Delírios e Perdões
Parte 1 – Delírios
Quando você magoa alguém por uma coisa que quer muito, é difícil se redimir. Afinal, é preciso se arrepender para pedir perdão.
Quando seus olhos me tomarem por um único fôlego,
Tomando-me todo o peito
Quando seus lábios me marcarem a ferro
Serei eterna e simplesmente sua
Assim como meu desejo é todo e simplesmente seu
Abri os olhos e Hermione me fitava persistentemente. Fiquei feliz em vê-la melhor. Os olhos não tinham marcas, não havia nada em sua expressão indicando sofrimento. Apenas aquele olhar que me fazia estremecer. Era incrível como o desejo combinava com a cor dos olhos dela.
Ela colocou a mão no meu rosto e eu fechei os olhos apreciando o toque. A outra mão dela deslizou pela minha perna, me causando arrepios absurdos. Por fim, ela segurou minha coxa com uma das mãos e a colocou em cima das pernas dela. Estávamos deitadas de lado e meu corpo estava colado ao dela. Através da camisola fina eu sentia seu coração acelerado, fazendo coro ao meu, e sua pele arrepiada. Ela não desviou os olhos dos meus, um segundo sequer. Estremeci quando ela tirou a mão da minha perna e afastou os cabelos do meu pescoço, a ponta dos dedos dela roçando suavemente em mim era algo incrível. Ela levou a boca até o meu pescoço, quente, deslizou os lábios suavemente por ele, depois a língua, até que eu gemesse fracamente. Quando o fiz ela levou a mão até minha cintura sob a blusa deixando um rastro de fogo, e pressionou meu corpo contra o dela. Coloquei a mão sob a camisola dela, desesperada em sentir sua pele. Ela a retirou.
– Calma... – ela sussurrou em meu ouvido me fazendo tremer.
Ela voltou a passear os lábios levemente sobre meu pescoço, em contraste com a mão firme que me prendia a ela.
Quando o desejo queimar meu corpo
Sob o quente de seus toques
Quando eu sussurrar no escuro o seu nome
Faça-me arder sob seu corpo
Pois se isso for o inferno deve ser prazeroso perecer
– Te quero. – ela sussurrou em meu ouvido. – Você me quer?
Ela passou as unhas pela minha cintura, e pressionou sua coxa entre minhas pernas. Eu gemi em concordância.
– Te quero mais que tudo, Hermione – murmurei.
Ela girou ficando sobre mim, e retirou minha camiseta. Depois voltou a beijar meu pescoço enquanto suas mãos tateavam meus seios. Ela me beijou de um jeito quente e desesperado. Sua boca desceu pelo meu pescoço deixando uma trilha obscena no meu colo e indo parar no meu seio esquerdo. A boca quente dela brincava com ele. Eu gemia baixinho tentando me controlar. Uma das mãos dela invadiu meu short e roçou por cima da minha calcinha. Arfei enquanto ela se divertia em movimentos circulares que fazia com a boca e repetia com a mão, deixando minha calcinha ainda mais úmida. Puxei-a pela nunca e retirei a camisola dela. Ela estava nua e eu quis provar cada pedaço dela.
Quando minha boca buscar seu corpo
Absorvendo um sabor que é só seu
Quando eu quiser te prender a mim
Seja minha, apenas minha
Pois isso é tudo que quero, fundir-te eternamente a mim
Eu a prendi pela nuca querendo segurá-la o mais perto de mim possível. Beijei desesperadamente, de um jeito possessivo. Aquele beijo a fez minha. Ela tateou até conseguir se livrar do meu short. Nossos corpos nus se tocaram e a ouvi gemer. Ela deslizou a mão pelo meu corpo indo parar entre minhas pernas. Eu gemi, mas logo retirei a mão dela. Eu queria calma. Toda a calma do mundo. Eu girei ficando sobre ela. Provando o sabor de seu corpo, deslizei meus lábios pelo pescoço dela, passando pelos seios, que eram seu ponto fraco. Demorei-me um pouco mais ali, sentindo-a tremer embaixo de mim, ouvindo-a gemer. Ainda com a boca em seus seios, minha mão procurou o calor úmido entre as pernas dela. Acariciei suavemente, quase sem tocar, sentindo-a pulsar contra mim.
– Ginny... – Hermione arfou.
Aquilo me deixou enlouquecida. Eu queria ouvi-la falar meu nome, várias e várias vezes, com aquela voz enlouquecida. Minha boca deslizou pelo seu ventre e senti seu corpo arrepiado se arquear.
Quando seu corpo tremer
Sentindo o frio lhe queimar por dentro
Quando você delirar
Quero que meu nome seja o único em sua boca
Quero ser a única a tocar seu corpo
Desci minha boca até entre suas pernas. O corpo de Hermione estremeceu ainda mais. Ela gemia e se contorcia sobre mim. Quando percebia que ela estava quase tendo um orgasmo, diminuía a velocidade.
– Gina...
Eu voltei a beijá-la, enquanto minha mão passeava por ela. Hermione arfava de encontro à minha boca e gemia meu nome sem parar. Eu estava louca. Queria uma maneira de que aquele momento nunca acabasse. Eu passeava os lábios pelo pescoço dela, indo em um ritmo totalmente diferente daquele do corpo dela, o que só servia para deixa-la ainda mais enlouquecida.
Quando nossos corpos se enlaçarem
Como se fossem apenas um
Ardendo ao mesmo calor
Lembre-se que te amo.
Te amo mais que a mim.
Ela virou de lado me levando com ela. Deitadas uma de frente para outra continuamos a nos beijar. Ela levou a mão até entre minhas pernas, gememos juntas, enquanto eu retomava o toque a ela. Ela ia em um ritmo rápido em mim que estava me deixando cada vez mais descontrolada. Como se estivesse olhando uma bola de cristal, quando eu ia chegar ao máximo ela mudava algo e diminuía o ritmo. Ficamos ambas nessa brincadeira. Eu quase não conseguia respirar.
– Você está me deixando louca... – gemi.
Ela apenas gemeu escondendo o rosto no meu pescoço. Enlouquecida eu apertei uma das coxas dela de coloquei sobre mim, retirando a mão dela. Aumentei o ritmo, ouvindo-a gemer descontrolada. Eu a fitava quando ela agarrou meus cabelos e curvou o corpo, estremecendo. Ela tinha o rosto extremamente rubro, olhos semi-cerrados perdidos em sensações só dela. Quando ela me tocou de novo não consegui conter um tremor. E foi agarrada a ela que me deixei afundar naquele redemoinho de sensações enquanto ouvi sua voz sussurrando em meu ouvido que me amava.
Ficamos alguns segundos nos encarando. Ela sorriu para mim e eu a beijei. Era bom sentir o corpo dela contra o meu, nu e trêmulo. Foi quando ouvi o barulho e me virei em direção à porta.
– Gina vamos...
Rony parou de chofre olhando para a minha cama. Nós nos separamos rapidamente embora o estrago já estivesse feito. Olhou para Hermione e logo após olhou para mim. Me fitou por alguns segundos e saiu enfurecido.
– Rony o que...? Gina o que aconteceu com Ron...
Ouvi a voz de Harry no corredor. Quando ele colocou a cabeça para dentro do quarto ficou mudo também. Ele parou emoldurado pelo portal e ficou olhando para mim.
– O que é isso? O que está...? – ele fez um gesto confuso e saiu porta afora.
Hermione levantou-se ensandecida.
– O que vamos fazer? – perguntou atordoada procurando uma peça de roupa.
Eu me sentei na cama e escondi o rosto nas mãos. Sim. O que eu iria fazer?
Parte 2 - Perdões
Os perdões que deveria pedir estão agarrados a minha garganta
Presos por lembranças pueris
Vesti qualquer coisa que encontrei e desci apressada. A casa estava silenciosa. Supus que George estivesse entocado como sempre e que mamãe tivesse ido à compras. Pelo menos algo mais fácil. Encontrei Harry na sala sentado no sofá.
Os crimes que cometi são impronunciáveis
Mas não consigo me envergonhar deles
Sinto muito
Sinto muito por não me arrepender
– Harry você precisa me ouvir. – eu comecei.
– Eu quero que você vá para o inferno, Ginevra. É só isso que quero. Como pôde? Sabe ela era...minha amiga. – ele falava.
– Você precisa entender, nós nos apaixonamos. Não pretendíamos magoar ninguém. – expliquei aproximando-me dele.
Eu não me esqueci de tudo que foi feito
De tudo que eu fiz
De tudo que você fez
Mas não posso evitar
Ele me pegou pelo pulso machucando-me.
– Me solta, Harry! – gritei.
– Tenho certeza de que isso é coisa sua! Hermione nunca faria algo assim! – vociferou ele. Não acreditei que estivesse sendo tão idiota.
– Acha que ela iria para cama comigo sem vontade? – vociferei de volta – Me solta!
– Acho que você se acostumou a levar todo mundo para cama, não importa quem fosse. Mesmo sendo a amiga do seu namorado, ou pior, namorada do seu irmão. – ele parecia louco – Como nunca percebi que você era uma puta?
Eu dei um tapa no lado esquerdo do rosto dele. Nunca ia me envergonhar por nada do que tive com Hermione.
Sou apenas algo sem controle
Sou apenas algo perdido
Não posso me arrepender
– Sua puta! – repetiu ele devolvendo o tapa.
Ouvi passos de alguém descendo a escada com pressa.
– Harry! Solte-a! – gritou Hermione. Ela lançou um feitiço não verbal e ele se afastou.
Hermione correu até mim olhando meu rosto.
– Tudo bem? – perguntou ela. Eu assenti.
– Saiam vocês dois. – disse a voz gélida de Ronald. – Quero falar com minha irmã.
Não consigo me condenar
Nem jogar minhas armas no chão
Preciso delas
Como você precisa das suas
Relutantes os outros nos deixaram sozinhos. – Rony você precisa me ouvir! – falei tão logo ficamos à sós.
– Ela é minha noiva! Você não pensou nisso?! – vociferou ele. Minha cabeça pendeu.
– Foi no que eu mais pensei! – falei agoniada.
– Você é tão...tão... – ele parecia não encontrar as palavras.
– Manda ver Rony...pode falar... – incentivei.
– Suja...! – falou ele.
– Nós nos apaixonamos. – eu expliquei – Entenda isso, por favor.
Não espere que eu me arrependa
Só posso pedir perdão
Por não querer me redimir
– Mentira! – falou ele – Hermione me ama.
– Pergunte a ela então. – envenenei.
– Eu quero que você morra! Ouviu? Morra! – gritou ele.
Acordei assustada com as palavras ecoando em meu ouvido. “Morra”. Hermione ressonava calmamente ao meu lado. E ainda estava escuro lá fora. Eu tentava me decidir se havia sido um bom sonho, ou um péssimo pesadelo.
PS: Oi, aqui é a MiSyroff. Eu que postei os capítulos pra Miss Granger, por isso não tem explicação nem nada
Ela nem sabe que eu to escrevendo isso, mas como sei que ela queria explicar a demora dos capítulos e não queria parecer arrogante não dando nem sinal de vida, eu vim aqui.
Enfim, ela fala com vocês.
Lembrando: Ela não tem internet e nem tempo... Trabalho, 3 horas no transito... Fazem isso com uma pessoa.
Hum
Tá, beijos *-*