O dia amanheceu e Luísa foi logo se arrumando para o jogo. Tomou banho e vestiu a sua camisa do São Paulo Futebol Clube. Fez uma maquiagem leve e passou seu perfume favorito, ela queria que hoje fosse um grande dia. Após terminar de se arrumar, foi para a cozinha almoçar.
- Onde é que você vai? – perguntou a mãe ao ver a menina toda produzida.
- Vou ao jogo do São Paulo com um amigo do colégio. – respondeu.
A mãe que já estava desconfiada, agora tinha certeza que tinha algo a mais nessa história, mas acho melhor não comentar. Luísa terminou de almoçar e foi escovar os dentes, chegando à sala, seu pai se ofereceu para leva-la até a casa do amigo, ela aceitou.
No caminho os dois foram conversando sobre o colégio e quem era esse amigo. Luísa não revelou nada sobre Frank, apenas as informações básicas como nome e onde ele morava, afinal, o pai estava a caminho da casa dele.
Luísa chegou à casa do garoto as 14:30, tocou a campainha e logo foi atendida por Ana, que já sabia de todo o plano. As duas se cumprimentaram e Ana agradeceu a garota por fazer isso pelo filho.
- Ele está lá em cima? – perguntou à namorada.
- Sim, está no banho. Mas já deve estar terminando, pode subir. – disse Ana.
A namorada agradeceu e foi em direção ao quarto do garoto, agora que já sabia o caminho. Luísa chega ao quarto do garoto e se senta na cama dele, enquanto ouvia a água caindo no banheiro. Olhou por todo o quarto e percebeu que estava igual à última vez. Enquanto esperava Frank, ela pegou o violão do namorado e começou a tocar alguns acordes e começa a cantar.
No banheiro Frank ouve a namorada cantando e tocando e fica encantado com isso. Para ele era algo gratificante tê-la ali no seu quarto. Portanto, saiu o mais rápido que pôde do banheiro. Apenas se enrolou na toalha e foi para o quarto.
Ao sair do banho Frank vê a menina com a blusa do SPFC e fica encantado por saber que ela torcia pelo mesmo time que ele. Ela agora era totalmente perfeita, segundo ele. Por mais que talvez ela só estivesse com aquela camisa por causa do jogo. Mas o importante para ele no momento é que ela estava ali.
- Saudades de você, pequena! – disse ele abraçando trás da menina, ainda molhado.
- Eu também, meu amor. E você está molhado. – disse ela, que ao se virar percebeu que o namorado estava apenas de toalha. Ela não conseguiu disfarçar o olhar.
Frank percebeu e não hesitou em deitar Luísa em sua cama e beija-la. Os dois se beijavam intensamente. A única coisa que separava Luísa do corpo nu de Frank era uma toalha que poderia ser tirada facilmente. Mas ela se controlou, afinal, eles já estavam atrasados.
- Hey, meu amor! Você tem que se arrumar, deixa isso para depois. – sussurrou ela.
- Tá bom. – concordou o menino de má vontade.
Frank se levantou e foi em direção ao seu armário para vestir suas roupas. A menina ao notar que ele tinha as duas versões da camisa do time, pediu para que ele vestisse a de cor branca. O menino sem discordar vestiu a camisa e uma bermuda.
O garoto resolve calçar seus chinelos, pois acreditava que iriam ver o jogo apenas pela televisão. Mas Luísa discretamente pediu para que ele calçasse os tênis, inventando uma desculpa qualquer, por exemplo, que iriam sair depois do jogo.
Frank percebe que Luísa está ansiosa e acaba ficando desconfiado. Ao descerem as escadas Luísa revela ao garoto que eles não irão ver o jogo em casa e sim em um barzinho próximo dali e que sua mãe iria leva-los até lá. O garoto concorda sem nenhuma desconfiança. Luísa sorria, pois sabia que iria ver o brilho nos olhos do namorado outra vez.
No caminho Luísa ainda estava ansiosa, mas tentou não transparecer para o namorado. Portanto, resolveu mudar de assunto e falar sobre um filme que havia visto no final de semana passado com os pais.
Ao chegarem ao estádio Frank não acreditou que os dois iriam ver o jogo no estádio e não pela televisão. O garoto fica radiante, fazia tempo que não via seu time jogar no estádio, a ultima vez havia sido com o pai, quando tinha 13 anos.
Quando chegaram à bilheteria, encontraram Ricardo que disse que também iria ao jogo e que Ana os acompanharia. Ao ouvir que iria ver o jogo com os pais e a namorada Frank ficou muito contente, prova disso era o sorriso que o menino tinha no rosto. O que ele não sabia é que tudo havia sido ideia de Luísa.
O jogo começa e Frank não consegue tirar os olhos dos pais, já que estes conversavam e sorriam. O menino estava apreensivo não queria criar expectativas. Portanto, resolveu se concentrar no jogo. Sentou-se ao lado de Luísa e ficou segurando a mão da menina.
O jogo seguia tranquilo até que o meio-campista do SPFC sofre uma falta e o juiz não marca a penalidade. Luísa fica revoltada, se levanta e começa a gritar que o juiz está errado.
- É inacreditável isso. O juiz estava ali, devia ter marcado a falta. O jogador do Santos veio por trás do Lucas. – reclamou a menina para Frank e Ricardo.
Frank e Ricardo ficam admirados com Luísa. A principio pensavam que a garota não entendia de futebol, e agora ela se mostrava uma grande são paulina.
- O fato de o técnico ter usado o esquema 4-4-2 deixou o time muito na defensiva, afinal, o volante não avança muito e sempre fica mais atrás. – comentou Luísa.
Ricardo e Frank concordam com a menina e de longe Ana Luísa observava a nora e sorria, finalmente, ela tinha a certeza de que Frank não iria se magoar. E que Luísa era a garota certa para ele.
Depois de uma falta, o São Paulo consegue marcar um gol, igualando o placar, o que levou Luísa a loucura. A menina gritava e pulava como toda a torcida. Frank se sentia orgulhoso. Afinal, a sua namorada era diferente de todas as garotas que ele já havia visto.
O jogo estava empatado e os minutos finais se aproximavam. A torcida gritava pelo time até que Lucas tocou para Dagoberto que estourou a rede marcando um belo gol. A emoção contagiou toda a torcida, principalmente, Ricardo que para comemorar deu um beijo em Ana Luísa, que surpreendeu, mas não deixou de corresponder.
Frank ao presenciar a cena, se emociona e vai em direção aos pais e os abraça forte. O garoto precisava dos dois e os queria juntos. Mas agora, ele sentia que tudo podia mudar.
- Olha, eu nunca quis deixar vocês dois. Principalmente, você Ana. – disse Ricardo. – É só que é difícil para eu acordar todos os dias e perceber que nenhuns de vocês estão ao meu lado. Eu nunca quis viver longe de vocês, se pensei em terminar tudo agora, é porque eu não via outra saída, mas agora eu sinto que foi uma besteira. Eu quero ficar com você dois, portanto, as próximas férias iremos passar juntos, certo? – perguntou o Pai enquanto abraçava esposa e filho.
Frank e Ana estavam radiantes com as palavras de Ricardo. A família ficaria junta outra vez, havia sido apenas um mal entendido. Porém, Ricardo resolveu se pronunciar.
- Bom, eu queria agradecer a você, Luísa. Por ter dado a ideia de virmos todos juntos assistir ao jogo, se não fosse você talvez isso não tivesse acontecido. Obrigado. – disse Ricardo enquanto abraçava a nora.
Frank não conseguia acreditar que toda a ideia havia partido da mente de Luísa. Ela havia feito tudo àquilo por ele, para a felicidade dele. Um sorriso tomava conta do seu rosto e enquanto os pais iam para o carro, ele a puxou pela mão e a beijou. Os dois se consumiram em um beijo intenso.
- A cada dia que passa eu me apaixono mais ainda por você. Você me dá motivos para eu te querer para o resto da minha vida. Eu te amo. – sussurrou o menino.
- Eu também te amo, e quero muito que tudo dê certo entre nós dois. – disse e o beijou com carinho. - Além do mais, tenho um convite para te fazer. – disse rindo.
- O que é? – perguntou o garoto enquanto caminhavam de mãos dadas em direção ao carro.
- Seus pais precisam ficar um tempo sozinhos, o que acha de ir dormir na minha casa? Até porque, você tem que conhecer meus pais. Tá pensando o que? – disse rindo.
- Eu não sei se estou preparado, mas por você eu faço tudo. – respondeu o menino a beijando.
Os dois estavam cada vez mais apaixonados. Luísa se sentia feliz por ver o sorriso novamente no rosto do namorado e Frank não podia acreditar que ela era real. Sim, o amor estava reinando.