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15. Uma Outra Harpia


Fic: In Transition - Part Bônus, Explicações e Outras Viadagens


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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 x  SEGUNDA TEMPORADA x


- CAPÍTULO I -


Uma Outra Harpia




As coisas haviam mudado no quartel general das Harpias. A perda do título foi como um impulso para um efeito dominó que assolou a equipe. E a primeira a cair foi Kate Montgomery.


É claro que os tablóides não anunciaram a demissão da goleira. A notícia veio eufêmica. Kate estava se desligando do time para se dedicar ao casamento que seria celebrado em breve.


 - Eu não acredito que a Guga assumiu a culpa! – Os olhos de Kate estavam arregalados.


 - Pois acredite. – Hellen Morgan, sua melhor amiga, afirmou de volta. As duas conversavam em um dos três quartos vazios do futuro apartamento de Kate, em um prédio trouxa relativamente bem habitado de Londres.


 - Mas...


 - Você conhece a Guga... ela não ia permitir que Addison fosse responsabilizada.


- A Addie sabe disso?


 - Não! – afirmou com fina veemência. – Nem sonha!


 - A Addie jogaria tudo pro alto se soubesse... Ela jamais permitiria.


- Exatamente. Ninguém, exceto nós e a Guga, sabe disso.


- Mas como...?


- Ela teve uma reunião com a diretoria. A cabeça da Addie estava a prêmio e Guga disse que pediu para o time se manter ofensivo.


- Quem realmente conhece a Guga jamais acreditaria.


- Concordo.


- E o que aconteceu com a Guga? Eu vi aquela edição do Profeta Diário – bem maldosa, diga-se de passagem. – em que dizia que ela estava obsoleta...


- Guga continua capitã, mas agora o Harpias tem um técnico. Guga não faz mais as estratégias.


 - Isso deve ter sido a morte pra ela.


- Ela não demonstra, mas a gente sabe que foi.


- Já anunciaram a nova goleira? – Kate não disfarçou o tom contrariado.


- Não. Achamos que querem fazer surpresa, tendo em vista o campeonato europeu. – Hellen bebericou seu cappuccino gelado.


- Hum...


- Você sabe que faz muita falta, não é? – Hellen encarou firmemente a amiga.


- Que bom que ao menos você acha isso.


- Não só eu. Todas as meninas.


- Sei. – sorriso tímido. – e... a Addie... como está com isso tudo?


- Ela se culpa. Os torcedores também. Está reclusa, calada. Ouvi dizer que quis se demitir, mas Guga não permitiu.


- Deve ser difícil pra ela...


- É. É até estranho não vê-la com briguinhas e aqueles comentários... Espero que ela volte ao normal até o início da temporada.


- Ela e a Mel estão...?


- Não. Nem parece que aquele beijo aconteceu. Perder o campeonato foi difícil pra todas nós.


- Quando imagino o Harpias antes... uau.


- As coisas mudaram. Estou com medo até de pensar em quais novidades vamos encontrar agora na volta das férias.


- Enfim... não quero mais pensar nisso.


- É. - abriu um sorriso orgulhoso de madrinha. - Vamos falar do seu casamento. O apartamento, ao meu ver, está perfeito. - olhou ao redor. - Não mudaria nada.


- Na verdade ainda faltam algumas coisinhas, como por exemplo ativar a Rede de Flú. - explicou a morena enquanto caminhavam de volta ao cômodo anterior. - Depois disso, só a mudança. - respirou fundo.


- Nervosa?


- O quê? Estou a beira de um ataque de nervos!


- Vai ser perfeito.


- Espero. – Sorriso.


- E, é claro, serei a madrinha mais orgulhosa.


- Ow. – sorrisos. – E a Alex? Vocês...


- Não. Alex foi um pensamento. Um pensamento que passou. Estou aberta para um romance.


- Não deve faltar candidatas.


- O problema é a qualidade das candidatas...


- Você é exigente demais, He -


- Olá? - a voz feminina soou cuidadosa mas segura.


As duas mulheres voltaram-se para a porta ainda aberta. Uma moça um pouco mais jovem do que elas, uns vinte e poucos talvez, vestida com roupas sociais estava parada ali. Ela tinha um corpo magro e uma estatura mediana em perfeita harmônia com seu rosto bonito e feminino, emoldurado por cabelos semi-presos em um penteado feito claramente para evitar excesso de volume nos cachos leves. Os olhos da mesma cor do cabelo fitavam-nas agora ligeiramente envergonhados. Hellen e Kate não entenderam por que desse último num primeiro momento, mas logo depois a reconheceram e entenderam seu embaraço.


- Hermione Granger. - disse Kate. - Em que posso ajudá-la?


- Hellen Morgan e Kate Montgomery... eu sei. Desculpe, eu não sabiam que eram vocês aqui. Estava passando e vi a porta aberta... não sabia que o apartamento tinha sido vendido... vim ver se estava tudo certo. Não quis me intrometer.


- Seremos vizinhas, então. - Kate adiantou-se e apertou a mão de Hermione. - Você mora aqui, né?


- Sim. Andar de cima. Você vai se mudar?


- Depois do meu casamento.


- Ah, felicidades. - cumprimentou a ex-monitora da Grifinória. - Seremos vizinhas, então. Eu não sabia que você era Mestiça.


- Nascida-Trouxa na verdade. - Kate sorriu amargamente, não tinha exatamente orgulho de seu berço. - Meu noivo também, então...


- Bem, parabéns pelo apartamento... e pelo casamento. Sejam bem-vindos ao prédio.


- Obrigada.


- Bem, eu vou indo, foi bom encontrar vocês. Desculpe mais uma vez pela intromissão.


- Nós já estamos indo também. - disse Hellen. - Ainda tenho milhões de coisas para resolver.


- Sim, claro, vamos indo.


As três mulheres foram até o hall, Kate trancou a porta enquanto Hermione pediu o elevador.


- Tem mais algum bruxo no prédio? - perguntou Hellen.


- Não que eu saiba. - respondeu Hermione. - Na realidade eu só moro aqui há dois anos, me mudei com meus pais depois do fim da Guerra. Até agora não percebi nenhuma atividade mágica aos arredores.


- É uma vizinhança agradável ao que parece. Boa localização, boa vista, perto do ministério, prédio confortável.


- Com tantos benefícios talvez eu me mude também. - disse Hellen.


- Eu ia adorar! Imagine, você e eu vizinhas! - animou-se Kate já entrando no elevador que acabara de chegar.


- Não sabia que você convivia com o mundo não-bruxo.


- Ela não convive. Pelo contrário, sangue-puro, ótima genética e cofre lotado de galeões.


- Ah. - fez Hermione, sem graça com a evidente “venda de peixe” da futura vizinha.


- Kate! - ralhou a loira.


- Bem, eu continuo até o subsolo. Noivo esperando. - comunicou Hermione assim que o elevador parou no Térreo. - Foi um prazer. - beijou brevemente cada uma das mulheres. - Mais uma vez, seja bem vinda.


- Até logo, Granger. - disse Hellen.


- A gente se vê, querida. - disse Kate acenando enquanto se afastavam e as portas do elevador se fechavam novamente. - Simpática ela, né?


- De bom gosto. Você notou a pulseira discreta de ouro branco?


- Um luxo, não é?


E a conversa sobre jóias se estendeu por mais algumas horas.




***


- Elas já estão aqui. - foi como o auror responsável pela segurança da abertura de temporada de Quadribol anunciou a chegada das sete jogadoras mais amadas e, recentemente, odiadas do Reino Unido.


Os outros aurores – porque a torcida do Harpias era enorme e era necessária uma equipe inteira para eventos desse tipo – se posicionaram para evitar quaisquer confusão rapidamente. Mesmo se o chefe não tivesse anunciado que se preparassem, eles saberiam que o deveriam fazer. A multidão do lado de fora do estádio agitara-se ainda mais porque a chave de portal que traria as seis titulares – e a mais nova goleira – já estava aberta.


Os fãs do Harpias se aglomeravam em volta da entrada do estádio do time para a abertura oficial da nova temporada. O objetivo desse ano era, à príncipio, o Campeonato Europeu, que poderia ser a chance do Harpias se reafirmar como o melhor time da Grã-Bretanha depois da vergonha mundial na temporada anterior. Os torcedores mais otimistas já consideravam a derrota águas passadas, e mostravam-se carinhosos e cheios de apoio com as jogadoras, mas alguns mais exigentes ainda faziam questão de espezinhar o time apontando cada falha cometida até ali. Por isso, entre a multidão, ouvia-se desde “eu te amo” até os mais diretos xingamentos.


A primeira, quase como que em um golpe de marketing, a passar pelo local foi Alex Young. A torcida vibrou. Como sempre, gravatas e sutiãs atirados, gritos delirantes de homens e mulheres, e muitas fotos. Os palavrões e ofensas estavam presentes ali também, mas a maioria só gritava palavras de elogio com a performance da batedora. Alex manteve sua postura pública de sempre: sorriu sinceramente para a torcida, fez o símbolo do rock 'n' roll e deixou-se desaparecer pelos portões do estádio.


Em seguida veio Hellen: linda, fina e gostosa pra caralho. Como boa política, parou, autografou algumas camisetas, tirou algumas fotos com os fãs, agradeceu alguns elogios – sim, porque se Alex fora elogiada por sua performance impecável, Hellen havia praticamente virado uma vítima. - e seguiu a batedora estádio adentro sem maiores humilhações por parte da torcida.


Como novata, no entanto, Gina não teve tanta sorte. Sua performance fora “ok” durante toda a temporada, mas apenas nisso, nada que maravilhasse a multidão a ponto de não passarem a olhá-la como “pé frio”. Afinal no ano anterior a entrada de Gina, o time havia ganho todos os prêmios quadribolísticos... e bem... o resultado da primeira temporada da ruiva fora catastrófico. Apesar disso, Gina não havia cometido nenhum erro e o público não a odiava tanto assim. Caminhou tentando não demonstrar nervosismo, parou pra algumas fotos somente para a imprensa e fãs de longe, acenou e saiu das vistas da torcida bastante dividida entre apoio e reclamações.


Amelie Lamartine não ficara tão bem quanto Alex e Hellen perante o público, mas com certeza não estava numa saia tão justa quanto as outras jogadoras. Com uma performance bastante boa em todos os jogos e nenhuma confusão pública, a moça foi recebida em clima morno, mas teve a delicadeza de distribuir sorrisos e jogar beijos principalmente para seu público masculino. Seus problemas maiores, portanto, eram realmente os pessoais.


A estratégia de acalmar o público com as jogadoras mais queridas primeiro, contudo, não funcionou tão bem quanto o marketing do time imaginou. Assim que os enormes olhos azuis de Addison Clint brilharam em frente as câmeras, o público foi à loucura – e não em um bom sentido. Para evitar confusões – e sendo completamente irreconhecível – Addison andou rapidamente para dentro do estádio sem maiores prolongamentos. Uma garota, bem jovem, porém, ainda conseguiu jogar pra ela um bichindo de pelúcia, no qual se agarrou firmemente para não chorar na frente de todos.


Obviamente o público não teve tempo ou motivos para se acalmar até a entrada da capitã. Guga Jones caminhou entre os torcedores como se nada estivesse acontecendo – e ninguém estivesse xingando-a – até a entrada do local. Acenou, sorriu, e disse “Harpias ficam juntas” educadamente antes de seguir as outras para dentro.


Assim que estava protegida de tudo e todos dentro do estádio, Guga deixou-se respirar. Todos sabiam que por dentro ela estava morrendo com aquela situação, mas ela era a fortaleza do time e deveria se comportar como tal.


- Agora vem a misteriosa goleira. - comentou Amelie. - Quem será?


- Só de pensar que ano passado era eu quem estava nessa posição... - comentou Gina.


- E veja onde isso nos levou. - alfinetou Hellen.


- Agora não, Morgan. - irritou-se Gina.


- Basta. - a única palavra de Guga foi o suficiente para reprimir qualquer início de briguinha há tempo de um auror aproximar-se das mulheres.


- As senhoritas devem seguir para o hotel agora.


- Mas e a nova goleira? - foi Alex quem perguntou.


- São as ordens que temos, senhorita Young.


- Mas por quê? - questionou Guga.


- Melhor assim, vamos. - disse Amelie. - Esse dia já deu.


As seis seguiram pela passagem que levava até o flat silenciosamente. Nem parecia que tinham passado tanto tempo sem se verem. Não que elas não tivessem se visto ou falado totalmente... um telefonema... uma saída... algo assim... mas elas não tinham verdadeiro contanto em grupo há bastante tempo e a expectativa era de uma união para recomeço, não essa coisa que mais parecia uma procissão de enterro.


O flat não havia mudado nada. Acima de todos os andares ainda haviam dois quartos onde três jogadoras dividiam cada um e um terceiro, pertencente exclusivamente a capitã. Deste andar, surgia um pequeno hall com uma escada que conduzia a cobertura do prédio. Um salão de convivência com sofá, lareira, mesa de bilhar, xadrez bruxo e vários outros passatempos ficava na parte coberta, mas também havia a grande piscina e ofurô coletivo (coberto apenas por um quiosque decorativo). Era um lugar digno de férias, mas não era essa a finalidade. O flat e o estádio eram locais de trabalho. E trabalho duro. Trabalho que se tornava amargo quando até mesmo seus torcedores estavam contra você.


Nesse mesmo Salão de Jogos, onde tantas festinhas privadas e coletivas aconteceram em todos os anos em que o local sediara o Harpias, o diretor do Clube – tão insatisfeito quanto os torcedores, diga-se de passagem – ordenou que as garotas esperassem para conhecer a nova promessa do Harpias de Holyhead, aquela que, com sorte, salvaria o time da lama.

A chegada em um lugar novo pode ser motivo de muita preocupação para a maioria das pessoas. Tudo seria novidade e ser o centro das atenções ou até alvo de comentários dos mais antigos tiraria o sono de muita gente. Sim, muita gente.

Não da mais nova contratada do Harpias de Holyhead, Dephne Greengrass.

- Essa cama é minha, bitch. - foi a primeira coisa que Addison falou em tom entediado para a novata que estava de costas.
- Deixa ela em paz, Addie. - Alex se jogou em sua cama.


Só nesse momento Daphne se virou e olhou as duas companheiras de time.


- Onde fica a sala de reuniões?
- No quarto andar e- Alex começou a responder antes de ser interrompida.
- Você ouviu o que eu disse? - Não satisfeita, Addison tentou mais uma vez.
- Perfeitamente, Clint. - Daphne finalmente encarou a morena. - Se tu não tivesse derrubado a Morgan da vassoura talvez eu prestasse atenção no que dizes. - Addison estacou e rapidamente procurou o olhar de Alex.
- Estou indo para as apresentações formais. - a nova goleira continuou, virando-se para a saida. - A propósito, Clint, essa cama era sua. - na porta finalizou. - Bitch.

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