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21. Epílogo


Fic: Cliché Love Story


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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- Cliché Love Story -


Epílogo


- Eu amo o sol. Amo a primavera. Deus, eu realmente amo a vida! – anunciei sorridente para Marlene e Emmeline, que assistiam ao treino do time de futebol comigo.

- Que tipo de animação esquizofrênica é essa, Lily? – Marlene riu. Ela andava rindo de tudo ultimamente, desde que decidira que se estressar sobre Sirius Black não valia a pena. Não que Sirius a estivesse estressando... Ele só não é um garoto que gosta de compromisso. Lene não está realmente preocupada com isso, no entanto; segundo ela, nem está mais interessada.

É claro que na primeira festa em que os dois comparecem, BAM, acontece de novo. Os dois são tão idiotas... Quer dizer, Sirius gosta da Marlene, é evidente, mas quem diz que ele admite? (James disse, e estou citando, que Sirius é franguinho demais para assumir quando alguma garota significa algo a mais para ele). Marlene simplesmente finge que não liga. E eu estou sempre metida na história porque:

A) Marlene é minha melhor amiga.
B) Sirius é o melhor amigo de James.
C) Sirius mora com James, então nós achamos que é legal chama-lo para fazer alguma coisa com a gente... E daí, quando chamamos Marlene, ele diz que nós estamos conspirando a favor de algo que não tem sentido. E por aí vai.

- Estou só, você sabe, tentando me animar com o céu azul, os pássaros cantando e meu namorado extremamente gostoso... Porque o resultado da quinta fase do concurso da Publisher sai em menos de uma hora. E isso está me corroendo.

É, eu tinha conseguido passar de fase com meu conto sobre uma história de superação inspiradora. Só que fazer uma alegoria política, como pedia a quinta fase, pareceu um pouco demais para mim. A Srta. Cole e eu trabalhamos exaustivamente para que eu conseguisse um conto ao menos “bom”, mas eu não poderia ter muitas chances. Esse tipo de texto tem de ser escrito por gente com muito mais conhecimento e compreensão do mundo do que eu. Mas eu realmente, realmente tinha tentado meu melhor.

- Caramba, Lily, não sei como você consegue pensar em sol nessa situação – Emmeline disse, parando de prestar atenção no treino por um minuto para falar comigo. – Não tem um bolo no seu estômago ou algo assim?

- Em, você não está ajudando – falei, sentindo o bolo no estômago, o nó na garganta, tudo de novo.

- Desculpa – ela pediu, parecendo realmente lamentar. Eu sorri. – Vamos mudar de assunto – falou, falsamente animada. – Vocês souberam que Podmore está solteiro de novo? Ele é realmente muito gato. Talvez eu devesse tentar alguma coisa de novo?

Podmore era o garoto que tinha partido o coração de Emmeline antes de ela firmar aquele acordo nojento com James, de amigos com benefícios. Eu tentava não pensar nisso, até porque gostava muito de Emmeline, mas não pude evitar a lembrança do fato. Assim como não pude deixar de me perguntar o que ela poderia querer com Podmore de novo. Ah, sim, Emmeline estava solteira de novo, o garoto do baile não durou nada. Emmeline disse que estava pensando em desistir dos relacionamentos e virar uma tia velha morando com cinquenta gatos em uma cobertura chique, no futuro. Até parece que isso ia acontecer. Pessoas absurdamente lindas e consideravelmente queridas como Emmeline não têm futuros como esse, é um fato.


- Talvez não, Em – Marlene sugeriu. – Quer dizer, pode ser que ele mude de idéia. Se ele fosse inteligente talvez quisesse ficar com você. Mas você vai querer voltar com essa história? E se te machucar de novo?

Emmeline deu de ombros.

- Tem razão. Ugh, garotos são tão complicados... Esse final de semana o irmão da Dorcas veio pra Londres visitar a família e, meu Deus, vocês não tem noção de como ele está gato. E namorando uma mulher quase da idade da minha mãe.

Eu sempre me surpreendo com a capacidade que algumas pessoas têm de mudar de assunto tão facilmente.


- Emmeline, você não está querendo ficar com o irmão da Dorcas, né? – perguntei, tentando me focar em qualquer coisa que não fosse o resultado do concurso.

- Não. Estou só fazendo um comentário. Sobre como o mundo é injusto – ela respondeu e daí sorriu. – Enfim, deixa isso pra lá.

Com a mesma facilidade de antes, Emmeline mudou de assunto de novo. Passei o resto do treino tentando me concentrar no que ela e Marlene falavam sem parar, nos garotos no campo, no que James me ensinara sobre futebol. Mas uma palavra ficava martelando insistentemente na minha cabeça: concurso, concurso, concurso. E, Deus, o tempo nunca passou tão devagar.


x


- Quando vocês todas me esperam depois do treino, me sinto um astro do futebol, cheio de groupies loucas para me encontrarem sozinho. – Foi assim que James cumprimentou a mim e às garotas. Sempre engraçadinho. Daí ele caminhou na minha direção e, todo suado, me agarrou ali. – E aí, gata.

- Idiota – respondi, revirando os olhos.

- Eu sei, estou fedendo – ele disse, me soltando. – Que nojo, James! – Seu tom de falsete era impressionantemente ruim.

- É para ser eu? – perguntei e ele riu. – E, James, você sabe não deveria expressar o quanto gostaria de ter groupies na minha frente, não sabe?

- É, James – concordou Marlene. – Fora que... tenho cara de groupie? Groupie sua, ainda por cima?

- Ouch. – James riu. – Tem cara de groupie do meu amigo, na verdade.

Marlene revirou os olhos.

- Você e Lily sabem ser insuportáveis.

- Ei – protestei, indignada. – O que eu tenho a ver com isso?

- Seu namorado, sua responsabilidade. – Marlene deu de ombros.

Ficamos todos em silêncio até James decidir que queria quebra-lo.


- Existe algum motivo em especial por que vocês estão assistindo ao treino do time...? Estão nervosas com a semifinal do campeonato, por acaso? – ele perguntou, irônico. Marlene e Emmeline até torciam pelo colégio, mas eu não podia ligar menos (tirando o fato de deixar James feliz), e ele sabia disso.

- Estou matando tempo com as garotas e esperando o resultado da quinta fase do concurso – respondi, de uma maneira um pouquinho mais cautelosa. James tinha me perdoado e estávamos muito bem agora, mas o assunto do concurso não o agradava muito e eu percebia isso, apesar de ele ao menos tentar não demonstrar.

Ele assentiu e tentou sorrir.

- Bom, eu preciso ir para o chuveiro... o que é evidente... Volto aqui em dez minutos. Quer que eu traga Sirius, Lene?

- Haha. Você é hilário, James. E não, estou indo para casa, obrigada.

- Disponha. Quando quiser a companhia dele, me liga que eu agendo pra você.

Marlene revirou os olhos de novo. Emmeline riu. Era muito bom que todo mundo estivesse feliz, mas, naquele momento, tudo o que eu queria era sentar na frente de um computador e acabar logo com a ansiedade.


x


James, conforme havia prometido, reapareceu em dez minutos no campo. As garotas tinham ido embora, então eu ficara sentada na arquibancada lendo para matar o tempo. Eu não conseguia me concentrar nem um pouco.

James sentou ao meu lado e, antes de qualquer coisa, perguntou:

- Já saiu?

Era um amor da parte dele perguntar, já que não estava realmente interessado.

- Ainda não.

James, percebendo que eu estava realmente nervosa além do normal, simplesmente me abraçou e daí me beijou até tudo dentro de mim começar a derreter. Ah, meu Deus, eu já não sabia mais como controlar o que fazia quando estava com ele. Eu nunca me sentira assim na vida.

- James... – comecei a falar, mas ele me interrompeu, me beijando de novo. Eu fiz um esforço absurdamente grande para me afastar um pouco de novo. – James. – eu o afastei, porque precisava olhar nos olhos dele quando dissesse o que estava prestes a dizer. – Eu te amo.

James demorou alguns segundos antes de abrir um daqueles sorrisos que o deixavam tão, mas tão lindo. Era a primeira vez em todo esse tempo em que eu tinha dito que o amava; ele não dissera, também, mas sempre pareceu tão óbvio...

- Espera, pode dizer isso de novo? – ele pediu, sorrindo abobadamente.

- Eu te amo, James Potter – repeti, mais alto e com mais convicção, com a certeza de que nada era mais correto no mundo do que aquelas palavras. – Mais do que achei que jamais amaria alguém.

- Você disse “eu te amo” para mim antes de eu dizer para você. E você, supostamente, é quem tem o coração gelado.

- Ah, James, cale a boca. Você arruinou completamente o momento – reclamei, me desvencilhando dele e me afastando para fazer uma careta infeliz.

- Lily! Eu só precisava constatar, desculpa – ele pediu, acabando de novo com a distância entre nós e passando os braços pela minha cintura. – Você é a garota mais linda, inteligente e absurdamente incrível que eu já conheci. E, você sabe, eu não digo o que vou dizer agora para qualquer pessoa. Eu também amo você, Evans. Há anos, e você sabe disso.

Eu sabia. E eu sabia também que ele não estava dizendo isso só porque eu tinha falado que o amava primeiro. Porque o fato de ele me amar era visível em cada coisa que ele fazia.

Então eu o beijei de novo e nós nos beijamos, e nos beijamos e nos beijamos mais até meu celular começar a tocar e eu decidir que precisava atender, já que ainda não tinham desligado. Me surpreendi quando vi o visor: dizia que Evan estava me ligando.

- Alô? – atendi. Não foi Evan quem respondeu.

- Lily? Aqui é Dana, a namorada do Evan, lembra? – ela perguntou. O fato de Dana, namorada do Evan, estar me ligando me preocupava. Por que ela estaria me ligando? Notícias ruins?

- Claro, Dana – eu concordei, usando a mão vazia para empurrar James, que beijava meu pescoço, para longe. Ele me olhou confusamente, depois percebeu minha expressão de preocupação e ela foi refletida também em seu rosto. – Está tudo bem? – perguntei.

- Sim – ela concordou. Devo ter feito uma expressão de alívio porque James se recostou na arquibancada e pareceu tranquilo. – Na verdade, está tudo muito bem. Acharam um rim para Evan.

- Acharam? Meu Deus, isso é ótimo! Isso é fantástico. Já fizeram a cirurgia? Como Evan está?

- Já, já fizeram. Evan está passando muito bem, os médicos acham que vai ficar tudo bem agora. Estou ligando porque Evan queria que você soubesse.

- É claro. Dana, não sei nem expressar como estou feliz por ele. Diga isso a ele quando puder, certo?

Dana concordou, me explicando a situação um pouquinho melhor depois e daí me dizendo que em breve Evan estaria muito bem recuperado e poderia receber visitas, e que ele com certeza ia querer me ver. Eu garanti que iria.

Naquele momento, eu tinha esquecido completamente de contos e concursos; eu tinha recebido uma notícia incrível, fantástica e estava muito feliz. Me apressei para conta-la a James assim que Dana desligou. James não conhecia Evan pessoalmente, mas conhecia sua história e ficou tão feliz quanto eu. Acho que é uma vitória coletiva quando algo muito bom acontece para uma ótima pessoa que passou por dificuldades tão grandes.


Então, inspirada por Evan e pela maneira como ele sempre encarou tudo de frente, levantou o queixo e praticamente disse um “manda ver” pra vida e pra tudo o que estava por acontecer, pedi o iPhone de James emprestado. Eu precisava do meu resultado. Fosse ele qual fosse, não saber era pior.

A internet do celular era devagar demais para os meus nervos aguentarem. Demorou eras até que eu conseguisse abrir a página da Publisher e o resultado da fase mais recente. James estava quieto ao meu lado, olhando a tela do celular sem ansiedade alguma, mas apreensivo por mim, eu podia sentir.

Procurei meu nome. Não o encontrei. Olhei com mais atenção. É, Lily Evans definitivamente não estava entre a já seleta lista de classificados. Por mais que eu já esperasse, não pude evitar aquela costumeira pontinha de decepção que sempre dá um jeito de nos atingir. Eu estava fora, eu não ia ter minhas histórias publicadas. Pelo menos não agora.


- Eu não passei – falei para James, dando de ombros para mostrar como me sentia indiferente, mas a expressão no meu rosto provavelmente me traiu. Eu nunca fui muito boa em esconder as coisas de quem realmente me conhecia.

James passou o braço pelos meus ombros e eu descansei a cabeça em seu ombro. Ele beijou o topo da minha cabeça e sussurrou:

- Você sabe que isso não faz com que você deixe de ser uma puta de uma garota talentosa e uma futura autora brilhante.

Eu sorri. As palavras eram tão comuns, mas foram ditas de uma forma tão James. Era só isso o que eu precisava.


Tirei o rosto do ombro dele e o beijei.


- Eu não ligo para prêmios – eu disse. – Eu ganhei algo muito melhor, algo que eu jamais poderia imaginar. Eu ganhei você.


James sorriu com o comentário e voltou a me beijar. E isso serviu para desligar minha mente de qualquer coisa que não fosse os raios de sol esquentando minha pele, as mãos dele na minha cintura, seus lábios colados nos meus e a promessa de muitos dias felizes.


 


É impossível viver sem fracassar em algo, a menos que você viva tão cautelosamente que você poderia muito bem não ter vivido nada – nesse caso, você falha por omissão.” – J. K. Rowling em discurso aos formando da turma de 2008 da Universidade de Harvard.


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N/A: perdão, minhas queridas leitoras, perdão pela demora terrível para um epílogo tão curto. Não tenho boas desculpas, mas espero que vocês me perdoem.
Então, é quase uma da manhã e estou terminando aqui a minha fic mais longa já publicada, e talvez a minha fic mais querida e especial: Cliché Love Story. Sem dúvida vou sentir falta dos comentários LINDOS de vocês, das neuroses da Lily, das fofuras do James, dos dramas familiares de todo mundo, dos meus personagens estereotipados e dos nem tanto assim. Vou sentir falta de todos os meus clichês.
Não sei se vou voltar a escrever alguma fanfic para o site – quem sabe? Quem sabe algumas shorts? – mas, no momento, estou no meio de um planejamento bem sério para um... livro. É, isso aí. Deixem-me sonhar, certo? Quem sabe em 2012 vocês não me vêem nas livrarias? (Como eu disse, por favor, me deixem sonhar).
Queria agradecer a mamãe e ao papai por pagarem minhas contas (minha internet) e por serem pessoas lindas, aos amigos que me inspiraram (sem saber) e especialmente a todo mundo que passou por aqui e deixou uma palavra de incentivo, um elogio e pediu mais.
Espero que vocês tenham gostado da maneira como a história terminou e do desenvolvimento dela.


Um beijo, obrigada e nos vemos por aí!
Fernanda M.
http://fernandasbookshelf.blogspot.com

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Comentários: 4

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por E. Conde em 30/05/2011

Primeiro, me desculpa nunca mais ter comentado, mas é que não tenho tempo nem para respirar (primeiro semestre de facul). Li muito rápido os três últimos capítulos e, sem nenhuma surpresa, fiquei chocada com quão boa é a tua fic. Simplesmente tem o melhor de todo cliché. E, por mais que alguns digam que os clichés são o único jeito de pessoas sem talento escreverem algo, todo mundo adora uma história de amor que inspire e faça as pessoas terem esperança no amor e em encontrar aquele alguém especial. Não preciso dizer, mas sei que todo mundo ama ser elogiado, então... Uma das melhores fanfics que eu já li, com todos os ingredientes de uma história perfeita, escrita brilhantemente por alguém, se não com experiência, com talento nato. Vou morrer de saudades de lê-la e ler o que tu escreve. Foi ótimo acompanhar a fic. Espero que tu seja bem sucedida no teu sonho de escrever o livro. Com certeza, comprarei se vier a ser publicado. Por fim, meu parabéns. Perfeita é pouco.

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Lisa Prongs em 27/05/2011

"Você é a garota mais linda, inteligente e absurdamente incrível que eu já conheci. E, você sabe, eu não digo o que vou dizer agora para qualquer pessoa. Eu também amo você, Evans. Há anos, e você sabe disso." oooooooowwwwwwwwwwwwnnnnnnnnnnnnnnnnnn, fê, tu derreteu meu coração! na booooooa. ja sou meio emo mesmo uahuahhuauha. "- Eu não ligo para prêmios – eu disse. – Eu ganhei algo muito melhor, algo que eu jamais poderia imaginar. Eu ganhei você." ai fala serio, que coisa mais doce, que amor. não seria tão perfeita se não fosse tão cliché. mas quer saber? a historia de um casal que se odeia e que terminaram namorando e casando não é exatamente original (sorry, jk rowling!). o que faz DESSA historia ser tão especial é que tem seu toque de fofura, tua visao doce e inteligente das coisas e que vai deixar saudades aqui pelo feb, mas que decididamente vai fazer valer a pena quando teu nome estiver entre os lançamentos pro natal do ano que vem! é isso ai, Fê. arrasou. manda ver no teu livro. estou torcendo por você! parabens, tu conseguiu o que eu nunca consegui: terminar uma fic hahahahaha linda. te amo! sucesso de novo :)

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Ana Paula B Potter em 26/05/2011

aaaaah que triste... acabou >.<
sabe, não tem muito o que dizer, ficou perfeita
afinal, clichês são clichês por serem perfeitos... todo mundo gosta deles *-*
pena que a Lily não ganhou o concurso
embora eu trocasse todos os concursos do mundo por um James
não pare de escrever, ok?
você escreve muito bem
;D

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Jully Padfoot Malfoy em 24/05/2011

A-M-E-I

SÉRIO,FIC PERFEITA E VOU SENTIR MUIIIITA SAUDADES...

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

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