brincando comigo né???? Acabou, quer dizer.... Tá acabando??? Vo chorar, sei lá: to sem reação. Não acredito mesmooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! :( :( nÃO ACREDITOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!! Joey, por favor, faz uma outra fic tão boa quanto essa, por favorzinho!!!!!E saiba que nunca vou esquecer essa historia perfeita e cativante que você criou. Só lamento ter de acabar assim tão rapido!!!!
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