Minha mente estava fraca. Pensar em Hermione longe de mim e nas mãos de Zabini/Voldemort ou Voldemort/Zabini..., realmente não importava quem ele era... Pensar que Hermione estava nas mãos daquele crápula me deixava despedaçado.
Foram quase 48 horas de sufoco. Pois era assim que eu me sentia: totalmente sufocado. Exausto.
Hermione era minha luz e eu estava na escuridão sem ela por perto.
Coloquei a xícara de chá no criado-mudo e me levantei da cama onde minha mãe repousava. Dei um beijo em sua testa e ordenei que Digg ficasse com ela até eu voltar.
Não tinha contado nada sobre a mensagem de Zabini/Voldemort, pois não queria preocupá-la ainda mais. Ela estava frágil e sua doença parecia ter piorado com os acontecimentos. Por isso misturei uma poção do sono no chá, isso me daria tempo para agir. O medibruxo alertara-me que ela não devia de modo algum sofrer emoções fortes e saber que Voldemort voltara e que sua nora estava em seu poder era uma emoção negativa forte demais para qualquer pessoa. Embora ela estivesse recuperada do ataque a nossa casa seria bom que continuasse imaginado que estivesse tudo bem. Fora dificil mentir a respeito de Hermione, mas era necessário. Ainda bem que ela acreditou que Hermione estava na casa da família ruiva para sua segurança, se não... não sei o que faria.
_Draco? – Potter apareceu no final da escada que dava acesso aos outros cômodos da casa. Eu parei no segundo degrau esperando ele continuar. Mas no fundo eu já sabia o que era. Iria começar... – Está na hora.
Apenas acenei com a cabeça e terminei de descer os degraus rapidamente.
Acompanhei Harry até o escritório, onde todos já se encontravam organizados.
Estava quase na hora de irmos ao encontro do desconhecido. Porque sim... ir ao encontro de Voldemort era ir de encontro ao um abismo de surpresas inesperadas.
_Pois muito bem. – Começou Harry Potter. – Lembrem-se que a segurança de Hermione é tudo que importa. Não banquem os heróis. Não estamos lidando com um comensal qualquer... Voldemort não está de brincadeira e ele será capaz de tudo para me ter nas mãos, portanto se algo sair do controle não exitem em fugir.
Harry fora obrigado a contar sobre nosso oponente. Não podiamos colocar as pessoas em perigo. Eles tinham obrigação de saber quem enfrentariam, e todos ficaram um pouco chocados ao descobrir de quem se tratava.
_Também não podemos esquecer que a casa pode estar cheia de armadilhas. Afinal ele teve tempo suficiente para prepará-las para qualquer intruso. – Alertou um auror mais adiante.
Todos concordamos e começamos a nos dirigir para fora da mansão.
Caminhamos até os jardins do fundo e começamos a aparatar aos poucos. Primeiro foi um grupo de aurores que nos daria suporte em pontos estratégicos. Depois foi outro grupo deixando apenas Harry, Rony, Longbotton, Lupim e Ninfadora (que haviam voltado para o país assim que souberam do seqüestro de Hermione), e eu para trás.
Suspirei fundo – eu estava com medo. Muito medo. Hermione se tornara tudo que minha vida tinha de bom. E imaginar perdê-la era doloroso demais. Essa mistura de sentimentos angustiantes estava estampada no meu rosto e eu não conseguia disfarçar... Eu talvez não quisesse disfarçar...
_Calma Malfoy – tentou confortar-me Potter. – Tudo vai dar certo.
Eu não disse nada apenas balancei a cabeça afirmativamente tentando passar uma certeza que eu mesmo não tinha.
Depois disso aparatamos...
***
Ergui os olhos até a torre da velha casa. Ela parecia mais sombria agora do que quando a vi pela primeira vez. As imagens voltaram a minha mente como se tivessem acontecendo nesse exato momento.
Hermione e Weasley encontravam-se parados de costas perto daquela cerca de arames e madeira velha olhando para essa direção enquanto eu aparecia com Grabbe e Goyle em meu encalço disparando diretas e insultos aos dois
enquanto Hermione me enfrentava de igual para igual e eu a xingava mais uma vez de sangue-ruim. Depois uma bola de neve me acertava na curva do pescoço e assustava a mim e aos dois idiotas que estavam comigo.
Saiamos correndo deixando Rony e Hermione para trás sem nem ao menos olhar para ver se o “fantasma” tinha atacado eles também.
Lembrar disso era engraçado, principalmente por mais tarde descobrir que quem fizera isso fora Harry Potter com sua famosa capa da invisibilidade.
Essa lembrança foi dissipada quando com um movimento cauteloso Harry empurrou a velha porta de madeira e adentrou a casa com a varinha apontada na mão. O hall estava bem escuro e nós três entramos – três, porque Ronald recusou-se a ficar parado pelo lado de fora esperando – verbalizamos o lumus e olhamos a todo o redor da sala.
Ela não estava ali. E sem me conter gritei seu nome.
Por um momento Rony e Harry acharam que coloquei tudo a perder, mas estavam enganados, no topo da escada que levava para o segundo andar uma figura palida apareceu assustando a todos nós. Potter foi o primeiro a apontar a varinha. Pansy parecia um fantasma de tão branca que sua pele estava. Ela parecia não pegar sol a meses e isso deixava aquela garota bronzeada que eu conheci na escola totalmente irreconhecível. Ela parecia não nos querer fazer mal e isso me fez deduzir uma coisa rapidamente: Pansy Parkinson estava sobre o feitiço Impérius. Seus olhos pretos estavam bem vidrados e ela não faria nada que o lorde das trevas não mandasse.
_Sigam-me, por favor. – Ela sussurrou lá de cima e começou a caminhar.
Desconfiados e atentos para qualquer movimento suspeito começamos a segui-la de longe. A varinha empunhada e firme na mão. Ela virou um corredor e subiu o ultimo lance de escadas para o andar superior ao segundo. Observei que a medida que subiamos Potter estava cada vez mais desconfortável por baixo de seu casaco. Sua pele estava brilhando por causa das goticulas de suor, apesar do frio intenso que fazia naquele dia. Eu podia jurar que ele segurava gemidos de dor.
Pansy empurrou uma porta e entrou no cômodo e uma luz densa iluminou seu corpo deixando-o quase translúcido. Dessa vez Harry não conseguiu disfarçar a dor aguda que sentiu na cicatriz, ele chegou a se curvar com o poder maligno que estava na sala. Por um momento eu imaginei ser recebido por Nagini na entrada, mas a cobra não apareceu e isso me despertou um certo orgulho de Longbotton por ter eliminado de vez o réptil.
Seria muito azar o animal pesonhento ter voltado junto com seu dono.
Respirei fundo e entrei na sala, colocando a mão na frente do rosto para coseguir enxegar melhor. Quando minha visão se acostumou com a luz que descia do teto eu parei congelado de terror por breves segundos. Avancei na direção dela, mas fui impedido de continuar por um vulto ruivo que se enfiou na minha frente. Nem havia notado a presença de Harry e de Rony ao meu lado. Harry estava suando intensamente naquele instante e seu rosto estava contorcido de dor aguda.
Me debati tentanodo me livrar, mas eles me controlaram e eu fui obrigado a me acalmar, pois se continuasse descontrolado poria o plano tudo a perder.
__Muito bem Draco. – parabenizou-me Voldermort no corpo do meu ex-amigo. Zabini estava ali, mas inconciente. Via-se poucos traços dele, e se não fosse a cor de sua pele, diria que Tom Ridlle estava ali em pessoa. Sua voz parecia muito mais sinistra do que da última vez que havia estado em sua presença. – Você cumpriu direitinho sua missão dessa vez. Não só me trouxe Harry Potter, mas também o filho daquela familia traidora do sangue.
_Solte-a – gritei de onde estava.
Voldemort riu sinistramente para depois emendar:
_Não será assim tão fácil moleque.
Olhei para ele e depois me foquei em Hermione.
Ela estava descabelada, tinha um corte no rosto com sangue coagulado escorrido pela buchecha. Sua boca estava amordaçada com um trapo velho, seu pulsos estavam amarrados acima de sua cabeça com correntes, assim como seus tornozelos, sua pele estava cheia de hematomas roxos e vermelhos e sua camisola, antes nova, parecia mais um pano velho que fora usado para limpar o chão por varios dias. Ela tinha uma aparência bem castigada e isso fez meu coração ficar pequeno diante dosofrimento dela.
A imagem dela era a descrição do sonho que ela tivera. Apenas com algumas diferenças. Por um lado eu até me senti aliviado, pois sabia que Voldemort jamais tocaria em Hermione para satifazer seus desejos carnais. Para ele, ela era asquerosa demais.
Seus olhos pousaram em mim no momento em que adentrei a sala e seu corpo se debateu fazendo tilintar as corretes como se pedisse minha ajuda, e eu quase explodi de vontade de tocá-la, tirá-la dali para bem longe daquele inferno.
Atrávez do trapo velho que tapava sua boca eu ouvi nitidamente meu nome sendo pronunciado por ela. Estava abafado pelo tecido e pelo choro assutado, mas deu para compreender direitinho quando ela me chamou:
_Draco...
_Calma meu amor, eu vou tirar você daqui. Confie em mim. – Falei com ela, porém Voldemort intrometeu-se.
Primeiro ele gargalhou ruidosamente antes de dizer:
_Como você se tornou patético. Um puro-sangue se rebaixando por uma sangue-ruim imunda, Malfoy. Você se tornou pior do que o imprestável do seu pai.
Aquilo me fez o sangue subir a cabeça. Uma raiva crescente dominou o meu corpo e eu me preparei para atacá-lo.
Entretanto, quando minha mão lhe apontou a varinha eu o perdi de vista, pois Harry Potter enfiara o corpo na minha frente.
_Solte-a Voldemort.
_Oh, Harry Potter. Eu quase havia me esquecido que você estava aqui.
_Sim, estou, agora cumpra o que prometeu, solte minha amiga...
_Oh, sim. - Ele acenou para Pansy que permaneceu o tempo todo quieta perto da porta. Ela veio por trás da cadeira do Lorde e com um feitiço liberou Hermione da parede ao qual estava amarrada. Hermione caiu no chão com um baque surdo, mas permaneceu por pouco tempo ali. Parkinson a pegara com brutalidade pelos cabelos e a fizera ficar de pé. As corretes gritaram ruidosamente no quarto. Ela parecia bem fraca e quase não conseguia ficar ereta. Logo, ambas estavam postadas ao lado do homem ofídico com pele negra. Harry dera um passo na direção deles, contudo Voldemort o fizera parar:
_Larguem suas varinhas. – Ordenou.
Harry olhou para Rony e para mim e quando Voldemort percebeu que não o fariamos, vimos Pansy colocar a dela no pescoço de Hermione.
Sem exitar mais um segundo, nós três jogamos as varinhas no chão. Eu estava vivendo um dejavú, a diferença é que estavamos em situações completamente diferentes.
_Solta ela. – pediu o garoto-que-sobreviveu-pela-segunda-vez.
Hermione nós olhou aterrorizada. Ela divia estar imaginando como sairiamos dessa.
Quando Harry ficou perto o bastante do outro trio, eu senti meu corpo relaxar por um segundo, porque nesse instante Pansy empurrara Hermione na minha direção sem nenhum cuidado.
Ela gemeu em protesto quando viera cair quase perto dos meus pés.
Eu me abaixei rapidamente para trazê-la para mais perto de mim enquanto a ajudava a se levantar.
Contudo quase não prestava a atenção a cena que se desenrrolava a minha frente. Escutara apenas uma ameaça de Voldemort dizendo que dessa vez o Eleito jamais sairia vivo, e Harry rebatendo, dizendo que dessa vez ele eliminaria para sempre o Lorde das Trevas. Nosso plano estava saindo quase perfeito. Harry tinha feito bem em esconder sua verdadeira varinha nas vestes.
Fora uma questão de segundos. Harry duelava com Zabini/Voldemort e ele atacava e defendia os feitiços. Eu peguei a varinha no chão e disparei um feitiço também, acertando Pansy que atacava Harry também. Rony viera correndo e me ajudara com Hermione defendendo um feitiço que teria nos acertado em cheio se não fosse um protego do ruivo.
Ele defendeu outro feitiço e eu gritei para ele tirar Hermione dali. Ele a pegou no colo e saiu do quarto sobre protesto de dor da minha esposa e vi quando os dois cairam no chão quando um ricochete acertou o portal e desmoronou parte da casa em cima deles. Como o cômodo era grande eu me atirei para o lado e me livrei de uma viga pesada que se desprendera do teto.
Harry continuava lutando e se defendedno da maneira que podia, até que em certo momento algo surreal aconteceu. Um feitiço muito forte lançado pela varinha de Harry aprisionou o corpo de Zabini/Voldemort dentro de uma bolha de luz branca. Uma luz tão forte que cegou a todos nós dentro do quarto.
Escutamos um grito fantasmagórico vindo da bolha e de repente o corpo de Zabini caiu inerte no chão e sua varinha rolou para o lado deixando apenas o ultimo fraguimento da alma de voldemort presa dentro da bolha.
Aquela luz antes tão forte, foi engolida pelo fraguimento da alma do Lorde tornando-se do tamanho de uma goles e apenas com um piscar de olhos a bolha expandiu-se monstruosamente, emanando luz negra por todas as frestas, rachaduras e buracos que a Casa dos Gritos pussuía. Assim que conseguimos enxergar, vi Pansy cair no chão desmaiada, livrando-se do feitiço Impérius, Harry levantar com dificuldade e caminhar mancando até Rony e Hermione e começar a tirar os entulhos de cima deles. Tão logo me recuperei, juntei-me à ele.
Harry estava fraco, eu podia ver, mas sua determinação em livrar os amigos daquele monte de madeira velha era entusiasmadora. Quando – com minha ajuda – tirou a viga de madeira de cima dos corpo deles, eu percebi que Weasley havia protegido Hermione com seu corpo, então, todo o impacto quem sofrera fora ele. Ambos estavam desacordados, mas tivemos medo de mexer neles por não sabermos em que situação encontra-se o corpo de Ronald. Ele parecia bastante ferido e sua cabeça sangrava um pouco perto da orelha esquerda.
Ouvimos passos e logo o recinto estava repleto de aurores que vieram correndo ao nosso encontro. Lupin e Ninfadora foram os primeiros a aparecer, juntamente com Niville.
Alguns eram especializados em medibruxaria e socorreram os feridos ali mesmo.
Eu estava super preocupado, pois Hermione era a mais fragilizada. Havia sofrido castigos fisícos e parecia não ter comido nada nesse tempo. Quando ela abrira os olhos, eu senti o chão reaparecer debaixo dos meus pés. Eu a tomei nos braços sem ligar para mais nada. Apenas a beijei com cuidado, pois ela tinha os lábios feridos e fiquei com medo de feri-la ainda mais.
Estavamos todos distraídos demais para ver o que ocorria logo atrás da gente.
Tudo aconteceu muito rápido e foi impossível reagir no momento. Estavamos extasiados demais com os ultimos acontecimentos. Eu particurlamente estava radiante de felicidade por ter Hermione acordada nos meus braços outra vez.
Tinha acabado de beijá-la quando senti um movimento no outro lado do quarto, ao me virar, meu instinto foi me colocar na frente de Hermione. E daí por diante tudo pareceu correr em câmera lenta. Era como se eu pudesse ler os lábios de Zabini pronunciando silenciosamente o feitiço e vendo sua varinha que antes estava caida ao seu lado no chão liberando aquela luz verde da ponta.
Harry parecia o único em alerta e conseguiu nos proteger com outro feitiço.
_Avada Kedrava... – Pronunciou outra voz. Uma voz feminina que todo mundo ouvira e conhecia... eu principalmente.
Blasio Zabini nem fechara os olhos quando sua cabeça e seu braço descançaram no piso de madeira velha. A varinha com o punho entre sua palma e seus dedos. A mesma varinha que antes a alma de Voldemort estivera aprisionada.
Recuperando-se do susto Longbottom desarmara Pansy enquanto dois aurores lançavam feitiços de prisão na garota. Seus olhos ficaram presos em mim enquanto ela era levada para fora do quarto.
Ela gritava feito louca para que eu não deixasse que a levassem, que me amava, que iria matar Hermione, que eu pertencia a ela, e mais um monte de impropérios absurdos. Ela estava realmente louca.
A vi desaparecer e me foquei apenas em Hermione. Eu a abracei e a beijei descarregando todo a minha saudade e paixão naquele beijo. Depois nos abraçamos e acompanhamos o corpo de Ronald Weasley – que estava imobilizado em uma maca mágica até o St.Mungos. Ele teria que fazer alguns exames de praste e aproveitei para falar com médibruxo da família e exigir que Hermione fizesse alguns exames também. Ela reclamou, mas eu me mantive firme.
_Eu quero ter certeza que está tudo bem com você, Moranguinho.
Foi o meu argumento e ela se calou e fez todos os testes... emburrada, mas fez.
***
Abri a porta e ela sorriu para mim. Retribuí o sorriso e me aproximei do leito dela.
_Oi meu amor – disse depois de beijá-la nos lábios ternamente. – Como se sente?
Ela torceu o lábio e fez um biquinho que eu achei super bonitinho.
_Morrendo de vontade de ir para casa.
_Você sabe que não está em casa agora porque o médibruxoo ordenou que você tomasse soro, não sabe?
_Eu podia muito bem fazer isso em casa. Mas tem gente que morre de medo de algo acontecer...
Ela disse toda ranzinza, mas eu nem me importei com a direta.
_Eu fiz isso por causa da sua saúde – beijei-a de novo – você estava desidratada, cheia de ferimentos por todo o corpo e precisava de cuidados e aqui você poderia ser atendida com mais segurança.
_Ai, Draco eu quero ir para casa – argumentou toda manhosa se sentando na cama. – Não aguento mais ficar aqui. Foram dias terriveis sem você aqui comigo. Até os meus amigos quase não vieram me visitar... e toda vez que vinham eu estava sedada. A única com quem consegui conversar foi Luna, mas ela ficou pouco tempo.
Realmente foram dias muito ruins. Alías estes só se comparavam aos meses em que ela esteve nas mãos de Zabini e que fora violentada e sua memória apagada.
Eu sorri e me aproximei do seu rosto, não queria mais lembrar do passado doloroso. Agora eu só queria pensar no fututo.
_Prometo recompensar toda minha auxência assim que voltarmos para casa. - Disse baixinho rente aos lábios dela.
_Promete mesmo? – perguntou já abrindo os lábios para que se encaixassem nos meus.
_Eu prometo – sussurrei e encaixei minha boca na dela com gosto.
Eu e Hermione tinhamos uma química perfeita, eu sentia que ela me completava assim como eu tinha certeza que o sentimento era recíproco.
Ela se encostou nos travesseiros e como eu estava sentado na beirada da cama apenas acompanhei o movimento me inclinando por cima dela.
Nosso beijo se tornou mais quente e eu senti o meu sangue começar a se acumular na região da virilha.
Desci meus lábios por sua mandíbula até o pescoço e ela suspirou apertando meus ombros.
Voltei para sua boca e quando eu pensei em me posicionar de uma maneira mais confortável, a porta foi aberta sem nenhuma cerimônia por uma ruiva, acompanhada do namorado e do irmão.
Eu me assustei e parei o que estava fazendo na hora.
_Gente nós estamos num hospital – bronquiou a Weasley de uma maneira bem divertida. – Não dá para deixar essas coisas para fazer em casa?
Hermione se enrrubesceu toda, mas eu mantive meu ar de superior como sempre. Coloquei as mãos nos bolsos da calça para disfarçar minha semi-ereção, apesar da cama estar escondendo-me da cintura para baixo.
_Duvido que se fosse com você Weasley, aguentaria esperar chegar em casa.
Alfinetei. Jamais perderia a oportunidade de zoar com eles. Como se diz por ai, perde-se o amigo (no caso desses, recém conquistados), mas não se perde a piada...
_Draco, por favor.
_Calma querida – disse tocando a mão de Hermione. – Foi apenas uma brincadeira.
_De mal gosto Malfoy. De muito mal gosto. – Zangou-se Roanald.
Acho que ele deve ter imaginado a situação invertida, em vez de Hermione comigo, ele visualizou Gina com o melhor amigo moreno.
Eu dei de ombros e me sentei de novo ao lado de Hermione.
A ruiva veio e abraçou minha esposa como se não a visse a decádas, depois foi a vez do irmão dela – eu senti meu corpo ficar um pouco tenso – apesar de agora sermos amigos, eu ainda não conseguia suportar a idéia de ter outro homem tocando minha Moranguinho. Mesmo que fosse apenas um cumprimento amigável.
Por último Harry Potter.
_Oi. – murmurou ele.
_Oi. – sussurrou ela com um brilho diferente no olhar.
Hermione estava imensamene agradescida ao amigo. E depois daquele dia, com toda certeza esses laços de amizade se tornariam mais fortes do que antes.
E sinceramnte? Eu também tinha uma divida de gratidão eterna com aquele “cicatriz” e com amigo ruivo. Eles me trouxera a outra metade do meu coração de volta e agora eu me sentia completo.
_Você parece diferente. – Observou Hermione olhando atentamente para o rosto do amigo.
Ele sorriu abertamente e passou a mão na testa, tirando o cabelo do rosto.
Hermione franziu o cenho com o gesto e depois arregalou os olhos em espanto. Eu até o momento não havia entendido nada do que estava acontecendo até ela exclamar:
_Harry, sua cicatriz... O que aconteceu com ela?
Na hora até eu me inclinei para ver, pois o ângulo não me favorecia uma visualização perfeita.
Rony e Gina vieram rapidamente ver o que estava acontecendo.
_Ela sumiu Hermione.
_Sumiu? Como assim sumiu? – Perguntou Rony espantado.
_Eu não sei exatamente, mas quando cheguei em casa eu notei que ela havia desaparecido. Fui no memso instante falar com o porfessor Dumbledore e ele me disse que minnha cicatriz tinha uma ligação direta com Voldemort, por isso ela doía quando ele se aproximava de mim. Mas agora que ele não existe mais a cicatriz se foi permanentemente. Dumbledore também me disse que isso só foi possível porque no momento em que vi minha família em perigo – nessa hora ele olhou para Rony e embora Gina não estivesse lá, eu senti todo o amor que ele sentia pela garota – minha varinha liberou um poder que emanou do meu coração fazendo uma espécie de ligação direta com seus componentes. Por isso vimos aquela luz forte que envolveu a alma de Voldemort – agora ele olhou para mim – destruí-lo. Voldemort era negro. Um ser da escuridão. E para se acabar com a escuridão bastava que se ascendesse...
_...Uma luz – completou Gina por ele.
Ela sorriu para o namorado, mas no mesmo instante o sorriso se fechou.
_E posso saber porque não me contou isso antes, senhor Potter?
Ele sorriu para ela.
_Porque eu queria que estivessemos todos juntos, por isso escondi de todo mundo.
_Você é mesmo meu herói, Harry. - Falou Gina divertida, pulando nos braços do namorado.
_Hum, Hum... – pigarreou Hermione advertindo-os. – Achei que estavamos num hospital e que isso deveria ser deixado para quando estivessemos em casa?
_É claro que eles sabem disso – interferiu Rony, afastando Gina para longe do amigo.
Eu soltei uma risada abafada e Harry me olhou zangado.
Mas quando ele ia me dizer alguma coisa uma enfermeira adentou o recinto e “expulsou” a todos nós do quarto.
Antes de sair eu dei outro beijo em Hermione e acompanhei os outros até o refeitório do hospital.
_Então Harry. Quando será o julgamento de Pansy?
_Amanhã as três. Você vai? – Perguntou ele curioso.
_Estarei lá. Quero ver aquela vaca da Pansy pegar prisão perpétua em Askabam. - Disse de modo auterado.
Estavamos sentados em uma mesa mais no fundo do refeitório. Longe de ouvidos curiosos.
_Duvido muito. Ela parecia bem transtornada quando a levaram. Acho que será internada na ala para loucos do St.Mungos.
_Espero que seja na ala de segurança máxima. – Exclamou Rony.
_Provavelmente será. De acordo com o código penal, ela será condenada como uma criminosa de alta periculosidade, e se tudo der certo nunca mais a veremos...
_Assim espero. – Disse bebendo o ultimo gole de suco do meu copo e imaginando o que ela havia feito com Hermione durante esse tempo em que esteve ao lado dela. Eu conhecia um pouco a personalidade de Voldemort e duvido muito que todos os castigos físicos que se encontravam no corpo da minha esposa haviam sido obra dele. – Porque se ela voltar a se aproximar de Hermione outra vez... Eu juro que não respondo por mim.
_Calma Malfoy – falou Gina. - Hermione está bem segura agora. Nossos problemas definitivamente acabaram. Voldemort está morto – ouvimos Rony exclamar um “Graças a Mérlim”, e os seguidores dele que ainda estão solto por aí, logo, logo serão presos pelos aurores.
_Seguidores que eu ajudarei a capturar. – Completou Potter com um pequeno sorriso no rosto. Gina olhou para ele enquanto o namorado completava. – Amanhã de manhã faço meu teste para auror.
Ela sorriu.
_Até quando vai ficar revelando essas surpresas para gente?
_Bom... por hoje essa é a última. Mas pra você eu vou sempre tentar trazer e fazer surpresas boas...
Enquanto falava ele aproximava o rosto do dela e ela fazia o mesmo.
Eu continuei comendo meu sanduíche enquanto observava a cena.
E quando suas bocas se tocaram, um pedaço de pão de voou e acertou a cabeça de Harry em cheio. Rony foi quem jogara cortando o clima na hora do casal apaixonado. Eu soltei uma risada abafada e pus a mão na frente da boca para não cuspir o sanduíche enquanto escutava a bronca de Gina no irmão.
_Para de ser chato Rony. Agora eu não posso nem mais beijar o Harry em paz que você já fica de marcação...
_Fico mesmo. Você é minha irmã, é meu dever cuidar de você.
_Eu sei me cuidar sozinha...
Enquanto os ruivos discutiam eu me aproximei de Harry e falei:
_É amigo... Você está numa tremenda enrrascada com toda essa marcação serrada.
_Ela vale a pena...
E dizendo isso ele se levantou e puxou Gina para longe de Rony, pois a garota já ameaçava tirar a varinha das vestes e amaldiçoar o irmão.
Eu cruzei os braços e fiquei assistindo a cena enquanto ria sem parar da confusão do trio.
Tecnicamente, tudo estava voltando ao normal.
Continua...
Bom gente. Mais um cap, espero que curtam e que não briguem muito comigo por causa da demora, pois não sei o que me deu, mas estava completamente sem criatividade para continuar o cap. E principalmente este que foi bem tenso.
Mas prometo atualizar mais rápido da próxima vez – tomara que minha criatividade não fuja outra vez (autora pensa consigo mesma) – e fazer todo mundo feliz. Agradescendo a todos os comentários deixados aqui, eu leio eles com muito carinho cada um, e espero que tenham mais para eu ler. Assim que der pretendo responder a todos ta bom?
Tchau e até o próximo, bjos, bjos, bjos fuuuiii...