N/A.: Pedido mais do que especial de Claudiomir José Canan, o autor de Apolyon! Bem, só ele mesmo para atrever-se a misturar os casais de sua própria fic... kkkkkkkkkkkkk. Era para ser uma NC, mas eu não consegui pensar em um motivo convincente para que Gabriel e Gina fizessem amor, então, aqui vai a minha song! Espero que gostem! \o/
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O Rugido
De um lado estava o inimigo. Era agora ou nunca! De outro o mundo da magia e o mundo trouxa juntos com um único objetivo: derrotar o oponente! Bem no centro de tudo isso estava Gabriel, liderando a Grande Batalha de modo destemido e “suicida” como sempre. Muitas pessoas temiam umas pelas outras, mas algumas se preocupavam mais...
Desde que o triângulo Emma-Gabriel-Hermione se resolveu com um empate de zero, ou seja, ninguém ficou com ninguém, uma nova “ameaça” surgiu. Não ficou muito claro como, mas Draco e Gina brigaram e isso resultou no fim. Gabriel, que sempre procurava ajudar os outros, tentou conversar com os dois, mas não fez diferença alguma. Gina estava muito decidida e interessada em outra pessoa. Segundo ela, muito mais interessante do que Draco foi um dia.
Temos visto o que vocês querem!
Vocês nos têm encurralados agora!
Caindo adormecidos de nossa vaidade,
podendo nos custar nossas vidas!
Eu os escuto se aproximando
Os seus rugidos estão arrepiando minha espinha
E o tempo está correndo agora,
Eles estão descendo as colinas por trás
No Campo de Batalha, o inimigo avança com um grito de guerra. Os adversários preparam suas armas e partem para cima também gritando. Cada um com seu objetivo particular. Cada um com sua motivação...
Gina, percebendo que o que Gabriel sentia por Hermione não poderia ser contornado tão facilmente, resolveu apelar para medidas desesperadas. Ela não podia dopá-lo ou embriagá-lo. Seu corpo expelia qualquer tipo de droga antes mesmo de ela ser metabolizada. Ele era praticamente um dragão! E, seguindo essa linha de raciocínio, ela pede ajuda a única pessoa que entendia do assunto:
- Para que você quer essa dose imensa de tranqüilizante de dragão? – pergunta Carlinhos, desconfiado.
- Emergências. – responde Gina, vagamente – Nunca se sabe quando o Gabriel vai perder o controle.
- E isso funciona? – pergunta, cético.
- Nunca tentamos, não é? Quem sabe, como ele tem um organismo de dragão os tranqüilizantes também funcionem.
- Mas essa dose é demais até para um dragão de verdade!
- Gabriel não vai morrer assim tão facilmente.
O tinir das espadas e os sons de feitiço confundiam-se com os gemidos de dor e de fúria das pessoas que ali estavam. Os corpos voavam mutilados ou simplesmente caiam imóveis e frios. Aqueles que antes temiam a idéia de matar estavam agora com um brilho sinistro de prazer na morte de seus inimigos...
Quando começarmos a matança
Tudo isso está desmoronando agora
Do pesadelo que criamos,
Eu quero ser despertada de alguma forma
Quando começarmos a matança
Tudo isso afundará
Do inferno em que estamos,
Tudo que somos está desaparecendo
Quando começarmos a matança...
Possuir apenas algo para dopar Gabriel não era nada. A parte mais difícil estava por vir. Por sorte, o rapaz estava voltando de uma missão e estava extremamente cansado. Ele cumprimentava as pessoas no meio do caminho e seguia direto para o seu quarto. Habilmente, Gina preparou um café forte e misturou uma boa quantidade de tranqüilizante. Sem nem ao menos se dar ao trabalho de analisar o conteúdo do copo ele agradece com um sorriso e, quando estava prestes a tomar, Gina tem uma atitude inesperada:
- Não! – grita ela, tomando o copo das mãos de Gabriel.
- O q-- Gina? – diz Gabriel, confuso.
- Eu ia fazer algo pelo qual me arrependeria a vida toda. – diz Gina, envergonhada.
- Do que está falando?
- Cheire o copo... – pede ela, de cabeça baixa.
Gabriel o faz e sente algo diferente...
- O que tem aqui dentro? – pergunta ele, intrigado.
- Tranqüilizantes para dragão. – responde Gina, triste – Eu queria que você fosse meu, Gabriel. E ia fazer isso de modo ilícito.
- Mas... e o Draco?
- Não sinto mais nada por ele. Eu só preciso de você! Mas, eu trai a sua confiança...
Gabriel ergue a cabeça dela e sorri...
- Temos mais com o que nos preocupar agora. Há uma guerra lá fora e precisa de todo foco possível.
- Então, você...? – tenta dizer Gina, sorrindo levemente.
- Eu não posso te corresponder, você sabe.
As baixas do lado de Voldemort eram bem maiores. Temendo o massacre completo, ele esquivou-se com seus soldados por entre a floresta para tentar despistar, mas deparou-se com um bando de centauros, seguidos por outros seres que ali viviam. Logo após, os bruxos conseguiram alcançá-los. A vitoria estava quase definida.
Estivemos procurando a noite toda,
mas não existe vestígio a ser achado
É como se eles todos tivessem apenas desaparecido,
mas sei que eles estão por perto
Eu os sinto se aproximando,
Seus rugidos estão arrepiando minha espinha
E o tempo está correndo agora
Eles estão descendo as colinas por trás
Do meio para o fim não havia mais o que ser feito. Gabriel não aceitava mais nada que viesse de Gina e ela estava muito triste com isso. Draco mais uma vez tentou se reconciliar, mas ela havia aprendido uma coisa valiosa que era não aproveitar-se dos sentimentos de outras pessoas. Ela agora precisava apenas ficar firme antes da batalha final, correndo um sério risco de morrer e de perder quem amava...
Quando o último comensal morreu houve uma grande ovação. As baixas do lado vencedor foram muitas, mas, no final, aconteceu tudo como tinha que ser. Harry derrotara Voldemort com suas próprias mãos. Gabriel estava coberto por sangue de seus inimigos, mas mesmo assim comemorava. Agora ele podia finalmente descansar. Gina aproximou-se dele antes que ele pudesse ir embora e pediu-lhe um beijo de despedida. Depois de muito pensar, ele concedeu e imediatamente depois sumiu para sempre.
O sol está nascendo, os gritos se foram
Muitos pereceram poucos permanecem de pé
É este o final do que começamos?
Nós nos lembraremos o que fizemos de errado?