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29. A voz Revelada


Fic: As coincidências de nossas vidas


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 29 - A voz Revelada

Durante os dias que passavam, Harry ficava mais e mais intrigado. Ouvia aquela voz toda vez que passava perto da sala de estar escondida. Aquilo o arrepiava e assustava, mas ao mesmo tempo o deixava curioso e o fazia sentir que não era uma coisa má, apenas desconhecida. Em nenhum momento teve a sensação de que aquela mansão não era um lugar adequado para ele, a rotina do grifinório na mansão Snape não era muito movimentada, mas era confortável o suficiente para não querer sair dali.


O conviver com Snape estava dando tão certo que Harry já conseguia se movimentar no mesmo local que ele como se seus movimentos fossem coordenados. Eles já não se esbarravam mais quando estavam na cozinha, ou precisavam pedir pão um para o outro, eles simplesmente agiam. Snape sempre estava com um livro nas mãos lendo as novas pesquisas sobre a poção contra cruciatus e Harry fazia os deveres da escola passados para as férias. Após o café Snape sempre ia para seu laboratório e ficava lá por horas até que saia para um almoço agradável, sempre perguntava se Harry estava entediado, se ele queria sair ou ir visitar seus amigos, mas a resposta de Harry era sempre a mesma, queria ficar ali e dar um tempo do mundo. Snape não se incomodava com isso, sabia como era querer ficar sozinho por um tempo, e Harry, depois de tudo que passara, necessitava disso.


Harry por um lado gostava de ter aquele tempo para ele mesmo, ser livre para ir e vir, acordar quando quisesse, ter alguém com quem almoçar agradavelmente e poder contar sempre que puder. Era uma vida perfeita se não fosse por um único detalhe.


A voz.


A bendita voz que sempre ouvia quando passava pelo terceiro andar da casa, as vezes até mesmo quando estava acompanhado por Spook ou por Snape ele ouvia, mas parecia que somente ele ouvia aquela voz sussurrante, era como se a voz quisesse que somente ele ouvisse, como se o chamasse. Um dia Harry estava no corredor do terceiro andar escutando novamente aquele chamado, estava tão concentrado naquilo que não reparou em nada a sua volta nem mesmo em Snape o chamando.


- Harry? – Chamou Snape impaciente. – Harry! – Chamou novamente mais perto do menino.


- Sim? – Disse tentando se recuperar do susto.


- Você estava me ouvindo? – Perguntou Snape cruzando os braços em frente ao corpo, odiava quando Harry não prestava atenção ao que falava.


- Acho que não.


- Percebi. Eu terei que sair por algumas horas para falar com Dumbledore. Já sabe as regras, sei muito bem que você é um grifinório petulante que adora quebrá-las, mas tente pelo menos se controlar.


- Está bem.


- Qualquer coisa fale com Spook.


- Tudo bem.


Snape deu uma boa olhada em Harry que ainda estava nervoso pelo susto e se virou descendo as escadas em direção ao hall de entrada onde colocou sua capa de viagem e pegou o pó de flu jogando na lareira e gritando o destino onde queria chegar, Harry ficou vendo do alto da escada apenas a luz verde que refletiu no chão de mármore. Quando a luz sumiu, ele teve certeza que Snape já estava em seu destino, no escritório de Dumbledore em Hogwarts.


Depois de alguns segundos olhando o hall vazio Harry desviou o olhar para o final do corredor. Sem se lembrar ao certo onde era a passagem secreta que o levaria até a sala de estar escondida, Harry foi tateando pela parede ao longo do corredor, empurrando e mexendo em candelabros e vasos até que um pequeno pedaço na parede se mexeu abrindo espaço para uma pessoa passar. Ele se viu novamente naquele lugar estranho e medonho. Era apenas uma sala de estar antiga e abandonada, com lençóis cheios de pó tapando os sofás e as poltronas assim como também as estantes de livros.


“Harry”


Novamente seu nome sussurrado, novamente seu nome chamado.


As luzes acenderam-se nos abajures e no lustre de cristal pendurado no alto da sala. Mas não foi a beleza dos cristais coloridos ou o quão grande e majestosa era aquela sala que chamou a atenção do menino e sim a fantasma parada diante de si. Os olhos de Harry só podiam estar mentindo, estar enganados, pois jamais em seus anos de mundo bruxo ele vira uma fantasma tão linda e estonteante.


- Pensei que nunca fosse parar para me escutar e ficaria fugindo o tempo todo.


- Que... quem é você? – Perguntou Harry parecendo petrificado.


- Me chamo Eillen Prince Snape. – Disse a fantasma flutuando como se andasse pelo chão frio.


- Você é a mãe de Severus? – Uma imagem apareceu na mente de Harry e ele se lembrou do desenho no diário do pequeno Snape.


- Sim sou a mãe dele. – Eillen sorriu suspirando. – Até quando você ficará ai parado e me olhando como se jamais tivesse visto um fantasma na vida?


- Não muito, eu já estava indo embora. – Disse Harry dando dois passos para trás.


- Por favor, não vá, preciso falar com você, preciso que me ajude a ajudar meu filho.


- Severus? O que tem ele?


- Severus é um portador de um grande poder que está oculto dentro dele. Ele precisa achar esse poder se quiser combater o mal que agora está ressurgindo.


- Voldemort. – Pensou alto. Agora Harry estava muito curioso. – Que poder oculto é esse?


Eillen flutuou para perto das poltronas e indicou uma para que Harry se sentasse. O menino sentou sem tirar os olhos da fantasma, era muito bonita, alta com cabelos negros caindo como cascatas até o meio de suas costas. Seus olhos igualmente negros eram profundos e mesmo sendo apenas um espectro do que fora em vida, Harry tinha certeza de que fora a mais bonita.


- Quando engravidei de Severus. – Eilen disse começando a responder a pergunta de Harry. - Pensei que seria uma gravidez normal como qualquer outra, mas descobri que estava errada.


- Por quê? Você teve problemas durante a gravidez? Ele estava doente?


- Não, muito pelo contrário. Severus sempre teve boa saúde e eu nunca tive problemas na gravidez. Normalmente quando ficamos grávidas, nós podemos sentir o que o filho está sentindo. Eu sentia um sentimento muito forte, um amor muito grande, estava segura com Severus, ele irradiava minha vida e me dava segurança. Sempre soube que ele era especial e tive certeza quando ele nasceu.


Eillen falava com um misto de alegria e tristeza. O nascimento de Snape foi o ápice da felicidade para ela e agora não podia encostar no filho.


- Ao pegá-lo no colo pela primeira vez. – Continuou. – Senti que estava segurando o amor, para mim não era um bebê, era o amor. Eu sorri e chorei ao vê-lo em meus braços. Eu disse oi, e sabe o que ele fez? Ele brilhou.


- Como assim brilhou?


- Ele irradiou uma luz branca e depois parou e dormiu. Fiquei assustada a princípio, mas depois vi que ele era assim, irradiava luz quando ficava feliz. Quando ele era criança, adorava brincar de cavalinho com Spook, e ele brilhava toda vez que brincava, era lindo.


Harry percebeu que Eillen entristeceu e se perguntou se deveria tentar consolá-la. Não seria tão difícil como a murta que geme, afinal Eillen não parecia dramática e exagerada. Antes que pudesse falar algo ela continuou.


- Infelizmente meu marido Thobias incomodava-se com Severus, só a presença do menino já era motivo para ele perder a cabeça. Thobias era frio e duro, sem coração, sem amor. O forte sentimento de Severus o machucava, então meu marido pegou ódio do filho. Batia e o maltratava para não se sentir mal. Com o tempo, Severus parou de rir, parou de brincar. Seu brilho diminuía e o amor que ele tinha, se escondia em algum lugar de seu coração. Ele sofreu muito.


- Eu sei. – Disse Harry cabisbaixo. – Sei de tudo que ele passou, tudo que sofreu e sei também tudo que a senhora passou. É cruel e dolorido e imagino que Severus sentia tanto ódio que esse sentimento acabou se sobrepondo ao amor do seu coração.


- Depois que eu morri, resolvi voltar para ficar com meu filho. Infelizmente ele não podia me ver, mas sempre estive ao seu lado, sempre.


Eillen olhou para Harry e se deu conta de uma coisa.


- Sabia que você é o único que consegue me ver?


- Mas por que só eu consigo? Quer dizer, todos na escola conseguem ver os fantasmas. Pensei que todos eram assim.


- Quando morri, fui parar em um lugar desconhecido havia um homem lá e foi ele quem me permitiu voltar. Ele me disse que ninguém poderia me ver a não ser os portadores do poder mais poderoso que existe. O poder do amor.


- Mas eu consigo te ... – Harry parou de falar quando lembrou que Dumbledore lhe disse, uma vez, que ele tinha esse poder e agora sabia o porquê era o único que conseguia ver o fantasma se Eillen. – Mas como?


- Meu filho, em sua época de escola, se apaixonou por uma menina. Você a conhece.


- Era minha mãe, eles namoraram por um tempo.


- Exatamente. Durante esse namoro os dois compartilharam de um momento de amor.


Harry se lembrava dos relatos de Snape sobre a primeira noite dele com sua mãe. Agora entendia o romantismo meloso de Snape. Ele era assim antes, era essa sua natureza, mas os acontecimentos da vida o fizeram ficar como está agora.


- Severus. – continuou Eillen. – Chegou ao ápice de sua paixão e naquele exato instante onde nada mais importava, a não ser a pessoa com quem estava, ele voltou a brilhar e foi um brilho tão intenso como nunca vi. Severus deve ter passado seu poder para a senhorita Evans e assim quando ela engravidou de Thiago Potter esse poder foi passado a você no dia do seu nascimento, quando ela atingiu a felicidade plena, e um dia você também passará para alguém.


- Quer dizer que quando eu encontrar o ápice da minha felicidade eu irei passar esse dom para alguém?


- Mais ou menos. É preciso uma ligação corporal para isso. Severus passou para sua mãe quando fizeram amor, sua mãe passou para você quando nasceu.


- Entendi.


- Agora que entendeu como esse poder funciona, preciso que me ajude. O mal cujo o nome vocês não pronunciam, está ressurgindo, a batalha está perto e as únicas pessoas que podem detê-lo são aqueles que carregam esse poder.


- Eu e Severus. Mas como vou saber usar esse poder?


- Você não o usa, ele é seu, está dentro de você, é ele quem te dá força, basta acreditar nele e será mais forte que qualquer coisa. Saiba que você, ao contrário de Severus, não pode ter seu poder “trancado” dentro de seu coração. Você sempre contamina as pessoas com esse seu amor, faz com que elas se sintam bem. Veja o que fez ao meu filho, ele voltou a sorrir e até ama uma pessoa, a única coisa é que ele não acredita nesse amor, acha que não o merece.


- Realmente Severus mudou muito, mas como posso ajudá-lo?


- Infelizmente eu não sei. Você poderia tentar fazê-lo ver que ele é amado e que merece esse amor.


- Bom eu ainda ficarei aqui o restante de minhas férias, pensarei em algo. Mas agora tenho que ir, Severus está para chegar. – Harry foi até a porta e parou, virou-se para Eillen e a viu sorrir. – Severus tinha sorte de ter uma mãe como você. Ele a ama muito, espero que um dia ele volte a te ver.


- Obrigada Harry, eu também espero isso. Há muito tempo que quero que meu filho me veja, que saiba que estou ao seu lado. Obrigada por me ajudar.


- Não há porque agradecer. Severus me ajudou muito e eu quero ajudá-lo também.


Harry se despediu e foi para seu quarto.


Quanta coisa estranha acontecia com ele. Se não fosse bruxo e vivesse nesse mundo, nunca acreditaria em uma história como essa, muito menos contada por um fantasma. No entanto, aquela história que ao mesmo tempo confundia e esclarecia, não poderia ser mentira.

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Comentários: 1

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Enviado por Thaiana Tolkki Snape em 18/03/2013

Adorei a conversa com a Eileen, haverá outras? :D

Nota: 5

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