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9. Mental


Fic: Cansei de Ser a Mesma III


Fonte: 10 12 14 16 18 20
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9


Mental




         Passei para fora de sua sala e vi o progresso invadir meus olhos. Todos trabalhando como se fosse o último caso de suas vidas, todas as mesas cheias de pessoas pesquisando e rastreando qualquer tipo de movimentação das trevas.


         O Ministro da Magia foi bem claro e seco em suas palavras: qualquer mínimo deslize, a liderança vai para a equipe de Will Polk. Ninguém queria que isso acontecesse e não fariam por menos para isso acontecer.


         Uma pequena pausa para todos comerem alguma porcaria nas ruas de Londres, deixou o departamento ligeiramente vazio. Fiquei sentada com os pés sobre a minha mesa lendo e relendo relatórios de Azkaban sobre o estado mental de Draco Malfoy.


         Ala Oeste, meio de Outono, noite.


         Prisioneiro Draco Brack Malfoy, dezoito anos, três meses e cinco dias.


         Sessões privadas: 15 até dado momento.


         Sessões coletivas: 6 até dado momento.


         Auror Regente: Estúrgio Podmore.


                   Prisioneiro indicou primeiras alucinações na segunda troca de lua do outono. Sem escoriações, traumas ou quebras. Comportamento aceitável.


         Sessões privadas eram quantas vezes deixavam Malfoy sozinho em uma cela de isolamento do mundo. Cada sessão durava três dias de Azkaban, o que equivale a quatro horas nossas. Sessões coletivas eram com os Dementadores.


         Merlin, o que fizeram com ele?


         - Você vai comer alguma coisa? – Perguntou Harry puxando uma cadeira e sentando-se ao meu lado. Abaixei as pernas e guardei aqueles papeis debaixo dos outros.


         - Estou sem fome.


         - E seu braço? – O movi por completo. – Essas poções fazem milagre. – Encaramos o nada por alguns segundos. – Polk está em patrulha em um lugar que nunca acontece nada. – Riu marotamente.


         - Não entendo sua rixa com ele, Harry.


         - Lógico que entende, Hermione, o cara te come com os olhos e eu odeio isso. – Disse entre os dentes.


         - Eu sou apenas sua, Harry James Potter. – Acariciei seu rosto. – E eu esperava que você fosse agradecê-lo por ajudar a te salvar.


         Gargalhou.


         - Esqueça, querida. – Segurou minha mão. – Ele mais atrapalhou do que ajudou. – Ponderei.


         - Os Dementadores tentaram nos atacar duas vezes. - Me olhou confuso. – E uma dessas, eles não respeitaram nossos títulos. Polk conseguiu provocar um Dementador. – Rolou os olhos.


         - Ele colocou sua vida em risco, e você ainda quer que eu agradeça? – Soltou um muxoxo e cruzou os braços olhando para os lados.


         - Ok, não peça! – Soltei nervosa.


         Ele rumou até sua sala e ficou lá dentro até todos voltarem do lanche. Voltei a ler as anotações sobre o estado mental de Draco.


Ala Oeste, final de Outono, noite.


         Prisioneiro Draco Brack Malfoy, dezoito anos, cinco meses e onze dias.


Sessões privadas: 26 até dado momento.


         Sessões coletivas: 19 até dado momento.


         Auror Regente: Estúrgio Podmore.


                   Prisioneiro indicou alucinações freqüentes, perda de memória recente e perca de apetite. Na última lua, escoriou braço direito e antebraço direito e quebrou o tornozelo direito. Tomou poções de reconstrução de ossos e progride na recuperação física. Comportamento aceitável..        


         Baixei a folha e me assustei com olhos verdes lotados de rímel e a sua incrível cabeleira ruiva sedosa parada na minha frente.


         - O que foi? Viu um fantasma? – Ironizou terminando de se sentar.


         - Não tem graça, Gina. – Guardei as folhas e me apoiei a mesa.


         - Soube o Ministro deu o caso para vocês. – Ergueu uma sobrancelha.


         - Pois é, não perdi o dom de persuasão. – Rimos baixo. – E como está lá embaixo? – Ela torceu o nariz.


         - Uma confusão. Estamos perdendo alianças muito importantes por causa da fuga do Malfoy, querem extraditar presos de Azkaban para as outras prisões o quanto antes.


         - E o Ministro não está nem um pouco feliz com isso.


         - Com certeza, não. Mas meu chefe não está ligando, é apenas coisa do momento.


         Analisamos o pessoal sentando em suas mesas e voltando a trabalhar.


         - Hoje eu vou sair com o Dammon. – Sorriu maliciosamente e eu não entendi. – Dammon, Hermione? Lembra, o cara que eu estava saindo?


         - Ah, primeira vez que eu escuto você dizer o nome desse misterioso cara. Vocês estão firmes? – Concordou fazendo uma careta. – E você não esta feliz por isso?


         - Lógico que sim, Hermione! Mas é que- -


         Um estalo fez nossas cabeças se virarem para a grande porta. Dois homens corpulentos trazia pelos braços um terceiro, vestido totalmente de preto e um arrombo em sua testa que sangrava horrores.


         - Aqui não é o St. Mungos! – Soltou Falkes aborrecido vendo a sujeira que eles estavam fazendo.


         Jogaram o corpo do homem que relinchava em cima de uma cadeira e apontaram a varinha para seu peito. Fomos até o homem assim como todos do departamento. Falkes pediu que todos voltassem ao seu trabalho, mas eu, Gina e Harry permanecemos ali, firmes e fortes.


         Seu braço direito estava a mostra com a marca negra tatuada. Harry começou a ter aqueles pequenos espasmos com o pescoço e tentou disfarçar o máximo.


         O bruxo das trevas tombou a cabeça para trás e ficou imóvel. Falkes surgiu com adrenalina em frasco e o fez beber cada gota. Depois de três segundos, saltou da cadeira e logo foi amarrado com as mais grossas corretes na cadeira.


         - ME SOLTA! – Gritava e rosnava espirrando baba e sangue para todos os lados.


         - Aonde pegaram esse? – Perguntou Harry lançando um feitiço em volta de sua boca para quietar-se.


         - Perto de Lewisham. – Meus olhos ficaram como duas ameixas.


         - É aqui do lado. – Soltou Gina também inconformada.


         O Comensal queria falar, mas com o feitiço de Harry, estava impossível. O moreno se aproximou dele e olhou profundamente em seus olhos pretos.


         - Eu vou te soltar, mas qualquer mínimo grito e você nunca mais falará em sua vida. – A respiração agitada do Comensal diminuiu e ele concordou lentamente com a cabeça.


         Harry retirou o feitiço.


         - Vamos começar, - - O moreno pegou um frasquinho de Poção da Verdade e enfiou goela abaixo. – quem sou eu?


         - Harry Potter. – Grasnou.


         - Onde você está?


         - Ministério da Magia.


         - Quem é você? – Ele demorou um pouco para dizer.


- Augusto Rookwood. – Falkes soltou um muxoxo e bateu as mãos nas pernas.


- Ele não é Augusto Rookwood!


- Ele tomou poção da verdade!


- Rookwood trabalhou comigo dezessete anos atrás. Eu o conheço muito bem e esse aí, não é ele.


Saquei a varinha e apontei para o meio de sua testa.


- Finite Incantatem. – Seu rosto começou a borbulhar e sair uma mera fumaça de cada estouro de bolha. Ele gemia com a dor e logo, um novo rosto de formou.


- A poção não funcionou? – Perguntou Gina intrigada.


- Eu posso? – Perguntei ainda com a varinha erguida para ele.


- Faça o que quiser, Granger. – Disse Falkes um pouco aborrecido com o não funcionamento da poção.


- Legilimens.


A mente de um comensal é a última coisa que qualquer pessoa queria entrar. Um grande preto se formou primeiro, a marca negra vinha em minha direção e a sua cobra se transformou em Nagini. Pude ver tomando poção polisuco e depois usando feitiço contra poções.


- O desgraçado está bloqueado. – Soltei ao voltar ao normal.


- Certo, vamos para minha sala? – Harry levitou a cadeira do homem e entraram em sua sala, apenas ele, o Comensal e Falkes.


Odiava quando Harry usava seus modos de tortura.


Ala Oeste, começo de Inverno, tarde.


         Prisioneiro Draco Brack Malfoy, dezoito anos, seis meses e dezoito dias.


Sessões privadas: 48 até dado momento.


         Sessões coletivas: 19 até dado momento.


         Auror Regente: Estúrgio Podmore.


                   Prisioneiro recusa comida e água. Toma tônicos e começou a se exercitar. Alucinações moderadas. Comportamento regular...


         Quando o relógio marcava dez horas da noite, a maioria das pessoas já tinham ido para suas casas e o turno da noite estava assumindo seu lugar.  


         Finalmente, Harry e Falkes deixaram a sala com o prisioneiro preso em uma maca vertical babando e dizendo coisas incoerentes. Senti uma pequena raiva, mas depois, se transformou em alívio quando Harry veio em minha direção com possíveis boas noticias.


         - Você nem acredita aonde eles podem estar. – Sentou-se a minha frente.


         - Eu tenho até medo de perguntar. – Ele jogou em minhas mãos alguns pedaços de pergaminhos usados na transcrição mental que obrigaram o preso a fazer.


         Aquele símbolo estava de volta.


         - Impossível. É o lugar mais seguro do mundo.


         - Não é necessariamente dentro dela e sim em seus arredores.


- Estamos falando de Hogwarts, Harry. O bruxo mais poderoso dorme naquelas masmorras todos os dias!




Passou a mão nos olhos e bocejou.




– Eu só quero dormir um pouco, amanhã poderemos discutir mais sobre isso.




         E quem sou eu para negar?


Larguei as coisas como estavam e saí, junto com meu namorado, agarrados, como se o mundo estivesse relativamente normal.


         Pegamos o elevador juntos, passamos pelo átrio, quase deserto, demorando na inspeção de entrada e saída de pessoas do Ministério e, depois de quase uma discussão com um guardião, pousamos do lado do nosso carro.


         Harry segurou na minha cintura e eu envolvi seu pescoço com meus finos braços. Um friozinho bateu e nos juntamos em um abraço. Como era gostoso estar nos braços daquele homem.


         Mesmo morando na mesma casa, dividindo a mesma cama e comendo da mesma comida, eu ainda sinto falta de momentos como esses. Várias vezes, me questiono porque colocamos o trabalho a frente de nossa relação. As possíveis respostas seriam a relação comunal de estarmos no mesmo ramo, no mesmo departamento e dividindo quase a mesma mesa. Outra evidência é que não temos família perto de nós para almoçarmos no domingo ou fazer um passeio pela costa no sábado à tarde.


         Temos muitos amigos, e não podemos reclamar. Mas nada substituí a família.


         Ah, que saudade de vocês.


         Assustamos com um barulho de pedrinhas rolando para nosso lado. Parado a três metros de nós, vimos uma silhueta conhecia se formar no meio da escuridão.


         Rolei os olhos e sussurrei para Harry entrar no carro, que ainda dava tempo de fugir.


         - Boa noite, senhor. – Disse ele me ignorando por completo.


         - Oh, boa noite, Harry. – Dumbledore se aproximou de nós aos poucos. Levava as duas mãos na altura do estômago, juntas. Sua barba estava um pouco mais longa e um grande estrago em sua maçã direita nos fez arregalar os olhos.


         - O que houve com seu rosto? – Perguntei fazendo uma careta logo depois.


         - Malditos trasgos. – Balançou a cabeça esquecendo-se das memórias. – Soube que estão liderando o caso atrás do Malfoy.


         - As notícias correm. – Soltei e Harry me cutucou.


         - Ah, e como correm. Lembro-me bem de que vocês foram os responsáveis pela primeira prisão do rapaz. – Concordamos com a cabeça. – Vocês são os mais preparados, realmente. – Eu senti uma ponta de ironia?


         O velho fitou o céu e suspirou.


         - Não a mais tempos de paz, Harry.


         - Nunca houve, senhor. – Retrucou.


         Agora, era a vez de nos fitar.


         - Vocês não terão sossego. – Deu uma pequena risada. – Vocês fazem falta naquela escola.


         - As aulas não irão começar, não é? – Ele encarou o chão com um pequeno sorriso.


         - Nunca pensei que não entraria nenhuma criança por aquela porta no primeiro dia de setembro. – Andou até nós. – Unicórnios.


         Os olhos do moreno ficaram enormes.


         - Quando? – Olhei surpresa para Harry vendo que ele entendeu aquela insinuação.


         - Hoje.


         - É um jogo de palavras? Me expliquem, talvez eu possa brincar. – Ironizei cruzando os braços.


         - Unicórnios foram encontrados mortos, Hermione. – Ele não me olhava. – O Comensal soltou alguma coisa sobre isso.


         - Quem eles querem ressuscitar dessa vez? – Eu odiava meu humor.


         Um estalo fez com que nossas cabeças virassem a direção contraria do professor. Não era nada, apenas um escapamento infeliz de uma moto velha. Voltamos à atenção ao velho que não estava mais lá.


         - Eu o odeio. – Soltei emburrada enquanto Harry entrava no carro pensativo. – Ele sempre some...


         - Tenho certeza que não foram os trasgos que fizeram aquilo com o rosto dele. – Sentei ao seu lado e ele conduziu até o nosso hotel.


         Aquela bagunça de estourar paredes e sacadas foi arrumada rapidamente por agentes especiais do Ministério. Sabe-se lá quantas memórias foram apagadas, mas aquela sensação de estar sendo julgada por ser diferente sempre é predominante.


         Por isso, decidimos nos mudar novamente.


         Cogitamos voltar para casa, mas qualquer pessoa em sã consciência não faria isso.


         Subimos rapidamente, fizemos nossas malas em cinco minutos e já estávamos pagando a conta. Sentada em cima da minha mala esperando o vallet trazer nosso carro, fiquei nos chamando de covardes e infantis. Segundo hotel em menos de duas semanas.


Ala Oeste, fim de Inverno, manhã.


         Prisioneiro Draco Brack Malfoy, dezoito anos, nove meses e dois dias.


Sessões privadas: 48 até dado momento.


         Sessões coletivas: 65 até dado momento.


         Auror Regente: Estúrgio Podmore.


                   Prisioneiro com lesões nos antebraços, tornozelos e joelhos. Fratura de duas costelas, três falanges e úmero. Resultado de tentativa de enforcamento do prisioneiro Petrus Willis.. 


         De carro, fizemos um breve tour por todo o centro de Londres. Quando olhamos para a hora, eram mais de duas da manhã. Eu estava quase dormindo e Harry não estava muito atrás. Dirigimos até um dos bairros dos arredores do centro: Wandsworth.


         Era um bairro como os outros, as casas provinciais predominavam, as pessoas eram calmas; poderíamos ficar por ali. Nos hospedamos no primeiro hotel que vimos e já caímos naquela cama gostosa e aconchegante.


          Contrai todo meu corpo com uma sensação de endorfina alta no sangue. Agia como um gato se aninhando em sua almofada gigante. Harry ficou distraído com tudo a sua volta: abajures, tapetes felpudos, papel de parede sem graça até virar definitivamente para um lado e capotar até de sapatos.


         Sem vida, levantei-me e fui até o banheiro. Encarei a face do cansaço refletido naquele espelho. Passei um pouco de água fria nas maçãs do rosto e depois, migrei até a grande sacada. O vento era médio, mas muito refrescante.


         Daquela altura, podia ver quase toda Londres.


         Ah, Londres. Cada pessoa ali nem imagina o risco que está correndo. Quantas famílias ainda serão devastadas pelo “simples poder de extermínio dos diferentes a eles”?


Nunca desejei que nenhuma menina fosse acordada com policiais em sua porta dizendo que seus pais estão mortos. Ou talvez nunca desejasse que ninguém se apaixonasse pelo perigo, mesmo que fosse um loiro alto dos olhos perfeitos.


Debrucei-me na fina grade e fechei os olhos com o toque de mais uma rajada de vento.


Ala Centro-Oeste, fim de Primavera, noite.


         Prisioneiro Draco Brack Malfoy, dezenove anos, um mês e três dias.


Sessões privadas: 54 até dado momento.


         Sessões coletivas: 72 até dado momento.


         Auror Regente: Estúrgio Podmore.


                   Prisioneiro teve cela alterada por pedido do Ministro da Magia de Londres, Rufo Scrimgeour, para melhorias em sua saúde. Recupera-se de lesões nos antebraços, nos punhos e nos tornozelos.


                   Obs: Prisioneiro de Azkaban com mais sessões coletivas em tão pouco tempo...


Acordei assustada, com meu peito se movimentando a milhão e as duas mãos agarradas nos lençóis. O fraco sol que entrava pela janela que eu esquecera aberta na outra noite denunciou o dia chato que teríamos.


Enxuguei o suor com as costas da mão e vi Harry se mexer desconfortavelmente ao meu lado, querendo não acordar.


Pulei da cama e já fui encher a banheira para tomar um longo e relaxante banho. Não queria ficar pensando no sonho que tive, apesar dos flashes do último encontro que tive com Malfoy ainda me perturbar.


Harry soltou um gemido e finalmente levantou.


Soltou um bom dia e entrou no banheiro enquanto eu pegava meus produtos de higiene pessoal dentro da mala. Bateu a porta e reinou lá dentro.


Fui até a grande sacada e a fechei, afinal, estava começando a congelar o quarto. Ao me virar, encaro dois olhos negros juntamente com a pele aparecerem a trinta centímetros de mim. Soltei um grito e agarrei um enorme travesseiro contra o meu corpo, tampando o micro pijama que estava.


Harry saltou de dentro do banheiro se enrolando em uma toalha e pingando água para todos os lados.


- Mas que diabos...! – Ele ia começar até reconhecer o afro-descendente Shacklebolt. – Esquecemos dos feitiços anti-aparatação... – Voltou para o banheiro, vestiu uma calça e voltou para sala.


Eu ainda estava estagnada no meio do quarto agarrando o grande travesseiro.


- Foi difícil encontrar vocês. – Bufou tirando de dentro do seu manto um pedaço de pergaminho e entregando a nós. – Seu chefe estava querendo arrancar a cabeça de todos os funcionários.


- E porque você está com esse sorriso? – O homem minguou aos poucos.


- Eu não estava sorrindo, não tem motivos para se sorrir.


- Oh, por Merlin, não exagere... – Soltei bufando.


A cada palavra, Harry desembrulhava o envelope mais rápido e ansioso. Percorremos, juntos cada linha escrita com pena e tinta naquele pergaminho.


Meu estômago afundou e chamou por comida.


- Eles podem fazer isso? – Perguntei enquanto Harry amassava a carta e a queimara quando a jogou no chão.


- Esqueça! – Gritou abrindo a sacada que eu tinha fechado. 


- Ordens do Ministro da Magia a todos os funcionários do Ministério, não só a vocês.


- Proibir a gente de usar utensílios trouxas? Eles estão achando o quê? Que iremos usar de tecnologia pra ferrar com aqueles que nem sabem usar um telefone? – Explodi como Harry.


- Essa lei se restringe a meio de locomoções trouxas, celulares e eletrônicos que possam ser usados como meio de comunicação. – Gargalhei.


- Deve estar com remorso de não ter um Twitter...! – Ironizei jogando o travesseiro longe.


- Soube até um caso de um louco que criou um MySpice.


- MySpace. – Corrigiu Harry.


- E- - Hesitou em dizer.


- E o quê? – Paramos a sua frente, cruzando os braços.


- O Ministério quer controlar a locomoção de todos os bruxos no mundo. – Ergui uma sobrancelha.


- A viadagem de inspecionar as Aparatações voltou? – Harry já tinha passado por isso um pouco depois de se formar e abriu um processo contra o Ministério para tirar essa lei maluca. Onde fica a privacidade?


- Aparatações, Rede Flu, NightBus e veículos enfeitiçados. Tudo será controlado.


Nos olhamos incrédulos antes do auror aparatar.


 


Ala Centro-Oeste, meio de Verão, noite.


         Prisioneiro Draco Brack Malfoy, dezenove anos, quatro meses e quatorze dias.


Sessões privadas: 65 até dado momento.


         Sessões coletivas: 79 até dado momento.


         Auror Regente: Estúrgio Podmore.


                   Sem alterações. 


         Aparatamos no átrio do Ministério. A segurança estava absurda, ninguém conseguia descer de um departamento para o outro sem ser revistado. Como ninguém segura Harry quando ele está nervoso, peguei o embalo dos seus empurrões e entrei no departamento.


         Falkes estava púrpura e falava mal da quinta geração de sua própria família.


         - Vocês receberam isso?! – Segurava o papel, já todo amassado.


         - O Ministro está falando! – Uma voz surgiu ao nosso lado e corremos para o espaço aberto do nosso departamento. Em um pedaço longo de cetim, o rosto do Ministro estava estampado e logo começou a dizer:


         - Decreto a Lei 135.34, artigo 45, parágrafo primeiro: Todos os Funcionários do Ministério da Magia de Londres terão seus objetos trouxas – incluindo objetos de comunicação, mídia e transporte trouxa – confiscados pelo Esquadrão de Análise de Objetos trouxas até as quatorze horas de hoje. Se algum funcionário bruxo estiver portando qualquer objeto citado na lista afixada em todos os departamentos, será encaminhado até o Departamento de Controle de Infratores das Leis Bruxas, no quarto andar do Ministério da Magia de Londres.


         Eu não podia acreditar naquilo.


Ala Centro-Oeste, final de outono, noite.


         Prisioneiro Draco Brack Malfoy, dezenove anos, oito meses e dois dias.


Sessões privadas: 104 até dado momento.


         Sessões coletivas: 89 até dado momento.


         Auror Regente: Estúrgio Podmore.


                   Prisioneiro com alucinações em estado avançado. Rejeita comida e água há quatro dias. Comportamento aceitável...


         Estávamos em uma fila imensa na frente de três mesas de madeira fajuta com três inspetores idiotas sentados atrás. Tinham braçadeiras douradas e estavam colocando cada pertence de cada funcionário dentro de caixas que eram armazenadas em um baú mágico.


         Encontramos Gina na fila do lado, também nervosa e incrédula com essa nova lei.


         - Três pessoas do meu departamento pediram demissão hoje.


         - Eu sou a próxima. – Comentei bufando.


         - Não antes de mim.  – Soltou Harry.


         Finalmente, minha vez chegou. Olhei aquele rapaz e a caixa de papelão mal cortada que estava em suas mãos.


         - Objetos de comunicação, mídia ou transporte trouxa. – Ergueu a caixa um pouco mais. Eu estava segurando outra caixa com tudo que eu poderia entregar. Joguei chave do meu carro, meus dois celulares, um Tablet e um netbook.


         - Nome? – Perguntou arrogantemente.


         - Granger, Hermione Jane Granger. – Me olhou da cabeça aos pés.


- Cargo?


- Auror.


         Chamou o próximo.


Ala Centro-Oeste, final de Inverno, tarde.


         Prisioneiro Draco Brack Malfoy, dezenove anos, onze meses e treze dias.


Sessões privadas: 114 até dado momento.


         Sessões coletivas: 152 até dado momento.


         Auror Regente: Estúrgio Podmore.


                   Prisioneiro com estado físico inalterado, estado mental decadente...

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