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38. [2] Draco e Hermione (Cont.)


Fic: O LIVRO DAS SONGFICS


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Auréola


 


A volta para casa nunca foi tão difícil. Quando todos já estavam no trem houve um momento para uma despedida. Sem palavras. Só gestos. Um abraço. Longo abraço...


Mentalmente, eles prometeram que iriam esquecer-se do que houve. Cumprir a promessa era outra história...


E cumprir tal promessa não foi bem o que aconteceu. Draco e Hermione estavam em cabines separadas, mas sentiam-se como se tivessem separados por uma distância absurda. Seus amigos notavam a visível agonia de ambos, mas as coisas para Hermione eram mais complicadas.


Rony gostava muito dela e ela dele. Não do mesmo modo, mas já era o suficiente para que a promessa “permanecesse”. Questão de bom senso. Ela devia apenas acalmar-se e chegar em Londres para de lá ir para sua casa e esquecer o que aconteceu durante o ano.


Draco pensava um pouco diferente. Se ele não conseguia ficar em paz consigo mesmo, era apenas chegar a Londres e procurar por Hermione para fazer o que seu coração implorava. Ele o faria ali mesmo, no trem, se não raciocinasse e quisesse enfrentar um ruivo ciumento defendendo sua querida namorada.


Lembra-se daquelas paredes que eu ergui?


Bem, baby, elas estão desmoronando


E elas nem resistiram à queda,


E a queda nem sequer foi barulhenta


Assim que todos desembarcaram, o loiro correu pela estação King Cross arrastando seu malão de modo desesperado ignorando os gritos histéricos de Pansy que o chamava de volta. Seu esforço foi vão. Hermione estava entrando no carro dos seus pais, depois de despedir-se de Rony com um beijo bem apaixonado. Draco, nem em seus maiores devaneios, imaginou que um dia sentiria inveja de Rony Weasley. Ele tinha o que foi “dele” durante um bom tempo. Algo que ele não percebeu na hora certa e não deu o devido valor. Sentindo-se derrotado, ele deu meia-volta e foi procurar por seu pai.


Do carro que deixava a estação Hermione assistiu a tudo o que acontecia. Viu, enquanto beijava Rony, que Draco estava olhando ao longe, com um olhar de decepção e derrota. Ficou observando ele se distanciar a medida que o carro ia embora. As lagrimas não conseguiram ficar em seus olhos por mais tempo e caíram por sua face. Só havia uma coisa a fazer agora...


Encontrei uma maneira de te deixar entrar


Mas eu realmente nunca tive dúvida


Quando em frente da luz da sua Auréola


Eu tenho o meu anjo agora.


Rony estava feliz em casa. Em alguns dias poderia ir visitar sua namorada e ficar uns dias com ela. Ele ficou surpreso quando ao entrar em seu quarto deu de cara com a coruja de Hermione que trazia um bilhete amarrado na pata esquerda.


Preciso te ver ainda hoje se tiver como


Beijos


Hermione Granger


Sem nem ao menos despedir-se de sua família, o ruivo pegou o carro novo de seu pai e voou até a casa de Hermione. Estava tão ansioso que não passou por sua cabeça que pudesse ser algo de desagradável o que ela tinha para falar. Namorar Hermione foi a melhor coisa que aconteceu com ele durante o ano letivo. Foi no susto, mas era o que ele sempre quis e nunca teve coragem.


Nem precisou bater à porta. Ela já estava esperando.


- Rony, eu te adoro. – começa a dizer Hermione, fitando o chão – Você é um amor de pessoa...


- Aonde quer chegar? – Rony pergunta preocupado – Aconteceu alguma coisa?


Hermione engole em seco e começa a contar tudo o que aconteceu antes de eles começarem o relacionamento. Rony ficou pasmo como nunca havia notado nada de estranho. Não conseguiu articular uma palavra mais depois disso. Beijou-a na testa, respirou fundo e dirigiu de volta para casa. Foi o fim...


O que fazer agora?


Ela precisava dele...


... ele não parava de pensar nela...


Draco estava deitado em sua cama olhando fixamente para uma das poucas fotos que tirou com Hermione. Mentalmente, ele ficava se maldizendo, pensando que ela sim tinha levado a promessa a sério e que queria viver algo com o Weasley. E mais uma vez estava ele com inveja do pobretão...


- Senhor Malfoy, visita para o senhor. – diz o elfo doméstico com a voz arrastada.


- Quem é? – pergunta Draco, arrogante.


- Uma senhorita, não quis dizer o nome.


- Seria ela? – pensa Draco, correndo para os jardins.


Ela sorriu para ele de modo cordial. Ele tentou disfarçar sua euforia, mas sem muito sucesso. Estavam mais uma vez frente a frente e não havia mais nada para impedi-los.


É como se eu tivesse sido despertada,


Tantas regras eu tive que quebrar


É o risco que estou correndo


Eu nunca vou te deixar de lado.


- E o que houve com a promessa? – pergunta Draco, ofegante, em meio a um abraço repentino.


- É que eu me esqueci de te dizer que eu não prometo o que não posso cumprir. – responde Hermione, sorridente – O que está esperando para me beijar?


- Desculpe.


Tal beijo foi considerado por ambos o melhor de suas vidas. Nunca haviam experimentado sensação igual. Era algo que ia dos pés à cabeça. Desejo incontrolável de nunca mais se separar...


Durante muitos dias eles ficaram juntos. A temporada que Hermione passaria na casa dos Weasleys estava sendo cumprida na Mansão Malfoy. Draco era o único herdeiro de tudo e vivia lá sozinho desde que os seus pais morreram na guerra. Era tudo perfeito. Eles só precisavam um do outro e de mais nada.


Em Todo lugar que estou olhando agora


Você me cerca com o seu abraço


Baby, eu posso ver a sua Auréola


Você sabe que é a minha graça salvadora,


Com o passar dos meses as coisas foram ficando mais sérias. Draco já cuidava das empresas da sua família desde que saiu da escola e Hermione começava a trabalhar no ministério como Auror. Foi uma decisão difícil, mas a castanha preferiu estar numa posição que evitasse que qualquer outro bruxo tentasse dominar o mundo da magia.


Numa visita que a castanha fez à Toca para rever os amigos houve uma grande festa. Logicamente ela não iria sozinha. Levou Draco consigo e este foi recebido muito bem por quase todos. Rony ainda estava chateado com a preferência daquela que amava, mas preferiu ignorar ao invés de confrontar.


- Gi! – cumprimenta Hermione, num abraço.


- Mi há quanto tempo! – diz Gina, puxando a garota para a cozinha – Fica aí um pouquinho, Malfoy, é assunto de mulher!


- Então, Malfoy... – começa a dizer Harry, assim que as meninas saem – Mione e você namoram no último ano e ninguém ficou sabendo, como?


- Sabíamos ser discretos. – responde Draco, tentando ser o mais educado possível.


- Acima de tudo, peço que nunca a machuque. Ela é como uma irmã para mim e eu a defenderei de tudo e todos.


Draco respira fundo e procura se controlar antes de dizer:


- Não precisa me ameaçar. Eu amo a Hermione. Ela é uma garota incrível e merece o melhor. Tenho sorte por ter conhecido-a em tempos tão difíceis...


- A Gi é louca! – diz Hermione, entrando na sala e recuando um pouco quando nota o clima – Está tudo... bem?


- Claro que sim. – responde Harry, sorrindo – Mas, me conte sobre o trabalho no Ministério...


Foi uma noite tranqüila depois disso. De lá, o casal aparatou direto na mansão Malfoy...


- Pensei que ia me levar em casa... – diz Hermione, depositando um beijo leve nos lábios dele.


- Agora não... – diz Draco, com um sorriso sapeca.


Você é tudo que eu mais precisava,


Isso está escrito em todo o teu rosto


Baby, eu posso sentir a sua Auréola,


Vou rezar para que ela não desapareça.


Eu posso ver a sua Auréola


Eu posso ver a sua Auréola


A noite mais maravilhosa da vida de ambos foi essa... Draco e Hermione uniram-se finalmente em um só corpo, entregando-se por inteiro em uma vida de amor e prazer, de felicidade e carinho... eles eram agora senhor e senhora Malfoy e tal fato não demorou muito a ser oficializado. Depois de alguns meses, numa cerimônia simples apenas para os mais próximos, eles casaram-se e saíram em lua de mel viajando pela Europa.


Atingiu-me como um raio de sol,


A queimar através da minha escura noite


Você é o único que eu desejo.


Eu estou viciada em tua luz,


Eu jurei que nunca iria cair novamente


Mas eu nem me sinto como se estivesse a cair.


A gravidade não pode se esquecer


De me colocar no chão outra vez.

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