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13. O terror


Fic: Azkaban - desvendando Sirius Black. - 2 Capítulos novos!


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O Terror




Sirius caminhava pensativo. A chuva do entardecer deixara uma finíssima camada de água sobre a calçada, tornando-a perigosamente escorregadia. Uma neblina começava a se forma e os trouxas assustados puxavam a gola dos casacos para cima e caminhavam apressados para suas casas comentando como era estranho aquele frio em pleno Julho. Sirius, apesar de saber que não convinha à situação, ria da ignorância deles. A neblina, ele bem sabia, era causada pelos dementadores, que já há alguns anos se espalhavam pelo país.


Com o frio se intensificando, Sirius só conseguia pensar em como seria bom poder sentar-se a uma mesa do Caldeirão Furado ou do Três Vassouras e tomar uma boa cerveja amanteigada. O ideal seria o Três Vassouras, que tinha uma cerveja muito melhor do que o Caldeirão, mas este último virara um covil de Comensais da Morte nos últimos tempos, e o outro estava simplesmente longe demais.


-“Droga! Não posso nem ao menos beber uma cerveja! Agora esses Comensais foram longe demais!” – ele pensou em voz alta.


Reconsiderando, porém, talvez um bom uísque de fogo fosse uma idéia melhor...


Com essas idéias na cabeça, Sirius virou a esquina distraído e esbarrou em alguém. Pacotes de supermercado se esparramaram pela calçada.


-“Me desculpe! Mil perdões, você está bem?” – disse Sirius, enquanto ajudava uma moça de cabelos muito escuros a se levantar.


Ela reconheceu sua voz e levantou os olhos para ele.


-“Helen!” – Sirius controlou-se para não gaguejar.


-“Olá.” -  ela respondeu sem entusiasmo.


Reparando que não havia trouxas prestando atenção a eles, Sirius usou a varinha para recolher as sacolas caídas de Helen, ela as tomou de volta e os dois ficaram parados, em silêncio.


-“Bom te encontrar, Sirius. A gente se vê.”


-“Espera!”


Sirius não sabia que impulso era aquele que o movia, mas sabia que não poderia deixá-la ir. Não de novo.


-“Quer tomar um café?” – ele ofereceu sem muita convicção.


Helen hesitou, mas terminou por olhar o relógio e, após um tímido suspiro, aceitou o convite.


Menos de cinco minutos depois, os dois estavam sentados frente a frente, à uma mesa estreita, ambos segurando xícaras fumegantes de café entre as mãos. Helen olhava para baixo, mas Sirius olhava para e ela.


-“Como você está?”


Ela se encolheu um tico e sua voz saiu rouca ao responder um fraco “bem”.


-“Pois não parece.” – ele retrucou, feliz por ter provocado nela pelo menos a reação de erguer os olhos para encará-lo. Era um olhar raivoso e desafiador, mas era direto e decidido. E céus, como ele sentira falta daqueles olhos azuis! – “Eu sei que provavelmente a última coisa que você quer é que eu me meta na sua vida, mas eu não lhe vejo há três anos e você está mais magra e mais pálida do que nunca, sem falar nessas olheiras de múmia horríveis. Então, vai me contar o que está acontecendo ou vai me dizer que os últimos dias de Hogwarts ainda pesam mais do que a oferta sincera de quem sempre lhe quis bem?”


A boca de Helen se abriu alguns milímetros, a declaração de Sirius visivelmente a surpreendera. Ele também estava um pouco atônito com o que dissera, mas esperara três anos por aquela oportunidade e não iria desperdiçá-la por qualquer orgulho besta que pudesse ter.


-“Obrigada, mas não vejo como a oferta de ter toda a minha confiança depositada e depois traída pode me ajudar. A gente vê, Sirius.”


Ele já esperava que ela não fosse facilitar. Deteu-a antes que terminasse de se levantar e recomeçou:


-“Eu não passei três anos de agonia para vê-la me virar as costas! Foram três anos ansioso por notícias, três anos sentindo o coração apertar a cada anuncio de novos ataques, esperando que você não fosse uma das vítimas! Eu sofri a cada dia durante esses anos. A cada dia.”


A pele branca do braço dela pareceu tremer de leve sob a mão forte de Sirius. Delicadamente, Helen sentou-se novamente, e seus olhos somente se desviaram dos dele para encarar a mão que lhe apertava o braço.


-“Você está me machucando.” – ela disse, suave e calmamente.


-“Me desculpe.” – ele recolheu a mão. – “Me desculpe por tudo.”


-“Sabe, Sirius, faz tanto tempo que já nem importa mais.”


Um sorriso tímido escapou de seus lábios, mas este morreu ao não encontrar sinal de encorajamento por parte da garota. O rosto dela era o de alguém preocupado, que passara por provações de toda uma vida de sofrimentos em poucos meses, e Sirius não segurou o pensamento de que aquilo tudo drenara boa parte da energia natural de Helen, roubara precocemente sua beleza juvenil.


-“Diante de tudo o que vem acontecendo, esses pequenos problemas do passado já não importam mais.”- ela completou.


                        -“Você sabe que eu não estava falando sério quando disse que você...”


            -“Eu sei, Sirius.” – ela o interrompeu, mas se realmente acreditava ou se só estava dizendo aquilo para fazê-lo calar-se, ele não tinha como saber.


            -“Mas então, como você tem passado?”


            -“Mais magra e mais pálida do que nunca, e com essas olheiras de múmia horríveis, como você mesmo bem definiu.” – ela bebeu um longo gole de café. – “Até mesmo alguém distraído e egoísta como você deve ter percebido que trouxas por todo o país vem sofrendo ataques fatais misteriosos. Minha família é trouxa. Faça as contas e me diga, como acha que eu tenho passado?”


            Sirius podia agüentar qualquer insulto da parte dela, ele sabia que bem merecia, mas ouvir insinuações de que ele não estava fazendo nada para deter Voldemort e seus seguidores lhe atingia como um soco no estômago.


            -“Você tem protegido a sua família, suponho.”


            -“Quase tão bem quanto seu sobrenome sangue-puro tem protegido você.”


            -“Você tem certeza de que é sobre o mesmo mundo bruxo que estamos falando? Eu fui renegado pela minha família, adoradora de Você-Sabe-Quem, mas espera! Isso aconteceu ainda nos tempos de Hogwarts. Depois que saímos, eu entrei para a Ordem da Fênix, e desde então venho arriscando a minha vida quase diariamente para salvar trouxas e nascidos-trouxas e derrotar o Lord das Trevas.” – Sirius falou tudo muito rápido, mas sem traços de agressividade na voz. Ainda assim, ao terminar, reparou que Helen o observava com os olhos milimetricamente maiores.


            -“Ordem da Fênix?”- ela indagou, intrigada.


            -“Onde você esteve durante todos esses anos? Vivendo em uma caverna?”


            -“Eu me isolei do mundo bruxo. Pensei que, vivendo como trouxa, não atrairia a atenção e conseguiria proteger minha família. Agora percebi que não foi a melhor idéia...”


            Helen dirigiu o olhar às sacolas de compras, movimento que não passou despercebido à Sirius.


            -“Então você decidiu fugir?” – perguntou ele.


            -“Sim, vamos esta noite.” – ela ergueu o pulso e conferiu as horas no relógio. – “Preciso chegar em casa em vinte minutos”.


            -“Eu te acompanho. Ajudarei vocês a partirem em segurança.”


            -“Obrigada, Sirius.”


            O medo que tinha de ter sua proposta recusada não se cumpriu, e Sirius sentiu-se imensamente grato pela oportunidade de solucionar, ou pelo menos atenuar, os erros do passado. Os dois pagaram a conta apressados e saíram.


            Já do lado de fora, Helen queria tomar um táxi para casa, mas Sirius a convenceu a desaparatar. Ainda tinham vinte minutos de folga, mas esse tempo poderia ser melhor usado nos preparativos para a fuga. Assim, encontraram um beco insuspeito e disfarçadamente deixaram a calçada clara e movimentada em direção à escuridão úmida da ruela sem saída. Helen murmurou para Sirius o endereço, ele puxou a varinha das vestes, segurou a mão dela e os dois rodopiaram.


            Assim que aparataram, o terror. Helen largou as sacolas de compras. Ovos se espatifaram, maçãs e batatas rolaram, uma garrafa de vinho quebrou e seu líquido púrpura escorreu silenciosamente pela calçada. A garota correu em direção a uma das casas cuja porta estava entreaberta. Sirius sacou a varinha e correu logo atrás. O grito dela veio antes que pudesse alcançá-la.


            Quando entrou na casa, Sirius viu Helen ajoelhada em frente aos corpos de um homem e de uma mulher, chorando e gritando dolorosamente. Não havia mais ninguém. Ao abaixar-se para abraçá-la, Sirius percebeu que as vítimas apresentavam sinais de tortura.


            O corpo de Helen tremia violentamente sob seus braços e tudo o que Sirius conseguia fazer era segurá-la com firmeza em embalar como se faz com um bebê. Na parede da sala ele viu escrita em sangue a mensagem “Você é a próxima, sangue-ruim”. Acima da casa pairava a marca negra.


 


 

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