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9. Dia de todos os Santos!!!


Fic: Castelo Sobrenatural - Capítulos sendo REPOSTADOS - Voltamos


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Capítulo 9 – Dia de todos os Santos!!!


 


Os dias se passaram rapidamente, mas os irmãos Winchester ainda não conseguiram perguntar a Alice ou Sofia sobre a tal lenda mencionada pelo garoto Black. As oportunidades para uma conversa aberta estavam estagnadas pela movimentação no castelo para as festividades do Dia das Bruxas. Mal se falava em outro assunto por toda a escola, as garotas estavam demasiadamente preocupadas com suas fantasias, maquiagem, cabelos, sapatos... E os garotos só pensavam em estratégias para conquistar alguma garota no baile.


- Fala sério – resmungou Dean para o irmão na manhã do grande dia, enquanto tomavam café no quarto. – Só se fala nesse baile idiota, nem parece que temos um espírito maligno por aí...


- Não começa desde cedo, Dean – replicou Sam. – E além do mais, os alunos não sabem de maldição alguma, só os professores... Acho que esse baile também foi uma estratégia para manter as cabecinhas ocupadas com outras coisas...


- Quer saber? Eu não vou nessa festa idiota...


- Bem... Você disse isso pelo menos dez vezes ontem – respondeu Sam dando de ombros. – Mas sempre mudou de idéia, então...


- Ok! Só vou por causa da comida que é realmente muito boa e quem sabe eles não liberam algumas bebidas...


Sam revirou os olhos para o teto, era perda de tempo tentar argumentar com o cabeça-dura do seu irmão mais velho. Três batidinhas leves na porta o tiraram de seus próprios devaneios, vendo o irmão levantar-se e olhar o relógio da parede no caminho.


- Quem será a essa hora? – Dean perguntou sem realmente se importar com quem que fosse que estivesse do outro lado da porta. E quando a abriu teve certeza de que não poderia ser uma pessoa mais inconveniente.


- Bom dia Dean – falou a professora Alice sem se importar com a cara de poucos amigos do trasgo a sua frente. – Bom dia Sam – ela completou quando Dean abriu passagem e ela entrou na sala, avistando o moreno que ainda tomava café na mesa.


- O que você quer tão cedo? – falou Dean secamente.


A voz de Dean fez o sorriso que Alice dava a Sam morrer na mesma hora. Ela se virou para ele com um olhar mortal, respirou fundo duas vezes, contou até dez uma vez e respondeu:


- Vim dar a boa notícia de que a Karen Boot acordou – ela disse educadamente, se controlando. – Se quiserem falar com ela...


Alice se virou para Sam.


- Tenha um bom dia Sam – e virou as costas a Dean, saindo vagarosamente da sala de nariz empinado.


Dean a acompanhou automaticamente e ficou ali na porta contemplando a ruiva que se afastava, sabe se lá quantos minutos, até ela desaparecer por uma curva do corredor. Era incrível como ela sempre o ignorava, mas o que ele realmente queria saber era por que se importava tanto com isso.


- Você vai ficar aí babando até amanhã? – Falou Sam, fazendo Dean se assustar. – Ou vai comigo até a Enfermaria conversar com a garota?


Eles saíram de seus aposentos momentos mais tarde e se encaminharam para a Ala Hospitalar, cumprimentando, vez ou outra, algum aluno que cruzava com eles e imaginando por que algumas garotas passavam várias vezes por eles no caminho.


- Tomara que ela consiga se lembrar do que viu – falou Dean.


- Sim – respondeu Sam. – Nos ajudaria muito. E não podemos nos esquecer de perguntar a Alice e Sofia sobre aquela lenda...


- Não vamos esquecer Samy. Só não tivemos uma oportunidade ainda...


- Eu sei. Escute, o Hagrid me perguntou ontem se tínhamos alguma fantasia – ia dizendo Sam ao irmão – e como não temos, ele vai conseguir duas para nós, muito gentil esse Hagrid...


- Gentil até demais para alguém daquele tamanho. Eu agradeceria se ele conseguisse fantasias de tamanhos normais...


- Poupe-me de seus comentários idiotas Dean...


Caminharam mais alguns metros até chegarem a Enfermaria e encontraram a garota sentada, tomando o café da manhã, observada de perto por Madame Pomfrey e pela diretora Minerva McGonagall.


- Bom dia senhores – a diretora cumprimentou educadamente quando eles se aproximaram, o mesmo fez a enfermeira e a garota, que sorriu envergonhada por ser o centro de tantas atenções.


- Bom dia – eles responderam. – Queríamos fazer algumas perguntas a ela – completou Dean apontando para a garota com a cabeça.


- Me acompanhem por um momento, por favor, enquanto a senhorita Boot termina seu café – a diretora disse enquanto se encaminhava para a sala de madame Pomfrey.


Os irmãos a seguiram de perto, deixando Karen e a enfermeira para trás e entraram em uma sala circular, rodeada por estantes cheias de poções, caldeirões, plantas e frascos. Havia também uma escrivaninha com pergaminhos, penas e um tinteiro. A diretora se sentou atrás da escrivaninha e fez sinal para que os outros dois se sentassem em duas cadeiras conjuradas por ela. Sam se sentou rapidamente, sendo imitado, muito a contragosto, por Dean.


- Acho que sabem por que lhes chamei até aqui – falou a diretora. – Karen acordou gritando, está muito assustada e queria lhes pedir para que não a forcem a falar o que não quer...


- Mas precisamos de toda informação possível – falou Dean.


- Claro que sim senhor Winchester – respondeu a diretora o fuzilando com os olhos. – Mas os bruxos têm outras maneiras de tirar informações das pessoas sem que elas precisem falar – ignorando os olhares admirados dos dois, continuou: - Não a forcem com perguntas desnecessárias, não queremos um trauma permanente já que ela encontra-se tão bem no momento. Por favor, e mais tarde obterei a lembrança dela.


- Obrigado diretora – falou Sam. – Não pretendemos assustá-la.


- Ela já está bastante assustada, inevitavelmente – respondeu Minerva. – Já perguntou sobre todo aquele sal e outras coisas e se contentou em saber que era para sua proteção. Já falamos para ela não sair da enfermaria e ela está disposta a colaborar.


- Como a senhora pretende obter a lembrança? – falou Dean curioso e ao mesmo tempo incrédulo.


- Por meio de magia, obviamente – respondeu a diretora, fazendo Dean assumir um tom vermelho na face. – Não será possível hoje, pois estamos muito atarefados com o baile, mas amanhã lhes chamarei na minha sala e lhes mostrarei o que precisam...


- Certo – falou Dean ainda desconcertado, se levantou e apertou a mão da diretora, sendo imitado pelo irmão.


Eles saíram da sala e rumaram para perto da garota Boot. Madame Pomfrey cruzou com eles no caminho, carregando a bandeja vazia do café da manhã da sonserina e olhando-os de cara amarrada. Sam se sentou em uma cadeira ao lado da cama dela e Dean permaneceu de pé, de braços cruzados e sobrancelhas levemente franzidas.


- Tudo bem Karen? Eu sou Sam, e esse é meu irmão Dean... Você deve ter nos visto pela escola e no dia que a diretora nos apresentou – começou Sam com formalidades para deixar a garota mais à vontade.


- Estou bem – respondeu Karen com um bocejo.


- Queremos te fazer uma pergunta – falou Sam encarando Karen. – Mas não precisa responder se não quiser ok?


Karen apenas confirmou com um aceno de cabeça, olhando de Sam para Dean e em seguida para Sam novamente. Parecia realmente muito assustada.


- Qual a última coisa que você se lembra daquela noite? – foi Dean que fez a pergunta, fazendo Sam o olhar reprovadoramente. Karen desviou os olhos de Sam, olhou alguns segundos para Dean e, desviando o olhar, fixou-o em uma janela à sua frente, do outro lado da enfermaria.


- Era uma garota... No começo achei que era o Pirraça, pois muitas pessoas já me falaram que ele costuma pregar peças nos novatos, então achei que ele estava disfarçado e tentando me assustar, mas logo percebi que era uma moça, e ela parecia querer me beijar – ela respondeu sussurrando, fazendo os irmãos se aproximarem para ouvir a última frase: - E os olhos dela eram negros como a noite...


 


**********


 


Faltava menos de três horas para o baile e o Salão Comunal da Grifinória estava praticamente vazio. Nenhuma garota era vista e somente alguns garotos permaneciam ali, pois achavam que estava demasiadamente cedo para se arrumarem. Jacob, Tiago e Alvo conversavam em uma poltrona, depois que Hugo subiu para se arrumar.


- Estou muito ansioso galera – falava Tiago aos outros. – Quero mesmo tentar conquistar a Mila hoje...


- Se eu fosse você nem tentava – disse Alvo se levantando. – É capaz de ela jogar uma abóbora na sua cabeça! Vou me arrumar...


- Vai lá – disse Tiago ao irmão. – Mas não vou desistir mano, uma abóbora não deve machucar tanto...


- Eu não teria tanta certeza – riu Jacob. – Agora, cá entre nós, também quero tentar me aproximar da Suélem...


- Vai fundo cara! Te dou o maior apoio – disse Tiago e se levantou. – Vamos nos arrumar também, só restamos nós dois aqui...


- Bora! – Falou Jacob. – Essa festa vai ser demais brother!


Eles rumaram para o dormitório masculino sorrindo, deixando o entusiasmo com a festa tomar conta deles e o Salão Comunal ficar definitivamente vazio. A alguns andares abaixo, dois irmãos discutiam.


- É a última vez que digo isso Sam – dizia Dean carrancudo olhando-se no espelho. – Porque fui me deixar persuadir por você de novo?


- Você só sabe reclamar? – retrucou Sam. – Como iríamos a uma festa de Halloween a fantasia, sem uma fantasia? Ia desagradar a todos e a diretora nos convidou com toda cerimônia... Ela iria se sentir ofendida. E convenhamos... Como se nós, principalmente você, não estivesse acostumado a se disfarçar de várias maneiras. Eu não gosto de festas, principalmente de festas de Halloween, mas nem por isso estou resmungando tanto.


Ele terminou chegando ao lado do irmão no espelho, se olhando e analisando o resultado de sua própria aparência. Estava encantador e ninguém poderia dizer que ele não era um bruxo de Hogwarts, assim como os outros. Suas vestes de um azul marinho arrastavam-se até o chão e o chapéu cônico se ajustava perfeitamente com sua cabeleira negra e seus olhos verdes. A varinha que segurava parecia muito com a dos alunos, apesar de não conter poder nenhum. Por baixo da capa podia-se ver uma camisa bonita de um branco alvíssimo e um colete de um tom mais claro de azul. Um relógio de bolso estava guardado dentro da lapela, fazendo pender uma corrente dourada.


Eles se encaminharam para o Salão Principal um pouco antes das oito horas, assim como os outros professores, a pedido da diretora, para ajudarem a receber os alunos demasiadamente entusiasmados, assim como a banda que iria tocar no baile.


- Eu ainda não acredito que estou indo nessa festa – reclamou Dean mais uma vez. – Não terei nenhum tipo de diversão adulta aqui, é uma festa repleta de crianças... As adultas devem ter mais anos do que eu poderia contar e quem gosta de coisa velha é museu... 


- Cale essa boca Dean... Não seja um estúpido imbecil – falou Sam revirando os olhos. – E aposto como você vai ter que admitir depois que foi uma excelente festa!


- Duvido – ele reclamou quando adentraram o Salão Principal. – E tem mais, porque pessoas “normais” iriam querer ser monstros? Elas deveriam ter medo deles, e não admiração! Nós os caçamos, e não nos tornamos em deles!


Sam não respondeu, apenas deu batidinhas no ombro do irmão e olhou ao seu redor. O Salão parecia ser outro, que eles jamais entraram antes. Estava magicamente ampliado, as mesas das quatro casas de Hogwarts foram substituídas por várias mesinhas redondas com cadeiras pretas, espalhadas por todo Salão. Cada mesinha tinha, em seu centro, abóboras devidamente decoradas com uma vela em seu interior, deixando o ambiente com uma atmosfera fantasmagórica.


A mesa dos professores deu lugar a um palco, que já abrigava vários instrumentos musicais e, na frente do palco, havia uma enorme pista de dança. Pendendo do teto mágico, várias teias de aranha agouravam cair e mais abóboras, assim como algumas caveiras, flutuavam no teto, que mostrava a noite estrelada de lua cheia que se apresentava no lado de fora.


- Parece que estamos um pouco adiantados – falou Sam, Dean apenas concordou silenciosamente com um aceno de cabeça impressionado com toda magnificência do salão.


Cumprimentaram alguns professores que chegavam. Hagrid chegou pouco depois, todo ornamentado como um grande caçador e cumprimentou-os alegremente, antes de se juntar a Neville, que estava impecável em sua fantasia de jogador de quadribol, para receber a banda As Esquisitonas, que já estava na terceira formação e que acabara de adentrar o Salão. A maioria dos professores já estava ali, mas os dois imaginavam, ao mesmo tempo, que ainda faltavam duas professoras.


- Não sei por que essas mulheres demoram tanto para se arrumar – reclamou Dean ajustando sua camisa dentro da calça afivelando melhor o cinto, parecendo um pouco desconfortável com a fantasia, ainda.


- Por que você está reclamando cara? – retrucou Sam sorrindo. – Por acaso você passou a apreciar a companhia da professora Alice? E faça-me o favor de parar de ficar se arrumando, sua fantasia não vai ficar melhor do que já está, você já esteve com roupas muito mais inconvenientes. E está me dando nos nervos!


Mas Dean não respondeu, tinha perdido metade do que Sam falara. Seus olhos estavam desfocados em direção às portas do grande Salão. Sam acompanhou o olhar do irmão e encontrou duas amigas muito sorridentes, que acabavam de chegar. Uma fada e uma vampira lindíssimas atravessavam o salão e rumavam em direção a eles.


- Uau... Aquelas vestes bruxas realmente escondem muita coisa, hein Dean? – falou Sam apreciando a fantasia da professora Sofia. Estava maquiada delicadamente, realçando cada traço de seu rosto doce e seus olhos meigos, de lábios de um tom lilás gracioso. De um jeito inocente, mas tentadoramente sexy. Estava com um vestido rosa curto pregado ao seu corpo até o inicio do quadril, ali se abria em um tchu-tchu todo plissado, de mangas longas que se abriam perto dos pulsos como um sino fluído. Usava asas cintilantes e uma tiara de brilhantes nos cabelos lisos soltos. Uma meia-calça rosa claro cobria suas pernas torneadas, um sapato delicado branco de salto e uma varinha com uma estrelinha na ponta completavam o visual. – Boa noite minha fada madrinha – ele completou quando elas chegaram, pegando nas mãos da morena e depositando um beijo carinhoso, fazendo-a corar.


- Boa noite bruxo encantador – ela conseguiu responder ruborizada.


- Boa noite vampira adorável – Sam falou para Alice, repetindo o gesto e beijando a mão dela.


- Boa noite Sam – ela respondeu sorridente, um tanto quanto encabulada. – Está um perfeito bruxo! – Ele aceitou o adjetivo com um sorriso sincero.


Alice estava uma linda vampira. Usava um vestido negro colado em seu corpo até os joelhos, com uma capa negra de forro vermelho e meia-calça arrastão sob botas de cano longo e salto alto de um couro brilhante, também negro. Seus cabelos muito vermelhos, agora longos, caíam em cascata à suas costas, contrastando com a capa e seus olhos, que ela conseguiu deixar muito rubros, os dentes estavam pontiagudos e afiados graças à metamorfose. Seus lábios, de um carmim profundo, faziam par com a maquiagem escura de seus olhos provocantes.


Outro vampiro presente a encarava incrédulo. A camisa branca, retomando o século passado, de gola entreaberta transpassada por tiras em ilhoses lhe caía muito bem sob o colete de linho negro não abotoado. As calças negras com os sapatos de época contrastavam gritantemente com o relógio em seu pulso. A corrente costumeira em seu pescoço continuava lá, assim como os anéis, uma pulseira e, no canto de sua boca, desenhado de maneira tosca, se viam gotículas de sangue, por causa dos dentes que sobressaíam.


- Boa noite garotas – ele falou simplesmente quando encontrou a voz, dando um beijo na bochecha de cada uma. – Eu ainda te mato, Samy... – ele completou sussurrando no ouvido do irmão, pois Dean Winchester era o outro vampiro da festa e não gostou nada dessa incrível coincidência.


 


**********


 


O Salão Principal foi se enchendo aos poucos depois que uma música começou a tocar, avisando aos atrasados que o baile enfim começara. Alguns alunos chegavam acompanhados pelos amigos, outros vinham de casal. A comitiva Weasley-Potter e amigos chegaram juntos ao baile e logo se acomodaram em uma mesa próxima ao palco. Rose veio vestida como uma de suas autoras preferidas Batilda Bagshot, que escreveu ‘Hogwarts, Uma história’, Mel quis se aventurar como uma sereiana com pernas, Lily estava fantasiada de Bruxa Morgana e Rebeca de coelhinha. Jacob estava fantasiado de lobisomem, Tiago de pirata, Alvo de cavaleiro e Hugo de Mago Merlin.


- Essa festa promete! – Exclamou Tiago sorrindo.


- Com certeza – os outros responderam.


Alvo Potter se pegou contemplando Melanie Bell mais uma vez. Nem acreditou quando viu a amiga descer as escadas com Rose. Seu estômago deu uma cambalhota quando a morena retribuiu seu olhar e sorriu. Ele ficou vermelho e rapidamente desviou os olhos. Tiago, por sua vez, encarava uma mesa próxima, onde Mila e Suélem acabaram de se sentar. Mila estava fantasiada de fada do dente e sua amiga Suélem de medibruxa. Tiago a encarou por vários minutos, contemplando os olhos azuis e os cabelos muito ruivos dela, que contrastavam com seu vestido laranja e suas asas amarelas. Rapidamente ele cutucou Jacob e começou a arrastar o amigo para a mesa das garotas.


- Calma meu amigo, deixe primeiro eu acalmar meu coração... Será que aquela medibruxa linda pode cuidar de alguns problemas que eu tenho hoje? Talvez ela possa me administrar acônito... Ai ai ai ai – babava Jake ao olhar para Suélem ao lado de Camila.


- Talvez meu... Agora vamos... – resmungou Tiago ainda tentando arrastar o amigo lobo.


- Ele não desiste nunca – exclamou Lily quando o irmão se encaminhou para a outra mesa, com os olhos meio decepcionados pelo comentário de Jacob sobre Suélem. Ele nem havia reparado em sua fantasia... “mas quem está se importando?” pensou.


- Parece que ele gosta mesmo da Mila – falou Alvo. – Mas com a fama de galinha que tem, acho que ela nunca dará bola para ele...


- Tem razão – falou Mel. – Ele já deve ter beijado praticamente setenta por cento da população feminina de Hogwarts!


Todos riram, inclusive Alvo, que voltava a encarar a morena. Rose, por sua vez, estava alheia aos demais, pois seus olhos acabaram de encontrar os olhos azuis cinzentos de Scorpius Malfoy, que estava fantasiado de conde Drácula. Seus cabelos molhados estavam penteados para trás, dando ao loiro um ar poderoso e sinistro. A ruiva não soube explicar se ele sorriu para ela, mas ela avistou os dentes muito brancos dele, agora acompanhados por dois caninos muito afiados cheios de sangue.


A algumas mesas dali, Alice, Sofia, Dean e Sam conversavam, comendo e bebendo. Dean havia melhorado um pouco o humor, depois que Sofia dissera que sua fantasia era bem original, ainda mais se tratando de um vampiro do século XVII, e não tinha nada a ver com a fantasia de Alice, que era bem contemporânea. Afirmou ainda que era só olhar à volta e ver como os alunos se inspiravam em várias coisas. Sam achava que o humor do moreno, na verdade, só havia melhorado depois que ele provou algumas doses de uísque de fogo, que estavam limitadas a duas doses por adulto. Mas depois, a certeza veio quando o irmão se entregou aos encantos da cerveja amanteigada e do hidromel envelhecido de madame Rosmerta.


- Esses seus dentes é que não estão passando veracidade – falou Sofia para Dean. – Se me permitir...


E, sem esperar uma resposta dele, ela fez os caninos do rapaz se afiar e aumentarem o tamanho. Sam olhou sorrindo e admirou o resultado, enquanto Dean arregalou os olhos, ainda com a boca aberta.


- Fica tranquilo – falou Sofia. – Eles não vão te machucar e voltam ao normal depois...


- Obrigado – ele disse meio chiado, tentando se acostumar com a nova dentição. Elas nem imaginavam como eram os dentes dos vampiros que eles tinham que lidar em suas caçadas fora do mundo bruxo, na “vida real”.


Após algum tempo, depois de comerem muito bem todo o banquete servido, a banda As Esquisitonas subiu ao palco e rapidamente a pista de dança foi tomada pelos alunos e alguns professores e funcionários. A festa corria perfeitamente e estava um verdadeiro sucesso.


- Vamos dançar! – exclamou Alice aos demais se levantando. – Vocês vão adorar essa banda! É um sucesso no nosso mundo...


Dean e Sam trocaram olhares duvidosos, essa não era uma área em que tinham muitas habilidades, talvez fosse melhor só assistir. Mas antes que dissessem não, estavam sendo guiados para a pista, com seus protestos sendo completamente ignorados. Eles rumaram para a pista de dança, ficando no fundo do salão, próximos a uma porta lateral, um pouco afastado dos alunos que dançavam animados, tentando manterem-se discretos aos olhos recriminadores da diretora.  Eles dançavam no ritmo da música, seus corpos se embalando suavemente e aos poucos Dean foi se soltando, pois a banda era realmente espetacular e conseguia fazer todos dançarem.


Mas, como nem tudo poderiam ser flores naquela noite, Dean foi empurrado por um aluno apressado que corria pelo salão na direção da porta que estavam em frente e ele pisou no pé da professora Alice. Um de seus anéis se enganchou desastrosamente na meia-calça que ela usava e, sem se importar com ela, Dean gritou com o garoto:


- SEU MOLEQUE! POR QUE NÃO OLHA POR ONDE ANDA?SUA MÃE NÃO LHE DEU EDUCAÇÃO, NÃO?


- E DO QUE ADIANTA COBRAR ISSO DELE, SE VOCÊ NÃO TEM? – reclamou Alice se enfurecendo. – OLHE SÓ O ESTRAGO QUE VOCÊ FEZ NA MINHA MEIA SEU MALDITO TROGLODITA...


- ME POUPE, E NÃO ME CHAME ASSIM, SUA BRUXINHA ENCRENQUEIRA... A CULPA NÃO FOI MINHA E VOCÊ PODE CONCERTAR ISSO COM UM ÚNICO MOVIMENTO DA SUA VARINHA... – respondeu Dean cortando o que Alice dizia.


- EU SEI QUE POSSO SEU ANIMAL... MAS O PROBLEMA É QUE SUA EDUCAÇÃO NÃO PERMITE NEM QUE PEÇA DESCULPAS. NÃO IMPORTA O QUE SOU CAPAZ OU NÃO DE FAZER, E SIM QUE VOCÊ TEM QUE TER MAIS RESPEITO PELAS PESSOAS, MAS ISSO REALMENTE VOCÊ NÃO TEM CAPACIDADE PARA DESENVOLVER – rebateu a professora cheia de razão.


- NÃO ME DIGA QUE EU NÃO TENHO RESPEITO, SUA FEITICEIRA DE ARAQUE... OLHA QUEM ESTÁ FALANDO, SEMPRE COM TODA ESSA SUA ARRÔGANCIA E AUDÁCIA, ACHA QUE SABE TUDO? MAS NÃO É BEM ASSIM NÃO... – ironizou Dean, desdenhando Alice, que já estava com os olhos flamejantes e marejados pela mágoa.


- COMO SE VOCÊ NÃO ACHASSE QUE É O CENTRO DO UNIVERSO, COM TODA SUA PETULÂNCIA E PRECONCEITO, SEU TRASGO MONTANHÊS!


Cansada de tudo aquilo, Sofia olhava chegando a conclusão que aquilo era mais que implicância. Encaminhou-se para trás da amiga e a desequilibrou, fazendo com que se choca-se contra Dean que a  segurou pelos braços num impulso, antes que ela caísse e a ruiva fez o mesmo para tentar se manter em pé. Vários segundos se passaram enquanto os dois se encaravam sem dizer uma palavra. Absorvendo o cheiro que seus corpos exalavam pela proximidade, um tremor percorrendo cada membro ao se tocarem pela primeira vez, mesmo que involuntariamente.


- Me desculpe – disse Dean sem tirar as mãos de Alice, apenas a ajudando a ficar mais ereta.


- Tudo bem – respondeu ela. – Me desculpe também.


Lentamente, foram se aproximando, até que uniram os lábios em um beijo apressado. Dean segurou a ruiva pela cintura delicadamente, enquanto Alice se agarrou aos cabelos do moreno. Eles se beijavam com moderação, procurando sentir tudo que o outro tinha a oferecer. Todo aquele desgosto e intrigas não passavam de fachada para o que realmente sentiram, quando se viram entregues a uma atração simultânea e arrebatadora.


- Se eu soubesse que bastava um empurrãozinho para eles pararem com as brigas idiotas, teria feito isso há mais tempo – falou Sofia se virando para Sam e sorrindo. – Mas acho melhor os fazer saírem daqui, a diretora não vai gostar nada de ver isso...


- Tem razão – disse Sam cutucando o irmão nas costas. Quando Dean o olhou, ele indicou a saída com a cabeça. Dean obedeceu, levando Alice consigo. - Eles são dois cabeças-duras – falou Sam se aproximando da morena. – E o que essa fada acha de fazer um bruxo feliz? – ele completou acariciando a nuca dela com as mãos.


Sofia não respondeu. Vencendo sua timidez, acompanhou Sam na direção em que Dean havia desaparecido, para ficarem a sós no corredor ao lado do salão principal. A morena enlaçou Sam pela cintura e se entregou, mais uma vez, àquele beijo carinhoso e ao mesmo tempo urgente que ele tinha, se perdendo no perfume delicioso dele e se deixando entorpecer.


 


**********


 


Alvo, Rose e Mel estavam sentados na mesa, após seus pés reclamarem por tanto dançar. Lily, Beca e Hugo permaneceram na pista de dança com muitos outros alunos, mas aos poucos as mesas também iam se enchendo de alunos com pés que protestavam.


- Caramba! Vocês viram as professoras Alice e Hunter saindo com os guarda-caças? – falou Mel aos amigos.


- Pois é – falou Rose sorrindo. – Eu achei que formaram belos casais...


- Com certeza – respondeu a morena. – Mas isso vai ser o assunto mais comentado durante o mês inteiro...


- Isso é verdade – falou Alvo. – E a diretora não deverá permitir que eles fiquem se agarrando por aí...


- Isso é uma festa, Al – falou Rose revirando os olhos. – São adultos e tenho certeza que sabem ser discretos... Vou pegar uma bebida pra gente.


A ruiva se levantou e saiu em direção à mesa de ponche, deixando Alvo e Mel sozinhos. O silêncio reinou sobre os amigos e nenhum dos dois sabia como quebrá-lo. Melanie observava a festa e as pessoas, sem realmente reparar em nada, percebendo os olhares furtivos de Alvo. Os dois estavam sentados lado a lado e, reunindo toda a coragem de um verdadeiro grifinório, Alvo se virou para Mel, que também se virou para olhar o amigo.


- Mel eu...


- Alvo eu...


Os dois sorriram embaraçados. Parecia que as palavras não eram necessárias agora. Alvo acariciou o rosto de Mel com o polegar, encarando os olhos muito azuis da morena, que o encaravam de volta. Verde e azul se enfrentaram por vários minutos e, quando seus lábios estavam a centímetros um do outro, eles se separaram assustados, pois alguém se largou furiosamente em uma cadeira próxima.


- Se ela não quer nada comigo, é bom ela saber que o resto da escola quer! – bufava Tiago Potter sem reparar que acabara de interromper o clima entre o irmão e Mel.


Alvo olhou irritadíssimo para o ruivo, que parecia não ter percebido que havia mais alguém naquela mesa e Mel ficou muito constrangida.


- A Rose tá demorando... – ela falou tentando encontrar algum assunto. Alvo apenas concordou com a cabeça. – Vamos dançar? – ela convidou e os dois foram novamente para a pista de dança, ignorando os pés que latejavam para simplesmente saírem de perto de um Tiago muito resmungão.


Um tempo depois, Rose voltou carregando três copos cheios de ponche. Vendo que os amigos não estavam mais presentes, ela ofereceu um a Tiago, que estava com cara de pouquíssimos amigos. Rezando para que Mel e Alvo finalmente tivessem se acertado, ela pegou seu ponche e resolveu ir ao banheiro, se afastando da festa e rumando para o corredor em busca do mais próximo.


- Francamente! Pelo jeito o mais próximo será o do segundo andar, e não estou com paciência para a Murta Que Geme hoje... - dobrando o próximo corredor, ela esbarrou com força em alguém que vinha na direção oposta, derramando todo o ponche em seu vestido. - FRANCAMENTE! VOCÊ NÃO OLHA POR ONDE ANDA?


- Me desculpe... Weasley?


- TINHA QUE SER VOCÊ MALFOY... PARECE QUE ESBARRA EM MIM DE PROPÓSITO TODAS ÀS VEZES! VÊ SE PRESTA MAIS ATENÇÃO... SEU DESCUIDADO!


- Desculpa! Achei que você tivesse parado de sempre gritar comigo... – ele disse limpando o ponche do vestido dela com a varinha. – Perdeu a voz por causa dos berros? – ele completou sorrindo, vendo que ela não respondia.


- Engraçadinho...


- Obrigado – ele riu. – Se estiver querendo usar o banheiro, sugiro que procure o do terceiro andar, pois a Murta parece que ficou bastante aborrecida por não ter sido convidada e inundou os banheiros e o corredor do segundo andar inteiro...


- Obrigada – ela disse encabulada, esboçando um sorriso. – Acho que perdi a vontade...


Eles ficaram se encarando por alguns segundos, sentindo ambos os corações se acelerarem sem motivos aparente.


- Acho que vou voltar para festa e...


- Escuta Rose – o loiro falou segurando-a pelo braço quando ela se virou. – Me responde com sinceridade... Por que você sempre grita comigo? – e vendo a expressão perdida no rosto dela ele disse: - Digo... Não te vejo gritando com mais ninguém...


- Porque você é insuportável, se acha um sabe-tudo e é um Malfoy – ela disse repentinamente, esquivando-se do aperto dele em seu braço.


- Nossa! Obrigado pela sinceridade! – ele respondeu ficando triste. – É meu sobrenome, não é? Sempre o sobrenome...


Rose se arrependeu imediatamente do que disse, pois Scorpius fez uma cara completamente derrotada. Afinal, os Malfoy’s já não haviam pagado pelo que Lúcio fizera? As pessoas tinham mesmo que continuar julgando uns aos outros pelos seus antepassados?


- Eu cresci ouvindo papai falar de vocês, Weasley’s e Potter’s – ele optou por ser sincero com a ruiva, mas não sabia explicar o motivo que o fazia agir assim. – Mas nem por isso saio gritando com todos vocês – e vendo que a ruiva o olhava atenciosamente, continuou: - Mesmo com rancor, meu pai falava com gratidão... Ele diz que se não fosse o Santo Potter ele teria morrido e que seu pai, Rose, sempre implicava com ele, mesmo quando ele se mostrava arrependido...


- Me desculpe Malfoy... – a ruiva disse sinceramente.


- Merlin santíssimo! Rose Weasley me pedindo desculpas? – ele sorriu.


- Mas seu pai também fez por merecer, não é? Implicava com minha mãe, a chamava de sangue ruim...


- Eu sei... Mas isso se deve ao meu avô na verdade, e a como ele educou meu pai...


- Minha mãe fundou a F.A.L.E. em defesa aos elfos domésticos por causa do seu avô.


- Eu fiquei sabendo disso. Não é fácil para eu ser o que eles esperam, sem pensar como eles pensam e carregar a estigma do meu nome!


- Eu imagino... Escute, vamos esquecer as famílias então? Eu cresci ouvindo meu pai falar muito mal do Draco Malfoy então... Bem... Desculpe-me mesmo...


- Tá tudo bem – falou Scorpius sorrindo. – Que tal você fingir que meu sobrenome é Ford, Carter, Brown...


- Brown não! – exclamou Rose sorrindo. – Aí seria com minha Mãe que eu teria problemas...


- Seu sorriso é lindo, Rose – o loiro elogiou sinceramente, admirando o sorriso que ela sustentava e que se desfez aos poucos.


- Obrigada Scorpius – ela respondeu envergonhada, sentindo o loiro chegar mais perto.


Eles se aproximaram sem quebrar o contato visual que mantinham. Olhos azuis com azuis se conhecendo verdadeiramente pela primeira vez em muitos anos. O loiro acariciou o rosto da ruiva com uma mão e depositou a outra em sua cintura, capturando os lábios dela gentilmente com os próprios. Rose sentiu o coração disparar e correspondeu ao beijo dele. O beijo era gentil e carinhoso, fazendo com que eles descobrissem a sensação maravilhosa de uma paixão que era correspondida. O beijo foi ganhando velocidade à medida que a língua de Scorpius exigia mais contato e Rose se entregava completamente ao desejo reprimido e proibido.


Se afastando bruscamente dos braços de Scorpius Malfoy em um momento repentino de lucidez, Rose Weasley correu o máximo que suas pernas permitiram em direção à torre da Grifinória, deixando um estupefato Malfoy para trás, que coçava a cabeça, arqueando uma sobrancelha e sorrindo.


 


**********


 


Sabendo que não podiam ser vistos pela diretora McGonagall ou por algum diretor das quatro casas, Dean e Alice entraram em uma sala vazia no primeiro corredor que parecia mais tranquilo. Tirando a varinha de dentro do cano da bota, Alice apontou-a para a porta, selando-a com um feitiço silencioso.


Alice e Dean permaneceram em silêncio por alguns instantes, ambos olhando-se primordialmente sem a máscara do desgosto, sinceros e livres da opinião alheia. Seus pensamentos eram um torvelinho de dúvidas.


- Eu sinto muito por pisar no seu pé e estragar sua meia, e por ser um grosso... – disse Dean encostando-se a uma mesa, apoiando os braços ao seu lado, sendo observado da porta por Alice.


- Tudo bem... Como você disse, eu posso concertar isso assim... – e apontou a varinha para a meia-calça, murmurando Reparo e fazendo a mesma ficar como nova. – Me desculpe pela gritaria e por tudo que disse também, acho que era raiva acumulada.


-Tudo bem também... E eu realmente sabia que você poderia fazer isso... – os dois sorriram tímidos, desviando os olhos. – O que você tem que me faz querer brigar com você e ao mesmo tempo tê-la em meus braços? – perguntou Dean, sem realmente esperar por uma resposta.


Ele cobriu a distância que os separava e abraçou-a apertado, colando o nariz na curva do pescoço de Alice, fazendo-a estremecer. Aspirou profundamente o cheiro inebriante da pele alva exposta e brincou com os caninos agudos que agora possuía.


- Será que é por que você me ignora e sempre tem uma resposta na ponta dessa língua afiada? Por que me enfrenta... Porque é completamente encantadora, sedutora... – ele sussurrava depositando suaves beijos no pescoço de Alice, que se mantinha muda, até chegar ao queixo firme e ao canto dos lábios carnudos. – Linda e misteriosa, eu adoro um desafio... – afastou a capa que escondia o ombro esquerdo nu do vestido cavado, descobrindo ali uma tatuagem¹. Eram uma borboleta e um grande lírio, que começavam no ombro e desciam pela parte de trás, até a metade do braço. – Eu não disse que era misteriosa? Veja só o que eu descubro, é linda...


- Obrigada – agradeceu Alice, enquanto sentia os lábios de Dean tocarem a flor. – Eu descobri com uns amigos que nasceram trouxa... E eu adoro...


- Que bom, por que eu também tenho uma tatuagem², por um motivo diferente, mas tenho – e puxou com a mão esquerda o colarinho da camisa, expondo um pedaço do peito, bem acima do coração, onde um pentagrama estilizado podia ser visto, do tamanho da boca de um copo.


- Linda... E qual é o seu motivo para tê-la? – perguntou Alice contornando a tatuagem de Dean com um dedo de unha longa.


- Para proteção... O Samy também tem uma... Ela protege contra a possessão demoníaca...


- Interessante... Não quer fazer outras?


- Talvez... Quem sabe eu tenha mais motivos para fazer... – e prendeu seus olhos mais uma vez nos de Alice, descendo com o olhar o contorno do pescoço até a curva dos seios dela, no decote comportado.


Seus lábios se uniram novamente, afoitos e sôfregos, liberando a cobiça reprimida que eles não mais precisavam esconder. As mãos de Alice espalmadas no peito de Dean, enquanto a mão direita dele subia desavergonhada pela coxa que se erguia colada em seu quadril, e a esquerda segurava fortemente os cabelos flamejantes.


- Me diz o que você tem? – ele perguntou novamente em um momento onde separou seus lábios para recuperar o fôlego, colocando as mãos suavemente ao lado do rosto de Alice, que voltava a ter os olhos da cor do chocolate derretido.


- Eu tenho... Eu sou tudo o que você não gosta, eu tenho tudo o que você teme... Você não me intimida, eu te enfrento... Te desafio... – começou ela a responder, perdida dentro dos olhos verdes dele. – E mesmo assim sou diferente de tudo o que te causou medo... Te intrigo por que não pode me decifrar, não pode entender por que não sou má mesmo possuindo toda magia que carrego, assim como bruxas que enfrentou antes... Eu tenho tudo o que você quer... Eu te encanto, porque você me encanta...


Alice pousou as mãos delicadamente ao lado do rosto dele também, sorrindo delicadamente. Roçou seu nariz no queixo forte e equilibrado, vendo cair por terra toda a armadura que a mantinha longe daquele que a acariciava.


- Não tenha medo de mim... Por que eu não tenho medo de você – sussurrou Alice encontrando os lábios de Dean outra vez.


 


**********


 


Sofia estava perdida em suas próprias idéias, esperando que Sam voltasse com as novas bebidas. Estava se perguntando onde a amiga e Dean estavam e que, se Alice não contasse tudinho a ela no dia seguinte, teriam problemas.


Eles voltaram para o Salão após quase uma hora, pois a festa ainda iria muito longe, os alunos estavam completamente embevecidos dançando e sorrindo. Ninguém parecera notar a ausência deles, o que era um alívio, pois Alice e Dean pareceram ter se esquecido do resto do mundo. Sofia esperava Sam e observava os alunos, que dançavam animados, porém em um momento pararam assustados, encarando uns aos outros, quando um som alarmante reverberava pela escola, sobrepondo a música da banda que ainda tocava.


Sam correu desembestado na direção de Sofia, largando as bebidas de qualquer jeito em uma mesa. A morena já estava em pé de varinha em punho.


- A Alice e o Dean ainda não voltaram? Eles já saíram há muito tempo... – falou aturdido.


- Não, e nem sei onde podem estar... – respondeu a morena, avistando a diretora tentando acalmar os alunos.


- Por favor, acalmem-se – dizia a Diretora Minerva ficando à frente da banda no palco. – Não se preocupem, continuem curtindo a festa, esse anúncio é um assunto para os professores, não é nada demais, continuem todos no salão principal!


Os alunos ainda se olhavam meio perdidos, mas obedeceram. Qualquer pedido vindo da diretora McGonagall era uma ordem a ser cumprida.


- É melhor vocês irem ver o que está acontecendo... Creio que seja o alarme do corredor do sétimo andar – disse a diretora McGonagall quando se aproximou de Sam e Sofia. – E achem a professora Ackles e outro senhor Winchester, por favor, o assunto está sob os cuidados de vocês. Manterei as crianças aqui. - Com um aceno em concordância, Sofia e Sam saíram salão a fora, correndo na direção do sétimo andar.


Momentos antes, logo que disparou o alarme, Alice e Dean interromperam o beijo, ofegantes. Estavam em uma sala no corredor do quarto andar, bem próximos ao som.


- Mas que merda! – praguejou Dean soltando Alice de seu abraço com um susto e, reorganizando seus pensamentos, continuou: - Por que teve que disparar esse troço logo agora... Eu ainda mato um!


Alice, já de varinha preparada, seguia para a porta da sala, e virou-se para ele.


- É melhor arrumar um pouco essas roupas... E não reclame, esse é o nosso trabalho...


- É eu sei... – ele respondeu, chegando perto dela e lhe depositando mais um beijinho.


Depois de saírem da sala, na curva do próximo corredor para tomarem as escadas de mármore, eles toparam com Sofia e Sam. As professoras se entreolharam e Sofia achou melhor reprimir um comentário sobre o batom de Alice estar em Dean e de estarem um pouco amarrotados. Apenas acenou a varinha e endireitou as roupas da colega e do moreno mais baixo.


Sam olhou para Dean com um olhar cheio de más intenções. Claro que o momento pedia que se concentrassem no que poderiam encontrar, mas Sam não podia deixar de sorrir para o irmão.


- Calado e sem comentários – advertiu Dean, fazendo Sam sorrir mais ainda.


- É só que tem uma coisinha aqui ó – apontou Sam para o canto da própria boca.


- Vá se ferrar Samy... Temos mais com que nos preocupar agora – mas instintivamente passou a mão pelo canto de sua boca, limpando.


 


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Observações:


1:  2: 




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Respostas a algumas questões levantadas nos coments:


1º Sobre a seleção de Quadribol: Vimos na própria série original que não se trata de só trocarem os jogares quando eles se formavam. Citando o livro 6 em que o Harry se torna capitão e decide que não precisa que Kátia Bell faça os testes, ele é corrigido por ela que diz a ele que ela deve sim fazer os testes porque o ano anterior não garante a qualidade dela naquele ano, ok?! E bem, agora é uma regra na escola que façam os testes exatamente para garantir a qualidade de todos os jogadores, mesmo que os alunos estejam no time em todos os anos que prestarem os testes. Por tanto, ser titular no ano anterior, não garante titularidade permanente até a formatura.


2º Sobre As Esquisitonas: Bem, nós citamos no próprio capítulo que a banda estava na terceira geração, por tanto, em conseqüência disso a banda mudou muito a sua essência, permitindo assim que os pais possam sim dizer que “a formação da época deles era a melhor”.


3º Sobre o Samy: Bem, realmente para quem acompanha a série na TV, sabe que o Sam é sim bem tranquilo e querido, muito mais sensato que o Dean inúmeras vezes (claro até perder a sua alma, mas no caso aqui da fic a alma dele está intacta!), mas achamos que seria de bom grado aos leitores e ao próprio Sam, das a ele a oportunidade de um novo amor fulminante e sem resistência, assim com o ele teve com a Jéssica logo no inicio da série. Nós conhecemos muito bem os personagens, somos viciadas na série, como podem ver nas características que eles apresentam a vocês na leitura, como a arrogância de Dean e outros toques que aparecem. Por isso não colocamos o carro na frente dos bois, apenas achamos que seria melhor até para o próprio andamento da fic que ele se desse a oportunidade de se enamorar. E, além disso, tudo, a doce Sofia foi irresistível para ele, e convenhamos, qual de vocês resistiria?!


Esperamos que todas as questões estejam respondidas, qualquer duvida é só comentar e responderemos com todo o carinho.


Muitos beijos


Tina & Reji!

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