FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout  
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout FeB Bordas para criar o Layout
FeB Bordas para criar o Layout
 

(Pesquisar fics e autores/leitores)

 


 

ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

::Menu da Fic::

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo


Capítulo muito poluído com formatação? Tente a versão clean aqui.


______________________________
Visualizando o capítulo:

10. Eu preciso dizer adeus


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
______________________________

no cap anterior..


 


Draco saiu o mais rápido que conseguiu dali. Sua boca amargava, seu rosto queimava, sua cabeça latejava. Queria realmente bater nela, que mesmo sendo a garota mais inteligente da escola, não sabia o quanto ELA era PRECIOSA na vida dele. Queria poder faze-la entender que muito da sua vida não era escolha sua. Mas não ia, não poderia fazer nada. Entrou no Castelo resignado. Seu plano de matar Dumbledore, mais uma vez saíra pela culatra, teria que se concentrar e rápido em outra coisa, seu tempo estava se esgotando. E agora tudo seria pior, porque estava sem Granger, Hermione, sem seu sopro de vida, esperança. Mais uma vez, estava sozinho.




___________________________________________________________




Ronald ainda ficou muito tempo na enfermaria se recuperando. Ao lado dele, uma Hermione dedicada e zelosa que o enchia de mimos nunca antes vistos. A verdade era que ela se sentia profundamente culpada por todo aquele sofrimento do ruivo. Se não tivesse ajudado Malfoy naquela noite no começo do ano, nada teria acontecido, ou, teria sido menos pior. Porque ela ajudaria Harry a investigar Malfoy sem receio, e quando descobrissem a verdade, ela poderia agir como deveria, sem ter que ficar presa a ela por um pacto idiota ou por um sentimento mais idiota ainda. E assim ela se grudou naquele único que era certo para ela, ou parecia ser, o ruivo Weasley.



 



- Até quem fim sai daquela enfermaria. Não agüentava mais sopa de almoço, sopa de jantar, sopa no café! – Rony estava mais pálido e até um tanto mais magro. Pela luz que desprendia da lareira do salão comunal ainda parecia mais doente deitado no sofá. Hermione o olhava preocupada, enquanto Gina revirava os olhos impaciente. Harry sumira mais uma vez na sala de Dumbledore e nem jantara.



- Você é um desfomeado isso sim! Tem que está feliz em estar vivo. – Gina respondeu ao irmão apertando as mãos. Não parava de olhar para a porta.



- Gina me deixe em paz. Eu quase morri mesmo, por isso mereço mais a sua paciência. – A ruiva apenas se levantou sem nada dizer e saiu da Grifinória. Rony se sentou assustado com a reação da irmã. – O que deu nela?



- Ela só está preocupada Ron. E você não ajuda com seus comentários. – Hermione tentou sorrir, mas nos últimos dias essa tarefa estava quase impossível.



- Como você está? – O ruivo perguntou de repente a encarando. Ela franziu o cenho.



- Eu? Ué, bem. Por quê?



- Você está muito diferente. Nem nas suas rondas você vai mais. – Hermione engoliu em seco. Era verdade. Não ia mais rondas pelo simples motivo de não querer mais ver Malfoy, nem estar muito perto dele.



- Estou evitando passar raiva desnecessária. – Não mentiu.



- Mas e a biblioteca? Você estava indo tanto lá e de repente nem passa na porta.



- Ora Rony, você reclamando porque estou estudando menos? – Ela arqueou uma sobrancelha.



- Só acho estranho. Mas a verdade é que tudo anda estranho não é?! – Ele já não olhava mais para ela e sim para o fogo que queimava a sua frente. Hermione concordava com ele, mas não disse nada.



- Rony! Ninguém me avisou que tinham te dado alta! – Lilá surgira do nada e Hermione sentiu como se tivesse levado um soco no estomago ao ouvir sua voz.



- Foi no fim da tarde Lilá. – Ele respondeu sem muita vontade. A loira se jogou ao lado dele o puxando para um abraço.



- Estive tão preocupada e ansiosa por você.



- Estou sem ar. – A voz dele saiu abafada por causa do aperto dela.



- Oh! Me desculpe. – A loira o soltou lhe acariciando os cabelos vermelhos. Apesar de tudo, e principalmente depois daqueles dias tão próximos, Hermione sentia que poderia vomitar a qualquer momento com a presença deles. Por isso se levantou e saiu o mais rápido possível.



 



Andava pelos corredores, pensando no que Harry estaria fazendo, ou onde estava Gina que andava tão aflita. No que Rony falava com Lilá. Onde andaria Blás. Onde andaria Malfoy. Apertou os olhos com raiva. Não queria mais pensar nele, lembrar de sua existência, mas era tão difícil.



- Boa noite Hermione. – Ela virou de uma vez ao som do próprio nome.



- Oi. – Respondeu simplesmente, acabara de pensar nele.



- Anda sumida. – Ele se aproximou dela e abraçou pelos ombros como sempre costumava fazer.



- Estive ocupada e você sabe por quê. – Disse um pouco seca e olhando para baixo.



- Não vamos falar dessas coisas. Como você está? – Blás começou a caminhar a levando junto com ele.



- Tão bem quanto poderia.



- Entendo. – Eles ficaram andando em silêncio por um tempo. Aquele silêncio e a presença de Blás estavam confortando Hermione como ela desejara todos aqueles dias. Talvez por ele ser o único a saber de todas as suas mazelas e por isso realmente entende-la.  Talvez também por ser ele a coisa mais próxima de Draco que ela poderia ter. Sacudiu a cabeça e se afastou dele um pouco. – O que foi?



- Nada. Como você está? – Ela perguntou parando de andar e o encarando. Ele parou também.



- Do mesmo jeito que você.



- Sei. – Ela abaixou a cabeça querendo apenas poder abraçá-lo e chorar suas dores.



- Se quiser conversar sobre...



- Eu não quero! – Ela impediu que ela terminasse.



- Saiba que estou aqui para tudo que precisar. – Hermione sorriu sem levantar o rosto.



- Eu sei disso e talvez use essa frase contra você, mas por enquanto, eu vou voltar pra minha torre. Já ta ficando tarde. – Blás se aproximou dela e lhe afagou o rosto com delicadeza. Ela enfim olhou em seus olhos verdes.



- Estarei esperando você usar. Boa noite.



- Boa! – Com mais um sorriso ela voltou pelo caminho que tinham feito sem olhar para trás. Blás ainda ficou um tempo a olhando com pensamentos confusos e um amargo na boca.



- Para de babar Zabinne, ela nem ta mais aqui. – Uma voz debochada chegou aos seus ouvidos o fazendo virar para trás.



- Pam, esteve aí o tempo todo? – Ela deu de ombros e se aproximou de uma janela próxima.



- Estava sentada ali perto da moldura olhando a lua. Aí vocês chegaram, fiquei observando. – Blás a abraçou por trás também olhando pela janela. Pansy se aconchegou melhor descansando a cabeça em seu ombro.



- Anda muito sozinha ultimamente Pam.



- Estou sem paciência para as futilidades de sempre, só isso. – Ficaram em silêncio por um tempo, apenas apreciando o luar e a presença um do outro. Até que ela se virou para ele colocando os braços em volta de seu pescoço, Blás riu.



- Tem certeza disso?



- Se não tivesse não estaria aqui. – Um sorriu para o outro e Blás por fim venceu a distância dos dois rostos e a beijou. Foi calmo e terno, quase doce, mas suficiente para fazer ambos os corações machucados baterem um pouco mais rápidos.



 



Draco enfim tinha conseguido concluir sua tarefa. Agora só faltava encontrar um dia certo para colocar em prática seu plano. Andava cansado e desanimado. Percebera ao longe como Hermione havia se aproximado ainda mais do pobretão depois do envenenamento. Blás e Pam pareciam mais amigos do que nunca e ele se sentia cada vez mais sozinho. Se sentia tão angustiado que muitas vezes ia até o banheiro da Murta para poder extravasar toda a sua frustração, raiva, saudade. E ele estava lá naquele momento, quando um baque na porta o assustou.



- Eu sei o que você está fazendo Malfoy! – Um Harry nervoso, ofegante e com um livro na mão entrara quase aos berros no banheiro. Draco o olhou sentindo o sangue ferver em suas veias.



- É claro que você sabe Potter! Você sempre sabe! Devia ter voltado para Londres quando eu te dei a chance! – Resolvera descontar todas as suas mazelas naquele garoto magro metido a herói. Sacou a varinha e apontou na cara de Harry. – ESTUPEFAÇA!



- PROTEGO! – Draco começou a correr pelo banheiro sem deixar de atacar o grifinório.



- RICTUSEMPRA! – Harry era rápido também e se desviava com facilidade dos feitiços.



- ALARTE ASCENDARE! – Draco se abaixou rapidamente e tentou lançar um feitiço que tinha muita vontade de gritar para o Potter, mas nunca tivera a oportunidade ou a coragem necessária.



- CRUCI...



- SECTUMSEMPRA! – Harry gritara mais rápido e forte. Draco sentiu como se mil facas atingissem seu corpo, principalmente a altura do peito. Ficou difícil respirar já que tudo que sentia era gosto e cheiro de sangue. Tombou para trás tendo a certeza que morreria e por um segundo se sentiu grato a Potter por isso. Fechou os olhos se entregando para a dor e a sensação de vazio.



Harry ficou parado vendo seu inimigo tombar sucumbindo em seu próprio sangue. Usou um feitiço que nem ao menos sabia qual era o poder. Viu Draco ficar mais branco do que sempre foi e em volta dele o sangue esvair com água. Parecia que tinha entrado em transe e mal percebeu alguém empurra-lo para o lado e se debruçar sobre o corpo quase morto de Malfoy. Quando deu por si, Snape estava com Malfoy nos braços saindo do banheiro apressado não sem antes lhe lançar um olhar mortal.



 



- Foi isso. – Ele não tinha força e nem coragem de levantar os olhos ao acabar de relatar aos amigos o que tinha acontecido. Depois de já ter ido conversar com Dumbledore e a diretora de sua casa, sabendo que teria um castigo pelo o que tinha feito.



- Que feitiço horrendo. – Ron disse depois de algum tempo. Estavam todos assustados demais para emitirem alguma opinião. Hermione tremia e fazia uma força descomunal para não chorar. Draco quase morrera, pela mão de seu melhor amigo, e ainda estava muito mal na enfermaria. Queria poder ir vê-lo, cuidar dele, dizer que tudo ia ficar bem, mas não poderia.



- Acho que você deveria, de uma vez por todas, se desfazer desse livro Harry. Já conversamos sobre isso muitas vezes, ele não é algo bom. – Gina disse calma. O garoto a olhou resignado.



- É, talvez seja à hora sim. – Harry se levantou e saiu da Grifinória sem dizer nada.



- Eu vou para o dormitório. – A voz de Hermione saiu baixa, como se falar doesse. Ficou em pé olhando para os pés.



- Você está bem? – Ron perguntou parecendo realmente preocupado.



- Só assustada com tudo isso. – Ela começou a andar sem olhar para Gina ou para ele e quase correu ao subir as escadas. Agradeceu aos céus pelo dormitório estar vazio àquela hora e se jogou em sua cama, ali ela poderia chorar o quanto desejasse. Não percebeu quando a porta abriu e que alguém se aproximara de sua cama, só se sentiu mais confortada quando braços levantaram sua cabeça, a aconchegando em um colo acolhedor e mãos acariciavam seus cabelos. Olhou rapidamente para cima, e pelos olhos borrados de lágrimas viu um vermelho inconfundível. Gina era sem dúvida, a melhor amiga que alguém poderia ter.



 



- Como você está Draco?! – Ele tinha acabado de acordar pela segunda vez. Na primeira, só a enfermeira estava ali e o fizera a mesma pergunta. Tomara algumas poções horríveis e voltara a dormir.



- Doído. – Sua voz saíra mais baixa do que supunha e sentia a língua grossa. Seu corpo doía muito, principalmente no tórax.



- Professor Snape disse que se sentiria assim mesmo. Mas mais uma boa noite de sono e você estará melhor. – A voz de Pansy era doce, como nos tempos que estavam juntos. Sentira falta daquele carinho dela e se perguntou por que abriu mão de uma garota tão especial.



- Meu peito dói muito, como se tivesse cortado.



- Mas foi isso mesmo. – Só naquele momento percebera a presença de Blás do outro lado da cama.



- Como assim?



- O feitiço que Potter te lançou. É um feitiço aparentemente das Trevas e tem esse poder de cortar o corpo do adversário. É dolorido e rápido.



- Mas o nosso professor foi bem hábil e usou contra feitiços ágeis em você. O trouxe para cá e agora está bem melhor! – Pansy tinha um tom de censura na voz.



- Desde quando grifinórios usam feitiços das Trevas? – Draco perguntou tentando desviar sua atenção da dor.



- Isso realmente é muito estranho. – Blás respondeu.



- Os senhores já podem se retirar. – A enfermeira aparecera por de trás do biombo. – Viram como ele está e já conversaram. Senhor Malfoy precisa descansar. – O casal sonserino apenas revirou os olhos e acenaram para Draco que arriscou um sorriso já que não conseguia nem pensar em movimentar os braços com a dor que sentia.



- Quando vou poder sair daqui? – Perguntou a Madame Pomfrey.



- Não sei ainda, mas com repouso tudo anda mais rápido. Tome mais essa poção, querido. – Ela era suave e enérgica ao mesmo tempo.



- Não quero dormir de novo, acabei de acordar! – Ela o ajudava a levantar um pouco a cabeça e praticamente enfiava o cálice em sua boca.



- Se dormir vai sair daqui mais rápido, engula com cuidado para não engasgar. – Sem escolha deixou aquele liquido amargo descer por sua garganta.



Com esmero a enfermeira o aconchegou nos travesseiros novamente. Se sentia sonolento e o corpo meio dormente. Ainda a viu arrumar o biombo mais uma vez e os olhos pesarem. Seu último pensamento consciente foi o quanto gostaria que Hermione o fosse visitar, acariciar seus cabelos e dizer ao seu ouvido que tudo ficaria bem, que logo tudo acabaria. Dormiu na certeza de que ao menos sonhar com ela ele poderia.



 



Já era madrugada alta e seus olhos simplesmente não fechavam. Já tinha chorado tudo que poderia por semanas e sua cabeça só não latejava mais porque Gina a dera um remédio infalível tradicional dos Weasley’s. A amiga saíra tarde de seu quarto depois que suas colegas sugeriram que já estava na hora de dormir. O sufoco e preocupação a fizeram sair do quarto e descer as escadas para o salão. Percebeu logo que não estava sozinha em sua insônia.



- Harry? – Ela o reconheceu pelos cabelos em pé no meio da cabeça. Ele virou o rosto para ela e pareceu se assustar um pouco.



- Oi. Você ta bem? – Hermione suspirou e praticamente se jogou ao lado dele no sofá.



- Acho que essa é uma pergunta retórica Harry, o meu rosto diz tudo não é? – O moreno se encostou ao lado dela e ficou encarando o fogo, como ela.



- Os tempos estão ficando a cada dia mais difíceis, Hermione. Nossas escolhas podem pesar mais do que supomos.



- E como Harry, e como.



- Você sabe que eu te amo, não sabe?! – Ela deu um riso frouxo, mas ambos continuaram encarando o fogo.



- Mais uma pergunta retórica senhor Potter. – Foi à vez de ele rir fraco.



- Faça o que tem que fazer Hermione. Sirius me disse que temos sempre que seguir o nosso coração. Dumbledore me ensinou que são nossas escolhas que nos define quem somos. Junte essas coisas, faça o que tem que ser feito e se livre, ao menos um pouco, desse peso que te afunda. – A voz de Harry era doce e calma. Hermione franziu o cenho e virou o rosto para encarar o perfil do amigo que continuava olhando o fogo.



- Harry? É...



- Não diga o que você não quer falar e eu menos ainda quero ouvir. Digamos que o que aconteceu comigo hoje me deixou uns anos mais velho. As coisas são mais complexas e sem explicação do que parecem. Entender não é fácil, mas julgar também não é o certo. E no fundo você sabe o que tem que fazer, porque afinal, você é a Hermione Jane Granger, a bruxa mais inteligente dos últimos tempos. – Harry resolveu olhar para ela e encontrou lágrimas escorrendo de olhos brilhantes. Delicadamente ele as enxugou do rosto já inchado da amiga. – Tente dormir um pouco. Eu acho que vou aceitar a poção do sono que Neville fez, afinal ele é bom com as folhas. Boa noite. – Antes de levantar ele deu um beijo na testa dela e por fim se foi.



Hermione se deitou no sofá ainda chorando, sentindo o coração menos pesado graças as palavras perfeitas de Harry. Nem queria supor do que ele sabia, mas o que ele disse foi quase como um bálsamo. Fechou os olhos e dormiu. Sonhou que estava com Draco em um belo jardim. Eles não falavam nada, apenas andavam de mãos juntas, sentindo um vento fresco no rosto.



 



Draco ficou cerca de uma semana na enfermaria. Apesar de desejar com todo o seu coração, Hermione não apareceu um dia sequer. Blás e Pansy eram companhias constantes e estavam lá o ajudando a terminar de se vestir para o almoço. Madame Pomfrey o liberara para as aulas da tarde.



- Ta tudo bem Pam, não precisa dar o nó da gravata! – Ele disse tentando parecer sério.



- Não seja tão resmungão! Vamos logo, apesar da palidez você está lindo. – Blás deu uma tossida.



- Ta doente Blás? – Draco perguntou achando o clima estranho.



- Estou ótimo, só acho que você... ah deixa pra lá. – O loiro não entendeu, mas Pansy parecia ter compreendido.



- Blás, um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, e desse mal eu estou correndo, você sabe melhor do que ninguém. – Ela piscou para ele que sorriu.



- Que diabos vocês estão falando? – Draco estava muito confuso.



- Nada! Vamos logo. – Pansy disse taxativa empurrando o amigo para fora da enfermaria.



 



Ele não pode evitar olhar algumas vezes para a mesa da Grifinória, só seu coração sabia o tamanho da saudade que sentia de ao menos ver seu rosto, mas Hermione não estava lá, como não esteve na aula conjunta daquele dia. Foi quando se deu conta que era quinta feira, dia de ronda, o que não significava nada, já que depois do fim de tudo, ela nunca mais aparecera.



Tinha pego umas instruções do monitor chefe já que não tinha ido na última ronda e a rota deles tinha mudado. O monitor disse que Granger tinha pedido esse favor, já que ela não poderia comparecer a ronda daquela semana já que estava fortemente gripada. Ele suspirou achando a desculpa dela ridícula, mas que funcionava pra ela, já que ela era ela, e ninguém desconfiaria disso.



Nunca achou aquele castelo tão escuro e frio. Como quase morrera parecia que tudo era mais significativo do que da última vez. E a falta dela estava grande. Muito. Como jamais imaginou que sentiria. Voltou para a sala dos monitores como normalmente fazia, para constar que mais uma vez nada tinha acontecido. Ao terminar de depositar a pena no tinteiro, depois de escrever a única linha de seu relatório, ouviu um baque na porta. Assustado, rapidamente pegou a varinha de seu bolso e se virou na defensiva na direção do barulho.



- Abaixe a sua varinha. – Ele demorou um pouco para processar aquilo. Lá estava ela, a pessoa que mais ansiou ver por todos aqueles dias. Sua boca secou quando o perfume dela, mais acentuado hoje ou era só a impressão dele, chegar ao seu nariz. Os cabelos soltos caindo pelos ombros, a capa da Grifinória marcando sua respiração acelerada.



- Soube que estava doente. – Respondeu baixo depois de alguns segundos, baixando a varinha por fim e a guardando. Ela virou de costas para ele e fez um floreio com sua varinha na porta sem proferir uma palavra. Acabara de realizar um feitiço mental. Começou a andar até perto do sofá e reacendeu a lareira, que depois das onze sempre se apagava. Draco apenas a observava quase que em transe.



- Ainda estou doente, creio que jamais vá me curar. – Ela respondeu ainda de costas. Draco fechou os olhos, ele entendia do que ela estava falando.



- Eu sinto muito, eu... – Ainda de costas ela fez um sinal com a mão indicando que ele parasse.



- Não, hoje, agora, não. Nada de desculpas, de arrependimento. Não agora. – Ela se virou para ele e começou a desabotoar a capa. Draco sentiu as mãos tremerem. Ela usava uma fina camisola verde, com um laço prateado abaixo dos seios.



- Hermione?! – Ele teve que dizer aquele nome agarrado da sua garganta e aquela pergunta que não teria coragem de proferir naquele momento.



- Draco. – Ela respondeu com um sorriso sofrido. – Foi nessa sala que tudo começou, e acho justo que termine aqui. – Eles se olharam por uns minutos nos olhos, vendo aquilo que era permitido pela pouca luz das velas no final e o fogo atrás dela. – Só estou seguindo o conselho do meu melhor amigo.  – Ela emendou mais baixo.



O loiro começou a andar vagarosamente até estar bem próximo dela. Se olhavam com saudade e ternura. Paixão queimava suas peles, mas ele hesitava, e muito.



- Você tem certeza do que está falando e fazendo Hermione? – Ela sorriu e acariciou o rosto tão próximo.



- Fiz minha escolha e não há lugar para talvez ou arrependimento.



Depois de ter a certeza dos olhos dela, lentamente ele a abraçou pela cintura e a grudou nele. Deu o beijo mais lento e doce da sua vida. A sentia se derreter em seus braços assim como ele se derretia nos braços dela.



As pequenas mãos tremulas de Hermione começaram a desabotoar a capa dele. Draco estava inerte, apenas a observando fazer aquilo que ele sonhou noites seguidas. Quando ela terminou de desabotoar sua blusa branca e retirar sua gravata que se lembrou de uma coisa.



- Talvez não seja uma boa idéia retira- la. – Disse vacilante se afastando um pouco. Ela pareceu confusa.



- Por que não seria? – Deu o passo que ele dera para se afastar, ficando perto novamente.



- Eu... eu, estou com cicatrizes. – Sussurrou envergonhado abaixando a cabeça. Ela deu mais um de seus sorrisos tristes e levantou a cabeça dele pelo queixo.



- Você com certeza continua lindo, e... gostoso. – Sussurrou a última parte no ouvido dele, que fechou os olhos ao toque da respiração dela. A deixou retirar sua blusa e a viu se afastar e olhar seu corpo marcado. Graças ao feitiço de Potter, seu peito tinha dois cortes, um em cima do outro, grandes, fora um na barriga. Ela delicadamente se aproximou e beijou cada pedaço de seus ferimentos recentes.



Aquilo só serviu para atiçá-lo ainda mais. A puxou pelos cabelos para que pudesse lhe beijar a boca, desta vez com mais vontade. Enquanto a beijava, apertava seu corpo, como se assim ela nunca mais pudesse se afastar dele. Enquanto descia os beijos para o pescoço de Hermione, afastava as alças delicadas da camisola. Os suspiros que escapavam dos lábios dela eram como faíscas no fogo.



Quando Hermione percebeu que estava apenas de calcinha sentiu a vergonha lhe tingir as bochechas. Cobriu os seios com os braços e suspirou. Draco parou as caricias e a fez o olhar nos olhos.



- Podemos parar agora e tudo ficará bem. Você entende isso. – Ela o olhou e suspirou. Acenou um não com a cabeça e começou a desabotoar o cinto dele. Draco fechou os olhos para não encarar os seios dela por muito tempo.



- Não vamos parar, eu quero, e quero agora. - A calça dele caiu e por fim Draco voltou abrir os olhos.



- Daqui para frente não poderei parar Hermione.



- Já disse que eu quero. Não me quer?! – Disse de um jeito nada Hermione de ser. Ele riu como se aquilo fosse uma piada e agarrou mais uma vez. Ainda abraçados e se beijando, Draco tirou os sapatos e a calça pelos pés, e com cuidado a deitou no sofá se deitando por cima.



Hermione o encarou nos olhos por mais um instante. Queria poder gravar aqueles azuis para sempre em seu cérebro. Draco fazia a mesma coisa com o castanho dela, pois desconfiava que jamais a teria daquele jeito mais uma vez.



Com beijos e mordidas, Draco extasiou Hermione. Se deliciou com a maciez de sua pele e textura de seus seios. Ela se arrepiou toda quando a boca dele fez desenhos em sua barriga esbelta e sem perceber seu quadril se levantou de encontro à ereção dele. Se assustou um pouco com o próprio corpo, mas Draco parecia tão concentrado no que estava fazendo que nem percebeu o estranhamento dela.



Com uma delicadeza extra retirou a calcinha fina dela e evitou olha-la naquela região, pois sabia que iria constrange-la. A encarou nos olhos e sorriu. Ela devolveu o sorriso, o mais lindo que ele já vira.



Ela não percebeu quando ele tirara a própria peça íntima, até senti-lo perto de si. Draco estava completamente em cima dela, com o rosto a centímetros do dela. Lhe deu um selinho.



- Acha que podemos? – Perguntou ainda na boca dela.



- Sim. – Ela respondeu de olhos fechados esperando o momento mais inesquecível da sua vida acontecer.



Sentiu ele se forçar contra ele e quis gritar, mas apertou os lábios evitando assusta-lo. Draco continuava com sua investida, apesar de não fazer muita força, quando Hermione achou que estava sendo cortada por dentro. O grito foi inevitável e ele ficou imóvel.



- Hermione?! Abra os olhos por favor! – Ele disse enérgico. Ela ainda demorou a fazer o que ele pedira. Uma lágrima escorrera de seu olho direito e respirava com dificuldade. O suor da dor lhe molhava a testa e o resto do corpo.



- Dói mesmo. – Ela disse baixo e se sentiu idiota. Draco apesar de estar completamente dentro dela e em cima, fez, com certa dificuldade, um carinho no rosto dela.



- Eu sei meu amor, mas temos que terminar isso. – Ele não percebera o que dissera, mas ela sim, sorriu, sentindo a queimação diminuir um pouco e a respiração ficar menos descompassada.



- Vamos terminar da melhor possível. Me beije! – Ela pediu fechando os olhos. Draco não pensou mais e a beijou longa e obscenamente. Quando a sentiu mais relaxada começou a se movimentar delicadamente. Hermione ainda sentia dor, mas era suportável e se surpreendeu como uma dor poderia ser, agradável.



Depois de algum tempo, os corpos pediram mais intensidade, e foi isso que aconteceu. Ela já soltava alguns gemidos que não tinham nada de dor, e ele também suspirava. O suor já deixava ambos molhados e foi com um “eu te amo” ao pé do ouvido que Hermione teve o primeiro orgasmo da sua vida. Seu corpo parecia flutuar, e por segundos ficou surda e cega, apenas sua voz saia de forma desalinhada. Logo sentiu o prazer dele lhe completar e mais um “eu te amo” da boca dele. Sem fôlego algum, Draco deitou sua cabeça logo abaixo da dela e ficou escutando o coração acelerado de Hermione. Fechou os olhos quando as mãos dela começaram acariciar seus cabelos molhados.



- Draco?! – A voz dela era baixa e descompassada pela falta de ar.



- Hum? – Ele murmurou se sentido cansado demais.



- Eu também te amo. – Ele abriu os olhos. Sua respiração que estava começando acalmar voltou acelerar. Levantou a cabeça e a encarou nos olhos. Eles estavam marejados.



- Por que você está chorando?



- Porque amar dói.



Draco encostou sua testa na dela. Ele fechou os olhos, mas ela não. Sabia que não o teria nunca mais na vida, queria que suas íris o fundisse em suas características. Só fechou as pálpebras quando ele recomeçou a beija-la.



- Você vai dormir aqui? – Ele perguntou depois de morder pela vigésima sabe-se la vez seu lábio inferior.



- Sim.



Ele saiu de dentro dela e se levantou. Ela então pode contemplar o corpo dele todo nu, e percebeu naquela pele branca, além das cicatrizes, um pouco de sangue perto das pernas. Sentiu vergonha de novo e se encolheu olhando para suas próprias pernas sujas de sangue.



Ele percebeu o constrangimento dela. Se abaixou procurando sua varinha no bolso da calça e assim que achou conjurou água dentro de um vasinho vazio que estava em cima da mesa, como ela tinha feito, meses antes, para cuidar dele. Hermione se assustou quando sentiu a mão dele nas suas pernas, perto de sua intimidade dolorida.



- O que você está fazendo? – Perguntou preocupada.



- Apenas fique tranqüila.



Com carinho Draco a limpou, o tanto que podia, com sua própria blusa. Ela não chorou, mas seu peito apertou com aquilo. Quanto ele poderia realmente ama-la? Por que não poderiam ficar juntos mesmo? Foi quando ele esticou o braço para colocar o vazinho novamente na mesa que ela se lembrou da resposta. Viu aquela marca horrenda brilhando a luz da lareira. Fechou os olhos querendo não gravar aquilo em sua memória.



- Vem dormir aqui comigo. – Ela disse sem abrir os olhos. Sentiu que ele jogou algo em si e abriu um pouco as pálpebras pesadas para ver sua própria capa lhe cobrir o corpo nu e ainda quente. Fechou os olhos novamente quando percebeu ele se aconchegando atrás dela, com dificuldade, já que o sofá não era tão largo. Dormiram abraçados e sem pensar no amanhã.



 



Abriu os olhos para vê-la sentada, já com sua capa, o olhando com carinho. Em segundos tudo veio a sua mente e ele se sentou a encarando. Ela parecia calma, mas muito triste.



- Bom dia Draco. – Ela falou baixo. Ele se sentia confuso.



- Bom dia. – Não sabia mais o que dizer. – Está tudo bem?



- Está tudo bem. Ainda é cedo, mas preciso voltar para a Torre. Logo todos vão acordar e se arrumar para as aulas. E estou com muita fome também. – Ela sorriu olhando para baixo, parecia mais uma vez envergonhada. Ele também sorriu se enrolando em sua própria capa, escondendo um pouco a nudez.



- Também estou com fome. Vou me vestir e..



- Draco?! – Ele parou de catar suas roupas, não queria ouvir o que ela ia dizer, mas sabia que era inevitável. Ficou em pé esperando ela continuar. – Isso tudo foi lindo, mágico, inexplicável. Mas, acaba aqui.



Hermione não tinha coragem de olhar para ele, por isso disse tudo de cabeça baixa. Draco não disse nada, ficou parado no mesmo lugar. Com um suspiro ela se levantou e foi até ele. O olhou enfim e viu a mesma tristeza que sentia no peito nos olhos, agora grafite, dele. Se aproximou, segurando a vontade de chorar. Lhe deu um selinho sem fechar os olhos, o que foi copiado por ele.



- Não se esqueça de mim, por favor.........Adeus. – A voz dela saiu engasgada, quase estrangulada, sinal de um pranto interminável. Saiu quase correndo de lá, não sem antes desfazer o feitiço que tinha feito na porta.



Quando a porta bateu, Draco se jogou no sofá, para em seguida se deitar. Não chorou, mas se segurou colocando a almofada que ela dormira em cima do rosto, sentindo o cheiro dela e se perguntando como ela poderia achar que ele seria capaz de esquece-la. Como?


 


 


 


N.a: Eu imploro mais uma vez a desculpas de vc's e espero os comentarios... não foi fácil escrever esse cap.. mas enfim ele saiu.


 


Tomara q estejam gostando, e agradeço a todos que comentaram e todos que estão lendo!


 


\o/


 


bjoks..

Primeiro Capítulo :: Próximo Capítulo :: Capítulo Anterior :: Último Capítulo

Menu da Fic

Adicionar Fic aos Favoritos :: Adicionar Autor aos Favoritos

 

_____________________________________________


Comentários: 3

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Artemis Granger em 10/07/2012

linda cena entre os dois

Nota: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Angel_Slytherin em 09/04/2012

Estou simplesmente sem palavras!

Espero que esse "NUNCA MAIS" não seja real! hehehe. 

Beijos

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Prado Soares em 23/05/2011

nossa... to sem palavras pra descrever os dois ultimos capitulos... por favor, nao demora pra postar o prox, viu? quase chorei com esse final efiquei com gosto de queromais... beijinhoz;*

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

_____________________________________________

______________________________


Potterish.com / FeB V.4.1 (Ano 17) - Copyright 2002-2022
Contato: clique aqui

Moderadores:



Created by: Júlio e Marcelo

Layout: Carmem Cardoso

Creative Commons Licence
Potterish Content by Marcelo Neves / Potterish.com is licensed under a Creative Commons
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 3.0 Unported License.
Based on a work at potterish.com.