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14. Na Ordem da Fênix


Fic: Azkaban - desvendando Sirius Black. - 2 Capítulos novos!


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 Na Ordem da Fênix


Foram os tremores de seu corpo que o acordaram. Sirius estava molhado, encolhido no canto da cela em posição fetal, o frio a lhe gelar os ossos. Havia recebido mais uma dose do banho frio de Azkaban e nem percebera. Estivera mergulhado em seu inconsciente durante todo o tempo.


Tateando, encontrou suas roupas e vestiu-se. Aos poucos, sentiu o torpor dissipar-se e sua mente foi ficando mais clara. Seus pensamentos, contudo, continuavam em Helen. Quando fechava os olhos com força e usava toda a energia que possuía para se concentrar, ele ainda conseguia se lembrar do rosto dela, do perfume dos seus cabelos negros, do som da sua risada, da intensidade do seu olhar. Eram lembranças às quais ele se apegava com força, mas que freqüentemente esvaíam-se como areia seca da praia que foge por entre os dedos de uma mão entreaberta.


 Após a morte dos pais de Helen, Sirius a levou para sua casa. A princípio, pensou que ela se recusaria a ficar, que o culparia pela tragédia e se voltaria contra ele. Estava enganado. Depois de tanto lutar, sozinha, para proteger sua família, era um alívio para ela apenas se entregar aos cuidados e à proteção de outra pessoa. Não se preocupar com mais nada, apenas deixar os dias passarem sobre ela, quase sem senti-los.


A verdade é que ela precisou de uma semana chorando na cama para se recompor. Sirius cuidou dela, garantiu que ela se alimentasse bem, lhe deu banho, e até mesmo a convenceu a abrir as cortinas e deixar um pouco de sol entrar. Mas foi apenas na manhã do sétimo dia que ela saiu do quarto. Foi por vontade própria, sem que ninguém a convencesse ou obrigasse. Sirius, que estava assistindo ao canal de esportes na TV – que ele descobrira ser um aparelho bastante divertido no verão anterior, quando arrombara a casa de um trouxa em férias para cumprir uma missão da Ordem, fingiu não lhe dar muita atenção, sabia que ela prefira assim. Helen saiu do quarto com a postura altiva e a cabeça erguida. Apenas seus olhos traíam sua expressão resoluta: eles denunciavam que ela estivera chorando durante os seis dias anteriores. Sirius fingiu não notar. Ele só olhou para ela quando a ouviu perguntar “essa Ordem da Fênix.. Onde eu posso me alistar?”.


 Sentindo seus membros enrijecidos, Sirius esforçou-se para esticá-los. Estendeu as pernas até que seus pés tocassem na parede ao lado, ergueu as mãos acima da cabeça, abertas, como se tentassem agarrar alguma coisa invisível. Então ele sentiu. Foi como se uma faca penetrasse na sua carne e atingisse seus nervos com toda a força. A câimbra foi tão forte que paralisou seu braço e o fez gritar. O frio, a falta de comida, os dementadores, tudo aquilo só servia para intensificar sua dor. E como a dor, as lembranças também vinham agudas, penetrantes.


 


 


 Sirius levou Helen à sede da Ordem da Fênix naquele mesmo dia. Ela ficara o mais animada que seu estado de espírito permitira ao saber que Dumbledore era o líder. O professor sempre fora seu maior ídolo, suspeitava Sirius.


 Entrar na sede, contudo, fora mais difícil do que Sirius previra. Como havia passado uma semana inteira ausente, sem dar notícias, os demais membros suspeitaram de seu súbito retorno.


 -“Abaixe a varinha, Potter, vai ser melhor para você.” – disse ele.


 Estavam cercados por Tiago Potter, Lílian Evans, Remo Lupin e Alastor Moody. Helen abaixara a varinha ao ver o círculo de bruxos se formar ao seu redor, mas Sirius apontava a sua para o peito de Tiago. Lílian, ele percebia, estava dividida entre a comoção de reencontrar a melhor amiga após três anos sem notícias, e seu dever para com a Ordem. Tiago, Lupin e Moody, porém, estavam resolutos.


 -“Caso você não tenha percebido, Black, se tentar algo contra mim será alvo de três feitiços certeiros. Como pretende se livrar disso?” – disse Tiago.


-“Não pretendo me livrar, pretendo que você abaixe essa varinha e pare de questionar seu melhor amigo.” – Sirius lançou um olhar feroz a Tiago.


 -“Vocês ainda vão se matar por causa desse orgulho besta que têm” – interferiu Lupin, colocando-se entre os dois amigos e segurando o braço de Sirius. – “Venha comigo.” – acrescentou para o último, levando-o a um aposento contíguo.


  Lupin lançou um olhar a Lílian e esta entendeu o que ele pretendia. Aproximou-se de Helen e levou a amiga consigo.


Sozinho no minúsculo quartinho com Lupin, Sirius soltou-se do aperto dele.


 -“Remo, o que você está fazendo?”


  Lupin mantinha a varinha apontada para o peito de Sirius.


  -“Em quais animagos nos transformamos? Tiago, Pedro, você e eu?”


  -“Tiago se transforma em um veado, Pedro em um rato e eu em cachorro. E você não é animago, é um lobisomem.” – Sirius disse, entediado. – “Pronto, já me testou, agora será que dá pra tirar essa varinha da minha cara?”


  Remo, porém, não se moveu um milímetro sequer.


  -“Em que ano de Hogwarts vocês conseguiram completar a transformação em animagos?”


 Sirius soltou um enorme suspiro de impaciência.


  -“No quinto ano.”


 Remo relaxou o braço, mas não guardou a varinha. Sirius sabia que ele poderia ter feito mais perguntas, mas o amigo aparentava um cansaço tão grande que deixava o alívio por ver que Sirius estava vivo transparecer através de seu semblante sério.


  -“Está convencido de que sou eu mesmo?” – Sirius abriu um largo sorriso. Remo soltou uma risadinha e balançou a cabeça. – “Vamos.” – Sirius passou o braço pelos ombros do amigo e os dois voltaram abraçados para o hall de entrada.


-“É ele mesmo, Lupin, ou ainda preciso estuporá-lo?” – perguntou Moody, estreitando os olhos para fazer pontaria no coração de Sirius.


-“É ele, sim.”


 -“Bom.” – disse Moody, e virando-se para Sirius – “Eu lhe daria uma sermão, rapaz, mas Dumbledore chegará em breve e não posso lhe negar a satisfação.”


 Helen apareceu com Lílian poucos segundos depois, para o agradável espanto de todos, rindo juntas. Tiago e Moody havia baixado suas varinhas, o que encorajou Sirius a adiantar-se para cumprimentar apropriadamente o melhor amigo, mas ele não chegou a completar o gesto. Lílian erguera os olhos para ele e avançou em sua direção, furiosa.


-“Sirius Black!” – ela aproximou-se e começou a bater nele – “Eu devia azará-lo... de todas... as formas... possíveis!” – o esforço de socá-lo deixava sua respiração entrecortada e suas frases espaçadas. –“ Como você se atreve? Aparecer... aqui... depois de todo esse tempo... pensamos... que estivesse... morto!”


 -“Será que alguém pode me salvar aqui?” – ele pediu, entre assustado e divertido.


Moody resmungou alguma coisa sobre que perda de tempo era tudo aquilo e saiu. Remo ria da situação, mas Tiago permanecia sério. Foi Helen quem interveio:


-“Foi tudo culpa minha, Lily! Tem algum lugar em que a gente possa conversar?”


Lílian assentiu e tomou a amiga pela mão. As duas deixaram o hall de entrada, seguidas pelos rapazes.


Eles atravessaram a salinha de visitas e adentrara a grande sala circular, onde vários bruxos e bruxas estavam presentes, espalhados aqui e ali, consultando pergaminhos, escrevendo cartas, examinando poções. Sirius reparou que eles cochichavam aos grupinhos.


-“Aquela não é Helen Hunt?”


             -“Onde ela esteve durante todo esse tempo?”


             A parcela de bruxos que havia sido colega de Sirius juntava-se à parcela daqueles que já começavam a ceder à amargura que os duros tempos de guerra traziam.


             -“O que ela está fazendo com Sirius Black? Ela não sabe que ele...”


             -“Onde ela estava esse tempo todo?”


 -“ Por que só apareceu para lutar agora? Ela não sabe que estamos precisando de gente há três anos?”


 Sirius sentiu seu sangue ferver ao ouvir aqueles murmúrios, mas viu o olhar que Remo lhe lançava e controlou-se para não revidar. Helen também fingia não ouvir nada daquilo, mas Sirius sabia que seu interior estava em fogo e sentiu-se mal por vê-la passar por uma experiência tão desagradável.


 Lílian marchava à frente, decidida. Irrompeu pela maior das portas, insensível aos murmúrios de reprovação dos bruxos do lado de fora. Mal seus amigos entraram, ela trancou a porta e recitou:


 -“Abaffiato! Pronto, agora acho que podemos conversar.”


 -“Mas Lílian, essa é a sala de Dumbledore.” – disse Remo.


 -“Sim, e é o único lugar onde não nos perturbarão. Tenho certeza de que ele não se incomodará.” - Ninguém mais discutiu com ela.


 Lílian fez Helen sentar-se na poltrona mais confortável da sala. Era curioso perceber como ela não conhecia a melhor amiga tão bem quanto pensava, observou Sirius. Ele sabia que supervalorizar o que Helen tinha a contar apenas a faria sentir-se intimidada e fragilizada, mas o momento não era o mais apropriado para lições de quem conhece melhor a quem.


 Instigada por Lílian, Helen contou-lhes como passara os últimos três anos. Tiago, Remo e Lílian eram bons ouvintes. Sabiam o momento certo de interromper com perguntas e comentários, mas o mais importante: entendiam que deviam ficar calados a maior parte do tempo, pois sabiam que a história que ouviam não saía com facilidade da boca de sua interlocutora, se falassem demais poderiam tirar-lhe a coragem.


 Quando sentiu que a narrativa se aproximava da morte do casal Hunt, Sirius caminhou discretamente em direção à janela, virando as costas aos outros. Ele fingiu interesse pela vista, um jardim pequeno e mal cuidado que fazia divisa com jardins pequenos e primorosamente tratados das casas trouxas vizinhas. No jardim à esquerda havia um cachorro marrom, e Sirius o observou escavar o solo embaixo de uma alta roseira.


 -“Então, semana passada eu esbarrei com Sirius.” – Helen ia contando – “Contei que estava planejando uma fuga e ele decidiu me ajudar, mas quando aparatamos...”


 Ela não estava chorando. Sua voz tampouco tremia. Ela estava sendo corajosa e contando aos amigos, olhos nos olhos, sobre o pior momento de sua vida. Por que, então, Sirius não conseguia encará-los como ela estava fazendo?


 -“Quando aparatamos, percebemos que a casa havia sido arrombada. Meus pais estavam mortos, assassinados por Comensais da Morte. A marca negra estava sobre a casa.”


 Lílian soltou um gritinho. Uma mulher gorducha saiu correndo no quintal vizinho com uma vassoura em punho, praguejando contra o cachorro que destruíra seu precioso jardim.


 -“Sinto muito.” – Sirius ouviu Tiago e Remo dizerem, quase em uníssono. Lílian agora chorava.


 -“Obrigada.”


 -“Mas você disse que isso foi semana passada?” – perguntou Remo.


 -“Sim. Desde aquele dia eu estive na casa de Sirius, e ele ficou comigo o tempo todo, por isso não veio mais aqui.”


 Sirius sentiu mais gratidão do que esperava por Helen não ter mencionado que ele a atrasara para o encontro com seus pais, o que o transformava no culpado absoluto por tudo aquilo.


 De repente, eles sentiram alguém forçar a maçaneta. Como esta não cedeu, a porta foi arrombada por magia. Os cinco se sobressaltaram e ergueram as varinhas. À porta, também com a varinha em punho, surgiu Ismália Doyle.


 - “O que vocês estão fazendo aqui?” – perguntou ela, seus olhos indo de Sirius a Helen.


 -“Conversando.” – Lílian respondeu em tom agressivo. A garota nunca gostara de Doyle.


 -“Pois a hora do chá acabou. Remo, Dumbledore está chegando e eu soube que ele precisa de você. Hunt, eu fui informada de que você pretende se juntar a Ordem.” – Helen confirmou com um aceno discreto e Ismália completou – “Então venha comigo.”


 Remo e Helen se levantaram e caminharam até a porta. Sirius fez menção de segui-los, mas Ismália o deteve.


 -“Não, Black, você fica. Minha conversa com Hunt é particular.” – ela deu as costas a ele, mas antes que tivesse cruzado a porta, olhou por cima do ombro e completou – “E desocupem logo o escritório, Dumbledore está chegando.”


 -“Sua piranha.” – Sirius jurava ter ouvido Lílian murmurar, mas já não tinha certeza. Suas lembranças foram se tornando mais opacas e ele voltou à realidade fria de Azkaban.


 


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