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10. Capítulo dez


Fic: Sweet and Low


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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"A verdade é que todos vão te magoar, e você tem que escolher por quem vale a pena sofrer."
Autor desconhecido


- Cissa...


- Oi? - ela baixou a cabeça para me olhar nos olhos, seus dedos enrodilhando-se no meu cabelo, enquanto eu permanecia deitada em seu colo, no sofá.


- Por que você... - comecei, cuidadosamente, a pergunta que eu vinha formulando há dias - Não sai de casa, como Andrômeda?


- O que? - Narcisa questionou, em uma voz engasgada. Seus olhos azuis tornaram-se de repente enormes e cautelosos.


- Por que você não faz como Andrômeda? Por que não sai de casa e... vive sua vida? - voltei a perguntar, me sentando no sofá e mordendo a bochecha por dentro. Narcisa ponderou por um momento antes de responder.


- Andrômeda é uma pessoa muito forte e muito doce, quando ela se dedica, ela se dedica de verdade... e eu acho isso incrível. Mas eu nunca faria o que Andie fez. Ela deixou minha mãe arrasada. Eu nunca a vi tão triste, achei que nunca se recuperaria. - o tom de voz dela era baixo, mas nem um pouco hesitante - Eu nunca poderia fazer isso com ela, decepcioná-la tanto. Eu não sou como Andrômeda.


- E como Belatriz?


- O que quer dizer?


- Você é como Belatriz? É essa a irmã que você admira? A egoísta e psicótica? - perguntei, antes de conseguir me impedir.


- Você não conhece Belatriz. Você não sabe nada sobre ela. - Narcisa respondeu e a aspereza em sua voz me surpreendeu - Eu queria ter metade da fé que ela tem em qualquer coisa. Bela acredita que o mundo deve ser de um jeito, então ela luta para que seja.


- Para o mundo ser como Belatriz deseja, eu teria que estar morta. Apenas porque nasci mágica e meus pais não. - argumentei, indignada - É isso que você pensa, Narcisa? É assim que você deseja que o mundo seja?


- É claro que não! - ela exclamou, prontamente - Eu também não sou como Belatriz. Mas é da minha família que estamos falando!


- E, por isso, nada mais importa? - questionei, estreitando os olhos para a expressão nublada de Narcisa.


- Eu preciso ir. - ela disse, levantando-se no sofá, recolhendo a capa na mesa de centro e batendo a porta com força ao sair do apartamento.


Foi uma resposta bem clara.




Andei de um lado para o outro da sala, encarando hesitante o pergaminho aberto sobre a mesa. A pena estava sobre ele, a ponta quase pigando uma gota de tinta, como se me apressasse a tomar uma decisão. Respirei fundo, ainda caminhando em círculos, para tentar pôr os pensamentos no lugar. Eu estava chateada, e isso era inegável. A pergunta era: eu tinha esse direito? Massageei minhas têmporas por um segundo e cheguei à conclusão, pela décima vez, de que eu tinha sido indelicada. Talvez intrometida demais. Qualquer que fosse o tipo de relacionamento que eu tinha com Narcisa, ela sempre deixara bem claro que não era íntimo o bastante para incluir questionamentos sobre sua família. Aquela era uma espécie de tabu. E talvez eu devesse respeitá-la. Afinal de contas, lealdade também era um valor muito nobre, certo? E Narcisa era leal. Teria dado uma ótima grifinória. Eu quase podia vê-la fazendo uma careta se eu lhe dissesse isso.


Por fim, peguei a pena e escrevi, cuidadosamente, no pergaminho: Desculpe.


Franzi as sobrancelhas quando a mesma palavra apareceu escrita logo abaixo, no mesmo momento, em tinta verde fosforescente. Sorri, soltando o ar, e meus ombros relaxaram um pouco.


Eu não devia ter tocado naquele assunto. - escrevi e simultaneamente a letra de Narcisa apareceu mais embaixo, dizendo "Eu fui desnecessariamente grosseira."


Você teve razão de ficar chateada - acrescentei.


"Você tem o direito de expressar sua opinião" - a frase em tinta verde rebrilhou ao mesmo tempo.


Eu exagerei.


"Eu exagerei."


 


Olhei por um momento para as duas últimas frases iguais e ri mais uma vez. Esperei, com a pena no ar, que Narcisa terminasse de escrever, mas nenhuma outra frase apareceu. Ela provavelmente estava, como eu, esperando.




Por que você não vem para cá amanhã, e fazemos as pazes adequadamente? Estou de folga. - sugeri, mordendo o canto do lábio.


"Eu adoraria, mas amanhã não posso. Tenho um compromisso importante. Talvez na segunda à noite?"


Tudo bem. - redigi, meu ânimo murchando rapidamente - Segunda, então.


"Espero que o tempo passe rápido. Até logo."


Até logo. - me despedi e voltei a dobrar o pergaminho.


 


Narcisa não ia aparecer. Aquilo não era bom por uma dezena de motivos. Caminhei pelo apartamento até a mesa da sala de estar e olhei para o envelope negro que era o maior de todos os motivos. O convite para a festa de aniversário de Tiago na noite seguinte. Narcisa acabara de me deixar sem uma boa desculpa para não ir. Pior, me deixara sem uma boa desculpa para não querer ir.


Mordi o lábio, segurando o envelope com a ponta dos dedos. De certa maneira, eu sabia que aparecer naquela festa podia ser um gesto significativo demais. E não tinha certeza de que deveria dar aquele passo. Por outro lado, Tiago era meu amigo e não havia nenhum único motivo para cometer a indelicadeza de não aparecer em seu aniversário. Mas talvez... Bom, talvez se eu apenas lhe enviasse um belo presente, com um cartão desejando sinceramente sua felicidade e alguma desculpa coerente, eu não fosse mal educada. E, ao mesmo tempo, não correria o risco de deixá-lo pensar que... Não deixá-lo pensar que eu não sabia o que deixá-lo pensar. E que eu não sabia o que pensar.


Era isso. Um presente. Ótimo. Certamente encontraria alguma coisa adequada no Beco Diagonal. Podia ir até lá na tarde do dia seguinte e comprar alguma coisa. Sabia que Madeline também estaria de folga, então enviei-lhe uma coruja pedindo companhia. Ela me respondeu menos de uma hora depois, aceitando. Fui para a cama, me apegando à falsa esperança de que podia resolver tudo assim, bem facilmente. Fiquei encolhida em um dos lados do colchão, sentindo os lençóis frios, e enrolada na sensação de que estava faltando algo. De que estava faltando alguém.




- Nossa, sabe há quanto tempo eu não como um desses? - Madeline comentou, enfiando uma grande colherada de sunday de menta na boca.


- Desde que começou no St. Mungus? - arrisquei, lambendo a beirada da minha casquinha de limão.


- Eu quase tinha me esquecido de como a vida pode ser bela. - ouvi-a comentar, relaxando completamente na cadeira e aproveitando o sol, enquanto estávamos sentadas na calçada da Florean Fortescue.


- Belíssima. - concordei, olhando de relance para os pacotes ao meu lado. Tinha comprado o novo best-seller de aventura lançado na Floreios e Borrões. Pelo que me lembrava, Tiago adorava livros desse gênero. Também tinha comprado a camisa oficial da nova temporada dos Chudley Canons, e um pomo de ouro feito sob encomenda que tinha o nome dele gravado em pequenas letras desenhadas. Os outros pacotes, bem... eu estava merecendo alguns presentes também, certo?


- Do que mais nós precisamos? - Madie perguntou, seguindo meu olhar.


- Descobrir como pagar por tudo que já compramos?


- Vou pensar nisso depois. Estava pensando que podíamos ir àquela loja que abriu no fim do Beco...


- A de moda íntima bruxa? - questionei, arqueando a sobrancelha.


- É, bom, sabe como é... - ela deu de ombros, sorrindo - O Josh tem uma coisa com corpetes, então eu queria...


- Ugh, poupe-me dos detalhes.


- Ah, vai dizer que Narcisa não gosta? - Madie implicou, e eu desviei os olhos, sentindo meu rosto esquentar.


- Hm... digamos que Cissa prefere lingerie que dá pra tirar bem rápido... 


- Ela ou você?


- Ei! Isso não... - comecei a replicar, mas um relance dourado chamou minha atenção e as palavras morreram a meio caminho da boca.


Depois daqueles meses, eu podia reconhecer o reflexo do sol naqueles cabelos há quilômetros de distância. Talvez, se não estivesse tão intrinsecamente ligada a cada um daqueles traços, não a tivesse reconhecido. Narcisa vinha pela calçada, seus passos firmes sobre saltos negros, sua veste verde escura escorrendo-lhe até abaixo dos joelhos e o cabelo penteado todo para o lado. Havia um ar em seu rosto, um jeito de erguer o queixo que não me lembrava de tê-la visto usar comigo, nunca. Aquela mulher caminhando pelo Beco Diagonal anunciava o sobrenome Black por cada poro, orgulhosamente. Mas isso não foi, em nenhum momento, o motivo da minha surpresa.


Meu olhar dardejou por toda a cena em um nano segundo. Foi de Narcisa para o homem que andava ao lado dela. Lúcio Malfoy, reconheci sem trabalho. O cabelo louro e oleoso caía abaixo de seus ombros empinados. Vestido todo de negro, a palidez de Malfoy parecia acentuar-se. Mas o sorriso de satisfação que curvava seus lábios quase disfarçava aquela máscara de desdém que ele usava por rosto. E sua mão, detectei, tocava o punho de Narcisa com intimidade, como se estivessem alternando entre andar de mãos dadas e separarem-se.


E ela sorria. Sorria, parecendo quase tão satisfeita quanto ele. Então aquilo era seu compromisso importante? Era para passear com Lúcio Malfoy que Narcisa não podia se encontrar comigo? A raiva começou a subir por mim como uma onda quente. Podia sentir meu rosto avermelhando-se. Tentei respirar fundo, enquanto ela se aproximava. Tentei pensar em alguns motivos racionais, em algumas boas razões para explicar aquela situação. Mas então Narcisa balançou a cabeça, em uma pequena risada, e o olhar dela encontrou o meu. Foi um momento. Foi apenas um momento e tão fugaz que qualquer pessoa no mundo podia ter pensado que ele não existiu. Mas existiu.


Os olhos de Narcisa encontraram os meus e brilharam com um instinto de luta-ou-fuga instantâneo. Optaram pela fuga. Ela me reconheceu, ela me absorveu, ela me identificou. Então apenas virou a cabeça, terminando sua risada em um esgar falso de seus lábios desenhados. Lúcio Malfoy apertou sua mão sutilmente e ela jogou o cabelo, focando-se completamente nele ao passar por mim na calçada como se eu não existisse. E eu entendi, eu compreendi, como vinha me recusando a compreender completamente há tempo demais, que, por mais que ela negasse, eu não existia. Eu não existia para Narcisa Black.


- Lily, aquela não era...? - ouvi Madeline começar a perguntar, a voz hesitante.


- Que tal nós irmos ver aqueles corpetes, Madie? - sugeri, me levantando da mesa e recolhendo as sacolas de compras - Estou precisando de lingeries novas também.


- Achei que você tinha dito que Narcisa não gostava de corpetes.


- E ela não gosta, mesmo.




- Você veio! - Tiago exclamou, assim que eu atravessei a porta do Três Vassouras, que havia sido fechado naquela noite para abrigar a festa de aniversário dele.


- É claro que eu vim. - respondi, tentando não soar cínica. Demais. Tiago sorriu, deslizando seus olhos castanhos por mim, atrás de suas lentes grossas.


- Você está linda. - ele disse, ainda me olhando daquele jeito que me fazia sentir nua. Que me fazia sentir quente.


- Obrigada, você também não está nada mal. - ri, entregando a ele seus presentes embrulhados. Ele agradeceu ao abri-los, comentou ter adorado tudo e que eu sempre soube como agradá-lo. Tive que rir do tom maroto que usou ao pronunciar aquela frase.


- Vem comigo, vou pegar uma bebida para você. - Tiago me ofereceu seu braço e eu passei o meu pelo dele, deixando-o me guiar pela festa. Seu aperto era quente e firme, como se não quisesse me deixar escapar. Sentia o calor de seu corpo caminhando ao lado do meu e o perfume de sua loção pós-barba. Era como voltar para casa depois de uma longa viagem.


- Lily, querida, que bom vê-la novamente! - Dorea Potter me cumprimentou e seu sorriso caloroso me fez sorrir também. Ela passou seus braços magros ao meu redor e pensei, com arrependimento, no que tinha dito sobre ela e o sr. Potter meses antes. Eles nunca tinham sido menos do que adoráveis comigo.


- Também é ótimo revê-la, sra. Potter.


- Que bom que você veio. Tiago não parava de reclamar que ninguém estava vindo para a festa dele. Pois parece que agora todo mundo já está aqui, não é mesmo, filho?


- Sim, mamãe. - Tiago sorriu, agitando os cabelos da nuca antes de voltar os olhos para mim - Todo mundo que interessa, pelo menos. - acrescentou e eu senti meu rosto ruborizar. Sequer percebi quando a sra. Potter se retirou discretamente, nos deixando a sós por um momento.


- Tiago Potter. - uma conhecida voz macia ecoou atrás de nós e Tiago virou-se prontamente para encarar o rosto sorridente do Professor Dumbledore - E minha querida Evans. Como estão?


- Muito bem, professor. Que bom que o senhor pôde vir!


- Eu raramente perco uma boca livre, sr. Potter. E, já que estou aqui, vou aproveitar para lhe dar os parabéns.


- Obrigado. - Tiago sorriu, apertando a mão que Dumbledore estendeu para ele.


- É bom ver pessoas alegres reunidas em tempos tão difíceis.


- É preciso comemorar enquanto ainda existem motivos pra isso.


- Você tem toda razão. - Dumbledore assentiu com a cabeça - E está fora das minhas intenções atrapalhar a noite do jovem casal... - disse, encarando nós dois com seus penetrantes olhos azuis. Sequer fiz menção de abrir a boca para dizer que não éramos mais um casal. - Mas gostaria que ficassem com esse cartão. Não prestem atenção a isso agora. - aconselhou, enquanto estendia dois pequenos cartões de visita prateados para mim e para Tiago - Tenho certeza que têm distrações mais interessantes para essa noite. - completou, piscando um olho por trás de seus óculos de meia-lua e voltando-se distraidamente para puxar conversa com outro convidado.


Encarei o cartão por um momento. O desenho de uma fênix dourada movia-se no meio do pequeno retângulo de papel. Ordem da Fênix, dizia uma letra rebuscada logo abaixo. No verso do cartão havia data, hora e um endereço, escritos à mão.


- O que é isso? - especulei, franzindo as sobrancelhas.


- Não sei, mas, pela data, descobriremos em breve. Até lá... - Tiago guardou o cartão no bolso de suas vestes - Vou ouvir o conselho do professor e prestar atenção a coisas mais interessantes...


Tiago me manteve ao alcance de seus olhos - e de suas mãos - durante toda a noite, me servindo bebidas e petiscos, me convidando para dançar. Seus olhos permaneciam em mim, atentos a qualquer movimento, como se me devorassem aos poucos, como se ele pudesse se alimentar de mim. Eu quase havia me esquecido daquela voracidade de seus olhos, daquele jeito incisivo, inconfundível como ele me olhava. Era perturbador e inegavelmente delicioso.


Ele me levava junto para receber cada convidado que chegava, como se eu fosse mais uma vez - ou ainda - sua namorada. Mais do que isso. Sua companheira. Tiago me incluía em suas conversas, ouvia cada palavra que eu dizia e sorria ao me apresentar aos seus amigos, como se estivesse imensamente orgulhoso de estar comigo. Mal deu atenção a Sirius, Remo, Pedro e qualquer outro. Definitivamente não deu atenção às garotas que tentavam obter um minuto de seu tempo. Tiago só tinha olhos para mim e seria mentira se eu dissesse que ele não atraía meus olhos também, irresistivelmente. E, em vários momentos, me peguei esquecida de que havia mais gente ao redor. Que não éramos apenas nós dois, em algum mundinho particular.


Então, horas mais tarde, quando todos se encontravam em vários estágios de embriaguez, tentando - não muito dedicadamente - achar a saída do bar, Tiago me pegou pela mão e me puxou discretamente porta afora. Hesitei apenas por um segundo e bastou que ele voltasse seus olhos famintos aos meus para que eu o seguisse pelas ruas escuras de uma Hogsmeade adormecida.


Subimos lentamente a estrada tortuosa até a casa dos gritos e demos a volta na propriedade, parando no topo deserto daquela colina. Era possível ver os pontos dourados que eram as tochas brilhando pelas janelas das casas. Estava ligeiramente frio e fiquei arrepiada quando Tiago passou suas mãos quentes pelos meus braços nus.


- Você se lembra daqui? - ele questionou, me encarando por um longo segundo.


- É claro que eu me lembro. - respondi, sabendo muito bem que estava parada no ponto exato em que estivera anos antes, quando Tiago me beijara pela primeira vez.


Ele sorriu, apoiando as mãos em minha cintura e puxando meu corpo para perto.


- O mundo dá muitas voltas... - sussurrei, em uma remota resistência, pouco plausível.


- Sim... e espero que ele sempre nos traga de volta ao mesmo lugar. - ele murmurou, antes de baixar os lábios sobre os meus.


Era bom, aquele gosto quente, forte, de desejo, de fome bruta, de vontade. Tiago me apertou mais forte, me beijou mais fundo, me amoleceu. Senti suas mãos mergulharem pelo meu cabelo e seus lábios descerem pelo meu pescoço e ombros. Apenas quando ele murmurou de satisfação, percebi que eu estava tremendo. As mãos dele deslizaram pelas minhas costas, abrindo o fecho do meu vestido. Gemi baixinho e me agarrei mais a ele quando o tecido deslizou, sem resistência, até o chão.




Esfreguei enfaticamente meus cabelos com a toalha, horas mais tarde, quando a noite já ameaçava se transformar em dia. Larguei a toalha na pia do banheiro, ainda vaporoso do banho quente, e caminhei sem rumo pelo meu apartamento silencioso, respirando o ar daquela madrugada fria. Estava tudo tão quieto e sereno que meu coração quase saiu pela boca quando o som da campainha ecoou alto e agudo pelo lugar.


Sorri de lado, após o susto, imaginando que abriria a porta para um Tiago cheio de segundas, terceiras e quartas intenções, pronto para se enfiar nos meus lençóis pelo resto da noite. Por isso, quase engasguei com meu coração pela segunda vez quando dei de cara com Narcisa na soleira.


- Me desculpe. - ela cuspiu as palavras assim que eu abri a passagem.


- Narc... - comecei, mas ela não me deu tempo para mais nada. Narcisa avançou porta adentro e colou sua boca macia na minha, enquanto suas mãos me seguravam os braços, os ombros, a cintura.


- Me perdoe. Por favor, me perdoe. - sussurrava entre os beijos quentes, molhados, desesperados que distribuía pela minha boca, queixo, bochechas e orelha.


- Narcisa... pára com isso... eu... - ela voltou a me calar com seus lábios sedentos. A língua dela mergulhou por minha boca entreaberta e enroscou-se na minha até me deixar sem fôlego para uma palavra mais.


- Me perdoe. Me perdoe. Me perdoe, Lílian... - a voz dela ressoava sentida e angustiada, rouca e apelativa, uma combinação dificilmente resistível.


- Não faça iss... ah. - Cissa correu as unhas pelas minhas costas, a língua pelo meu pescoço e gemeu ao pé do meu ouvido, algo que sequer entendi.


- Perdão... perdão... - gemeu mais algumas vezes, suas mãos atravessando fronteiras dentro da minha camisa sem que eu criasse forças para repeli-la.


- Cissa...


- Me perdoe. - ouvi-a balbuciar e eu assenti, lânguida, ouvindo o roçar das minhas roupas caindo no chão pela segunda vez naquela noite.


Eu ia para o inferno.


E quem ligava pra isso?










P.S:  Também tenho saudades de escrever recadinhos, mas eu realmente não sei o que dizer  HEUAHEA ))):


BJBJBJBJ, Mila.

N/A: Como a Mila, também não sei o que dizer depois de demorar um ano pra postar. Mas enfim... o essencial: o próximo capítulo é o último e espero não morrer apedrejada por causa desse. Amo todas vocês do fundo do meu coração <3
E estou com fic nova, uma Bella/Lily: Insane  (http://fanfic.potterish.com/menufic.php?id=41528)
Confiram, comentem, aquilo de sempre! ;) 

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Comentários: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Willow Rosemberg em 31/12/2011

Eita, Lily não dá ponto sem nó....hahahaha...

Eca, Tiago.... só eu acho ele meio nojentinho? Já achava nos livros da JK..."e se vc sequer pensar em terminar essa fic com lily/james eu nunca vou te perdoar, bia," [2]

Nota: 5

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:: Página [1] ::

Enviado por Lai Prince Slytherin em 15/11/2011

meu, tava relendo, e achei meio tenso oq a lily disse pra cissa sobre a família dela. ela não perguntou oq a cissa pensava, ela acusou D:

eu imagino como a cissa deve se sentir né. uma irmã que desonrou os ideias da família, e a outra que vai a extremos para honrá-los. deve ser tenso. e ela ali, apaixonada por uma nascida-trouxa, oq q a coitada deve pensar?

agora, ela aparecer passeando pelo beco diagonal com o malfoy, só pra fingir pras pessoas alguém que ela não é, é muita sacanagem mesmo ç.ç

Nota: 1

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:: Página [1] ::

Enviado por MiSyroff em 02/11/2011

Ahhhhh

Caraca, caraca...

VOu comentar decentemente no menu

Nota: 5

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Enviado por Lai Prince Slytherin em 01/11/2011

porra, james, eca, socorro AHUAHUAHUAHAUHAUHA D:

Nota: 1

Páginas:[1]
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Enviado por Lai Prince Slytherin em 01/11/2011

acho que não preciso comentar que quase vomitei com a cena hetero.

e se vc sequer pensar em terminar essa fic com lily/james eu nunca vou te perdoar, bia, rs.

 

Nota: 1

Páginas:[1]
:: Página [1] ::

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