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ATENÇÃO: Esta fic pode conter linguagem e conteúdo inapropriados para menores de idade então o leitor está concordando com os termos descritos.

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18. Fim ou começo?


Fic: Fame and Love: Porque há coisas que o tempo não pode apagar...


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 18


Astoria vestiu o robe por cima da camisola depois de dormir após o almoço. Draco tinha saído então ela poderia andar tranquilamente de camisola pela casa. Ela foi para a cozinha e fez um sanduiche, sentou na bancada e começou a comer.


-De camisola pela casa porque pensou que eu não estava em casa?


Astoria sentiu a pele arrepiar ao escutar aquela voz.


-Pensei que não estivesse em casa...


-Hoje preferi resolver algumas coisas aqui em casa mesmo.


Astoria podia sentir o olhar de Draco na suas costas. Odiou-se por não trocar de roupa e descer depois. Ao menos estava de robe o que não escondia nada já que era transparente. Draco aproximou-se e tocou no ombro dela.


-Não me toque-exigiu Astoria.


Draco tirou a mão e se afastou. Astoria levantou-se e foi para a pia onde lavou o que estava sujo. Quando se virou e deu de frente com Draco. Ela encostou-se na pia apoiando as mãos.


-O Scorpius vem hoje?-perguntou Draco.


-Não.


-Então não precisarei dormir no seu quarto, não é?


-Não. Hoje cada um dormirá no seu quarto como sempre. Não temos que bancar o casal feliz-disse Astoria, seca. Embora tremesse com a aproximidade de Draco.


-Ast...


-Como assim cada dormir no seu quarto? Vocês não dormem juntos? Vocês não são felizes?


Astoria congelou ao ouvir aquela voz. Draco olhou em direção a porta. Scorpius estava ali com uma expressão de que não entendia nada.


-Filho, você disse que não viria hoje-disse Astoria, se aproximando de Scorpius.


Scorpius saiu da entrada da cozinha, mas se afastou da mãe.


-Quero saber o que se passa aqui!-exigiu Scorpius.


-Pode falar, Astoria-disse Draco, frio.


Astoria olhou para Draco, mas só conseguia enxergar um borrão. Tamanha a raiva, frustração e impotência que sentia.


-Seu pai e eu... somos casados, mas não vivemos como marido e mulher...


-Não entendi.


-Sua mãe e eu não dormimos juntos-disse Draco.


-Vocês irão se divorciar, é isso?-perguntou Scorpius.


-Scorpius, seu pai e eu não somos um verdadeiro casal desde que nos casamos...


Scorpius sentiu seu mundo virar de cabeça para baixo. Brigara com Rose e agora descobria que os pais não eram seus pais. Ele encostou-se à parede para se recuperar.


-Então eu quero saber quem são meus verdadeiros pais-exigiu Scorpius.


Draco pegou a carteira e tirou uma foto do bolso e estendeu a mão. Scorpius pegou a foto com a mão trêmula. Ali estava um garoto muito parecido com ele, mas ele não tinha aquela roupa.


-Essa é uma foto minha quando tinha a sua idade-disse Draco, calmo.


-Você traiu a minha mãe!-acusou Scorpius.


-Você saiu de dentro de mim-disse Astoria, alisando a barriga.


-Então...


-Então teve uma noite que aconteceu-disse Draco, seco. –E você nasceu...


-É ótimo eu saber que eu fui um acidente. Que eu nasci do acaso. Que meus pais não me queriam!


-Não é assim, Scorpius. Nós amamos você-disse Astoria, aflita.


-Vocês próprios não se amam como podem me amar?-perguntou Scorpius com a voz cortante.


Scorpius olhou para os pais. Astoria tinha lágrimas escorrendo pelo rosto. Ele teve vontade de abraçar a mãe, mas não conseguia. Ela mentira aquele tempo todo para ele. Draco estava impassível. Scorpius foi para a porta dos fundos.


-Para onde você vai?-perguntou Draco.


Scorpius percebeu uma leve tensão na voz do pai. Draco se fingia de forte, mas estava totalmente sem chão.


-Para onde seria? Para minha verdadeira casa. Hogwarts.


Scorpius virou-se, mas depois olhando novamente para os pais, disse:


-Por que casaram se vocês não se amam?


Logo depois Scorpius saiu dali. Daquela mentira toda...


-Ele vai voltar-disse Draco.


-Se ele não voltar. Você é o único culpado-acusou Astoria.


-Não jogue toda a responsabilidade em cima de mim, Greengrass. Você é tão culpada nisso tudo quanto eu.


Astoria olhou para Draco com muita raiva e saiu da cozinha. Ele a seguiu. Ela foi para o quarto e fechou a porta bem na cara dele. Ele sabia que Astoria estava com raiva então a deixaria em paz para não piorar a situação. Astoria pegou a mala que ficava no closet e pegou o que precisava e jogou dentro. Não conseguiria olhar para Draco. A cada dia a situação entre eles estava insustentável. Ela tomou um banho rápido, colocou a roupa, fechou a mala e saiu do quarto. Ela não viu Draco o que era bom, pois sabia que ele a impediria de ir embora...


Here we are now/ Aqui estamos agora
Everything is about to change/ Tudo está prestes a mudar
We face tomorrow as we say goodbye to yesterday/ Encaramos o amanhã quando damos adeus ao passado
A chapter ending but the stories only just begun/ O capítulo acaba, mas a história está só começando
A page is turning for everyone/ Uma página se vira para todos


***


Rose seguia para o quarto quando Alvo saiu do quarto dele. Ela esqueceu completamente de tudo que passava na sua cabeça.


-Onde está sua cicatriz?-perguntou Rose, espantada.


Alvo passou a mão pelo rosto e sorriu.


-Não sei o que aconteceu. Quando acordei não estava mais com ela.


Rose olhou para o pulso do primo.


-E seu pulso?


-Está bem-disse Alvo, fazendo vários movimentos com a mão.


Rose estreitou o olhar.


-Espera. Você dormiu e acordou sem a cicatriz... assim do nada?


-Foi.


-Você conversou com alguém antes de dormir?


Alvo fechou os olhos para se lembrar, mas percebeu que não se lembrava de nada. Não se lembrava nem como chegara ao salão comunal. A última coisa que ele se lembrou foi de estar no salão principal tomando chá. Alvo sentiu uma leve dor de cabeça.


-A última coisa que eu me lembro foi de eu tomar chá no salão principal. Não lembro nem como cheguei aqui. Será que eu estou perdendo a memória com a pancada na cabeça?-disse Alvo, preocupado. –Fiquei com dor de cabeça.


Rose abraçou o primo, carinhosamente. Ela tinha uma suspeita do que acontecera.


-Você vai se lembrar, Alvo. Não sei quando, mas vai-disse Rose, consolando o primo.


-Como você pode saber?-perguntou Alvo, encarando a prima.


“Eu preciso conversar com a Brewster”, pensou Rose.


-É intuição. Mas estou muito feliz que você esteja bem-disse Rose, animada.


-Eu também. Não precisarei mais ficar com aqueles curativos.


-Quando você vai contar a seus pais?


-Eu irei para casa no próximo final de semana para o jogo de quadribol então farei surpresa.


-Sei. Tia Gina e tio Harry ficarão muito felizes.


-É. Você vai para o jogo? David vai?


Rose ficou séria. Lembrando do que acontecera.


-O que aconteceu, Rose? Você e o David brigaram?


-David e eu terminamos...


-Vocês já terminaram uma vez. E pouco tempo depois voltaram...


-Dessa vez foi diferente, Alvo. Hummm...


-Ela traiu o namorado com euzinho aqui-disse Scorpius, se aproximando.


Scorpius que escutara parte final da conversa se meteu na conversa dos primos. Alvo olhou para Rose esperando que a prima reagisse de alguma forma. Alvo só viu os lábios de Rose tremerem.


-Eu disse a você para ficar longe dela!


-E eu disse a você que ela enlaçaria as pernas na minha cintura. Que haveria beijos. E depois eu deixaria de lado e foi assim que aconteceu-disse Scorpius, frio.


Rose percebeu que caira em uma armadilha. E que fora totalmente tola e idiota. Ela não conseguia nem falar. Tão grande a vergonha. Alvo foi para cima de Scorpius, mas Rose se pôs entre os dois.


-Você vai se arrepender, Malfoy! De ter mexido com a Rose-disse Alvo, apontando o dedo para Scorpius.


-O que você vai fazer? Bater em mim? Vejo que sua mão está melhor e que sua cicatriz asquerosa desapareceu. Que pena!


-Eu vou mexer no seu ponto fraco, Malfoy.


“Burrice! Você é muito burro, Scorpius Malfoy. Por que foi falar essa besteira? Você fez a Rose terminar o namoro para tirar um cara do seu caminho. E agora você fica jogando para o outro. E o que é pior: o mais perigoso. Mas você não agüenta ver os dois juntos, e logo provoca”, pensou Scorpius.


-O que quer dizer, Potter?


Alvo sentiu o medo de Scorpius. Ele abriu um grande sorriso.


“Você não pode ficar com ela. Ela é minha”, pensou Scorpius, olhando para Rose.


Ela não percebeu já que olhava para Alvo.


-Você mexeu com a minha melhor amiga, Malfoy. Então mexerei com sua melhor amiga também.


 -Não-disseram Scorpius e Rose ao mesmo tempo.


Alvo não se surpreendeu com Scorpius, mas sim com Rose.


“Alvo, ela ajudou você! Como eu não poderia ter ajudado”, pensou Rose.


-Parem vocês dois. Malfoy, você conseguiu o que quis. Já que você conseguiu, termine. Você me jogou de lado então esqueça definitivamente que eu existo. E Alvo, você não fará nada contra a Brewster. Isso já está bastante complicado para mim. Não quero que piore.


-Mas Rose...


-Nada de mas, Alvo-disse Rose, autoritária.


-Está bem, mas eu preciso fazer uma coisa.


Alvo tirou Rose do meio deles e ele foi para cima de Scorpius. Rose mal se equilibrou segurando-se na parede e viu Alvo dando um murro na boca de Scorpius e em seguida uma joelhada na barriga de Scorpius.


-Isso é pela última vez que bateu em mim e pelo que fez a Rose.


Scorpius ia para cima de Alvo, mas Rose impediu. Ela foi para cima de Scorpius, espalmando uma mão no peitoral dele. Ela sentiu um formigamento e percebeu que tocava o pingente que estava por baixo da camisa dele.


-Por que você deixa ele me bater e não me deixa revidar?-perguntou Scorpius com raiva.


-Alvo, preciso conversar com o Malfoy-disse Rose, seria.


-Rose, não acho uma boa idéia.


-Alvo, por favor-pediu Rose.


-Vou ficar no meu quarto. Qualquer coisa estarei por perto-avisou Alvo.


Alvo deu um olhar fulminante para Scorpius e foi para o quarto.


-Qual é o seu problema, Malfoy?


-Não tenho nenhum problema, Weasley.


-Sei que você não vai me contar. Você consegue ser bem maldoso quando quer, mas hoje sua maldade extrapolou o limite...


O que acontecera veio com força total na cabeça de Scorpius. Sua vida, a vida de seus pais era uma enorme mentira. Ele decidira depois de Hogsmeade dormir em casa então foi para lá. Iria fazer uma surpresa para os pais, mas depois do que presenciou e que acontecera ele voltou para Hogwarts logo depois. Sentia falta de Anne, sua melhor amiga que ele poderia conversar. E agora para piorar sua situação estava tendo outra briga com Rose. Pelo jeito aquele não era seu dia. Só uma coisa boa acontecera: o beijo.


-Eu preciso de você, Weasley.


So I'm moving on/ Então eu estou seguindo em frente
Letting go/ Abandonando
Holding on to tomorrow/ Me agarrando ao amanhã
I've always got the memories while I'm finding out who/ Eu sempre tenho as memórias, enquanto eu estou descobrindo quem
I'm gonna be/Eu vou ser
We might be apart but I hope you always know/ Podemos estar separados, mas espero que você saiba
You'll be with me wherever I go/ Você estará comigo aonde quer que eu vá
Wherever I go/ Aonde quer que eu vá


Rose não entendeu o que aconteceu em seguida. Scorpius a empurrou para a parede. Ela nem teve tempo de se afastar. Ele prensou o corpo dela entre a parede e o corpo dele. E logo depois a beijou. Um beijo exigente, faminto. Rose sentiu a língua de Scorpius forçando a entrada para a boca e também a mão dele apertando com força a cintura dela. Ela estava dividida entre ceder ou não. Ela era apaixonada por Scorpius, mas ela percebia que ele precisava mais desabafar do que contato físico com alguém. Ela sentiu a mão de Scorpius subindo... Ela afastou Scorpius.


-Conte-me o que está acontecendo com você...


Scorpius encarou a garota na sua frente. A primeira e única garota que se apaixonara na vida. Ele não queria a vida de seus pais para ele. Queria namorar, casar, ter filhos. E sempre ter a mulher escolhida ao seu lado. Por que ficar longe de Rose por causa de um pai que não tinha uma vida normal com sua mãe?


Scorpius sentiu a mão gentil de Rose deslizando devagar por seu rosto. Como ela poderia ser tão gentil depois do que fizera com ela? Ele não a merecia. Achou que merecia sofrer mesmo. Era o que merecia.


“Amo você. Como eu amo”, pensou Scorpius.


Scorpius afastou-se do contato de Rose depois da surpresa que teve com o pensamento. Ele percebeu a tristeza no olhar dela.


-Eu só preciso de uma coisa agora, Weasley.


-O que?


-De uma garota disponível. Pensei que você poderia ser essa garota, mas você gosta muito de falar-disse Scorpius com voz cortante.


-Acho que você precisa da Brewster, não?


-Sim, é de quem realmente preciso nesse momento-disse Scorpius, seco.


Realmente precisava da melhor amiga, mas não da maneira como ele deu a entender a Rose. Ele precisava de alguém para conversar. Scorpius virou-se e seguiu para a saída, mas antes ele viu o rosto pálido de Rose.


“E você termina tudo com mais burrada, Scorpius Malfoy”, pensou Scorpius.


***


Lucy abraçou-se. A pesar de estar de casaco sentia frio. Ela entrou em Hogwarts correndo quando começou a chover. Aquele dia estava tão estranho. Um pouco de sol, chuva, um pouco de sol, chuva... Ela encostou-se a parede e ficou ali abraçada olhando a chuva.


-Oi, Weasley.


Lucy sabia de quem era aquela voz. Olhou para o lado e disse:


-Oi, Kemp.


-Com frio?


-Um pouco-disse Lucy sentindo a temperatura aumentar com a aproximidade de Marc.


-Posso dar um jeito nisso-disse Marc se aproximando.


-Não, obrigada. Vou para meu salão e me esquentar ao fogo da lareira.


Lucy deu um pequeno sorriso e se virou. Ela sentiu com uma mão de ferro estivesse segurando seu braço tamanho a força.


-Quero saber por que me esnoba tanto. Essa é a nova técnica das garotas para não mostrarem a atração que sentem...


Lucy virou-se e olhou para Marc com olhos faiscantes.


-Solte-me, Kemp-disse Lucy, séria.


-Quero não-disse Marc, puxando Lucy para ele. –Aqui estamos tão visíveis, não?-perguntou ele, olhando ao redor e vendo que estavam perto de uma das entradas do castelo. –Para o que vamos fazer não precisamos de testemunhas.


-Não vou fazer absolutamente nada com você!


Marc deu um sorriso e saiu puxando Lucy. Ele a levou até um dos corredores mais desertos de Hogwarts. Ele a encostou na parede e a prensou com seu corpo.


-Cansei do seu joguinho, Weasley. Eu quero ficar com você e vou ficar com você!


Ele deslizou o polegar pelo lado do pescoço dela sentindo a pulsação aumentar.


-Eu sei que você quer isso tanto quanto eu...


Lucy fechou a boca com força ao sentir os lábios de Marc no seu pescoço. Oh! Ele sabia como beijá-la da forma certa, no lugar certo. Sem perceber, ela levou as mãos até o pescoço dele segurando para que ele continuasse. Ele sugava levemente a pele, arranhava com os dentes, lambia, beijava. Ela deixou-se levar... Ela arfou. Ele levou a mão dele até a cintura dela. Ele deslizou a mão por baixo do casaco e blusa que ela vestia sentindo a pele dela. Um pouco de sensatez surgiu em Lucy. Ela empurrou-o afogueada. Calor! Ela tentou sair dali, mas Marc a impediu.


So excited I can barely even catch my breath/ Estou tão animada que até quase perco o fôlego
WE have each other to lean on for the road ahead/
Podemos nos apoiar na estrada que virá a seguir
This happy ending is the start of all our dreams/
Neste final feliz começa todos os nossos sonhos
And I know your heart is with me/
E eu sei que seu coração está comigo


-Eu quero minha quota, Weasley-disse Marc, puxando Lucy de encontro a ele.


-Só quando eu perder o resto de consciência que ainda tenho, Kemp. E solte-me.


 -Você bem que gostou do que eu fiz em você, não?-perguntou Marc, deslizando o dedo pela marca que ficou no pescoço de Lucy. E depois fingiu um arfar no ouvido dela.


-Como você sabe fingir, eu também sei, Kemp.


Marc estreitou o olhar.


-Ou você pensou que eu realmente gostei disso?-perguntou Lucy. –Não queria deixar você pensar que tinha perdido sua fama de garanhão... Falando sobre o seu beijo... Não senti nada. Simplesmente nada.


Lucy viu o olhar de Marc ficar escuro. Ela tinha que mentir. Detestava se sentir dominada por alguém, principalmente por Marc. Ela era apaixonada por ele, mas ela não era fácil na queda.


-Ser beijada por você é igual a beijar um garoto de 11 anos. Sua pele é lisa que nem bunda de bebê. Até os garotos do meu ano tem mais pelo no rosto.


-Você está dizendo que não me beija porque eu tiro minha barba?


-Eu gosto de sentir um leve arranhar no rosto enquanto beijo um garoto. É prazeroso, sabe? Quero sentir que beijo um homem e não uma criança.


-Ok, Weasley-disse Marc, seco.


Marc saiu dali a passos largos deixando Lucy sozinha com o som dos seus batimentos cardíacos.


***


Scorpius entrou no salão comunal da Sonserina e encontrou Anne conversando com um grupo de garotas no canto do salão.


-Preciso falar com você-interrompeu Scorpius.


As garotas olharam para Scorpius. Anne encarou o amigo. Algo sério deveria estar acontecendo Scorpius era muito orgulhoso para voltar a falar com ela depois da briga que eles tiveram e ainda ele estava pálido e suava.


-Com licença, garotas-disse Anne.


Anne afastou-se junto com Scorpius.


-Você está bem?-perguntou Anne, preocupada.


-Vamos sair daqui. Preciso respirar um pouco-disse Scorpius, tenso.


Anne saiu com Scorpius para o corredor. Eles se afastaram um pouco. Scorpius abraçou a amiga fortemente.


-O que aconteceu, Scorpius?


Scorpius afastou-se da amiga.


-Eu só faço burrada e minha vida é uma enorme mentira-disse Scorpius, olhando para o chão.


-Do que você está falando?


-Meus pais... A Weasley...


-O que tem eles?


Scorpius contou a Anne tudo o que descobrira sobre os pais e o que acontecera com Rose. Anne não conseguia acreditar sobre Draco e Astoria.


-Sempre achei lindo o relacionamento dos seus pais...


-Era para ter desconfiado. Eles são o casal perfeito demais.


-O que você vai fazer em relação a isso?


-Não tem nada que eu possa fazer sobre isso, Anne.


-Eles devem ter sentimentos um pelo outro, Scorpius. Ninguém fica casado por anos sem sentir nada pela outra pessoa nem que seja só  carinho...


-Não sei, Anne. Minha cabeça está a mil sobre esse assunto. E ainda tem a Weasley...


-Parece cada vez mais difícil para você ficar longe dela, não?


-Praticamente impossível. Mesmo quando tento me manter afastado, ela aparece do nada. Parece que algo a atrai até mim.


-Pode ser seu ótimo perfume-brincou Anne.


Scorpius deu um pequeno sorriso.


-Não sei o que eu faço em relação a Weasley...


-Não mesmo? Você sabe, eu sei que você não acabou o namoro da Weasley só porque a Molly Weasley é apaixonada pelo ex-namorado da Weasley. Você acabou o namoro dela para ficar com ela...


-Eu sei disso. Mas a Weasley é comportada demais para...


-Comportada demais?!-disse Anne e depois riu. –Uma garota comportada demais não trairia o namoro...


-Eu meio que forcei a situação...


Anne revirou os olhos.


-Ela não teria deixado você a beijado se ela não quisesse...


-Não sei... Naquela posição que ela estava...


-Tente se enganar para protegê-la...


-Não estou quero proteger ninguém-disse Scorpius na defensiva.


-Não? Você sabe que a Weasley não é tão imune a você pelo que me contou. Mas você tem medo de se aproximar dela por causa de uma rixa que há entre os pais de vocês.


-Não me interessa meu pai. Não depois do que eu soube hoje. Não é porque ele não vive um relacionamento normal com a minha mãe que eu irei sofrer do mesmo mal-exaltou-se Scorpius.


-Mas tem o pai dela. E essa deve ser a parte mais difícil para Weasley, não?


Scorpius encostou-se na parede.


-Duvido que ela vá contra o pai. Ela pode ter deixado beijá-la, mas a Weasley é muito ligada a família para fazer algo de errado em relação a eles.


-Isso é bem verdade. Mas você sabe que pode fazer a Weasley ficar com você, não?


-Não. Ela não pode ter mais namorado, mas ainda tem o Potter que é o guarda costas dela, e é o pior de todos os garotos-disse Scorpius, irritado.


-Eu sei o quanto o Potter pode ser charmoso e...-Anne balançou a cabeça. –Mas você pode conquistar a Weasley aos poucos. Uma aproximação sem querer, um toque, uma cantada, um beijo... Ela já o beijou então esqueça o Potter e foque só nela e em você...


Scorpius estreitou o olhar e sorriu.


-Você é tão sonserina, Anne. Sei que você quer me ajudar, mas também faz isso em beneficio próprio. Eu me aproximando da Weasley, o Potter fica disponível para você.


-Você sabe que nós da Sonserina somos estratégicos. Temos que traçar um plano que seja bom também para nós. E nesse caso além de estar ajudando você, eu me ajudo.


-Obrigado-disse Scorpius, simplesmente.


Anne tocou gentilmente o rosto do amigo. E Scorpius segurou a cintura da amiga. Depois encostou a testa na dela com os olhos fechados. Ela ficou alisando os cabelos dele, gentilmente.


Alvo depois que falara com Rose decidiu ir ao salão comunal da Grifinória. Ele seguia por um caminho diferente aquela noite quando avistou Scorpius e Anne muito íntimos. Foi muito pior do que sentir Scorpius batendo nele. Ele sentiu uma enorme vontade de bater em Scorpius. Bater até não agüentar mais. Mas ele não podia fazer aquilo, Scorpius e Anne não tinham culpa por estarem apaixonados. A pesar das pessoas comentarem sobre Anne gostar dele. Poderia até ser que ela tivesse alguma atração física por ele, mas ela era apaixonada por Scorpius Malfoy. Ele não conseguiu se controlar e foi em direção a eles.


-Casal lindo!-disse Alvo, provocativo.


Scorpius abriu os olhos e soltou a cintura de Anne, mas a amiga ficou de costas para o amigo e passou os braços de Scorpius pela cintura dela. Alvo engoliu em seco. Anne encarou o garoto a sua frente.


-Algum problema, Potter?


Alvo achou estranho o que sentia. Era como se Anne pertencesse a ele, somente a ele. Alvo deslizou o olhar pelo corpo de Anne. Estranho. Era como se ele tivesse que lembrar algo, mas por mais se esforçasse não se lembrava de nada. Ele levou a mão até a cabeça quando sentiu dor de cabeça, fez uma careta. Anne teve vontade de perguntar o que acontecia, mas ela apertou os lábios. Ver Alvo depois do que acontecera era torturante, mas ela precisava se resguardar por isso que se mantinha perto de Scorpius.


So I'm moving on/ Então eu estou seguindo em frente
Letting go/ Abandonando
Holding on to tomorrow/ Me agarrando ao amanhã
I've always got the memories while I'm finding out who/ Eu sempre tenho as memórias, enquanto eu estou descobrindo quem
I'm gonna be/Eu vou ser
We might be apart but I hope you always know/ Podemos estar separados, mas espero que você saiba
You'll be with me wherever I go/ Você estará comigo aonde quer que eu vá


-O que há com você, Potter?-perguntou Scorpius.


-Uma dor de cabeça... Podem continuar o que atrapalhei.


Alvo saiu dali com as mãos na cabeça.


-Esse Potter é estranho-comentou Scorpius.


-Desculpe, Scorpius. Preciso voltar para o salão comunal da sonserina-disse Anne, trêmula.


-Você não me parece bem-disse Scorpius, preocupado.


Anne levou a mão à cabeça.


-Dor de cabeça-disse Anne.


-O que? A dor de cabeça do Potter é contagiosa? Foi ele dizer que estava com dor de cabeça e você...


-Não seja tonto, Scorpius. Dor de cabeça não se transmite-disse Anne, irritada.


-Vou levá-la até meu salão comunal, e você ficará comigo até quando se sentir melhor.


Scorpius passou a mão pela cintura da amiga e seguiu com ela até o salão comunal.


***


-Dor. Sinto muita dor-reclamou Anne ao deitar na cama de Scorpius.


-Ainda tenho um pouco de poção para dor de cabeça-disse Scorpius abrindo uma gaveta.


Ele tirou um pequeno frasco com um liquido. Ele sentou na cama e ajudou Anne a beber do conteúdo. Scorpius colocou o frasco na mesa e ajeitou a cabeça de Anne no colo dele. Algum tempo depois Anne adormeceu...


***


Alvo entrou no quarto de Rose, trôpego.


-Ajude-me, Rose. Minha cabeça parece que vai explodir-disse Alvo com as mãos na cabeça.


Ela levantou-se assustada e segurou o primo. Ela ajudou o primo a deitar na cama.


-Você precisa ir à enfermaria, Alvo-disse Rose, preocupada.


-Eu só preciso esquecer o que vi e lembrar o que aconteceu...


Alvo encolheu-se de dor. Rose correu até a sala e preparou o mais rápido que pode uma poção para dor de cabeça com ingredientes que havia em uma estante. Quando a poção ficou pronta ela voltou correndo para o quarto. Alvo tinha as duas mãos na cabeça e estava encolhido na cama. Rose deu a poção a Alvo que bebeu devagar. Ela esperou que a poção fizesse efeito. Alvo começou a respirar com mais tranqüilidade.


-Passou?


-Diminuiu um pouco.


-O que você viu, Alvo?


-Eles estavam juntos, Rose. Em um corredor quase se beijando... Eu não agüento isso.


Rose sabia de quem Alvo falava: Scorpius e Anne. Então Scorpius tinha ido mesmo atrás de Anne. Rose respirou fundo.


-Não esperei que fosse diferente.


-E não consigo lembrar o que aconteceu. Depois de ver eles ali, algo estranho tomou conta de mim.


-O que?


-É como se não era para o Malfoy está ali. Era como se eu tivesse, não sei a palavra certa, posse, sei lá, da Brewster...


-Pare de pensar nisso-pediu Rose.


-Por que?


-Parece que toda vez que tenta lembrar o que aconteceu... sua mente não permite então a tal dor de cabeça-explicou Rose.


-Mas eu preciso lembrar, Rose.


-Sei disso. Mas tudo tem sua hora. Agora durma.


Alvo sentou-se na cama.


-Você pensa que vai para onde, mocinho?


-Para meu quarto?-perguntou Alvo, confuso.


-Você vai dormir aqui para eu ficar de olho em você, ok?


-E você?


-Não será a primeira vez que dormiremos juntos.


Alvo deitou-se e puxou Rose para junto dele, abraçando-a. Pouco tempo depois ele dormiu. Rose percebendo que o primo dormia, levantou-se devagar e saiu do quarto. Ela foi até a outra porta, respirou fundo e bateu. Pouco tempo depois Scorpius abriu a porta. Ele estava com cara de que fora acordado e estava sem camisa. Rose tentou focalizar só no rosto de Scorpius, embora fosse difícil, ele tinha um corpo tentador demais. Uma onda de ciúmes a acometeu quando lembrou o que foi fazer ali, esperou que estivesse errada.


-Quero falar com a sua amiga, Brewster-disse Rose, seca.


-O que você quer comigo, Weasley?-perguntou Anne, aparecendo atrás de Scorpius.


Anne também estava com o rosto de que estivera dormindo. Rose sentiu como um murro no estomago ao confirmar que Anne estava ali. Ela pensou no que os dois fizeram naquele quarto. Ela balançou a cabeça tentando espantar os pensamentos.


-Perdeu a língua, Weasley?-perguntou Scorpius. –O que você quer com minha amiga?


-Brewster, venha comigo. Preciso falar com você.


-Pode falar, Weasley. O Scorpius sabe de tudo o que acontece comigo.


-Tem certeza?


Anne confirmou com a cabeça.


-Então lá vai. O que você tenha feito com o Alvo quero que você reverta...


Anne encarou Rose levemente pálida.


-Pensou que eu não saberia o que você fez? Eu lembro qual é o antitodo, reli inúmeras vezes aquele livro.


-Do que ela está falando, Anne?-perguntou Scorpius, olhando a amiga.


-Pelo que vejo seu amigo não sabe tudo o que você faz, não é?


-Fiz um feitiço para que ele se lembre de tudo no final do ano, ok? Até lá, eu preciso me resguardar-disse Anne, nervosa.


-Acho melhor você reverter esse feitiço. Ele sabe que houve algo e quando tenta lembrar tem uma enorme dor de cabeça. Ele chegou ao meu quarto com a cabeça quase explodindo.


-O que você fez com o Potter, Anne? Seja lá o que tenha feito, afetou você também. No mesmo momento que o Potter reclamou da dor de cabeça no corredor, você logo ficou também...


-Eu não posso-disse Anne com lágrimas nos olhos.


-Você pode. Você só precisa ser corajosa e enfrentar... Então porque fez?-disse Rose.


-Eu prometi à senhora Potter que o ajudaria se pudesse. E eu ajudei. Mas não poderei enfrentá-lo quando souber a verdade-disse Anne, nervosa.


-Que verdade? Isso tem algo a ver com a recuperação total do Potter, não é?-perguntou Scorpius.


FLASHBACK


-Ainda não consegui criar uma poção para tirar a cicatriz de uma pessoa que foi afetada pelo sexo oposto-disse Draco, impotente.


-Mas tudo tem a ver com a ligação entre os dois, não?-perguntou Astoria.


-Com certeza essa poderosa ligação. Detesto não conseguir algo que poderia ajudar muitas pessoas...


-Mas isso é para justamente ligar mais as pessoas. Por isso, que os dois antitodos só a pessoa que “ocasionou” a cicatriz pode realizar.


-Acho que seria bem mais prático uma poção preparada pela pessoa, não?


-O que poderia ligar mais as pessoas que sangue...


Astoria virou o rosto e viu Scorpius perto dali...


FIM DO FLASHBACK


 Scorpius acabara de se lembrar de uma das conversas de sua mãe com seu pai. Para manter as aparências que eram uma família feliz. Não pensaria nisso naquele momento.


-Lembrei de uma conversa dos meus pais sobre cicatriz, sexo oposto e minha mãe falou algo sobre sangue. Anne, por favor, não diga que você depois de ler romances trouxas pensou que o Potter era um vampiro e o deixou sugar seu sangue...


-Não seja idiota, Malfoy-reclamou Rose. –Você tem que fazer algo, Brewster.


-Ele irá recuperar a memória.


-Enquanto isso ele terá as enormes dores de cabeça porque Alvo não irá desistir de lembrar o que aconteceu. E pelo jeito você sofrerá junto...


Rose virou-se e voltou para o quarto, impotente. Scorpius fechou a porta e encarou a amiga esperando uma explicação. Anne sentou-se na cama e cruzou as pernas. E contou tudo a Scorpius.


-Só fiz porque eu era a única que poderia ajudá-lo.


-Você é mesmo apaixonada por ele, não?


-Sim, eu o amo-confirmou Anne.


-Eu ainda tinha esperança que você caísse em si e percebesse que o Potter é o pior dos babacas existentes na face da terra, mas duvido que isso aconteça.


-No amor e na guerra vale tudo, não é?


Scorpius aproximou-se da amiga e a beijou na testa.


***


Francis fechou seu casaco com força. Começara a ventar. Ela sentia os cabelos voando e batendo no rosto. Sentia falta de Tiago. Naqueles momentos, eles iriam juntos a um café e beberiam algo bem quente. Mas ela ali sozinha voltando para casa. Ela estava perto de dobrar a esquina que dava para casa dela quando ela sentiu uma mão tocando a dela. Ela virou-se, assustada.


-Quer me matar de susto, Tiago?-perguntou Francis, olhando para o melhor amigo.


-Desculpe. Pensei que tivesse sentido minha aproximação.


-Estava perdida em pensamentos...


-Pensando em mim?-brincou Tiago com a esperança que ela dissesse sim.


-Não. Estava pensando no estágio-mentiu Francis. –O que faz aqui? No meio dessa ventania?


-Como se isso tivesse nos atrapalhado antes... Vim ver se você queria tomar algo quente como sempre...


Francis não deixou transparecer a emoção que sentia. Tiago se lembrara daqueles momentos da amizade deles. Ela deu um pequeno sorriso que logo se apagou. Não era uma boa idéia sair com Tiago, não com o que estava acontecendo entre eles.


-Acho melhor eu ir para casa-disse Francis fechando ainda mais o casaco.


-Por favor, Francis. Eu sei que o clima entre nós está um pouco... Mas eu quero me desculpar... E não tentarei nada, estaremos em um lugar público. Hummm. Lembre-se daquele café com chantilly que você tanto gosta...


Francis mordeu levemente o lábio inferior. Era golpe baixo de Tiago lembrá-la daquele café. E ele não tentaria nada já que estariam no meio de outras pessoas.


-Tudo bem, mas tenho que voltar logo.


-Que tal o café do parque?


-Ótimo.


O café ficava a dez minutos de onde eles estavam. Logo chegaram lá. Poucas pessoas estavam por ali. Pelo jeito as pessoas preferiram o aconchego de suas próprias casas.


-O que querem?-perguntou uma senhora logo quando eles sentaram.


-Um café com bastante chantilly-pediu Francis.


-Um chocolate quente-pediu Tiago.


Logo eles foram servidos. Eles estavam acolhidos em um canto aconchegante do café. Um ao lado do outro. Francis pegou uma colher e pegou um pouco de chantilly, provando.


-Sempre muito bom-elogiou Francis.


Francis viu Tiago tomar o segundo gole do seu chocolate quente.


-Nem pense que eu deixarei você se aproveitar do meu café, ok?


Tiago riu. Ele sempre tinha a mania de provar a escolha da amiga.


-Então beba logo...


-Não! Desse jeito não saboreei como gostaria. Compre um para você...


Francis mexeu o café para misturar o chantilly. Ela bebeu outro gole sentindo o gosto doce e amargo. Tiago pegou o guardanapo e limpou o canto da boca da amiga que ficara branco. Francis sorriu, agradecida.


-Como está seu estágio?-perguntou Tiago.


-Bem. Sempre surgindo coisas novas para aprender.


-É o que você realmente esperava?


-Sim, é-disse Francis, irritada.


Não queria começar com Tiago outra discussão sobre mudança de profissão.


-Desculpe. Só estava curioso-disse Tiago na defensiva.


-Desculpe. Sempre que tocamos nesse assunto terminamos brigando então...


-No começo realmente fiquei chateado por você mudar de profissão sem nem ao menos me avisar, mas já me acostumei com a ideia. Se é que você gosta...


-Obrigada.


-Pelo que?


-Por entender, afinal você é melhor amigo a pesar de...


-Tudo o que vem acontecendo. Entendo-disse Tiago, deslizando a mão para a xícara de Francis.


Ela percebendo a intenção nada inocente do amigo, afastou a xícara para longe dele.


-Não seja má-reclamou Tiago.


-Peça um café para você, Tiago. Eu já disse.


-Tem certeza que não vai me dar?


-Sim-confirmou Francis.


-Seu café vai ficar frio com esse vento. Se eu fosse você aproveitaria logo...


-Então me dê um pouco de espaço.


Tiago afastou-se um pouco e levantou as mãos em sinal de rendição. Francis que não confiava plenamente no amigo virou-se e tomou um pouco do seu café. Quando ela virou-se novamente para encarar o amigo, Tiago estava muito perto. Ele deu um rápido beijo e aproveitou para lamber os lábios dela.


-Ótimo.


Francis estava com os olhos arregalados e surpresa com a ação do amigo.


-Desculpe, Francis. Eu...


-Você disse que não tentaria nada, Tiago. Eu já vou-disse Francis, levantando.


-Desculpe, eu...


Francis tirou duas moedas do bolso, mas Tiago disse:


-Eu vou pagar, Francis.


-Sempre eu paguei...


-É como um pedido de desculpas.


Francis que queria logo sair dali. Não discutiu com Tiago. Ela virou-se e foi embora. Ela andava a passos largos pelo parque. Queria chegar em casa. Tiago pagou a conta e saiu correndo. Ele viu Francis a frente. Ele alcançou a amiga.


-Vou levá-la para casa.


-Eu vou sozinha-disse Francis, seca.


-O tempo está horroroso...


-Eu vou sozinha-repetiu Francis, teimosa.


-Não vou deixá-la sozinha. E o tempo que estamos perdendo aqui, o tempo só faz piorar.


Francis olhou com olhos faiscantes para Tiago. Ela empurrou-o. Ele cambaleou para trás. Naquele exato momento um raio iluminou o céu. Tiago segurou a mão de Francis e saiu correndo com ela dali.


-Precisamos chegar a algum lugar seguro-disse Tiago, nervoso.


-Podemos aparatar, Tiago-disse Francis, tensa.


A chuva começou a cair. Francis mentalizou a casa dela e junto com Tiago aparatou. Francis viu a casa dela na sua frente, ela abriu a porta.


-Mãe-chamou Francis.


Ninguém respondeu. Tiago fechou a porta. Logo tirou o casaco que estava molhado. Francis repetiu o gesto do amigo. Ela não percebeu a camisa molhada grudada ao corpo. Ela prendeu o cabelo no alto da cabeça. Ela aproximou-se da lareira, apontou a varinha e logo o fogo começou a crepitar. Ela sentou-se a frente da lareira tentando se esquentar, Tiago sentou perto da amiga.


-Sinto sua falta, Francis.


Francis olhou para o amigo.


-Eu estou aqui.


-Sinto falta da sua companhia, da sua presença.


Francis sabia do que o amigo falava. Ela também sentia falta dele. Muita falta. Francis aproximou-se do amigo e abraçou-o carinhosamente. Tiago sentiu o cheiro de Francis que lhe atiçou os sentidos. Ele fungou no pescoço dela. Ela tentou resistir, mas Tiago deslizou os lábios pelo pescoço dela. Ele a colocou sentado no colo dele. Ele estava sendo tão carinhoso. Ela sentiu os lábios dele subindo em direção a boca dela. Ele desviou do caminho e subiu para o nariz e depois para os olhos dela. Quando ela fechou os olhos, ele a beijou suavemente nos lábios. Sentindo a textura e o sabor. Ela entreabriu os lábios permitindo que ele aprofundasse o beijo. Ele a apertou para junto dele e ela o enlaçou pelo pescoço. Ele desceu a mão para a cintura dela subindo devagar a blusa dela enquanto sentia a pele dela. Ela arranhou levemente o coro cabeludo dele e deslizou a boca dela até o pescoço dele. Queria sentir Tiago reagir a um carinho dela. Ela fez a mesma coisa que ele fez no pescoço dela para não fazer de errado enquanto deslizava as mãos por baixo da camisa dele. Tiago respirava com dificuldade para respirar. O excitamento crescendo. Ele deitou-a ao lado dele e se pôs em cima dela, beijando-a  enquanto ele levantava a blusa dela. Ela sentiu uma leve pressão na coxa dela.


“Mas eu consigo excitá-lo, sabe?”, lembrou Francis o que Victorie dissera.


Francis ficou tensa. Não sabia se estava preparada para ir a outros estagio com Tiago. Ele percebendo ela ficar paralisada, olhou-a.


-O que foi?-perguntou Tiago.


-Preciso de ar-mentiu Francis. –Acho melhor você ir, Tiago. E preciso que você... hummm... se mantenha longe por um tempo, ok?


-Francis, por favor...


-Eu que peço, Tiago. Precisamos ficar um tempo afastados e pensar no que vem acontecendo realmente conosco-disse Francis sem ceder.


It's time to show the world we've got something to say/ É hora de mostrar ao mundo inteiro que nós temos algo a dizer
A song to sing out loud we'll never fade away/
Vamos cantar alto que nunca vamos desaparecer
I know I'll miss you but we'll meet again someday/
Sentirei sua falta, mas nos veremos de novo um dia
We'll never fade away/
Nós nunca vamos desaparecer


Tiago pegou o casaco que estava pendurado. E saiu dali sem falar mais nada.


***


Rose acordou com um leve sussurro no seu ouvido.


-Acorda-sussurrou Alvo.


Rose virou-se e tentou continuar a dormir. Mas Alvo começou a fazer-lhe cócegas na barriga.


-Para, Alvo. Para-pedia Rose, rindo.


-É hora de acordar, Rose.


Ele ficou levemente sobre ela e continuou a fazer cócegas nela. De repente o tempo parou. Anne estava ali sorrindo para ele. Ela estava tão bonita. Ele baixou a cabeça em direção a ela. Ele só sentiu alguém segurar sua cabeça com força e escutou algo ao longe.


-Ai-reclamou Alvo ao sentir um beliscão.


Ele viu que estava com o rosto bem próximo ao de Rose.


-O que? Desculpe. Pensei que...


-Que eu fosse ela. Tudo bem, Alvo. Ao menos, eu consegui acordá-lo antes de...


-Porcaria, Rose. Eu tão carente e você não me deixa nem lhe dar um beijo-brincou Alvo.


-Lembrando o nosso beijo, não?


Alvo riu e caiu por cima de Rose que ria também.


-Acho que atrapalhamos um momento intimo deles, não?-perguntou Scorpius, cortante.


***


Anne acordou Scorpius, dizendo:


-Vou falar com a Weasley. Acho que não agüentarei por muito tempo dores de cabeça como aquela que tive ontem.


-Vou com você. Deixe-me vestir uma camisa.


Scorpius e Anne arrumaram-se e foram para o quarto de Rose. Ao chegarem perto da porta, escutaram risos.


-Ela está com alguém-disse Scorpius. –Quem será?


-Talvez ela tenha fumado algo e esteja falando sozinha-brincou Anne.


Algo surgiu na mente de Anne.


-Um minuto-pediu Anne.


Anne foi até uma porta próxima e abriu. Ninguém. Alvo não estava ali. Ela sentiu um nó na garganta.


-Ela está com o Potter. Abre essa porta logo-disse Anne sem pensar.


Anne empurrou Scorpius e abriu a porta. O que ela viu deixou-a boquiaberta, foi Scorpius que disse:


- Acho que atrapalhamos um momento intimo deles, não?


Rose congelou ao ouvir aquela voz. Alvo rolou para o lado da cama. Scorpius e Anne estavam ali olhando para eles.


-Weasley, eu vim aqui para dizer que não tem a mínima chance de eu reverter o que eu fiz, ok?-disse Anne com olhos prestes a soltar fogo. Sentia tanto ciúme.


-E não nos interrompa mais, certo?-disse Scorpius com os olhos escuros.


-Mas-começou Rose.


Scorpius e Anne nem deixaram Rose continuar, eles saíram do quarto.


-O que a Brewster fez que terá que reverter?-perguntou Alvo.


-Não posso falar sobre isso agora, ok? Mas quem sabe depois?-perguntou Rose tendo uma idéia e depois sorriu.


-Ok. Acho que temos que nos arrumar mesmo senão chegaremos atrasados para o café da manhã... Hummm. Você se incomodou que eles...


-Não, Al. Não estávamos fazendo absolutamente nada de errado.


Alvo beijou levemente a testa da amiga e saiu do quarto. Deixando Rose pensando no olhar de Scorpius ao ver cena. Ela poderia jurar que ele estava com ciúmes... Rose levantou da cama e riu. Estava vendo coisas demais.


***


-Se você não reverter o feitiço, eu mesma contarei ao Alvo o que aconteceu.


-E por que já não contou, Weasley?


-Porque a pesar de tudo acho que isso cabe a você...


-Então se você sabe que isso cabe a mim por que não deixa as coisas como estão e me deixa em paz?


-Porque eu vejo como o Alvo está e você...


-Não finja que se preocupa comigo, ok? Você só não bate em mim porque eu era a única garota que podia ajudar o Potter totalmente, não?


-Não quero bater em você-disse Rose, indignada.


“Embora você bem merecesse porque dormiu com o Scorpius”, pensou Rose.


-Eu vou dar uma semana para você se decidir se você vai contar ou não se não contar, eu conto-continuou Rose.


Anne bufou. E afastou-se irritada. Quem era a Weasley para se meter na vida dela?


Rose foi para a sala de aula. Ainda tinha que resolver aquela situação.


Anne seguiu pelos corredores até chegar a sala precisa. Precisava pensar e ver se tudo estava bem por lá. Alvo que passava ali por perto viu Anne entrar na sala. O que ela faria ali?


***


Francis bateu na porta e logo depois a abriu.


-O Sr. Malfoy quer falar com você-disse Francis.


-Francis, você está bem? Você parece tão cabisbaixa hoje-observou Hermione.


-Estou bem, quer dizer, só não dormi bem essa noite.


Ela passara a noite toda pensando em Tiago.


-Se você quiser ir para casa não será problema.


-Não! Eu estou bem, ficar aqui me ajudará a não pensar...


Hermione observou a garota que segurava a porta. Ela tinha olheiras escondidas pela maquiagem. Algo dentro dela dizia que Tiago tinha algo a ver com a noite mal dormida de sua estagiaria.


-Certo. Mas se você quiser ir para casa é só avisar, ok?


-Obrigada, Sra. Weasley. Posso ir almoçar?


-Claro. Peça para o Sr. Malfoy entrar.


Em seguida, Draco entrou na sala de Hermione. Eles abraçaram-se.


-Eficiente sua estagiaria.


-Sim, bastante. E uma ótima pessoa. Por que da visita?


-Agora é definitivo. Separarei de Astoria.


-Pensei que depois da festa do ministério vocês tivessem se resolvido...


-Pelo contrário piorou. Agora até Scorpius sabe da nossa situação. E Astoria saiu de casa.


-Nossa, Draco. Eu não sabia... Ontem vi Astoria aqui no Ministério, eu percebi ela meio abatida, mas eu seria a última pessoa que ela comentaria que o casamento estava mal.


-Por que?


-Ah, por favor, Draco. Astoria e eu podemos ser até amigas, mas eu também teria um pé atrás com ela se ela tivesse sido quase noiva de Rony-exemplificou Hermione.


-Vocês mulheres são tão complexadas com bobagens-disse Draco, revirando os olhos. –Nós nem fomos para a cama, que dizer, quando ia acontecer... aconteceu aquilo tudo.


Hermione sorriu.


-Tem certeza que é isso mesmo que quer fazer?


-Acho o melhor a fazer. Ela já saiu de casa. Meu filho está magoado. É melhor acabar isso tudo de uma vez.


-E por que veio aqui? Só para avisar que seu casamento vai acabar?


-Quero saber como proceder, Hermione. Nunca me divorciei!


-Acho que você primeiro tem que conversar com o Scorpius.


-Scorpius?


-Sim, você não quer que seu filho seja o último a saber sobre o divorcio dos pais. Já basta ele ter sido o último a saber o que acontecia entre eles...


-Entendo.


-Depois de falar com Scorpius, você precisa falar com Astoria. Vocês dois juntos nisso será mais rápido o divorcio...


-Sei. Obrigada Hermione. Acho que vou agora mesmo falar com Scorpius em Hogwarts. Depois preciso ir trabalhar.


Hermione abraçou o amigo.


“Espero que aconteça como estou pensando”, pensou Hermione.


Draco segurou as mãos da amiga.


-Acho que minha vida seria bem menos complicada se eu tivesse casado com você.


-Mas fui eu que casei com ela, Malfoy.


Rony entrara na sala da esposa sem eles perceberem. Uma onda de ciúmes dominou Rony que quando percebeu Draco cambaleava para trás com um soco que Rony lhe dera no olho. Hermione se pôs no meio.


So I'm moving on/ Então eu estou seguindo em frente
Letting go/ Abandonando
Holding on to tomorrow/ Me agarrando ao amanhã
I've always got the memories while I'm finding out who/ Eu sempre tenho as memórias, enquanto eu estou descobrindo quem
I'm gonna be/Eu vou ser
We might be apart but I hope you always know/ Podemos estar separados, mas espero que você saiba
You'll be with me wherever I go/ Você estará comigo aonde quer que eu vá


-Pare, agora!-exigiu Hermione, encarando o esposo.


Hermione ajudou Draco a ficar ereto. Ela viu o redor do olho dele começar a mudar de cor. E tinha um corte ao lado do olho que sangrava. Hermione estendeu a mão, mas Draco afastou o rosto.


-Obrigado, Hermione. Mas não preciso de outro soco, acho que já tenho problemas demais.


-Desculpe. E espero que resolva tudo o mais rápido possível.


Rony observava os dois com raiva. Draco saiu da sala. Hermione encarou o esposo, talvez houvesse outro casamento desfeito...


***


Draco pegou um lenço de papel na mesa de Francis que não estava ali. Ele pressionou o lenço no corte e saiu dali. Rony tinha uma boa pontaria, também era um auror. Draco foi seguindo pelos corredores pensando se ia logo ao trabalho tratar o ferimento ou ia ver o filho. Era melhor tratar o corte, não queria que o filho fizesse perguntas desnecessárias, embora ele fosse ficar com o roxo no olho. Affff! Ele nem sabia por onde ia quando percebeu que estava perto da sala de Astoria. Precisava sair dali, ela não precisava saber que ele estava no ministério e nem ver o estado lamentável que estava. Ele dava a volta para voltar quando bateu de frente a alguém.


-Desculpe-disse Draco.


-Draco Malfoy. Quanto tempo!


Draco viu a pessoa na sua frente.


-Não tanto tempo, Chang. Vimos-nos na festa daqui, não?-disse Draco, direto.


-Sim, mas pouco nos falamos. Você sumiu com a sua esposa... O que aconteceu com você?


-Acidente de trabalho, falando em trabalho tenho que ir.


-Pensei que tivesse vindo ver sua esposa.


-No momento não. Vim resolver outras coisas...


 


So I'm moving on/ Então eu estou seguindo em frente
Letting go/ Abandonando
Holding on to tomorrow/ Me agarrando ao amanhã
I've always got the memories while I'm finding out who/ Eu sempre tenho as memórias, enquanto eu estou descobrindo quem
I'm gonna be/Eu vou ser
We might be apart but I hope you always know/ Podemos estar separados, mas espero que você saiba
You'll be with me wherever I go/ Você estará comigo aonde quer que eu vá


De repente Draco reconheceu aquela voz que se aproximava. Reconheceria a quilômetros de distância. Ele olhou para trás e Astoria estava ali com Francis.


-Acho que seu esposo precisa de um curativo, Astoria-comentou Cho Chang.


-Sei me cuidar sozinho-disse Draco entre dentes.


Astoria observou o lenço de papel com sangue. Ela podia estar com muita raiva de Draco, mas não o deixaria sangrando.


-Francis, pode ir almoçar. Depois eu vou, ok?


-Certo. Precisa de ajuda?


-Não, obrigada.


-Com licença-disse Francis se afastando.


-E você venha comigo.


-Eu vou para o trabalho, eu posso...


-Venha comigo-cortou Astoria.


Draco preferiu seguir Astoria até a sala dela.


“Casal estranho”, pensou Cho ao ver eles entrarem na sala e fecharem a porta.


 


Música: Wherever I go/Miley Cyrus


N/A: Pensei que esse capitulo fosse demorar mais a ser postado, mas bateu a inspiração e aprovetei.


Jacgil: Moreland. Foi de um romance que eu li. Um dos personagens tinha como sobrenome Moreland. Molly realmente ficou mal pela traição. Thor é o carinha que Dominique conheceu na infância e tem esperança que ele volte. Sobre as dúvidas. A primeira já como você disse foi respondida: Dominique. Segunda: coloquei *** para dizer que era outro momento na fic. Terceira: essa pergunta vai ser respondida, provavelmente quando Alvo descobrir o que aconteceu. Realmente, a música Drowning é linda. Coloquei em homenagem ao show que eu não fui... buá. Obrigada pelo comentário.
Ps: Espero mais comentários, por favor. É um grande incentivo! Até mais.

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