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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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Visualizando o capítulo:

9. Porque nem sempre natal signif


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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No cap anterior..



Hermione teve problemas no café da manhã quando Harry insistia em dizer que ficou até tarde no salão comunal e não a vira voltar da biblioteca. Ela disse que voltara e que não o vira, por isso passara direto para o dormitório. Gina apenas a encarava com o rosto preocupado, enquanto Rony fazia esforço em fingir que não estava prestando atenção na conversa. Esconder mais aquele segredo de seus amigos estava mais difícil do que ela supunha, mas valia a pena demais. A noite que tivera tinha sido a melhor de toda a sua breve existência.


 


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As semanas seguiram tranqüilas apesar de tudo. Rony já voltara a conversar com Harry mas se afastava sempre que Gina aparecia. Hermione já dava bom dia e boa noite para o ruivo, mesmo que seu estomago continuasse revirando toda vez que o via com Lilá. Blás, ao menos uma vez por dia tentava conversar com Hermione, apesar de ser a coisa mais difícil de se fazer por ele, por isso, na maior parte do tempo, ficava conversando com Pansy. E Draco estava cada vez mais apático e sumido. As vezes mandava bilhetes para Hermione desmarcando seus encontros diários na Sala Precisa, o que a deixava mais preocupada e até mesmo culpada.



- Me desculpe por esses dias de ausência. – Já era tarde da noite e Hermione só conseguiu sair do dormitório porque pedira Harry sua Capa da Invisibilidade alegando precisar dela para ir até a Ala Restrita da Biblioteca.



- Sabe que não quero suas explicações não é? Além do mais você me parece muito cansado. – Ela afagava os cabelos lisos de Draco que estava deitado em suas pernas.



- E realmente estou. É tudo tão difícil. – O loiro mantinha os olhos fechados. Hermione se penalizou pelo estado que ele se encontrava e de repente sentiu necessidade de colocar para fora a pergunta que martelava sua cabeça desde os primeiros dias de aula.



- Por quê? – Draco abriu seus olhos azuis e a encarou por uns minutos. Depois se levantou e sentou de frente a ela.



- Esperei muito por essa pergunta, mas você nunca a fez. – Ela abaixou os olhos.



- Acho que talvez eu tivesse medo da resposta.



- Não tem mais?



- Não. – Voltou a encara-lo esperando que ele lhe respondesse.



- É por causa da minha mãe. Ela é o que mais me importa nesse mundo. Até mesmo porque é a única que se importa. Mas é também pelo meu pai. – Hermione desejou dizer que a mãe dele não era única que se importava, mas achou de bom tom ficar quieta.



- Então é tudo uma chantagem? -  Ele riu sem nenhum humor.



- Com um ser como aquele o que você esperava? Meu pai ser um idiota já era o bastante Granger. – Ele se jogou de costas nas almofadas que estavam espelhadas pelo tapete branco.



- Nunca pensei que você pudesse achar seu pai um idiota. Na verdade sempre acreditei que você quisesse ser como ele. – Draco voltou a fechar os olhos e passou o braço pela testa.



- Houve esse tempo. Mas quando estava certo que... aquela coisa realmente voltara, eu comecei a pensar melhor. E percebei por mim mesmo que não valia a pena. Não que eu fosse lutar junto de Potter caso eu pudesse. Isso jamais. Eu simplesmente ia ficar na minha. – Hermione sorriu, mas ele não viu.



- Eu sei que você faria mais que isso. – Ela se deitou do lado dele.



- Acho que você espera demais de mim. – Disse ainda sem se mover.



- Não Malfoy. Sei exatamente o que esperar de você. – Ele por fim descobriu os olhos e se jogou em cima dela que sorria abertamente.



- Sabe mesmo Granger?! – Disse arqueando uma sobrancelha.



- Acho que sim!



Ele lhe deu um beijo e recomeçou com as caricias que tinham sido interrompidas minutos antes. Era sempre assim, eles se encontravam todas as noites, se beijavam loucamente, trocavam algumas palavras e voltavam para os beijos. Certa hora Hermione ia embora deixando Draco dormindo calmamente. As vezes acontecia de ela dormir por lá também, o que acabou acontecendo nessa noite. Acordou assustada e perdida, sem saber bem onde estava, mas logo se localizou quando sentiu um braço apertando sua cintura. Sorriu para logo se desesperar. Ainda era terça feira e certamente toda a escola já estava de pé.



- Malfoy! Acorda! – Disse retirando o braço dele de si e se sentando.



- Quê que foi?! – Disse seco.



- Estamos perdidos! – Ela respondeu nervosa passando a mão nos cabelos.



- Granger? – Só naquele momento ele parecia ter percebido onde estava e com quem.



- Não, sou o Blás que tomou a poção polissuco! – Ela respondeu se levantando.



- Você tem senso de humor! Que ótimo! – Draco se sentou.



- Não enche Malfoy! Me de uma idéia!



- Ora Granger, a inteligente aqui é você, e depois eu acabei de acordar. – Ele bocejou e ela colocou as mãos na cintura.



- O que uma coisa tem a ver com a outra?



- Que quando estou com sono não penso direito ué. – Ele deu de ombros e se espreguiçou.



Hermione ficou olhando para os lados até ver a Capa de Invisibilidade jogada a um canto. Mas não poderia coloca-la perto de Malfoy, afinal ninguém além do trio sabia da capa de Harry e assim continuaria sendo.



- Malfoy, vira de costas!



- Quê?



- Vira logo Malfoy! – Ela disse impaciente.



- O que é agora Granger? Vai tirar a roupa e eu não posso ver? Já te vi quase nua! – Ela ficou vermelha e teve vontade soca-lo pelo comentário infame, ainda mais por ser verdade. Estava perdendo seus limites com ele e isso não era nada bom, mas acabou tendo uma idéia, era idiota e estúpida, mas poderia ajudar.



- Se você não virar nunca mais vai me ver assim...er.. quase nua! – Disse rápida e ficando ainda mais vermelha. Draco riu de vê-la assim, mas não gostou de pensar que teria que começar tudo de novo com ela, só por isso se virou sem saber o porque.



- Você só pode ser louca Granger. Claro que você é louca. Poderia ao menos me dizer como vai sair daqui? Que idéia brilhante teve? Granger? – Ele se virou a tempo de ver a porta ser fechada. Ficou confuso sem saber o que afinal Granger tinha feito para sair dali e o que faria para evitar ser vista.



 



O grande problema era que Hermione Granger não tinha mais 11 anos. Logo aquela Capa não era grande suficiente para ela, apesar de não ser nenhuma gigante. Andava agachada e quase corria para chegar a Grifinoria. Sabia que as vezes seus sapatos podiam ser vistos por alguém mais atento mas esse alguém ficaria muito confuso e jamais saberia o que exatamente era aquilo. Gina estava saindo no momento que ela chegou e agradeceu mentalmente por isso, pois a passagem pelo Quadro estava aberta e assim conseguiu passar sem levantar muitas suspeitas. Tudo ia muito bem até sentir uma mão puxar-lhe a Capa.



- Mas.... Harry?! – A voz dela saiu estrangulada. Ela viu Gina voltando com um rosto triunfal.



- Muito bem Hermione, agora nós vamos sentar ali e a senhorita vai nos contar tudo que está acontecendo. – Harry disse calmo apesar de seu rosto estar serio. Gina já tinha se postado em um dos sofás que o namorado tinha apontado.



- Harry..



- Não Hermione, nada de desculpas. – O garoto que sobreviveu a puxou pelo cotovelo delicadamente ate senta-la em uma poltrona mais afastada.



- Vocês estavam me esperando?



- Eu fiquei na frente do quadro esperando você passar. Sabia que você não tinha dormido aqui porque passei no dormitório do sexto ano mais cedo e todas estavam lá menos você. Lembrei que tinha pegado a Capa e liguei os pontos. Senti seu... er.. o perfume e deixei você passar. Quando Harry me viu voltando sabia o que fazer.



- O que vocês querem de mim? – Disse quase chorando.



- Que você nos conte o que está acontecendo. – Foi Harry quem perguntou.



- Eu não posso. Simplesmente não posso. – Disse abaixando a cabeça deixando as lágrimas escorrerem por seu rosto. Harry se aproximou dela.



- Não confia em nós? – Ela encarou os olhos esmeraldas.



- Claro que confio Harry. Mas não posso porque são coisas que estão além de mim, além de tudo. Acredite, me sinto muito suja por tudo isso. Me sinto uma cobra, uma péssima pessoa. As vezes tenho nojo de mim mesma, mas eu não posso.... – Ela não conseguiu terminar o que ia dizer, pois o choro a consumiu. Gina também se aproximou e a abraçou apertado.



- Acalma-se Hermione. Você não é uma má pessoa. É que as vezes as coisas saem do nosso controle mesmo. Existem coisas que não podemos controlar.



- É, Gina tem razão. Mas se é algo tão ruim, por que não dividir com a gente? – Depois de um tempo Hermione tirou o rosto do ombro da ruiva. Os encarou com os olhos inchados.



- Porque é um segredo que não é meu. Além do mais envolve um Voto Perpetuo e vocês sabem o que acontece com quem quebra um acordo mágico desse. E envolve.. – Ela suspirou. – Sentimentos inexplicáveis. É só isso que posso dizer. – Ela percebeu quando o casal se assustou a menção da expressão Voto Perpetuo, talvez assim eles a deixassem em paz. Secou as lágrimas com as barras das mangas, se levantou e foi em direção ao seu dormitório. Tomaria um longo banho e dormiria o resto do dia. Queria se desligar do mundo, ao menos por algumas horas.



Draco estranhou a ausência de Hermione durante o café da manhã e na única aula que tinham juntos aquele dia. Ficou preocupado, talvez tenha dado problemas a ela fazendo com que dormisse com ele e perdesse a hora. Chegou até mandar uma coruja das Torres para ela, mas não pode esperar por uma resposta, Snape o chamou na sala dele no final da tarde. Sabia que não seria uma coisa boa.



 



- O Lord está muito nervoso Draco! – Ele tinha acabado de se sentar na poltrona em frente à mesa do professor de Arte das Trevas.



- Ele está sempre nervoso. – Disse tentando não demonstrar seu desespero. Snape estreitou os olhos.



- Você precisa aprender a levar as coisas mais a serio garoto. Lembra daquela vez que saiu do Castelo e levou algumas lições? – Claro que Draco se lembrava, aquele episodio transformou sua vida.



- O que ele quer de mim agora? – Disse se esforçando em fechar a mente contra as investidas de Snape, ainda mais por ter se lembrado de Hermione.



- Você sabe muito bem. Já estamos chegando ao natal. Deixe-me ajuda-lo e vamos acabar logo com isso. – Draco levantou uma das sobrancelhas.



- Ainda insiste nisso? Essa missão é algo que eu tenho que fazer e não você! Já não está satisfeito em ser o favorito daquela coisa?



- Olha como fala Draco! Parece que quer morrer! – Snape disse cortante. O loiro suspirou.



- Até que não seria uma má idéia não é? Deixe-me professor. Antes do ano letivo acabar eu terei cumprido a minha tarefa. – Ele se levantou dando indícios de que não queria mais conversar.



- Draco? – Ele ouviu a voz de Snape antes de rodar a maçaneta da porta. Não se virou para ele, mas parou esperando ele continuar. – Não complique mais as coisas para você mesmo e nem pra ela. Você sabe o que tem que fazer, então faça antes que seja tarde demais. – O garoto apenas fechou os olhos com força e se retirou, odiava os choques de realidade que o professor gostava de lhe dar.



Quando voltou pare seu quarto encontrou um envelope em cima da cama. Alguém com certeza recebera a coruja por ele. Sabia de quem era e correu logo para ler.



 



Está tudo quase normal. Só fiquei indisposta e resolvi tirar um dia para mim. Harry e Gina me fizeram algumas perguntas, mas acho que resolvi tudo com eles de uma vez por todas.



Hoje não vou até a Sala. Preciso respeitar a inteligência dos meus amigos e preciso pensar também, faz tempo que não faço isso.



Fique bem.



H.G



 



Ele não gostara das palavras dela, sentiu que algo estava estranho, mas teria que respeita-la. Tomou um banho e seguiu para a Sala Precisa de qualquer forma. Já que não teria suas horas de paz ao menos se dedicaria mais a terminar com o que esperavam que ele fizesse.



 



- Eu sei que você sabe o que está acontecendo com ela Gina. – Harry e a ruiva estavam na biblioteca alguns minutos antes do jantar. Blás também, e ouvia nitidamente a conversa deles.



- Por que você acha isso?



- Você sempre da umas indiretas que ela entende! O que é? – A ruiva o olhava um tanto desconcertada.



- Harry, olha, eu não sei. Tenho algumas desconfianças, mas nunca confirmei nada. E você ouviu o que ela disse, tem um voto perpetuo nessa história. – Blás quase deixou o livro que estava em suas mãos ir ao chão.



- Você acha que isso é verdade? Que ela não nos disse isso só pra nos enrolar?



- Ah não. Você conhece a Hermione, ela não é boa em mentir. Se fosse enganação a gente teria percebido facilmente.



- É, você tem razão. Mas então, quem é que está nessa com ela? Quem a prendeu em um voto perpetuo e por quê? – Gina não respondeu. Harry ficou pensativo e Blás queria poder conversar com Hermione o mais rápido possível para saber o que estava acontecendo.



- Harry? – Um garotinho do segundo ano da Grifinoria apareça do nada a frente da mesa dos dois.



- Sim?



- O diretor pediu para avisar que está te esperando na sala dele.



- Agora?



- Sim. – O menino saiu correndo ao perceber a movimentação das pessoas para o jantar. Harry se levantou puxando Gina pela mão.



- Tenho que ir. – Ela lhe sorriu.



- Eu sei. – Ele então a puxou lhe dando um breve beijo e se afastou. Gina ficou observando ele sair pela porta e então se dirigiu para a estante que estava atrás dela.



- Zabinne!  -Ele fingiu espanto ao vê-la perto.



- Oh Weasley, que tipo de brincadeira é essa? – Ela colocou as mãos na cintura.



- Não se faça de besta. Eu sei que você estava aí, ouvindo nossa conversa. – Blás deu um sorriso sem graça.



- Acabei de chegar! – Gina deu uns passos a frente se aproximando dele.



- Seja lá o que for que vocês estiverem fazendo com ela eu vou descobrir. E se for algo ruim, o que eu desconfio que seja, vocês vão conhecer o poder de uma bruxa extremamente nervosa e que toma para si as dores dos amigos. – Disse baixo e Blás jurou que um vento passou por ali quando ela dizia aquelas palavras ameaçadoras.



- Não sei do que você está falando Weasley. Acho que namorar com o Potter está sugando seus neurônios. – A ruiva estreitou os olhos.



- Não seja idiota, pois eu sei que você não é. Já sabe Zabinne, cuidado com a minha amiga!



- Ela também é minha amiga! – Gina não disfarçou a surpresa e Blás se sentiu idiota.



- Isso sim é estranho.



- Me deixe em paz Weasley! Não se meta em problemas que não são seus e ninguém lhe convidou para participar. Melhor ficar longe! – Naquele momento, o moreno mais parecia um Malfoy do que qualquer outra pessoa. Gina ficou magoada e preferiu não dizer mais nada ao vê-lo dar as costas e sair de perto dela. Estava cada vez mais confusa com que estava acontecendo com sua amiga.



 



Hermione só foi encontrar com Draco novamente na hora da ronda de quinta. Conseguira se esquivar dele durante toda a quarta e quinta pelo dia. Não sabia por que, mas sentia que algo muito ruim poderia acontecer a qualquer minuto e se caso estivesse longe dele isso não ocorreria.



- Você está muito estranha e sabe disso. – Já fazia meia hora que estavam andando e Hermione apenas lhe dera boa noite.



- Eu sei sim. Me desculpe. – Ela não conseguia olhar para ele.



- Olha para mim e diz logo o que houve. – Ele parou e assim ela teve que parar também. Com relutância ela olhou para ele.



- Não houve nada. Já te contei na verdade. Tive uma conversa com a Gina e o Harry que mexeu comigo, só isso. – Draco se aproximou dela.



- E isso fez com que você mudasse de idéia em relação a mim. – Ele afirmou com receio. Hermione ainda o encarou alguns segundos antes de responder.



- Isso é verdade. Tente entender que o que estou fazendo é trair a confiança dos meus amigos. Aqueles que me deram a mão e atenção quando eu mais precisei. Quando as pessoas me olhavam como uma aberração, quando me intitularam de sangue ruim, rata de biblioteca. E estou traindo eles justamente com o causador de tudo isso. Você consegue entender como me sinto? – Ela tinha os olhos molhados. Draco a olhava chocado e ao mesmo tempo compreensivo. Abaixou o rosto.



- Sinto muito por tudo isso então. – Ele pegou em uma das mãos dela e lhe acariciou. – Talvez eu tenha sido egoísta com tudo isso. Fazer você ficar comigo só porque me fazia bem, me fazia sentir que no fim, apesar de tudo, as coisas podem acabar bem. Estar com você me permitia ser o melhor de mim. Me perdoe por ser tão egoísta, como sempre. – Ele lhe soltou e sem olha-la de volta deu as costas e recomeçou a caminhar.



- Draco?! – Hermione disse entre soluços e ele estancou onde estava. Vagarosamente se voltou para ela, sem se aproximar. – Eu também sou egoísta e por isso preferi ficar com você. Porque tudo que você sente eu também sinto. Eu me sinto péssima, mas você tem o poder de acabar com tudo isso. – Ele lhe sorriu e vagarosamente se aproximou dela.



- Somos loucos e idiotas. – Disse bem baixo encostando sua testa na dela, que fechou os olhos.



- Somos. – Ela sussurrou. Draco lhe deu um selinho apertado.



- Vamos Hermione. – Ela abriu os olhos sentindo o coração mais rápido que uma bala.



- Vamos. – Draco pegou a mão dela e arrastou pelos corredores. A castanha sabia muito bem para onde estava indo e se sentia muito feliz por isso.



 



Naquela noite Hermione se sentia praticamente completa. Quando chegaram a Sala Precisa ela tinha uma cama de Dossel grande e quente. Os lençóis brancos de seda e uma colcha grossa lilás. Aquela cor lhe lembrou o seu próprio quarto em casa a fazendo se sentir mais acolhida. Draco lhe sorriu retirando sua capa sonserina e os sapatos. Ela fez o mesmo e logo se sentou na cama. O loiro a copiou e em seguida a abraçou forte lhe dando um beijo apaixonado. Hermione se deitou e ele a cobriu, apesar de uma lareira estar bem próxima a eles. Draco também se deitou e abraçou pelas costas. Beijou sua nuca a fazendo rir com o carinho. Sentindo a respiração quente e acolhedora dele dormiu como estivera desejando aqueles dias. Ele também dormiu rápido. Os sonhos deles eram que pudessem fazer aquilo todos os dias, pelo resto da vida, mas não queriam pensar que aquilo jamais aconteceria.



 



A aula de Trato de Criaturas Mágicas estava sendo um sacrifício. O vento gelado fazia os ossos tremerem e alguns flocos de neve já se faziam presentes. Era a última aula da disciplina antes de feriado de natal e parecia que Hagrid desejava que os alunos ficassem com aqueles animais estranhos na cabeça até a volta das festas. Hermione estava encolhida perto de Harry, que se aproximara dela afim de se esquentar também. Rony naquele momento até agradeceu por Lilá ser pegajosa, pois o estava aquecendo bem com seus abraços.



Do outro lado do jardim Blás olhava de lado para a castanha tentando sinalizar que precisava conversar com ela, mas ela, quando olhava para aquele lado, apenas via Draco, que parecia bem nervoso por ela estar tão próxima ao amigo de óculos. Pansy, cansada de ver aquela cena patética, se aproximou de Blás o pedindo para abraça-la pois estava congelando. O moreno aceitou de bom grado, pois não estava muito diferente dela.



 



- Pensei que aquela aula não teria fim! – Hermione disse assim que se sentaram para almoçar.



- Você reclamando de uma aula? – Gina disse dando um breve sorriso ao lado de Harry.



- Se você visse o frio que ta lá fora me entenderia. – Só nesse momento ela conseguira notar os gestos de Blás que sinalizavam que precisavam conversar. Franziu o cenho achando estranho, já que nos últimos tempos ele parecia fugir dela toda vez que tinham oportunidade de conversarem.



 



- Algum problema Blás?



- Sem cenas de ciúmes pra cima de mim Draco. Só estou preocupado com que ouvi dos amigos dela outro dia, quero saber o que houve. – Pansy se levantou de perto deles cansada de ter sempre que ouvir sobre a castanha nas conversas dos dois. Eles apenas a acompanharam com os olhos.



- Ela não quer falar sobre isso. Acho que eles a pressionaram a dizer alguma coisa, mas ela resolveu.



- Resolveu contando sobre o voto perpetuo. – Draco se engasgou com a coxa de frango que comia.



- Co - como assim?



- Foi o que eu ouvi o testa rachada conversando com a namorada dele. Por isso estou preocupado. – Draco olhou rápido para a mesa da Grifinória e viu Hermione comer tranqüila e distraidamente.



- Ela, nem se quisesse, poderia contar sobre o que é o voto perpetuo que vocês dois fizeram.



- Não. Mas aquela Weasley é esperta demais. Se ela começar a investigar muito pode acabar descobrindo. Por isso tenho que avisar a Hermione para tomar cuidado. – Draco suspirou.



- Snape tem razão. – Disse cansado e afastando o prato de si. Blás o olhou sem entender.



- Sobre o que?



- Estou causando mais problemas a ela. A fazendo correr riscos desnecessários e pior, ela pode perder a confiança dos que mais são importantes pra ela. Você pode imaginar a tempestade que aqueles idiotas fariam se descobrissem.... tudo?!



- Você realmente gosta dela Draco. Isso é de se admirar. – O loiro deu um sorriso sem alegria.



- Mais um não e fracasso na minha vida Blás. Apenas isso. – Ele se levantou sem mais nada dizer e nem olhar para trás. O moreno lamentou pelo amigo. No fundo sabia que aquela história dele com Hermione estava com os dias contados, levando em conta o estado cada vez mais abatido e preocupado de Draco. Ele desconfiava que algo muito serio estava prestes a acontecer.



 



No final daquela sexta, Hermione se viu tão envolvida com as novidades de Harry e de suas aulas com Dumbledore, que nem se importou muito com a presença de Rony e nem se preocupou em dar um jeito de conversar com Blás como ele havia sinalizado. No final da noite que se lembrou disso, mas se tranqüilizou sabendo que o veria na festa de natal do professor Slugh.



- Seu vestido é encantador Luna. - A loira sorriu para a castanha com seus brilhantes olhos azuis. Harry estava no meio das duas seguindo até as Masmorras.



- Obrigada Hermione. Vejo que seus olhos estão radiantes também. – Harry olhou de supetão para a amiga que sorriu sem graça e ficou vermelha.



- Só estou orgulhosa por ter sido convidada para essa festa. – Respondeu olhando para os lados.



- Você nem queria vir nessa festa Hermione. – Harry disse confuso.



- Quem foi que te disse isso? Oh chegamos! – Hermione apertou o passo e entrou na frente dos amigos.



 



A festa foi maçante e ao mesmo tempo engraçada por conta dos galanteios exagerados do professor para com seus alunos queridos. O ponto tenso foi quando Draco foi pego por Filtch nas redondezas e passou uma passa fora na frente de todos, sendo levado por Snape da festa. Hermione ficou mais preocupada quando viu que Harry os seguira e não pudera fazer nada para impedir.



 



- Até quem fim Hermione! – Ela deu um pulinho de susto ao ouvir a voz de Blás atrás de si.



- Oh! Blás, oi! – Ela estava visivelmente nervosa.



- O que houve?



- Só estou um pouco preocupada. Mas você queria conversar comigo? – Ele a olhou desconfiado antes de começar a contar o que acontecera. Ela ficou mais seria ao ouvir o relato do amigo sonserino.



- Só quero que tome cuidado com a Weasley, ela é esperta.



- Eu sei disso. Gina tem suas desconfianças, claro. Acredito que esteja confusa com algumas coisas, mas não tem como comprovar. Ou eu ainda não dei chance a isso. E acho também, que no fundo, ela não quer saber. – Ao dizer isso Hermione ficou com semblante triste.



- Como assim?



- Acredito que ela desconfie de que esteja rolando alguma coisa entre eu e o Malfoy. E isso seria muita decepção se fosse confirmado. Então ela prefere fechar os olhos.



- Sinto muito.



- É. Olha, eu preciso ir. Preciso achar Harry. A gente se fala depois. – Hermione saiu de trás das cortinas onde estivera escondida conversando com Blás. O moreno ainda ficou um tempo remoendo seu ciúmes, sua dor de cotovelo e seu lamento por aquele casal fadado ao fracasso.



 



- Eu disse Hermione! Eu disse! – Eles já estavam no Salão Comunal da Grifinória. Rony estava lá dando alguns bocejos. Hermione estava em pé perto de Harry tentando não tremer mais do que já estava.



- Harry, a conversa que você ouviu não te da certeza de nada! – Harry a olhava nervoso.



- Como não? Ele está tramando algo sim! Por que você insiste em defender o Malfoy?! – Rony, sentado, olhava de um para o outro, tentando acordar completamente seu cérebro.



- O que? Eu não estou defendendo Malfoy! Só acho que temos que manter a calma e o foco Harry!



- Que foco?



- Como que foco?! Esqueceu das suas horas na sala do diretor? É nisso que você tem que pensar e não no que Malfoy está aprontando! Ele é só um garoto mimado que quer agradar ao papai! – Hermione sentiu um aperto no peito ao dizer aquelas palavras. Estava mentindo venenosamente para seu melhor amigo.



- Realmente é muito estranha essa sua defesa sempre calorosa do Malfoy. – Rony disse calmo e devagar. Hermione revirou os olhos não acreditando que depois de tanto tempo, o ruivo abrisse a boca para falar aquilo.



- Ótimo! Querem pensar que estou defendendo o loiro lá, pensem! Só quero ser prática. Uma guerra está batendo a nossa porta, e simplesmente não podemos ficar perdendo tempo com coisas de menor importância, como essa rixa que existe entre vocês desde o primeiro dia. Toda essa guerra é muito maior que isso. Mas se vocês querem se desgastar com isso, que se desgastem. Eu vou dormir. Boa noite!



 



Ela saiu pisando duro e só soltou o ar quando fechou a porta do dormitório não acreditando no que tinha acabado de fazer. Estava cada vez mais confusa consigo mesma. O quanto ela gostava de Malfoy afinal? A ponto de mentir daquela forma?! De enganar!



Tirou seu vestido cuidadosamente. Colocou seu pijama, se deitou, e deixou as lágrimas molharem o travesseiro silenciosamente. Tinha entrado em um caminho sem volta e sabia que aquela era apenas a primeira noite que ela passaria em claro chorando, preocupada, amarga, culpada e desesperada por causa de Draco Malfoy.



 



- Quero te pedir uma coisa Blás. – Eles estavam a beira do lago. O vento era gelado e logo ia nevar. O moreno apertou mais o casaco em volta de si. Prestava muita atenção na fumaça que sua respiração produzia.



- Diga Draco. – O loiro tinha os olhos fundos, deixando claro que não dormira um minuto se quer durante a noite. Ainda estava vestido com a roupa negra de sábado e Blás se perguntava como ele ainda não tinha congelado por estar com apenas um fino paletó.



- Ela vai me odiar e ficar machucada. Não poderei evitar. Você pode cuidar dela? Granger precisará de consolo. – O moreno parou de olhar a fumaça e encarou o amigo. Franziu o cenho. Uns minutos se passaram até que ele tivesse o que dizer.



- O que vai fazer é contra ela? – Draco fechou os olhos e respirou fundo. Sua fumaça saiu mais densa do que a do amigo.



- Sempre vai ser contra ela. Toda essa guerra é contra ela e pessoas como ela, não é? Não me faça explicar.



- Não quero que explique. Vai se afastar dela antes? – O Malfoy mais novo sentiu um nó na garganta, uma sensação quase estranha para ele. Aquilo era um aviso que ainda tinha a capacidade de se emocionar profundamente por alguma coisa, ou no caso, por alguém. Pigarreou e virou o rosto para frente. Respirou fundo mais uma vez deixando aquele incomodo nos olhos passar.



- Vou tentar.



- Faça isso Draco. Aproveite o feriado, ela terá um tempo de se recuperar.



- Pode ser que seja antes do feriado. – Blás arregalou um pouco os olhos verdes, mas não disse nada. Não queria saber o que o amigo iria fazer, nem quando ou com quem. Colocou uma mão no ombro de Draco e apertou, dando sinal de que estava com ele.



- Estarei com ela sempre que precisar, assim como sempre estarei com você.



O feriado chegou e nada aconteceu. Draco estava mais abatido do que nunca quando entrou no Expresso para passar as festas de final de ano em casa. Ainda não tinha conseguido fazer seu trabalho, nem terminar, o que quer que fosse que tinha, com Granger.



Já Hermione estava bem apesar de tudo. Conseguira nunca mais falar sobre Malfoy com os amigos e continuava se sentindo livre nos braços dele. Rony e Lilá não eram mais um problema e ela já conseguia trocar umas palavras com o ruivo. Passou o natal em casa, preocupada. Sentia uma angustia, como se aquele pudesse ser o último natal feliz com sua família. Chorou muito ao se despedir deles na volta para Hogwarts.



 



- Estou te avisando Harry, ela é louca! – Era o segundo jantar desde a volta do feriado. Hermione estava rindo com a cara de raiva de Gina.



- Eu mato essa assanhada. – A ruiva estava toda vermelha.



- Calma Gi! Não é como se eu fosse desesperado e comesse tudo que visse pela frente.



- Não! Isso é papel de Ronald Weasley! – Todos riram, menos o citado.



- Você anda muito feliz Hermione, não é mesmo? – Ele respondeu meio amargo. O sorriso da castanha diminuiu, quase desapareceu.



- Na verdade não. Ser feliz com as expectativas que temos é quase impossível. Mas viver em clima de enterro é como já enterrar mortos que ainda nem se foram. Desculpe por sorrir demais Ronald. – Talvez ela tenha exagerado, mas se sentiu ofendida com o comentário dele. Andava em um estado de tristeza e angustia constante, que ele e nem ninguém nunca parecia perceber, e quando ela relaxava um pouco, era retratada.



- Eu não quis ser tão rude com você. – Rony tinha ficado um pouco vermelho. Harry ficara sério e inconsciente passara a mão na cicatriz. Gina baixara a cabeça e o olhar.



- Você nunca quer, mas sempre é. Eu vou subir. Harry, realmente a Vanilda fez a poção do amor para você, tome cuidado. Boa noite.



Levantou da mesa de cara fechada, torcendo intimamente que um sonserino a seguisse, queria muito poder descansar. Ao sair do Salão, andou devagar com uma esperança que quase aquecia seu coração. Mas ele não apareceu, não a chamou, nem o cheiro dele sentiu por perto. Tinha certeza que vira por conta de olho, ele a mirando sair do jantar, mas Draco não a seguiu. Frustrada, subiu as escadas para a Grifinoria quase correndo e chorou mais uma vez no quente de sua cama.



 



- Acorda Hermione, por favor! – Ela tinha acabado de adormecer praticamente e estava pronta para xingar o infeliz que a sacudia, mas ao abrir os olhos e ver uma Gina aos prantos desistiu e se sentou rapidamente, passando a mãos pelos cabelos.



- O que houve?



- Foi o Rony! O Rony foi envenenado! – Hermione levou alguns segundos para processar aquela frase, porque ela não fazia muito sentido. Quando seu cérebro sonolento e dolorido, por causa do choro, absorveu a informação, deu um pulo da cama a colocando em pé, quase desesperada.



- Como envenenado? Onde ele está? Como? Gina cadê o Rony?



- Na enfermaria. Parece que vai ficar bem. Mas eu tenho medo. – Nunca vira a amiga tão frágil. Abraçou tentado conter o próprio temor e entender o que tinha acontecido. Depois de tranqüilizar um pouco Gina, vestiu um roupão e juntas foram ver Rony na enfermaria.



Lá Harry a contou como Rony tinha comido seus chocolates repletos de poção do amor, a mesma que ela tinha advertido que Vanilda prepara para ele. Como então, ele tivera a idéia de procurar o professor de Poções para ajudar com Rony e como, ao brindarem com hidromel a cura do ruivo, ele quase morrera.



- Então eu me lembrei do benzoar e coloquei na boca dele. Foi horrível. Ele parecia não reagir. – Harry narrava a ela e ao diretor Dumbledore juntamente com Snape.



- Como um hidromel envenenado foi parar em suas mãos meu caro professor?



- Eu.. não entendo! Pensava em lhe dar de presente, Dumbledore, veja sô! – Slugue parecia em um mundo a parte, quase não acreditando no que acontecera em seu gabinete.



- O importante é que ele ficará bem. Precisa de descanso e silencio. Os senhores podem discutir o assunto em outro lugar? Por favor? - A enfermeira pediu enfaticamente e todos saíram de lá silenciosos. Gina e Harry seguiram para a sala do diretor, pois os Weasleys estavam a caminho via flú e necessitariam de informações.



Hermione andava vagarosamente sem rumo. Seu cérebro trabalhando a mil por hora, tentando encontrar a solução daquele problema. Era boa em deduções lógicas. O dia já estava amanhecendo e ela parou perto de uma janela encostando sua testa quente no vidro gelado. O céu estava cinza, mas tinha uma faixa amarelada no horizonte, sinalizando que o sol fazia força em aparecer. Lá embaixo um tapete branco de neve envolvia o jardim e a copa das árvores balançavam ao sabor do vento gelado, como se quisessem se livrar daquela capa branca que envolvia suas folhas. Foi quando o embaçado de sua respiração sumiu da vidraça foi que ela percebeu um pontinho negro em meio aquele cenário branco. Alguém se movimentava para perto da árvore e ela se admirou pela coragem daquele individuo. Até que reconheceu o andar, e quando reparou bem, os cabelos finos despenteados pela brisa das primeiras horas da manhã. Seu coração apertou, porque enfim tivera as respostas que estivera procurando na última hora e isso fez com que quisesse matar e morrer e deixar de ser ela mesma. Fez com que se arrependesse de ter nascido, de ser bruxa, de ter ido para Grifinória, de ter se tornado amiga de Harry Potter, de ter se apaixonado pelo vermelho Weasley, de ser solidária e salvar um sonserino filho de uma puta. De ter se envolvido com esse infeliz, de ama-lo. Soltou um soluço inconsciente. De fato acabara de encontrar todas as respostas e queria poder morrer e morrer e morrer. Enxugou as lágrimas. Correu para Grifinória, calçou uma bota grossa e se enfiou em um sobretudo negro grosso. Se enrolou em um cachecol vermelho. Não ia morrer ainda, pelo menos não congelada.



 



- Malfoy?! – Sua voz saiu rouca e até ela mesma se assustou. Ele estava no mesmo lugar que ela vira ele se encostar quando estava na janela. Demorou um pouco para se virar.



- Granger. – Desde o feriado que não se falavam. Queria evita-la antes que tudo desandasse de vez e isso o estava matando. Ao ver o rosto irado dela percebeu que já tinha desandado. Desejou morrer.



- Você é a pior coisa que pode acontecer na vida de alguém. Você é a pior coisa que aconteceu na minha vida. – A voz dela saia firme apesar de ser possível ver lágrimas tentarem vencer a barreira dos olhos já inchados.



- Acredite, eu sei disso. – Ele disse calmo.



- Sabe também que eu te odeio mais que amo viver?! Que tenho nojo de mim por sua causa?! Que desejo morrer de uma forma dolorida para quem sabe assim me redimir de toda a porcaria que fiz? Que anseio te matar e me condeno por não ter forças de fazer? Que eu acredito ser mais suja do que você e esse seu sangue puro inútil? VOCÊ SABE DISSO TAMBÉM?! – Ela gritou por fim, deixando o rosto molhar com sua água salgada. Ele queria abraça-la e pedir perdão seja lá pelo o que fosse, porque ele sempre seria o culpado. Mas não podia fazer isso.



- Estive esperando este momento como um moribundo espera a morte. E como você, quero morrer desesperadamente. Mas sou covarde, e também não tenho forças de fazer isso.



- Você é um imbecil. Você quase matou a coisa mais preciosa da minha vida. – Ele a encarou tentando entender de quem se tratava. Ele queria, melhor, deveria matar Dumbledore, seria ele tão importante assim?



- O que eu fiz Granger deveria ser feito. – Disse no lugar de perguntar “Do que você está falando?”



- Matar Ronald Weasley era o seu trabalho então?! – Ela limpou o rosto mais uma vez e ele sentiu muita raiva. Então Weasley era a coisa mais importante da vida dela. Que merda ele ter apenas quase morrido. Devia ter morrido, aquele pobretão infeliz que apesar de tudo sempre tinha mais que ele. E agora tinha ela, e teria para sempre. Respirou fundo.



- Se ele quase morreu Granger, - ele se aproximou dela com os olhos apertados, como fazia quando brigavam por qualquer motivo. – não conclui o meu trabalho. E se ele quase morreu, ele está vivo, sinal que você ainda pode correr atrás dele o quanto quiser e mendigar um amor que nunca vai ter. Quem sabe, você o vença pelo cansaço e acabe tendo filhos sangues sujos e pobres, do jeitinho que vocês dois merecem?! – Ela fez aquilo que poderia fazer. Bateu em seu rosto com toda a mágoa, dor e raiva que estava sentido. O rosto dele ficou de lado, os dedos dela marcados na pele extremamente branca. Ele respirava rápido.



- Eu te odeio tanto. – A voz dela saiu tremida e chorosa. Ele voltou o rosto para ela. Os olhos brilhando numa espécie de ira e algo mais.



- Não faz mais que a sua obrigação. E agradeça a minha mãe por me ensinar que não se deve bater em mulher, porque era tudo que eu queria fazer agora. Foi o terceiro tapa que me deu, e isso ainda vai ter volta. Seja infeliz Granger, do mesmo jeito que eu sou e hei de ser. Feliz Natal querida, não tinha tido tempo ainda.



Draco saiu o mais rápido que conseguiu dali. Sua boca amargava, seu rosto queimava, sua cabeça latejava. Queria realmente bater nela, que mesmo sendo a garota mais inteligente da escola, não sabia o quanto ELA era PRECIOSA na vida dele. Queria poder faze-la entender que muito da sua vida não era escolha sua. Mas não ia, não poderia fazer nada. Entrou no Castelo resignado. Seu plano de matar Dumbledore, mais uma vez saíra pela culatra, teria que se concentrar e rápido em outra coisa, seu tempo estava se esgotando. E agora tudo seria pior, porque estava sem Granger, Hermione, sem seu sopro de vida, esperança. Mais uma vez, estava sozinho.


 

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