O dia amanheceu e Frank acordou com a luz do sol entrando no seu quarto. Não havia dormido muito à noite. Mas por uma boa razão, aparentemente, tudo estava certo com Luísa. O garoto acordou, foi para o chuveiro e depois saiu. Tinha algumas coisas pendentes para resolver.
Do outro lado da cidade, Luísa estava sendo acordada pelo pai, que pedia para que ela saísse da cama, senão iria se atrasar para a aula. A menina acordou, se arrumou e foi para a mesa do café.
- Bom dia, filha. – disse o pai, enquanto lia o jornal na sala.
- Bom dia, pai. – respondeu a menina com um imenso sorriso no rosto. Já havia alguns dias que ela não sorria assim. Logo, pegou suas coisas e desceu para o carro com sua mãe. No carro a menina ouvia sua canção favorita.
Frank foi até a casa de Letícia, e a encontrou quando a mesma estava saindo de casa. O que foi uma surpresa para a menina.
- Eu sabia que você viria. – disse a mesma com um sorriso vitorioso no rosto.
- Que bom, pelo menos agora, eu posso ser breve. – disse com um sorriso no rosto. – A verdade é que eu quero que você saia da minha vida, de uma vez por todas.
- Mas o que aconteceu ontem? Já esqueceu? Se sim, eu posso te ajudar a lembrar. – ela ria.
- Não seja tão baixa. Eu não quero mais saber de você. E eu espero que você entenda isso. Senão terei que tomar medidas drásticas. – dizendo isso o garoto foi embora.
Letícia ficou parada na porta de casa, sabia que tinha alguma coisa haver com Luísa. Mas não sabia o que fazer, pelo menos não nesse momento. Portanto, voltou e resolveu não ir para a aula.
Chegando ao colégio, Luísa olhava por todos os lados em busca de um olhar ou um sorriso que já conhecia há algum tempo. Mas não encontrou, e então seu coração já começou a ficar gelado e as lágrimas já brotavam em seus olhos, mil e uma coisas passavam pela sua cabeça, até que sentiu um abraço caloroso envolvendo sua cintura.
- Desculpa o atraso! – sussurrou Frank no ouvido da menina, que se arrepiou.
- Atraso? Como assim? Combinamos alguma coisa? – ela sorria.
- Não. É só que eu pensei que estivesse me esperando. – ele dizia mordendo os lábios.
- Ah, eu esperando você? Por quê? – ela ria dele.
- Porque você é a minha namorada? – ele agora tinha um sorriso torto nos lábios.
Nesse instante a menina não teve palavras para responder, ela havia ouvido “minha namorada” sair da boca do garoto pelo qual ela estava perdendo o sono. A única coisa que poderia fazer agora era sorrir. Tudo estava dando certo.
- Sua namorada? Desde quando você me nomeia sua namorada assim? Acha que é fácil? Pois bem, você terá que falar com meu pai e meus irmãos, se eles aprovarem, quem sabe eu possa te dar a honra de ser meu namorado. – a menina deu uma mordida no rosto do garoto que agora estava pálido.
- Seu pai? E seus irmãos? Como assim? Eu pensei que já ia ser difícil conseguir um “sim” vindo de você, imagina deles. Acho que vou esquecer essa história. – dizia ele com um sorriso torto.
- Vai desistir de mim, tão fácil assim? – sussurrou a menina, que o deixou arrepiado.
- Ah, não mesmo. Eu quero você, quero muito. E eu posso suportar toda essa pressão. Mas só por você. – disse o menino a beijando.
Os dois se beijaram por um longo tempo, o coração de Frank acelerava e as mãos da menina suavam. A aula já havia começado há alguns minutos, mas eles não queriam conhecer formulas química ou a topografia da Europa.
- Vamos para outro lugar. – sugeriu Frank.
- Eu tenho uma ideia. Vem comigo. – disse Luísa, que arrastou o garoto em direção ao bosque que ficava ao fim das limitações do colégio.
Os dois caminharam durante alguns minutos e chegaram a um carvalho imenso. Lá ficaram se beijando e trocando caricias. Até que Frank parou e ficou olhando para o rosto de sua amada.
- O que foi? – perguntou a menina, passando a mão no cabelo do mesmo.
- Nada. É só que eu nunca vi uma garota tão linda quanto você. Não sabia que poderia sentir algo tão forte por alguém que eu conheço a menos de um mês. Mas a verdade é que existe algo em você que me faz te desejar a cada segundo um pouco mais. Você é diferente. É encantadora. Me faz querer estar ao seu lado todos os dias, me faz querer te chamar de minha e não te soltar nunca mais. Eu sei que teremos problemas e obstáculos pela frente, mas eu estou disposto a tudo, desde que você fique ao meu lado. Desde que você aceite ser minha.
Os olhos da garota estavam lacrimejados e um sorriso estampava seu rosto. Ela estava a cada dia mais encantada por ele. Não sabia como dizer, mas queria que ele nunca mais saísse do lado dela. A insegurança ainda estava presente, mas os olhos verdes dele lhe davam segurança. A firmeza do abraço dele lhe indicava proteção e o beijo intenso dele aumentava ainda mais a sua vontade de ser dele.
- Eu não sei o que te dizer. Apenas sei que não posso perder você. Acredite se estou te dizendo isso é porque realmente não posso. Eu não diria isso a outra pessoa, não diria isso a ninguém, mas estou dizendo a você. Não sei que problemas terão pela frente, mas sei que quero viver com você, quero arriscar, quero sentir seus abraços e beijos. Quero acordar e lembrar o seu sorriso. Sei que não começamos bem, sei que ainda há marca das lágrimas, mas eu preciso de você. Só não parta meu coração, só não vá embora.
O garoto não conseguia conter sua felicidade, abraçou bem forte a menina tão frágil e tão forte que estava na sua frente. Ele segurou, mas por um segundo, uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Ela segurava a mão dele como se ele pudesse fugir. Ele havia se apaixonado por ela, e ela resolveu corresponder. O que eles não sabiam é que algumas coisas podem ser para sempre, mas isso não significa que as lágrimas não mais existirão.