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8. Mais um segredo


Fic: Duas verdades No ar o epilogo 05-07


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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No cap anterior...


 


Draco não soube como chegou as Masmorras, mas já estava sentado no seu salão comunal. Estava sozinho, todos estavam jantando. Se sentia leve como há muito tempo não se sentia. Estava confuso. Não sabia definir nada daquilo que acabara de acontecer. Mas sabia de uma coisa, não queria deixar passar em branco. Algo dentro de si gritava que não podia deixar de viver aquilo, até mesmo porque, desconfiava em seu intimo, que na tentativa de cumprir sua missão, ia acabar morrendo. Viver uma aventura, aproveitar uma oportunidade não lhe parecia tão errado. Não se importava mais com as conseqüências. Iria apenas, viver.


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Domingo passou calmo e frio como estava o resto da semana. Hermione não saiu do quarto durante todo dia, mesmo com a insistência de Gina, que apareceu umas duas ou três vezes, já que o resto do tempo estava aos beijos com Harry. Mas a castanha resolveu sair do seu salão comunal quando Rony tentou conversar com ela sobre o absurdo de Harry está abusando da inocência de sua irmã. Ela simplesmente o deixou falando sozinho e foi dar uma volta, até mesmo porque já estava com fome e a hora do jantar estava próxima.



Andava pelos corredores tentando não pensar em nada, por mais difícil que isso fosse. Nunca pensou que agradeceria internamente por ver Zabinne andar tão distraído quanto ela, poderia conversar com ele e assim de fato, não pensar em nada.



- Blás! – Ela disse sorrindo parando na frente dele que a olhou assustado.



- Me chamou de que? – Hermione deu outro risinho.



- Se comentar demais não chamo mais! – O moreno a abraçou pelos ombros.



- Silêncio absoluto! E aí, como está?



- Estranha, eu acho. – Ela suspirou e ele a soltou para olha-la melhor.



- Como assim?



- Eu não sei explicar. Ao mesmo tempo que tudo está igual está tão diferente. Estou me sentindo bem como há muito não sentia, mas mesmo assim há um peso aqui, dentro do meu peito.  – Os dois andavam lentamente em direção ao Salão Principal.



- Se está assim aconteceu alguma coisa. O que foi? – Hermione mordeu o lábio inferior e ele percebeu.



- Ah.. não, como eu disse, ta tudo como antes!



- Alguém já te disse que você mente mal?! – Hermione desviou os olhos dos de Blás. Já estavam na porta do Salão Principal e de repente ela ficou muito vermelha. Abaixou os olhos para o chão e ele achou isso estranho, resolveu olhar para frente e se assustou com o que viu.



Draco vinha andando devagar e com semblante calmo, como fazia meses que não o via. O loiro parecia mais leve e só agora se dava conta que não tinha esbarrado com o loiro desde a tarde do dia anterior. Franziu o cenho pensando no que se passava ali e ficou mais intrigado quando Draco os viu parados na porta e parou também.



- Ei Draco, sumiu hein? – Blás disse tentando não perder seu raciocínio nem a reação deles. Hermione continuava de cabeça baixa, as bochechas rosas, já o loiro olhava dela para o amigo.



- Estava na Sonserina o tempo todo Blás. E você, onde estava? – Ele se aproximou e cruzou os braços. Hermione pigarreou e olhou para o lado, parecia muito desconfortável.



- Eu estava com a Pansy fazendo alguns trabalhos na biblioteca. – Draco arqueou a sobrancelha e olhou mais uma vez para Hermione que estava achando a costura de sua blusa algo muito interessante.



- Na biblioteca com a Pansy? Tem certeza que era com ela que você estava na biblioteca? – Ele disse tudo isso encarando Hermione. Blás também cruzou os braços, tentando entender aquele clima estranho.



- Duvidando da minha palavra Draco? – Os olhos do loiro voltaram para o amigo.



- Eu? Não duvido de mais nada. – Falou com desdém, e só nesse momento Hermione resolveu levantar os olhos e encara-lo.



- O que você que dizer com isso Malfoy? – Um encarava o outro.



- Algum problema Granger?



- Eu estou ótima, você que parece confuso. Como sempre. – Blás estreitou os olhos para os dois que pareciam ter esquecido da presença dele ali, pela maneira intensa que se olhavam.



- Eu tenho motivo não acha?



- Não, eu não acho. Acho que isso já foi esclarecido. – Blás deu um passo pata trás para melhor olhar a conversa. Hermione tinha o nariz levantado como se desafiasse Draco a desmenti-la. Ele a encarava com um pouco de dúvida. O moreno começava a completar o quebra cabeça em sua cabeça.



- Talvez Granger. Mas...



- Mas nada Malfoy. Acredite no que quiser e seja feliz! – A castanha parecia ofendida tanto quanto quando Draco a chamava de sangue ruim. Deu as costas aos sonserinos e entrou pisando durando no Salão Principal. Draco ia fazer o mesmo, mas Blás o impediu.



- Espera ai Draco. O que foi isso que acabou de acontecer? – Blás o puxara pelo braço para longe da porta.



- Nada. – O loiro deu de ombros.



- Como nada?



- Eu e a Granger discutimos, o que há demais nisso? - O moreno estreitou os olhos verdes.



- Não seja cínico. Essa não foi uma discussão comum.



- O que você quer que eu diga?



- A verdade.



- Eu não sei exatamente qual é a verdade Blás. Mas vou descobrir. – Draco parecia ser sincero e isso intrigou ainda mais o moreno.



- E como vai fazer isso?



- Acho que você já sabe a resposta. – O loiro não disse mais nada e seguiu para o Salão. Blás entendeu que ele não queria dizer aquilo que ele mesmo não queria ouvir. Ficou assustado. Granger e Malfoy se misturaram definitivamente. Ele previra isso, mas não gostara de ver acontecer. Perdeu o apetite e voltou para a Sonserina.



 



Hermione sentou emburrada na mesa da Girifinoria sozinha. Odiava quando duvidavam de sua honestidade. Minutos depois viu Malfoy seguir para a mesa da sua casa com ar pensativo. Ficou o olhando por uns minutos e se achou ridícula demais. Estava mesmo se envolvendo com ele a ponto de se preocupar em esclarecer ceninhas de ciúmes? E, espera aí, ciúmes? Malfoy, Draco Malfoy estava mesmo como ciúmes dela? Merlim, como isso aconteceu? Onde estava quando aquela história começou? Seus pensamentos intensos foram interrompidos por uma cabeleira ruiva e morena a sua frente.



- Hermione você saiu do quarto! O que aconteceu? – Gina tinha as bochechas coradas e um brilho lindo nos olhos. Harry, ao seu lado, não estava diferente. Ela sorriu ao vê-los assim.



- Nada demais Ginny. Está tudo bem. E vocês dois? – Um olhou para o outro e sorriu.



- Estou como nunca estive Hermione, uma sensação incrível. – Harry disse com um pouco de vergonha.



- Até que enfim você tomou coragem Harry! Quanta lerdeza! – Hermione revirou os olhos sorrindo e se assustou quando uma mão bateu no ombro do amigo. Ao levantar o olhar viu Rony em pé, completamente vermelho.



- Precisamos conversar agora. – Ele disse encarando o amigo de óculos. Gina fez menção de dizer algo, mas o irmão não deixou. – Não se intrometa Gina, isso é entre eu e o Harry.



O menino que sobreviveu se levantou com os ombros baixos. Seguiu o ruivo até a porta e sumiu por lá. Hermione suspirou. Homens eram seres tão idiotas. Gina ficou calada o resto do jantar pensando talvez na conversa estúpida que estava sendo tratada por sua causa. Hermione comeu pouco, voltando a pensar em Malfoy e nela mesma.



- Ei! Hermione!



- Oi. – Ela olhou assustada a ruiva a frente.



- Onde você estava? Faz cinco minutos que estou tentando te dar tchau.



- Desculpe.



- Você não vai me contar ainda o que está acontecendo?



- Gina, olha...



- Granger! – As duas deram um pulinho de susto. Draco aparecera do nada atrás de Gina com sua voz rouca. Hermione o olhou interrogativa.



- O que faz aqui Malfoy? O que quer? – Ele cruzou os braços e arqueou a sobrancelha para ela, com seu ar debochado.



- Acha que eu gosto de estar aqui? Perto de vocês? Você já foi mais esperta!



- Então dá o fora loiro aguado! – Gina disse sem nem olhar para ele.



- Não se meta Weasley. – Ele praticamente cuspiu o sobrenome de Gina, que apenas revirou os olhos. – Granger, coisas da monitoria que preciso resolver com você.



- Mas a monitoria é só na quinta Malfoy!



- Se estou aqui, fazendo esse sacrifício é porque é urgente! – Draco parecia ter perdido o resto da paciência. Hermione revirou os olhos e se levantou.



- Vamos logo resolver o que quer que seja. A gente se fala mais tarde Gina. – A ruiva nada disse, apenas ficou observando Hermione seguir Malfoy para fora do Salão. Estava ficando cada vez mais preocupada com o que estava acontecendo com a amiga, ou o que ela desconfiava que estivesse acontecendo.



 



Hermione seguiu o loiro uns dois passos atrás. Não entendia aquela interrupção em seu jantar. Afinal, Malfoy nunca se preocupou de fato com a monitoria. Andava seguro sem nem olhar para trás. Se focou tanto na nuca dele que não notou para onde estava indo até perceber que estavam subindo escadas.



- Malfoy?! – Disse depois de um tempo subindo degraus, mas sem para de caminhar.



- Que foi? – Ele também não parou e nem olhou para ela.



- Pra onde estamos indo afinal? Achei que fossemos para a sala dos monitores.



- Já estamos chegando ao nosso destino Granger, não se preocupe. – Hermione estreitou os olhos, mas não disse nada. Continuou seguindo o loiro até que ele parasse. Sentiu um aperto na garganta quando viu a tapeçaria de balé.



- Sala Precisa Malfoy?



- Apenas pense que quer estar no mesmo lugar que eu desejar. – Ele falou baixo e fechou os olhos. Com medo acima de tudo, Hermione fez o que ele disse.



Entraram em uma sala luxuosa com moveis caros e poltronas de estofados verdes escuros. Hermione sorriu fraco, aquilo era cara de um sonserino metido, principalmente um Malfoy. O viu se sentar em um sofá maior.



- Sente-se também Granger. – Ela ainda ficou um tempo em pé, parada perto da porta, o olhando, como se refletisse se valeria a pena ou não ficar ali.



- O que tudo isso significa Malfoy? – Por fim resolveu se sentar na outra ponta do mesmo sofá que ele estava.



- Eu pensei muito e acho que precisamos conversar. – Hermione o olhou cansada. Ela não queria pensar, conversar, estava tão exausta.



- Precisamos mesmo?



- Você disse que precisava pensar, lembra? – Ela ficou vermelha. – Quero saber o que pensou.



- Pensei tanto que cansei Malfoy. Não cheguei a lugar algum. – Ela abaixou o olhar.



- Parou naquele momento do banheiro? – A voz dele era calma como ela nunca tinha escutado. Era doce.



- Exatamente. – Ela sussurrou. De repente sentiu o perfume dele mais próximo. Levantou a cabeça para vê-lo bem perto de si.



- Também estou lá Granger. – Ele falou olhando no fundo dos olhos dela.



- E agora? – Disse fechando os olhos quando sentiu os dedos dele em seu rosto.



- Devemos continuar onde paramos.



Aproveitando que ela já estava de olhos fechados, Draco colou seus lábios nos dela e a ficou observando. Hermione parecia mergulhada em um mundo a parte que se intensificou quando ele aprofundou o beijo e em seguida fechou os olhos.



Lentamente ele forçou seu corpo em cima do dela a fazendo se encostar no sofá. Hermione nunca pensou que se sentiria tão bem na presença de um sonserino, na presença de um Malfoy. O peso dele em cima dela, a boca ávida, o calor intenso. Tudo era uma loucura. E como as mãos dele eram rápidas, até demais.



- Espera! – Ela disse ofegante. Ele abriu os olhos e a olhou por alguns segundos, para logo depois se afastar um pouco.



- Devo pedir desculpas? – Ele perguntou meio receoso, meio orgulhoso. Ela levantou um pouco o corpo.



- Não exatamente. É que é tudo muito novo pra mim. Eu não posso e nem quero queimar etapas Malfoy. – Ela disse calma, porém corando. Ele lhe sorriu.



- Não precisa disso acontecer Granger, mas amassos são amassos. – Sorriu malicioso e ela lhe deu um soco no ombro.



- Você é sempre tão cara de pau?



- Nem sempre e só estou dizendo a verdade. – Ela revirou os olhos, mas em seguida se assustou ao se sentir puxada para o colo dele. Draco a sentara em cima de suas pernas, deixando-a assim de lado.



- Acho que você é muito impulsivo. – Ela disse sem o encarar.



- E você muito tímida. – Delicadamente ele pegou o queixo dela e a fez olhar para seu rosto. Nesse momento ela esquecera de tudo e de todos, até mesmo de quem eles eram. Tudo que desejava era ficar naqueles braços, olhando aqueles olhos o resto da eternidade. Foi para o paraíso mais uma vez quando Draco lhe roubou mais um beijo perturbador.



 



Já se passavam das onze horas da noite e ela corria pelos corredores temendo ser vista pela gata do zelador. Quando chegou ao retrato da Mulher Gorda respirou fundo tomando fôlego e se sentindo aliviada, enfim estava em casa.



- Hermione? – Já estava virando rotina aquela coisa dela sempre entrar na Grifinoria e alguém lhe chamar do sofá. Dessa vez era Gina.



- Oi. – Se encaminhou para lá se sentindo tremer.



- Sua conversa com o Malfoy demorou hein. – Era disso que ela tinha medo, sua amiga ruiva era esperta demais.



- É verdade. Ele é muito idiota e a gente tem que ficar brigando antes de chegar ao assunto principal. – Respondeu rápida olhando para a lareira. Mas sentia os olhos de Gina queimando sobre seu rosto. – E os meninos? Se resolveram? – Precisava desesperadamente mudar de assunto e também estava preocupada com aquele fato.



- Harry não quis comentar. Faz apenas alguns minutos que eles apareceram aqui. Rony ia direto para o dormitório, mas Lilá o interrompeu e o levou para algum lugar. Meu namorado me pediu desculpas, disse que estava com dor de cabeça, me deu um beijinho e subiu. – O desanimo na voz de Gina fez com que Hermione a encarasse mais profundamente.



- Ei Gina, não se preocupe. Harry deve ter ficado chateado com alguma coisa, mas não acredito que isso vá mudar o que está acontecendo entre vocês. – A ruiva suspirou profundamente.



- Espero que seja assim, Rony pode ser tão idiota às vezes.



- Sim, isso é verdade, mas Harry tem a cabeça no lugar.



- Hermione?



- Sim.



- Você mudou de perfume? – A castanha estreitou os olhos e voltou a ficar nervosa, principalmente pelo tom casual que Gina havia imprimido na voz.



- Per..perfume? Não, acho que não.



- Acha?



- Por que essa pergunta? – Gina se aproximou dela e fungou. Hermione ficou extremamente vermelha.



- Quero que tome cuidado Hermione. Não sei como as coisas acontecem, mas se cuide. Sei que você é inteligente e esperta, mas às vezes ficamos cegas com algumas coisas. Não pense que estou te julgando ou coisa assim. Só fico preocupada com o rumo que as coisas podem levar e o que pode acontecer com você. Tudo já é tão difícil e sofrido, você não precisa se machucar mais. – Gina nunca parecera tanto com sua mãe como naquele momento. Hermione não segurou sua vontade se desabafar.



- Gina é tão difícil. Eu ...



- Ai Lilá, amanha a gente continua, estou cansado. – A voz de Rony invadiu o Salão Comunal que estava deserto e silencioso, exceto pelas duas. Gina jogou seu corpo no sofá com cara de derrotada enquanto Hermione mirava o casal mais nojento de Hogwarts adentrar a sala.



- A Roniquinho mas hoje você nem me deu atenção. – Rony não respondeu a loira dependurada em seu pescoço.  Avistou a amiga sentada ao sofá à frente o olhando com raiva.



- O que faz ai sozinha Hermione? – Lilá a encarava com desdém.



- Não estou sozinha Ronald. – Nesse momento Gina se levantou do sofá e se fez a mostra.



- Ah, hum, a gente poderia conversar? – Disse receoso sendo largado por Lilá no mesmo instante.



- Na verdade não. Estou cansada e quero dormir. Boa noite Gina. – Hermione se levantou e passou pelo casal sem nem lhes dirigir um olhar. Ao subir as escadas se sentiu estranha. Aquela visão lhe incomodou, mas não da mesma maneira que no dia anterior, ou mesmo quando reparava no interesse de Lilá para com Rony. Alguma coisa dentro dela estava mudando e teve medo de pensar no que poderia ser.



 



Draco já tinha tomado um bom banho e lido algumas lições, mas ainda não havia conseguido dormir. Resolveu ficar no Salão Comunal e pensar em como o fogo da lareira era bonito e como a água do Lago, que era vista pelas janelas, estava mais escura.



- Podemos conversar Draco? – O loiro apenas virou o pescoço para ver seu amigo moreno, enfiando eu seu pijama de seda preta, se sentar em na poltrona à frente. Queria poder adiar aquela conversa.



- Achei que já estivesse dormindo. – Respondeu se levantando da posição de deitado para se sentar corretamente.



- Até que eu tentei, mas não consegui. Quando vi que saiu do quarto resolvi vir... passar o tempo. – Blás estava serio como poucas vezes ficava, o que não era um bom sinal.



- Já não sei o que é dormir faz algum tempo. – Respondeu trivialmente já que não tinha mais nada a falar.



- Eu sei disso. Por isso quero lhe perguntar se está seguro em relação do que está fazendo. – Draco estreitou os olhos, não entendeu bem o questionamento.



- Não estou entendendo...



- Estou falando dela Draco. Não vou ficar fazendo rodeios com você. Já pensou nas conseqüências disso tudo? – O loiro suspirou cansado e abaixou os olhos.



- Estamos cansados de pensar Blás. As vezes me lembro que ainda só tenho 17 anos e que posso fazer coisas sem pensar. – O moreno se levantou o dando um susto.



- Não com ela Draco. Não faça coisas sem pensar com ela. Hermione é uma garota especial, diferente e eu sei que você tem consciência disso. Não precisa de mais problemas para faze-la sofrer. – Draco também levantou.



- Não pretendo causar mais sofrimento do que já causo. Mas entenda que tanto eu quanto ela estamos de acordo com que acontece. Ninguém está forçando ninguém a nada. Nos sentimentos bem, livres quando estamos juntos, e é apenas isso que importa Blás! Procuramos um pouco de liberdade, ar, paz, alivio no meio de toda essa tragédia que é a nossa vida. Porque agora eu consigo entender que a vida dela não é tão melhor quanto a minha. A única diferença é que ela escolheu estar envolvida nisso tudo, por sua lealdade e amor aos amigos, e eu sou obrigado a estar. No fim, o resto é tudo igual. – Blás se sentiu tocado. Nunca vira o amigo falar daquele jeito. Sofrido, humilhado, cansado. A cima de tudo, sincero. Se sentou novamente.



- Talvez você tenha razão. Mas você sabe o quanto eu gosto dela. Não quero vê-la sofrer. Está sendo muito difícil tudo isso. – Draco se sentou ao seu lado.



- Perdão. – Blás o olhou assustado. Um Malfoy estava pedindo perdão?!



- O que é isso Draco?



- Eu não tinha o direito de fazer isso com você. Não com você que sempre foi como um irmão para mim, mas...



- Nem termine porque vou me sentir pior. Não é como se alguém tivesse culpa. Aconteceu simplesmente. Na verdade está acontecendo antes mesmo de você imaginar. – Blás sorriu fraco, talvez tentando descontrair um pouco todo aquele peso que havia se instaurado. Draco percebeu a mudança na fisionomia do amigo e não entendeu.



- Do que você está falando Blás? – O moreno se levantou.



- Sinto não poder responder, isso cabe apenas uma pessoa. Eu diria que você ainda pode ser surpreender. Boa noite! – Blás deu meia volta e se retirou para o dormitório. Ainda estava doído com toda aquela história mas realmente acreditava que nada era culpa de alguém. Concluiu que ficar perto de Hermione agora seria mais difícil do que nunca, mas estava tranqüilo de qualquer maneira. Percebera que o amigo não estava brincando com ela. Que um forte sentimento existia ali, mesmo que nenhum dos dois ainda não tivesse percebido.



Já Draco ficou intrigado com que o amigo dissera, resolvendo que no dia seguinte daria um jeito de descobrir que história era aquela. Se sentindo sonolento seguiu os passos de Blás e minutos depois já estava em um sono profundo, fato inédito desde que se tornara Comensal.



 



 Na segunda feira, assim que tiveram uma oportunidade, Draco e Hermione se esbarraram na biblioteca e lá ele lhe perguntou sobre o que Blás tinha lhe falado na noite passada. Ela ficou pálida e desconversou, dizendo que os amigos a estavam esperando. Hermione ainda não queria contar a ele que era a garota mascarada que ele quase engoliu em uma festa trouxa.



 



O clima na mesa da Grifinoria durante as refeições não poderia ser pior. Hermione ainda se sentia muito incomodada com a presença pegajosa de Lilá ao lado de Ron. Esse por sinal ainda não olhava na cara da irmã caçula nem do melhor amigo, que ficava com os olhos baixos por se sentir sem graça com a situação.



 



Durante as aulas, Draco e Hermione continuavam sendo Granger e Malfoy como sempre foram. Mas a sós, apesar do sobrenome continuar a sendo dito, eles eram quase um só. Na noite da ronda as coisas voltaram a esquentar na sala dos monitores e Hermione deixou um Draco um tanto frustrado para trás ao voltar sorridente para a sua Torre.



 



Duas semanas se passaram desde o inicio de um relacionamento impossível entre Draco e Hermione e eles já percebiam como os dias de neve podiam ser mais bonitos apesar de tudo. Ela ainda ficava preocupada com os sumiços dele, pensando no que ele poderia estar aprontando. Ele se angustiava em lembrar que o tempo estava correndo e que desde que se envolvera com a grifinoria sua vontade em acabar com aquilo tudo diminuíra drasticamente.



Já era mais um sábado e desta vez o jogo seria entre Grifinoria e Sonserina. A castanha estava animada como nunca se vira para um jogo. Afinal seu... alguma coisa diferente era o apanhador mais sexy do momento, assim como seu melhor amigo. Sua paixão de anos era o goleiro e sua grande amiga uma grande batedora. Não tinha como ficar desanimada.



Hermione andava com pressa pelos corredores frios para chegar rápido ao campo, pois já estava atrasada. Foi ai que viu uma pessoa que há dias nem ouvia o nome e já estava sentindo muita falta. Andou mais depressa.



- Blás! – Gritou antes que ele saísse porta a fora. O moreno parou, mas não se virou para ela. Hermione o alcançou. – O que aconteceu com você?



- Comigo nada. – Respondeu meio distante.



- Como nada? Faz mais de 15 dias que nem te vejo. Você conseguiu sumir! – Blás recomeçou a andar em direção ao campo de Quadribol, Hermione o seguiu intrigada.



- São só muitas lições para fazer Hermione, só isso. – Ela franziu o cenho.



- Hermione?



- Não é o seu nome? – Ela corou. Ele estava sendo grosso com ela e nem desconfiava por que.



- O que foi que eu te fiz? – A voz dela saiu engasgada e só ai Blás parou e a encarou.



- Me desculpe. Sinceramente. Só estou... com alguns problemas e sei que não tinha o direito de descontar isso em você. Por isso estou distante, preciso pensar em muitas coisas. – Hermione o olhava preocupada.



- Se você diz que é isso. Vou para o jogo. Boa sorte para sua casa. – Ela se afastou cabisbaixa. Sua felicidade momentânea abalada. Sentiu que o que ele dissera não era mentira, mas era muito mais do que estava falando.



Já Blás se sentiu pior do que estava durante todos aqueles dias. Teve vontade de matar meio mundo e se matar depois, mas viu alguém que parecia estar pior que ele. Pansy estava sentada em uma pedra olhando o nada.



- Não vai ao jogo Pam? – Ele se sentou ao lado dela que suspirou.



- Estou sem vontade alguma Blás, e você? – Ele deu de ombros.



- Do mesmo jeito. – Pansy o olhou com um olhar desafiador.



- Não acredito que você também se apaixonou por aquela lá. – O menino apenas soltou o ar pela boca fazendo fumaça.



- Isso não importa mais. Só para constar foi muito antes de tudo isso.



- E por que não fez nada então? Digo antes. Você nunca se importou mesmo com essas coisas de sangue. – Pansy estava espantosamente calma e compreensiva. Isso fez com que Blás se sentisse a vontade.



- Na verdade sempre a admirei. – Pansy revirou os olhos. – Ela é muito inteligente e se esforçou muito para se tornar a bruxa que é hoje. Depois ela cresceu e ficou cada vez mais bonita. Mas só percebi que realmente estava apaixonado por ela quando vi a ameaça de perto. Meu melhor amigo entrou no páreo e pior, percebi que eu não tinha nenhuma chance contra ele. – Blás abaixou a cabeça e Pansy suspirou.



- Tenho umas garrafas de whisky de fogo debaixo da minha cama. A Sonserina está despovoada nesse momento. O que você acha de nos esquentarmos um pouco? – Blás riu e se levantou esticando a mão para ela.



- Melhor convite não poderia ter morena. – Pansy também sorriu e deu sua mão a ele. Juntos voltaram para a Sonserina.



 



O jogo estava dramático. Apesar de Rony ter feito boas defesas, a Grifinoria estava perdendo por uma diferença de 30 pontos. Hermione as vezes conseguia ver um pontinho loiro passando perto da sua arquibancada em busca de uma bolinha dourada. Assim como um pontinho moreno. Mas nenhum dos dois ainda havia conseguido alcançar o pomo de ouro.



O frio estava cortante. Mais 3 horas de jogo e alguns alunos já estavam voltando para o Castelo, pois começara a nevar. Parecia que a qualquer momento o jogo seria interrompido pelo mal tempo. Foi ai que toda torcida se calou. Em meio a tempestade de neve, Draco e Harry desciam em uma velocidade incrível de encontro ao chão, ou, ao pomo que só os dois enxergavam. Ambos caíram na grama e ficaram imóveis. O silêncio engoliu todo o campo. O coração de Hermione estava quase parando. Será que os dois haviam se machucado?  



Draco foi o primeiro a se mexer. Com um punho cerrado ele levantou o braço assinalando assim que havia pego o pomo antes de Harry. A torcida verde e prata começou a gritar e o apito final fora dado. Hermione deu um breve sorriso de satisfação. Estava feliz pelo loiro.



 



- Fiquei preocupada com você. – Ela se levantou meio vacilante das almofadas de frente a uma aconchegante lareira.



- Fomos ousados, mas aquele jogo precisava terminar. – Draco se aproximou dela e abraçou pela cintura.



- Por que demorou a vir? – Ela o enlaçou pelo pescoço deixando seus rostos mais próximos.



- Meu time venceu a Grifinoria graças a mim. Esqueceu o tamanho da nossa rivalidade?



- E o tamanho do seu ego? – Ambos riram.



- Isso também. Mas vamos ficar falando de jogo? Sei que você nem gosta disso. Não acha que mereço um presentinho? – Ela estreitou os olhos.



- Você não presta.



Draco a beijou como estava desejando desde quinta, que fora a ultima vez que se viram intimamente. Hermione correspondia tão calorosamente quanto. Logo estavam deitados nas confortáveis almofadas da Sala Precisa. Mais ousado do que sempre, graças as cervejas amanteigadas tomadas na festa da Sonserina, ele passou suas mãos por debaixo da blusa de Hermione que suspirou com o carinho, mas retesou o corpo quando sentiu os dedos dele na barra do sutiã.



- Você poderia relaxar. –Ele sussurrou no ouvido dela mordendo em seguida o lóbulo da orelha.



- Estou tentando. – Ela disse acariciando os cabelos dele.



- Então fecha os olhos.



Ela fez o que ele pediu tão imperativamente. Draco se afastou um pouco ficando ajoelhado com as pernas em volta dela. Delicadamente desabotoou o casaco de lã dela o afastou. Com um carinho que nem ele sabia que possuía o tirou pelos braços moles dela. Depois fez o mesmo com a blusa vermelha de botões. Admirou a pela branca dela tão perfumada e quente. O sutiã simplório que só nela mesmo para ficar tão sexy.



Hermione continuava de olhos fechados na expectativa do que ia acontecer. Seu coração acelerou quando sentiu a ponta do nariz dele acariciar o vale dos seus seios. Em seguida o quente dos lábios dele pousou no tecido fino de algodão de sua peça e ela suspirou profundamente.



Draco resolvera que teria que ter paciência com ela. Por isso, naquele momento apenas sentiria com calma a previa do que ela poderia lhe dar. Beijou os seios dela através do sutiã mesmo. A resposta foi suspiros agoniados e carinhos em sua nuca. Os minutos que ali passou foram os melhores da sua vida, até então. Ao ver que aquilo estava ficando pouco, resolveu voltar para os lábios dela. A apertou com força contra seu próprio corpo tentando aplacar o calor que o consumia.



Hermione de repente o empurrou o assustando. Dando um sorriso malicioso, com ambos sentados, tirou a blusa de frio dele junto com a debaixo. Como ele, sentia uma necessidade de ver, sentir a pele dele. Com um pouco de vergonha e medo, passou a beijar cada pedacinho dele, até a cós da calça, onde parou e voltou a beijar-lhe a boca.



Voltaram a se deitar, até que os ânimos acalmaram um pouco. Um ficou olhando para o outro pela luz da lareira. Ele lhe acariciou o rosto vermelho.



- Você é tão linda, como nunca percebi? – Ela lhe sorriu acanhada.



- Dizem que eu me escondia.



- Você já me achava bonito? – Ela deu um leve soco no braço dele.



- Malfoy!



- Achava não é?! – Ele gargalhou.



- Você é um convencido. – Ele bocejou. – Deve estar cansado, melhor voltarmos.



- Não. Quero ficar mais aqui com você. – Ele a puxou e colocou seu rosto na curva do pescoço dela que sorriu satisfeita.



- Você está muito manhoso.



- Eu sempre fui assim. – Respondeu na pele dela que se arrepiou. Ele sorriu e deu leve selinho ali, fechando os olhos apreciando o cheiro e carinho que ela fazia em seus cabelos.



- Vamos ficar só mais um pouco. Depois eu que tenho que ficar inventando desculpas para os meus amigos curiosos. – Ela disse meio sonolenta. Ele apenas deu um grunhido como resposta, pois já estava quase dormindo.



Mais alguns minutos e ela própria adormeceu. Quando ficavam um nos braços do outro sentiam tanta paz que dormiam como anjos. Ela só acordou tarde da madrugada assustada sem saber o que faria. Ao acorda-lo teve como resposta um beijo acalorado e apertos no corpo. Draco deixou claro que nada adiantaria saírem dali aquele horário. A convenceu ficar com ele até a manha e que, como era domingo, as pessoas acordavam mais tarde então seria mais tranqüilo. Se abraçaram mais uma vez e dormiram.



Hermione teve problemas no café da manhã quando Harry insistia em dizer que ficou até tarde no salão comunal e não a vira voltar da biblioteca. Ela disse que voltara e que não o vira, por isso passara direto para o dormitório. Gina apenas a encarava com o rosto preocupado, enquanto Rony fazia esforço em fingir que não estava prestando atenção na conversa. Esconder mais aquele segredo de seus amigos estava mais difícil do que ela supunha, mas valia a pena demais. A noite que tivera tinha sido a melhor de toda a sua breve existência.


 


 


 


n.a: Acho que esse cap ficou menor, mas é pra vc's não ficarem mt tempo sem att por aqui...



Agradeço do fundo do coração todos os coments e todoas aqueles que estão lendo!  \o/



Contiuem comentando pq é isso que da animo de escrevert.. ainda mais agora que meu tempo ta apertado.... bem apertado... 



COMENTEM!



bjoks.. e até o proximo.

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Comentários: 1

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Enviado por Artemis Granger em 10/07/2012

ahhhh Blaiseeeee
eu gosto tanto dele :-(

Nota: 1

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