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7. Como fogo e chuva


Fic: O Preço De Amar Um Malfoy


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Como fogo e chuva


Foi só um sorriso e um olhar... ou a maneira de falar, nem sei dizer... fui pensando mais em você.    Sem querer - Bruno Miguel



Pansy e Hermione se encontraram no corredor na hora do almoço e as duas acabaram rumando, lado a lado, para o salão principal. Fizeram o caminho em silêncio e quando chegaram lá, Draco e Lucas estavam sentados na mesa da sonserina.
Como nos últimos dias, Hermione foi almoçar com eles e Draco fez abrirem espaço pra ela no seu lado.
- Vocês duas não sabem da última! – exclamou Draco e Hermione percebeu Lucas revirar os olhos.
- O que foi? – perguntou Pansy.
- Lucas tem uma novidade pra vocês duas! – falou o loiro.
- Sabem Luíse Miller da corvinal? – perguntou ele rindo.
- O que tem? – perguntaram as duas em uníssono mas com tons diferentes. Hermione, curiosa e Pansy, cautelosa.
- Eu a pedi em namoro.
- O quê? – Hermione estava chocada, não achava que Lucas fosse o tipo de garoto que namorasse – Isso é sério?
- Que tipo de brincadeira idiota é essa? – perguntou Pansy seríssima.
Hermione a encarou em um misto de compreensão e solidariedade.
- Eu sei que eu nunca namorei antes... – ele disse – mas tem alguma coisa na Luíse. E, claro, ela é muito gostosa!
Pansy se levantou com um estrondo e saiu do salão batendo o pé, deixando os garotos confusos na mesa.
Os dois olharam para Hermione como se pedissem uma explicação. Ela os encarou de volta frustrada.
- Vocês garotos são tão obtusos!
***
Hermione foi até o banheiro – onde garotas costumavam ir para chorar – e procurou em baixo das portas dos compartimentos fechados até encontrar um par de botas de grife.
- Pansy?
- Vai embora, Granger. – disse com a voz embargada.
A grifinória pensou em ir. Mas aí se lembrou que Pansy não tinha muitas amigas garotas, não tinha quem a entendesse... Garotos eram muito idiotas pra consolar uma garota com o coração partido. Ela sempre teve Gina, que mesmo sem saber a razão pela qual Hermione ficava pra baixo ás vezes, sempre estava lá do seu lado. E tinha Luna, que ela podia procurar sempre que precisasse. Pansy não tinha ninguém.
- Eu só queria que soubesse que eu sei o que está sentindo...
Ela a interrompeu.
- O que você sabe sobre isso? Fala sério, Granger, você já tem os seus problemas com o Draco! Não precisa dar uma de boazinha pra cima de mim.
Hermione suspirou.
- Sinceramente? Você não sabe nada sobre a minha vida... Mas eu sei como é estar apaixonada pelo seu melhor amigo.
Alguns segundos depois, a porta se abriu e Pansy encarava Hermione estupefata.
- Você é apaixonada pelo Potter?
Hermione não respondeu. Apenas se afastou e se sentou no chão do banheiro, encostada na parede.
- Há quanto tempo?
Hermione deu de ombros.
- Há algum tempo...
Pansy a imitou, mas se sentou bem afastada da grifinória.
- Não sente nada pelo Draco, então? – perguntou sentindo um pouco de raiva pelo loiro.
- Não é isso... – murmurou Hermione – Acho que... Ficou mais fraco desde que eu me envolvi com o Malfoy... Ainda é perturbador, mas com certeza mais fraco.
Uma lágrima solitária rolou pelo rosto de Pansy e ela rapidamente a limpou.
- Tinha que ter algum jeito de me livrar desse sentimento. – ela falava mais para ela mesma – Ele nem me vê! Como ele pode não me ver? Todo mundo me vê! E agora ele está todo encantado por essa corvinal idiota! Como pode?
- Ele nem deve gostar dela, Pansy. Fica tranquila. Não viu o jeito que ele falou?
Pansy suspirou.
- Quando ele falou que estava namorando, eu não vi mais nada.
Hermione balançou a cabeça.
- Sei como é...
As duas ficaram em silêncio por um tempo. Quando Pansy voltou a falar, sua voz era solidária.
- Eu sei que... Draco pode te fazer sentir melhor em relação ao Potter... mas não se engane... Ele pode te machucar muito mais.
- Eu duvido.
- Não duvide. Se você se apaixonar por ele... – e então ela desistiu de falar o que ia falar, recomeçou a frase – Ele tinha razão sobre você, não é tão ruim, Granger... E Draco com certeza voltou diferente desse verão com você, todo mundo vê isso... Mas ele ainda é um Malfoy, sempre vai ser... E Malfoy’s são egoístas, muito mais do que qualquer sonserino pode ser. Só... Se cuida.
- Eu não entendo...
- Vai entender... Um dia...
***
Quando Hermione e Pansy foram para a aula, a primeira coisa que a grifinória viu ao entrar na sala de poções, foi Harry fazendo sinal para ela se aproximar. Ela franziu o cenho se perguntando o que ele queria e olhou para Pansy como se para checar que ela ficaria bem. A sonserina revirou os olhos.
- Por Merlin, Granger, eu vivi os últimos 17 anos muito bem sem você, obrigada.
Hermione riu e se afastou. Pansy tomou seu rumo do outro lado da sala para dar de cara com Malfoy emburrado.
- Me poupe você, também! – ela disse se sentando ao lado dele.
- Por que deixou Hermione ir com o Potter? – perguntou furioso.
Ela suspirou.
- Eu não entendo você. Sinceramente, não entendo.
- O quê? – perguntou confuso.
- Você deve saber que Hermione é até legal... – admitiu a custo – Então por que você simplesmente não a deixa em paz? Nós dois sabemos que mesmo que ela se apaixone por você, não vai dar certo porque você não é apaixonado por ela. Qualquer outro garoto deixaria ela ir... Você sabe que não vai fazê-la feliz.
- Ela me faz feliz... E me faz bem... E ela disse que eu faço bem a ela também. - disse com orgulho – Mais que o Potter!
- Por quanto tempo?
Draco não respondeu.
***
- Eu sinto sua falta, Hermione. – sussurrou Harry enquanto Snape escrevia no quadro.
- Não parece, Harry... Não fui eu que parei de falar com você.
- Foi você que começou a se bandear para o lado dos sonserinos.
Rony, na outra fileira, fez um som de aprovação.
- Não vai adiantar perder meu tempo dizendo que eles não são tão ruins, vai?
- Não...
- Legal...
Silêncio.
- O que aconteceu, Hermione? – ele perguntou – Por que tá tão distante?
Ela suspirou.
- Eu não sei, Harry...
- Está escondendo alguma coisa de mim. – ele inclinou a cabeça na direção dela e segurou sua mão – Sabe que pode me contar qualquer coisa.
Hermione pestanejou e, de repente, sentiu seu peito cheio de coragem de dizer.
- Harry, eu... – hesitou.
- Vamos, Hermione. – ele sorriu – Pode me dizer, você é minha melhor amiga, como uma irmã mesmo.
Seu coração murchou.
- Irmã? – repetiu meia demente.
- É. – ele apertou sua mão – Sabe disso.
Ele lhe deu um beijo na testa.
Ela fechou os olhos por alguns segundos tentando impedir as lágrimas de caírem.
- Eu não sou sua irmã, Harry.
O sinal do fim da aula tocou e Hermione foi a primeira a sair da sala.
- O que você disse dessa vez, Harry? – perguntou Rony se aproximando.
- Eu não sei! Eu só disse que ela era como uma irmã! Era pra ela se sentir feliz com isso, não?
Rony arqueou uma sobrancelha e não respondeu.
***
Hermione e Gina estavam sentadas á beira do Lago da Lula Gigante depois do fim das aulas. A morena estava irada porque na última aula do dia, História da Magia com Corvinal, o professor tinha lhe dado uma detenção por fazer o exercício pra Neville quando quem deveria levar a detenção era Neville por pedir ela pra fazer isso! Agora a garota ia perder o passeio a Hogsmeade e ficar em Hogwarts no sábado, colocando livros em Ordem na biblioteca.
Claro que Gina não estava dando a mínima atenção para a irritação de Hermione.
- Que roupa você acha que eu devo usar pro encontro com Harry sábado em Hogsmeade? – perguntou Gina.
- Eu não sei, Gi. – respondeu Hermione cansada daquele assunto – Por que não procura Lilá e Parvati? Aposto que elas te ajudariam mais que eu.
Gina pareceu num misto de vergonha e tristeza.
- É que... Você é minha melhor amiga... E esse é um momento muito importante pra mim. Quer dizer, venho esperando por ele há anos... Queria que você estivesse mais que presente nisso. Lilá e Parvati não estão preocupadas comigo, estão preocupadas em ter do que falar.
E de novo, Hermione se sentia culpada.
- Ai, Gina, me desculpa... Tenho sido uma amiga terrível.
- Terrível não... – a ruiva sorriu – Só ausente...
- Vou compensar isso. Olha, na sexta á noite, depois do jantar, nós nos trancamos no dormitório e eu prometo que você vai ser a garota mais bonita de Hogwarts, no sábado em Hogsmeade.
- Promete?
- Claro que sim.
Sem saber porquê, Hermione teve vontade de chorar. Gina era uma amiga tão boa, tão honesta... E Hermione a traía a cada segundo em que pensava em Harry, no garoto pelo qual a ruiva estava prestes a namorar.
E naquele momento, Hermione tomou uma decisão. Iria esquecer Harry. De uma vez por todas.
***
De noite, Hermione pretendia ir jantar sozinha – não estava afim de aturar Crabbe Goyle falando idiotices durante o jantar e não estava afim de comer junto com Gina, Rony e Harry, com quem ainda estava brigada - mas quando passou pelo retrato da mulher gorda, Draco estava a sua espera.
- Como sabia onde era o salão comunal da grifinória? – foi a primeira coisa que perguntou ao vê-lo.
- Boa noite pra você também, Hermione! – ela revirou os olhos – Você é tão bobinha ás vezes... – ele riu – Como se eu não pudesse descobrir se eu quisesse...
Ela sorriu.
- Então... – eles começaram a rumar lado a lado para o salão principal – Fiquei sabendo que a Srta. Perfeição ganhou uma detenção hoje!
- É! – ela exclamou fervorosamente se lembrando da sua irritação de de tarde – O professor me deu uma detenção só porque eu estava fazendo o exercício para Neville! Fala sério!
Ele riu e passou o braço pelo ombro dela.
- Mas pense pelo lado positivo... Vamos passar o sábado juntos!
Hermione não se afastou dele, a sensação era boa demais.
- Como assim?
Ele deu um sorrisinho enigmático.
- Digamos que eu aporrinhei muito a professora Minerva hoje na aula... E ela foi obrigada a me dar uma detenção também!
Hermione pestanejou perplexa.
- Você quis ficar de detenção?
- Bom... Não. – ele deu de ombros – Eu queria passar o sábado com você... O que eu posso fazer se você arrumou idéia?
- Não acredito nisso... – ela murmurou parando de andar e estancando na frente dele  – Mas... Como você sabia que eu estava de detenção?
- Você me subestima, Granger... – ele tocou a ponta do nariz dela com o indicador de brincadeira – Eu posso saber de tudo... Ainda mais quando estou prestando atenção.
Ela balançou a cabeça negativamente.
- Você é inacreditável...
- Eu sei! – ele falou com um tom admirado - Não é o máximo?
Ela cruzou os braços rindo.
- Nem sei o que dizer!
- Agradeça! Você vai ter a melhor companhia do mundo na detenção sábado, deveria estar feliz. E vamos logo jantar! – ele a puxou – Estou morrendo de fome!
- Na verdade... Eu não tô com muita fome! – mentiu – Acho que eu vou voltar pra grifinória...
Ele franziu o cenho e a encarou.
- Por quê?
- Porque eu não quero ver o... – hesitou.
- Tudo bem. – riu Draco – Você pode dizer o nome dele.
Ela suspirou.
- Eu acho estranho falar do Harry com você!
- Por que? Você sempre falou comigo dele...
Hermione apenas o encarou.
- Alguma coisa mudou? – perguntou animado.
Hermione sentiu seu coração acelerar e se perguntou porquê. Talvez alguma coisa tivesse realmente mudado. Ela não era tão inatingível assim... Os esforços de Draco para ficar com ela somado ao fato de que ele não era nenhum trasgo desinteressante, muito pelo contrário, tocavam alguma coisa nela. Cada vez mais. Ninguém nunca tinha feito tanto esforço para agradá-la antes.
- Bom... – ela desviou o olhar – Muita coisa mudou. Talvez, agora, eu me importe mais com você... Não que eu não me importasse antes...
- Eu entendi. – falou impaciente, doido para que ela continuasse.
- Enfim, eu sei que não deve ser nada agradável pra você me ouvir falando do Harry já que você não gosta dele e também porque você parece gostar de mim... – falou sem graça.
- Principalmente porque eu gosto mesmo de você. – falou confiante.
- Não quero te chatear. – ela disse dando de ombros.
– Tem razão. – ele balançou a cabeça - E ciúmes é terrível.
Ela tentou não sorrir.
- Tem ciúmes de mim?
- Claro. – ele fez uma careta - Por falar nisso, eu não vou me chatear se você quiser me dizer sobre o que vocês conversaram hoje.
Ela riu.
- Bobagens... – disse simplesmente – Gina e ele vão começar a namorar sábado, provavelmente.
- Sinto muito. – ele falou tão sério que ela quase acreditou.
- Não sente nada! – exclamou ela lhe dando um tapa.
Ele riu.
- Tem razão. Não sinto. – disse sem vergonha nenhuma – Quanto mais ele pisa na bola com você, melhor pra mim.
- Por que você parece tão sincero ás vezes?
- Eu sou muito sincero. – ele falou num tom exageradamente ofendido.
Hermione fez uma cara de descrença.
- Malfoy, eu não sou tão boba quanto você pensa. Você é um sonserino, nenhum de vocês é assim tão bom... E eu sei que você me esconde umas coisas.
Ele ficou muito sério de repente, de verdade dessa vez.
- Como assim?
- Ás vezes você tá conversando com Lucas e quando eu chego você fica quieto de repente... E ás vezes você parece muito distante... E tem umas coisas que Pansy solta de vez em quando que me deixam, sabe... encucada.
- O que Pansy te diz?
- Nada demais... – Hermione deu um sorriso triste.
- Não tem curiosidade de saber o que é, se tem tanta certeza que eu escondo uma coisa? – perguntou intrigado com a serenidade dela.
– Queria que você me contasse o que é... mas se você não pode... tudo bem. Confio em você.
Aquilo fez Draco se sentir mal. Hermione não deveria confiar assim nas pessoas. Ela não deveria confiar nele, pensou.
***
O sábado chegou mais rápido do que Hermione queria.
No dia anterior, tinha passado horas no quarto com Gina escolhendo a roupa perfeita para O Grande Dia. E, sinceramente, a felicidade de Gina contagiou Hermione... Harry deveria namorar alguém um dia, era a ordem natural das coisas... Se não podia ser ela, que fosse Gina, alguém que gostava realmente dele e que não queria a sua fama nem o seu dinheiro. Era melhor assim.
Encarando os dois, lado a lado, na fila para sair do castelo, eles até que faziam um casal bonitinho.
- Olha só se não é a única garota de Hogwarts que vai ficar no castelo nesse sábado! – Pansy se aproximou falando maldosamente.
- Olha só se não é a garota que vai segurar vela pro garoto que ela está apaixonada! – retrucou Hermione.
Pansy riu.
- Boa, sangue ruim.
- Tô aprendendo com você.
- Bom pra você. – Pansy cruzou os braços – Mas fique sabendo que eu não vou segurar vela hoje. Eu tenho um encontro.
- Com quem? – perguntou curiosa.
- Não é da sua conta! – cantarolou.
Hermione revirou os olhos.
- Bom, eu também não vou ficar sozinha hoje. Malfoy vai ficar de detenção comigo.
- Tô sabendo dessa.
- Viu? Ele fez isso por mim. Sinal de que você está errada, ele nunca me magoaria.
Pansy a olhou estupefata.
- Granger, será que dá pra não confiar nele assim com tanta facilidade? Há alguns meses atrás vocês eram inimigos.
Hermione abriu a boca para protestar mas Pansy a cortou.
- Não quero ouvir mais nada! Diga qualquer coisa se precisa se convencer.
A sonserina se afastou.
***
A biblioteca estava deserta exceto por Madame Pince no balcão e Draco lá nos fundos, já arrumando as prateleiras. Hermione foi até lá e começou a fazer o mesmo em silêncio.
- Que cara é essa?
- Pansy.
- O que ela fez? – perguntou cauteloso.
- Nada... Ela só falou umas coisas... Por ciúmes, acho.
- Claro.
Os dois ficaram em silêncio.
Não sabia porquê, mas o que Pansy lhe disse realmente mexeu com ela. Qual era o problema da garota, afinal? Hermione sabia que estava mentindo para si mesma quando dizia que Pansy estava falando aquelas coisas por ciúme. Não tinha como. Pansy era apaixonada por Lucas, não sentia mais nada por Draco... Então por que ela ficava colocando essas caraminholas na cabeça de Hermione justamente quando ela estava... E então Hermione deixou um livro cair no chão.
- Qual é o problema? – perguntou Draco confuso pegando o livro no chão e lhe entregando.
Hermione não respondeu.
Estava o quê, por Merlin?
- Hermione? – chamou Draco – O que foi?
- Eu...
- Srta. Granger e Sr. Malfoy?
Os dois se viraram para olhar para professora Minerva no fim do corredor, com sua cara severa de sempre.
- Queiram vir comigo, por favor?
***
- O que será que ela quer com a gente? – perguntou Hermione á Draco.
MacGonagal tinha levado os dois para sua sala e saído dizendo que eles deveriam esperar por ela.
- Quando ela voltar, você vai saber.
- Hummm...
- Ansiosa?
- Muito.
MacGonagal entrou na sala.
- Sr. Malfoy, Srta. Granger. – ela se sentou na sua mesa, de frente pra eles – Tenho o prazer de informá-los que vocês foram escolhidos como monitores-chefes desse ano.
Hermione ficou radiante. Seus olhos brilharam e um sorriso enorme se abriu no seu rosto.
Draco apenas pestanejou e perguntou:
- Eu vou ter meu próprio quarto, finalmente?
- Sim, sr. Malfoy. – Minerva o olhou mais severamente que o normal – Mas quero que saibam que o professor Dumbledore e eu somente continuamos com nossa decisão depois dos acontecimentos dessa semana porque ela já estava feita desde o fim do ano passado. Espero que se comportem e cumpram com os seus deveres. Principalmente você, sr. Malfoy.
E ao dizer isso, ela os deixou sozinhos de novo.
Malfoy se levantou e, um segundo depois, Hermione o surpreendeu com um abraço.
- Isso é tão legal! – exclamou ela como uma criança – Sabe há quanto tempo eu espero por esse momento? Desde que eu descobri que Hogwarts existia!
Ele retribuiu o abraço forte e não deixou ela se afastar quando ela fez menção.
- Hum? – ela perguntou olhando pra ele.
- Não ganho nenhum prêmio?
Hermione mordeu o lábio perdida nos olhos dele e Draco não aguentou mais se segurar (ele já estava fazendo isso por muito, muito tempo) e a beijou. Para sua surpresa e felicidade, Hermione não o afastou nem hesitou, ela correspondeu com vontade.
Hermione sentiu como se seu coração estivesse batendo a mil por hora. Suas pernas ficaram bambas e ela deu graças a Deus por Draco estar lhe abraçando. Beijar Draco nunca tinha sido assim... Beijar Draco era bom, muito bom, fazia ela ficar arrepiada, fazia ela sentir prazer... Mas nunca tinha a deixado... Merlin, ela estava tonta!
Quando se afastaram, Draco sorria.
- Isso foi muito, muito bom! – ele disse.
Hermione corou.
- Vamos! – ela o puxou pela mão – Vamos ver nossos quartos!
***
Hermione estava no seu novo quarto.
Ele era todo decorado com as cores da grifinória, muito espaçoso com uma cama de casal com dossel, um grande armário, escrivaninha, instante para pôr os livros e um belo banheiro.
E privacidade!
Era de tarde e Hermione estava arrumando os livros quando a porta se abriu e Pansy entrou.
- Sabia que você deve bater na porta? – perguntou Hermione encarando a sonserina.
O quarto, tanto dela quanto o de Draco, era fora dos salões comunais. Então qualquer pessoa podia entrar, contanto que eles permitissem.
- Eu me odeio, Granger!
Hermione apenas a olhou.
- Por qual motivo?
- Eu vi Lucas com a idiota da Miller lá em Hogsmeade! Eles pareciam tão... – ela fez uma terrível cara de nojos – afim um do outro! Eca!
- Bom, eles são namorados...
- Não me lembra disso. – ela se jogou na cama e tapou o rosto com as mãos – Ai, tô tão deprimida que nem consegui gostar da última transa.
Hermione parou tudo e olhou para ela surpresa.
- Ai, meu Deus! – Pansy soltou o ar dos pulmões – Eu sou uma vadia!
Hermione soltou uma gargalhada e se sentou ao lado dela.
- Tudo bem... Você é uma vadia maneira!
Pansy fez uma careta, como se doesse dizer.
- Você é uma sangue-ruim maneira.
Alguém bateu na porta.
- Pode entrar. – falou Hermione sem se mexer.
- Hermione, você não... – Gina entra no quarto em polvorosa e vê Pansy – Ah, você está acompanhada... Volto depois.
- Não, Gina! – Hermione se levantou e seguiu a amiga que já saía do quarto – Espera, fica!
- Depois, Hermione... – a ruiva tirou um papel do bolso e entregou a morena – Encontramos com Lupin em Hogsmeade e ele pediu pra te entregar isso. Depois a gente se fala.
E ela foi embora.
Hermione voltou para dentro do quarto.
- Isso foi estranho...
Pansy soltou uma gargalhada.
- Vocês grifinórios são tão idiotas! Ela foi embora por minha causa!
- Não chama minha amiga de idiota, ok? – falou Hermione séria.
Pansy revirou os olhos.
- Vou te deixar sozinha. A gente se vê mais tarde.
E ela também saiu.
Hermione abriu a carta de Lupin. A carta dizia basicamente que haveria uma reunião no dia seguinte, á noite, no Largo e que ela, Draco, Gina, Harry, Rony, Neville e Luna deveriam ir até lá de flu, ás 20hs, pela lareira de Dumbledore.
Hermione suspirou e voltou a arrumar suas coisas.
***
Então Harry e Gina estavam namorando.
Hermione estava surpresa com a sua própria reação. Durante todas as vezes que imaginou isso acontecendo, achou que seria o fim do mundo pra ela. Mas tinha conseguido ficar indiferente sem esforço algum.
Na reunião da Ordem, se sentou estrategicamente entre Rony – que parecia meio emburrado – e Draco.
A reunião transcorreu sem grandes acontecimentos. Alguns assuntos foram colocados em dia e os aurores comunicaram aos outros membros mais uma fuga em massa de Azkaban que o ministério tratou de abafar. No final, quando todos se despediram e começaram a sair, Lupin pediu para Draco e Hermione esperarem mais um pouco.
- O que foi, Lupin? – perguntou Hermione quando estavam, finalmente, apenas os três na grande sala.
- Bom, eu estava conversando com Tonks e Moody e nós concordamos que alguém deve ir até o Orfanato onde Tom Riddle cresceu.
- Não tem nada lá. – falou Draco de forma seca.
- É nisso que acreditamos, Malfoy, o lugar é óbvio demais. Mas Dumbledore também acha que o motivo que pode haver alguma coisa ali, é por ser óbvio demais.
Draco olhou para o homem como se ele fosse doente.
- Como? – perguntou tentando ser educado.
- Bom... Voldemort pode pensar que pelo lugar ser óbvio demais, nós pensaríamos que ele nunca colocaria uma horcrux ali, talvez seja isso que ele quer nos fazer pensar.
Draco fez uma cara de quem pouco acreditava que aquilo fosse verdade, mas se calou.
- O que você quer de nós, Lupin?
- Gostaria que vocês dois fossem até lá. – falou – Só para checar.
Draco pestanejou.
- Só nós dois?
- É.
- Mas pode haver comensais lá. – ele disse antes que Hermione pudesse falar qualquer coisa – É arriscado.
Lupin estava a ponto de perguntar a Malfoy se ele estava com medo quando uma pergunta do loiro fez ele e Hermione se chocarem.
- Será que eu não posso ir sozinho?
Hermione olhou para ele com os olhos arregalados.
- Não! – exclamou ela – Claro que não!
- Hermione, eu não estou falando com você! – ele disse como se falasse com uma criança.
- Ah, me desculpe se a menção do meu nome fez eu me sentir parte do assunto! – ironizou – Se Lupin diz que devemos ir juntos, nós devemos!
- Afinal de contas, o que tem pra se fazer lá? – ele perguntou para os dois – Eu posso muito bem ir sozinho!
- Me desculpe, Malfoy. – Lupin falou – Mas a decisão já está tomada. É muito... nobre da sua parte querer proteger Hermione... – ele falou com dificuldade como se aquelas palavras não estivessem certas sendo ditas á ele – mas é assim que vai ser.
Ele revirou os olhos.
***
Quando voltaram ao castelo, Hermione ainda estava se perguntando qual era o seu problema. Sinceramente, o que havia nela que fazia todos quererem protegê-la? Ela parecia tão fraca assim?
Assim que teve chance, Gina comunicou á Hermione que iria para o quarto da morena passar a noite porque as duas precisavam colocar o assunto em dia. Então Hermione foi para o seu quarto preparar o colchonete para Gina e se preparar para muitas horas de conversa sobre Harry.
Mas Gina a surpreendeu quando chegou e a primeira pergunta que fez foi sobre Malfoy.
- Ele continua tentando?
- Continua. – falou Hermione encarando a amiga, as duas estavam sentadas na cama. A morena contou á amiga sobre o episódio de Lupin, em que Malfoy tentou defendê-la.
- Merlin, ele gosta mesmo de você! – falou estupefata – Inacreditável!
Hermione riu, corando.
- Hermione, do fundo do seu coração, o que você sente por ele?
A garota respirou fundo, sentindo pela primeira vez que podia falar sobre isso.
- Eu não sei. ¬– ela encarou o teto – Eu penso nele, sei lá, 80% do tempo. E ele está quase sempre por perto, entendeu? Sendo tão gentil ou tão chato quanto só ele pode! Ás vezes, quando ele chega mais perto, o perfume dele me deixa sem ar. E ele consegue me deixar sem saber o que dizer...
- O que é muito louco porque você sempre tem o que dizer...
- Exatamente! – exclamou – Eu me pego desejando... que ele me beije. E ontem, ele me beijou e foi... O máximo. Eu nunca senti tanta coisa ao mesmo tempo.
E eu nunca mais pensei no Harry, completou ela em pensamento.
Gina sorriu.
- Caramba, Hermione! Você, tão inteligente, tem alguma dúvida sobre o que sente por ele? Você tá apaixonada... Eu nunca te vi assim!
Hermione sentiu um aperto no coração. Ela sabia, mesmo que quisesse negar, que aquela era a mais pura verdade.
***
- Tá quieta. – Draco falou para Hermione no café – E tá parecendo um zumbi, com essas olheiras.
Hermione revirou os olhos.
- E você é animador! – ela murmurou.
Ele deu um meio sorriso.
- Eu sei porque você tá assim! – ele falou.
- Eu duvido! – ela riu.
- Qual é, é bem óbvio! – ele falou descrente – Você tá triste porque o Potter tá namorando a Weasley!
- Ah, Malfoy... – ela deu um suspiro profundo o encarando – Não é nada disso...
O tom dela não deixou a menor dúvida.
- Então o quê? – ele perguntou.
- Eu... tô preocupada com a missão. É isso. – mentiu – Bobo, eu sei.
- Com a missão? – perguntou mais descrente ainda.
- É.
Ele a encarou.
- Hermione... – ele fez uma cara de quem lamentava – não leve para o lado pessoal, mas você mente muito mal.
Ela fez uma cara carrancuda.
- Isso não é verdade!
- É sim! – ele riu – Você sabe que é! Devia ter inventado uma desculpa melhor se não quisesse me dizer o motivo real de estar assim! Se Lupin acha que nós somos as melhores pessoas para ir até aquele lugarzinho ridículo que deve ser o Orfanato, você não deveria discordar.
- Mas você discorda. – ela falou – Pelo menos, no que se trata de mim.
- Eu não acho que você não seja capaz de ir até lá e voltar viva, Hermione. – ele falou sério – Mas...
- Mas...?
- Olha, esquece, ok? O piti que eu dei foi totalmente irracional... Eu só não queria... Te ver exposta.
Hermione sorriu.
- Mesmo? – ela perguntou como uma boba – Era só isso?
- Era. O que tem demais?
Hermione sacudiu a cabeça para espantar os pensamentos.
- Nada. – ela respondeu bufando, irritada consigo mesma – É só... Tá tudo tão diferente, eu tô tão confusa!
- Sobre a guerra? – perguntou ele.
Hermione o encarou se perguntando seriamente se ele tinha alguma dificuldade mental.
- Não, seu idiota! – ela despejou – Sobre você!
Draco arregalou os olhos e a encarou por alguns segundos.
- Se está sendo irônica, você deveria usar um tom mais...
- Eu não estou sendo irônica. – ela encarou o prato com os ovos intocados – Eu... Não sei de mais nada.
Draco ficou sem saber o que dizer. Aquele ali não era o lugar para eles terem aquele tipo de conversa. Café-da-manhã deveria ser uma hora para conversas leves, estar num lugar cercado de gente não ajudava nem um pouco.
- Eu tenho que ir. – ela se levantou pegando apenas uma maçã – Vou pra aula.
- Hermione! – ele exclamou ao vê-la se afastar – Espera!
- Depois a gente se fala, Malfoy... – ela falou de longe.
Draco deu um tapa na sua própria testa.
- Idiota, Malfoy! Como você é idiota!
***
Mais tarde, quando Draco se sentiu pronto para conversar com Hermione, foi procurá-la e a encontrou na biblioteca, como era de se esperar.
- Hermione...
Ela levantou os olhos do livro que estava lendo, o olhou, corou e abaixou os olhos novamente.
- Hermione... – ele chamou de novo e puxou uma cadeira ao lado da dela.
Ela suspirou e tomou coragem para encará-lo.
- Que foi, Malfoy?
- Eu... – ele fez uma pausa – Por que você fugiu mais cedo?
- Eu não fugi!
- Fugiu sim... – ela desviou o olhar de novo – E agora não consegue olhar nos meus olhos. – ele levantou o queixo dela e olhou nos seus olhos castanhos – Não precisa ficar tão envergonhada comigo... Sou eu, lembra? Malfoy! Nunca foi difícil com a gente... Nós passamos o verão todo juntos e, por incrível que pareça, foi fácil.
Ela suspirou e se desvencilhou da mão dele no seu queixo.
- É diferente agora. – ela falou – E, justamente por ser você, é ainda mais difícil...
- Então eu vou tornar isso fácil. – ele pestanejou – Vamos ficar juntos. Você sabe, eu sempre quis isso.
- Honestamente, - ela perguntou cautelosa – o que você sente por mim?
O coração de Draco acelerou. De nervoso. Ele sabia que pra conseguir alguma coisa com Hermione, teria que dizer que estar apaixonado... Ou pelo menos dizer...
- Você não foi só um caso de verão. – ele sussurrou – Eu te amo.
O coração de Hermione também acelerou, mas por outros motivos. Porque, pela primeira vez, um garoto retribuía seus sentimentos.
Ela sorriu pra ele e Draco fez o que queria fazer desde que o verão estava oficialmente terminado. A beijou.


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N/A: Oi, gente! Como andam?
Estou amando os comentz de vcx, de verdade. Muito obrigada mesmo.
Comentem para dizer o que acharam desse capítulo. Pra ser sincera, esse não é um dos meus preferidos mas... enfim... é necessário, né? No próximo capítulo já é a missão deles e é quando a Hermione descobre sobre o feitiço do Malfoy... A partir dessa missão, é que as coisas realmente começam a acontecer na fic. Por causa da missão que tudo começa a acontecer. Estou muito ansiosa para saber o que vocês vão achar então comentem bastante pra mim poder me animar de escrever e postar, ok?


BjuX e Até a próxima!

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Comentários: 6

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Enviado por Diênifer Santos Granger em 31/08/2012

Adoreeeeeeeeeee! *---*

Nota: 5

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Enviado por Juuh_Mamedi em 25/09/2011

bom como comecei a ler bem atrasada ja estou a aficialmente 5h. lendo e não consigo paraa... meninaaa oq vc fez com essa ficc muitoo boaaa 

Nota: 5

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Enviado por Carla Jean Malfoy em 19/08/2011

o draco ta amando ela mesmo ou só disse para conseguir namorar com ela e ver se consegue amar ela depois?

Nota: 1

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Enviado por Mi Granger em 28/07/2011

Dreaco não pode amar por algum feitiço...

Legal comentar trechos de Peter Pan *__*

Nota: 1

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Enviado por Camila Rosa em 20/05/2011

Nossa demais!

Ele a está amando, qual a diferença em estar apaixonado, a paixão?

 

Beijos

Nota: 4

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Enviado por Angel_Slytherin em 19/05/2011

Bem, eu ainda não consegui entender o porque o Draco não pode amar... isso está realmente me deixando louca! =) Espero descobrir mais para frente. 

Beijos
Angel_S

Nota: 1

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