O dia já estava amanhecendo e os pássaros ensaiavam a sua sinfonia. Luísa dormia tranquilamente sobre o peitoral de Frank, que acariciava seus cabelos enquanto desenhava o rosto da menina com a ponta dos dedos. Depois de alguns minutos, Luísa acordou. A principio a garota não se lembrava de que estava dormindo na cama do namorado.
- Bom dia. – disse o garoto enquanto beijava a testa da menina.
- Bom dia. – respondeu ela sonolenta.
- Você parece um bebê dormindo, sabia? – disse Frank enquanto acariciava o rosto da garota, que sorriu e fez com que ele não hesitasse e a beijasse.
Os dois trocaram beijos e carinhos por mais de uma hora, até Frank convidou Luísa para tomar café. A menina resistiu, afinal, ela queria ficar ali, ao lado dele e sentindo o calor do seu corpo.
- Você precisa comer, minha linda. Vamos. – disse o menino, enquanto puxava a garota pela mão.
- Tá bom, seu idiota! – disse ela enquanto o abraçava.
Os dois saíram do quarto e foram em direção a cozinha. Enquanto desciam as escadas os dois conversavam e riam, o que chamou a atenção de Ana e Hilda, que estavam na sala.
- Bom dia! – disse Ana, ao observar o filho de mãos dadas com Luísa.
- Bom dia! – respondeu a menina que não sabia que iria encontrar a mãe do garoto e que agora estava com as bochechas coradas de vergonha. Mantinha apenas um sorriso torto no rosto.
- Bom dia, mãe! Essa é a garota linda, da qual eu te falei. Luísa. – disse o menino para a mãe.
Ana se levantou e foi em direção ao casal. Ao se aproximar de Luísa lhe deu um longo e carinhoso abraço. O que fez com que a garota se acalmasse.
- É um prazer conhecer você. O Frank tem falado tanto de você. E ele tem toda razão ao ficar com os olhos brilhando ao dizer seu nome, você é linda. – disse a mãe do garoto.
- Ah, que isso. Obrigada. Você é quem está sendo muito gentil comigo. – disse Luísa sorrindo e apertando a mão do namorado, que sorria para ela.
- Agora vamos tomar café, vocês devem estar com fome. – disse Hilda ao entrar na sala. – Ah, você é a Luísa, que prazer em te conhecer. Que menina linda. – disse a empregada da família, enquanto abraçava a garotinha.
- Obrigada. É muita gentileza de vocês. – respondeu Luísa, que em seguida foi puxada pelo namorado para irem para a cozinha tomar café.
Durante o café da manhã Luísa sofreu um imenso interrogatório de Ana e Hilda. As duas estavam encantadas com a menina que era muito simpática, ao contrário da ex-namorada de Franklin. Em nenhum momento do café da manhã, Frank havia soltado a mão da menina. Ele estava determinado a ficar com ela, mas seu medo e insegurança não sabia como demonstrar todo esse sentimento que se expandia dentro dele. Após o café da manhã Frank foi tomar um banho, pois havia prometido a Luísa que a deixaria em casa. Enquanto isso a menina ficou na sala conversando com a mãe do garoto.
- A verdade é que o Frank é um garoto maravilhoso, e eu nunca me conformei com o fato de ele nunca encontrar uma garota que o fizesse feliz de verdade. Até que você apareceu. – disse a mãe.
- Eu fico feliz com isso. Não sei se sou a garota ideal para o Frank, mas sei que gosto dele, da companhia dele e de ter ele por perto. Podem parecer palavras vagas, mas eu não sei explicar tudo isso.
- Não precisa. Você o faz feliz, e no momento, é o que ele mais precisa. – conclui a mãe com um sorriso torto.
Após alguns minutos em silêncio, Luísa resolve ir até o quarto do garoto. Ao chegar, bate na porta e não optem resposta, por tanto abre a porta. O quarto estava vazio e podia se ouvir o barulho de água caindo no banheiro. A menina ficou explorando o quarto do namorado, já que não havia feito isso na noite passada.
Uma estante com quadrinhos de todos os super-heróis possíveis, jogos de vídeo game espalhados pelo chão, e outras coisas. Aparentemente, um quarto de um garoto de 9 anos, ela pensou. Seu coração estava acelerado. Por alguma razão, ela agora sentia que não era apenas a garota do corredor ou coisa do tipo. Ela estava começando a fazer parte da vida dele. Não poderia estar mais feliz, até agora.