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28. 31 de Outubro.


Fic: Eu sou seu destino - Tiago&Lílian. - Concluida.


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Para todas que acompanharam a minha fic meu muito obrigado, hj não citarei nomes, meu agradecimento é genérico. Sei que não conseguirei ficar sem escrever James/Tiago e Lilian, então nos veremos em breve.Eu alterei a data de nascimento do Harry por causa de uma fic que eu li onde o Tiago e a Lilian morriam no dia do niver dele, eu amei esta fic e resolvi fazer uma homenagem ok! 

****


Lílian.


Com uma mão eu segurava a minha lombar extremamente dolorida e a outra eu apoiava em baixo da minha enorme barriga de quase nove meses de gestação, aquela era a única posição confortável para caminhar, minha vontade era a de ficar deitada o dia inteiro, mas o meu obstetra me aconselhou a caminhar, nem que fosse apenas alguns minutos pelo jardim da minha casa como o que eu estava fazendo naquele momento, talvez se eu não tivesse dado ouvidos para o Tiago que me convenceu de que eu deveria comer por dois eu não estivesse 15 kilos mais gorda e o caminhar não seria tão desconfortável.


Desde Hogwarts que o Tiago pegava no meu pé com a questão da alimentação, mas depois que eu lhe contei que estava grávida esse cuidado dobrou, a quantidade de comida no café da manhã dos fins de semana aumentou consideravelmente e todos os dias pela manhã, antes dele ir para o ministério ele me acordava e me fazia beber um copo enorme com vitamina de frutas e aveia – eu desconfio que tinha alguns legumes no meio como cenoura ou couve – Eu prendia a respiração e engolia tudo no menor tempo possível, apenas para ele ir trabalhar tranquilo, porque eu costumava acordar tarde, o sono que eu sentia era absurdo e ele dizia que eu não podia ficar desde as oito horas da noite até as dez horas da manhã sem comer nada, que seria 14 horas sem mandar suplemento vitamínico para o Harry, eu tentei argumentar que o sono sustenta, mas não teve conversa, tinha dias que ele acordava de madrugada para me dar comida porque cismava que tinha ouvido a minha barriga roncar!


O sol já estava se pondo, finalmente a sexta-feira acabaria e eu poderia dormir no dia seguinte até mais tarde abraçada ao Tiago que chegaria a qualquer momento, eu sempre escolhia aquele horário para a minha “caminhada” diária, eu ficava ansiosa todos os dias antes do Tiago chegar, a guerra estava oficialmente declarada e ele trabalhava fervorosamente contra os comensais, eu tentava não pensar no pior, mas a ideia de que um dia ele poderia sair para ir ao ministério e não voltar mais me assombrava. Quando finalmente ele apontou no portão eu me peguei soltando o ar, o Harry mexeu na minha barriga chutando a minha mão que estava posta em baixo dela, enquanto o Tiago abria o cadeado magicamente ele sorria para mim de um jeito também aliviado, ele caminhou até onde eu estava e me abraçou forte por trás já que a barriga impedia um contato frontal e beijou o meu pescoço fazendo com que todos os meus medos se esvaíssem.


- Senti saudades. – Ele disse com a voz doce ao pé do meu ouvido.


- Eu também, muita. – O Respondi fechando os olhos quando ele colocou suas duas mãos espalmadas em cima da minha barriga e sorri com a festa que o Harry fez, ele mexia muito quando o Tiago chegava, sempre.


O Tiago sorria feito um bobo, o ressoar da sua risada era música para os meus ouvidos, o seu perfume era como um remédio contra a ansiedade.


Como de costume ele foi checar os feitiços de proteção da nossa casa, ele sempre tentava aparatar em casa quando vinha do ministério para ver se haviam falhas no seu feitiço, depois já em casa ele saia na rua e disfarçadamente lançava alguns feitiços que sempre ricocheteavam na bolha invisível de proteção. Eu nunca o vi tão protetor em toda a minha vida, ele temia muito por mim, por eu ser uma meio sangue o alvo principal dos comensais da morte, por isso eu não podia sair de casa sem ele ou o Sirius, pois eles fizeram da minha casa uma verdadeira fortaleza contra magia, e ambos acreditavam que os comensais não bateriam na minha porta como um trouxa!


Eu já tinha feito o jantar e essa parte era sempre uma rotina. O Tiago chegava, tomava banho ia à cozinha, fazia o seu prato e seguia para jantar na sala assistindo televisão. Ele gostava de assistir os jornais trouxas e identificar os acontecimentos que na verdade estavam ligados à nossa guerra. Eu geralmente aguardava ele chegar para jantar e naquele momento nós conversámos bastante, obviamente que ele me escondia à maioria dos fatos referentes à guerra, mas eu sabia que a situação estava ficando complicada, principalmente depois que ele me disse para ir num obstetra trouxa porque o St. Mungus tinha virado um hospital para curar feridos de guerra e que havia macas até pelos corredores.


Sentei ao seu lado no sofá e sorri ao observá-lo comendo, eu amava tudo nele!  Intimamente desejei que o Harry fosse como ele, eu seria a mulher mais feliz do universo com um Tiago e meio!


- Como foi o seu dia princesa? – Ele perguntou com preocupação.


- Bom, mas chato! Comi e dormi a maioria do tempo.


- Comeu coisas saudáveis?


Não o respondi e desviei meu olhar sorrindo envergonhada para a televisão. Eu costumava comer coisas saudáveis, mas aquele 30 de outubro eu passei a sorvete, chocolate e gelatina com leite condensado.


- Lily, você deve se alimentar bem. – Ele disse me repreendendo. – Você não vai jantar?


- Não estou a fim de comer comida.


Tiago revirou os olhos, ele não entendia como havia alguém no mundo que não fosse dependente de arroz, feijão e carne.


- Eu estou me sentindo estranha, minha barriga não está muito legal. – Confessei.


Tiago parou com o garfo no ar, a boca aberta, seus olhos castanhos esverdeados perderam o brilho.


- Como assim Lily? – Ele disse com uma voz fraca.


- Não sei amor, tá estranho só isso.


- Está doendo?


- Não.


Percebi o Tiago soltar o ar dos pulmões, seu semblante se suavizou.


- Será que veremos o rostinho do Harry por esses dias?


Senti meu coração acelerar de forma abrupta, o medo do desconhecido tomou conta do meu ser, como seria o parto?


Tiago percebeu que eu fiquei nervosa, imediatamente colocou o seu prato no chão e me abraçou forte, passando-me uma segurança absurdamente necessária.


- Não fique com medo princesa, eu estarei ao seu lado.


- Não estou com medo amor, é só ansiedade. – Menti descaradamente, eu sabia que o meu medo afligia o Tiago e eu precisava dele calmo e seguro ao meu lado.


Na hora de subirmos para o nosso quarto eu senti minhas pernas muito pesadas, então eu subia um degrau e parava, subia outro e parava novamente, foi quando o Tiago sorrindo me ergueu no colo, eu dei um grito com o susto.


- Eu estou um pouco mais pesada do que na época de Hogwarts. – Disse brincando com ele, mas realmente com medo dele não aguentar sustentar o meu peso escada acima.


Tiago bufou.


- E eu mais forte!


Ele realmente estava mais forte, eles tinham aulas de luta corporal no ministério e o aumento da massa muscular do Tiago estava visível, pena eu não poder desfrutar daquilo do jeito que eu queria, não por enquanto!


Chegando ao quarto eu peguei minha camisola e segui para o banheiro da suíte, eu precisava de um banho quente! Quando eu estava em baixo do chuveiro lavando os cabelos eu vi o Tiago encostado no batente da porta me admirando, senti minhas bochechas arderem de vergonha, eu estava tão enorme, com os seios inchados, o rosto redondo e as cochas roliças. Eu que sempre tive o corpo perfeito, nos padrões de beleza ditados pela sociedade majoritária estava me sentindo horrível aos olhos de um homem.


- Não me olha assim, eu estou feia e gorda! – Eu disse com uma voz infantil.


Tiago cruzou os braços no peito e deu a minha gargalhada preferida, eu não pude não sorrir junto com ele.


- Você está louca isso sim. Eu nunca te vi mais linda. – Sua voz soou grave e verdadeira.


- Também não exagera. – Eu disse sem graça torcendo para que ele estivesse dizendo a verdade.


- Primeiro; você está irradiando felicidade! Você tem noção do quanto a sua felicidade me deixa feliz? Segundo; Sua pele está com um brilho provocante e Terceiro; O tamanho dos seus seios está mexendo e muito com a minha imaginação.


Eu estava muito emotiva nesses últimos dias, então senti meus olhos marejarem, eu não fazia ideia que ele me via daquela forma, eu estava tentando formular uma resposta à altura quando eu senti minha barriga endurecer, foi como se todos os meus músculos abdominais estivessem se contraindo ao mesmo tempo, não doeu, porém foi incômodo.


Tão rápido que eu nem percebi o Tiago abriu a porta de vidro do Box e entrou, sua mão esquerda estava espalmada nas minhas costas enquanto a direita fechava o registro d’agua.


- Você está se sentindo bem Lílian? – Sua voz estava tremula.


- Sim... O que te fez pensar que não? – O questionei.


- Não sei. – Ele disse estendendo-me o meu roupão de banho. – Seu semblante mudou de repente.


- Acho que eu tive uma contração. – Eu revelei confusa.


- Então vamos para o hospital! – Eu podia sentir o medo tangendo a voz do Tiago, nas minhas costas era possível sentir as suas mãos tremerem levemente.


- Ainda não, você não se lembra do que o médico nos disse: - “Vocês devem vir ao hospital quando o lapso temporal das contrações for de cinco em cinco minutos”.


- Accio Relógio. – Ele disse tão rápido que eu nem tive tempo de ver de onde ele tirou a sua varinha.


Ele pegou o relógio, olhou as horas e depois ligou o cronometro.


- Se sentir de novo me avisa.


Fiz um sinal positivo com a cabeça. Tiago selou meus lábios de forma terna embrenhando seus dedos pelos meus cabelos molhados, depois passou suas mãos pela minha barriga por cima do roupão de banho.


- Ei moleque, vem logo pra eu te ensinar a jogar Quadribol. – Ele disse olhando para a minha barriga.


Eu sempre sorria quando ele falava coisas de menino com o bebê.


Eu não tive mais contrações, porém a minha noite foi péssima. Não tinha posição confortável para eu dormir, eu estava me sentindo pesada e toda vez que eu ia me virar na cama eu sentia um desconforto na parte baixa da barriga. De madrugada o Tiago desceu na cozinha e me trouxe um copo d’agua.


- Não consegue dormir princesa?


- Está difícil, acho que é insônia.


Tiago sentou na cama, seu peito nu subindo e descendo pela respiração e seus braços fortes me tiraram momentaneamente a capacidade de pensar, ele bateu no peito me chamando para me aninhar ali, eu não pensei duas vezes, corri para os braços dele e sorri satisfeita quando ele passou seus braços em volta do meu corpo me fazendo sentir segura. 


Tiago.


Eu estava desesperado, porém não podia demonstrar, eu não queria que a Lílian ficasse nervosa. Eu acompanhei diariamente a mudança do corpo dela durante os meses, mas hoje quando eu cheguei em casa eu percebi que a sua barriga estava muito baixa, depois a sua dificuldade em subir as escadas... Quando ela foi tomar banho eu fui vigia-la com medo que ela caísse ou algo parecido, depois a contração em baixo do chuveiro e agora essa falta de sono. Eu conhecia a Lilian melhor do que ninguém e podia jurar que ela entraria em trabalho de parto a qualquer momento. Essa possibilidade estava me matando, eu tentava controlara a minha respiração, tentava não olhar para ela com medo, mas por dentro estava em frangalhos, tudo isso por medo do desconhecido.


Eu embalei a Lílian em meus braços até que ela finalmente dormiu, eu passava lentamente a minha mão por toda a sua barriga tentando sentir o bebê, mas pelo visto ele também estava dormindo. Quando eu via a Lílian tão calma e serena eu me sentia melhor, deitei meu corpo no colchão sem tirar o corpo dela de cima de mim e também adormeci.


Acordei às cinco horas da manhã sentindo falta do peso do corpo da Lílian sob o meu, abri meus olhos e imediatamente sentei na cama, a Lílian não estava ali, levantei-me e fui para o banheiro, a porta estava aberta e ela também não estava lá, eu passei pelo corredor em direção a escada quando eu a vi no quarto do Harry.


- O que está fazendo Lily? – Perguntei meio tonto de sono.


- Arrumando o quartinho do bebê. – Ela me respondeu sorrindo.


- Ás cinco da manhã?


Lílian sorriu e eu senti meu coração apertar com o ressoar da sua risada.


- Estou sem sono.


Eu estava morrendo de sono, mas não a deixaria ali sozinha, então eu entrei no quarto e comecei a dobrar as roupinhas do bebê, depois a Lílian pegou uma bolsa azul claro enorme e começou a colocar toalhas, fraldas e roupas lá dentro.


- Já era para estar arrumada. – Ela disse mais para si mesmo do que para mim enquanto a ajeitava.


Depois de arrumar o quarto eu fui fazer o nosso café da manhã, a Lílian me pediu de um jeito irrecusável que eu colocasse o máximo de chocolate possível. Então eu fiz um copo grande de achocolatado, panquecas doces recheadas com chocolate ao leite derretido e frutas cobertas com raspas de chocolate. Eu estava indo contra os meus princípios dando-lhe tanto doce, mas ela fitou os meus olhos ao pedir e algo me dizia que ela tinha descoberto o poder que aqueles olhos verdes tinham sobre mim.


Lílian comeu tudo feito uma criança se lambuzando inteira, eu sorri muito com o jeito infantil dela se alimentar, apesar de ser uma mulher prestes a se tornar mãe ela ainda conseguia ser a minha menininha.


Estávamos terminando o nosso café na cama quando um patrono em forma de cachorro invadiu nosso quarto.


Avisa a Lily que hoje ela não terá que fazer almoço, estou levando a carne e a cerveja amanteigada, chego em uma hora.


- Graças a Merlin alguém pensou em mim. – Ela disse sorrindo, não que ela fosse fazer almoço de qualquer jeito.


- Alguém pensou em você, como assim, você está querendo insinuar que eu não penso no seu bem estar? – Disse me fingindo de ofendido.


Lílian abriu a boca para me responder, mas novamente seu semblante se perdeu, ela levou a mão na barriga e como alguém que espera uma câimbra passar ela alisou a pele de ambos os lados.


- Essa contração foi mais intensa. – Ela disse me encarando.


- Doeu? – Essa era sempre a minha preocupação, mesmo sabendo que doeria de qualquer forma.


- Não. – Ela respondeu calma, pegando o recipiente contendo frutas e raspas de chocolate e uma colher grande.


Revirei os olhos, aquela calma ainda ia me matar.


 Lílian.


Quando o Sirius chegou eu estava deitada no sofá, com as pernas levantadas, não por minha vontade, mas o Tiago cismou que eu devia ficar um pouco mais deitada.


Me levantei para cumprimentar o Sirius e então uma dor na lombar me atingiu se irradiando das costas para toda a extensão da minha barriga, meus músculos se contraíram e eu sabia que tinha feito um semblante de dor. Antes que o Tiago tivesse tempo de chegar até onde eu estava o Sirius me sentou no sofá e segurou a minha mão esquerda apenas um segundo antes do Tiago segurar a minha mão direita, ele olhou no seu relógio e disse:


- 32 minutos desde a última.


Eu fiz um sinal positivo com a cabeça.


- Você está tendo contrações e nem me avisou? – Sirius perguntou revoltado.


- Eu não avisei nem a minha mãe! – Eu respondi imediatamente me lembrando de que eu devia mesmo avisá-la.


- Deixa que eu faço isso, adoro dar boas notícias. – Sirius se candidatou.


Eu voltei a deitar e em menos de vinte minutos a minha mãe e a Sra. Potter estavam em casa.


- Não fique nervosa. – Minha mãe pedia, mas eu podia ver as gotas de suor de nervoso se formando em sua testa. – Tudo depende da sua respiração. – A Sra Potter disse em seguida. Depois ambas intercalaram uma sequencia irritante de perguntas.


-A bolsa do bebê já está pronta?  – Você já se depilou? – Com que roupa vai para o hospital? – Qual o obstetra que está de plantão? – Você está sentindo dor? – Você se alimentou direito hoje?


- Chega! – O Tiago finalmente disse. – Dêem espaço para ela.


Eu tive vontade de beija-lo ardentemente.


-Está tudo bem, tudo encaminhado. – Eu respondi.


Depois disso as duas subiram para o quarto do bebê a fim de ver se eu tinha arrumado a bolsa de forma correta e se eu não havia me esquecido de colocar algo importante, como meinhas para o neném.


O cheiro de carne assada estava absurdamente maravilhoso, justo eu que raramente comia carne estava desejando um bife enorme naquele momento. Ao me ver Sirius tirou da churrasqueira e colocou num prato um pedaço de carne que se auto cortou magicamente em vários pedaços menores, o prato voou até a minha direção e ficou flutuando na minha frente.


- Muito prestativo! – Eu disse sorrindo


Senti as mãos fortes do Tiago segurando em minha cintura de forma protetora, quando eu ia começar a comer – outra contração – igual a anterior, os músculos da barriga e das costas se repuxaram todos de uma só vez e ao final eu senti uma leve dor, O Tiago sentiu a contração na sua mão e imediatamente olhou para o relógio.


- 25 minutos. – Ele disse zerando o cronometro, seu semblante estava preocupado.


Eu estava muito calma. Se aquelas fossem as contrações do parto eu podia afirmar que a maioria das mulheres eram muito moles, aquela dorzinha era facilmente suportável.


Sirius percebeu o quanto o Tiago estava nervoso, talvez por esse motivo ele tenha inventado tanto assunto, ele não parava de falar e de perguntar coisas para o Tiago que na maioria das vezes estava distraído me olhando, então ele piscava os olhos tentando buscar a sua concentração e pedia para o Sirius repetir a pergunta. Minhas contrações estavam de 15 em 15 minutos e a dor tinha aumentado um pouco, mas continuava menos do que meus piores dias de cólicas menstruais. Minha mãe e a senhora Potter resolveram faxinar a minha casa para a chegada do bebê, a cena estava hilária, minha mãe querendo limpar à moda trouxa e a Sra. Potter com a sua varinha atrás fazendo o serviço antes que a vassoura da minha mãe chegasse à sujeira.


Tiago me preparou uma jarra de suco de abóbora bem gelado que eu bebi quase tudo, isso fez com que minha bexiga enchesse rapidamente me causando um incomodo no baixo ventre, levantei-me para ir ao banheiro quando senti um líquido quente e espesso descendo pelas minhas pernas.


- Putz, Fudeu! – Escutei o Sirius dizer.


Eu olhei para o Tiago que estava inerte na cadeira, seus olhos me encaravam aflitos e sua mão segurava com força o seu copo de suco, ele disse que queria estar muito lúcido quando o seu filho nascesse, por isso não acompanhou o Sirius na cerveja.


Eu senti vontade de gritar, de apertar a tecla pause e só voltar a passar essa cena após o Harry ter nascido, eu sabia que depois que a bolsa estourasse não teria mais volta, eu estava oficialmente entrando em trabalho de parto.


Tiago.


Deveria haver um manual de instruções para te auxiliar a não entrar em desespero quando a sua mulher estivesse em trabalho de parto. Eu me levantei lentamente da onde estava sentado e igualmente lento caminhei até a Lílian, teria sido bem mais fácil se eu não tivesse detectado o medo em seus olhos, minha mãe apareceu na porta da cozinha naquele momento e perguntou se tinha acontecido alguma coisa, eu gritei para ela, mas minha voz saiu mais baixa do que o habitual que a bolsa da Lilian havia estourado, ela e a Sra. Evans começaram a sorrir feito duas loucas, como alguém sorria numa situação como aquela?


Segurei a mão da Lílian e a questionei.


- Vamos ao médico agora?


- Só quando as contrações estiverem de cinco em cinco amor, não quero ficar no soro esperando dilatar lá no hospital, prefiro aguardar em casa.


A sua coragem me fez lembrar um dos motivos responsáveis por eu me apaixonar por ela, ela era segura de si e muito valente. Olhei no relógio, 13 minutos desde a última contração, um minuto a mais do que o tempo de diferença da última para a penúltima. - O correto não seria o tempo entre elas diminuírem?


Quase ao mesmo tempo em que eu pensei isso a Lílian teve outra contração, mas dessa vez deve ter doido, ela apertou minha mão com muita força e arcou seu corpo para frente, depois se abaixou segurando um gemido de dor.


- Lily, você está bem? – Eu me agachei ao seu lado e tirei os seus cabelos flamejantes do olho.


Ela não me respondeu verbalmente, apenas fez um sinal positivo com a cabeça, mas algo me dizia que se ela abrisse a boca para dizer algo a sua voz demonstraria que ela não estava tão bem assim.


Lílian se apoiou em meus ombros e se levantou, depois caminhou rumo a porta da cozinha, onde minha mãe e minha sogra se apressavam para terminar de limpar tudo.


-Aonde você vai? – Eu lhe perguntei.


- Tomar um banho rápido para lavar essa meleca nas minhas pernas... E eu ainda quero ir ao banheiro. – Ela disse fazendo uma careta, eu quase sorri com o seu jeito.


Eu fui até onde ela estava e a peguei no colo, nem morta que ela subiria aquelas escadas sozinha. No meio do banho ela teve outra contração com 10 min de diferença da última e dessa vez ela gritou, foi aí que eu disse que não esperaria mais, que a levaria a maternidade naquele momento. Ela não me questionou, desligou a agua do chuveiro e se secou, quando ela passou a toalha nas suas partes íntimas eu quase desmaiei, a toalha branca se tingiu de vermelho.


Lílian.


Eu não entendia muito de parto, mas algo me dizia que sangue não era um bom sinal, meu coração acelerou tanto que eu perdi o ritmo da minha respiração, sem pensar em nada eu dei um grito pela minha mãe.


- Que houve filha? – Ela disse aflita da porta do banheiro segundos depois de eu tê-la gritado.


Eu apenas lhe mostrei a toalha e a minha perna que agora escorria uma linha fina de sangue.


- Isso? É normal filha, é o tampão que soltou, coloque um absorvente.


Coloque um absorvente?! Aquilo era tudo que ela tinha para me dizer. Por Merlin!


- Você já vai ao médico? – Ela perguntou e eu fiz um sinal positivo com a cabeça enquanto me trocava, o Tiago estava encostado no canto da parede sem ação, se eu não estivesse tão nervosa tentaria um contato visual e uma leitura de mente apenas para descobrir no que ele estava pensando.


- O primeiro filho tende a demorar a nascer filha, então eu vou comprar umas coisas que eu reparei que estão faltando para um recém nascido, daqui a pouco chego ao hospital está bem?


- Sim mãe, o Tiago está comigo, então estou tranquila.


- Eu sei filha, eu também fico muito tranquila sabendo que ele está ao seu lado, vou chamar a Sra. Potter para ir comigo!


Encostado na parede o Tiago deu um sorriso torto.


Eu estava descendo as escadas quando uma contração quase me fez cair, foi tão violenta que eu tive vontade de gritar até minhas cordas vocais explodirem, eu podia sentir o osso do meu quadril se deslocando, a dor era tanta que eu enxerguei tudo nublado por alguns segundos.


- Você quer um remédio para dor Lily? – O Tiago disse aflito ao meu lado.


Eu sei que ele não teve culpa, mas a minha vontade naquele momento era a de mandar ele para aquele lugar, que remédio de dor liberado para gestantes tomar me livrariam daquela dor infernal? Só se fosse morfina, mas esse eu não podia tomar.


Sirius dirigiu o carro até o hospital e o Tiago foi no banco traseiro comigo, era uma pena que eu não pudesse aparatar, o puxão no umbigo típico do feitiço era desaconselhável para gestantes.


Outra contração no carro e dessa vez eu gritei, meus olhos se encheram de lágrimas e pela primeira vez eu comecei a achar que não conseguiria. Ao chegar ao hospital eu me senti mais aliviada ao saber que o meu obstetra era o médico de plantão naquela tarde, ele me examinou e disse que o meu trabalho de parto estava bem adiantado, eu fui internada e me colocaram no soro com oxitocina (princípio ativo para provocar dilatações) e foi após aquele momento que eu mudei completamente a minha definição de dor.


Eu passei a ter contrações de meio em meio segundo, eu mal me recuperava de uma dor e lá vinha outra. O Tiago segurava a minha mão, mas eu não tinha mais consciência da presença dele, na verdade eu preferiria que ele nem estivesse ali, eu não queria que ele me visse naquela situação deplorável, tão vulnerável e fraca.


- Onde está a bolsa do neném? – Escutei uma enfermeira de voz irritante perguntar, eu não respondi, se eu abrisse minha boca com certeza diria um palavrão, não por ela, mas pela dor.


- Esqueci! – Escutei o Tiago dizer com a voz aflita.


- Você tem que ir buscar pai, o que vestiremos no neném quando ele nascer? – Ela disse.


- Pede pro Sirius. – Eu disse entre dentes tentando manter minha respiração.


- Ele saiu, foi comprar um charuto.


Eu ia perguntar para que raios ele foi comprar um charuto naquela altura do campeonato, depois me lembrei de uma tradição idiota que o pai fumava charuto com os amigos quando o seu filho nascia, mas o Tiago nem fumava...


- Vai você buscar a bolsa amor, dará tempo. – Eu disse.


- Se pelo menos eu pudesse aparatar lá dentro. – Ele pensou alto sem se importar com o fato de que a enfermeira lhe acharia um louco.


Dessa vez eu gritei alto e finquei minhas unhas na maca que eu estava deitada, aquela contração tinha sido a pior de todas, quando eu puxei o ar para aliviar a dor veio outra como a anterior e eu desejei desmaiar.


- Eu não vou te deixar. – O Tiago disse ao meu lado.


- Você não pode fazer nada para me ajudar aqui, mas se for buscar a bolsa me ajudará bastante. – Eu disse me concentrando para falar algo coerente.


Eu volto o mais rápido possível. – Ele disse beijando a minha testa. – Eu te amo Lílian.


Eu quase sorri com o som da voz dele dizendo que me amava, mas sorrir estava definitivamente fora de questão naquele momento.


Assim que o Tiago saiu o meu obstetra veio me ver, olhou no meio das minhas pernas e pediu para eu fazer força, quando eu fiz ele sorriu satisfeito.


- Seu filho tem os cabelos bem pretos Lílian. – Ele disse-me. Depois virou para a enfermeira.


- Pode leva-la para a sala de parto.


Assim que entrei na sala de parto tive que fechar os olhos com tanta iluminação, o ambiente era extremamente branco.


- Vamos trazer esse bruxinho à vida? – O médico disse com um grande sorriso nos lábios enquanto colocava luvas cirúrgicas.


- Como? – Eu perdi a linha de raciocínio, como ele sabia que éramos bruxos?


- É apenas uma brincadeira, eu faço isso em todos os partos que realizo no dia 31 de outubro, por ser dia das bruxas. – Ele respondeu dando risada da sua própria piada.


O médico me disse que assim que eu sentisse uma contração era para eu fazer força para baixo, ele levantou duas barras de ferro na altura da minha mão e disse-me para eu segurar nelas. Fazer força no momento da contração mitigava a dor, era um alívio até! Eu fiz duas forças e na terceira eu pude ouvir um choro alto e estridente. O médico colocou o bebê em cima de mim e eu coloquei uma mão na sua pequena cabeça, seus cabelos negros estavam bagunçados para todas as direções e melecados de liquido amniótico, suas feições lembravam muito as do Tiago, o mesmo nariz, a mesma boca, o mesmo queixo... Senti grossas lágrimas escorrerem na minha face, ele era a cara do Tiago! Mas quando ele abriu os olhinhos e me encarou eu percebi que pelo menos uma coisa ele tinha puxado a mim.


Tiago.


Quando eu cheguei novamente ao hospital eu fui informado que não poderia mais subir, mas que se eu quisesse ver o meu filho era só me dirigir à segunda sala à esquerda. Corri para a tal sala e me deparei com uma enorme parede de vidro, várias pessoas estavam com a cara enfiada nesse vidro. Caminhei até onde as outras pessoas estavam e do outro lado eu pude ver vários bebês, havia uma plaquinha com os nomes deles, mas eu nem precisei ler a que dizia Harry Potter para saber que aquele bebê com cabelos pretos e bagunçados e os olhos verdes feitos duas esmeraldas era o meu filho.


Eu senti um amor exorbitante crescer dentro de mim no exato momento em que meus olhos encontraram aquela miniatura dos olhos da Lílian, lágrimas escorreram dos meus olhos e eu tive a certeza dentro do meu coração de que eu faria de tudo para que aquele menino crescesse saudável e fosse feliz, eu daria todo o meu dinheiro, minha saúde e até a minha vida por ele.


Senti uma mão grande e quente no meu ombro e ao olhar para o lado vi o Sirius com os olhos marejados, o Sirius Black tinha se comovido com uma nova vida e mais, havia se permitido demonstrar, algo estava mudando nos marotos.


- Já avisei o Lupin e o Rabicho. – Ele disse estendendo-me um charuto.


- Eu não vou fumar isso. – Eu disse fazendo uma careta.


- Só finge para tirarmos uma foto!


- Ele é a sua cara, mas tem os olhos da mãe! – Ele concluiu o obvio.


A enfermeira entrou na sala e sorriu ao ver a bolsa de roupas na minha mão.


- A pele do bebê já secou, agora vamos vesti-lo e leva-lo para a mãe, se quiser pode ir vê-la. – Ela disse pegando a bolsa.


Eu nem pensei duas vezes e corri até o quarto que a Lílian estava, quando eu entrei a encontrei deitada com os olhos abertos, ela estava pensativa.


- Uma moeda pelos seus pensamentos. – Eu brinquei.


Ela abriu um sorriso que iluminou todo o seu rosto.


- Você viu o Harry?


- Sim, ele é lindo!


- Tenho que concordar com você. – Ela respondeu sentando-se na cama.


Eu me aproximei dela e a abracei com amor, ela tinha sido muito corajosa naquela tarde.


- Obrigado. – Eu sussurrei em seu ouvido.


- Pelo o que?


- Por tudo. Por não ter permitido que eu desistisse do nosso amor, depois por ter se casado comigo, por fazer de mim o homem mais feliz do mundo e por ter me dado mais uma razão para existir!


- Ele é um meio sangue... – Ela disse apreensiva, eu sabia o que ela queria disser com aquilo.


- Eu não permitirei que nada de ruim aconteça com ele Lily, confia em mim.


- Eu confio, mas eu queria que você me deixasse participar mais das reuniões da ordem, você me poupou enquanto eu estava grávida, mas agora eu preciso zelar pela segurança do Harry.


- Claro que sim amor, eu sei que você vai cuidar dele muito bem e eu tenho certeza que se depender somente de você nenhum mal conseguirá alcançá-lo.


A enfermeira entrou na quarto com o Harry nos braços e o colocou nos braços da Lílian, eu sentei ao seu lado na cama e a abracei. Ficamos assim, na nossa bolha feliz e particular até que uma leva de pessoas e parentes começou a entrar para a visita.


 


  FIM.


 

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Comentários: 6

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por patrícia m prongs em 14/11/2011

Sério que acabou ? não acredito,mas que fim mais lindo,exelente mesmo! 

Continue escrevendo ok ? Beeeijos;*

Nota: 5

Páginas:[1]
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Enviado por Thai P em 06/11/2011

GATAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA, parabensssssss ameeeeiiii sério!!! ameeeeei essa fic! já li umas 100 T/L e essa com certeza é a melhor que eu já li, mostrei pra algumas amigas minhasss e elas concordaram comigo! to tristeee q tenha acabadoooo, mais fazer oqqq. escreve outras T/L tenho certeza que eu e muitas pessoas vamos ler!!! n comentei antes no capitulo anterior, pq eu tava fora do brasil, mais li ele pelo meu telefone... mais ele n deixava de jeito nenhum eu comentar, dai qnd cheguei é que eu pude comentar...acho que eu li logo que postasse hehehehe

 mass parabenssssssss sériooooo

ahhh e n esquece de mimmm, se começares a escrever outra fic mesmo que n seja T/L(oq eu espero q seja) me avisa e tbm se precisares d ajuda p escrever alguma fic pode chamar que eu ajudo, nunca escrevi nenhuma mais eu tenho vontade de começar e isso pode ser um insentivo hehehe ( tens msn? se tiveres me manda p gente poder conversar melhor) hehehehe

beijoooooocasss e parabenssss denovo

thaiiii

Nota: 5

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Enviado por Ally Weasley Potter em 03/11/2011

Adoro fic's J/L, e a tua foi maravilhosa. Digna de se ler várias e várias vezes. Lindo fim. Posso pedir um epilogo? Parábens pela fic.

Nota: 5

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Enviado por Mariazinhaencrenca em 03/11/2011

Tenho q dizer mesmo q ficou perfeito? Mas mesmo assim, ficou P-E-R-F-E-I-T-O!!!! Escreve outra T/L agora, uma universo alternativo ou sei lá mas as história ficou perfeita

 

BJS

Nota: 5

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Enviado por gabyhosanas em 03/11/2011
Pois é matthew, em vez de julho coloquei outubro que foi o dia que começei a escrever o capitulo, e tbem pq um dia li uma fic em que o Tiago e a Lilian morriam após uma festa de aniversário para o Harry.... :)
Nota: 5

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Enviado por matthew malfoy em 02/11/2011

último capítulo esplendoroso, muito bom mesmo, que excelente trabalho q vc fez com essa fic.

vc mudou a data de nascimento do harry né?

eu tenho uma dica para vc , se vc continuar a fic, vc podia deixar os pais do harry vivos, e continuar a história dessa família maravilhosa, em que eles tivessem mais filhos, não é seria muito bom continuar uma história dessa,

mas enfim espero que pense nisso e até a p´roxima, não esqueçe de nos avisar sobre futuras fics.

abraços e continue escrevendo.

Nota: 5

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