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20. Cap 17 - Caralho! Esse garoto


Fic: Intimidade - FANFIC FINALIZADA


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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"O limiar entre mentir e ocultar".



Musica - Over My Head (Cable car) - The Fray








- NÃO! SIMPLESMENTE NÃO MICHAEL CORNER!

- Gina...

- Não Mike! Não! Pelo amor de Deus! Você tem noção da merda que está dizendo?

- Por favor Gina, seja racional...

- Um porra Michael! Racional uma porra. Isso não tem a menor graça e não faz nenhum sentido.

- Mas eu vi Ginevra! – Ele disse alterando um pouco a voz – Eu vi! Ninguém chegou aqui me contando, eu simplesmente vi!

- Então você está cego. Está míope, está drogado, dopado ou qualquer porra dessas. Eu não acredito nisso!

- Pare com isso Ginevra, eu não tenho razão para mentir.

- Estamos falando do Colin seu idiota, e você o está acusando! Nosso amigo Mike! 

SEU amigo!

- Deus! – Michael esfregou o rosto com a mão buscando um pouco de controle, enquanto Gina esbravejava até mesmo pelos poros – Você não está sendo razoável.

- Colin... Não é... Ladrão... - Estava cada vez mais difícil manter o diálogo - Não acredito nisso, Coll não fez isso.

- Gin… Era ele.

NÃO! Não Mike, não vê o absurdo disso? Nós o conhecemos, sabemos que ele…

- Gina, foi gravado… Foi tudo gravado e eu via fita, eu queria não acreditar que…

- Mike pelo amor de Deus! É o Collin, nosso amigo, crescemos juntos. Nós o conhecemos!!

- Eu sei… mas… Olhe o video Gina, você precisa ver com os próprios olhos.

- Eu não acredito no que eu estou ouvindo...

- Apenas veja o vídeo. Depois conversamos, ficarmos aqui discutindo a saúde da minha visão não vai ajuda-lo. 

Ela voltou o vídeo uma infinidade de vezes, mesmo ele sendo claro como cristal e não deixasse qualquer sombra de duvidas.

- Gina... você quer parar.

- Não tem como este vídeo ter sido adulterado?

- Não. Não tem, já passou pela perícia. Não há como, são cenas ininterruptas sem mudança de ângulo ou qualquer deixa pra adulteração, além do mais, por que tentariam prejudicar o Colin?

- Eu não sei. Eu não sei Mike, mas tem que haver uma explicação para isso. 
Ela olhou o vídeo de novo. O rosto dele enchia a tela da câmera.



- O melhor a fazer agora é irmos até lá. Creevey não vai pagar a fiança dele, teremos que arcar com isso. Meus fundos simplesmente não cobrem o valor da fiança.

- Droga Mike, não podemos deixar ele lá.

- Eu sei... Mas o que vamos fazer? Não tenho como arrumar 40 mil dólares do dia pra noite.

- Neville e eu podemos levantar cerca de 25 mil, mas os outros 15...

- Droga Mike, tem certeza que Creevey...

- Ele declarou a imprensa hoje de manhã que não tinha mais filho Gina, Colin foi deserdado e abandonado a própria sorte. Talvez em quinze dias eu consiga...

- Em quinze dias ele estará num presídio estadual com um bando de marginais que vão com certeza fazer picadinho dele. 

- Eu sei...

- Você lembra como ele era? Não conseguia sequer se defender dos moleques da rua, precisava sempre da gente por perto.

- Eu sei Gin... Mas o que vamos fazer? Meu pai... Não vai se envolver.

- Eu dou um jeito.

- Gina com todo respeito, eu não quero ofender... Mas como?

- Eu... Tenho um jeito.

- Que jeito Gina?

- Não posso contar Mike, mas... Não é nada ilegal, apenas confie em mim ok?

- Ficaria mais tranquilo se soubesse do que se trata.

- Não posso... Não posso mesmo Mike, confie em mim ok?

Mike deu de ombros e depois a abraçou.

- Sei que você nunca faria nada ilegal ruiva. – Ele beijou o topo da cabeça dela – vai ficar tudo bem ok?

- Eu sei... Vamos cuidar do Coll. Preciso ir Mike – ela se desvencilhou dele, dando-lhe um rápido beijo no rosto – Vou agilizar as coisas, prepare a papelada.

- Farei isso – Ele a observou se afastar até a porta. – Ô Gina! – ela parou – Quanto mede a maior torre de lego do mundo?

- 31 metros Mike. Acho melhor você pensar em se aposentar disso.

- Nem pensar, você não pode ter decorado o livro todo.

Ela piscou.

- Pode apostar que eu posso.

Então saiu.



...

- Estamos sabendo algumas coisas por intermédio de terceiros, Potter e queremos confirmar a veracidade dos fatos.

- Que coisas?

Harry perguntou, esticando-se como um gato.

- Sobre esta tal advogada criminalista com quem você estaria trepando por ai.

Os olhos dele se fecharam, e escureceram, tal qual os olhos de um puma em ataque.

Harry Potter não era homem de ser pressionado, ainda por cima em seu território.




Harry virou muito devagar. Os olhos soltavam faíscas, mas não era qualquer um que conseguia vê-las.

- Eu creio... Não ter compreendido bem o que disso, Pettigrew.

O Homem que era quase o retrato de um rato franziu o rosto, deixando-o ainda mais deformado.

- Tem noção do quão perigoso pode ser um envolvimento seu com uma advogada? 

Ainda mais agora que estamos acertando as transações de Miami...

- Está tentando... Me ensinar a trabalhar, Pettigrew?

- Eu estou apenas dizendo...

- Então pare de falar. Em primeiro lugar, sua voz irrita e sua boca fede, em segundo lugar, não queira me ensinar algo que você não sabe fazer, a única coisa que faz relativamente bem é roubar Pedro, e nem isso faz com tanto talento... Por ultimo e não menos importante, eu acho muito melhor para sua saúde que tenha mais respeito quando se referir a advogada criminalista com quem EU ando trepando, fui claro?

- Potter...

- Senhor Potter... Já lhe dei folga demais Pettigrew. Acho que você achou que podia tomar liberdades comigo, mas eu devo lembrar que ainda sou seu patrão. Minha vida pessoal não lhe interessa e é melhor, muito melhor que eu nunca mais ouça nada desrespeitador em relação a Ginevra Weasley ou enterrarei a língua que pronunciou as palavras no rabo do seu dono, Eu fui mais claro desta vez?

- Claro... Senhor... 

- Ótimo. Agora tire sua cara feia da minha frente, antes que a ideia de arrancar sua outra mão – Harry falou referindo-se a prótese que o homem tinha em uma das mãos. – Fique atraente o bastante para que eu não a recuse.

Pedro Pettigrew não disse mais nada antes de sair. Talvez nem tanto pelas palavras, mas sim pela força do olhar dele.

Harry sentou e relaxou quando a porta se fechou. Normalmente não ligava para insinuações sobre as mulheres com quem saia... Mas não com Gina.

O telefone tocou e ele atendeu irritado.

- Achei que disse pra não ser incomodado.

- Desculpe senhor Potter, mas o senhor deixou ordens expressas para passar os telefonemas da senhorita Weasley então...

- Gina? Passe, passe imediatamente e me deixe incomunicável até segunda ordem.

- Sim senhor.



A linha emudeceu por alguns segundos e foi liberada de novo.

- Harry?

A voz dela estava mais calma que o normal.

- Olá Jessica. Sentiu saudade?

Ele riu durante o silencio dela.

- Já mandei você parar de me chamar assim.

- Por que você é implicante. Então... sentiu saudade?

- Harry...

- Sentiu ou não?

- Senti. Tá bom assim?
- Senti saudade gostosão cairia melhor, mas já tá bom. Eu não posso ver você agora ruiva, tenho duas reuniões à tarde, mas à noite...

- À noite... – ela repetiu esperançosa – Mas Harry... Não foi por isso que eu liguei. Eu preciso...

- Você precisa?

- Preciso... De... Um favor.

Ele recostou-se na cadeira, como se estivesse se acomodando melhor.

- Um favor? Ginevra Weasley vai me pedir um favor?

- Não, se você começar a me irritar. Podemos fazer o seguinte, eu desligo agora e fingimos que esta conversa nunca existiu...

- Calma Jessica Rabbit, calma... Você é muito nervosa sabia? A mãe de alguém chupou limão durante a gravidez.

- Harry... Por favor, o assunto é tão sério que eu nem animo pra brigar com você eu tenho. Quer por favor me ouvir?

Ele ficou sério.

- O que foi Gina?

- Eu... Eu preciso pedir uma coisa e não vai ser nada fácil.

- O que é?

- É... Eu... Eu preciso... Uau... Não vou conseguir fazer isso.

- Você precisa de dinheiro?

Gina ficou em silencio por alguns segundos, não propositalmente, mas por que a pergunta havia sido tão crua e direta que chegara a doer.

- Gina...? Gina está me ouvindo?

- Estou.

- É dinheiro?

- Hum... É.

- Entendi... Quanto?

- Harry... Não pelo telefone.

- Eu não posso ir te ver agora Gina.

Algo na voz dele havia mudado.

- Harry... Não é um pedido... Eu não quero seu dinheiro, eu pretendo devolvê-lo e se você quiser até mesmo com juros, eu apenas...

- Gina... Como você mesma disse, não pelo telefone. Por que não vem até aqui e conversamos sobre isso?

- Eu... Eu realmente não queria estar fazendo isso.

- Gina, não dramatize. Venha até aqui e conversamos, tudo bem assim?

- Eu... – Ela queria desistir. O tom de voz dele era quase jocoso, mas ela tinha que pensar em Colin. – Que horas?

- Venha agora. Vou deixar ordens pra que você entre direto.

 Ela desligou e respirou fundo, repetindo mentalmente o mantra que criara para si para não se sentir tão estupida. Claro que ele a olharia diferente agora. Um homem como Harry, por mais bonito que fosse, era também assediado pelo dinheiro que tinha e agora ele a classificaria na mesma lista que suas mulheres anteriores.

Mas ela pretendia pagá-lo. Aguentaria a humilhação enquanto não pudesse reembolsar todos os 15 mil, mas pagaria. O mais rápido possível. 


...

Cho entrou a passos duros, esporeando o chão com seus saltos finíssimos de 20 centímetros. Ela era perua, mimada, mal educada e completamente irritante, mas duas coisas eram inegáveis. Ela era linda, um belo modelo de oriental, e tinha classe.

As pessoas se viraram em todos os ângulos para vê-la desde que pisou na entrada do Hall principal. Ela desfilou até a recepção.

- Quero ver Harry. Diga-lhe que Chang está aqui.

A recepcionista não se mostrou muito abalada com a imponência da oriental. Levantou a cabeça devagar, como que num movimento ensaiado e sorriu forçado.

- Posso ajudar senhorita?

Cho virou os olhos.

- Estou procurando Harry…É surda?

- Sinto muito mas o senhor Potter não pode receber ninguém agora.

- Eu espero.

- Como queira senhorita.

Ela levantou uma das muitas pilhas de revistas com as fotos de Harry e sorriu de lado.
- Vou ficar com esta. Meu homem está perfeito, se bem que... Ele é perfeito...

A recepcionista não se alterou, na verdade, agia como se nada estivesse acontecendo à sua frente.

- Senhorita Chang! Que prazer! Como vai? - Uma moça loira aproximou-se com um brilho de tiete nos olhos e Cho a cumprimentou com frieza – É um prazer tê-la aqui.

- Obrigado.

Ela bateu a revista nervosamente enquanto olhava com desdém para o relógio.

 

De repente Gina entrou na sala, passando direto pela secretária, dizendo-lhe apenas um rápido Bom dia.

A mulher sorriu e acenou afirmativamente.

Cho arregalou os olhos e acompanhou Gina com os olhos e uma expressão de incredulidade.

- Quem é esta? – Perguntou estressada.

- Senhorita Gina Weasley. – respondeu calmamente a secretária.

- Por que ela entrou na sala do Harry?

- Ordens do Patrão.



- Você acabou de dizer que ele não podia receber ninguém!

A recepcionista sorriu de canto.

- Ao que parece... Ela não é ninguém.

Cho trincou os dentes para não gritar.

- Vou esperar para que você repita esta frase, quando ele te demitir por me deixar esperando.

- Os formulários para duvidas, sugestões e reclamações ficam no balcão ao lado da entrada principal senhorita, e está livre para pedir o numero da minha identificação e acrescentá-lo na ficha.

- Vou agora mesmo à sala do Harry – Ela disse vendo Gina passar facilmente pelos seguranças pessoais – farei a reclamação pessoalmente, sujeitinha abusada.

- Fique a vontade senhorita, mas receio que não vá passar dos seguranças. O senhor Potter foi bastante claro em suas ordens.

- Você não me conhece sua idiota.

Ela soltou a revista no balcão e andou até a sala, mas foi barrada pelos seguranças. Pela primeira vez, uma plateia, mesmo que pequena, pôde ver Cho Chang perder a linha e a finesse.

Gritos, ameaças e xingamentos a acompanharam enquanto os seguranças a escoltavam até a saída do prédio, mas nada adiantou, ela teve que deixar o lugar.

Gina ainda esperou alguns minutos até que entrou no escritório dele. O lugar parecia um labirinto, uma imensa fortaleza, o castelo de um rei. O castelo dele. Não era de admirar que ele se sentisse tão imponente naquele lugar.

Se ali era o Olimpo, ele era Zeus.

Harry se aproximou dela e lhe deu m beijo leve. Os olhos dele eram como diamantes azuis. Límpidos e duros. Nunca dava pra saber o que ele estava pensando. 

- Harry eu... – Ela começou, mas ele levantou o dedo e fez sinal para que ela se calasse.

Aquele Harry despojado e infantil que ela costumava ver no apartamento do seu irmão não estava ali. Ali estava o todo poderoso Potter – Espere... Não diga nada ainda.



- Você tem um cheiro diferente…

- Como?

- De mulher… Mas não como as outras mulheres. Você tem cheiro de fêmea humana, ao passo que as outras… assemelham-se a cadelas no cio.

- Por que você é tão rude com as mulheres?

- Não estou sendo rude com as mulheres, Gina, apenas com aquelas sem pudor. Quando uma mulher veste a carapuça, é por que ela lhe cabe. Você não precisa se ofender com isso, não é do seu tipo de mulher que estou falando.

- Está falando de que tipo? Daquele que você prefere?

- Sim, daquele que eu preferia, antes de te conhecer.

- Harry por favor...

Ele riu, pegou a mão dela e a fez sentar.

- Tudo bem... Aos negócios primeiro.

- Eu queria que você soubesse que não é nada fácil estar aqui pedindo isso e que se não fosse tão importante eu certamente...

Ele a beijou de surpresa. Um beijo rápido, mas suficiente para calá-la.

- E eu queria que você se acalmasse. Mais parece que vai ser assassinada em alguns segundos.

- Você não fala sério nunca?

- Estou falando sério. Muito sério. De quanto se trata?

- Harry...

- Gina. Vamos deixar a frescura de lado ok? Você precisa de dinheiro. Muito. Se fosse pouco você pediria ao Rony, então me diga, quanto é?

- Harry...

- Gina. Vamos deixar a frescura de lado ok? Você precisa de dinheiro. Muito. Se fosse pouco você pediria ao Rony, então me diga, quanto é?

Ela raspou a garganta antes de falar.

- Quinze mil.

A expressão dele não se alterou.

- Hummm, certo.

- Harry, pelo amor de Deus, está dificultando as coisas. Eu pretendo pagar a você, de alguma maneira...

- Claro.

- Harry, não seja tão filho da puta!

Ele gargalhou.

- A mente poluída é exclusivamente sua.

- Idiota.

- Gina, seus xingamentos me excitam, mas eu tenho uma reunião, vou buscar o dinheiro.

- Espera! Precisamos acertar os detalhes do pagamento.

- O dinheiro é pra você?

Ela hesitou.



- É...é...

- Então... Discutimos as formas de pagamento mais tarde. Me dê um minuto.

Ele foi até um quadro na parede afastou-o e digitou uma senha no painel eletrônico. Um cofre se abriu.

Não demorou muito ele voltou com as notas, colocou-as num pacote.

- Você vai ser escoltada até sua casa, não vai andar sozinha com todo este dinheiro...

- Harry...

- Só até sua casa Gina, depois, você fará o que quiser. Tudo bem? É pra sua própria segurança.

- Tá bem... Tá bem...

- Posso perguntar por que tanto dinheiro?

- Eu... Eu... – ela engasgou – Eu não... Eu...

- Calma Gina... Você se meteu em alguma encrenca ilegal?

- Por que todo mundo acha que eu to cometendo um delito hoje?

- Talvez por que você esteja pálida, ansiosa, nervosa e agindo como uma criminosa.

- Eu não... Não estou.

- Gina... Pode confiar em mim... Eu...

O telefone tocou - Ele não atendeu, mas reconheceu o numero da sala de reuniões – Merda! Estou atrasado. Podemos conversar mais tarde?

- Podemos... Claro que podemos.

- Ótimo.

Ele a beijou.

- Harry...

- Não agradeça... Não ainda. – Ele sorriu daquele jeito único dele – Ike a levará para casá. Até a noite Jessica.

Ele se afastou e entrou numa porta lateral que ela identificou como um elevador. O quão exatamente rico aquele homem era, seria uma coisa que talvez ela nunca descobrisse.

...

Harry estava quase na sala de reuniões quando seu pager de emergência tocou. Ele estreitou os olhos, raramente haviam coisas com as quais seus seguranças pessoais não conseguiam lidar. Retornou a ligação imediatamente.

- Potter.

- Senhor, temos um problema aqui embaixo com aquela modelo da Elite Models, a senhorita Chang.

- Cho está ai?

- Sim senhor e ela está muito irritada por que permitimos a entrada da senhorita Weasley e barramos a dela.

Harry rolou os olhos.

- Pelo amor de Deus, é só uma mulher. Resolvam isto.

- Não é tão simples senhor. A senhorita Chang está na frente do prédio, fazendo um escândalo e se recusa a sair. Não podemos retirá-la à força por que ela não está em propriedade privada e em alguns minutos a imprensa vai acabar chegando.

- Mas... Que... Merda! O que ela quer finalmente?

- Ela quer falar com você senhor.

- Eu tenho uma porra de reunião em cinco minutos!

- Eu não sei como proceder senhor Potter.

- Mas... Que...FILHA DA PUTA! Traga essa mulher aqui, ela tem cinco minutos pra me dizer que quer!

Cho não demorou a alcançar o andar onde Harry a esperava, irritado e entediado. Assim que ela entrou, já começou a despejar uma ladainha interminável. Harry permaneceu calado, sequer a encarou, continuou bebendo o agua que tinha na mão enquanto ela tagarelava infinitamente.

Quando ela parou por um momento, já ao lado dele, Harry simplesmente a encarou e indicou a cadeira a sua frente com um dedo. Uma ordem muda para que ela sentasse. 

Ordem a qual ela obedeceu prontamente.

- Gina teria mandado que eu me fodesse. – Ele pensou e riu de lado com o próprio pensamento.

- Você não vai me explicar esta mulher? 

- Preciso?

- Claro que precisa Harry. Como assim você ainda me pergunta isso?

- Eu não devo satisfações da minha vida a ninguém.

- Não acho que seja bem assim – Ela disse em tom desafiador e cruzou os braços abaixo dos seios, em posição de defesa.

Harry riu sarcasticamente pelo nariz.

- Cho... Você não é minha mãe... E se fosse, não seria tão inconveniente.

- Mas sou sua mulher.

- Tsc, correção. É uma das minhas muitas mulheres. E você sempre soube disso.

Os olhos dela se encheram de lágrimas e ele rolou os olhos.

- Estupido...

- Vai chorar? Por favor, use um lenço... E seus cinco minutos acabaram, você está 4 minutos além do que eu poderia dispor e não falou nada aproveitável. Eu tenho uma reunião e...

- Me diga que você não está trepando com esta mulher.

Ele arqueou a sobrancelha.

- Vocês me vêem como um coelho por acaso? Ou todo mundo resolveu falar “trepar” hoje? Não estou trepando com ela.

Cho forçou um sorriso.

- Bom, eu pensei na opção de você estar enganando-a, por causa do seu processo.

- Eu não disse isso Cho.

- Mas você disse que não estava transando com ela.

- Não... Não... Eu disse que não estava trepando com ela. A maneira como vocês colocam este verbo de baixo calão, faz com que tudo pareça muito superficial... Gina não é este tipo de mulher.

Os olhos de Cho se estreitaram.

- E que tipo de mulher ela é?

- Do tipo que tem personalidade.

- O que você está insinuando? Está me chamando de burra?

- Não. Burra não. Você é tudo, menos burra, se fosse burra estaria trepando com o McLaggen e não comigo. Está mais para... Sem personalidade...

- Seu idiota...

Ele sorriu.

- O idiota está atrasado, agora se me der licença, suma por onde entrou e livre-se da minha idiotice.

- Você vai abrir mão do que temos assim? Por nada?

- Do que temos? – Ele olhou pra ela – E o que temos Cho? O que temos além de uma boa transa? Não temos uma relação, é só sexo, sempre foi.

Ela deixou algumas lagrimas caírem.

- Alguma vez… Em algum mísero momento você me amou? Sentiu algo por mim além de tesão?



- Deixa eu pensar… Humm… Não… Não espera, espera… Teve uma vez que eu senti… Ah não, não, aquilo também era tesão…

Ela levantou com tanto impacto que derrubou a cadeira.

- Isso não vai ficar assim Harry Potter - Ele acenou afirmativamente com a cabeça – Este seu romancezinho não vai pra frente.

Harry levantou e olhou o relógio.

- Anda vendo muitas novelas mexicanas Cho. Não há romancezinho algum. Somos adultos e gostamos de estar juntos, só que Gina... Ela consegue prender minha atenção só nela, entende? Então, antes de bolar planos mirabolantes para nos separar dramaticamente, entenda uma coisa... Não há mocinhos aqui, só bandidos.

- É uma ameaça Potter?

- Não... Claro que não... É... um aviso. Agora se me der licença, você já me atrasou demais. – Ele se virou e caminhou até a saída da sala, falando sem olhar para trás. - Sean! Mostre o caminho da saída à senhorita Chang.

Quando o segurança se aproximou dela, Cho era a verdadeira face do ódio.

...

Rony estava jogado na cama do seu apartamento desde que tinha chegado. Eles tinham retornado ao cair da tarde, pois a segunda feira já era de responsabilidades.

Não conseguiu tirar um sorriso do rosto.

Foi simplesmente fantástico, aquele fim de semana tinha sido perfeito.

Hermione era sensacional. Uma mulher tão simples, tão corretinha, o tipo de mulher que na opinião de Harry aborreceria um cara ao ponto de faze-lo dormir nas preliminares

Mas não era bem daquele jeito.

Ela era fogo puro. Mas não era apenas isso.

Hermione era forte, linda, inteligentíssima, divertida, surpreendente, entre tantas outras coisas que ele podia citar... Tantas outras que passaria dias para terminar. E o Garoto? Aquele garoto... Era indescritível.

O menino era incrível. Era impossível não rir com ele.

As perguntas que ele fazia e o timing do garoto era infalível, ele nunca se divertiu tanto com uma criança.



E eles pareciam ter um tipo de ligação, um tipo de entendimento muito estranho, como se já se conhecessem a muito tempo. Como se se sentissem à vontade um com o outro.



Aquele garoto não parecia mesmo ter 4 anos. Se Hermione não tivesse dito, ele jamais lhe daria apenas 4 anos. Ele parecia ter mais.

Aquele era o tipo de garoto que qualquer homem sentiria orgulho de ter como filho – Ele pensou – Ficaria feliz de ter um filho como ele... 

Então sua mente associou instintivamente Joey e Hermione como sua família...

“Ele poderia ser meu filho”...

Ela devaneou.

“Se estivéssemos juntos há mais tempo... ou se ela estivesse grávida em”...

Então de repente ele rompeu o próprio pensamento com a batida forte e dolorosa que o pensamento a seguir provocou em seu peito.

Joey tinha 4 anos, 4 anos era o tempo desde Veneza...



- Meu Deus! Meu Deus do céu! – ele levantou e começou a andar em círculos como uma fera machucada – Como eu nunca pensei nisso? Como eu simplesmente... Caralho... Esse garoto é meu filho!




Musica - Don´t Lie - Black Eyed Peas








...


Gina não conseguiu ficar em casa. Após certificar-se de que o “gorila” de Harry havia ido embora, ela pegou o dinheiro e foi direto para o apartamento de Michael.

Esperava ir direto à delegacia, resolver o problema de Colin, mas não foi exatamente para tratar disso que Michael a estava esperando.

Ele parecia um bicho ferido, encolhido no sofá com cara de poucos amigos.

Gina entrou sem dar muita atenção a como ele estava. Ela mais parecia um furação de lado para o outro.

- Você já reuniu toda a papelada que precisa?

Ela disse sem olhar para ele, remexendo numa gaveta de um móvel no canto da sala.



- Já. Você conseguiu o dinheiro?

A voz dele estava carregada de ironia, mas ela estava tão absorta naquilo que precisava fazer que não se importou.

- Já.

- Os quinze mil?

- Hum hum... Onde está a solicitação de soltura Mike?

- Você conseguiu os quinze mil em menos de duas horas, Gina? 

Ele estava de pé agora.

- Consegui Michael Corner, quer focar no que interessa?

- Adoraria. Assim que você me disser onde conseguiu esse dinheiro.

Finalmente ela notou o tom de voz ácido que ele estava usando. Virou-se calmamente, mas com uma expressão feroz, as mãos na cintura denotavam impaciência. Eles se encaram, quase como dois oponentes em posição de combate.

- Como é?

- Onde conseguiu o dinheiro?

- Isso importa?

- Sim, isso importa. Onde o conseguiu?

- Peguei emprestado Mike.

- Com quem Ginevra?

- Não importa Michael. O que importa é que poderemos tirar Colin da cadeia e...

- Com o dinheiro de Harry Potter?

...

Rony não esperou muito depois da constatação que fez sobre Joey.

Simplesmente pegou os documentos, as chaves do carro e saiu. Ele estava apressado, muito apressado. Dirigia com a mesma velocidade com a qual batia seu coração.

Um coração confuso. Perdido entre a raiva de ter sido enganado e a felicidade do que acabara de descobrir. Se é que tinha descoberto mesmo algo válido.

- Ele é meu filho – Disse a si mesmo – Não tem como não ser meu filho. A menos que ela tenha dormido com outro cara... O que não é impossível... Mas... daí... Seriam três caras? Caralho será que Hermione tinha três caras? E... Não... Não... Não, ele é meu filho, foi só daquela vez, mas...

Uma buzina soou forte atrás dele. Não interrompeu seus pensamentos apesar disso.

- Mas se ele não for meu filho... Ou se ela disser que ele não é, eu vou... Fazer DNA? Eu... – Mais uma vez a buzina soou atrás dele, mais forte e mais nítida desta vez, parecia mais perto – Eu deveria... Ele tem olhos azuis... Meu Deus ele tem meus olhos... 
A buzina insistiu.

- O QUE É IDIOTA?

O Homem no outro carro emparelhou com ele e começou a gesticular, não dava para ouvir o que ele dizia, mas não parecia coisa boa.

Ele manobrou, cortando caminho por onde podia, infringindo algumas regras de transito, pensando pela primeira vez nas vantagens de ter uma irmã advogada. Finalmente chegou à casa de Hermione.

Ele não estava raciocinando, nem fazendo muito esforço para isso, tudo o que ele queria era ouvir a boca dela a verdade.

Bateu... Esperou o que pareceu uma eternidade até ela atender.

- Rony? - Ela disse sorrindo, mas ele não sorriu de volta e ela percebeu – Algum problema?

Ele entrou sem ser convidado e olhou em volta.

- Cadê o Joey?

- Dormindo.

- Precisamos conversar, de preferencia num lugar onde ele não possa ouvir... Vamos para o seu quarto... Não! Melhor... Não... Vamos... Onde podemos conversar, sem que tenha uma cama por perto?

Ela estreitou os olhos.

- Está tudo bem Rony? 

Ela disse andando até a pequena sala que lhe servia de escritório. Ele a seguiu e trancou a porta.

- Não, não está tudo bem Hermione... Não está tudo bem... Olhe pra mim, olhe nos meus olhos e diga que não mentiu pra mim.

- O que? Menti? Como assim Ronald?

- Apenas olhe nos meus olhos e diga que não está me escondendo nada.

- Que idiotice é essa Ronald Weasley?

- Quem é o pai do Joey?

Ela sentiu o peito doer e fez uma careta.

- Por que isso agora?

- Por que não agora?

- Por que não faz sentido e nem diferença, por que isso agora Ron?

- Quem é Hermione?

- Não quero falar nisso, eu não vou dizer.

- Por quê?

- Ah francamente Ronald. Eu não quero falar sobre o pai do Joey!

- Você não quer dizer por que o pai do Joey sou eu não é?

Ela estagnou uns segundos...

- Que palhaçada é essa Rony?

- Eu sou o pai do Joey - Ele disse gesticulando e aumentando o tom de voz – Faz todo sentido agora. 4 anos... 4 anos... Você... Foi em Veneza, por que não me contou Hermione? Por que não me contou quando nos reencontramos? Por isso você o escondeu de mim não foi? Pelo amor de Deus, eu tinha todo o direito de saber... Eu tinha todo direito...

- Pára com isso Rony!

- Não! Você vai ouvir... Eu tinha o direito de saber que tinha um filho, por que você não me contou, por que?

- POR QUE ELE NÃO É SEU FILHO DROGA! VOCÊ NÃO É O PAI!



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N/A: Cap 17 completo, e 18 chegando. 

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Comentários: 3

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Mi Granger em 06/12/2011

Ron não é o pai? Como assim?


Sua fic está muito boa, parabéns

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Lana Silva em 05/07/2011

Nossa agora tô confusa é o não é? ? Quer dizer o menino é totalmente Rony só que sem os cabelos ruivos!

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

Enviado por Dani Malfoy em 01/07/2011

Adorei o fim do cap.

sabe a reação de Mione negar que Rony é o pai do filho dela já era esperado

mais naum diminuiu em nada o meu fascinio pela sua fic

 

Nota: 5

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

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