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4. Capítulo 04


Fic: Aquilo que você não vê DM-HG


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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Capítulo 4


 


Continuação do capítulo 01


 


Hermione acordou sentindo que alguém a observava. Sabia que era Draco. Apesar de se darem bem, muitas vezes brigavam. Sabia também que abriria os olhos e o encontraria sentado ao pé da cama.


 


Dito e feito.


 


- Draco, bom dia.


 


- Mimi, eu realmente sinto muito pela briga de ontem. Só que eu precisava dar minha opinião. Sabe o quanto gosto de você. Quero apenas te proteger – ela deixou que o corpo caísse novamente sobre a cama. Gostar. Às vezes sentia raiva de Blaise. Se estivesse com ele, as coisas poderiam ter sido diferentes. Ela poderia ter aprendido a esquecer de Draco. Ter aprendido a gostar de outra pessoa. Fazia muito tempo que não via Blaise. Quando Hogwarts terminou, ele foi trabalhar na Itália. Ela chegou a mandar algumas cartas, mas elas começaram a retornar. Então, Hermione parou de envia-las – Hermione?


 


Quanto tempo ela passou divagando, não sabia. Só sentiu o corpo dele deitando-se ao seu lado. Ambos encarando a pintura do teto. Ambos sentindo, desejando e querendo, mas optando por não falar seus verdadeiros sentimentos.


 


- Deixa para lá, Draco. Foi apenas uma briga estúpida.


 


- Como todas as outras.


 


- Como todas as outras – ela concordou. Ambos viraram na cama e se encararam. Cinza no castanho. Draco sentiu a respiração dela. Estavam tão próximos. Não ousou olhar para a boca. Se o fizesse sabia que perderia o controle. Não ousou descer os olhos para o decote da camisola. Aquilo era uma eterna tortura. Respirou fundo. Precisava levantar-se antes que fizesse a loucura de beijar Hermione. Soltou o ar devagar. Sua mão foi até os cachos. Viu a morena fechar os olhos. Draco, que merda você está fazendo?


 


Só que ele não sabia responder. Deixou que seu polegar alcançasse a bochecha dela, traçando pequenos e lentos círculos. O ar parecia faltar. Ela voltou a abrir os olhos. Como simples olhos castanhos podem ser tão belos?


 


Mexeu-se sobre a cama, aproximando-se dela. A memória de tantos anos atrás, quando sentiu os lábios dela pela primeira vez ainda estava vívida em sua mente. Ela novamente fechou os olhos e perdeu o pequeno sorriso que ele deu. Draco também deixou que seus olhos se fechassem.


 


 


TAC TAC TAC


Eles afastaram-se assustados. Pularam da cama.


 


TAC TAC TAC


 


Uma coruja batia no vidro da janela. Hermione viu que era uma coruja do Hospital, foi até lá, pegou o pergaminho e a ave voou novamente.


 


- Uma emergência. Eu... preciso ir ao Hospital. Depois... depois conversamos – ela falou olhando para o loiro que ainda estava parado ao lado da cama.


 


- Se você me desculpou pela besteira de ontem, não temos mais nada para conversar – ela sentiu o tom ressentido.


 


- É uma emergência no trabalho. Eu preciso ir, Draco.


 


- Eu sei. Avise se vier para jantar – ele falou e saiu do quarto fechando a porta atrás de si.


 


***


 


Hermione chegou correndo e foi para o quarto andar, onde trabalhava com pacientes que sofreram danos por magia. Recebeu a informação que deveria ir ao escritório do chefe do Hospital. Achou aquilo estranho. Chegando lá encontrou a sala lotada. Havia chefe de todos os departamentos: Acidente com Artefatos e Mágicos, Envenenamento, ferimentos induzidos por criaturas,... Além dos diretores, os representantes dos departamentos também estavam lá. Os representantes faziam a mediação entre os medibruxos e os diretores, além de ficarem responsáveis por casos que apresentavam um diagnóstico de difícil resolução.


 


- Bom dia – ela falou para todos e encontrou um lugar.


 


- Bom dia, senhorita Granger – era o chefe de seu departamento, Hugh Taub – Estamos aguardando ainda alguns medibruxos que não chegaram. A reunião começa dentro de instantes – ela acenou.


 


- Você sabe o que está havendo? – Hermione perguntou para Jonah, do departamento de envenenamento.


 


- Ninguém sabe ao certo. Apenas rumores.


 


Na sala apenas burburinhos. Hermione não estava gostando nada daquilo. Por que chamariam todos, em caráter emergencial, no final de semana?


 


- Bom dia! – disse o senhor Firth. Ele era um bruxo com pernas e braços magros, mas uma barriga saliente e redonda. Parecia estar grávido. Usava um bigode longo e espesso. Mal era possível ver o contorno de seus lábios. Os fios grisalhos ao redor da cabeça e já rareando completavam a aparência extravagante do homem – Chamei vocês aqui porque, de alguma forma, todos os departamentos estarão relacionados para evitar que a sociedade bruxa entre em pânico. Por favor, silêncio! Sei que todos vocês estão tratando um ou mais casos praticamente sem solução. Tudo já foi tentado: poções, feitiços e até medicamentos trouxas. Os pacientes chegaram com as mesmas queixas, mas como as causas foram outras, foram encaminhados para diferentes departamentos. No entanto, em uma reunião ocorrida ontem, percebemos que todos têm os mesmos sintomas.


 


- Mesmos sintomas causados por diferentes fontes? – Hermione perguntou e a resposta foi um aceno leve de cabeça – Quantos pacientes no total?


 


- Até agora nove – disse com a voz grave. Ele ia continuar, porém foi interrompido por uma leve batida na porta. Um medibruxo entrou e entregou em envelope fechado. Assim que abriu Hermione viu a expressão dele mudar.


 


- Aconteceu alguma coisa? – ela ouviu Rachel, uma bruxa que trabalha na área de acidentes causados por criaturas mágicas perguntar.


 


- O senhor Roland morreu. Ele foi nosso primeiro paciente e foi admitido no departamento de envenenamento – Hermione olhou para o lado e encarou o colega de trabalho que olhava para o chefe de seu departamento – Vão até lá – Firth falou.


 


Os bruxos saíram calados.


 


- O que faremos? –Taub, chefe direto de Hermione perguntou.


 


- Os responsáveis de cada área devem participar da autópsia de Roland. Vejam como evitar que os outros sigam o mesmo caminho – todos se levantaram, mas pararam ao perceber que ele não havia terminado – E, Granger, você será responsável pela troca de dados e o trabalho em conjunto dos departamentos. Esteja amanhã aqui às 8h para conversamos sobre suas funções. O assunto é sigiloso até segunda ordem.


 


***


 


Hermione chegou em casa tarde. Não tinha nem conseguido avisar Draco, apenas entrou e deixou o corpo cair sobre o sofá.


 


- Mimi?


 


- Você insiste com esse apelido? – ela perguntou de olhos fechados. Ele riu e continuou:


 


- O que houve? Tentei entrar em contato com você, mas disseram que estava incomunicável.


 


- Ainda não posso dizer. Desculpe, eu estava proibida de usar qualquer tipo de comunicação.


 


- Guardei um prato para você. Vá tomar um banho e sente-se – ele deu um beijo na têmpora da morena e levantou-se. Em que hora ele sentou? Com preguiça, ela fez o mesmo e foi até seu quarto descendo momentos depois. Sentou-se à mesa e Draco serviu um prato de comida. Ele sentou-se à frente dela.


 


- Está uma delícia – ela falou após algumas garfadas.


 


- Sobre hoje... Também acho que devemos conversar. Talvez agora não seja o melhor horário.


 


- Talvez nunca seja – ela falou sorrindo e ele fez o mesmo. Só que novamente foram interrompidos por uma batida na porta. E mais uma. E mais outra. Draco levantou-se e foi até lá. Hermione podia ouvir a conversa. Deu mais algumas garfadas e achou que era melhor subir. Não queria e não precisava continuar ouvindo aquela conversa.


 


Na sala...


 


- Astoria?


 


- Draco! Como você está se sentindo? Não estava bem ontem. Não entendo! Você mora com ela que é medibruxa, por que não te deu algo?


 


- O que está fazendo aqui? – ele se recusou a responder.


 


- Já disse, Dradraaa – ela falou passando a mão pelos fios loiros.


 


- Astoria! Que porra de apelido é esse agora? E sabe que não gosto quando aparece sem avisar. Está tarde. Algumas pessoas trabalham, sabe? Sei que essa palavra não existe no seu dicionário.


 


- Não vai me convidar para entrar? – a loira falou com a mão na cintura e batendo os pés no chão.


 


- Não. Amanhã levanto cedo e Hermione está cansada – a bruxa rolou os olhos – eu mando uma coruja para você e marcamos algo.


 


- Draco, o que está havendo? – ela falou tentando entrar.


 


- Astoria, por favor... eu passo na sua casa essa semana.


 


- Eu te amo!


 


- Eu também – Draco fechou a porta e foi até a cozinha. Encontrou o ambiente vazio. Encostou a cabeça em um dos armários. Queria que as coisas fossem diferentes. Só que não poderia perder a amizade que tinha com Hermione. Só que, para ele, amizade nunca seria suficiente.


 


***


 


- Entendeu, senhorita Granger?


 


- Sim, entendi – ela falou saindo do escritório. Precisava criar uma tabela com todas as informações e sintomas dos pacientes. Roland havia sobrevivido por 17 dias depois dos primeiros sintomas terem sido relatados. Era uma corrida contra o tempo. A segunda paciente a ser internada começou a apresentar os mesmos sintomas depois de usar um anel mágico que ganhou do namorado. O pobre rapaz estava inconsolável. Os aurores ainda não conseguiram descobrir como ele poderia ter sido adulterado. Rony e Harry cuidavam do caso. Isso significava que logo eles trabalhariam juntos e isso alegrava a garota.


 


Ela completaria 12 dias desde os primeiros sintomas. Hermione e sua equipe tinham menos de uma semana para chegar a alguma ideia que evitasse que ela morresse. Mas nada parecia funcionar.


 


Organizou todos seus dados em um computador. Não abriria mão de uma ferramenta tão útil. Queria cruzar os dados dos pacientes, então começou a elencar os sintomas.


 


Sintomas (em ordem de aparecimento):


Coceira no corpo


Sede excessiva


Brotoeja (similares à catapora trouxa)


Perda do apetite


Gosto ácido na boca


Febre


Tosse com catarro (similar à tuberculose trouxa)


Perda de peso (devido à perda de apetite)


Tremedeiras


Ataques epiléticos


Falência do fígado


Falência do rim


 


E então... o paciente morria.


 


***


 


Draco assinou mais alguns documentos. Não foi fácil abrir sua empresa sem mexer no dinheiro dos pais. Só que ele ajudou muitas entidades que se viram “obrigadas” a retribuir o favor incentivando o apoio financeiro ao jovem empresário.


 


Ele administrava uma empresa que fornecia ervas para poções medicinais. Tinha grandes plantações de diversas plantas. O conhecimento de Longbottom o ajudou, apesar de que aquilo era demais para ele assumir. Longbottom era desastrado e estúpido demais para que ele pudesse aceitar que o bruxo fosse bom em algo.


 


Foi numa dessas festas que Hermione conheceu o tal do Simmons. Na época eles já dividiam a casa, mas ele ainda não namorava Astoria. Depois se lembrou do dia. Uma festa que só foi convidado por causa da relação da empresa com as habilidades do grifinório. Ele e Hermione haviam chegado juntos, mas logo se separaram. Ele não era bem vindo. Ela conhecia quase todos. Notou o bruxo alto olhando-a e se aproximando. Sentiu ciúmes, mas conhecia a amiga. Ele não teria a menor chance. E, anos depois, o filho da puta havia voltado. Para piorar, disposto a conquistá-la. Pelo pouco que viu pela janela, sabia que ele tinha conseguido.


 


Um dos documentos que lia era um pedido de St Mungus. Uma quantidade maior do que pediam normalmente. Separou o pergaminho, pois precisaria confirmar o pedido no Hospital. Na hora nem pensou que esse pedido poderia estar relacionado com o trabalho confidencial de Hermione.


 


Sem pensar nisso, lembrou-se das primeiras semanas que dividia a casa com Hermione...


 


A casa não tinha praticamente móvel nenhum. Apenas algumas almofadas pela sala. Também não tinha mesa. Nem cadeiras. Na cozinha, um fogão velho. A comida era armazenada com magia, mas Hermione estava doida para comprar uma geladeira.


 


Hermione riu da expressão de incredulidade de Draco quando ele soube que havia levado Harry e Rony sob o efeito da poção polissuco para dentro do Salão Comunal da Sonserina.


 


- Sua cara está impagável! – ela riu quase engasgando com o pedaço de pizza.


 


- Na época, vocês eram o Trio Maravilha... por que não foi junto? – ele perguntou. Na hora, Hermione ficou calada – Responda-me...


 


- Um pequeno erro... Iria como a Bulstrod. Só que não peguei o cabelo dela.


 


- Pegou o quê?


 


- O pelo do gato. Não foi um tratamento agradável. Eu fiquei com a cara do gato dela... – dessa vez foi Draco que não se aguentava de rir.


 


Eles continuaram falando de outras coisas. Até que ele perguntou:


 


- De onde vem seu nome: Hermione.


 


- Literatura trouxa. Uma personagem de um escritor inglês.


 


- É bonito. Forte. Sonoro – ela sorriu para ele. Beberam um pouco de vinho. Não se preocupavam com taças. A garrafa ia de uma mão para outra.


 


- Obrigada...


 


- Seus amigos a chamam de Mione, não é? – Draco perguntou. Tinha um nome curto, então nunca tivera e nem gostara de apelidos.


 


- Harry e Ron que começaram com isso. Melhor que Herms! – os dois riram.


 


- Não posso te chamar do mesmo jeito que os dois babacas. Eles são babacas – ele reafirmou ao ver a expressão dela – Qual seu segundo nome?


 


- Jane.


 


- Alguém te chama assim? – ele perguntou.


 


- A família do meu pai. Eles não gostaram nada da escolha do nome.


 


- Então, preciso pensar em outro nome.


 


- Você quer me chamar de algo que ninguém chama?


 


- Claro. Até parece que não sabe que sou um ex-riquinho mimado que gosta de exclusividade – Hermione riu e puxou a garrafa da mão dele enquanto ouvia dizer seu nome e abreviações improváveis.


 


- Draco, pare com isso. Não importa como me chama.


 


- Importa para mim, Hermione. Her.... Hermmm.... Ne... Mi... Mimi! Isso! Mimi!

- Mimi?! Quanto você bebeu? É horrível!



- Melhor ainda. Mimi, pegue outra garrafa de vinho! – ele falou ao puxar de volta a garrafa para si e terminar com o conteúdo.


 


***


 


Hermione respondeu ao pergaminho de Sean, eles marcaram um jantar para quinta-feira daquela semana. Tudo ainda parecia novo para ela, fazia tempo que não se dedicava e não se interessava por alguém. Só que ela precisava dar uma guinada na sua vida pessoal. Draco. Era apaixonada por ele há tantos anos, só que não arriscaria a amizade por um sentimento que não era correspondido.


 


Precisava seguir em frente.


 


Quinta-feira chegou e ela estava quase pronta quando Draco bateu em sua porta e ela falou que ele poderia entrar.


 


- Vai sair com os babacas?


 


- Já pedi para não chama-los assim. E não. Sean está vindo. Vamos sair para jantar.


 


- Sean? Ele é outro idiota. – Draco falou encostando-se ao batente.


 


- Ache o que quiser. Também acho Astoria uma imbecil e isso não impede você de namora-la, impede?


 


Como esperava, Draco resmungou alguma coisa e saiu do quarto. Quando desceu, encontrou-o na sala. O costumeiro copo de uísque de fogo em sua mão.


 


- Aonde ele vai te levar?


 


- Em um restaurante na Londres trouxa – ela falou. Draco bufou algo em resposta.


 


- Podemos almoçar juntos amanhã? Tenho uma reunião com Firth.


 


- Claro, passe na minha sala quando terminar – ele assentiu e ouviram o toque da campainha. Hermione foi até a porta e encontrou o moreno com outro buquê de flores – Não precisava...


 


- Eu queria. Você está linda... – Draco estava na sala imitando Sean de forma debochada. Hermione pediu que ele esperasse enquanto colocava as flores em um vaso. Deixando os dois sozinhos pela primeira vez. Draco levantou-se, era mais baixo que o outro, mas nem por isso seu olhar era menos ameaçador.


 


- Não gosto de você.


 


- Isso não faz a menor diferença, Malfoy.


 


- Ah não? Sou um dos melhores amigos dela – o outro deu de ombros.


 


- Os outros amigos gostam. Além do mais, não é você que eu quero conquistar. Muito loiro para meu gosto – e riu irônico. Draco irritou-se. Depositou o copo com força sobre a mesa e aproximou-se.


 


- Não curto piadinhas, Simmons.


 


- Ainda não percebeu que não me importo? – o outro respondeu olhando para baixo.


 


Hermione chegou nesse momento e percebeu a tensão entre os dois.


 


- Está tudo bem por aqui?


 


- Claro, Hermione. Malfoy estava apenas demonstrando o quão gentil ele pode ser com os seus convidados.


 


- Tchau, Draco – ela falou despedindo-se do amigo. A resposta dele foi um resmungo. Irritado, Draco chamou Astoria via flu.


 


Sean e Hermione ficaram calados um tempo ao entrarem no carro. O moreno precisou se acalmar. Não cairia nas provocações de Malfoy. Primeiro, porque não tinha idade para isso. Segundo, entendia muito bem o jogo que o outro estava armando. Terceiro, gostava realmente de Hermione e não a conquistaria dando um soco na cara do amigo dela.


 


- Desculpe pelo Draco – ela falou percebendo a seriedade nas feições dele – Ele consegue tirar qualquer um do sério quando quer.


 


- Não precisa se desculpar por ele – chegaram ao restaurante e foram levados até uma mesa. O local era composto quase que exclusivamente por casais. Eles concordaram em beber algo antes de pedir o jantar – Por que mora com ele?


 


- Quando saímos de Hogwarts não tínhamos como pagar um lugar decente. Mudarmos agora ainda seria complicado. Ele tem investido a maior parte do que ganha na própria empresa.


 


- E você? Tem um bom cargo no Hospital.


 


- Eu sei, mas ainda faço alguns cursos.


 


- E você gosta de morar com ele... – Sean falou num murmúrio.


 


- Draco e eu somos apenas amigos. Isso ficou decidido muito tempo atrás... Nós tivemos nossas brigas, por conta do pensamento dele sobre nascidos trouxas. Agora, chegamos nesse acordo sobre nossa relação. Mas, sabe, Sean... minha ideia para hoje não era falar sobre o Draco – Hermione pegou a mão dele e encarou os olhos azuis.


 


- Desculpe – ele depositou um beijo sobre os lábios dela – Fale sobre o seu trabalho.


 


- Podemos falar sobre o seu? Estou envolvida em algo confidencial. Provavelmente isso não vai levar muito tempo, só que por enquanto não posso comentar o assunto. Conte mais sobre suas pesquisas.


 


- Claro. Eu viajava explorando feitiços e magias. Fazendo pesquisas de porque alguns feitiços são diferentes, mas com o mesmo objetivo ao redor do mundo. Por exemplo, há outra versão para o “Accio” nos países de América do Sul.


 


- Nossa! Deve ser um trabalho maravilhoso esse! – ele riu ao ver a animação no olhar dela.


 


- Sim, é. Mas como te falei, é um trabalho cansativo. Agora quero parar em um lugar. Estabelecer-me. Comprei uma casa simples nos arredores de Ottery St. Catchpole.


 


- Ah! Lá é um lugar maravilhoso! Está próximo dos Weasley e do Lovegood.


 


- Não tenho muita proximidade com o Lovegood. Conheço mais o Artur, por conta de sua paixão por artefatos trouxas.


 


Eles continuaram conversando, rindo, jantaram, beberam um pouco mais. No caminho de volta, não houve aquele silêncio inicial. Hermione estava feliz. Sabia que não tinha tirado Draco do seu coração, mas Sean era uma pessoa que a fazia pensar em outras coisas. Ele fazia com que ela não pensasse nele. Nem percebeu quando ele encostou o carro ao meio fio e desligou-o. Sean retirou o cinto e virou-se para o lado, inclinou-se e beijou Hermione como não tinha conseguido fazer durante a noite. Ela sentiu a língua dele em seus lábios e retribuiu o beijo. A mão dele foi de encontrou a sua nuca, puxando-a ainda mais. Foi impedida pelo cinto. Ambos riram. Sean desafivelou o cinto e voltou a beija-la. Hermione deixou-se levar. Nem lembrava quanto tempo não fazia isso.


 


Sean levou sua outra mão à cintura dela, puxando-a para si. Os movimentos eram restritos por estarem dentro do carro, além dele ser uma pessoa alta. Hermione deixou que sua mão fosse de encontro à coxa dele. Ouviu-o gemer contra seus lábios quando pressionou seus dedos à coxa e subiu levemente sua mão. Os dois pareceram dar-se conta, ao mesmo tempo, do que estavam fazendo. Separaram-se.


 


- Aqui não é um bom lugar – ela falou.


 


- Não mesmo. Quero que seja especial – ele falou brincando com um dos cachos dela – trocaram um beijo rápido – Sei que é em cima da hora, mas... sábado terei uma festa para ir. Aniversário de um amigo, quer ir comigo? É um pessoal tranquilo. Será na casa deles. Bebidas e petiscos.


 


- Claro. Não tenho nada marcado. Que horas?


 


- Eu te pego às 20 horas, pode ser? – ele ainda não soltara o cacho.


 


- Sean eu posso aparatar. Não precisa vir me pegar de carro todas as vezes que saímos – ele aproximou-se dela. Os lábios quase colados. Depois beijou o maxilar até chegar à orelha dela e falou num sussurro:


 


- Depois da pequena experiência que tivemos aqui, não vou deixar de andar de carro com você – Hermione sentiu seus pelos arrepiarem-se. Sean afastou-se a beijando nos lábios – Eu acompanho você até a porta.


 


Eles saíram e pararam na porta da casa de Hermione.


 


- Adorei a noite – ela falou – Obrigada. Fazia muito tempo que não me divertia assim.


 


- Será um prazer tornar suas noites, e dias, divertidos – ele falou em tom, galante e brincalhão. Hermione riu e voltou a beija-lo. Tomou a iniciativa de colocar a língua na boca dele. Sean puxou-a pela cintura, colando seus corpos. As mãos dela foram para os fios longos e pretos do cabelo dele. Separaram-se ofegantes.


 


- É melhor eu entrar – eles trocaram um rápido beijo e Hermione foi para dentro da casa. Dessa vez, Draco não estava esperando por ela. Hermione subiu os degraus e abriu a porta do seu quarto. Então, ouviu a porta do lado sendo aberta.


 


Do quarto de Draco saiu Astoria usando apenas uma camisa dele. Ela ria. Levemente embriagada. Pouco depois, Draco apareceu. Vestindo apenas uma calça. Era um tormento para Hermione ver aquele peito nu e definido. Respirou fundo. Ele puxou Astoria pela cintura e aquela cena feriu Hermione.


 


- Chegou agora, morena? – o tom era indiferente. Ele também parecia ter bebido.


 


- Sim. Licença, vou dormir.


 


- A noite foi boa? – ele perguntou. Amargurada e magoada ela respondeu:


 


- Uma das melhores da minha vida – sabia que aquilo o magoaria. Bateu a porta com força e lançou feitiços pelo quarto. Não precisava ouvir a voz esganiçada da loira.


 


Draco voltou para o quarto com Astoria que falava algo que ele realmente não prestava a mínima atenção. Disse para a namorada calar-se, precisava dormir. Deitou na cama e encarou o teto em silêncio.


 


Hermione e Draco haviam, finalmente, terminado de comprar todos os móveis da casa. Resolveram fazer uma pequena comemoração. Draco não tinha amigos e os amigos de Hermione não podiam ver Draco Malfoy. Então, fizeram algo particular. Apenas os dois. Sentaram-se no sofá e conversaram sobre besteiras.


 


- Mimi, você sabe que é única amiga que tenho, não sabe? Claro que é. Gostaria que não houvesse segredo entre nós.


 


- Certo... O que quer saber?


 


- É foda pensar que os babacas sabem mais ao seu respeito do que eu. Eles não podem saber mais do que eu sobre nada – Hermione rolou os olhos.


 


- Está bem. Tudo? – ele assentiu – Por que quando voltou para Hogwarts foi um completo imbecil comigo?


 


- Já começa assim? Por que eu tive ciúmes de você com o Weasley. Como eu disse: sou possessivo. – Draco falou sem contar toda a verdade – Por que namorou meu melhor amigo?


 


- Na época você não falava comigo e não tínhamos um relacionamento, certo? Blaise apareceu e me surpreendeu. Éramos adolescentes, ele era um jovem bonito, inteligente e que gostava de mim. Por que não namora-lo?


 


Draco bebeu mais um gole de seu uísque disfarçando a dificuldade para engoli-lo.


 


- Por que namorou Astoria?


 


- Nós não namoramos. Apenas... fiquei com ela. Era mais cômodo – a conversa não tinha mais o tom de brincadeira. Draco serviu mais bebida aos dois. – Você é virgem? – Hermione quase engasgou.


 


- Que tipo de pergunta é essa?


 


- Ué, amigos sabem se seus amigos já transaram ou não – ele respondeu simplesmente – Afinal, os babacas não sabem essa resposta?


 


- Sabem... E não, não sou virgem. – Draco não queria ouvir aquela resposta. Era um pensamento egoísta. Ele sabia – Blaise – ela adiantou-se - E sua primeira vez foi com quem?


 


- Eu posso ser virgem! – Hermione riu.


 


- Draco, tudo bem que na época de Hogwarts você não era um deus grego, mas tenho certeza que transou com alguém. Provavelmente a Parkinson.


 


- Está certa, foi com a Pansy. Só que está errada: eu era e sou um deus grego – Hermione riu alto e Draco a encarou magoado.


 


- Você sabe que para ser um deus grego é preciso ter músculos?


 


- Granger, - ele a chamava assim quando estava bravo – eu sou musculoso – e fez um movimento com o braço, mostrando para ela que riu ainda mais.


 


- Certo, agora você é... mas não em Hogwarts.


 


- Todas babavam por mim... – ele falou.


 


- Todas sonserinas, porque na Grifinória não pensávamos que você era “gostoso” – ela falou lembrando-se das conversas no dormitório feminino. Ele abriu a boca verdadeiramente ofendido. Como se aquele informação fosse a novidade do século.


 


- Como assim: eu não era gostoso? Eu era um astro do quadribol.


 


- Draco, eu não sou muito fã, mas meus melhores amigos adoram e jogaram quadribol. Gina, Harry e Rony. Fora os gêmeos, com quem convivi na época que ficava na Toca. Você jogava como apanhador. Precisava ser rápido. Para isso, precisava ser leve. Tanto você quanto Harry eram dois magrelos!


 


- Acabou com minha masculinidade agora – ele falou realmente magoado.


 


- Relaxa, Draco. Você melhorou com os anos – ela falou brincando. Draco jogou uma almofada nela. Hermione revidou. Começaram uma pequena guerra. Hermione preparou-se para atacar novamente, mas o loiro segurou o punho dela e a deitou sobre o sofá. Ambos riam. Aos poucos foram parando. Cinza no castanho.


 


Draco estava sobre o corpo dela. Uma mão sua, segurava os dois punhos dela sobre a cabeça. A outra mão apoiada ao lado do corpo da amiga.


 


- Hermione... – ele falou baixo.


 


- Draco, eu...


 


- Hermione, essa foi a melhor noite da minha vida.


 


Ela sorriu.


 


- Da minha também, Draco.


 


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Oi, mais um capítulo!!!


Desculpem pela demora! Estou maluca com tanta ideia para histórias diferentes!


 


 

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Comentários: 3

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Enviado por Ju Fernandes em 21/01/2012

Ai vc é uma malvada porra! Dá pelo menos um beijinho, mas em tempo real pleeeeeeeease!

Nota: 5

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Enviado por marcela miranda em 25/12/2011

qual é o problema desse garoto! Estou adorando a FF. 

beijos

Nota: 5

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Enviado por Fernanda Toledo em 12/10/2011

parou num ponto em que a gente só imagina a sequência...

 

 

Nota: 5

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