- Lumus! - Disse a voz de Sirius. A varinha dele se acendeu, mostrando seu rosto, o de Tiago ao seu lado e o de Pedro. Remo acabara de entrar. Todas as esperenças de Marlene de um encontro romântico foram por água abaixo.
- Oi, gente! - Saudou Marlene sem jeito.
- Oi, Marlene. Está melhor? - Disse Tiago ajeitando os óculos.
- Muito melhor. Era um feitiço realmente bobo o do anel, mas exageraram na dose...
- Não foi Almofadinhas que mandou! Eu posso provar! - Gritou Pedro.
- Eu sei, Pedro. Eu sei. Mas o que eu não sei é o motivo de estarmos todos parados aqui...
- Eu disse a você, Marly, que tinha coisas a explicar. Quero começar sobre isso aqui. - Disse Sirius se baixando para pegar a capa da invisibilidade de Tiago.
- De quem é a capa? - Perguntou Marlene depois de murmurar: "Lumus" e sua varinha se acender também.
- É minha. - Respondeu Tiago levemente hesitante. - Usamos para nos esgueirar a noite e/ou em lugares proibidos.
Marlene riu.
- Como vocês sabem que nunca vão encontrar ninguém?
- Bem, graças a uma invenção nossa: O mapa do maroto! - Disse Sirius. - Olhe, Marly.
Ele estendeu o pedaço de pergaminho mais valioso, em sua opinião. Marlene sacou a própria varinha, bateu no mapa e disse:
- Juro solenemente que não pretendo fazer nada de bom. - Disse ela. Tiago, Pedro e até Sirius a olharam impressionados. Ela gargalhou antes de responder. - Eu já escutei algum de vocês falando isso, mas nunca soube o que era esse pergaminho. - Ela deslizou os dedos pelo mapa. - Um mapa de Hogwarts! E diz onde todos estão, e o que estão fazendo! Vocês são gênios, rapazes.
- Sabemos disso. - Disse Tiago despenteando os cabelos.
- Fico tão feliz que estão confiando em mim! Agora, sinto-me bem mais inclinada a ajudar você com a Lílian, Tiago. - Tiago sorriu e fez uma reverência. Sirius revirou os olhos. - Mas tem uma coisa que preciso muito perguntar: por que esses apelidos?
- É o que falta contar. - Respondeu Remo. - Mas você tem que deixar a mente aberta e tentar não surtar.
Marlene apertou a varinha com mais força.
- Certo.
- Venha comigo lá fora. Vou-lhe contar tudo enquanto eles se preparam. - Remo segurou o pulso da amiga e a conduziu para fora da passagem.
- Animagos! Animagos, Remo? - Perguntou Marlene muito baixo.
- Sim, foi o único jeito. Eles conseguiram há pouco tempo, para poderem me acompanhar nas noites difíceis.
- Amanhã vai ser uma noite difícil, não vai?
- Sim. Então, até o próximo sábado, Sirius estará indisponível todas as noites. - Marlene fechou os olhos com tristeza, Remo teve a sensação que ela fazia muito esforço para não se alterar.
- Claro. - Disse Marlene com a voz firme e calma. - Eu entendo perfeitamente. Ele precisa, de, tempo, com, vocês. - Disse parando antes de cada palavra.
- Marlene, você é incrível! - Disse Remo, Marlene olhou para o amigo. Uma das pessoas mais leais, corajosas e honestas que ela conhecia. Também uma das pessoas mais injustiçadas que conhecia. Sorriu melancólica e então o abraçou, torcendo para que ele não notasse a lágrima que ela deixou cair em seu ombro.
- Caham! - Disse Siriu lá de dentro. - Estamos prontos!
- Tudo bem. - Disse Remo soltando Marlene imediatamente. - Já estamos entrando. Você já está pronto também? Não temos pressa.
Houve, pareceu a Marlene, um rosnado lá dentro.
- Tudo bem, tudo bem! Desculpe. Estava brincando. - Dessa vez Remo entrou primeiro, depois Marlene. Ela ficou grata, pois teve mais tempo para recompor a expressão.
- Lumus! - Disse ela para fazer par com Remo, que já segurava a varinha acesa.
- Marlene McKinnon? Este e Tiago Potter. - Então ele direcionou a luz pada onde estava Tiago. Em seu lugar, agora, havia um cervo, que já tinha a galhada completa e crescida. Tinha patas musculosas e olhos inteligentes.
- Você esqueceu de tirar os óculos! - Disse puxando os óculos, agora mal-encaixados, da cabeça do cervo. Tiago soltou um sonido que pareceu uma risada.
- Já este aqui, é Pedro Pettigrew. - Disse Remo direcionando a luz para um rato.
- Ah! Pedro não consegue virar animal nenhum? Ele parece o mesmo para mim... - Remo riu, mas o rato, simplesmente deu as costas para Marlene, que sorria.
- E por último, mas não menos importante: Sirius Black. - Dessa vez, antes que Remo apontasse a varinha para o animal em que Sirius se transformara, Marlene fez isso.
- Oh! - Disse ela ao ver o enorme cachorro preto parado ali. Ele fitava Marlene e balançava o rabo. Marlene deu um passo para ficar mais perto dele, depois se abaixou. Então, carinhosamente, deslizou os dedos pela linha de coluna do cão-Sirius. E, acariciando-o atrás da orelha, comentou: - Ele também não muda muito.
Houve risadas, e Marlene levou um choque ao perceber que Tiago e Pedro já tinham voltado a forma original, e quando virou-se de volta para Sirius, percebeu que ele também já estava humano. Eles se olharam fixamente por vários segundos.
- Então, que massacre foi aquele no último jogo da Corvinal, hein? Quem diria que a Lufa-Lufa ia ganhar um jogo algum dia. - Comentou Tiago, estupidamente.
- Caiam fora, vocês três. - Disse Sirius aos amigos.
- Quanta gentileza, Almofadinhas. Vou me lembrar disso antes de dizer por aí que você é meu melhor amigo! - Reclamou Tiago.
- Pontas, vamos. - Disse Remo tentando conduzir o amigo para a saída.
- Não, vou te contar, quando você acha que pode confiar em alguém...
- Tiago, se quiser minha ajuda com a Lílian, sugiro que dê um fora. Agora. - Disse Marlene.
- Ah, agora entendi porque Almofadinhas a chama de Agridocicada, Marlene. - Riu Tiago, mas finalmente saiu.
- Finalmente. Sozinhos. - Disse Sirius puxando Marlene para mais perto.
- É. Finalmente. - Repetiu Marlene. E eles se beijaram.