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19. CAPÍTULO XVII


Fic: O Buquê da Noiva


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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— Hermione, preciso falar com você.


Hermione ficou preocupada com o tom brusco de Rony, na mensagem deixada na secretária eletrônica.


Nos últimos três dias, felizmente ele estivera viajando a negócios, e ela ficara em casa, aproveitando a oportunidade para tirar três dias de folga. Naquele dia, iria almoçar em companhia de Gina, sua amiga de infância, e Tonks, a madrasta de Luna. A sugestão estava em aberto há três meses, desde o dia do casamento de Neville e Luna.


Hermione consultara um médico e certificara-se de que realmente carregava um filho de Rony em seu ventre. A princípio, sua reação foi de sumir do mapa, desaparecer de vez, para não passar pela humilhação que estava por vir.


Mas como? Como podia causar aos pais tão doloroso sofrimento? Além disso, aonde quer que fosse, nunca fugiria de si mesma, não esqueceria o que fizera.


Havia outra alternativa, naturalmente, ela reconheceu, enquanto se arrumava para o almoço com as duas amigas. Mas era uma alternativa simplesmente impensável. Não, ela pensou, protegendo a barriga com as mãos, não teria coragem de interromper a vida que ela e Rony haviam criado.


Quanto à mensagem deixada por ele, dava para imaginar o que ele queria saber. Um inesperado compromisso obrigara-o a viajar antes de ela ir ao médico. Embora ainda não estivesse preparada para encará-lo, Hermione sabia que não podia evitá-lo por muito tempo.


A última coisa que gostaria de fazer naquele dia era almoçar com as duas amigas. O que elas diriam? Estariam convencidas de que ela se apaixonara por Rony? Que seu amor por Neville não passara de um capricho, que não significava mais nada?


O restaurante era calmo e sossegado, e o reservado onde estavam almoçando, arejado e confortável. Hermione, entretanto, sentia-se levemente enjoada. Percebeu o olhar desconfiado de Tonks, quando revolveu o alimento no prato. Estava sem o menor apetite, e o cheiro da comida embrulhava-lhe o estômago. Quantas mudanças!


Um estranho medo invadiu-a, quando ela compreendeu que não estava preparada para mudanças. Cada vez mais enjoada, empurrou o prato e levantou-se, pedindo licença para ir ao banheiro.


Chegando lá, notou que a náusea diminuíra. Quando Tonks foi procurá-la, já havia se recuperado e desculpou-se, embora com a voz ainda trêmula.


O que as duas pensariam, quando descobrissem a verdade? Tinham ouvido Hermione jurar que nunca se casaria. Também testemunharam que ela não fizera nenhum esforço para pegar o buquê atirado por Luna.


Por mais que ela e Rony apressassem o casamento, quando o bebê nascesse, todos saberiam da verdade. Uma onda de calor subiu-lhe ao rosto. Se tivessem casado antes, se ela estivesse realmente apaixonada, seria diferente. Saber que estava esperando um filho dele seria a maior alegria do mundo.


Entretanto, não estavam apaixonados, e mesmo assim a gravidez acontecera. Esse era o motivo de sua vergonha, de sua aflição.


Foi um alívio quando o almoço terminou. Gina foi embora antes, e Hermione ficou conversando com Tonks, na calçada. Em dado momento, Hermione avistou um carro parecido com o de Rony, aproximando-se. Era mesmo Rony! Com um arrepio na espinha, ela teve vontade de fugir. Mas não conseguiu mover um só músculo. Quase não prestou atenção, quando Tonks despediu-se.


O Jaguar parou abruptamente, e Rony desceu. Hermione recuou instintivamente, quando ele se aproximou, mas foi segura pelo braço.


— Rony, o que está fazendo aqui? Como soube onde me encontrar?


— Dei uma olhada em sua agenda. Entre no carro — ele ordenou.


— Rony, eu...


“Não quero ir com você”, ela queria dizer, mas desistiu, vendo-o visivelmente contrariado.


— Não comece, Hermione. Não estou a fim de discutir. Por que não entrou em contato comigo?


Ele praticamente empurrou-a para dentro do carro.


— Nada de rodeios, Hermione. Eu preciso saber.


Por uma fração de segundo, ela se viu tentada a enganá-lo, dizendo que não estava grávida, mas logo rejeitou a idéia.


— Eu estava certo, não estava? — ele continuou, já com o carro em movimento. — Você está grávida.


— Estou — Hermione admitiu.


Não havia demonstração de carinho, Hermione pensou.


Não havia amor no relacionamento deles. Entretanto, ela se sentia carente de afeição. Teve vontade de pedir que ele parasse o carro e a abraçasse, que a fizesse sentir-se segura, protegida, amada.


Ficou tensa, esperando que ele explodisse de raiva ao ouvir a confirmação da gravidez. Em vez disso, Rony permaneceu estranhamente calado, tanto, que ela foi obrigada a olhá-lo diretamente. Era a primeira vez que o fazia, desde que entrara do carro. Será que ele estava pensando em...


Rony continuou pensativo, o olhar concentrado apenas na estrada vazia que se estendia à frente.


— Eu não vou... Eu não quero perder meu bebê — Hermione declarou com decisão, percebendo, então, quanto queria proteger a vida que levava no ventre.


Rony olhou-a repentinamente, fazendo-a retrair-se no assento.


— Essa criança é tão minha quanto sua, Hermione. Nem por um momento pensei em... fazer algo para prejudicá-la. Não sei como imaginou que eu seria capaz de...


Hermione impressionou-se ao ouvi-lo. Não duvidava que Rony também quisesse fazer a coisa certa, mas incrível era a emoção na voz dele, ao referir-se à criança.


— Temos de falar com seus pais — ele observou. — E também com minha mãe.


— Temos, mesmo? Seja como for, logo saberão da verdade — Hermione considerou, desanimada.


— Saberão, sim — ele concordou. — Pelo menos, vamos contar parte da verdade, Hermione, para seu próprio bem. Só há uma coisa que ninguém precisa saber.


Ela sentiu o coração bater descompassado.


— O que está pretendendo, Rony?


— Eles precisam acreditar que nosso filho é resultado do amor.


— Amor? — Hermione suspirou. — Eles não vão acreditar. Todos sabem o que sinto por Neville.


— O que eles sabem é que você alimentou, por muito tempo, uma fantasia de adolescente por meu irmão — Rony corrigiu.


— Não posso dizer que estou apaixonada por você. Ninguém vai acreditar.


— Pois, então, teremos de fazer com que acreditem. Ou prefere que descubram a verdade nua e crua?


— Não — Hermione respondeu, sentindo o sangue subir-lhe ao rosto.


— Agora, você está entre a cruz e a caldeirinha. Ou diz que me ama, ou corre o risco de ter de explicar como ficou grávida de mim, sem me amar. A escolha é sua.


— Neville nunca vai acreditar que me apaixonei por você — ela protestou.


— Ele e a esposa estão muito ocupados com a própria vida. Não têm tempo para questionar sobre a sua.


— É um alívio para ele, livrar-se de mim – Hermione comentou. — Você me disse isso, uma vez.


— Seus pais estarão em casa hoje à noite?


— Acho que sim — Hermione respondeu, tentando organizar os pensamentos.


— Ótimo, vamos falar com eles o mais rápido possível. Considerando a natureza humana em geral, se a família organizar uma grande festa, a questão da gravidez ficará em segundo plano.


— Mas todos vão saber, principalmente quando a criança nascer.


— Deixe que saibam — Rony deu de ombros, estacionando o carro na frente da casa de Hermione.


Ela desceu. Sentia-se cansada, solitária e até com medo.


Não fora assim que imaginara seu casamento, sua vida.


Rony saiu do carro e acompanhou-a.


— Não devemos nos casar, Rony — ela opinou. — Não nos amamos. Não temos nada em comum, nada que torne nosso casamento real.


— Não, Hermione, você está enganada — ele assegurou.


Em seguida, beijou-a calorosamente. Hermione entregou-se ao beijo, sentindo crescer no íntimo uma sensação de tensão e desejo.


Tudo ao redor tornou-se insignificante, enquanto seu corpo reagia com paixão aos afagos de Rony, aos seus beijos.


Quando ele parou, demorou alguns segundos para que Hermione se localizasse novamente no tempo e no espaço. Lágrimas umedeciam seus olhos. O rosto corado evidenciava seu constrangimento.


— Temos isso em comum — Rony observou, alisando carinhosamente a barriga dela.


De cabeça baixa, Hermione não conseguia impedir as lágrimas de encherem-lhe os olhos. Rony estava tão perto que ela sentia-lhe a respiração. Temendo que ele a beijasse novamente, reacendendo as chamas em seu corpo, Hermione tomou uma decisão. Afastou-se dele bruscamente e procurou o refúgio de sua casa, quase correndo.


— Estarei aqui às oito horas — Rony avisou.


 


— Na verdade, eu é que deveria me envergonhar — disse Rony.


Abraçou Hermione. Acabara de contar aos pais dela por que pretendiam casar-se o mais rápido possível. Por um momento, o silêncio fora total. Hermione, de cabeça baixa, envergonhada, esperara por um longo interrogatório.


Para seu espanto, os pais não fizeram perguntas, nem comentários. Apenas abraçaram-na carinhosamente.


— Oh, querida, eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, você e Rony acertariam suas diferenças — a mãe comentou. — Embora deva admitir que foi rápido demais.


— A culpa foi minha — Rony declarou, aconchegando Hermione num abraço apertado. — Por muito tempo esperei, amando-a em silêncio, até que ela... Bem, certo ou errado, desejo que tudo termine em alegria.


Expressou-se com tanta convicção e aparente sinceridade, que Hermione não pôde deixar de olhá-lo com espanto.


— Minha única preocupação é saber se vocês me perdoarão por ter lhes negado o prazer de organizar o casamento com bastante antecedência.


— Bem, foi realmente uma grande surpresa para nós — a mãe de Hermione admitiu. — Mas vocês não têm do que se envergonhar. “O amor lava a multidão dos pecados” são as palavras mais sábias do mundo. Seu pai e eu...


O pai de Hermione pigarreou, cortando o assunto. A mãe riu e continuou:


— Terá que ser um casamento simples. Vocês têm algum plano? Hermione precisará de um vestido de noiva, naturalmente, e depois faremos um almoço para toda a família.


— Não — Hermione protestou, corando. — Não vou precisar de vestido de noiva. Não é necessário, para um casamento no civil.


— Não vai ser um casamento só no civil – Rony protestou. — Vamos ter uma bela cerimônia na igreja.


Hermione espantou-se, mas antes que dissesse qualquer coisa, ele tomou seu rosto entre as mãos. Na frente dos pais, Hermione viu-se beijada na boca, de forma carinhosa e rápida.


— Não quero que as pessoas pensem que estamos arrependidos, e que nosso filho não é bem-vindo — ele continuou. — Todos devem ficar sabendo que nosso casamento será a coroação do amor que sentimos um pelo outro, e por ele, ou ela.


Somente quando ele beijou seu rosto úmido foi que Hermione percebeu que estava chorando.


— Não posso usar um vestido branco — ela disse para a mãe. — Terá que ser...


— Marfim ou creme — a mãe sugeriu. — Branco nunca foi uma boa cor para você. E acho que podemos fazer o almoço do casamento aqui mesmo. Já contou a sua mãe, Rony?


— Ainda não. Pretendemos fazê-lo mais tarde.


Hermione achava espantoso o fato de que esquecera Neville quase que completamente, nos últimos dias. Antes de estar envolvida com Rony, passava dias sonhando acordada. Como seria se Neville a amasse como ela desejava?


Além disso, parecia desonesto, injusto, envolver-se, mesmo que apenas mentalmente, com um homem que não era o pai de seu filho.


Tudo era muito estranho, mas uma coisa realmente deixara-a chocada: a facilidade com que os pais aceitaram a suposta transferência de seu amor, de Neville para Rony.


— Pronta? — Rony perguntou, arrancando-a dos devaneios.


Hermione suspirou, nervosa. Pronta para quê? Para o futuro? Como poderia, se não fora aquele futuro que escolhera para si?


 


Seis semanas depois, Hermione e Rony casaram-se. Ela usou um vestido de xantungue marfim, que pertencera à bisavó de Rony. O vestido fora presente de uma tia dele, que viajara da Itália especialmente para trazê-lo. A única coisa que tiveram que fazer no vestido foi alargar um pouco na cintura. A gravidez ainda não estava visível, entretanto Hermione suspeitava que os constantes ataques de mal-estar das primeiras semanas alertaram muitas pessoas.


Ninguém tocara no assunto, porém. Apenas Luna fizera alguns comentários indiretos, quando ajudara Hermione a vestir-se para o casamento.


— Neville e eu decidimos esperar alguns anos para ter o primeiro filho — ela dissera. — No começo, era isso o que eu queria, mas agora... acredito que um filho assegura um relacionamento mais profundo, mais íntimo.


Hermione não soubera o que dizer.


Agora, ela e Rony estavam casados, com todos reunidos para o almoço. Dizer a verdade de nada adiantaria, não mudaria a situação.


Hermione fechou os olhos, lembrando-se do momento em que Rony, após o “sim,” levantara o véu de seu rosto e beijara-a com suavidade. Não fora um beijo sensual, apaixonado, mas havia algo mais no olhar dele, talvez respeito, ou até amor de verdade. Alguma coisa que, na solenidade dos votos, brotara inesperadamente.


Teria alguém mais notado, quando, disfarçadamente, ele acariciara sua barriga? O toque assemelhara-se a uma secreta confissão de amor à criança, tanto quanto fora pública a promessa que haviam acabado de fazer um ao outro.


Neville aproximou-se, abraçou o irmão emocionadamente e deu um largo sorriso para Hermione. Com os cabelos por cortar, caindo-lhe nos olhos, parecia um menino, aparentemente tímido.


Hermione imaginou como seria, se fosse o filho dele e não o de Rony, que ela trazia no ventre. Qual seria a reação de Neville, naquelas circunstâncias? Depois de refletir, ela chegou à conclusão de que Rony fora muito responsável. Procurara seus pais, explicara o que acontecera e assumira a culpa. Se Neville fosse o pai, talvez tivesse que digerir sozinha toda sua vergonha.


— Pare com isso — Rony murmurou repentinamente. — Foi comigo que você casou, Hermione. É meu filho que você está carregando. Meu filho!


Ele parecia ter o dom de adivinhar seus pensamentos.


— Acha que não sei disso? — ela replicou, nervosa. — Odeio essa hipocrisia, todo esse fingimento.


— É mesmo? Não se incomodou com o fingimento, na noite em que se convenceu de que estava na cama com Neville, não comigo.


Espantada com o inesperado ataque, Hermione ficou olhando-o em silêncio. Felizmente, foi salva pela voz da mãe.


— Querida, você está bem? Parece um pouco pálida. Venha sentar-se. O almoço vai ser servido.

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Comentários: 1

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Enviado por Lana Silva em 04/10/2011

Alfinetas pra lá Alfinetas pra cá esses dois sei não ....

Nota: 5

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