Ao pronunciar a frase os olhos de Luísa se encheram de lágrimas, ela tentou segurar, mas as lágrimas acabaram rolando pelo seu rosto. Ela o amava, mas não poderia admitir o que ele havia feito. Frank ao perceber que a menina chorava ficou desesperado. Suas mãos tremiam e voz falhava.
- Me escute, por favor. Eu tenho as respostas que você precisa. Confie em mim, Luísa. – pediu o namorado em desespero.
A menina olhou no fundo dos olhos verdes e lagrimejados do menino. Ali havia sinceridade, ele não poderia estar mentindo, mas qual seria a resposta para tudo aquilo? Luísa ficou confusa com seus pensamentos, não queria tomar uma decisão errada.
- Eu te ligo depois e conversaremos. Não estou bem, preciso pensar. – disse a menina.
O garoto concordou e disse que esperaria pela sua ligação. Luísa foi embora deixando o garoto no corredor. Frank ficou ali parado e sem reação. Sua vontade era correr e agarrar Luísa, mas não estava em condições de fazer isso. Seu coração estava partido.
Descendo as escadas do colégio para ir para casa, Luísa ouve uma voz familiar chamar pelo seu nome. Ela já imaginava quem poderia ser.
- Eu preciso falar com você. – ouviu a menina.
- Rafael se você veio defender o Frank, o que ele fez não tem perdão. – disse a menina sem ouvir uma palavra se quer.
- Se ele tivesse feito algo sério, eu não estaria aqui defendendo ele. E na realidade, ele não fez nada. Quem espalhou o boato foi a minha irmã. Ela me ouviu falando no telefone com o Frank.
- Não importa! – disse a menina irritada. – Ele inventou isso para você, a Letícia só teve o trabalho de espalhar.
- Se acalma Luísa. Ele me disse que havia passado o final de semana com você e que dormiu na sua casa, só isso. A Letícia deve ter deduzido que vocês transaram e espalhou. – concluiu o menino.
Luísa agora já estava mais calma e conseguia refletir. O que Rafael acabava de dizer fazia sentido. Será que era isso que Frank iria lhe dizer? A menina agora se sentia culpada por não ter acreditado no namorado, mas o sentimento maior que percorria suas veias era a raiva. Raiva que sentia por Letícia.
- O Frank ama você, como ele nunca amou ninguém. Você sabe disso melhor do que eu. Não desista dele ou até mesmo de vocês tão fácil assim. Eu vou procura-lo para vocês fazerem as pazes, portanto, me espere aqui. – disse Rafael, que deu um beijo na testa da menina e foi em direção ao pátio do colégio.
Luísa se sentou em um dos degraus da escada e ficou aguardando o amigo e o namorado. Ela queria abraçar Frank e nunca mais o soltar. Queria cuidar dele e ficar com ele para sempre. Um sorriso brotou em seu rosto.
Enquanto Luísa esperava pelos garotos, ao longe viu Letícia e resolveu ir em direção a rival. Ao perceber a presença de Luísa, a menina estampa um sorriso prepotente no rosto.
- Fiquei sabendo que transou com o Frank. Rápida você, hein? – dizia a menina enquanto mexia em seu cabelo. – Apesar de que você ficou com meus restos, não é mesmo? Porque eu conheço cada centímetro do corpo dele.
Luísa sentiu suas bochechas corarem e as lágrimas invadirem seus olhos. Uma mistura de raiva e dor invadia seu coração. Mas ela teria que ser forte, não poderia se entregar facilmente.
- Não aconteceu nada entre nós, e mesmo se tivesse acontecido, você não tem nada a ver com isso. Você deveria se conformar com o fato de que o Frank não quer mais saber de você. – alfineta a garota.
- Como se eu quisesse algo com ele. Eu quem já cansei dele, garota. – retrucou a menina.
Luísa ri ironicamente e se vira a procura do namorado, ela o avista junto com Rafael vindo em sua direção, ela sorri para os garotos que retribuem.
- LUUÍSA! – gritou Letícia.
A menina se assustou e confusa olhou para trás. Ao se virar recebeu um tapa no rosto vindo de Letícia. Todos que estavam no pátio olham para Letícia, que é reprimida por todos ali presentes. Luísa continua no chão, pois não sabe como levantar. A menina havia ido longe demais. Seu rosto ardia e o ódio crescia dentro de si.
Frank e Rafael ao verem a cena correm em direção à Luísa que tem todos os seus materiais espalhados pelo chão. Rafael se abaixa e ajuda Luísa a se levantar. Enquanto isso, Frank vai em direção à Letícia. Não podia acreditar no que a garota havia feito à namorada.
- Eu quero que você suma da minha vida, para sempre. Esqueça que um dia eu fiz parte da sua vida. Esqueça que um dia nos conhecemos. – dizia o menino aos gritos.
Letícia após ouvir as palavras duras e frias do menino foi embora. As lágrimas escorriam pelo rosto da menina, que nunca havia sido tão humilhada. Frank volta correndo para a namorada ao se lembrar de que ela poderia estar machucada. O menino a abraça com toda força e diz que não deixará que ela se vá outra vez. Ela sorri.
- Precisamos te levar ao hospital! – disse o menino enquanto segurava na mão da namorada.
- Não é necessário, meu amor. – disse a menina rindo junto com Rafael. – Eu quero apenas conversar com você.
Rafael termina de pegar as coisas que haviam caído no chão e se despede dos amigos. Luísa e Frank resolvem irem para casa e conversar. Frank liga para um taxi que chega em alguns minutos e eles vão para a casa do menino.
Chegando ao quarto de Frank, Luísa se senta na cama do menino e começa a chorar. Sua voz falhava e o menino não conseguia se mexer. Em principio ele havia pensado que tudo estava bem. Frank se aproximou da menina e olhando nos olhos dela perguntou o que havia acontecido.
- Eu não quero estar errada sobre você. Não quero ter acredito em você em vão. Não quero sentir a mesma dor que senti hoje. Porque eu te amo, Frank. E você tem sido a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. E sinceramente, eu não quero te perder. –concluiu a menina com lágrimas nos olhos.
O garoto fica emocionado com todas as palavras que acabava de ouvir. Seu corpo estava paralisado e ele não sabia o que dizer, portanto, a abraçou. Um abraço tão forte que ele podia ouvir os batimentos do coração da menina em sincronia com os seus. Frank direcionou sua mão ao rosto da namorada e secou lhe as lágrimas.
- Você não vai se arrepender de ter confiado em mim. Durante toda a minha vida eu procurei por alguém com você. Você não é apenas a minha namorada, você é minha melhor amiga, meu porto seguro e eu jamais suportaria viver sem você. Eu te amo, Luísa. E eu quero ficar contigo até o fim dos meus dias. – disse o menino enquanto abraçava a namorada.
Luísa se arrepiou a cada palavra dita pelo namorado. Seu coração batia forte, nada havia mudado, exceto o fato de ela estar ainda mais apaixonada pelo menino. Ela agora segurava o cabelo do menino e sentia o cheiro do seu pescoço.
- Eu quero ser sua. – disse a menina pela primeira vez.